A outra cara da “vida virtual”

A outra cara da “vida virtual”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
















A outra cara da

“vida virtual”







Neurocientistas detectam estragos mentais da “vida digital”


Cinco neurocientistas passaram um mês numa região remota e agreste para experimentar males dos artefatos digitais
Cinco neurocientistas passaram um mês numa região remota e agreste
para experimentar males dos artefatos digitais
Cinco neurocientistas americanos passaram um mês numa região remota e agreste do estado de Utah, para tentar compreender o quanto o uso intenso de artefatos digitais e outras tecnologias cibernéticas mudam o modo pensar e a conduta dos homens.

Eles queriam ver também se um retiro ajuda a reverter os maus efeitos.

A experiência foi em 2010, porém hoje seus resultados estão cada vez mais atuais, sobre tudo com a dependência dos dispositivos virtuais estimulada pela pandemia. A reportagem foi publicada no The New York Times.

Na região escolhida não há antena para celulares e os emails não chegam.

Os especialistas deixaram os laptops na cidade e partiram para uma “viagem ao coração do silêncio” através do rio San Juan que atravessa canhões inóspitos.

Os professores descobriram que dormiam melhor, mesmo em regime de acampamento, e perderam a ansiedade para consultar incessantemente o celular.

David Strayer, professor de psicologia da Universidade de Utah, observou que a atenção, a memória e o aprendizado dos cidadãos modernos estão afetados.

As pessoas perdem a capacidade de prestar atenção, disse. Mas, “a atenção é o ‘Santo Graal’ do problema”, explicou Strayer. “Tudo aquilo que está na sua consciência, tudo o que é lembrado ou esquecido depende dela”.

Para Strayer o estudo ajuda a resolver uma nova gama de doenças além de outras agravadas pelo uso pesado da informática. 

Estímulos digitais diários intensos, explicou o cientista, “dão às pessoas a ideia que estão O.K. quando na realidade elas estão ingressando na categoria de pessoas psicologicamente não saudáveis”. Para Strayer, o problema não é menos grave que o consumo excessivo de álcool ou da obesidade.

Paul Atchley, professor da Universidade de Kansas, estuda o uso compulsivo de celulares pelos adolescentes.

Para ele o uso continuado da informática inibe o pensamento profundo, causa ansiedade, danos diversos à saúde e dependência.

A maré de dados ininterruptos cria uma falsa sensação de urgência que afeta a capacidade das pessoas para focalizar com objetividade os fatos, disse Strayer.

O especialista observou aquilo que o mais simples humano de outrora conhecia, isto é, que a natureza refresca o cérebro.

Na experiência “nossos sentidos mudaram. Eles se reequilibraram. Você presta atenção nos sons, nos grilos cantando, no rumor do rio, nos aromas. Você fica mais conectado com o ambiente que te rodeia, com a terra, antes que com o ambiente artificial da eletrônica”.

“Isto é o que chamavam de férias. É algo restaurador”, acrescentou Todd Braver, professor de psicologia na Washington University de St. Louis (EUA), descobrindo o “ovo de Colombo”.

O National Institute of Health criou uma divisão especializada em estudar as áreas do cérebro atingidas pelas tecnologias audiovisuais.

Os estudos do comportamento mostraram que as pessoas engajadas no multitasking têm perda de produtividade.

“A expectativa de receber e-mails parece consumir partes da memória ativa”, elucida Steven Yantis, chefe do departamento de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Johns Hopkins, que estuda os efeitos de surfar entre várias tarefas simultaneamente.

“Com menos memória ativa, você tem menos espaço para guardar e assimilar ideias e, portanto, de fazer os raciocínios que você precisa”, acrescenta o professor Art Kramer, da Universidade de Illinois, que chefia estudos neurológicos que atraíram verbas de dezenas de milhões de dólares.

No fim do dia, os especialistas põem em comum suas sensações
No fim do dia, os especialistas põem em comum suas sensações
Os professores foram registrando suas experiências em longas conversas permeadas de períodos de silêncio, passeios a pé ou em canoa, ou observação do voo dos falcões.

Eles notaram que as ideias fluem num ritmo que mais parecia com o passar das águas do rio.

“Há verdadeira liberdade mental quando você sabe que ninguém vai vir te interromper”, disse Braver.

Qualquer monge medieval teria explicado isto e muito melhor, mas foi preciso chegar ao século XXI para redescobrir esta verdade elementar.

Os outros também comentavam que a viagem foi mais útil que se tivessem ido a hotéis, por vezes lotados de clientes.

“O tempo foi ficando mais lento”, constatou Kramer que de início não conseguia sair sem levar um celular satelital pois aguardava a confirmação via email de um financiamento de 25 milhões de dólares para uma de suas pesquisas.

E os 25 milhões? “Eu não me preocupava com eles. Nem pensava neles”, disse, reconhecendo que, no fundo, era uma preocupação improcedente, pois a aprovação da verba não dependia de sua preocupação.

No segundo dia, ele descobriu que estava recolhendo com vagar sua tenda e que perdera a sensação de urgência que o dominava.

Kramer anotou que o grupo ficou muito mais refletido, tranquilo, voltado para a realidade que o rodeava. “Se eu aparecesse assim no trabalho, o pessoal acharia que eu ando desligado”, gracejou.

Braver abandonou o consumo obsessivo do cafezinho e esqueceu-se de ligar o relógio, embora lá não tivesse celular.

Strayer, tido como “crente” na tecnologia, reflexionou: “E se nós concluímos que o pessoal anda fatigado e não aproveita seu potencial cognoscitivo? O que é que poderemos fazer para lhes devolver suas capacidades plenas?”



‘Vida virtual’ no lockdown freia crescimento, causa miopia, crises psiquiátricas e brigas familiares


A faixa de onda de luz azul das telas digitais confunde o cérebro e bloqueia a produção da melatonina, que é o hormônio do sono.

“O transtorno de sono é o primeiro sintoma do excesso de uso das telas”, explica Evelyn Eisenstein, especialista do Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), segundo reportagem do “O Estado de S.Paulo”.

“As crianças estão em desenvolvimento e o hormônio de crescimento é liberado após o período de 1 a 2 horas de sono profundo. Se elas não dormem, ou vão dormir tarde, estão exaustas e, portanto, produzem menos hormônio de crescimento”, observa.

Ao acordar padecem de sonolência diurna, problemas de memória e concentração durante o aprendizado, e transtornos ligados ao déficit de atenção e hiperatividade.

Problemas  de atenção e frustrações comportamentais
Problemas  de atenção e frustrações comportamentais
A empresária Fabiana Moura viu que o tempo de tela de sua filha Beatriz, de 13 anos, aumentou pelo menos 80% durante a pandemia.

A adolescente ficou mais irritada, ansiosa e com problemas de insônia. “Sem falar no sedentarismo, no prejuízo para a postura e para a visão.”

A visão das crianças pode ser muito prejudicada pela rotina online e o dano é maior quanto mais novas elas são.

Estudo publicado na revista médica JAMA Ophthalmology, da Associação Médica Americana (AMA), aponta que a miopia é o mal para a saúde dos olhos que mais se acentuou durante a pandemia.

Na China outro estudo em mais de 123 mil crianças entre 6 e 13 anos, constatou que no isolamento aumentou em 400% a prevalência de miopia em crianças com 6 anos de idade.

Nos participantes com 7 anos, o aumento foi de 200% e, aos 8 anos, de 40%.

Beatriz passou a faixa de maior risco, mas teve de ir ao oftalmologista durante a quarentena.

“Ele indicou à jovem usar os dispositivos eletrônicos por um período de 40 minutos seguidos e depois dar um descanso”, explica a mãe.

Porém, “durante o período de aulas virtuais, ou longas lives, não existe a possibilidade de fazer esses intervalos”, reclama.

Excesso de tela e 'lives' induz miopia
Excesso de tela e 'lives' induz miopia
O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), esclarece que, a miopia acomodativa é decorrente do excesso de esforço visual para enxergar de perto.

A primeira medida para controlar a miopia causada pelo estilo de vida é intercalar atividades ao ar livre e exposição ao sol durante o uso dos eletrônicos, inclusive durante a pandemia.

O médico destaca que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é evitar mais de duas horas ininterruptas diante de uma tela durante a infância.

Por sua vez, o uso indiscriminado de fones de ouvido em volumes altos pode causar trauma acústico e perda auditiva induzida.

O Hospital de Cincinnati, nos EUA analisou o caso de 47 crianças entre 3 e 5 anos. Descobriu que aquelas que usam telas digitais em excesso têm menos mielina no cérebro, uma substâncias cuja ausência está relacionada a uma maior dificuldade de alfabetização e linguagem menos variada, registrou “A Folha de Pernambuco”.

“Essas descobertas alertam sobre os efeitos da tela no cérebro para que formuladores de políticas e pais estabeleçam limites saudáveis”, diz o pediatra John Hutton, autor do estudo.

Aliás, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso das telas digitais para menores de 2 anos. Entre 2 e 5 anos, o tempo máximo é de uma hora por dia. Maiores de 5 podem usar por, no máximo, duas horas.

Depressões com efeitos diversos
Depressões com efeitos diversos
Um estudo indiano calculou que na pandemia o abuso das telas LCD se agravou muito. Cerca de 65% dos pequenos viciados em dispositivos são incapazes de se independizarem ao menos por 30 minutos, recolheu a Revista Crescer.

Eles choram, expressam raiva e não ouvem os pais que pedem parar de usá-los.

Os médicos do Hospital JK Lone, em Jaipur, estudaram o impacto da quarentena na saúde das 203 crianças — 55% meninos e 45% meninas.

Os pais esclareceram que as crianças usavam celulares, laptops, computadores e tablets disponíveis em casa.

Durante o lockdown 65,2% delas teve problemas físicos, 23,40% ganharam peso, 26,90% sofreram dores de cabeça/irritabilidade e 22,40% relataram dores nos olhos e prurido.

70,70% dos estudantes com alta exposição de tela estão enfrentando problemas comportamentais, 23,90% abandonaram suas rotinas, 20,90% se descuidaram, 36,80% ficaram teimosos e 17,40% reduziram sua capacidade de prestar atenção.

Quase todas as crianças duplicaram ou triplicaram o tempo diante da tela, e reduziram a atividade física.

50% delas acusaram dificuldades em dormir e 17% acordam no meio da noite e levam 20 a 30 minutos para voltar a dormir.

Também sofreram de sonolência diurna e cansaço durante o dia. Queixas de mudança de comportamento foram relatadas em dois terços das crianças.

Crianças indianas testemunham fico aborrecido, perdi amigos e maestros, meus pais esqueceram de mim, com a caneta era melhor, não esclarece dúvidas, esqueci minha escola, etc
Crianças indianas testemunham: 'fico aborrecido', 'perdi amigos e maestros', 'meus pais esqueceram de mim',
'com a caneta era melhor', 'não esclarece dúvidas', 'esqueci minha escola', etc
A maioria das escolas envolveu crianças em aulas online por 1 a 8 horas (em média 3 horas) por dia e cerca de 38% das famílias tiveram que comprar um novo dispositivo, fato que lhes causou encargos financeiros.

O estudo concluiu que a quarentena produziu um impacto negativo significativo causando um sono de baixa qualidade, distúrbios psiquiátricos e discórdia entre pais e filhos.

A psicóloga Anamika Papriwal constatou que a briga familiar por aparelhos eletrônicos se tornou comum durante o home office.

“Eu recebo telefonemas regulares de famílias que enfrentam comportamentos erráticos de seus filhos. Eles compartilham suas histórias angustiantes”, narrou.



‘Teletrabalho’ ou ‘home office’: quando a ilusão vira pesadelo


Mistura de espaço de trabalho com privado.
Mistura de espaço de trabalho com privado.
Você trabalha de sol a sol. É mentira que possa administrar melhor o seu tempo. Mistura seu espaço de trabalho com seu espaço privado.

Não desliga. Já me deparei com 20 emails às dez da noite. Nos fins de semana também.

[Ana, de 61 anos, funcionária pública].
O novo coronavírus serviu de pretexto para trazer de volta uma utopia que no século passado alguns ‘futurólogos’ incensaram sem sucesso nem sinais de rentabilidade: o home office, teletrabalho, ou trabalho a distância através das redes.

Quando, por volta de meados de março, o novo coronavírus forçou o esvaziamento dos escritórios, as velhas profecias voltaram à tona.

O jornal “El País”, versão em português, publicou rica reportagem sobre o caso, registrando que sete de cada dez empresas espanholas enviaram seus funcionários para trabalhar em casa.

Assim, mais de três milhões de pessoas caíram no trabalho remoto durante o confinamento. Quadriplica a pequena proporção que tinha achado conveniente fazê-lo em algum período da semana, em boa medida devido à peculiaridade de suas funções.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que no Brasil 20,8 milhões de pessoas poderiam seguir o mesmo rumo.

Profissionais da ciência e intelectuais já o fazem na Espanha (65% do pequeno número); diretores e gerentes (61%); apoio administrativo (41%); e técnicos e profissionais de nível médio (30%). São casos especiais.

Na mesa de jantar enquanto as crianças pulavam no laptop
Na mesa de jantar enquanto as crianças pulavam no laptop
Mas na crise da covid-19 muitos empregados mergulharam subitamente no teletrabalho.

Eles se encontraram tendo que trabalhar na mesa de jantar enquanto as crianças pulavam no laptop para atividades bem diferentes e dispersivas, observa engraçadamente “El País”.

Atividades que no Brasil só se concebiam no contato pessoal tiveram que deixar de ser “presenciais” — termo que entrou na rotina do dia a dia.

A adaptação súbita ao novo regime trabalhista deveria ser fácil e amena, mas “nem todo mundo está preparado e tem a mesma velocidade”, avaliou a especialista em Medicina do Trabalho Teófila Vicente-Herrero, citada pelo jornal.

Desde logo a saúde deu sinais preocupantes.

A tensão fez irrupção, diz a doutora, causou “somatizações, com alterações digestivas, do ciclo do sono e ansiedade por essa má adaptação à nova situação de estresse”.

Naqueles que o faziam por primeira vez “havia desinformação, falta de formação e de tecnologia. Os horários foram quebrados. Em muitos casos, as jornadas são intermináveis e isso gera uma alteração nos ciclos biológicos e nas relações familiares e sociais”.

A saúde dá sinais preocupantes
A repetida propaganda nos mostrava deliciosas praias com sorridentes modelos manipulando alegremente um laptop sobre os joelhos. O lazer, prometia, fazia do trabalho mais uma fonte de distensão.

Mas agora chegou a realidade: as pessoas passaram a trabalhar mais, mais desordenadamente e em condições desgastantes.

Até duas horas diárias a mais na Europa e três nos Estados Unidos, segundo NordVPN, uma fornecedora que conecta computadores domésticos aos servidores das empresas.

E o lírico trabalho com maior tempo livre e mais gostoso acusou o golpe. Um de cada quatro empregados teve que sacrificar seu tempo livre para tarefas a toda hora, mediu a Eurostat, serviço de estatística da União Europeia.

O sofá do lar ou a cadeira da cozinha que outrora era local de repouso ou refeição virou mistura de colegas pedindo serviço e os filhos brincando acima.

O sono foi um dos grandes prejudicados.

Está sendo uma das piores experiências da minha vida. Tenho três trabalhos. Tarefas escolares de um lado, teletrabalho de outro, as coisas da casa...

já fiz videoconferências de capacitação com pessoas nada interessadas, que não sabiam como fazer, ou não tinham dados no celular, ou davam risada.

E meus filhos aparecendo.

[María Tovar, 36 anos, orientadora de emprego em uma empresa. Dois filhos, de oito e cinco anos].

Com o teletrabalho a vida profissional e a familiar virou uma salada russa
Com o teletrabalho a vida profissional e a familiar viraram salada russa

O Centro de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) constatou que 56% de 464 entrevistados apanharam muito ou moderadamente para dosar a vida profissional e a familiar na salada russa que aprontou o home office.

Para 45,8% o trabalho ficou mais pesado, 34% perderam ou diminuíram a motivação, e 36% baixaram a produtividade.

“Não nos adaptamos, pensávamos que trabalhar remotamente era transferir o escritório para nossa casa e pronto.

“Não temos controle da situação, sofremos de estresse crônico. Não há descanso”, diz o professor de Psicologia Social da Faculdade de Relações Trabalhistas e Recursos Humanos de Granada Francisco Díaz Bretones.

“Expandimos o tempo e o espaço. Se antes o trabalho estava restrito a um lugar determinado durante certo tempo, isso desapareceu. Trabalhamos sob um guarda-sol na praia, em casa, no escritório, a qualquer hora.

“É a primeiro coisa que fazemos ao acordar e a última ao nos deitar. Não temos períodos de recuperação e de descanso. A recuperação física é muito mais rápida. Mas psicologicamente demoramos muito mais para voltar a um estado de relaxamento.”

“Quando termino uma videoconferência, meu pescoço e meus ombros doem.

“Eu me sinto muito exposta e, ao mesmo tempo, tenho falta de informação.

“Para uma pessoa introvertida e observadora como eu, o Zoom tem todo o lado ruim de reunir você com gente na vida real, mas nesses encontros cara a cara há muitas coisas que aqui [em uma videoconferência] não estão presentes”

[Carly Micó, 42 anos, tradutora e editora].

O Zoom, site lançado às nuvens físicas e virtuais como endereço ideal de videoconferência, passou de 10 milhões de participantes diários em dezembro para 300 milhões na crise.

Os técnicos beneficiados o põem mais uma vez nas nuvens: “economizamos tempo, não precisamos nos deslocar, podemos nos comunicar de forma não verbal e trabalhar bem compartilhando a tela”, diz Jeremy Bailenson, do laboratório de Interação Humana Virtual da Universidade de Stanford, citado por “El País”.

O professor Díaz Bretones garante que as reuniões virtuais são mais eficazes: “Otimizamos melhor o tempo, pois suprimimos parte do contato social e nos concentramos mais no desenvolvimento da reunião. No Zoom você pode fazer outras coisas”, um elogio bastante contraditório.

No encontro ‘presencial’ o que seria do diretor que se dedica a fazer outras coisas enquanto seu chefe lhe fala?

Mas a verdade é que os professores obrigados a dar aula deploram a “fadiga do Zoom”.

Bailenson explica o que ocorre quando o participante está diante de um monte de caras na tela do computador:

“Em uma reunião presencial com uma dezena de pessoas, o tempo que passam se olhando mutuamente nos olhos é muito curto. Quando isso ocorre, não dura mais que poucos segundos.

“Com o Zoom, uma reunião com o mesmo número de participantes transcorre em uma grade de rostos e todos olham da tela para você o tempo inteiro.

“Isso pode ajudar na produtividade, mas tem um custo. As pessoas se sentem muito incomodadas ao ser observadas permanentemente.

“O cérebro se mostra particularmente atento aos rostos, e quando os vemos grandes, interpretamos que estão muito perto. Nosso reflexo de luta ou fuga reage.

“Em um estudo que fizemos em Stanford, descobrimos que você encolhe fisicamente quando se expõe a rostos virtuais de grande tamanho. Esse pode ser, em parte, o motivo pelo qual o Zoom é tão esgotador.

“Durante cada minuto que estamos em videoconferência, temos rostos que nos observam a poucos centímetros do nosso”.

Certamente esse estar sendo observado como uma cobaia num laboratório não deve ser agradável.

As reuniões virtuais causam esgotamento especial
As reuniões virtuais causam esgotamento especial

Eva Rimbau, especialista em teletrabalho e professora de Recursos Humanos e Organização da Universidade Aberta da Catalunha, propõe artifícios que soam estranhos como “a comunicação assíncrona” em que “uma pessoa deixa sua informação e outra a encontra depois”. Podem se imaginar as confusões que isso pode gerar?

Para aliviar o esgotamento causado pelas reuniões virtuais pode-se desligar a câmera. Mas essa não está ai para ficar ligada?

As interpretações do desligamento podem pirar a ideia do desligado. O que os outros achariam num contato de trabalho presencial se você vira o rosto ou sai sem explicação?

O cansaço da conexão virtual não é a única consequência desses meses de teletrabalho.

O estresse nos faz comer mais e pior, registra a reportagem do “El País”.

A saúde piora: passar 10 horas na frente do computador, interrompendo, caso existisse, nossa rotina de exercícios, afeta também as costas e articulações.

“tudo se altera, níveis de colesterol, açúcar e triglicérides sobem. As pessoas com artrose e com problemas nos tendões tiveram de limitar a atividade, perderam mobilidade”, são testemunhos frequentes.

A principal causa de não comparecimento ao trabalho sempre foram os problemas musculoesqueléticos, e neste ano eles dispararam.

Tenho me sentido solitário. Sinto falta daquela conversa com os colegas sobre assuntos que não são do trabalho, na qual surgem ideias”.

[Arturo, 30 anos, jornalista].

“Perdemos repentinamente o local de trabalho, uma conquista social, voltamos para uma solidão que nos isola dessa cultura do café e da conversa que cria vínculos. (...)

“Nem todos têm a capacidade de voltar-se para dentro de si mesmos, algo que a escrita e a arte exigem. Isso pode se tornar uma ameaça se seu trabalho não for criativo”, diz o psiquiatra Enrique García Bernardo, lembrando que um risco do teletrabalho é o isolamento, que pode ter efeitos depressivos.

O teletrabalho não deveria ser isso, arguem os picados pela velha (e esquecida) utopia do futurólogo Alvin Toffler.

Eva Rimbau acha que os problemas vão ser superados, como se as leis não verificadas da evolução fossem nos curar. Mas no dia de hoje o quadro não é nada bom:

Eva Rimbau: o teletrabalho em crise é um horror.
Eva Rimbau: o teletrabalho em crise é um horror.

“Nossos filhos pararam de ir à escola, diz ela.

“Nós ou nossos familiares ficamos doentes, sem poder sair.

“Muitas coisas mudaram para pior.

“Não podemos tirar nenhuma conclusão além de dizer: o teletrabalho em caso de crise é um horror? Sim.

“Estamos muito cansados, mas o que sentimos agora não representa o que podemos sentir em um teletrabalho normal”.

É inevitável: a mistura do trabalho com as tarefas do lar estressa muito mais, diz Rimbau, citando estudos.

Quem “faz coisas pessoais no horário de trabalho e vice-versa, corre o risco de trabalhar a qualquer hora”.

Acrescem as mazelas da solidão: se você não está no escritório, não é visto, e isto inspira não só trapaças, mas às vezes suspeitas injustas.

“Em empresas onde alguns trabalham à distância e outros não, os trabalhadores remotos receberam menos promoções, menor capacitação e menos feedback sobre seu desempenho por estarem fora de vista”, afirma Rimbau. “Esse risco existe.”

Mazelas da solidão
Mazelas da solidão

Com ou sem benefícios e/ou malefícios, o trabalho remoto entra como um invasor sem considerar os sofrimentos das vítimas.

A empresa Twitter o liberou para seus funcionários e para sempre. O Facebook planeja ter metade de seu pessoal trabalhando à distância em cinco anos. O Google não terá funcionários no escritório até meados de 2021.

Nas empresas espanholas, 41% planejam continuar com o home office. O Governo planeja mais leis trabalhistas para regulamentar essa forma de trabalho.

O projeto inclui a voluntariedade, a flexibilidade e o direito à desconexão.

Numa sociedade sábia e muito moralizada podem-se esperar resultados, mas na nossa, do jeito que as coisas estão, o serviço e o relacionamento humano podem sair muito danificados.

A tribo fazendo sinais de fumaça para se comunicar pode ser o final da trajetória, segundo os filósofos que levam a sério ao profeta da comunicação global Marshall McLuhan.



Volta correndo ao escritório: o teletrabalho frustrou


Evan Gatehouse, sua mulher Diane Selkirk e sua filha Maia estão acostumados a viver nos 37 m2 de seu veleiro, o Ceilydh, em que viajaram por oito anos.

Mas foi distinto quando na pandemia os três tiveram que se fechar e fazer tudo num apartamento de 80 m2.

O relacionamento veio abaixo quando todos tinham que viver confinados em regime de teletrabalho fazendo serviços diversos ou incompatíveis enquanto a filha estudava, fazia exames e preenchia formulários para a faculdade.

Sem falar nos pets pulando na mesa ou no laptop.

Não só eles, mas as empresas também estão comemorando que acabe o experimento do trabalho em casa que os desnorteou durante a pandemia, segundo colheu reportagem do “La Nación”

As empresas, para o bem ou para o mal, aceleram seus planos de back-to-office.

Após se ufanarem de arranjos com o moderno trabalho remoto, agora aceleram a reativação dos escritórios.

Uma pesquisa da Groupon estimou que os casais “envelheceram quatro anos extras de casamento” com o teletrabalho.

Outros estudos descobriram que os casais ficaram tomados por sentimentos negativos em ebulição.

A psicóloga Camille Preston, fundadora e CEO da AIM Leadership, precisou de muita negociação com o marido para trabalhar, administrar a casa e cuidar dos pais harmoniosamente.

Ela anseia voltar logo às suas viagens diárias ao escritório mas seu marido só o fará em outubro e terá que cuidar da roupa suja, levar as crianças para o berçário e fazer as compras. “Como você arranja isso?” pergunta.

Ela acha que quando ele retorne ao escritório será uma benéfica mudança.

Em casa, a família não terá que usar tanto os fones de ouvido com cancelamento de ruído que o empregador comprou para eles. Eles terão mais tempo sem barulho.

A esposa de Michael Hammelburger, CEO do Bottom Line Group, empresa de consultoria financeira, foi trabalhar no porão da casa.

Mas quando alguém caminhava acima o barulho atrapalhava as “lives” com os clientes, brigava com o marido porque invadia “seu” espaço virtual e o mandava embora, com um beijo é claro.

Preston acha que se vier uma nova onda de mudança será preciso encontrar um melhor equilíbrio. “As coisas não vão funcionar para todos”, diz ele.



Ensino não-presencial rebaixa a educação e preocupa os pais


As crianças tiveram perdas educativas mensuráveis com o tele-ensino
As crianças tiveram perdas educativas mensuráveis com o tele-ensino
Quando as aulas foram fechadas pelo Covid-19 os professores – especialmente nas escolas primárias – tiveram dificuldade para se comunicar com seus alunos.

WhatsApp, Zoom, smartphones e novidades pareceram uma panaceia. Porém, durou pouco. Os contatos entre alunos e professores tornaram-se mais espaçados e entrou o que alguns especialistas falam do “efeito fadiga”.

Também entre os adultos a comunicação digital perdeu interesse e intensidade com o avanço da pandemia. Ficou mais comum desligar a câmera e sentir “algum estresse” resultante dos Zooms sucessivos, noticiou “Clarín”.

O Observatório Argentino pela Educação conferiu que a comunicação diária entre alunos e professores em escolas de ensino fundamental estaduais caiu 11% entre junho e novembro.

51% dos meninos estavam online diariamente em junho, mas só 40,1% em novembro.

Sandra Ziegler, pesquisadora de Flacso Argentina uma das autoras do estudo, junto com Víctor Volman e Federico Braga, constatou que a teleducação “produziu uma ruptura de duas funções sociais da escola: disciplina e aplicação. A queda de 11% no contato professor-aluno patenteia vínculos pedagógicos deteriorados”, considerou.

O estudo também constatou que a proporção de alunos que consagram mais de 3 horas por dia às atividades escolares diminuiu 6,5 pontos: de 52,2% para 45,7% no período.

Sociedade Argentina de Pediatria “o retorno presencial às escolas é fundamental”
Sociedade Argentina de Pediatria: “o retorno presencial às escolas é fundamental”
O percentual de pais preocupados com a perda de aprendizagem devido à educação a distância aumentou de 62,7% para 66,7%.

A proporção de famílias que consideram que seus filhos estão perdendo o aprendizado aumentou em quatro pontos percentuais. Passou de 62,7% para 66,7%. 

O que significa que hoje quase sete em cada dez pais no país percebem essa perda de aprendizado.

A Sociedade Argentina de Pediatria (SAP) em duro relatório defende que “o retorno presencial às escolas é fundamental” e increpou o governo por bloqueá-lo.

“É indiscutível que a escola é essencial para o desenvolvimento e bem-estar das crianças, não só para a aquisição de conhecimentos, mas também para o fortalecimento dos aspectos emocionais e sociais, saúde e atividade física”, registrou “La Nación”.

A escola é “um lugar seguro” e “não pode ser relegada nem os direitos das crianças anulados”, alegando a pandemia, concluiu.



Platão ensinava mais e melhor que o computador


Solidão e perplexidades não resolvidas diante da tela.
Solidão e perplexidades não resolvidas diante da tela.
Platão (427-347 a.C.), o filósofo grego que triunfa no topo dos melhores mestres da humanidade, defendia a primazia da oralidade sobre o escrito, sobretudo quando a letra em tinta prejudica o relacionamento entre professores e alunos.

Nunca foi possível encontrar um estímulo mais belo para o ensino, e falamos do moderno também, que a comunicação moral e intelectual entre o mestre e o discípulo.

“O intercambio oral recíproco é uma ocupação séria; disse Nietzsche, escrever é apenas um jogo”.

Por isso, a educação a distância, que alguns acham ideal, seria um desastre, argumenta o filósofo Philippe Nemo, diretor da Faculdade de Paris, autor de inúmeros livros sobre o tema, em artigo para “Le Figaro”.

As novas mídias eletrônicas e a Internet, em nome da modernidade, podem substituir a Escola e o Professor?

Se alguém se apoia na definição de ensino dada por Santo Agostinho em De Magistro, que não envelhece há mil e seiscentos anos, o ensino consiste em dirigir o olhar do estudante para a verdade. E isso requer sobre tudo fala, tempo e adequação ao olhar do principiante.

Platão privilegiou desenvolver oralmente as potencialidades do aluno.
Platão privilegiou desenvolver oralmente as potencialidades do aluno.
Diz-se que isso seria possível com o tele-ensino, mas observa o diretor da Faculdade de Paris que citamos, os argumentos em contrário ganham de longe.

A escola tradicional continua sendo essencial, antes de tudo, por permitir a formação de grupos de colegiais e mestres que se frequentam durante vários anos.

Isso desempenha um insubstituível papel nas motivações para aprender, estimula a imitação e emulação, desde que o mestre garanta a palavra aos bons alunos e não aos desordeiros.

Por outro lado, a escola desenvolve não só pela inoculação de dados, mas pela vida coletiva em que as personalidades se descobrem e afloram.

Os jovens deixados sozinhos em frente das telas só encontram afinidades em grupos de pares que se fazem e desfazem fugazmente sem deixar marca.

O processo de ensino só pode ser realizado normalmente se for guiado por um mestre que conhece o todo e os detalhes do conhecimento a ser transmitido e, portanto, é capaz de garantir a correção do caminho.

Nas telas, todos os tipos e de todas as fontes de imagens, vídeos, sons e informações aparecem e desaparecem a qualquer momento sem ordem nem estabilidade.

Assim que alguém pronuncia as palavras “Pequim”, “Acrópole” ou “ácido desoxirribonucléico”, imediatamente uma representação 3D, uma fórmula aparece na tela, com novos links para novas janelas, agitando um caleidoscópio que impossibilita a assimilação metódica que permita uma eficaz compreensão e ciência.

São Bernardino (1380 – 1444), teólogo de Siena e superior dos franciscanos, ensinou que o doente do estômago deve tomar o remédio indicado pelo médico. Mas, se lhe ocorre escolher ele o remédio no livro, acabará tomando um para a cabeça e que não serve.

Mutabilidade na tela impossibilita a assimilação metódica e eficaz
Mutabilidade na tela impossibilita a assimilação metódica e eficaz
Assim é o aprendizado do aluno obediente com o mestre. Se engolir sem saber o que está na tela, pode lhe fazer mal ou não adiantar de nada.

Sem dúvida, cursos on-line podem ser organizados com alunos que, já tendo adquirido a estrutura intelectual de uma disciplina, podem assimilar o novo conteúdo que as telas transmitem.

Mas essa automação do aprendizado não pode render bons frutos com alunos do ensino médio cujas estruturas intelectuais ainda não foram ordenadas.

Essa ordenação requer muitos anos. Deve ser pensada em sua totalidade e só pode ser implementada por professores de uma instituição escolar que garanta a continuidade.

Se a escola e o professor passarem para um segundo plano ou desaparecerem, a estruturação das mentes se tornará impossível.

Com justiça, Platão é tido como o primeiro pedagogo.

Como diz Sérgio Augusto Sardi, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul: “Platão pensava em termos de uma busca continuada da virtude, da justiça e da verdade.

A ciência moderna deve-se a mentes brilhantes formadas numa tradição pedagógica que vem sem solução de continuidade dos sábios da Antiguidade, passando pelas faculdades medievais e os grandes doutores e literatos até os dias atuais.

Nós não devemos apenas fornecer informações, isso pode fazer a Internet.

Santo Agostinho ensinando em Roma, Benozzo Gozzoli (1421 - 1497).
Santo Agostinho ensinando em Roma, Benozzo Gozzoli (1421 - 1497).
Nosso dever é pôr ordem nas mentes dos jovens – ou seja, formar os líderes que serão “bem-sucedidos”, em lugar de produzir gente empanturrada de dados mal assimilados ou desorganizados. Numa palavra intoxicados e o pensamento desarticulado.

Esse processo exige uma vida social estudantil. No secundário, é necessário apresentar em pequenas turmas o conhecimento elementar e, em seguida, ordenar metodicamente o conhecimento passo a passo até que o edifício seja totalmente construído.

Esse processo pode ser enriquecido por meios eletrônicos. Mas a escola e o professor devem permanecer donos deles.

Se entrarem em segundo plano ou desaparecerem, a estruturação das mentes se tornará impossível e, portanto, a casa nunca se elevará acima dos primeiros andares.

A visão clássica de uma iniciação metódica à ciência no ensino médio tem sido minada pelas novas pedagogias, que sabemos agora que trouxeram apenas esterilidade intelectual à escola pública francesa e uma preocupante queda no nível educacional, registra o diretor da Faculdade de Paris.

Certamente é por isso que as “novas pedagogias” adoram as “novas tecnologias” que lhes re-incendeiam a paixão pela loucura.

Essas forças destrutivas não acabam dando certo. Mais uma razão para proteger nossas escolas feitas na medida e na proporção do ser humano.



Mau uso de dispositivos móveis gera zumbis


A adição ao smartphone produz jovens incapazes dee se relacionarem socialmente
A adição ao smartphone produz jovens incapazes de se relacionarem socialmente
Um oftalmologista argentino recebeu um casal de pacientes que compareceu com sua filhinha para consultas. Assim que chegaram a menina de três anos deitou-se no sofá e começou a brincar com o smartphone numa distância de apenas 10 centímetros dos olhos durante quase uma hora.

O oftalmologista percebeu que o caso não era apenas de óculos, mas que a criança estava se transformando num zumbi digital com diversos problemas de saúde e comportamento, segundo descreveu em seu site Cuida tu vista.

Para os pais o smartphone parecia uma solução porque a criança não dava trabalho e eles podiam se dedicar a outras coisas. O oftalmologista comentou para si: eles não percebem o imenso dano que estão provocando.

A preocupação com os mortos vivos já motivou livros
A preocupação com os mortos vivos já motivou livros
Na consulta, explicou cuidadosamente aos pais a importância de fazer a menina passar o menor tempo possível com os dispositivos digitais. É o que recomendam os profissionais sanitários de referência no caso das crianças, como pediatras, optometristas etc.

Os pais devem se informar dos graves problemas que o mau uso das novas tecnologias provoca nas crianças, que podem ficar zumbis digitais. A expressão é dura, mas é da Associação Americana de Pediatria e outras academias correspondentes como a canadense e a japonesa. Veja mais em Digital Zombie.

Os períodos de uso de dispositivos móveis segundo as idades de acordo com a Associação Americana de Pediatria são:

Bebês e crianças de 0 a 2 anos: “0” minutos por dia. Seu cérebro não está preparado para esse tipo de estímulos que podem lhes causar muitos problemas no futuro.

Entre 3 a 5 anos: 1 hora/dia, no máximo.

Entre 6 a 18 anos: 2 horas-dia, no máximo.

Os 8 principais problemas que causa o mau uso de celulares e tablets nas crianças

Caminhando como zumbis
1. Desenvolvimento cerebral inadequado e transtornos mentais

Inclui alterações no crescimento do cérebro, problemas de aprendizagem, falta ou déficit de atenção, impulsividade e acessos de raiva frequentes. Também o aparecimento de doenças mentais como depressão, ansiedade infantil, psicose e outros transtornos.

2. Atraso no desenvolvimento infantil

Inclui dificuldades para adquirir boas habilidades físicas, que influenciarão muito o desempenho escolar, esportes etc. Surgem muitos problemas para ler porque têm dificuldade para mover os olhos corretamente.

3. Aumento no número de crianças míopes

4. Obesidade infantil

A obesidade e o sedentarismo são agravados pelos pais que permitem uma alimentação com muitos doces e bolos industriais.

5. Distúrbios do sono

Modificação agressiva da conduta das crianças
6. Agressividade


As crianças imitam tudo, mesmo os jogos violentos aos quais ficam expostas.

7. Comportamentos viciantes, como se isolarem da família e dos amigos.

8. Superexposição à luz azul gerada pelas telas de LED.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os celulares como um risco à saúde devido à emissão de radiação.

A superexposição à luz azul emitida por essas telas pode ter um efeito tóxico na retina. A OMS publicou em 2019 novas diretrizes para crianças menores de 5 anos, elaboradas por um comitê de especialistas. Cfr. “El Universo”.

Cuidado com os zumbis de smartphone
Cuidado com os zumbis de smartphone
Entre essas diretrizes, recomenda que “os períodos prolongados em que as crianças pequenas permanecem sujeitas ou em atividades sedentárias em frente a uma tela devem ser substituídos por jogos mais ativos”.

Além desses danos, os especialistas registraram transtornos do sono; hiperestimulação sensorial que afeta o sistema neurológico; cãibras nos braços e nas mãos derivadas de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Lesões por Movimentos Repetitivos (LMR).

“As mãos são as mais afetadas, seguidas dos punhos, cotovelos e ombros. As lesões, principalmente, são geradas nos tendões, o que causa inflamação dos mesmos e influencia a sensibilidade”, disse Carlos Lupotti, médico ortopedista especialista em cirurgia da mão e reconstrutiva do membro superior e integrante da Clínica de Diagnóstico e Tratamento da Patologia do Ombro, Cotovelo e Mão de Buenos Aires (CLIMBA).

Outro efeito danoso é isolar as crianças de seu entorno social dificultando o relacionamento com outras crianças ou a adaptação a ambientes diferentes.

Acrescenta que a exposição às telas LED em uma idade precoce pode causar problemas como miopia ou astigmatismo. Ademais, o uso prolongado de celulares pode causar tumores cerebrais.

A American Cancer Society (ACS) manifesta em seu site a preocupação de que “os telefones celulares podem aumentar o risco de desenvolver tumores no cérebro ou na região da cabeça e pescoço”.

Toda uma geração jovem está com a saúde compromeitda
Em sentido positivo saudável incentive seus filhos a atividades ao ar livre. Evite televisão, celular ou tablet nas refeições.

A psicóloga Silvia Álava no livro “Queremos que eles cresçam felizes” recomenda não permitir dispositivos eletrônicos (celulares, tablets, computador ou vídeo game) no quarto.

As crianças devem sempre utilizá-los em espaços comuns, para que os pais possam ter um mínimo de controle, evitar horários inadequados e impedir que os pequenos utilizem tais aparelhos mais tempo do que o necessário.

O problema está muito mais nos pais do que nos filhos. Aprenda a dizer não para eles e verão como tudo funcionará melhor. Não importa se os pais têm estudos ou não, basta aplicar essas orientações.

Se ainda não vê claramente o problema, peça ajuda de um psicólogo — conclui site Cuida tu vista




As telas digitais: “fábrica de cretinos”?


As crianças não se inteligentizam com as telas digitais. Elas se cretinizam, diz cientista
As crianças não se inteligentizam com as telas digitais.
Elas se cretinizam, diz cientista
“A Fábrica de Cretinos Digitais”: o título é chocante para um livro de um sisudo neurocientista e ainda mais quando pretende elencar os efeitos das telas digitais.

Porém foi o escolhido pelo neurocientista francês Michel Desmurget, autor do libro recém-lançado em português “A Fábrica de Cretinos Digitais”, pela editora Vestígio (BH, 2021, 352 págs.), após ser traduzido em outras línguas.

O neurocientista constata entre os efeitos “constante bombardeio perceptivo; desmoronamento das trocas interpessoais (especialmente intrafamiliares); perturbação tanto quantitativa quanto qualitativa do sono; amplificação das condutas sedentárias; e insuficiência de estimulação intelectual crônica”.

Uma panóplia demolidora do equilíbrio da saúde e da mente de uma criança. E é só um resumo.

O autor analisa diversos estudos clínicos e o resultado é uma chuva de denúncias científicas contra a onipresença de celulares, tablets, videogames, internet e redes sociais na rotina dos mais jovens.

O autor não é um qualquer um, mas é diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França.

Ele recorre à sua experiência na neurociência cognitiva e a centenas de trabalhos feitos com crianças e adolescentes para fundamentar a tese de que o uso abusivo de telas está piorando o desenvolvimento físico, psíquico e emocional da nova geração.

E o faz de modo bem convincente!

Diogo Sponchiato, que escreve para Veja Saúde e nos fornece estas ricas informações, conta que como pai de um bebê de 6 meses, ficou assustado com o impacto de algumas horas diárias de vídeos ou joguinhos pelo celular na cabeça e no corpo da criançada.

O neurocientista Desmurget não prega a destruição de smartphones e reconhece o lado bom da tecnologia. E é equilibrado na crítica, mas alerta as famílias e as associações educativas que não prestam a atenção devida ao que está danificando filhos e alunos.

O autor: o investigador francês Michel Desmurget
O autor: o investigador francês Michel Desmurget
“A Fábrica de Cretinos Digitais” foi publicado originalmente na França antes da pandemia. Mas com o isolamento social, milhões de meninos e meninas tiveram que ficar confinados em casa com “lives” e aulas pelas telas digitais.

E os argumentos do professor cresceram em validade.

O Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) visualiza uma avalanche de transtornos mentais entre os jovens, e os especialistas concordam que o aprendizado virtual não substitui o presencial.

Desmurget se preocupa especialmente pelos bebês abduzidos por vídeos no YouTube, pela molecada jogando videogame, pelos adolescentes hipnotizados por redes sociais; e até pela família, pais e filhos vendo horas ininterruptas de TV.

Com farta documentação científica, o pesquisador francês explica que o uso exagerado de telas compromete o desenvolvimento emocional, intelectual, somático e social.

As crianças deixam de interagir com gente e abrem mão de atividades mais instigantes aos neurônios, como a leitura.

Horas vidrado numa tela significa menos horas com o corpo em movimento. E aí está a epidemia de obesidade infantil!

O organismo sai bagunçado: a quantidade e a qualidade do repouso noturno saem prejudicadas, sobretudo se o consumo de jogos, vídeos e afins acontecer depois que o sol se põe.

A noção de que haveria “nativos digitais” — quer dizer a ideia de que as crianças do século XXI já nascem sabendo mexer com smartphones e computadores – é uma perigosa bobagem, segundo o neurocientista.

Filhos menos inteligentes que os pais
Filhos menos inteligentes que os pais
Temos o mesmo cérebro de nossos antepassados de milhares de anos atrás e, se o bombardeio digital mexeu com nossos neurônios, foi para pior.

Outra ilusão: os videogames tornam os jovens mais habilidosos e inteligentes.

Desmurget defende que jogos educativos têm sua razão de existir. Porém os games que simulam a vida real ou são cheios de conteúdos violentos não estimulam o desenvolvimento cerebral.

Adolescentes expostos a jogos “pesados” estão mais sujeitos a violência e comportamentos de risco como, aliás, o prova o bom senso.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é de que o uso de telas, com bom senso, só pode começar a partir dos 2 anos de idade. Para Desmurget o cenário ideal é: nada de telas até os 6 anos.

Dos 6 em diante, no máximo meia hora de tela por dia, passando a 60 minutos a partir dos 12.

No livro, o neurocientista lista e explica muitos outros cuidados, incluindo evitar vídeos e games antes de ir à escola e antes de dormir, não ter telas no quarto, limitar o tipo de conteúdo a que os pequenos são expostos etc.

Não dá para terceirizar a criação às telas, até porque as grandes companhias por trás dessas plataformas só querem que, a despeito da idade, a gente fique horas e horas submersos nelas.

Há mais vida e saúde lá fora! exclama ponderadamente Diogo Sponchiato.




A educação online não leva a porvir verdadeiro algum


No culturalmente riquíssimo Museu del Prado,
turma se desinteressa da arte para consultar o celular
Os períodos de crise, como a da pandemia, são propícios para os augures e profetas do mundo que virá depois, escreveu Charlotte Fillol, especialista em educação e administradora do prestigioso Instituto Sapiens de Paris, nas páginas do “Le Figaro”.

Nada será como antes, fala o torvelinho adivinhatório, nem mesmo a educação.

A educação online seria imparável. O fechamento geral das escolas levou muitos jovens a procurar dados na Internet. Mas parece muito prematuro achar que esse fenômeno esporádico tenha chegado para ficar.

Numerosos pacientes acharam que este ou aquele remédio era eficaz contra o novo vírus, mas não se segue de ali que se tenha mostrado infalível.

O mero fato da crise do coronavírus ter constrangido mestres e alunos a procurar auxílios em linha não quer dizer que foi achada a fórmula do futuro para a educação, como por um golpe mágica.

De fato, a educação online continua sendo mais um problema do que uma solução, piorada pelo fato do modelo escolhido não ter sido o bom.

Em todos os campos da experiência humana onde irrompeu o digital parecia ter surgido uma solução tecnológica que facilitaria a atividade, sobre tudo industrial, maquinal ou burocrática.

Médicos da Coreia do Sul registraram surto de 'demência digital' entre estudante sobreexpostos a equipamentos eletrônicos
Médicos da Coreia do Sul registraram surto de 'demência digital'
entre estudante sobreexpostos a equipamentos eletrônicos
Mas no caso da educação, o digital se revelou profundamente inadaptado.

Porque a educação não é um mecanismo ou uma organização burocrática, onde um movimento simples digitaliza a matéria e desencadeia uma reação maquinal imediata solucionadora no educando.

A educação não é o produto de um troca tecnológica, um dispositivo circunscrito e racionalizado, multiplicável igualmente para todos ao infinito.

Ela é um processo que vai articulado mecanismos psicológicos sempre complexos, mutáveis e desiguais desde o momento em que a criança é admitida na escola até o jovem se diplomar, determinado pela imprevisível relação aluno-professor.

Brevemente, o processo educativo supera a produção material tecnológica sob todos os pontos de vista.

Todas as empresas de tecnologia que acreditaram ter encontrado uma resposta a este desafio, não atingiram o objetivo.

Tente se fazer entender por um respondedor automático de alguma empresa. Esse respondedor ou equivalente, educa?

Uma segunda diferencia fundamental com as aplicações numéricas, é que essas funcionam como um mecanismo inflexível dependente de uma corrente que não admite circunstâncias originais, só há o impulso dado pelo computador central.

Mas isso não pode existir na transmissão do saber, porque há um jogo sempre mutante de modos de ser, temperamentos, qualidades, competências, propensões, humores, etc. por sua vez dependentes de um mediador: o mestre.

Aprender é antes de tudo um ato social resultante de constantes trocas de posições e influências mutuas.

Pelo fato da pandemia cresceu o uso de úteis digitais mas esses não se revelaram mais eficazes do que antes da crise e em matéria de educação não existem elixires, varetas mágicas ou fórmulas milagrosas. Sobretudo digitais.

Acompanhamento pessoal do professor é decisivo.
Acompanhamento pessoal do professor é decisivo.
O que é necessário é ir para longe dos modelos ‘disruptivos’ mecanizados ou digitalizados e repor no centro aquilo que nunca escola alguma conseguiu mudar, pelo menos dos tempos de Platão há quase 2.500 anos.

A educação é uma experiência social, um diálogo prolongado e múltiplo.

Numa palavra: uma conversa. A pandemia nos oferece uma ocasião única de pôr de lado as tentativas de criar um mecanismo como uma fábrica acionada desde gigantescos Ministérios e pirâmides de normas burocráticas e de técnicos programadores.

Começar com uma educação verdadeira, raciocinada e eficaz sem dúvida.

Não um maquinismo digital que não passará de um falso remédio para enganar pacientes necessitados de algo melhor.



O tele-ensino mata o ensino e bloqueia o aprendizado


A informação estereotipada a distância pode produzir as reações mais desencontradas e danosas
A informação estereotipada a distância pode produzir as reações mais desencontradas e danosas
Com o Covid-19, a mídia voltou a insistir que o futuro da educação está no tele-ensino e aplicativos, com suas derivações como o tele-trabalho.

Esses elogios entusiastas da interação a distância, entretanto, não resistem à evidência mais primária: o ensino envolve antes de tudo um relacionamento humano entre o mestre e o aluno.

O assunto pegou fogo no Canadá e foi objeto de polêmica no site Pour une école libre au Québec

Um ensino praticado através de uma tela digital mata o relacionamento vital entre o professor e o discípulo.

Essa convivência é tão básica e prévia a qualquer escolha humana que foi elogiada pelos grandes educadores da humanidade na Antiguidade, para começarmos por ai. Falamos de mestres insuperáveis como o filósofo grego Platão.

É preciso louvar, como fez Stéphane Ratti, professor Universitário de Línguas Clássicas e autor de inúmeros livros sobre o assunto, o “trabalho admirável dos professores que nos nossos difíceis tempos desenvolvem tesouros de imaginação para manter o contacto com seus alunos, definindo a natureza profunda e autêntica de uma missão que não pode se reduzir a um ensino a distância”.

O ensino online pode funcionar em circunstâncias especiais. Mas ainda assim carece do essencial que a eletrônica não dá nem pode dar.

Na aula pessoal, o mestre pode perceber a fatiga, a distração, a adesão, as distrações e uma multitude de reações ínfimas, daquilo que se chama “mensagens subliminais da aula” silenciosos ou rumorosos, vindos da classe ou de um aluno em particular, e adequar seu proceder à ocorrência.

Sozinho diante da tela, o estudante não tem quem interprete suas necessidades
Sozinho diante da tela, o estudante não tem quem interprete suas necessidades
E isso tem um valor sem igual.

Nada de mais precioso que transmitir ao ensinando por via oral, adaptando o conteúdo e a forma da matéria ensinada, para torna-la compreensível e assimilável segundo cada caso.

Não há nada de mais belo, nobre e sedutor, diz o site canadense que comentamos.

Se comparamos, que miséria é um jogo de cliques na tela! Outrora houve quem achasse que bastava ir na biblioteca municipal e consultar alguma das inúmeras enciclopédias que acumulam poeira nas prateleiras.

Hoje, a triste cena se repete com um ensino através de uma enciclopédia digital planetária que se chama Internet.

Por que escolher isto ou aquilo dentro de uma massa insondável de dados? perguntava o Prêmio Nobel de Literatura André Gide.

Nós precisamos um guia, um professor de carne e osso porque sem ele “o superficial ofusca o que é mais importante”, respondia o literato.

A pedagogia virtual está viciada de inconvenientes e repousa sobre uma ilusão.

Professor algum, digno desse nome, repete como uma máquina, digital ou não, a matéria que ensina.

Nada de mais precioso que transmitir ao ensinando por via oral
Nada de mais precioso que despertar a inteligência no ensinando por via oral
Pelo contrário, ele sabe fazer pausas nos momentos mais psicológicos para as jovens mentes que estão diante dele.

Ele se adapta às reações, enriquece com exemplos, reflexões, desfaz dúvidas que o olhar dos alunos lhe sugere.

Basta rememorar a imortal cena de Platão ensinando a seus discípulos a ordem da Criação numa conversa em torno da fogueira no interior de uma caverna num dia de frio.

O mestre sabe ensinar assim, e muitas vezes nessas interrupções, na exposição com exemplos, etc., ele aprende também.

Ele não obedece a leis maquinais, mas a regras ditadas humanamente pelo bom senso e a experiência da realidade porque ele não está diante dos automatismos de um smartphone, ou equivalente.

Nessa adaptação ao público real aparece a própria essência da pedagogia e do bom mestre.

O livro vale no nível da literatura, mas no ensino é um instrumento complementar que nunca poderá estar no centro: isso seria enganoso, insuficiente, fraco e no fim de contas, inassimilável, pesado, excessivo e esgotador. Tanto mais uma imensa literatura online.

Há milênios as escolas que formaram as gerações que modelaram o mundo compreenderam que a relação personal entre o mestre e os alunos é decisiva
Há milênios as escolas que formaram as gerações que modelaram o mundo
compreenderam que a relação personal entre o mestre e os alunos é decisiva
O filósofo Nietsche observou em seu curso sobre Platão de 1871 que “um curso apenas escrito é ademais muito burro: ‘Ele não responde às perguntas de quem está devorado pelo desejo de aprender’.

Esse foi um ponto essencial do genial pensador grego. Na sua obra Fedra, o filósofo cria um diálogo didático entre o rei egípcio Thamos e o deus Tot que, segundo a mitologia, inventou a escritura para solucionar as falhas da memória e transmitir o saber.

No diálogo platônico, Thamos, e com ele Platão, condenam a escritura. Por que?

Porque segundo o filósofo, através do diálogo, da troca de opiniões por vezes contraditórias, pela investigação, pelo jogo de perguntas e respostas, no ensino oral reside a natureza profunda da transmissão do pensamento.

Ensinar é como um diálogo liderado por um mestre que, por sua vez, deve saber ser até ingênuo ou irônico, com habilidade, e nunca excludente.

Um curso escrito a distância, impresso ou virtual, é exatamente o oposto, conclui Pour une école libre au Québec.



Na mesa se decide o fracasso ou o triunfo familiar e social


Comer em família é indispensável sem invasão digital
Comer em família é indispensável sem invasão digital
Num lar típico de advogados bem sucedidos em Buenos Aires os pais e os filhos não tomavam as refeições reunidos. Reinavam smartphones, tablets, laptops ou TV de plasma.

Os pretextos ou alegados eram muitos: horários de trabalho ou escola, atividades diversas intensas, etc. Até que a família pensou voltar a partilhar as refeições.

Não foi fácil pois os filhos nem sabiam dialogar e cada um comia o que pediu ao delivery, explicou “La Nación”.

Então experimentaram ao vivo o que ouviram de muitos psicólogos especialistas em vida social: quando a mesa familiar não é partilhada como é natural, o desenvolvimento social crianças e adultos sofre um impacto negativo.

Comer com as telas ligadas destrói a coesão da família
Comer com as telas ligadas destrói a coesão da família
O aspecto positivo da mesa não se limita à qualidade dos alimentos, mas ao mais importante que é a construção de vínculos, de modos de relacionar, de conversas onde aparece o espírito familiar o mais apreciado, saboroso e satisfatório relacionamento humano.

É o que explica Denise Beckford, psicóloga especializada em crianças e adolescentes numa perspectiva social e familiar.

O convívio na mesa é tão insubstituível que numa situação normal não há nada que o possa suspender: nem chuva, nem eventos especiais.

É o momento em que cada um partilha o que experimentou, manifesta o que leva na alma e o conversa com os demais membros da família gerando uma unidade que vai até o mais fundo da alma.

Numa casa de família (os nomes não são mencionados para respeitar a privacidade) em que as refeições familiares são hábito adquirido os filhos exibem uma educação aprofundada.

No relacionamento na mesa se decide o futuro da família e do sucesso social.
No relacionamento na mesa se decide o futuro da família e do sucesso social.
“É o momento da comunicação, de falar de emoções e projetos, ensinar bons modais”, destaca a mãe que é advogada e precisamente diretora de um centro de assessoramento de imagem.

Que imagem passará um advogado, profissional ou juiz que na hora de um almoço de trabalho não sabe pegar no garfo?

O pai, especialista em direito impositivo, explica o valor de seus filhos verem uma mesa bem arrumada, bem servida, onde além de todos os elementos básicos (toalhas, guardanapos, conjuntos de pratos, copos e talheres), acrescentam flores naturais ou outro ornamento.

Quem se acostumou a uma mesa caótica não apresentará orçamentos ou relatórios ordenados.

Quando a gente se olha e conversa aprende a ser chamado pelo nome, escutado, reconhecido por outro, desenvolve a imagem de si próprio e ganha estrutura psicológica para assumir desafios e se desenvolver na sociedade”, explica Leticia Arlenghi, especializada em terapia Gestalt nos EUA, Argentina e Chile.

O contato das almas não pode ser alterado pelo equipamento digital tocando a toda hora
O contato das almas não pode ser alterado pelo equipamento digital tocando a toda hora
As situações de violência que estamos vendo resultam de uma comunicação verbal paupérrima, falida, que começou na mesa, o momento neurálgico do intercambio familiar. Os adolescentes não sabem se expressar com palavras, então apelam aos golpes”, opina Eva Lúcia Branda, cerimonialista do Centro Delfina Mitre Espacio Cultural.

Ela se senta com toda a família numa mesa em que celulares e TV desligada são condições inegociáveis para uma vida familiar bem sucedida.

Em 2011, após 17 anos de estúdio, o Centro Nacional sobre Adições e Abuso de Drogas da Universidade de Columbia, EUA, concluiu que se pode evitar o risco da narco-dependência aumentando o número de vezes em que a família come unida.

O trabalho se titula “A importância das refeições familiares” e constata que os adolescentes que partilham menos de três refeições familiares por semana são duas vezes mais propensos ao álcool; duas vezes e meia à maconha e quatro vezes mais ao tabaco e/ou alguma droga pesada no futuro.

Isso em comparação com os jovens que almoçam ou jantam com os pais em pelo menos cinco ou sete ocasiões por semana.

Smartphones na mesa bloqueiam a sociabilidade.
Smartphones na mesa bloqueiam a sociabilidade.
Comer em família fortalece as relações entre pais e filhos afastando esses riscos de adições.

A Pediatric Academic Society Meeting, congresso internacional anual de sociedades pediátricas mundiais concluiu que as crianças que partilham a mesa com os pais são melhor sucedidas na carreira acadêmica além de exibirem bom equilíbrio emocional e serem menos propensos ao bullying.

A mesa é um ponto crucial nos negócios. “Se você não sabe se comportar, pegar os talheres, etc., a negociação perde seriedade”, explica a consultora em Protocolo Internacional e Imagem, Karina Vilella.

Paradoxalmente, no instituto dela, a maioria dos alunos são profissionais de entre 30 e 40 anos que procuram dar um salto qualitativo e querem aprender as boas regras na mesa”.

Vilella completa: “como é que a gente percebe que alguém é um bom pai? É quando o filho lhe pergunta enquanto comem ‘como te foi hoje?”.

Na mesa da família errada, todos estão submersos no celular e são insensíveis ao que aconteceu com o outro, conclui a diretora do Centro de Diplomacia Karina Vilella.



Ao comermos sem convívio diante de uma tela digital voltamos à pré-história


A reunião em volta “da mesa comum, que uniu os seres humanos durante 150.000 anos, pode desaparecer”
A reunião em volta “da lareira, da panela e da mesa comum, que uniu os seres humanos durante pelo menos 150.000 anos, poderia desaparecer”, segundo o historiador inglês Felipe Fernández Armesto.

O paradoxo é que esse retrocesso é obra da tecnologia.

O professor Felipe é autor do ensaio Comida, culinária e civilização (ed. Tusquets), sobre a história da refeição, no qual demonstra que “se comermos sem contato de alma em frente das telas digitais, voltaremos três milhões de anos atrás”.

Professor convidado de universidades e institutos de pesquisa, Fernández Armesto é autor de um grande número de obras ligadas à história com uma perspectiva sociológica e cultural.

“Se deixarmos a mesa familiar, se comermos na frente das telas ou caminhando isolados pelas ruas, voltaremos a um estágio na história próprio dos hominídeos pré-civilização.

“A um sistema de vida semelhante ao de dois ou três milhões de anos atrás, dos hominídeos catadores que comiam desesperadamente, sem pensar nas possibilidades de usar a mesa para criar sociedade, promover afeto e planejar um futuro melhor”, disse, em entrevista a “La Nación”.

Família feliz pelo contato com o smartphone, mas cessou o relacionamento de alma
Família feliz pelo contato com o smartphone,
mas cessou o relacionamento de alma
Fernández Armesto observa que “não pode haver convívio sem refeição partilhada, da mesma maneira como é “impossível imaginar uma economia sem dinheiro” ou sem intercâmbio.

Portanto, é “legítimo considerar a refeição como o momento mais importante do mundo: é o que mais ocupa a maioria das pessoas na maioria das vezes”, deduz ele.

Segundo o pesquisador, as causas que contribuem para o desaparecimento gradual do hábito de se sentar juntos para comer e conviver são “mudanças sociais paradigmáticas” que causam danos que “estão ocorrendo”.

Quais?

O “desligamento familiar, golpes intergeracionais, anomia, rejeição de tradição, abandono do senso de pertencer à mesma família humana, no bom sentido da palavra, a predominância de um individualismo existencialista alheio à necessidade humana de manter relações vivas com outros seres humanos de carne de osso”.

Jesus escolheu refeições para o início de sua pregação até a Ultima Ceia.
Bodas de Canaã, Gérard David (1460 — 1523), Louvre
O autor se posiciona num ponto de vista sociológico e ético.

Porém, se analisarmos os ensinamentos do catolicismo, encontraremos altos momentos religiosos em que Deus escolheu refeições para marcar momentos augustos da Revelação.

Cristo começou a vida pública participando de um grande banquete: o das bodas de Canaã.

Ali fez seu primeiro milagre para um grande número de pessoas: transformou a água das ânforas num precioso vinho.

Quando chegou a noite junto ao Lago de Galileia e Jesus percebeu que as multidões estavam sem comer.

Ele sentiu que passavam fome como um rebanho sem pastor, multiplicou poucos pães e peixes e mandou os Apóstolos distribuí-los com tanta abundância que sobraram cestos cheios.

Simbolizou que a Igreja deveria alimentar os povos com a palavra do Evangelho e que os Apóstolos voltariam com tantas conversões que encheriam cestas.

Quando os judeus saíram da escravidão do Egito, a primeira instrução de Moisés foi que jantassem bem. É a origem da ceia pascal que reeditamos até hoje no Domingo de Páscoa.

E foi precisamente durante uma ceia pascoal que Jesus instituiu a Missa e a Eucaristia, cujos significados místicos são frequentemente associados à alimentação em torno de uma mesa, obviamente sagrada: o altar.

O fim do hábito de se sentar juntos para comer está causam danos mentais e sociais
O fim do hábito de se sentar e se relacionar para comer causa danos mentais e sociais
Outra prefigura eucarística é o maná que alimentou os judeus no deserto.

Após a Ressurreição, Jesus se tornou patente aos apóstolos na hora de partir o pão na mesa em Emaús. E assim poderíamos prosseguir de modo intérmino.

Basta mencionar que as grandes festas litúrgicas ou religiosas são acompanhadas com nobres, mas deliciosas refeições em comum, familiares e sociais, como no Natal, na Páscoa, nas festas dos padroeiros, etc.

Porém, o professor que citamos observa que sob o pretexto de progresso e modernidade estamos regredindo ao primitivismo.

Morre o convívio, apaga-se a religião no lar e na sociedade, se estiolam a cultura e o contato entre as almas com a morte dos almoços e jantares em que predomina o contato de alma a alma.

Essa decadência está sendo feita sob o pretexto, continua o ensaísta, de “mudanças tecnológicas que facilitam o abandono social: uma rede eletrônica que não aperta sua mão nem beija seu rosto; formas de entretenimento solitário, sem trocas emocionais com outras pessoas”.

Quantas vezes num bar vemos grupos de rapazes e moças que não trocam uma palavra sequer, cada qual grudado em seu smartphone?

Ou estudantes e até professores universitários que na mesa não falam nada e no máximo cada um exibe uma imagem ou uma mensagem de texto que apareceu em seu dispositivo móvel?

No livro, o Prof. Fernández Armesto trata da história da conversa e do convívio nas refeições como assunto inseparável de outro tipo de relacionamento entre os seres humanos entre si e com a natureza: o nível da culinária que desperta a inteligência.

Ele traça conexões em cada estágio entre a comida do passado e a maneira como é consumida hoje.

Os belos serviços e talheres desaparecem e vai ficando o sanduíche dentro de um envelope num McDonald, ou fast-food equivalente, e um copo de plástico descartável sem muita preocupação se a mesa fica suja ou não, e se o conviva sentado em frente se sentiu atendido ou interpretado.

Por isso, o Dr. Fernández Armesto acha que é possível identificar na história dos povos civilizados oito revoluções na história da refeição.

Essas afetaram outros aspectos da história da humanidade, tornando-a ou mais convivial e amável, ou mais insensível e brutal.



Tela digital traz riscos para bebês


O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: fica feliz, curiosa e criativa.

As telas digitais melhoram as qualidades isoladamente, aumentando o risco de fragmentar o aprendizado, explicou o psiquiatra infantil Christian Plebst, Coordenador para América Latina da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda, em artigo para “La Nación”.

Por isso, a reputadíssima American Pediatric Society dos EUA afirma que antes dos 18 meses de idade, nenhum menino deve ficar diante de uma tela digital.

A exposição precoce à imagem digital risca interferir no desenvolvimento da mente, do cérebro e do corpo inteiro.

Hoje, são detectados distúrbios graves de linguagem, aprendizado, atenção e conexão em crianças e adolescentessuperexpostos a telas virtuais, diz o Dr. Plebst.

O bom de limitar as imagens digitais às crianças é que elas “se reconectam” consigo mesmas e com os outros.
A tecnologia nos jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais como a empatia, a capacidade de fazer amigos, se relacionar social e profissionalmente
A tecnologia nos jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais
como a empatia, a capacidade de fazer amigos, se relacionar social e profissionalmente
O maior perigo das imagens cibernéticas provém de entregar-lhes a criança muito cedo, sem limites ou excessivamente.

Nenhuma criança precisa delas antes dos três anos de idade, insiste o especialista, apoiado na autoridade da American Pediatric Society.

A tecnologia em idades muito jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais, como a empatia, a habilidade que nos permite nos colocar no lugar do outro e ajustar nossos pensamentos, atitudes e ações desenvolvendo nossa capacidade de fazer amigos, nos relacionar social e profissionalmente.

Muitas vezes em locais públicos vemos jovens mudos, absortos pelo smartphone ou equivalente, incapazes de manter o convívio com outros jovens que estão a seu lado também como mortos aos próximos.

Mal sinal que fala da impotência para se relacionar. E mal pressagio para a vida profissional, afetiva ou familiar.

Através do jogo com outra pessoa, diz o psiquiatra infantil, nós nos socializamos e estabelecemos os fundamentos da inteligência emocional.

O bebê aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais, intenções e fatos de modo natural não virtual
O bebê aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais,
intenções e fatos de modo natural não virtual
Inteligência emocional, o que é isso? Desde o nascimento, o bebê vai conhecendo o mundo embora não consiga se expressar, ele aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais, intenções e fatos.

Por essa via pega a essência do espírito dos pais e da família, da natureza e do mundo. Em certo sentido nessa hora se modela tudo o que ele vai ser no futuro.

Através de múltiplos canais sensoriais, o adulto e o bebê se conectam de um modo muito profundo, embora menos perceptível.

Da mesma maneira que um Bluetooth, concede o Dr. Plebst para os mais entrosados na tecnologia, mas já com dificuldades para entender as sutilezas da realidade.

Mas é dessa forma que um mar de informações sensoriais, emocionais e cognitivas flui entre mãe, pai e filhos.

Essas informações nos modificam o tempo todo na vida inteira sendo vitais para o desenvolvimento das qualidades humanas mais sutis.

As qualidades assim adquiridas são essenciais para gerar e desenvolver estados crescentes de amor, empatia, compaixão, alegria e paz, e também para entender e aprender a domar nossa raiva, tristeza, inveja e egoísmo.

A exposição excessiva à tecnologia prejudica pilares do senso comum e da inteligência emocional
A exposição excessiva à tecnologia prejudica pilares do senso comum e da inteligência emocional
A exposição precoce e excessiva à tecnologia prejudica os sistemas visual e auditivo. Ela limita a maturação da atenção, da vontade, da criatividade, da imaginação e do jogo simbólico, pilares do senso comum e da inteligência emocional.

Os monitores estão gerando um mar de crianças e jovens com dificuldades em manter a atenção, a menos que seja algo muito novo e excitante, como nos videojogos mais violentos. Isso é deformante e danoso.

O mundo puramente virtual está em choque de fundo com a família, a vizinhança, a natureza, a amizade, o esporte, os grupos em que o jovem deve se inserir na sociedade.

Os ótimos antídotos para esses perigos começam com o relacionamento com outras crianças. Vemos que os pequenos pedem insistentemente um pouco mais de tempo de jogos, até com os pais e outros adultos porque sentem essa necessidade.

O Dr. Christian Plebst, da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda
O Dr. Christian Plebst, da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda
O Dr. Plebst mostra que interagir com os pequenos não é algo supérfluo e pesado. É uma oportunidade imperdível de estar presente e vivo enriquecendo a infância das crianças.

O trabalho muitas vezes impede que possamos exercer esse relacionamento profundamente enriquecedor. Então é preciso garantir que as pessoas responsáveis, idealmente da família ou educadores, conheçam os riscos das telas digitais, porque são muito altas.

Os adultos devemos procurar mais intervalos para nos conectarmos com as crianças.

O mundo precisa mais desse relacionamento fornecedor da verdadeira diversão, alegria e equilíbrio emocional.

E nada é melhor para isso do que os pais para os filhos. Muito melhor do que qualquer tela de LCD, conclui o especialista.



Menos rede social melhora a sociabilidade!


As prestigiosas universidades de Stanford e Nova York elaboraram um dos mais exaustivos estudos já feitos até o presente sobre os efeitos do uso atual das redes sociais, informou “El Mundo” de Madri.

Uma conclusão inesperada é que abandonar o uso de redes como Facebook melhora a saúde mental, a sociabilidade e o estado de ânimo das pessoas.

O estúdio acompanhou mais de 2.800 pessoas recrutadas a través de anúncios nessa rede social.

A uma metade foi pedido desativar as contas de Facebook durante quatro semanas, enquanto que a outra metade serviu como “grupo de controle”.

Os participantes também se submeteram a diversificados testes a respeito da atualidade e descreveram suas rotinas diárias e seu estado de ânimo durante o experimento.

Os responsáveis do estudo tiveram licença para monitorar as contas dos voluntários para garantir que realmente permaneciam inativos.

Aqueles que deixaram de usar a rede social, dedicaram mais tempo a se relacionar com amigos e familiares. Também realizaram atividades não relacionadas com a Internet.

“A desconexão causou pequenos mas importantes melhoramentos na sensação de felicidade e satisfação, reduziu os níveis de ansiedade e depressão”, garantem os responsáveis pelo estudo.

Após completar as semanas de desconexão, os usuários voltaram a usar Facebook, mas reduziram o tempo que lhe dedicavam diariamente.

Isso indica que até uma desconexão temporária pode ter efeitos positivos nos costumes das pessoas.

O tempo diário dedicado a Facebook se contraiu num 23% em relação ao grupo de controle.



Crescem as ameaças digitais às crianças com celular


As ameaças digitais pairam sobre mais da metade (56%) das crianças entre oito e 12 anos. Elas estão expostas ao cenário qualificado de “pandemia de risco cibernético”, que inclui perigos como ciberbullying, vício em videogames e comportamento sexual perverso on-line, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

A conclusão faz parte do relatório de impacto DQ 2018, preparado pelo Instituto DQ e pelo Fórum Econômico Mundial.

O levantamento sobre segurança infantil on-line e cidadania digital divulgado avaliou o comportamento de 34 mil crianças em idade escolar de 29 países, que não incluem o Brasil.

O estudo constatou que 47% das crianças foram vítimas de ciberbullying ou assédio virtual, no ano de 2017, 17% tiveram algum comportamento sexual on-line e 10% conversaram e marcaram encontros com estranhos nas redes.

O relatório estima que 260 milhões de crianças em todo o mundo correm ciber-riscos e que o número pode aumentar para 390 milhões até 2020.

O estudo esclarece que o fato de terem sido expostas a esses riscos cibernéticos não indica que as crianças sofreram “danos físicos ou mentais permanentes”.

Porém, a exposição contínua a esses assédios e condutas deformantes numa idade precoce é um perigo para o desenvolvimento, bem-estar, relacionamentos e oportunidades futuras das crianças.

“A pandemia de risco cibernético nos diz que não é uma questão de alguns indivíduos em alguns países, mas um problema global e geracional” – avalia o relatório.

As ameaças são 33% maiores nas economias emergentes, onde a internet penetrou mais a fundo, e representarão 90% dos novos internautas até 2020.

As crianças passam 32 horas sozinhas na frente de telas digitais, quer dizer, mais tempo do que na escola. Quanto mais horas expostas às telas, maiores riscos elas correm.

A criança com celular próprio e redes sociais consome 12 horas-tela e tem 70% de chance a mais de cair numa ameaça virtual.

Segundo o relatório, 60% delas ganham um celular aos 10 anos e 85% usam redes sociais.

“A posse do celular nem sempre leva à exposição aos riscos ou ao tempo de tela excessivo. Isso ocorre apenas quando as crianças são também usuárias ativas de redes sociais”.

A atividade on-line preferida dessas crianças (72%) é assistir a vídeos, ouvir música e fazer buscas (ambos com 51%), jogar videogame (49%) e conversar (38%).

O site mais popular nessa faixa etária é o YouTube, usado por 54% dos entrevistados. Depois aparecem WhatsApp (45%), Facebook (28%), Instagram (27%) e Snapchat (23%).

Outras pesquisas apontam que o abuso da tela prejudica o sono, deixa as crianças mais solitárias e agressivas e impactam sua saúde física e mental.

A saída, segundo o relatório passaria pela educação no uso de tecnologia e o desenvolvimento do raciocínio crítico sobre conteúdos e contatos na rede.

Mas é precisamente isso que está faltando, sendo até perseguido ou proibido em nome das liberdades que o homem teria conquistado na era moderna.



A França desliga celulares nas escolas


A França proibiu que os alunos de até 15 anos tirem do bolso ou usem o celular no horário escolar, recreios incluídos.

Falando para a rádio RTL, o ministro da Educação Jean-Michel Blanquer explicou se tratar de “uma mensagem de saúde pública para as famílias”, reportou “El Mundo” de Madri.

“Por vezes, um celular pode ser necessário por razoes ligadas ao ensino. Porém, seu uso deve ser controlado”, sublinhou o ministro. “É bom que as crianças não fiquem tanto tempo diante da telinha. Melhor seria que nunca o façam antes do sete anos de idade”.

A proibição mentalmente profilática vigorará desde setembro (2018). Não impedirá levar os celulares para a escola, mas sim emprega-los em qualquer ponto do recinto educativo.

Os sindicatos de esquerda se revoltaram. Mas os pais dos alunos reclamavam muito a medida.

Desligados do ensino, educados para a incomunicação
Desligados do ensino, educados para a incomunicação humana
O presidente Emmanuel Macron atraiu muitos votos para se eleger prometendo reiteradamente na sua campanha para o palácio de Eliseu que acabaria com os telefoninhos nas horas de estudo e formação.

A norma não é uma novidade. Muitas escolas já vinham interditando o uso dos celulares nas aulas, especialmente as melhor sucedidas.

A iniciativa está crescendo também na Espanha em centros educacionais pioneiros.

Esses impedem até que os alunos se liguem por telefone entre eles nos recreios. A esperança é de que aprendam a conversar entre eles e desenvolvam qualidades sociais e relacionais que lhe garantam entrar futuramente em harmonia na sociedade, no trabalho e na vida familiar.



Redes sociais: perigos concentrados entre os 8 e 12 anos


Micaela Ortega de 12 anos. Seu assassino (preso) a enganou por meio de Facebook.
Micaela Ortega de 12 anos. Seu assassino (preso) a enganou por meio de Facebook.
Um caso horrível verificou-se na Argentina. Micaela Ortega, de 12 anos, foi assassinada após encontrar-se com um homem de 26 que conheceu pelo Facebook.

As crianças de 8 a 12 anos presas à Internet constituem o grupo mais vulnerável para um abusador sexual, alertou o procurador argentino Horacio Azzolín, da Unidade Especializada em Ciberdelinquência (Ufeci).

Segundo especialistas citados pelo diário “La Nación” de Buenos Aires, os pais que começam a se preocupar com a vida virtual de seu filho quando esse faz 12 anos estão chegando tarde.

Ainda são crianças, mas não estão mais na infância. Tudo as encaminha precocemente para a vida adulta, mas não desenvolveram os mecanismos psicológicos para viver entre adultos.

Só viveram absorvidas por relações virtuais, quase sem contato com o mundo, e são ignorantes e inermes face aos perigos do mundo real.

“Ë preciso começar mais cedo, pois a partir dos 8 anos já correm risco”, disse Sebastián Bortnick, presidente da ONG argentina Cibersegura, que promoveu a lei que transformou em delito o acosso sexual a menores pela Internet e outros meios eletrônicos.

Redes como Facebook só admitem usuários com mais de 13 anos, mas o uso dessa rede social por parte de crianças é generalizado. “Sete de cada dez meninos e meninas entre 10 e 12 anos já criaram um perfil numa rede social”, afirma Roxana Morduchowicz, doutora em comunicação pela Universidade de Paris.

“Nós nos reuníamos para brincar na casa de um amigo, na rua ou na praça, mas hoje as crianças se encontram na Rede”, diz ela.

Crimes sexuais se multiplicam nas redes sociais e pais não devem ter medo de falar com seus filhos.
Crimes sexuais se multiplicam nas redes sociais.
Pais não devem ter medo de falar com seus filhos.
A tendência à autonomia manifestava-se desde os 13 anos e se definia aos 18 ou com o primeiro trabalho, mas hoje se faz pelas redes sociais e muito mais cedo.

Há poucos meses, a mãe de Antonella, 12, entrou no perfil de Facebook da filha. Nas conversações privadas desta, achou mensagens de um colega de escola pedindo-lhe fotos dela nua e propondo-lhe encontros sexuais.

A mãe ficou espantada com a resposta da filha: ela recusava essas propostas, mas não com a firmeza que a mãe desejava. E sua filha não tinha comentado nada sobre a situação.

A ONG argentina “Alerta Vida”, que estuda o problema, detectou que no país vizinho sete de cada dez menores sofreu algum tipo de acosso sexual enquanto navegava pelas redes sociais.

O Conselho de Meninos, Meninas e Adolescentes de Buenos Aires calculou que um de cada dois adolescentes entre 14 e 17 anos efetivou um encontro com um desconhecido contatado pelo Facebook e só dois de cada dez sentiu medo.

“Temos de fornecer aos nossos filhos as ferramentas de reflexão e pensamento crítico para duvidar das propostas antes dos 11 anos. Se você não olha os perfis dos filhos antes de 12, vai encontrar surpresas, vai ver que houve conversas antes”, explica Marcela Czarny, da ONG Chicos.net.

Essa ONG verificou que 85% dos pais argentinos se acham preparados para enfrentar os riscos. Porém, eles se limitam aos conteúdos e o tempo dedicado ao monitor, e não observam que os filhos acessam a Internet desde seu smartphone em qualquer parte sem controle.

Conferência sobre crimes sexuais online contra crianças. Preocupação até na Indonésia.
Conferência sobre crimes sexuais online contra crianças. Preocupação até na Indonésia.
“Os pais, com ou sem intenção, procuram escusas para não vigiar. É errado achar que os filhos sabem mais do que a gente. Eles só têm o conhecimento instrumental, mas muitas vezes não percebem a dimensão do perigo.

“É preciso lhes falar dele, perguntar o que eles fizeram esse dia na Internet, o que viram, com quem falaram. Não como um controle policial, mas como um tema de conversação.

“Faz bem às crianças sentirem que nós estamos presentes, que podem conversar conosco sobre o que fizeram e com quem falaram”, diz Morduchowicz.

“A linha da proteção, do controle e da espionagem é fininha, mas cada pai tem de agir”, explica Bortnick.

“O que não pode acontecer é o pai se desentender. É preciso criar nos filhos a ideia de que estão sendo observados para o seu bem. Não podemos ignorar as redes que eles usam, seja Facebook, Instagram ou Snapchat. Não fazer isso enquanto pais é olhar para o outro lado”.



Ler em dispositivos virtuais diminui a intelecção


 Ler em dispositivos virtuais diminui a intelecção.
Ler em dispositivos virtuais diminui a intelecção.
A procura da saúde e do peso ideal do corpo inspira constantes preocupações, regimes alimentares, exercícios de fitness, etc.

E a saúde da inteligência? Ela existe e é bem mais complicada e importante que a do corpo.

Na poluída – também mentalmente – vida moderna, ela requer cuidados, que são fáceis e instintivos se agirmos bem.

Uma dos mais importantes elementos da vida intelectual é a capacidade de abstração. Afinal, é o que distingue os seres humanos: transformar aquilo que nossos sentidos captam em ideias que residem na alma e que constituem o ponto de partida da cultura e da própria atividade humana.

A leitura só faz sentido para quem é capaz de abstrair, de passar do escrito material à ideia que está contida no escrito.

Porém, as pessoas que leem em plataformas digitais como tablets, smartphones, e até em PCs e notebooks, ficam prejudicadas na sua capacidade de interpretar a informação, isto é, na abstração.

A constatação foi apresentada na ACM CHI 2016, a conferência top mundial sobre a Interação Homem-Computador, acontecida em maio de 2016, em São José, Califórnia.

Vários grupos de especialistas apresentaram suas conclusões, segundo informou o jornal espanhol “El Mundo”.

O laboratório Tiltfactor, departamento interdisciplinar da Universidade de Dartmouth, New Hampshire, apontou que os leitores que usam assiduamente equipamentos virtuais para ler, têm uma forte tendência a se deterem nos detalhes materiais do escrito, mas perdem a capacidade de entender o seu significado.

Geoff Kaufman, principal investigador e professor auxiliar da Universidade Carnegie Mellon, explicou que a capacidade de passar do concreto ao abstrato é decisiva para a autoestima da pessoa e sua habilidade para atingir as metas.

O mais inteligente, que abstraiu mais, vê mais longe, concebe o meio para alcançar seu objetivo, consegue chegar até ele, triunfa e fica satisfeito. Obviamente, aquele que não abstraiu, não vê longe, não define o que quer, não consegue atingir algo que preste, fracassa, às vezes totalmente, e se sente frustrado.

O Prof. Kaufman sublinhou que “é crucial reconhecer o papel que a digitalização da informação teve neste aspecto da cognição”.

“O pensamento abstrato gera mais capacidade de compreender os demais, mais criatividade, enquanto quem fica no concreto cai em generalizações negativas e frustrantes porque recusou o aspecto mais profundo das experiências. O ideal é adquirir flexibilidade entre o raciocínio abstrato e o concreto”, acrescentou o Prof. Kaufman.

O trabalho procurou detectar as diferenças entre a leitura via digital e a leitura analógica, aquela que fazemos com um livro ou, por exemplo, “lendo” os vitrais de uma catedral.

Os especialistas ofereceram às pessoas testadas material de leitura com idêntico tamanho de letra e formato. Só que uns em equipamentos virtuais e outros em analógicos.

Participaram da experiência um total aproximado de 400 pessoas, 300 das quais entre 20 e 24 anos.

O texto narrava uma história breve. No fim, as pessoas foram convidadas a escrever com caneta no papel aquilo que tinham lido, e responder às perguntas sobre a leitura que tinham feito.

As que haviam escolhido a leitura não digital tiveram uma nota 66% acima da média. As que utilizaram o meio digital só acertaram 48%. Porém, nas perguntas sobre aspectos concretos da leitura, os “digitais” acertaram 73% e os não digitais 58%.



Metade dos adolescentes dos EUA está viciada em celular


De costas um para o outro, absorvidos pelo dispositivo móvel.
De costas um para o outro, absorvidos pelo dispositivo móvel.
A metade dos adolescentes dos Estados Unidos se julga viciada em seus celulares.

A maior parte deles consulta seus aparelhos pelo menos a cada hora e sente-se pressionada para responder imediatamente, segundo pesquisa da Common Sense Media, difundida pela agência Reuters.

A Common Sense Media é uma associação sem fins lucrativos focada nos efeitos da mídia e da tecnologia em crianças e sua pesquisa ouviu 1.240 pais e crianças.


Segundo ela, a maior parte dos pais está preocupada com o assunto. 59% deles dizem que os filhos com idades entre 12 e 18 anos não conseguem largar seus celulares.

As descobertas ressaltaram a tensão gerada pelo uso intenso desses dispositivos. Cerca de um terço dos consultados afirmaram que brigam todos os dias por causa deles.

Adicção aos dispositivos virtuais é fonte continuada de atritos familiares.
Adicção aos dispositivos virtuais é fonte continuada de atritos familiares.
Está causando conflitos diários em casa”, disse em um comunicado o fundador e presidente-executivo do Common Sense Media, James Steyer.

O levantamento também ressalta a adicção à Internet e suas consequências.

Segundo o Common Sense Media, o hábito de realizar múltiplas tarefas simultâneas pode afetar a capacidade de formação da memória.

Também a falta de interação humana torna mais difícil o desenvolvimento de empatia e o bom relacionamento social com seres de carne e osso.

Crianças dos EUA com idades entre 8 e 12 anos passam seis horas por dia consumindo mídia, enquanto jovens com idades entre 13 e 18 anos passam quase nove horas por dia, segundo o grupo.

Relacionamento virtual substitui o relacionamento humano.
Relacionamento virtual substitui o relacionamento humano.
A pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais e não se limita aos adolescentes. Os pais também estão assumindo grandes riscos.

Cinquenta e seis por cento dos adultos consultados afirmaram que verificam seus celulares enquanto estão dirigindo carro e mais da metade dos adolescentes confirmaram que veem seus pais fazendo isso.

“Descobrimos que pais e filhos estão se sentindo viciados em seus dispositivos móveis”, disse Steyer..



Redes sociais estressam e tornam vida menos satisfatória


The Facebook experiment, capa do estudo.
The Facebook experiment, capa do estudo.
Sem redes sociais se vive mais satisfatoriamente defende um estudo do Happiness Research Institute, da Dinamarca.

O trabalho se intitula “The Facebook Experiment” e pode ser descarregado gratuitamente em PDF.

A equipe de investigadores responsáveis reuniram os testemunhos de 1.095 usuários de Facebook de entre 16 e 76 anos. 80% deles admite consultar a rede social pelo menos media hora diária. O estudo está focado em Facebook mas os resultados são válidos também para as outras redes sociais.

Os 1.096 voluntários aceitaram se abstiver de Facebook durante uma semana. No fim uma metade disse que seguiria usando a rede social do mesmo modo que antes. Mas a outra metade disse que nunca mais entraria.

A grande diferencia foi detectada no fato que aqueles que se desconectaram passaram a se sentir menos estressados, menos isolados, menos preocupados, e mais sociáveis.

Muitos dos que aceitaram se desligar durante uma semana, contaram que nesses sete dias tinham falado mais com sua família e seus amigos e que tinham aproveitado mais e melhor o tempo.

Redes sociais estressam diz estudo de instituto dinamarquês
Redes sociais estressam diz estudo de instituto dinamarquês
Para os autores, Facebook e plataformas similares só refletem a parte positiva da vida. E explicam: “funcionam como um canal incessante de boas notícias, um fluxo constante das vidas editadas que distorce nossa percepção da realidade”.

“Facebook é uma ficção construída com elementos da vida quotidiana, é uma realidade distorcida porque sublinha o positivo e esconde aquilo que é triste ou desagradável. Fornece a sensação de que cada um faz de sim um espetáculo”. E isso é um engano fonte de frustrações.

A investigação do Happiness Research Institute aponta que deixar de lado Facebook, reduz o estresse, esse esgotamento psíquico que aparece quando a carga de estímulos supera a capacidade de resposta do indivíduo.

“Os usuários estressados de Facebook, deveriam ter estado num regime de superestimulação gerado pela rede social e não percebiam que tanta informação os ‘carregava’ com pesos psicológicos. E essa ‘carga’ se traduz em tensão, ansiedade, tristeza e melancolia. Se compreende que se tenham sentido mais relaxados quando tiraram esse peso de em cima”, explicou ao jornal “Clarin” de Buenos Aires, um médico chefe do Serviço de Medicina do Estresse num hospital da capital argentina.



Celulares danificam desenvolvimento cerebral dos bebés


A Dra. Tallie Baram e seus colegas alertam as mães.
A Dra. Tallie Baram e seus colegas alertam as mães.
Pesquisadores da Universidade de Califórnia - Irvine alertaram as mães para não usar telefones celulares perto de seus bebês.

Eles observaram que um comportamento materno fragmentado e caótico perturba o desenvolvimento cerebral de seus tenros filhos. Estes poderão sofrer danos emocionais que se evidenciarão no resto da vida, informou o site Medical Press.

O estudo foi publicado na revista científica Translational Psychiatry.

Os investigadores detectaram que as mães que estão cuidando de seus bebês têm constantes interrupções, algumas aparentemente inócuas como simples telefonemas e mensagens de texto. Mas essas interrupções constantes podem ter um impacto duradouro em suas sensíveis crianças.

A Dra. Tallie Z. Baram e suas colegas do UCI's Conte Center on Brain Programming in Adolescent Vulnerabilities mostraram que os cuidados maternos ritmados e ordenados são de uma importância crucial para o desenvolvimento do cérebro infantil.

Na fase inicial de crescimento, ele precisa de estímulos continuados e ordenados para garantir o desenvolvimento de redes neuronais robustas.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que uma conduta materna errática pode aumentar a probabilidade de as crianças adotarem condutas de risco, procurarem drogas ou serem vítimas de depressão já na adolescência ou na vida adulta.

Os usuários se acostumaram aos celulares e os utilizam intensamente, mas isso poderá ter pesadas consequências.

“É bem conhecido que a vulnerabilidade às desordens emocionais como depressão deriva da interação de nossos genes com o meio ambiente, especialmente durante os períodos mais sensíveis do desenvolvimento”, explicou a Dra. Baram, catedrática de Estudos Neurológicos.

“Temos que desligar nosso celular quando cuidamos de um bebê, para termos uma conduta coerente e previsível”, acrescentou.

A Dra. Baram e sua equipe estão estudando este fenômeno com sofisticada tecnologia para medir o desenvolvimento do cérebro e usando testes psicológicos e cognitivos para compreender melhor o problema.



“Cibercrime” pode paralisar um país inteiro


Marc Goodman  é especialista em cibercrime e colaborador do FBI, da OTAN e da Interpol.
Marc Goodman  é especialista em cibercrime e colaborador do FBI, da OTAN e da Interpol.
“O cibercrime poderá paralisar um país inteiro”, alertou Marc Goodman, especialista nesse novo tipo de crime que trabalha para a FBI, a NATO e a Interpol, segundo noticiou o jornal espanhol “El Mundo”.

Goodman, que é também fundador do ‘Future Crimes Institute’ da Singularity University, acaba de publicar o livro Os delitos do futuro.

Segundo ele, “as tecnologias que nos fascinam têm um lado intensamente escuro. Subestimamos que o poder desses progressos pode cair nas mãos de criminosos e terroristas. Isso implica riscos nunca antes vistos e dos quais nós ainda não somos bem conscientes.

“Nos velhos tempos o crime era praticado com facas e pistolas. Mas hoje o crime evolui com a tecnologia. Quando apareceram os trens, que foram uma grande inovação, os criminosos passaram a assaltar 200 pessoas por vez! No ano passado, no hackeo da Sony, roubaram a mais de 100 milhões de pessoas ao mesmo tempo. Quando foi que na história da humanidade alguém pôde roubar a 100 milhões e isso apenas com alguns clics?

“Cada vez que aparece um novo avanço, os criminosos estão ali para tirar proveito. Eles planejam ataques terroristas com o Google Earth e podem imprimir armas ilegais e pentes de balas em impressoras 3D”, acrescentou.

“Os hackers não só ameaçam piratear um computador ou roubar um cartão de crédito. Apenas nos EUA, 60.000 doentes usam marca-passos conectados pela internet. São usados para induzir estímulos elétricos à distância com finalidades médicas, mas nas mãos erradas são muito perigosos. Além do cibercrime, já existe o biocrime, pois já se pode programar vírus em laboratório computacional.

“Colocar todos os aspectos da vida na dependência da informática está nos tornando vulneráveis. Pode-se piratear desde o sistema de semáforos de uma cidade até as centrais elétricas. O cibercrime do futuro pode paralisar um país inteiro”.

Porém, acrescentou: “Os governos e as empresas não estão aplicando os meios suficientes para nos proteger dos riscos que se avizinham. Vendo as imagens de um atentado na televisão, você não percebe, mas já está sendo vítima do terrorismo. Al Qaeda e o Estado Islâmico estão recrutando especialistas informáticos. Hoje está em jogo a liberdade”.

A Idade Média foi exemplo de uma era em que a sabedoria progredia lado a lado da ciência e da tecnologia
A Idade Média foi exemplo de uma era em que
a sabedoria progredia lado a lado da ciência e da tecnologia
Para Goodman, a solução consistiria em investimentos pesados em informática, “criar uma espécie de Projeto Manhattan para lutar contra o cibercrime, como se fez na II Guerra Mundial, reunindo os melhores cientistas, matemáticos e linguistas do mundo para deter a ameaça nazi”, conclui o especialista.

Mas quem garante a Goodman que essa colossal construção cibernética não poderá ela mesma ser infiltrada e usada, com ainda mais poderes, por criminosos de alto bordo?

O professor Plinio Corrêa de Oliveira comparou certa feita o progresso vertiginoso da ciência e da tecnologia com um jato de guerra que na medida em que avança vai ficando cada vez mais poderoso, mas seu piloto vai ficando cada vez mais louco e mais facínora.

Seu fantástico voo vai ficando a cada instante o prelúdio de um desastre cada vez mais pavoroso.

O Dr. Plinio explicou que a solução do dilema não passa pela extinção da ciência nem da tecnologia.

A solução seria que os homens crescessem em sabedoria na medida em que crescem com as realizações materiais. E isso só pode acontecer se aderirem profundamente ao espírito da Igreja Católica.

A questão que ele deixou em aberto é se uma humanidade cada vez mais sábia e mais católica teria produzido certos engenhos que hoje fascinam os homens. E, conforme o caso, se não teria reprovado sua fabricação e feito coisas diferentes, talvez melhores.



Centros de reeducação para jovens viciados em videojogos?


Exames médicos nos campos para viciados em Internet tentam definir uma patologia, mas sem a caridade a cura não aparece
Exames médicos nos campos para viciados em Internet
tentam definir uma patologia,
mas sem a caridade cristã a cura não aparece
O uso intensivo de jogos de computador por jovens chineses está causando danos que alarmam até as autoridades comunistas, escreveu a jornalista Jane E. Brody, de The New York Times.

Médicos chineses julgam que a adição aos videojogos configura um transtorno clínico quando os jovens passam várias horas por dia diante dos monitores.

O regime promoveu a sistematização de mais de 400 centros de reabilitação para afastar as jovens vítimas da influência dos aparelhos eletrônicos durante meses.

O valor do tratamento não está demonstrado, mas os casos apresentados têm as características de uma forma de dependência comparável à dos drogados.

O documentário “Web Junkie”, filmado num desses centros, registra casos patéticos de deformação moral e psicológica. Ver embaixo o vídeo completo ou síntese abreviada.

Porém, esses centros do governo socialista não transmitem uma boa imagem. Eles se assemelham extraordinariamente a campos de concentração pelo ambiente sórdido e o regime ditatorial.

Em problemas como esses, só a doçura da caridade cristã pode garantir um bom tratamento e o abandono dos vícios, até os mais arraigados.

O método dirigista chinês é o oposto dos procedimentos inspirados pela caridade católica.

Jovens viciados na Internet jogam até desmaiar de sono diante da tela, China.
Jovens viciados na Internet jogam até desmaiar de sono diante da tela, China.
Nos países ocidentais já não há dúvida de que os jovens fãs dos videojogos, que ficam longamente diante do monitor, estão tendo a saúde prejudicada e o desenvolvimento ameaçado.

O problema é que a relação com as engenhocas digitais começa já com os bebês, que ganham tablets e celulares para diversão ou “aprendizado”.

A Academia Americana de Pediatria publicou em 2013 um estudo (“Children, Adolescents, and the Media”) onde analisa estatísticas da Kaiser Family Foundation.

Segundo elas, uma criança entre 8 e 10 anos de idade fica em média oito horas por dia diante de diferentes equipamentos eletrônicos.

A TV ainda é a mais assistida, mas computadores, tablets e celulares vão ganhando espaço.

Os pais acham que o costume se justifica pelo efeito tranquilizante dos eletrônicos sobre as crianças, mas não percebem o potencial danoso de tantas horas passadas num mundo virtual intrinsecamente irreal.

“Estamos dando distrações às crianças, em vez de ensiná-las a se acalmar”, disse Catherine Steiner-Adair, psicóloga clínica de Harvard.

Tentativa de corrigir os jovens viciados usa disciplina militar na China.
Tentativa de corrigir os jovens viciados usa disciplina militar na China.
A Academia Americana de Pediatria sustenta que antes dos dois anos de idade, as crianças não devem ser expostas a nenhuma mídia eletrônica.

A Academia explica que “o cérebro da criança se desenvolve rapidamente nesses primeiros anos, e crianças pequenas aprendem mais interagindo com as pessoas, não com telas”.

A tecnologia é um pobre substituo do relacionamento pessoal.

Para a entidade pediátrica, crianças mais velhas e adolescentes não deveriam gastar mais do que duas horas por dia com esse tipo de entretenimento.

O uso pesado de eletrônicos pode ter efeitos negativos até no comportamento, na saúde e no desempenho escolar dos pequenos.

“Quanto mais crianças se comunicam por meios eletrônicos, mais elas se sentem solitárias e deprimidas”, diz Kristina E. Hatch, pesquisadora da Universidade de Rhode Island (EUA).

As consequências físicas incluem dores nos dedos, no pulso, no pescoço e nas costas, especialmente nos atingidos pela “epidemia” das mensagens de texto.


“Web Junkie”. Síntese:




Crianças dormem melhor quando os país reforçam a disciplina e limitam o uso de eletrônicos


Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir. para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho
Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir.
para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho
Os pais podem melhorar muito o repouso de seus filhos fixando limites no uso de eletrônicos, reforçando a disciplina no lar e lhes dando o bom exemplo nesse sentido.

Esses são conselhos tirados da edição 2014 do estudo “O sono nos EUA” (“Sleep in America”) da National Sleep Foundation (NSF). Esse estudo é realizado anualmente desde 1991, mas o de 2014 analisou mais profundamente as práticas na hora de dormir e as experiências da família moderna com crianças em idade escolar, segundo a Sleep Review.

“Para as crianças, um bom sono à noite é essencial para a saúde, o desenvolvimento e o rendimento na escola”, disse Kristen L. Knutson, da Universidade de Chicago. “Nós achamos que quando os pais adotam iniciativas para proteger o sono de seus filhos, eles dormem melhor”, acrescentou.

A NSF recomenda que as crianças entre 6 e 10 anos repousem entre 10 e 11 horas por noite. Mas os pais não entendem a importância da qualidade do sono.

Os equipamentos eletrônicos estão demasiado presentes nos dormitórios das crianças. Os pais contam que 72% dos meninos entre 6 e 17 anos têm pelo menos um dispositivo desses no dormitório.

Costume danoso para a saúde e o desenvolvimento segundo a Academia Americana de Pediatria.
Costume danoso para a saúde e o desenvolvimento
segundo a Academia Americana de Pediatria.
As crianças que deixam seus aparelhos ligados à noite têm um sono pior nos dias de aula e dormem uma hora a menos por noite.

Os pais também dizem que seus filhos têm uma qualidade de sono inferior quando deixam os aparelhos ligados. A observação também é válida para os adolescentes.

“Para garantir uma boa noite, os pais devem limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir”, disse Orfeu Buxton, da Harvard Medical School.

“Ter o bom sono como prioridade proporciona a todos os membros da família energia para dar o melhor de si no dia seguinte. Por vezes, agir melhor num número menor de atividades pode ser mais rentável do que dedicar-se com fatiga a muitas atividades”, observou Hawley Montgomery-Downs, da West Virginia University.

Quando os pais definem e aplicam normas estritas para o sono, as crianças dormem mais. Estabelecer regras estáveis é o melhor para um sono eficaz, diversamente de normas mutáveis ou ausência de critérios. Quando os pais definem até que horas os filhos podem usar celulares ou smartphones, estes ganham em média 0,8 horas mais de repouso.

Moça dorme exausta diante de laptop, mau repouso à vista.
Moça dorme exausta diante de laptop, mau repouso à vista.
Os pais que têm cuidado com eles próprios em matéria de sono fazem com que os filhos tendam a adquirir o costume do sono saudável. 65% das crianças cujos pais têm pelo menos um eletrônico “interativo” no dormitório (tablet, smartphone, laptop ou desktop) seguem o exemplo e também dispõem de um no próprio quarto. Mas só 24% deles possuem um eletrônico no quarto quando os pais não têm.

“Os pais devem ser o bom modelo do uso responsável dos eletrônicos, então os filhos vão imitá-los”, diz Monique K. LeBourgeois, da Universidade de Colorado Boulder.

“Os eletrônicos estão por toda parte nos lares americanos e por isso é tão importante ter uma estratégia familiar. Seja vigilante com os eletrônicos de seu filho no quarto, fixe horários de dormir e fale a eles sobre a importância do sono”, sublinhou Helene A. Emsellem, do Center for Sleep & Wake Disorders e do George Washington University Medical Center.



Banir celular na escola melhora as notas


O uso do smartphone nas aulas dissipa a atenção, degrada o aprendizado e abaixa as notas.
O uso do smartphone nas aulas dissipa a atenção,
degrada o aprendizado e abaixa as notas.
Estudo da reputada London School of Economics mostrou que nas escolas da Inglaterra que baniram os smartphones os alunos melhoraram em até 14% suas notas em exames de avaliação nacional, noticiou a Folha de S.Paulo.

A melhora foi constatada principalmente entre estudantes de 7 a 11 anos e com aproveitamento escolar inferior a 60%, que foram proibidos de usar os referidos aparelhos.

Para os alunos aplicados, o banimento não mudou nada.

“Distrações atingem todo mundo, mas são piores em alunos com celulares. E ainda piores naqueles com notas mais baixas”, disse à Folha Louis-Philippe Beland, um dos autores do estudo.

O inquérito leva o título “Tecnologia, distração e desempenho de estudantes” e analisou as reações de 130 mil alunos desde 2001, em 91 escolas de quatro cidades.

Na Inglaterra, cada colégio define sua própria política. No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa proibir a utilização de celulares em salas de aulas.

O uso seria autorizado pelo professor apenas com viés pedagógico. “Alunos não podem ter contato com celular durante a explicação. É como deixá-los conversar livremente”, disse o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), autor do projeto. Em São Paulo, desde 2007, colégios públicos estaduais já têm essa proibição.

Aluna: “não ia conseguir prestar atenção na aula”
Aluna: “não ia conseguir prestar atenção na aula”
A coordenadora de educação da UNESCO (organismo ligado à ONU para educação e cultura) no Brasil, Rebeca Otero, questiona a necessidade de a legislação intervir no assunto.

Mas, a UNESCO tem uma reputação duvidosa, até comunistoide, por incentivar reformas educacionais igualitárias que degradam a qualidade do ensino.

Para Luciana Allan, doutora pela USP especializada em tecnologias aplicadas à educação, “o celular pode atrapalhar provas que medem memorização”.

Na Escola da Vila, os alunos até o 5º ano não podem levar celulares. Do 6º ano em diante, só com permissão do professor. As atividades utilizam notebooks e tablets. O smartphone é usado só para fotografar projeções de slides ou de lousas, diz a coordenadora de tecnologias educacionais, Helena Mendonça.

O professor de história Reginaldo Polesi é contra o uso de aparelhos, porque acredita que os alunos se dissipam mais do que com as distrações de antigamente, como fazer aviãozinho de papel e desenhar na carteira.

Gabriela Molina, 15, desconcentra-se com facilidade e comemora o fato de os smartphones não serem liberados o tempo todo. “Não ia conseguir prestar atenção na aula”.



“Olho seco”: mal que atinge até as crianças diante dos monitores


Nos consultórios, os casos de crianças com "olho seco" passaram a ser habituais.
Nos consultórios, os casos de crianças com "olho seco" passaram a ser habituais.
Segundo oftalmologistas consultados pelo jornal Clarín, de Buenos Aires, o mal do “olho seco” ou “síndrome visual informática” atingiu as crianças e os adolescentes que usam constantemente celulares, tablets e computadores.

“Há 20 anos, víamos no consultório algum caso de forma esporádica; hoje é habitual”, afirmaram os oftalmologistas.

A síndrome do “olho seco” aparece quando existe escassez ou falta de lágrimas no olho, causada por exposição constante a monitores de celulares, computadores, tablets e outros eletrônicos com a mesma tecnologia.

Há poucas décadas essa síndrome se manifestava apenas em pessoas com 40 anos ou mais, mas hoje é observada em pacientes com a metade dessa idade. Crianças e adolescentes tampouco fogem à sintomatologia.

“Vive-se conectado” no trabalho e no lazer e esse uso frequente não é gratuito: o olho paga o pedágio.

O “olho seco” ocasiona incômodos como ardor, olhos vermelhos, fadiga e dor de cabeça, mas a diminuição das lágrimas deixa o olho desprotegido, exposto a vírus e bactérias que podem causar irritações, alergias e conjuntivites.

Crianças e adultos consultam mais os oftalmologistas por causa do uso dos monitores
Crianças e adultos consultam mais os oftalmologistas
por causa do uso dos monitores
Muitas vezes é agravado pela inadequada iluminação do local de trabalho, a falta de ventilação ou excesso de ar condicionado.

Nos adultos, o “olho seco” faz parte da deterioração natural das funções do corpo, sobretudo após os 65 anos. Nas mulheres, que são as mais prejudicadas, está relacionado com a gravidez, os anticonceptivos orais e, principalmente, o climatério.

“Crianças e adultos consultam mais os oftalmologistas por causa da fadiga produzida pelo uso dos monitores”, respondeu a Dra. Maria Angélica Moussalli, do Serviço de Oftalmologia do Hospital Italiano, um dos maiores da Argentina.

“Fixar a vista no monitor durante horas a fio gera vários sinais e moléstias, inclusive pequenos astigmatismos ou miopias leves, ou agrava outras patologias oculares existentes.”


A Dra. Moussalli recomenda lágrimas artificiais para lubrificar o olho e, sobretudo, uma mudança de hábitos: pestanejar frequentemente, respirar, relaxar e alongar.



Uso excessivo de tablets e celulares pode afetar a visão das crianças





Jogos de vídeo iniciam na “arte do morticínio”


Bloodborne ensina que matar sadicamente é uma diversão.
Bloodborne ensina que matar sadicamente é uma diversão.
Quatro letras de sangue pingam do monitor e dizem “mort” [morte em francês], no jogo macabro Bloodborne, descreveu Le Monde de Paris.

Os personagens virtuais têm forma de espectros e seu ambiente próprio são os cemitérios. Para o jornal parisiense, Bloodborne consagra a nova tendência nos videojogos voltados para a morte.

Bloodborne foi precedido por Almas da Escuridão (Dark Souls) e Almas de Demônio (Demon's Souls), embebidos de fantasias macabras ou satanistas que incitam o jogador a morrer centenas de vezes.

A morte já não é causa de luto ou tristeza, mas de diversão, diz Mathieu Triclot, autor do livro Filosofia do videojogo.

As montagens visuais devem ser as mais semelhantes com a realidade e as mais sanguinárias possíveis.

O jogador perde o medo dos piores crimes e as empresas criadoras desses entretenimentos estimulam a matar para tirar lucro.

Bloodborne encaminha para o satanismo.
Bloodborne encaminha para o satanismo.
A lição para o jovem jogador é clara: assassinar sadicamente é uma opção de jogo, o homicídio nada tem de injusto ou arbitrário: é uma estratégia para se divertir e fazer novas experiências, por mais cruéis que elas sejam.

Em 1996, o jogo Diablo II introduziu o conceito de “permadeath”, ou morte permanente. Essa perversa ideia está hoje generalizada.

Por vezes, a morte é inevitável para o próprio personagem que encarna o jogador de carne e osso.

Quem poderá então se espantar com os assassinatos mais fantasiosos, porém especialmente hediondos, praticados por jovens que perderam o horror ao crime de Caim?



1,1 bilhão de pessoas podem perder a audição por abuso de eletrônicos


Organização Mundial da Saúde: nada é tão prejudicial para a audição  como usar os fones de ouvido durante várias horas por dia
Organização Mundial da Saúde: nada é tão prejudicial para a audição
como usar os fones de ouvido durante várias horas por dia
Embora o ruído esteja por todo lado, nada é tão prejudicial para a audição como usar os fones de ouvido durante várias horas por dia, diz estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), citado pelo jornal Clarin.

Segundo a OMS, 50% das pessoas entre 12 e 35 anos no mundo (por volta de 1,1 bilhões) estão expostas a níveis de ruído prejudiciais, gerados por dispositivos eletrônicos como reprodutores de MP3 e smartphones. Eles poderiam sofrer perda de audição por exposição continuada.

Só na Argentina, sete milhões de jovens expõem-se a esse risco, sendo que cerca de 5,6 milhões ultrapassam a orla do risco e submetem-se a sons nocivos em clubes noturnos, discotecas, cervejarias, bares, cinemas, concertos rock e eventos esportivos.

“Eu percebi que há um ano aumentam as consultas por problemas relacionados com o uso de fones de ouvido. Entre os mais danosos estão os modelos de botão, que isolam hermeticamente e concentram a energia sonora sem atenuação”, explicou Carlos María Boccio, chefe do departamento de Otorrinolaringologia do Hospital Italiano, um dos mais importantes de Buenos Aires.

As células sensoriais e outras estruturas podem ser danificadas permanentemente, advertiu a OMS
As células sensoriais e outras estruturas
podem ser danificadas permanentemente, adverte a OMS
“Os danos na audição são lentos e irreversíveis. Quando há uma lesão, a primeira percepção é um pequeno zumbido, como quando a pessoa volta de uma discoteca ou um show rock”, disse Esteban Bercellini, otorrino do Hospital Alemán portenho.

A OMS aponta que 15 minutos de música a 100 decibéis (dB) equivalem ao impacto auditivo absorvido por um operário industrial numa jornada de 8 horas de trabalho em ambiente sonoro de 85 dB.

Quando os sons são demasiados fortes ou a exposição a eles acontece com regularidade ou de forma prolongada, as células sensoriais e outras estruturas podem ser danificadas permanentemente, advertiu a OMS.

A organização mundial também afirmou que 76% da população urbana sofre um impacto acústico habitual muito superior ao razoável.



Escrever estimula o cérebro das crianças, mas digitar um eletrônico, não


Dra. Karin James, neurocientista cognitiva da Universidade de Bloomington, Indiana, EUA
Dra. Karin James, neurocientista cognitiva da Universidade de Bloomington, Indiana, EUA
O uso intensivo de teclados e telas sensíveis ao toque, em vez de escrever à mão, está prejudicando a formação das crianças.

É o que revelou uma pesquisa conduzida pela neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, Indiana, EUA.

O estudo pôs em relevo a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil, segundo noticiou a BBC Brasil.

No estudo, as crianças foram separadas em dois grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão, enquanto o outro usou computadores.

O fato é que as crianças ainda não alfabetizadas são capazes de identificar letras, mas não sabem como juntá-las para formar palavras.

Teclado ou manual? Aprendizado apagado ou enriquecedor?
A pesquisa testou essa capacidade. Mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas.

Assim, tentaram entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizam com as letras do alfabeto.

Antes e depois dos testes, os cientistas compararam os efeitos cerebrais nos dois grupos.

E descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando se aprende copiando letras à mão e quando se aprende digitando-as num teclado.

As crianças que copiaram as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.

Porém, este não foi o caso das crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar “ligado” e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão. As crianças estabelecem uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.

“Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever facilita a leitura quando as crianças começam a aprender a ler”, disse James.

Além disso, essas crianças desenvolvem as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias escrevendo à mão. E isso é benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

É ilusão que os teclados eletrônicos favorecem o desenvolvimento cerebral
A Dra. Karin apontou que essas descobertas podem ser importantes para formular políticas educacionais acertadas.

Pois corre a suposição ingênua e anticientífica oposta. “Em partes do mundo há pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, mas a pesquisa pode equilibrar [essa tendência]”, explicou a especialista.

Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa que os professores podem escolher. Mas muitos educadores não ensinam mais caligrafia.

Alguns alegam que certas tecnologias em tablet poderiam ajudar a corrigir o problema identificado.

Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.



Robô-jornalismo esvazia jornais e sites de valor intelectual ou humano


Robô-jornalismo afastará leitores dos jornais
Robô-jornalismo afastará leitores dos jornais
Um robô foi o redator da primeira notícia sobre um dos terremotos leves do mês de março de 2014 na Califórnia. O jornalista Ken Schwencke, do Los Angeles Times, acordou com o tremor, pulou da cama e encontrou em seu computador a matéria já escrita e aguardando autorização para ser posta no ar.

Assim, o site de seu jornal foi o primeiro a informar sobre o tremor. “Eu calculo que todo o processo demorou três minutos”, disse Schwencke.

O autor do artigo foi um algoritmo apelidado Quakebot, desenvolvido pelo jornalista. Schwencke reproduziu o artigo de seu Frankenstein eletrônico, mas reconheceu que não merecia o Prêmio Pulitzer pelas suas imperfeições. Porém, polido 71 vezes por jornalistas de carne e osso, saiu na primeira página do jornal impresso.

Quakebot não é o primeiro ensaio. O chamado robô-jornalismo é tido como uma ameaça ao jornalismo humano, pois implica a redução de empregos de homens dotados de inteligência.

O jornalismo-robô ainda poderá ser melhorado. Segundo o site Slate, embora os leitores do Los Angeles Times, não vão ler logo na assinatura: “este artigo foi escrito por um algoritmo”, a tendência vai nesse sentido na imprensa escrita e na Internet.

Não é de espantar que jornais e órgãos profissionais de informação estejam cada vez mais desertados de leitores que julgam encontrar informações “pré-fabricadas” e sem alma, além de, em não poucos, um viés esquerdizante.

E que os leitores procurem cada vez mais blogs e sites redigidos por pessoas com alma, paixão, interesse pela matéria, talento, estilo ou gostos definidos, exclusivos do homem criado à imagem e semelhança de Deus.



Japão: viciados na Internet precisam voltar à realidade


Mais de 500 mil jovens estariam atingidos pela patologia digital
Mais de 500 mil jovens estariam atingidos pela patologia digital
O Japão planeja introduzir campos dirigidos por especialistas na educação para auxiliar os jovens escravizados pelo mundo “online”.

O programa atenderá mais de 500 mil adolescentes entre 12 e 18 anos, mas o Ministério de Educação acha difícil definir números em decorrência da expansão e da novidade patológica.

“É cada vez mais e mais um problema”, disse Akifumi Sekine, porta-voz do Ministério, ao The Daily Telegraph.

E prosseguiu firmando existir nas escolas japonesas por volta de 520.000 crianças comprometidas, mas este número cresce a cada dia e poderá haver muitos mais casos, pois ainda não foi dada a volta no problema.

O Ministério já solicitou verbas para programas de imersão na realidade para descolar jovens de seus computadores, smartphones e aparelhos de jogo.

“Nós queremos tirá-los do mundo virtual e encorajá-los a manter comunicações reais com outros jovens e adultos”, explicou Sekine.

Também na Coreia do Sul o a "demência digital" preocupa
Também na Coreia do Sul o a "demência digital" preocupa
O Ministério pensa em locais ao ar livre onde não haja conexão com a Internet. Neles os mais jovens poderiam participar de esportes e jogos ao ar livre e aconselhados por psiquiatras e psicoterapeutas a fim de garantir que a retomada de contato com a realidade não seja traumática.

O vício da Internet vem provocando desordens de todo tipo, como distúrbios no sono e na alimentação num número crescente de crianças japonesas.

Nos casos mais extremos podem ser constatadas síndromes de depressão e tromboses arteriais associadas às posições fixas diante dos monitores.

Ademais, tal obsessão pela vida online prejudica o rendimento escolar.



Desconexão e perda de amizades, entre os “malefícios” das redes sociais


“É engraçado, o Facebook banca de rede social, mas na prática estamos nos desconectando”,
“É engraçado, o Facebook banca de rede social, mas na prática estamos nos desconectando”,
A cadeia de TV CNN, edição em espanhol, convidou seus leitores a contar por que estão saindo do Facebook. O caderno feminino do jornal “Clarin”, de Buenos Aires, resumiu as cinco principais respostas:

1. Perda de comunicação com parentes e amigos reais

“Nós sacrificamos a conversação trocando-a pela mera conexão. Em casa, as famílias podem estar reunidas, mas cada um fica mandando mensagens e lendo e-mails. Os executivos mandam mensagens durante reuniões da diretoria. Mandamos mensagens, fazemos compras além de entrar no Facebook durante as aulas e quando saímos com alguém”, resumiu a psicóloga Sherry Turkle.

“É engraçado, o Facebook banca de rede social, mas na prática estamos nos desconectando”, respondeu outra pessoa à CNN. “Se você passa o tempo vendo fotos de “amigos de amigos” que nem conhece, quiçá você poderia pensar em passar um momento com alguém mais próximo, chamar a sua irmã, voltar a ter contato com as pessoas que, sim, são importantes”.

“Você poderia pensar em passar um momento com alguém mais próximo,
chamar a sua irmã, voltar a ter contato com as pessoas
que sim são importantes”
2. “Amizades” irreais, ou na realidade falsas

Segundo a CNN, “os usuários que mais tempo passam no site acreditam constantemente que seus amigos do Facebook são mais felizes do que eles”. Resultado: correm atrás de uma ilusão de felicidade que nunca conseguem atingir.

3. Perda da privacidade

“O Facebook mudou com frequência suas configurações de privacidade no passado e continuará a fazê-lo, sempre em detrimento da privacidade”, comentou outro dos consultados pela CNN.

4. Perda de tempo

“É facílimo perder uma hora no Facebook… É útil perder todo esse tempo?” – foi outra das explicações da saída de Facebook, segundo a CNN.

5. Ameaças à imagem pessoal ou profissional

Pessoas que julgam não participar das redes sociais, nem mesmo no Facebook, na realidade aparecem nos buscadores com fotos, comentários e dados pessoais subidos por amigos, companheiros ou conhecidos. Isto pode ser muito prejudicial em circunstâncias impensadas.



“Demência digital” alarma Coréia do Sul e Alemanha


Aumento da 'demência digital' entre os jovens preocupa médicos da Coreia do Sul
Aumento da 'demência digital' entre os jovens preocupa médicos da Coreia do Sul
A Coreia do Sul é um dos países mais conectados digitalmente no mundo, mas desde 1990 vem registrando o crescimento do problema da “adicção à Internet” entre adultos e jovens, escreveu o “The Telegraph”.

Essa adicção está evoluindo para o que os sul-coreanos chamam de “demência digital”. O termo designa uma deterioração das capacidades cognitivas que antes só se viam em pessoas que sofreram graves lesões no crânio ou doenças psiquiátricas.

“O uso excessivo de smartphones e jogos digitais dificulta o desenvolvimento equilibrado do cérebro”, explicou ao jornal “Joong Ang Daily”, de Seul, o médico Byun Gi-won, do Centro para o Equilíbrio Cerebral.

“Os usuários ‘pesados’ tendem a desenvolver o lado esquerdo de seus cérebros, deixando no subdesenvolvimento ou no estancamento o lado direito” – acrescentou. Do lado direito depende a concentração mental, e sua falência afeta a atenção e a memória, danos que se verificam num 15% dos casos de “demência digital” precoce.

Os pacientes desta nova patologia exibem também subdesenvolvimento emocional, sendo que as crianças correm mais riscos do que os adultos porque seus cérebros ainda estão crescendo.

Também na Alemanha, médicos temem danos cerebrais
e pedem limitar uso de equipamentos digitais
Segundo os médicos, a situação está piorando na medida em que a média de jovens entre 10 e 19 anos que usam smartphones mais de sete horas por dia cresceu até 18,4%, um aumento de 7% em relação ao ano passado.

Mais de 67% dos sul-coreanos possuem smartphone, o maior índice do mundo. Nos adolescentes a proporção é de mais de 64%, segundo o Ministério para as Ciências. O governo calcula que 20% dos menores de idade sofrem depressão e ansiedade quando fica sem mexer com celular.

O neurocientista alemão Manfred Spitzer publicou em 2012 o livro Digital Dementia, alertando pais e professores para o perigo que correm as crianças que ficam muito tempo diante de laptops, tablets, celulares ou outros aparelhos eletrônicos.

Segundo o Dr. Spitzer, os déficits no desenvolvimento cerebral são irreversíveis. Para ele, os equipamentos digitais deveriam ser banidos das escolas alemãs antes que os jovens se tornem adictos.

Por sua vez, a BBC Brasil noticiou que os ministérios da Educação e da Saúde sul-coreanos pediram que as escolas organizem acampamentos visando livrar as crianças dos atrativos negativos da adição a Internet e a concomitante “demência digital”.

Entrevista à Dra Adamantia F. Fragopoulou
da Faculdade de Biologia da Universidade de Atenas, Grécia.




Jornalista esta conseguindo fugir da dependência digital


Camp Grounded: regras muito simples para se desintoxicar
Camp Grounded: regras muito simples para se desintoxicar

Matt Haber, do “The New York Times”, sentiu uma vibração no bolso onde leva o iPhone. Porém, o celular não estava ai.

Estava fechado numa sacola grampeada, junto com o relógio, o cartão de crédito e seus documentos.

A vibração havia sido imaginada. Ali ele percebeu que estava viciado deveras e que tinha feito bem indo ao Camp Grounded, acampamento de férias só para adultos, perto de San Francisco, para se livrar da dependência digital.

Junto com ele, trezentas pessoas seguiam um curso de atividades ao pé da letra reais, de apalpar com as mãos, de cheirar com o nariz e saborear com a língua, incluindo hasteamento da bandeira e outras atividades que ele qualificou de “tranquilizadoramente regressivas”.

O curso é dado pelo grupo Digital Detox, de Oakland, Califórnia, e visa ensinar pessoas desnorteadas ou dependentes da tecnologia a se “reconectar” com a realidade.

Pode parecer estranho, quase como tentar trazer ao juízo alguém que construiu um universo mental onde ele é Napoleão Bonaparte. Entretanto é possível, e Matt tentou.

Sem contatos digitais, mas humanos reais
Sem contatos digitais, mas humanos reais
As regras do curso são simples: nada de telefones, computadores, tablets ou relógios.

“Em Camp Grounded não éramos mais blogueiros, empreendedores, advogados ou consultores. Éramos nós mesmos, apenas”, explica.

Coisa básica, não é? Todos os nossos antepassados eram assim. Agora se precisa de curso para tentar voltar à noirmalidade de outrora.

O objetivo do curso, explica Matt, é “remover as coisas que supostamente nos conectam nesta era de comunicação sem fio e partilha excessiva”. E voltar a fazer “conexões reais que sejam mais profundas do que uma pessoa seguir a outra no Twitter ou ‘curtir’ a foto de alguém”.

Conectar-se com seres de carne e osso: chave do sucesso
Conectar-se com seres de carne e osso: chave do sucesso
“Minha meta agora é me conectar com as pessoas”, explicou Levi Felix, 28, co-fundador da Digital Detox.

Camp Grounded propõe um retorno saudosista à infância. Homens e mulheres são separados e alojados em cabanas. Uma tenda serve de salão de chá aberto a noite toda. Ajuda a esquecer o fast-food complemento indispensável da dependência digital.

Matt conta que uma noite ele se surpreendeu a si mesmo contemplando o céu noturno. Em algum lugar fora do acampamento – pensou ele – os iPhones estavam vibrando com as últimas notícias.

Desintoxicação digital voltando à realidade terrestre
Desintoxicação digital voltando à realidade terrestre
Mas ele se desinteressou. Estava fazendo algo muito mais importante: “eu estava procurando estrelas cadentes, não estrelas de TV. Estava curtindo o silêncio, por uma vez na vida”.

Ele ficou verdadeiramente satisfeito: o tratamento estava dando certo.

A Digital Detox não é a única opção.

O Betty Ford Center Hospital que trata vítimas do alcoolismo e da droga também oferece terapias para os adictos a Apple e Blackberry num resort em Rancho Mirage, Califórnia, segundo o “The Huffington Post”.



Crianças seduzidas através de redes sociais saem de casa e caem em mãos inescrupulosas


O caso de N., de 11 anos, foi emblemático. Sumiu de casa, ninguém a achava no bairro; telefonaram às amigas, procuraram na escola, estudaram o percurso que fazia para esta, indagaram os vizinhos.

Estava perdida. Ou ao menos, até que a mãe lembrou que ela passava horas diante do computador ligada no Facebook. Foi a salvação, segundo noticiou o jornal argentino “Clarín”.

Com o apoio da Polícia Informática Federal da Argentina, a equipe operativa do Conselho de Direito de Crianças e Adolescentes da Cidade de Buenos Aires vasculhou seu computador e encontrou seu chat com um homem que a convidara para um encontro.

A menina apareceu ferida no dia seguinte. “Foi dançar num local onde aos 11 anos não devia ir”, explicou Silvia Nespereira, diretora do Conselho.

Segundo a responsável, 10% das crianças extraviadas denunciadas ao Conselho estão relacionados com o uso de Facebook.

“É lamentável, há meninos e meninas que vão se encontrar com pessoas que conheceram pela rede. Às vezes se saem bem, mas outras vezes se saem mal. Tivemos o caso de meninas que foram se encontrar com homens que não eram boas pessoas”, acrescentou Nespereira.

É indispensável que a família conheça a senha dos filhos para entrar no Facebook. Num menor de idade a confidencialidade e o direito à privacidade está nas mãos do responsável legal, segundo a Convenção internacional dos Direitos do Menino e da Menina, explicou Jorge Azaakl, diretor operativo de intervenções especiais de crianças extraviadas da Cidade de Buenos Aires.

Em 2011, houve 1.160 casos. Deles, 80% eram de meninas com idades entre 13 e 17 anos. Mas nos últimos anos apareceram casos de meninas com 11 e 12 anos de idade.

No total, 95% regressaram ao lar sem danos. Porém, 5% sofreram abusos sexuais, violências e agressões físicas ou psicológicas.

“Fazem amizades com amigos virtuais que não sabem quem são. Houve histórias de mocinhas que foram ter com homens que não tinham a idade delas, que eram adultos ou pertenciam a redes de pornografia para menores”, explicou Lidia Grichener, presidente da organização Missing Children.

É cada vez mais frequente a criação de perfis abertos para todos e a difusão de fotografias ou vídeos com poses sexuais.

Segundo a Missing Children e o Conselho, é necessário denunciar o quanto antes o desaparecimento do menor, porque “quanto mais pessoas souberem, mais possibilidades há de recuperá-lo”.

Facebook e as redes sociais implicam também uma enganosa abertura para um túnel de desgraças que podem destruir toda uma vida.



Por trás de sistemas e robôs onipresentes, uma casta regendo o mundo?


Capacidades espantosas para controlar os humanos E falha de dar risada
Capacidades espantosas para controlar os humanos E falha de dar risada
Um evento risível foi protagonizado pelo sofisticado robô Knightscope K5, equipado com sensores e programas de reconhecimento facial parecidos com o R2-D2 de Star Wars.

Ele acabou afundando ridiculamente numa bacia ornamental do prédio de escritórios de Washington que devia vigiar.

O episódio, entretanto, foi revelador de um problema que inquieta os espíritos mais precavidos.

Parecia atração futurista: branco, cônico, um androide de saga cinematográfica. Mas não era feito para turistas ou fãs da ciência-ficção.

Era um robô de alta tecnologia, responsável pela segurança do prédio, dotado de sistemas de reconhecimento facial, captura de vídeo de alta definição, laser de busca, sensores térmicos, infravermelhos, ultrassônicos e de qualidade do ar, segundo noticiou “La Nación”.

Knightscope K5 foi desenhado em 2013, após o massacre na escola americana de Sandy Hook (Connecticut) que matou 26 pessoas, 20 delas crianças. Sua responsabilidade era muito grande: garantir a segurança em centros de ensino, bairros e empresas.

Que outros erros não programados poderá praticar, pondo talvez em perigo seres humanos?
Que outros erros não programados poderá praticar,
pondo talvez em perigo seres humanos?
Ele vinha sendo usado por companhias e escolas dos EUA por sua capacidade de identificar delinquentes apoiado numa base de dados de rostos, e supunha-se que iria substituir os seguranças humanos.

Até que, ao fazer sua ronda habitual pelas instalações do prédio vigiado, ele não soube identificar um inocente espelho de água decorativo. Caiu nele e “se afogou”. Um técnico foi tirá-lo e o levou para secar.

Ele poderá ser reprogramado para não mais cair na água, mas em que outras “ingenuidades” inesperadas poderá incorrer?

Se o robô capaz de detectar um criminoso não identifica um pequeno espelho de água, que outros erros não programados poderá praticar, pondo talvez em perigo seres humanos?

Os comentários irônicos ou hilariantes proliferaram nas redes sociais. Mas o problema vai além da risada inicial.

Num mundo em que os robôs policiais – como o K5 da Knightscope, empresa do Sillicon Valley – forem cada vez mais potentes, o homem ficará cada vez mais em inferioridade de condições em relação a eles.

Diversos acidentes de menor relevância já foram registrados. Mas o temor não diminui: o que será dos indivíduos no dia em que os sistemas informáticos tiverem tomado conta da organização humana, como aparentemente se pretende fazer?

Knightscope K5 será corrigido, aperfeiçoado até atingir poderes fora do comum. O temor é aparecer uma casta que domine os sistemas e robôs planetariamente.
Knightscope K5 será corrigido, aperfeiçoado até atingir poderes fora do comum.
O temor é aparecer uma casta que domine os sistemas e robôs planetariamente.
Porém, a objetividade manda achar que esses sistemas – robôs e outros instrumentos que estão vendo a luz em laboratórios avançados – não serão capazes por si sós de assumir a direção do mundo.

Eles requererão sempre um pequeno número de super-engenheiros que os comandarão e terão por isso poderes incomensuráveis.

Essa será a super-casta que já se insinua para o futuro, apesar de se manter longe de público, nas escuridões das salas de comando em alguma cidade desconhecida.

A organização more mecanico da sociedade levaria a uma situação diametralmente oposta à ordem natural e cristã.

Sim, oposta à Civilização Cristã que a Igreja bafejou e fez nascer em meio ao caos da queda do Império Romano e as devastações das hordas bárbaras.



Pentágono: celulares chineses espionam conversas


Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

O Pentágono apoia sua decisão em audiência ante o Senado na qual participaram os máximos responsáveis das principais agências de segurança e de inteligência do país, incluídas a CIA e o FBI.

Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Todos coincidiram em apontar que esses produtos fabricados na China estão sendo utilizados por Pequim para espionar informação confidencial.

As suspeitas americanas começaram em 2012, quando o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes apresentou relatório em que a Huawei e a ZTE apareciam como ameaças para a segurança nacional.

As firmas recusaram as acusações ex-oficio em repetidas ocasiões, mas interferências ilegais continuaram sendo denunciadas.



Smartphones baratos com software espião


Foto do smartphone analisado pela G Data Software
Smartphones de baixo custo, na sua maioria de marcas desconhecidas, estão enviando seus dados a servidores chineses, afirma a empresa de segurança alemã G Data Software.

Esses smartphones estão sendo oferecidos nos maiores sites de venda online com software de espionagem pré-instalado, segundo a Associated Press.

A G Data Software disse ter encontrado códigos maliciosos no software proprietário do Star N9500 adquirido online.

O achado é apenas o último numa série de ocorrências onde pode se constatar que diversos smartphones procedentes da China já vinham carregados com softwares maliciosos.

Thorsten Urbanski, porta-voz da G Data, contou que sua empresa comprou o celular após ouvir queixas de diversos usuários. A equipe da empresa trabalhou mais de uma semana até identificar com precisão o perigo.

O Star N9500 não diz quem é o fabricante. “Não há identificação no celular, nem na documentação”, explicou Thorsten.

Bjoern Rupp: casos são mais comuns
do que os consumidores pensam
A agência de notícias Associated Press detectou o celular à venda em numerosas lojas virtuais. Ele seria produzido num conjunto de fábricas instaladas na região de Shenzhen, sul da China. Mas a agência tampouco conseguiu achar uma referência ao fabricante.

A G Data disse também que o spyware encontrado no N9500 permite a um servidor instalado na China captar os dados pessoais do usuário, fazer um acompanhamento dos locais onde o aparelho foi usado ou ligar à distância a câmara ou o microfone do smartphone.

Bjoern Rupp, chefe da consultoria de segurança para celulares GSMK, sediada em Berlim, disse que esses casos são mais comuns do que os consumidores pensam.

No último outono, o fornecedor alemão de serviços para celular E-Plus encontrou softwares maliciosos em alguns equipamentos passados a seus clientes.

“Nós temos que assumir que esses incidentes ocorrerão cada vez mais, por diferentes interesses comerciais e outros”, acrescentou Rupp.



Gigantismo da comunicação: xeque às liberdades!


Karsten Gerloff:
presidente da Fundação de Software Libre de Europa

O presidente da Fundação de Software Libre de Europa (FSFE), Karsten Gerloff, afirmou que o Facebook desaparecerá em apenas três anos, à medida que as pessoas perceberem que seus dados estão sendo entregues aos serviços secretos dos governos, informou “La Vanguardia”.

Essa perspectiva não é só a do Facebook, mas também de outros gigantes do mundo virtual, como Google e Microsoft, explicou Gerloff.

O especialista falou no 21º Euskal Encounter, em Bilbao, Espanha, que reúne milhares de empresários das novas tecnologias, amantes dos videojogos e público em geral.

Na perspectiva do perito alemão, a queda do Facebook se anuncia como muito rápida, resultante de “uma lei matemática. Aconteceu com MySpace e voltará a acontecer”, disse.

Segundo Gerloff, o problema é que para esses gigantes informáticos “nós somos produtos”. “Sem nenhum aviso prévio, roubam nossa informação. Nós não só lhes fornecemos dados, mas lhes concedemos nossa confiança, porque acreditamos que vão proteger nossa privacidade”, acrescentou.

Eles “ficaram com o controle de nossos computadores, de nossas redes e criaram por cima de tudo isso estruturas de controle. O Facebook define quem somos nós. Amazon estabelece o que queremos e o Google determina o que pensamos”, explicou o presidente de FSFE.

Gerloff qualificou esse procedimento de “traição”, exemplificando com “a entrega por parte de Yahoo! de informação confidencial de seus clientes ao governo chinês”. E deplorou: “Agora isso é feito por todos”.

É bem conhecido que o governo socialista da China utiliza esses dados para perseguir os cidadãos que não afinam com as posições religiosas, ideológicas ou políticas da ditadura do Partido Comunista.



Cientistas neozelandeses: uso excessivo do vídeo induz a condutas anti-sociais


Modelos anti-sociais acabando sendo imitados
A Universidade de Otago, na Nova Zelândia, realizou uma pesquisa que acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 e cuja idade variava de 15 a 26 anos no início do estudo, e desde então até o presente – informou a agência France Press.

O objetivo era avaliar os potenciais impactos da televisão no comportamento deles. Com o decurso dos anos, os videojogos e a Internet foram incluídos como análogos à TV.

O resultado foi desabonador, apontando que crianças viciadas em televisão são mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas.

O estudo foi publicado na renomada revista científica “Pediatrics”, órgão oficial da Academia Americana de Pediatria – AAP.

“O risco de um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em média ele assistiu televisão durante a semana quando criança”, disse o Dr. Bob Hancox, coautor da pesquisa.

Tempo demais diante da TV causa danos independente do conteúdo
Esse tempo excessivo diante do monitor de TV também propicia a tendência a sentir mais emoções negativas.

Outros fatores como a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais também pesam no resultado.

“Os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos anti-sociais na sociedade”, explicou Hancox.

O estudo concorda com a Academia Americana de Pediatria, que recomenda às crianças não assistirem a mais de uma ou duas horas de televisão por dia.

Um dos incentivos às condutas anti-sociais provém da imitação do que as crianças vêem na televisão.

Mas esse não é o único fator. O isolamento social vivido pelos jovens que ficam horas diante do monitor de vídeo também é uma agravante, ainda que não fiquem expostos a conteúdos violentos, disse a pesquisa.

Isolamento diante do monitor prepara inadaptados sociais
Além do mais, “se permanecer demasiado tempo diante da tela, a criança poderá ter menos relações sociais com amigos ou parentes, além de um desempenho ruim na escola, correndo assim mais risco de [ao crescer] não conseguir empregado”, explicou o especialista.

Sobre os videogames, em entrevista à Radio New Zealand, Hancox salientou que “se a pessoa passar horas na frente de um jogo que não só a expõe a cenas violentas, mas também estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda”.



Rede social produz efeito inverso, dizem cientistas


“Quanto mais se utiliza Facebook menos bem se sentem as pessoas”
Em vez de melhorar o bem-estar das pessoas, o Facebook produz o efeito inverso” – constatou Ethan Kross, psicólogo da Universidade de Michigan e principal autor de um estudo publicado pelo jornal científico PLOS.“

A notícia é do matutino parisiense “Le Monde”.

Os pesquisadores analisaram 82 jovens com smartphones e contas no Facebook, no intuito de avaliar se eles se sentiam melhor enviando textos cinco vezes por dia durante duas semanas, além de calcular o número de seus acessos à rede social.

Os resultados apontaram que “quanto mais se utiliza o Facebook, menos as pessoas se sentem bem. (...) Quanto mais o utilizam, mais declina seu nível de satisfação”.

Em sentido contrário, o relacionamento real com as pessoas contribui para melhorar o bem-estar pessoal.

Estes são resultados da mais alta importância, pois tocam no próprio cerne de influência que as redes sociais podem exercer na vida das pessoas”, sublinhou John Jonides, especialista em neurociências da Universidade de Michigan e coautor do estudo. Os cientistas notaram que as pessoas recorrem mais à rede social quando se sentem privadas do relacionamento normal.

O estudo foi publicado uma semana depois de sair um inquérito de pesquisadores britânicos sobre a postagem frequente de fotos no Facebook como motivo de deterioração das relações humanas na vida real.



Internet abala a vida interna de mosteiro de clausura



No mosteiro de Notre-Dame-de-la-Plaine, na periferia de Lille, norte da França, a entrada da Internet abalou a vida monástica e a clausura das religiosas bernardinas, segundo entrevista do diário parisiense “Le Monde” à superiora da comunidade.

As religiosas decidiram introduzir a Internet na área da clausura com a ilusão de contribuírem com a evangelização e fazerem pesquisas sobre matérias monásticas e religiosas. Mas os temas procurados começaram a se misturar com mundanismos aos quais as religiosas haviam renunciado na hora de ingressar no convento.

E, dos mundanismos “ingênuos” na fronteira do tolerado, passaram a beirar precipícios, como reconheceu a Irmã Mary-Helen, priora general da Ordem das Bernardinas.

A superiora, bem penetrada do ‘espírito pós-conciliar’, acabou preferindo fechar os olhos ao que se passa nos conventos.

“Eu confio em nossas freiras. Elas não visitam sites satanistas ou pornográficos – disse, para estupor do jornalista que a entrevistava. Eu conheço mosteiros onde foi necessário instalar um controle parental (recurso para evitar esses sites perigosos)... mas eu não acho que exista necessidade. Cada uma tem que se controlar.”

Mas a irmã Marie-Francis, de 91 anos, 66 dos quais passados no convento, exprimiu a forte impressão de que com essa novidade as religiosas estão perdendo seu tempo e sua razão de ser.

Na França, o “aggiornamento” religioso reduziu o número de religiosas de clausura a menos de 3.700. Há apenas 170 professas temporárias que poderiam ocupar o lugar das antigas.

A crise das vocações é alarmante e a Internet virou um instrumento de duplo gume. Altas autoridades eclesiásticas a estimulam como possibilidade de difundir o estilo de vida de renúncia radical ao mundo que empolgou almas de elite durante séculos.

Porém, os resultados, a julgar pela entrevista da superiora das bernardinas, apontam para um futuro desastroso dissimulado numa chuva de incessantes emails e conversas por Skype.



TV virou problema de saúde pública, diz especialista



Para Frederick Zimmerman, professor da Universidade da Califórnia, autor do livro The Elephant in the Living Room e um dos mais citados especialistas em saúde pública, a televisão é usada de uma maneira que virou problema de saúde pública.

Nos EUA, as crianças passam em média cerca de duas horas por dia diante da TV, e os adultos, três, explicou Zimmerman em entrevista ao jornal parisiense “Le Monde”.

Para o especialista, o maior problema provém do fato de as crianças em tenra idade serem abandonadas regularmente diante da tela ao atingirem nove meses de vida. Nessa idade, os bebês são incapazes de compreender aquilo que vêem, até mesmo os próprios entretenimentos.

No caso de crianças maiores e adultos, pelo fato de não ser usada com moderação, a televisão vira hábito muito cedo e impede o desenvolvimento das capacidades fundamentais.

Diz-se que a TV serve para distrair, acrescenta o autor, mas a pesquisas apontam que o usuário está pouco relaxado após passar a tarde diante dela.

“Passar entre três ou quatro horas diante da TV cada dia e ao mesmo tempo se queixar de que não há tempo para cozinhar, cultivar as relações sociais ou praticar regularmente um esporte é uma coisa absurda”, defende Zimmerman.

O aumento do índice de obesidade das crianças criadas junto ao monitor, o assédio da propaganda que incita ao consumo “traz uma perda importante para os cérebros em crescimento”.

Nos três primeiros anos de vida, o cérebro triplica em tamanho e tanto a complexidade como a densidade das redes neuronais também crescem. E não é só o órgão cerebral: a própria personalidade se forma no ambiente que rodeia as crianças.

“É uma tragédia ver crianças que passam até a metade do tempo que acordadas diante de um monitor que não lhes oferece nenhuma experiência interessante ou produtiva”.

“Meus trabalhos mostram que as crianças que olham a televisão acima da média antes de atingirem os 3 anos apresentam rendimentos claramente inferiores em matéria de leitura e matemática na hora de entrar na escolinha.

“Num outro estudo, eu mostrei que a televisão antes de 2 anos prejudica seriamente o desenvolvimento da linguagem, ainda que assistam a uma programação feita de vídeos ‘educativos’.”

Antes de entrar na escolinha, as crianças consolidam a capacidade de fixar a atenção e de programar suas ações visando um objetivo.

“Recentemente, um estudo fascinante demonstrou que só nove minutos de um desenho animado degrada claramente esta capacidade. O resultado não me surpreendeu nada. Eu já tinha identificado um efeito similar”, explicou o professor.

Os maus efeitos constatados são reversíveis, mas a um grande preço. O jovem terá depois uma rude tarefa para recuperar seu atraso.

Para o Prof. Zimmerman, ainda não está provado que o uso dos computadores seja menos nocivo para bebês e criancinhas.

Embora muitos jogos e a Internet pareçam interativos, não está nada claro que o espírito da criança esteja verdadeiramente engajado nessa interação.

“Considerando os níveis de utilização baixíssimos da ‘televisão educativa’, eu temo que não seja realista acreditar que o potencial da Internet será melhor aproveitado”, concluiu o especialista.



Invasao digital danifica mentes e cérebros


Danos mentais e sociais da vida virtual, iPads no café da manhã
Amigos sentados face a face no restaurante preferido, o casal tomando café, rapazes e moças na sorveteria, crianças no jardim ou no pátio e entretanto entre eles reina o silêncio e a incomunicaçao. O que estão fazendo? Se comunicando com o planeta por via digital!

Isto ainda é apresentado como um progresso e uma “libertaçao” das limitações humanas.


Porém, segundo cientistas consultados pelo “New York Times”, o malabarismo entre e-mail, telefonemas e outras fontes de dados está mudando a forma como as pessoas pensam e se comportam. E não num sentido positivo.

Os cientistas afirmam que nossa capacidade de concentração está sendo sabotada pelo excesso de informação.

Essa estimulação provoca excitação — uma dose de dopamina — que os pesquisadores dizem que pode virar vício. O sinal de quem virou vítima é ficar colado no gadget, e se setir entediado sem ele.

As distrações resultantes podem ter consequências fatais, escreve o jornal, como acidentes causados por motoristas e engenheiros ferroviários que falam no celular.

Porém, numericamente, são os menos graves. Para milhões de pessoas, esse vício pode causar danos à criatividade e à capacidade de reflexão, levando a problemas profissionais e familiares.

Desaparecem relações familiares e sociais
A propaganda diz que as multitarefas tornam as pessoas mais produtivas. Muitos usuários influenciados repetem isso, mas os estudos científicos mostram o contrário.

Os viciados digitais têm mais problemas em se concentrar, de ignorar informações irrelevantes e experimentam níveis de estresse maiores.

E os cientistas descobriram que, mesmo depois que as tarefas acabam, o pensamento entrecortado e a falta de concentração persistem.

“A tecnologia está mudando as fiações de nossos cérebros” diz Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional de Abusos de Drogas. Usuários de computadores no trabalho mudam janelas e checam e-mails quase 37 vezes por hora. Esta interatividade sem tréguas é uma das maiores mudanças da história do meio ambiente humano, explica Adam Gazzaley, neurocientista da Universidade da Califórnia.

“Estamos expondo nossos cérebros a um ambiente e pedindo a eles que façam coisas que não necessariamente evoluíram para fazer. Já sabemos que isso traz conseqüências”, acrescentou ele.

A tecnologia digital parece dar o que promete, porém de um modo monstruoso, como na lenda satânica da mágica “mão do macaco”, segundo explicara Norbert Wiener, o pai e “profeta” da cibernética, nos albores desta revolução.



Excesso de vida digital e o “cérebro de pipoca”


Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo,  escreveu que “começa a se disseminar entre psicólogos americanos a expressão ‘cérebro de pipoca’ para designar um distúrbio estimulado pela internet”.

A causa do mal é o excesso de estímulos mentais simultâneos que dificulta às pessoas pura e simplesmente lidar com as realidades comezinhas da vida cotidiana, cujo ritmo é mais lento que um clique de mouse.

Na famosa Universidade de Stanford, um dos berços da revolução digital, o professor de psicologia social Clifford Nass constatou que muitos jovens que usam intensamente a internet ficaram incapazes de interpretar o significado de expressões faciais de homens e mulheres.

Segundo o professor esses jovens revelam uma espécie de analfabetismo emocional e padecem graves dificuldades de relacionamento, embora intensamente ligados a “redes de relacionamento”!

O problema, segundo Nass, “está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção”.

O distúrbio do ‘cérebro de pipoca’ mostra que o excesso de informação digital bloqueia a habilidade da pessoa para distinguir o relevante do irrelevante.

Para outros analistas, distorções de origem digital, como a compulsão para se manter conectado com o computador ou o celular, pertencem à categoria de vício.

O distúrbio do “cérebro de pipoca” é induzido, segundo os especialistas compulsados por Dimenstein, pelo movimento caótico e constante de informações exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas.

Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade para se concentrar num assunto só e fazer coisas simples da vida cotidiana, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar no celular.

É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente, resumiu Dimenstein.



Excesso digital torna homens “ratos de laboratório”, diz editorialista



O assedio de estímulos digitais transformou-nos em “ratos de laboratório” que ansiosamente apertam teclas ou telas de computadores e telefones para obter gratificações incessantes, escreveu Nicholas Carr, ex-editor executivo da Harvard Business Review, noticiou “The Telegraph” de Londres.

Isto produz um “engarrafamento” mental que bloqueia raciocínios profundos, danifica a capacidade de desenvolver o pensamento num rumo com significado e gera dependência à tecnologia, segundo ele.

Carr é autor de livros como Os superficiais. O que a Internet está fazendo com nossos cérebros, e explica que o email e as redes sociais exploram o instinto básico humano de procurar novas sensações gratificantes, e o tornam adicto a elas.

Dessa maneira, esses instrumentos nos levam a regredir a um estado não mais sofisticado que o de um rato num laboratório, escreveu.

Recente inquérito mostrou que os funcionários de colarinho branco na Inglaterra conferem suas caixas de email pelo menos 30 vezes por hora.

Segundo Carr, cada nova informação que chega a nosso cérebro provoca a liberação de uma dose de dopamina que produz prazer e está ligada com as condutas aditivas.

Carr declarou à revista Esquire: “uma das coisas que torna mais imperioso consultar as mensagens digitais é a incerteza. Sempre há a possibilidade de haver algo importante na nossa caixa de entrada, embora na realidade na maior parte dos casos sejam coisas triviais”.

Eric Schmidt, chefe executivo de Google, manifestou sua preocupação com o impacto dos equipamentos instantâneos sobre o processo mental, acrescentou “The Telegraph”.

‒ “Temo que o nível de interrupção do processo, a esmagadora rapidez da informação – e especialmente da informação estressante – de fato afete a cognição e o pensamento profundo”.

Carr acrescenta: “quando recebemos dados demais e rápido demais, como quando surfamos, nossa memória ativa fica afogada. Nós sofremos o que os cientistas do cérebro chamam de “cognitive overload” ou “sobrecarga cognitiva.”

Isto resulta em que nós só podemos reter muita pouca informação e fracassamos na tentativa de relacioná-la com nossas lembranças de experiências passadas armazenadas na memória, diz Carr.

O que quer dizer, em última análise, que nossos pensamentos ficam “inconsistentes e dispersivos”, conclui.



Adicção a Internet e celulares gera perturbadoras patologias psiquiátricas


Prius: criavam uma "filha" virtual enquanto morria a real

Na Coréia do Sul, um casal adicto a Internet deixou morrer sua filha de três meses por falta de cuidados enquanto “criava” uma “filha virtual” num cybercafé, informou a polícia, segundo AOL News.

A criança morreu de desidratação e desnutrição. O casal deixava o bebê sozinho em casa, aonde só voltava uma vez por dia, e passava o dia no cybercafé onde eram fanáticos do jogo online Prius.

O casal desligou da realidade imediata em aras de uma ficção, fato que levou a morte de seu filho, disse Chung Jin-Won, o delegado que cuida do caso.

Cybercafé

O caso foi incluído pelos especialistas entre as crescentes patologias psiquiátricas ligadas à adicçao à Internet.

No mês passado, um jovem de 24 anos morreu num cybercafé de Kwangju após passar 86 horas interruptas diante do videogame.

Estas novas patologias somam-se às ligadas à adicçao aos celulares que levam a interromper o relacionamento normal com os seres humanos vizinhos em aras de contatos eletrônicos longínquos.



Muitas horas diante da TV encurta a vida


Assistir à TV demais encurta a vida das pessoas revelou estudo feito por especialistas australianos e publicado em “Circulation”, revista online da Associação Americana do Coração dos EUA.

Por cada hora diária em média de TV aumenta a mortalidade por doenças cardiovasculares em 18% e em 11% a mortalidade por outras causas, noticiou o diário “La Nación”  de Buenos Aires. O estudo acompanhou a 8800 pessoas maiores de 25 anos durante seis anos e meio.

"Muitas pessoas, diariamente, só passam de uma cadeira a outra: da poltrona do carro à cadeira do escritório ou à poltrona diante da TV”, observou o Dr. David Dunstan, do Baker IDI Heart and Diabetes Institute de Victoria, Austrália, responsável pelo trabalho.

“Inclusive para os que tem um corpo saudável, ficar longos períodos sentado tem um efeito insalubre”, acrescentou, isso é “perceptível nos níveis de açúcar e colesterol no sangue”.


TV coíbe desenvolvimento das crianças, dizem especialistas


Cada hora que a criança passa diante a TV, esta lhe “rouba” 700 palavras dos pais, noticiou “Il Corriere della Sera”.

Qualquer que seja o espetáculo, visto sozinho ou com adultos, o efeito é igual: “mais TV, menos desenvolvimento da linguagem”, segundo Dimitri Christakis, diretor do Centro para a Saúde, Comportamento e Desenvolvimento Infantil da Universidade de Washington, Seattle.

Para Anna Oliverio Ferrris, professora de psicologia da Universidade de Roma “as crianças precisam um aprendizado ativo: devem interagir com quem elas falam. Mas, com a TV não se dialoga: só se ouve”.

As crianças até 4 anos devem viver na realidade, diz Ferraris, “se não queremos danificar suas aptidões lingüística e intelectiva, e a criatividade. E com 4 anos, TV com moderação: 20 minutos por dia e só programas para a idade. Não venham me dizer que as criancinhas estão interessadas pela tela: elas estão simplesmente hipnotizadas”, acrescentou a professora.



Excesso de Internet e videojogos pode gerar alunos “robotizados” e sem sociabilidade


O excesso de tecnologias digitais pode criar uma geração de crianças “robô” escreveu Graeme Paton, editor de educação do diário londrino “The Telegraph”.

Muito uso de internet e videogames danifica a sociabilidade das novas gerações e tolhe o desenvolvimento de um pensamento independente.

Vicky Tuck [foto], presidente da Girls' Schools Association, que representa as 200 escolas pagas topo-de-linha propôs um projeto para que as meninas desenvolvam qualidades próprias de um ser independente. A Universidade de Oxford aprovou esse projeto.

“Nós temos que impedir a desumanização da educação provocada pelo excesso de confiança na tecnologia. As universidades não querem estudantes fruto do ensino robotizado”, disse Tuck.

O Dr. Richard Graham, psiquiatra infantil disse que muitas horas gastas em videojogos estragam as oportunidades sociais futuras dos jovens. “As escolas devem ensinar valores morais, elas são locais nos quais os alunos tomam contato com o mundo real”, acrescentou.



Muita “vida digital” prejudica desenvolvimento da inteligência


Muitas horas dedicadas à “vida digital” obnubilam a inteligência da juventude, escreveu Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, Atlanta.

O juízo do Prof. Bauerlein está no livro “A mais burra das gerações: como a era digital esta emburrecendo jovens americanos e ameaçando nosso futuro” [foto], fortemente apoiado em pesquisas científicas.

O vício de passar horas diante do computador, videogames, iPods e TVs impede que os jovens formem seu caráter, desenvolvam sua cultura e se tornem capazes de lidar com a vida real.



Videogame excitou fúria de jovem assassino



Alucinado pela violência dos videogames, o estudante canadense Kimveer Gill, de 25 anos, entrou na Universidade de Montreal atirando indiscriminadamente contra os alunos, matando um, ferindo 19, e por fim suicidando-se. 

No seu blog, o assassino serial dizia-se fã do jogo on-line Super Columbine Massacre, inspirado na chacina de 13 estudantes efetuada por dois jovens numa escola do Colorado (EUA). 

Reações análogas podem se repetir em jovens moral ou psicologicamente débeis, bem como abalados por problemas familiares, que se dedicam a jogos desse tipo de videogames.




Muletas digitais não resolvem


“Recentemente, minha equipe de pesquisa observou 263 alunos dos ensinos médio e superior estudando em casa por 15 minutos. A cada minuto, anotávamos o que eles faziam: se estavam estudando, trocando mensagens de celular, se havia um som ou uma TV ligados, se estavam diante de um PC e quais sites visitavam. Verificamos que eles só conseguiam se dedicar às tarefas por períodos de três a cinco minutos, em média, antes de perder a concentração. De maneira geral, a distração era causada pela tecnologia, incluindo: (1) a presença de dispositivos, como iPods, laptops e smartphones, no local de estudo; (2) as trocas de mensagens de texto; (3) os acessos ao Facebook.

“Os alunos que entravam no Facebook uma vez durante os 15 minutos tinham notas mais baixas. Isso significa que as mídias sociais afetam negativamente a concentração e a atenção temporárias, e também o desempenho escolar.

“Pesquisados milhares de estudantes, eles disseram que, alertados por um bipe, uma vibração, uma luz piscando, eles se sentem compelidos a responder a esse estímulo.

“Disseram que são perturbados por pensamentos como: ‘Será que alguém comentou o post que deixei no Facebook?’. Ou: ‘Será que o meu amigo respondeu ao SMS que mandei há cinco minutos?’.

“Três quartos dos adolescentes e jovens checam os dispositivos a cada 15 minutos ou menos, e, quando não podem fazê-lo, ficam extremamente ansiosos. E a ansiedade inibe a aprendizagem”.


Nudez, solidão, perda do controle

Uma outra pesquisa, intitulada “Nós, jovens brasileiros”, feita pelo Portal Educacional, mapeou o comportamento de quatro mil estudantes brasileiros de 13 a 17 anos, de 60 escolas particulares de todo o País (“O Estado de S. Paulo”, 2-12-12).

“Um dos dados mais preocupantes é que 6% deles já apareceram nus ou seminus em fotos na rede e o mesmo porcentual já mostrou partes íntimas de seu corpo para desconhecidos por meio de webcam. Outros 3% já pensaram em se exibir dessa forma”.

Maria Rita Nunes, 15 anos, permanece “cerca de seis horas diárias em frente ao computador de casa, sem contar as espiadas na internet do celular durante o intervalo das aulas no Colégio Santa Maria. Não raro, ela troca o tempo do sono da madrugada para assistir algum vídeo publicado por algum amigo ou para postar no Twitter”.

Caio Cardoso Fossati, 15 anos, “conta que um de seus amigos recebeu de uma paquera uma foto dela nua. Achava que era uma forma de atraí-lo, mas o assunto virou piada entre amigos”.

Ivanna Castelli, 13 anos, estudante do 8.º ano do ensino fundamental, diz que várias de suas amigas se expuseram dessa forma. “Algumas queriam aparecer e outras atenderam ao pedido do namorado. O problema é que isso sempre espalha, e elas acabam se arrependendo”.

Para Carmen Neme, professora do programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), “a questão é que os adolescentes estão sozinhos. Nunca se viveu de maneira tão solitária como agora. Os pais estão longe, e a internet parece suprir a ausência”.

Conta Cesar Marconi, diretor do Colégio Mary: “Tem aluno que chega morrendo de sono, não consegue se concentrar e, ao ser questionado, diz que não dormiu porque ficou na internet a noite toda. Ao serem convocados, diz Marconi, oito em cada dez pais dizem conhecer essa rotina. Mas admitem que não conseguem mais controlar”.

Uma outra pesquisa divulgada pela Fundação Telefônica — o estudo mapeou o comportamento de crianças e jovens frente às telas de computador, celular e televisão — “mostrou que 58,6% das crianças e 76,5% dos jovens acessam a rede sozinhos. O computador, revelou a pesquisa, se localiza preferencialmente no quarto da criança (37,6%) ou do adolescente (39,3%). Quanto à orientação, 31,7% dos jovens declararam que seus pais não costumam fazer nada em relação às atividades que desenvolvem na internet”.

Solução certa e admirável

Não passa de perniciosa ilusão a ideia de que o mundo moderno poderá trazer respostas “mágicas” para os problemas que ele mesmo criou. Elas só agravam a situação.

É claro que um certo número de jovens utiliza bem esses recursos, não só para enriquecer seus conhecimentos, mas também para a luta contra os males do mundo revolucionário, combatendo o aborto, o laicismo e outras chagas contemporâneas. Merecem aplauso e apoio. Mas eles constituem minoria.

A solução para uma juventude estropiada pelos desvarios modernos não está em oferecer-lhe muletas digitais.

Os males de que padecem os jovens lhes vêm de uma sociedade toda ela gangrenada pela falta de princípios sãos, que colocou o prazer da vida como meta da existência.

Em outras palavras, sem uma reforma dos costumes segundo os parâmetros da moral católica tradicional não se voltará, na sociedade globalmente considerada, à sanidade mental e psicológica de outrora.

O leitor perguntará: uma reforma moral ainda é possível, ou não passa de quimera bem intencionada? Se detivermos nosso olhar nos acanhados limites traçados pelas forças meramente humanas, de fato não se vê solução no horizonte.

Mas se sondarmos o Coração Imaculado de Maria – que chora pelos nossos desvarios com o desejo imenso de remediá-los – tudo é possível obter.

Desde que tenhamos plena confiança na ação poderosa de suas lágrimas e estejamos dispostos a tudo sofrer, segundo o panorama traçado por Ela mesma em Fátima. Tal é a solução certa e admirável.



Cérebros de jogadores virtuais apresentam sinais de ludopatas


O primeiro estudo neurológico de jogadores digitais apontou que o cérebro dos que jogam pelo menos nove horas por semana no computador dá sinais similares ao dos ludópatas, pessoas tendentes ao jogo compulsivo e a condutas aditivas.

Neurólogos e psicólogos da Europa e do Canadá publicaram os resultados de sua investigação na revista científica Translational Psychiatry. À testa deles está Simone Kuhn, da Universidade de Gant, na Bélgica, noticiou o diário “Clarin” de Buenos Aires.

As estruturas e reações cerebrais de 154 adolescentes foram acompanhadas com ressonâncias magnéticas em função das horas semanais dedicadas aos videojogos.

Os cientistas verificaram que os jogadores assíduos tinham mais desenvolvida a área do cérebro relacionada com a recompensa e o bem-estar. 

Também detectaram que os jovens adictos liberavam mais dopamina nessa zona. Essas são características de pessoas que tendem a condutas compulsivas.




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