terça-feira, 25 de janeiro de 2022

'Entre celular e drogas não há muita diferença’, diz psicólogo espanhol

O psicólogo espanhol Marc Masip trabalha com jovens para educá-los sobre o uso adequado da tecnologia e evitar a dependência
O psicólogo espanhol Marc Masip trabalha com jovens
para educá-los sobre o uso adequado da tecnologia e evitar a dependência
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“O celular é a heroína do século 21” explicou o psicólogo espanhol Marc Masip em entrevista à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.

Facebook, Instagram ou WhatsApp pedem prestar atenção ao nosso grau de dependência das novas tecnologias, porque podemos estar feiamente viciados.

No dia 4 de outubro, milhões de pessoas ficaram frustradas quando as três plataformas acima ficaram fora do ar por seis horas.

Para alguns foi como a síndrome de abstinência que sofrem os que abandona as drogas, o álcool ou o cigarro.

Não é uma comparação exagerada diz o psicólogo espanhol Marc Masip: “O celular é a heroína do século 21”, diz ele sem rodeios.

Ele cuida do tratamento de desintoxicação em clínicas para viciados em tecnologia e onde a reabilitação pode se tornar mais difícil do que a dos dependentes dos narcóticos.

“Todo mundo sabe que as drogas fazem mal, enquanto que todos nós usamos as novas tecnologias sem saber o tamanho do dano que podem causar”, explica Masip na entrevista.

“As pessoas enlouqueceram [quando as mencionadas plataformas ficaram fora do ar] quando na realidade nada estava acontecendo. Estamos todos um pouco perdidos. Os vícios são como todos os vícios, e não há muita diferença entre o vício em drogas e o vício em telefone celular.

Adição às telas a ponto de esquecer as amizades é sintoma de vício
Adição às telas a ponto de esquecer as amizades é sintoma de vício
“As drogas não podem ser bem usadas, mas o celular pode. E tem gente que compara o celular a um martelo que pode ser utilizado bem ou mal, mas não conheço ninguém viciado em martelo”.

“Quando a heroína começou a ser consumida, não se sabia o quão ruim era, e no final morreu muita gente. Espero que não seja assim agora, mas tem gente que morre porque usa o celular até quando está dirigindo.

Há consequências para a saúde mental que ainda não entendemos por conta do abuso do telefone celular.

“Estamos vendo consequências no desempenho acadêmico dos jovens, acidentes de trânsito que podem levar ao pior, ansiedade, estresse, frustração, transtornos alimentares desencadeados pelo Instagram.

“Vemos como os jovens se comunicam por meio das telas de forma rápida, fácil e confortável, mas no cara a cara eles são covardes porque não têm ferramentas para sentir empatia, olhar ou abraçar.

“Mas acima de tudo o pior é a dependência, o humor das pessoas muda para pior quando ficam sem Facebook ou WhatsApp.

“Achamos que nossos filhos não terão amigos se não tiverem smartphone e redes sociais, mas isso é mentira.

Temos que proteger as crianças das telas para que não precisem tanto delas. Para uma criança, ter um smartphone antes dos 16 anos traz mais desvantagens do que vantagens.

Dependência do smartphone precede crises depressivas perigosa
Dependência do smartphone precede crises depressivas perigosas
“Se os adolescentes exigem smartphone, é sobretudo por causa das redes sociais. Mas o que as redes sociais oferecem para eles? Curtidas? Essa não é uma contribuição real. A curtidas são apenas uma injeção cavalar de dopamina.

“Na verdade, quanto mais o eu virtual se afasta do eu real, mais gera frustração. E essa frustração é muito próxima da dependência e do vício.

“É importante educar, sobretudo os mais jovens, que não é preciso mostrar sempre o que não somos ou o que gostaríamos ser para sermos aceitos. É preciso trabalhar muito a autoestima dos jovens.

“Por mais tecnologia que criem e mais dinheiro que invistam, nada será capaz de dar um abraço como outra pessoa te dá ou um beijo como a pessoa que você ama.

“Meça sua síndrome de abstinência. Se você precisa consumir algo quando não tem. É algo bastante evidente nas drogas, mas também acontece com as novas tecnologias.

“Observe também se você substitui atividades, se você deixa de fazer algo para ficar mais atento ao celular. Isso pode acontecer quando você passa tempo com a família, trabalha, dirige, pratica esportes ou sai de casa.

“Preste atenção se o celular faz você se evadir. Se você pega (o celular) para ver uma coisa, e passa uma hora sem que você perceba. Com esses exemplos, você pode se avaliar muito bem.

“É preciso regulamentar os próprios aplicativos, as próprias empresas, para que depois as coisas cheguem bem ao resto do mundo, sem elementos nocivos ou viciantes”.



terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Imoralidade e satanismo em catedrais sob pretexto de “cultura”

Beijo de Judas, Giotto  (1266-7 – 1337) Capela degli Scrovegni, Padua
Beijo de Judas, Giotto  (1266-7 – 1337) Capela degli Scrovegni, Padua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Santos dotados de luzes proféticas ensinaram que a fúria do inferno só pode atingir seus objetivos atacando a Igreja por dentro. Cfr. Beato Palau: Misteriosa estirpe espiritual de Judas agindo na Igreja

Nem o Sinédrio, nem Pilatos, nem Herodes, nem Barrabás impediram a pregação do Divino Redentor. Foi necessário um Judas Iscariotes, um do círculo seleto dos apóstolos, para entregar Cristo aos carrascos. E com um beijo! “Jesus perguntou-lhe: ‘Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!’”. São Lucas, 22

Desde então, o inferno tenta infiltrar a Igreja para destruí-la por dentro. A autodemolição da Igreja explicitada por Paulo VI adquire hoje plena e terrífica aplicação.

Essa autodemolição vem provocando uma devastadora sucessão de profanações de sagradas catedrais com a anuência dos respectivos bispos, em diversas cidades e países, sob pretexto de “cultura”.

Assim aconteceu recentemente na catedral de Toledo, primada da Espanha, onde foi gravado o vídeo musical “Ateu” focado em danças sensuais e relações carnais, como informou ACIPrensa.

Não reproduzimos imagens do vídeo 'cultural' pela sua obscenidade
Não reproduzimos imagens do vídeo 'cultural' pela sua obscenidade
Ante as críticas indignadas dos fiéis, o bispo esboçou uma retratação.

Outra tentativa – corajosamente impedida in extremis pelos fiéis – deveria ter acontecido na catedral de Nantes, França, com músicas e cenas “satanistas”, exaltando relações sexuais com o diabo ou sugerindo missas negras, segundo noticiou “Corrispondenza Romana”.

Outro recente passo desse método da autodemolição visou a catedral de Bariloche financiado pelo governo da província (estado) de Río Negro em apresentações “culturais” obscenas e sacrílegas rotuladas “Retorno ao ritual” e “Rédeas livres” no âmbito do FIMBA (Festival Internacional de Música de Bariloche), segundo noticiou “Infocatólica”.

Um fiel testemunhou o ato sacrílego em Bariloche com luzes de boate e música extravagante para conformar um espetáculo ímpio.

Uma moça comentou após a sessão: “é profundamente triste ver luzes de boate, telas com uma garota dançando sensualmente e aparentemente nua, diante do tabernáculo onde Jesus estava verdadeiramente presente ... É como matar Cristo pela segunda vez ...”.

Fiéis impedem ato 'cultural' sacrílego na catedral de Nantes
Fiéis impedem ato 'cultural' sacrílego na catedral de Nantes
Uma mulher presente afirmou que “havia uma sensação de domínio do maligno dentro da Catedral”.

“Eles nem mesmo removeram o Santíssimo Sacramento”, deplorou outro fiel. Teria o bispo percebido a gravidade do insulto a Deus que havia aprovado?

Não foi mero acaso que isso acontecesse na véspera da festa satânica do Halloween, observaram muitos.

O reitor da catedral nem por delicadeza retirou o Santíssimo Sacramento e se exibiu de jeans rasgados só interessado pelas medidas pandêmicas.

O bispo de Bariloche, Mons. Juan José Chaparro, há apenas um mês e meio, defendeu que “cada um deve buscar a sua fidelidade naquilo que pensa e acredita (...) as religiões e as igrejas devem estar a serviço da humanidade porque o que Deus quer é um mundo melhor e mais fraterno”.

Festival Internacional de Música de Bariloche
Festival Internacional de Música de Bariloche
No festival que o prelado aprovou em sua catedral, os fiéis só viram um mundo sinistramente pior e o furor do ódio autodemolidor anticristão que nada tem de fraterno e tem tudo de fratricida como o exorcismo de Leão XIII aplica aos espíritos das trevas.

Um sacerdote e alguns fiéis perplexos tentaram evitar aquele fruto envenenado de uma “cultura” erroneamente chamada de moderna porque Satanás é malfeitor desde o início da Criação. Mas o exemplo de autoridade vinha de Roma...

Quem promove e permite este tipo de “espetáculo” já não é católico, opinou “Infocatólica”.


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Natal de 2021: proibido por marxistas e “conservadores”

China policiais desmontam arranjo comercial de Natal
China: policiais desmontam arranjo comercial de Natal
Luis Dufaur
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Mais uma vez a China marxista interditou as comemorações do Natal com velhos pretextos ideológicos: “é uma festa ocidental” e o Partido Comunista Chinês (PCCh) está engajado na “sinização” dos cultos. Em algumas cidades foi acrescentado o Covid-19 como pretexto.

O governo passou uma circular estritamente confidencial com o intuito de que a proibição não fosse conhecida fora da China.

Também montou umas poucas comemorações cristãs “cosméticas” abundantemente fotografadas e filmadas para difundir nas redes sociais e enganar no exterior.

Porém, Bitter Winter obteve de fonte confidencial um documento do Departamento de Educação do condado de Rong’an contendo a proibição do governo de Pequim para as escolas primárias e jardins de infância.

Nele se pode ler: “o dia de Natal ou Santa Noite está profundamente penetrado pela cultura religiosa ocidental. Isto é danoso para nossa cultura chinesa”.

E prossegue: “de acordo com as diretivas do mais alto governo, fica decidido: proibir mestres e alunos de organizar qualquer celebração deste festival ocidental.

“Todos os maestros e alunos, e não só do PCCh, devem obedecer a regra do Comitê Central do Partido. Se alguém vê indivíduos ou organizações festejando Natal ou a Santa Noite deve avisar imediatamente à polícia” (segue o endereço para contato policial).


Mais espantosa resultou a proibição da União Europeia de usar a palavra Natal ou “nomes abertamente cristãos” nas últimas festas.

A UE reverencia como fundadores políticos democrata-cristãos e até se falou, aliás falaciosamente, que seu símbolo – um círculo de estrelas – estaria inspirado na visão de Nossa Senhora no Apocalipse.

Mas toda a política da UE foi desde o início de achincalhar os princípios cristãos. Nisso deu o espírito democrata-cristão!

Não foi apenas mais um ato persecutório anticristão da UE.

Na EU proibido falar 'Natal'. 'Il Giornale' de Milão. Na foto a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen
Na EU proibido falar 'Natal'. 'Il Giornale' de Milão.
Na foto a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen
No Reino Unido que abandonou a UE, Celia Walden pode escrever no jornal londrino “The Telegraph” que “o Natal já foi apagado há anos”, segundo registrou o site italiano “La Nuova Bussola Quotidiana”

Ela fundamentou a espantosa constatação com documentos emitidos por vários governos, todos conservadores, que banem o uso do termo Natal “para não ofender as minorias religiosas”.

Ela cita um e-mail de um funcionário do Parlamento britânico a todos os membros dizendo atender a “um aviso do Gabinete”, que é chefiado pelo chanceler conservador Boris Johnson.

Esse diz “que não devemos usar a palavra Natal porque o governo pretende ser inclusivo e algumas religiões não o celebram”.

Não se pode condenar a UE apenas por ter agido contra o Natal. É um infantilismo.

A realidade é que se a Revolução Francesa foi um “bloco”, como disse um dos seus fanáticos, o premier francês Georges Clemenceau, na qual não pode se separar uma parte “boa” de uma “ruim”, assim também de Pequim a Bruxelas, passando por Londres e tantas outras capitais, no espírito revolucionário igualitário e anticristão não se pode separar “bons” e “ruins”, “girondinos” e “jacobinos”, “conservadores” e “progressistas” pois todos fazem parte de um mesmo bloco.

É o “mundo moderno” que hoje se insurge contra o Divino Redentor e sua entrada na História acontecida maravilhosamente em Belém.

Nem “conservadores” e nem “progressistas”, nem seudo “bons” e autênticos “ruins” poderão se queixar quando o Rei dos Reis decida proceder à execução dos castigos anunciados em Fátima


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

EUA: mais de 100.000 mortos num ano por overdose

Viciado se injeta fentanil na via pública no bairro de Tenderloin, na cidade de San Francisco
Viciado se injeta fentanil na via pública no bairro de Tenderloin, na cidade de San Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mais de 100.000 americanos morreram entre abril de 2020 e abril de 2021, durante a pandemia de Covid-19, por overdose de drogas, noticiou “Le Monde” de Paris.

O cômputo exato foi de 100.306 overdoses fatais, um aumento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano anterior (78.056 mortes), de acordo com dados provisórios divulgados em novembro [2021] pelos Centros de Prevenção e Controle das doenças (CDC).

“Essas overdoses são em grande parte impulsionadas por opiáceos sintéticos, principalmente fentanil fabricado ilegalmente”, disse Deb Houry, autoridade dos CDC, em entrevista coletiva.

O tóxico é produzido em grandes fábricas da China e exportado sobre tudo para o México onde recebe o sinistro acabamento final

“Meu governo está empenhado em fazer tudo ao seu alcance para combater o vício e acabar com esta epidemia de overdoses”, disse o presidente Joe Biden.

Infelizmente muitos de seus predecessores fizeram promessas do gênero sem resultado.

“À medida que continuamos a fazer progressos para derrotar a pandemia Covid-19, não podemos ignorar esta epidemia de desaparecimentos, que afetou famílias e comunidades em todo o país”, acrescentou.

“Esta é a primeira vez que o número de mortes relacionadas às drogas atingiu tal pico”, observou o Washington Post, citado por “Le Courier International”.

Drogas químicas provenientes da China e México são as mais letais
Drogas químicas provenientes da China e México são as mais letais... e mais baratas!
As vítimas da overdose, “ou 275 pessoas por dia, seriam suficientes para encher o estádio da Universidade do Alabama”
, acrescentou o jornal de Washington D.C.

O ministro da Saúde dos EUA, Xavier Becerra, entrevistado pela rádio NPR prometeu que o governo focaria “medidas de redução de danos, como distribuição de agulhas limpas, para conter a transmissão do HIV e da hepatite entre os viciados em drogas”, acenando com paliativos que tal vez só servirão para aumentar as mortes.

Também prometeu “fornecer aos toxicodependentes tiras de teste de fentanil”, permitindo-lhes testar a composição das drogas compradas nas ruas e, se necessário, ajustar o seu consumo, pois em muitos casos vem adulteradas para pior.

Os cartéis da droga tirariam lautos benefícios com o estabelecimento de locais de injeção supervisionados, ou salas de consumo com menor risco, como propõem políticos de esquerda.

Biden também se comprometeu a “reduzir as desigualdades raciais e regionais no tratamento de viciados em drogas e, de forma mais geral, lutar para desestigmatizar as pessoas que sofrem de dependência”.

Em suma, vai aprofundar a funesta filosofia revolucionária que cada ano ceifa mais vidas num mundo sem fé.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

A Imaculada Conceição e a estratégia apostólica de Pio IX face a adversários e católicos moles

Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição, Franceso Podesti (1800–1895), Sala dell'Immacolata, Museus Vaticano
Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição,
Franceso Podesti (1800–1895), Sala dell'Immacolata, Museus Vaticano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Não é fácil ter uma ideia da devastação que o racionalismo e o modernismo fizeram nos católicos no decurso do século XIX.

O espírito deles vinha sendo infiltrado por materialistas e revolucionários de todos os matizes, ardendo de revolta contra o sobrenatural.

Esses católicos desfibrados alegavam a precedência do “social” e até se ufanavam em se dizerem “católicos sociais”.

Na prática, sob vago véu de religião, repeliam tudo quanto não caísse diretamente sob a ação e o controle dos sentidos.

Por isto mesmo, a integridade do catolicismo, no qual o sobrenatural é visível e autêntico, foi posta de quarentena pela mídia e pelos governos secretados pela Revolução Francesa que iam derrubando as monarquias ainda impregnadas de tradição católica.

Todos os espíritos procuravam libertar-se da crença na ordem sobrenatural que não se enquadrava rigorosamente dentro das leis da natureza proclamadas por Marx, Darwin e Freud, entre outros.

Nove décimos da opinião europeia estavam eivados de racionalismo e de modernismo.

A contaminação daquelas tremendas formas de heresia não era igual em extensão e profundidade.

Mas era mais visível em uns, menos em outros, mas grassava até entre os católicos leigos os mais eminentes.

1 – havia aqueles atirados aos extremos da irreligiosidade, isto é ao ateísmo radical, o anticlericalismo militante até sanguinário;

2 – havia aqueles que, sem ter a coragem de romper com a convicção religiosa, estavam fora da Igreja, admitindo um espiritualismo ou um cristianismo vago, acomodado aos modernistas e racionalistas;

3 – havia os que se proclamavam católicos, mas sustentavam doutrinas contrárias às da Igreja;

4 – havia, por fim, aqueles que procuravam interpretar capciosamente a doutrina católica, alterando-a em alguns pontos para acomodá-la com os erros da época.

Librepensadores e revolucionários de toda espécie atacavam até pelas armas a Santa Sé. Detalhe da épica batalha de Mentana.
Libre-pensadores e revolucionários de toda espécie atacavam até pelas armas a Santa Sé.
Detalhe da épica batalha de Mentana
Estavam inteiramente fora dessa classificação, os que haviam rompido inteiramente com o espírito do século, como santos gloriosos do quilate de São João Bosco, de Santa Teresinha do Menino Jesus, de Santo Antônio Maria Claret, para citar só alguns.

Esses se conservavam sem nenhuma jaça de racionalismo ou de modernismo.

Mas nas fileiras do laicato eram tão poucos que podiam ser contados pelos dedos, especialmente nos círculos intelectuais e sociais elevados.

A Igreja parecia um imenso edifício que se esboroa aos pedaços, aliás como parece também hoje em dia.

De seus milhões de filhos, pouquíssimos conservavam seu autêntico espírito.

Na sua quase totalidade, eles conservavam apenas réstias crepusculares de Fé, que anunciavam que o dia de Deus estava chegando ao seu fim. E a noite completa não haveria de tardar.

* * *

À vista disto, como deveria agir a Santa Igreja?

As opiniões estavam divididas neste assunto que era dos mais delicados.

Uma reação clara e definida geraria imensa oposição, arrastando para a heresia explícita muitos espíritos ainda ligados mole e mediocremente à Igreja Católica.

Mas, se não se opusesse um dique formal e categórico à heresia que ia subindo, mais cedo ou mais tarde, os desastres seriam tais que a Igreja sofreria os mais tristes e mais angustiosos dias de sua existência.

O Beato Pio IX optou pela energia e convocou o Concílio do Vaticano I, a fim de decidir sobre a infalibilidade papal.

Antes mesmo desse Concílio ele proclamou como verdade infalível o dogma da Imaculada Conceição com a bula Ineffabilis Deus de 8 de dezembro de 1854.

O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição. Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos
O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição.
Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos, detalhe
Foi um grande e largo gesto de audácia enfrentando o espírito do século.

Falar em dogmas naquela época era uma temeridade. Definir dogmas novos, temeridade maior. E definir como dogmas a Imaculada Conceição e a Infalibilidade papal, em uma época tremendamente racionalista e democrática, parecia uma verdadeira loucura.

Uma imensa celeuma se levantou nos arraiais católicos quando a deliberação do Pontífice foi conhecida, maximamente a nível episcopal e cardinalício.

A oposição foi tão forte que a quase totalidade dos Bispos franceses e grande parte dos Bispos de língua alemã se opôs claramente à definição daquelas duas verdades de Fé.

Por que isto?

Não era porque discordavam delas, porque já vinham sendo professadas pela Igreja havia séculos.

Eles não queriam a proclamação desses dogmas porque achavam que o espírito do século XIX só poderia ser atraído por um largo sorriso de concessão e de tolerância.

Eles recusavam golpes de audácia e propunham uma invariável brandura para converter as massas.

Achavam eles que a firmeza da linguagem evangélica do “sim, sim; não, não” (Mateus 5:37) naquela época seria loucura, e que ante essa atitude cheia da ousadia de Nosso Senhor Jesus Cristo, todos se irritariam e se confirmariam no erro.

A única tática viável consistiria em contemporizar e conquistar por doces coexistências.

* * *

No Concílio do Vaticano, reuniu-se a Santa Igreja através de seus Bispos, iluminados pelo Espírito Santo, e a bem dizer, este problema estratégico nunca se apresentou com tanto vigor, desde o Concílio de Trento, havia três séculos.

Os fatos pareciam dar inteira razão aos Bispos de opinião diversa da do Papa. Uma celeuma imensa se levantava pela Europa. As apostasias se multiplicavam.

O Concílio discutia longa e apaixonadamente o seguinte problema:

1 – um gesto de vigor imunizaria os elementos não contagiados?

2 – ou exacerbaria os espíritos vacilantes e os levaria à heresia?

3 – sobretudo, não enraigaria no erro indivíduos que pela concessiva persuasão, poderiam ser conduzidos à Verdade?

À primeira questão, o Concílio respondeu, “sim”. Às outras duas, “não”.

Foi este o significado da promulgação solene daqueles dois grandes dogmas antes e durante o Concílio.

* * *

Imaculada Conceição,São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição,
São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Rios e rios de tinta se gastaram para provar que o Concílio era retrógrado e obscurantista. O filósofo republicano brasileiro Rui Barbosa escreveu seu famoso “O Papa e o Concílio”, um ensaio introdutório ao teólogo excomungado Johann Joseph Ignaz von Döllinger que elogiou como “uma tese contra a inabilidade papal” onde “a revolta contra a Igreja era franca e declarada...”. Cfr. verbete “Ruy Barbosa”.

Entretanto, os resultados esperados pelo Beato Pio IX não se fizeram esperar muito.

Em primeiro lugar, os católicos sérios deram sua adesão incondicional ao Papa.

No seio do povo, as verdades definidas foram aceitas graças ao vigor com que a Igreja as promulgara.

Nos círculos intelectuais, a energia do Papa lhe atraiu o respeito geral.

O racionalismo e o modernismo foram decaindo. E, em poucos anos a Igreja havia esmagado o dragão que ameaçou devorá-la.

* * *

A festa da Imaculada Conceição comemora também esse acontecimento histórico.

Erraram os que condenaram as manifestações vigorosas da Fé naquele momento e para tudo e sempre.

Ficaram taxados de estultice aqueles que julgaram imprudente e contraproducente a energia e o vigor combativo dos filhos da Luz contra os filhos das Trevas.

Foi o triunfo formidável e definitivo do Beato Pio IX com o vigor comunicado pela Santíssima Virgem que esmaga perpetuamente a cabeça da serpente.

O modernismo e o racionalismo foram enfrentados e esmagados.

Mas, como fazem os insetos daninhos, eles se dissimularam em recantos assumindo a forma de mil erros diversos que voltaram a atacar no século XX e prosseguem até hoje.

A Imaculada Conceição, entretanto, não cessou e nunca cessará de esmagar a cabeça da serpente, quer dizer dos erros que reaparecem renovados e até piorados em hereges escancarados ou em católicos amolecidos.

A festa da Imaculada Conceição é a festa que comemora o momento iminente, já no terceiro milênio, em que o magnífico golpe do espírito de Fé e coragem do Beato Papa Pio IX há de ser renovado num gesto da Igreja que passará para a História.




terça-feira, 23 de novembro de 2021

Telas digitais: “fábrica de cretinos”?

As crianças não se inteligentizam com as telas digitais. Elas se cretinizam, diz cientista
As crianças não se inteligentizam com as telas digitais.
Elas se cretinizam, diz cientista
Luis Dufaur
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“A Fábrica de Cretinos Digitais”: o título é chocante para um livro de um sisudo neurocientista e ainda mais quando pretende elencar os efeitos das telas digitais.

Porém foi o escolhido pelo neurocientista francês Michel Desmurget, autor do libro recém-lançado em português “A Fábrica de Cretinos Digitais”, pela editora Vestígio (BH, 2021, 352 págs.), após ser traduzido em outras línguas.

O neurocientista constata entre os efeitos “constante bombardeio perceptivo; desmoronamento das trocas interpessoais (especialmente intrafamiliares); perturbação tanto quantitativa quanto qualitativa do sono; amplificação das condutas sedentárias; e insuficiência de estimulação intelectual crônica”.

Uma conjunto demolidor do equilíbrio da saúde e da mente de uma criança. E é só um resumo.

O autor analisa diversos estudos clínicos e o resultado é uma chuva de denúncias científicas contra a onipresença de celulares, tablets, videogames, internet e redes sociais na rotina dos mais jovens.

O autor não é um qualquer um, mas é diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França.

Ele recorre à sua experiência na neurociência cognitiva e a centenas de trabalhos feitos com crianças e adolescentes para fundamentar a tese de que o uso abusivo de telas está piorando o desenvolvimento físico, psíquico e emocional da nova geração.

E o faz de modo bem convincente!

Diogo Sponchiato, que escreve para Veja Saúde e nos fornece estas ricas informações, conta que como pai de um bebê de 6 meses, ficou assustado com o impacto de algumas horas diárias de vídeos ou joguinhos pelo celular na cabeça e no corpo da criançada.

O neurocientista Desmurget não prega a destruição de smartphones e reconhece o lado bom da tecnologia. E é equilibrado na crítica, mas alerta as famílias e as associações educativas que não prestam a atenção devida ao que está danificando filhos e alunos.

O autor: o investigador francês Michel Desmurget
O autor: o investigador francês Michel Desmurget
“A Fábrica de Cretinos Digitais” foi publicado originalmente na França antes da pandemia. Mas com o isolamento social, milhões de meninos e meninas tiveram que ficar confinados em casa com “lives” e aulas pelas telas digitais.

E os argumentos do professor cresceram em validade.

O Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) visualiza uma avalanche de transtornos mentais entre os jovens, e os especialistas concordam que o aprendizado virtual não substitui o presencial.

Desmurget se preocupa especialmente pelos bebês abduzidos por vídeos no YouTube, pela molecada jogando videogame, pelos adolescentes hipnotizados por redes sociais; e até pela família, pais e filhos vendo horas ininterruptas de TV.

Com farta documentação científica, o pesquisador francês explica que o uso exagerado de telas compromete o desenvolvimento emocional, intelectual, somático e social.

As crianças deixam de interagir com gente e abrem mão de atividades mais instigantes aos neurônios, como a leitura.

Horas vidrado numa tela significa menos horas com o corpo em movimento. E aí está a epidemia de obesidade infantil!

O organismo sai bagunçado: a quantidade e a qualidade do repouso noturno saem prejudicadas, sobretudo se o consumo de jogos, vídeos e afins acontecer depois que o sol se põe.

A noção de que haveria “nativos digitais” — quer dizer a ideia de que as crianças do século XXI já nascem sabendo mexer com smartphones e computadores – é uma perigosa bobagem, segundo o neurocientista.

Filhos menos inteligentes que os pais
Filhos menos inteligentes que os pais
Temos o mesmo cérebro de nossos antepassados de milhares de anos atrás e, se o bombardeio digital mexeu com nossos neurônios, foi para pior.

Outra ilusão: os videogames tornam os jovens mais habilidosos e inteligentes.

Desmurget defende que jogos educativos têm sua razão de existir. Porém os games que simulam a vida real ou são cheios de conteúdos violentos não estimulam o desenvolvimento cerebral.

Adolescentes expostos a jogos “pesados” estão mais sujeitos a violência e comportamentos de risco como, aliás, o prova o bom senso.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é de que o uso de telas, com bom senso, só pode começar a partir dos 2 anos de idade. Para Desmurget o cenário ideal é: nada de telas até os 6 anos.

Dos 6 em diante, no máximo meia hora de tela por dia, passando a 60 minutos a partir dos 12.

No livro, o neurocientista lista e explica muitos outros cuidados, incluindo evitar vídeos e games antes de ir à escola e antes de dormir, não ter telas no quarto, limitar o tipo de conteúdo a que os pequenos são expostos etc.

Não dá para terceirizar a criação às telas, até porque as grandes companhias por trás dessas plataformas só querem que, a despeito da idade, a gente fique horas e horas submersos nelas.

Há mais vida e saúde lá fora! exclama ponderadamente Diogo Sponchiato.


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Real Academia Espanhola repele “linguagem inclusiva”

Real Academia Espanhola
Real Academia Espanhola
Luis Dufaur
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A Real Academia Espanhola (RAE) cujo juízo sobre a língua espanhola tem valor legal sobre a segunda língua mais falada no mundo, depois do mandarim, ou pelo menos 406 milhões de falantes em 22 países onde é língua oficial voltou a recusar a “linguagem inclusiva”, noticiou “La Nación”.

Em resposta a uma consulta à RAE que vigia pelo bom uso da língua espanhola destacou que a gramática masculina “está firmemente estabelecida” e “não implica qualquer discriminação sexista”.

A RAE explicou que o “que se costuma usar como 'linguística inclusiva' e um conjunto de estratégias para evitar o uso genérico da gramática masculina, mecanismo firmemente estabelecido na linguagem e que não implica qualquer discriminação sexista”.

Não é a primeira vez que a instituição madrilena com autoridade universal sobre a língua espanhola repele o uso dito “inclusivo” na língua.

O “inclusivo” é uma forma de expressão que muda a letra final das palavras que concluem em “o” para fecha-las com uma “e”, ou algo mais confuso como a arroba @.

Real Academia Espanhola
Real Academia Espanhola
Também muda o final de termos como “todos” por “todes” ou “nosotros” (nós) por “nosotres” com o pretexto “incluir” as pessoas que estariam sendo excluídas pela terminação masculina.

Em dezembro de 2020, a RAE também mostrou que:

“O uso da letra ‘e’ como sinal de gênero supostamente inclusiva é alheio à morfologia do espanhol, além de desnecessário, uma vez que o masculino gramatical (por exemplo em ‘meninos’) já cumpre essa função como termo general”.

A Real Academia também se manifestou contra a tentativa de a Espanha mudar os textos da Constituição nacional para incorporar a “linguagem inclusiva”.

Na ocasião, em janeiro de 2020, o pronunciamento da entidade afastou as modificações como carentes de inteligibilidade gramatical ou semântica.



sábado, 30 de outubro de 2021

Halloween é a gargalhada de Satanás

Dallas a polícia não fez nada porque era uma forma lúdica do Halloween
Dallas: a polícia não fez nada porque era uma forma lúdica do Halloween
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Festa de Todos os Santos (1º de novembro) se comemora a memória de todos os santos e mártires, conhecidos ou não, com a certeza de que eles já estão com no Céu, intercedendo por nós junto a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Entre eles desejamos que estejam nossos antepassados mais queridos. E rezamos para que, se pela Justiça Divina se encontrem no Purgatório, a Misericórdia de Deus pela intercessão de Maria Santíssima os resgate e os leve logo ao Céu. Intenção pela qual devemos rezar especialmente no dia de Finados (2 de novembro).

Mas nesta crise de descristianização que se alastra desde o Concilio Vaticano II, está entrando um outro costume com aparências de brincadeira na véspera da Festa de Todos os Santos.

É o Halloween, durante o qual se veste e decora-se a casa com objetos e cenas que se inspiram em coisas demoníacas. Destaca-se neste ano a aterradora exibição “artística” de Halloween em Dallas (EUA) feita pelo artista plástico Steven Novak, noticiada pelo periódico “La Nación”.

Ele montou no jardim dianteiro de sua casa uma cena de terror com manequins-cadáveres sadicamente assassinados entre poças de sangue.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Empobrecimento da linguagem arruina o pensamento

Christophe Clavé: sem linguagem apurada não há pensamento nem futuro
Christophe Clavé: sem linguagem apurada
não há pensamento nem futuro
Luis Dufaur
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Pesquisadores em ciências cognitivas constatam desde a década de 1980, que há uma queda no Quociente Intelectual (QI) médio nos países mais desenvolvidos noticiou a Agence Économique et Financière de Zurich (AGEFI).

Essa perda está associada ao depauperamento da linguagem verificado em numerosos estudos e experimentada incessantemente nas redes sociais, alertou Christophe Clavé, mestre da estratégia empresarial da INSEEC Business School of Economics, grupo francês especializado no ensino de gestão com filiais em Londres e São Francisco.

Não se trata só da redução do vocabulário, mas também do esquecimento das complexidades da linguagem que permitem exprimir um pensamento sutil, útil para as negociações de toda espécie, empresariais, políticas, sociais, etc.

Por exemplo, observou Clavé, a entrada em desuso dos tempos verbais restringe o pensamento ao presente.

A inteligência, então, fica confinada ao instante em que o homem vive e o torna incapaz de fazer projeções no tempo, tirar lições do passado ou fazer cálculos para o futuro.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

A Roma hodierna abandona suas fronteiras aos neo-bárbaros

Saque de Roma
Saque de Roma
Luis Dufaur
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Os EUA gostam de se considerar a Roma do século XX. Mas, a incompreensível retirada de Cabul acabou se parecendo com o fim do grande império da antiguidade, escreveu o colunista do “The New York Times” Ross Douthat.

Os combatentes do Taleban, em verdade sem combater muito, assumiram o papel dos godos que adotaram partes da cultura romana enquanto derrubavam o império dos Césares.

O mundo pós-americano não desapareceu definitivamente, da mesma maneira que a cultura romana não se extinguiu em 476 d.C.

Os restos desse império ainda ficam compondo três aéreas de civilização.

Primeira, o império interno americano que é seu território continental com seus satélites do Pacífico e do Caribe.

Segunda, o império externo composto pelas regiões reconstruídas após a 2.ª Guerra, como a Europa e o Japão.

Terceira, o império mundial, que existe culturalmente onde quer que alcance o poder comercial e cultural dos EUA.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Volta correndo ao escritório: o teletrabalho frustrou

Luis Dufaur
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Evan Gatehouse, sua mulher Diane Selkirk e sua filha Maia estão acostumados a viver nos 37 m2 de seu veleiro, o Ceilydh, em que viajaram por oito anos.

Mas foi distinto quando na pandemia os três tiveram que se fechar e fazer tudo num apartamento de 80 m2.

O relacionamento veio abaixo quando todos tinham que viver confinados em regime de teletrabalho fazendo serviços diversos ou incompatíveis enquanto a filha estudava, fazia exames e preenchia formulários para a faculdade.

Sem falar nos pets pulando na mesa ou no laptop.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Contra a Igreja e contra a polícia: pichações na Catedral de Buenos Aires

Pichações contra a Igreja na catedral de Buenos Aires
Pichações contra a Igreja na catedral de Buenos Aires.
Luis Dufaur
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Pichações ofensivas na fachada da catedral de Buenos Aires sob o olhar complacente das autoridades supremas de governo que têm sua sede e máquina de segurança a poucos metros revelaram o espírito da ofensiva esquerdista na América do Sul.

Os grafittis ecoavam velhos dizeres anarquistas anticristãos hoje renovados e aplicados no Chile, no Canadá e na Patagônia: “fogo às igrejas” “a única Igreja que ilumina é a que arde”. Cfr. “La Nación”.

Numa outra ordem de ideias convergente com a anterior os slogans atacavam as forças que reprimem o crime, escrevendo, por exemplo: “policial bom = policial morto” e “morte à polícia” “morte ao Estado e à Igreja”, entre outras lendas ofensivas.

“Não houve prevenção, ação ou reação por parte das autoridades nacionais ou da cidade. Tampouco houve declaração posterior condenando a indignação”, alertou a rede.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Exibição sacrílega da Eucaristia na deusa “Pachamama” nua


Pachamama como custodia de la Eucaristía 01, sobre el altar de la parroquia San Juan Macías, Guadalajara.jpg
Pachamama como custodia da Eucaristia, sobre o altar da paróquia San Juan Macías, Guadalajara
Luis Dufaur
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A deidade panteísta “pachamama” (nome na superstição indígena) ou “mãe terra” na terminologia ecologista, foi cultuada em várias formas durante o Sínodo Amazônico de 2019.

Esse exemplo inspirou que fosse explorada como ostensório numa adoração eucarística blasfema na paróquia de São João Macias em Guadalajara, no México.

O padre mexicano José Luis González Santoscoy divulgou as fotos do sacrilégio em sua página no Facebook, mas logo as apagou, tendo já se viralizado. Nas fotos a ofensiva custódia é uma réplica da torpe pachamama, como grávida nua carregando a Eucaristia no ventre materno.

As fotos foram tiradas dentro da paróquia de San Juan Macías em Zapopan, na área metropolitana de Guadalajara, noticiou ACIPrensa.

O Pe Juan Pedro Oriol, pároco da igreja estava de viagem e quando voltou assinalou que não conhecia nem autorizava o uso dessa “custódia” em forma de Pachamama.

Essa nunca existiu na paróquia onde se faz Adoração diária com uma bela custódia.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Onda de incêndios de igrejas no Canadá

Igreja de mais de um século sofreu atentado em Morinville, Edmonton
Igreja de mais de um século sofreu atentado em Morinville, Edmonton
Luis Dufaur
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Uma enxurrada de ataques incendiários tomou como alvo as igrejas no Canadá denunciou o jornalista Ezra Levant, no programa da FOX News de Tucker Carlson, reproduzido por LifeSiteNews.

Segundo Levant está agindo uma organização subversiva que é o equivalente canadense do movimento “Black Lives Matter” americano que “incendeia empresas de propriedade de negros em bairros negros, e isso não ajuda os negros”.

“De repente, o Canadá ficou se parecendo muito com a União Soviética”, observou Carlson, aludindo à devastação antirreligiosa feita pelos comunistas soviéticos na Revolução que explodiu em 1917.

Essa onda antirreligiosa “soviética” foi atiçada pela cobertura midiática que fez sensacionalismo a propósito da descoberta de sepulturas sem identificação em escolas residenciais outrora administradas pela Igreja “voltadas para os aborígenes”.

Já foram queimadas ou vandalizadas quase 40 igrejas, a maioria delas católicas, em diversas partes do Canadá.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

“Vontade de Alá! Matem a todos”: a vingança islâmica contra a França

Homenagem a policial morto na centrica avenida Champs Elysées de Paris
Homenagem a policial morto na central avenida Champs Elysées de Paris
Luis Dufaur
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Em Pantin, subúrbio de Paris; em Carcassonne no sul da França e em Poissy, periferia parisiense, grupos de “jovens” (é o termo da grande mídia para não ser “racista”) atraíram forças policiais para uma emboscada.

As viaturas foram atacadas com explosivos e dispositivos pirotécnicos usados como armas de guerrilha urbana enquanto os “jovens” gritavam “matem todos, matem a todos”, narrou o jornalista Yves Mamou para o Gatestone Institute.

Entre 17 de março e 5 de maio de 2020, a polícia francesa foi alvo de 79 emboscadas, segundo o Ministério do Interior informou o Le Figaro.

Em outubro de 2020 o Le Figaro contabilizou pelo menos dez ataques a delegacias de polícia desde o início do ano e mais de 85 incidentes de “violência contra pessoas que ocupam cargos de autoridade pública” segundo o jornal Le Monde.

Em janeiro de 2021, o departamento de estatística do Ministério do Interior a polícia registrou 2.288 incidentes do tipo “matem a todos”.

Uma guerra está sendo travada contra a polícia na França, mas nesta guerra a mídia nunca dá o nome aos agressores.