quarta-feira, 20 de junho de 2018

Comandante supremo de Valência: “ante terroristas implantados o único a fazer é aniquilá-los”

O tenente general Francisco José Gan Pampols na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
O tenente general Francisco José Gan Pampols
na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O tenente general Francisco José Gan Pampols, comandante supremo das Forças Armadas espanholas na estratégica região de Valencia, Espanha, sobre o Mediterrâneo declarou em roda de imprensa que diante de um “salafista” [fundamentalista sunita] “jihadista” [lutador da ‘guerra santa] “não se pode negociar”.

As atenções estão voltadas para Valência, pois em seu porto atracou a flotilha liderada pelo barco “Aquarius” levando 629 imigrantes africanos.

A flotilha do “Aquarius” está envolvido em aguda polêmica. O governo italiano de nova orientação anti-imigracao lhe proibiu desembarcar sua carga humana e lhe mandou prosseguir para a França pois bate bandeira desse país.

O presidente Macron e seus ministros reagiram com acres críticas ao governo italiano. Mas tampouco recebem o grupo do “Aquarius” que foi reenviado para o porto de Valência.

Nessa cidade, o Cardeal Cañizares, arcebispo dela mandou todas as paroquias aprontarem suas instalações para acolherem os que estão vindo.

O Papa Francisco também se engajou em pessoa pela sorte da flotilha em que governos e populações veem mais um contingente de invasores que podem incluir dissimulados terroristas perigosos.

Imigrantes ilegais descem do 'Aquaris' e pisam Valência.
Imigrantes ilegais descem do 'Aquaris' e pisam Valência.
O novo governo socialista espanhol anunciou que lhes concederá estatuto de asilo (500 euros mensais mais serviços sociais gratuitos) suscitando indignação de largos setores da população espanhola.

Esses estão sendo maltratados pela crise econômica, e denunciam as máfias, políticos e ONGs que colaboram com esse tráfico indigno de seres humanos..

Voltando à entrevista do comandante em chefe de Valência, general Gan Pampols, ele acrescentou que quando esses terroristas “já estão implantados numa região o único que se pode fazer é aniquilá-los”, segundo reproduziu o jornal “La Razón” de Madri.

O general privilegia a prevenção e o controle como arma para lutar contra esse terrorismo, mas advertiu que esta guerra “vai ser longuíssima”.

Num Café da Manhã da Agência EFE no Colégio de Advogados de Valência, o máximo responsável de uma área muito visada pelo islamismo radical e pela invasão islâmica, sublinhou que o “salafismo jihadista” está se espalhando de forma “globalizada”.

Para detê-lo, disse, é preciso controlar as pregações nas mesquitas, trabalhar na socialização dos indivíduos e controlar as redes e os fluxos econômicos que sustentam essa ofensiva.

A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro. Na sua página Facebook divulga posições radicais.
A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro.
Na sua página Facebook divulga posições radicais.
Aliás, nada melhor para uma boa ‘socialização’ ou encaixe dos novos chegados na sociedade espanhola que o apostolado de conversão feito pelo clero e ordens religiosas.

Mas, infelizmente, a orientação do progressismo que vem de Roma é o contrário: não converte-los, acolhe-los, dialogar e sobre tudo mantê-los ecumenicamente em seus erros e maus costumes.

Em sentido contrário, disse o general Gan: “não se pode negociar com um salafista jihadista. É impossível porque não há um elemento comum, uma zona de aproximação.

O que eles pretendem é nos subjugar ou nos eliminar” porque não partilhamos suas crenças.

Falando enquanto chefe do Quartel Geral de Intervenção Rápida da OTAN na região explicou que ”quando já estão implantados, o único que se pode fazer é aniquila-los e depois atacar suas raízes”.

O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.
O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.
“Diante de um salafista jihadista decidido a agir e armado o único que se pode fazer é abate-lo ou tentar captura-lo, mas tende certeza que se ele puder agir, agirá da forma mais dolorosa e causando o maior dano possível”, alertou.

O general Gan Pampols explicou que o fenômeno terrorista islâmico é “global”.

Está em países como Iraque, Síria ou Nigéria, mas também na Malásia, Indonésia, Paquistão e Índia.

E não só ali. Mas também em algumas zonas da América do Sul.

Sobre tudo onde há países “suscetíveis de radicalização” porque perderam os meios de subsistência e aonde o radicalismo islâmico aparece como uma fonte de ingressos.

O comandante de Valência também tratou do problema da Europa onde maometanos de “segunda e terceira geração”, que deitaram raízes no continente sofrem “processos rápidos de radicalização”.

No Islã não existe a democracia e não há diferença entre vida pública e privada.

Por isso, para eles a única forma de governo é instalada sobre “a aniquilação do adversário”.

O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.
O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.
O general também recomendou o controle das pregações e dos processos de radicalização nos cárceres europeus.

Destacou a dificuldade de “conter praticamente” o tipo de terrorista “lobo solitário”.

Mas, destacou que esse “lobo” não está tão solitário assim.

Por trás de cada terrorista “sempre tem alguém que o radicaliza, há uma rede por trás que não se forma num só dia”.

Por fim, o comandante geral de Valência acentuou que uma das grandes “vulnerabilidades” da Europa é o baixo índice de natalidade.

Ele focou o crescimento do número de filhos de imigrantes muçulmanos, fato que poderá acarretar o engrossamento de partidos islâmicos.



Vídeo: excertos das palavras do comandante de Valência divulgados pela agência oficial EFE





Cidadãos de Valência estão alarmados pelo desembarco





quarta-feira, 13 de junho de 2018

Europa pós-moderna exausta e tíbia na Fé

A civilização europeia aparece sem reação válida diante de invasões islâmicas
A civilização europeia aparece sem reação válida diante de invasões islâmicas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A civilização europeia aparece exausta diante de invasões islâmicas que avançam como praga bíblica enviada por uma maldição divina.

Para Giulio Meotti, jornalista e escritor italiano, editor cultural do diário Il Foglio, isso é possível porque como escreve Philippe Bénéton no livro A Confusão Moral do Ocidente (“Le Dérèglement moral de l'Occident”, ed. Le Cerf, Paris, 2017, 304 págs).) o Islã está ocupando o vácuo cultural de uma sociedade sem filhos que acredita erroneamente não ter inimigos.

Num artigo para o Gatestone Institute, Meotti rememora conferência do filósofo Edmund Husserl em 1935 prevendo a fadiga como “maior perigo para a Europa”. Hoje, acrescenta o jornalista, a fadiga e a passividade se apossaram do continente.

A exaustão europeia se apalpa na taxa de natalidade despencando, no caos nas ruas e na recusa de reerguer o poder militar.

Neste ano, em Paris, 80 migrantes e ativistas pró-imigração ilegal ocuparam a Basílica de Saint Denis necrotério dos reis da França. Todo um símbolo coberto de glórias calcado aos pés.

Polícia francesa retira 80 migrantes e ativistas invasores da Basílica de Saint Denis, Paris
Segundo Stephen Bullivant, professor de teologia e sociologia da religião da Universidade St. Mary em Londres, muitos jovens europeus “após o batismo nunca mais passam pela porta de uma igreja”.

As identidades religiosas culturais não estão sendo transmitidas de pais para filhos. Ficam do lado de fora, como alheias à cultura e à família.

A atitude das novas gerações, diz Meotti, obedece à frase de Hilaire Belloc: “fique sempre ao lado da babá para que nada de mal lhe aconteça”.

Por volta de 2050, um terço dos moradores da Suécia serão muçulmanos, de acordo com levantamento do Pew Research Center.

“E sabemos que a taxa de natalidade dos muçulmanos é maior e eles têm níveis de retenção (religiosa) muito mais elevado”, sublinha o autor.

A grande massa parece acreditar na falsa “auto-acusação” segundo a qual o “mal” se origina em pecados exclusivos dos cristãos europeus: racismo, machismo, elitismo, xenofobia, homofobia.

Dinamarca? Sim, Dinamarca!
Dinamarca? Sim, Dinamarca!
A culpabilização se assanha contra o homem heterossexual ocidental branco. Esses “males” jamais existiriam nas culturas não europeias segundo essa mentalidade acusadora.

No Parlamento da República Federal da Alemanha, a chanceler Angela Merkel adotou a mensagem capitulacionsta, dita “inclusiva”, diante da ocupação do Islã.

“Com 4,5 milhões de muçulmanos vivendo entre nós, sua religião, o Islã, também se tornou parte da Alemanha”, enfatizou ela. São nossos, portanto, ou nós somos deles!

A figura política mais poderosa da Europa capitulou, comentou Meotti.

A Itália têm a terceira população mais idosa do mundo, uma das menores taxas de natalidade do planeta.

Sua percentagem de aposentados equivalente a 37% dos trabalhadores ativos que pulará para 65% em 2040. Ou seja três trabalhadores terão que sustentar dois aposentados.

A população cristã da Europa é estéril e envelhecida. A população muçulmana é fértil e jovem.

“De 2010 a 2015, na maioria dos países europeus, incluindo a Inglaterra, Alemanha, Itália e Rússia, a morte de cristãos superou os nascimentos”, ressalta o “The Wall Street Journal”.

Os ataques terroristas continuarão na Europa, mas os europeus acham que os assimilarão como se fossem meros acidentes automobilísticos.

Na Noruega
A exaustão moral e psicológica desarma os países contra o jihadismo. Por exemplo, Europa não fecha mesquitas extremistas nem expulsa clérigos radicais.

Os fanáticos muçulmanos poderão continuar assassinando pessoas e carcomendo o Ocidente sem despertá-lo da inércia.

O cenário mais provável, conclui Meotti, é da sociedade europeia ir se fragmentando irreparavelmente, como num naufrágio. E os restos ficarão a mercê com os conquistadores.

Como esse desfibramento foi possível? E aqui Meotti não fala.

Após a II Guerra Mundial vieram as “trente glorieuses” assim chamadas pelos franceses: três décadas de inebriante prosperidade material, um “milagre econômico” acolhido com otimismo e irreflexão.

Líderes políticos cristãos e personalidades religiosas profetizaram que a Europa não teria mais guerras se concordava em se liquefazer numa União onde as diferenças históricas, filosóficas, culturais políticas e sociais virariam um magma único.

As armas silenciariam, as fronteiras se evanesceram, as filosofias e religiões se desfibraram, o bem procurou se entender com o mal.

Tudo convergiu numa prefigura do panteísmo posteriormente chamada globalização. A prosperidade econômica, financeira, industrial e comercial foi a paga.

Convocando o Concilio Vaticano II, o Papa João XXIII, comemorou a inexistência de erros a condenar. Pela primeira vez na História, os bispos deixariam de pronunciar fórmulas “negativas” e exporiam a doutrina com fórmulas “positivas”.

A pílula anticonceptiva deixou de ser condenada nos confessionários embora ainda o fosse nos documentos oficiais. Na hora da comunhão, divorciados e abortistas entravam alegres na fila, embora também os documentos não o permitissem.

No fim, vieram pontificados relaxantes, o auge daquele mesmo otimismo. Documentos que não escondiam mais o erro, como a Amoris Laetitia, puseram no papel o que antes não se ousava dizer de público, mas se sussurrava baixinho.

Num ambiente festivo e relativista os filhos já não vinham Após décadas de festa civil e religiosa a Europa estava sem moral, sem religião, sem família e sem filhos.

Sacerdote catolico incensa islâmicos na igreja de Santa Maria in Trastevere, Roma
Sacerdote catolico incensa islâmicos na igreja de Santa Maria in Trastevere, Roma
Como acontece em toda festança que varou irrefletidamente a noite, a Europa amanheceu no século XXI exausta e com a única ideia de se repousar esquecida da Fé.

Mas, em volta do esplêndido palacete do festim descobriu o velho inimigo islâmico com suas bandeiras tingidas de vermelho sangue ou ostentando a cor negra da morte.

Já Nossa Senhora em Fátima tinha alertado e mandou divulgar a parte final do Segredo antes do Vaticano II. Mas penetrados pelo otimismo das décadas de pós-Guerra (as “trente glorieuses”) os Papas preferiram não divulgar a advertência.

Agora a solução, embora exija sacrifícios, está na mão dos líderes católicos, religiosos e leigos.

Esses são os únicos que podem atrair do Céu as forças e as graças para reerguer o continente, como a Igreja fez na hora que o Império Romano ruiu e os bárbaros assolaram o continente.

Mas dos púlpitos que durante décadas pregaram alegria, ecumenismo, distensão, relativismo e irreflexão só chega uma mensagem: capitulação.

Nesse sentido Meotti parece ter razão. Mas não quando insinua não haver esperança.

A Igreja é imortal e Ela saberá tirar de seus tesouros infinitos a solução heroica e santa que ninguém imaginou, nem mesmo aqueles que parecem querer crucificá-La.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

O Pentágono apoia sua decisão em audiência ante o Senado na qual participaram os máximos responsáveis das principais agências de segurança e de inteligência do país, incluídas a CIA e o FBI.

Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Todos coincidiram em apontar que esses produtos fabricados na China estão sendo utilizados por Pequim para espionar informação confidencial.

As suspeitas americanas começaram em 2012, quando o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes apresentou relatório em que a Huawei e a ZTE apareciam como ameaças para a segurança nacional.

As firmas recusaram as acusações ex-oficio em repetidas ocasiões, mas interferências ilegais continuaram sendo denunciadas.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Marx contra a Cruz: mas não é Karl e sim o Cardeal!

O Cardeal Reinhart Marx vem chocando continuadamente aos católicos alemães
O Cardeal Reinhart Marx vem chocando continuadamente aos católicos alemães
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Causando pasmo a fiéis e até infiéis, ateus e anticristãos, o Cardeal Reinhart Marx, arcebispo de Munique e presidente da Conferência Episcopal alemã, se insurgiu contra a decisão do governo regional da Baviera – maior estado alemão – de afixar uma Cruz de modo visível nos prédios públicos.

A decisão é do primeiro ministra da Baviera, o socialcristão Markus Söder que, aliás, é luterano. Mas não é a religião que incomoda ao ecumênico e ultra-progressista líder dos bispos alemães: é o próprio Cristo!

Pela ordem presidencial a partir do 1º de junho (2018), todos os prédios da Administração estadual da Baviera deverão exibir um crucifixo em local visível da entrada.

A instrução também recomenda que cruzes sejam instaladas em salas e despachos da administração pública dessa região maioritariamente católica.

Ela diz: “Na área de entrada de cada prédio oficial do Estado Livre, como expressão do caráter histórico e cultural da Baviera, será colocada uma cruz de forma claramente perceptível como compromisso visível com os valores básicos da ordem legal e social na Baviera e na Alemanha”.

Söder justifica a decisão no fato de que a Cruz é “símbolo fundamental da identidade cultural e do caráter cristão-ocidental” e que por isso “não viola o principio de neutralidade” que a Constituição federal alemã impõe aos órgãos públicos do país, segundo o diário “ABC” de Madri.

Markus Söder, primer ministro estadual diz que a Cruz é símbolo da identidade bávara
Markus Söder, primer ministro estadual diz que a Cruz é símbolo da identidade bávara
O argumento dribla a questão religiosa, mas não deixa de ser astucioso e repõe o adorável símbolo da Redenção num posto que lhe é devido pela administração de um país que nasceu e se desenvolveu sob suas bênçãos.

Mas o tema é altamente polêmico nessa região e na Europa toda. A onda de laicismo anticristão promovida pelo progressismo, o ateísmo e a agenda LGBT apoiada pela União Europeia promove a remoção do símbolo máximo do cristianismo dos locais públicos.

Em 1985, rememora o “ABC”, um pai protestou pelas cruzes na escola de seus filhos e o Tribunal Constitucional lhe deu ganho de causa após dez anos de processo.

Dezenas de milhares de católicos saíram em passeatas de protesto pelas ruas alemãs. Mas a Justiça do país manteve “democraticamente” que se alguém se opunha com “razões sérias” contra a presença de uma cruz numa escola, essa devia ser retirada.

O progressismo “católico” ecumênico e pró-imigração islâmica também vinha promovendo investidas contra os símbolos católicos – até contra a árvore de Natal e do presépio – aduzindo que poderiam ferir a sensibilidade dos invasores maometanos!

Não há muita dúvida que o presidente estadual Söder, luterano praticante, joga com interesses eleitorais pessoais.

Mas a glorificação da Cruz passa por cima de todas as especulações humanas, legítimas ou não, porque Jesus Cristo tem o direito de ser adorado e venerado publicamente.

O Cardeal se mostrou irado com a exibição da Santíssima Cruz em locais públicos
O Cardeal se mostrou irado com a exibição da Santíssima Cruz em locais públicos
E os redimidos com o custo de seu Sangue preciosíssimo derramado têm o dever de reconhecê-lo.

Söder em pessoa instalou na Chancelaria – despacho do presidente – um crucifixo presente do falecido cardeal Friedrich Wetter, arcebispo emérito de Munique, capital da Baviera.

A professora de Teologia Prática da Universidade Albert-Ludwig de Freiburg, Ursula Nothelle-Wildfeuer, exprimiu a raiva anticristã deblaterando contra aquilo que ela qualifica “de instrumentalização política da cruz”.

Mohamed Abu El-Qomsan, presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Baviera, também falou contra o que qualificou de “violação da neutralidade religiosa. É um símbolo religioso, acrescentou, e não cultural, portanto os judeus, muçulmanos e ateus foram atingidos”.

Até lá, nada de novo: teólogos e teólogas “dialogantes”, “ecumênicos” e “acolhedores” perdem as estribeiras diante dos símbolos do Santíssimo Redentor.

E lhes fazem coro natural os muçulmanos que instalam suas meias luas um pouco por toda parte anunciando a intenção de ocupar Europa e extinguir o cristianismo.

O pasmo se generalizou quando o cardeal Reinhart Marx, arcebispo de Munique, se somou ao coro inimigo da Cruz sendo que ele está revestido da sagrada púrpura cardinalícia, símbolo da disposição de derramar o próprio sangue pela verdadeira Igreja de Jesus Cristo (embora rara vez a use).

Em declarações ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, o cardeal garante a ordem provocou “animosidade, divisões e distúrbios” públicos, recolheu “Infocatólica”.

Ante a imprensa o arcebispo de Munich desqualificou a exibição da Santa Cruz
Ante a imprensa o arcebispo de Munich desqualificou a exibição da Santa Cruz
O mesmo cardeal vinha se destacando na polêmica que divide a Igreja por causa da distribuição da Comunhão a divorciados recasados sem emenda de vida e aos protestantes.

Ainda poucos dias depois elogiou publicamente o fundador do comunismo Karl Marx, recomendando o estudo de suas obras que estimulam o ódio e a luta de classes.

“Sem Karl Marx não haveria doutrina social da Igreja”, acentuou (sic!) segundo o Instituto Humanitas Unisinos.

“Não se entende a Cruz se só é vista como símbolo cultural”, sofismou, como se os bávaros fossem tão pouco inteligentes para não discernir sua dimensão e significado cristão.

Para esse cardeal, a norma legal “expropria a cruz em nome do Estado”, afirmação arbitrária sem comprovação nos fatos.

Beatrix von Storch, deputada pelo partido AfD na Baviera, de alto rango na nobreza alemã, respondeu pelo Twitter que se a islamização ganha terreno no país é por causa da rendição do cristianismo com o cardeal Marx à testa.

“Ele põe a cruz no alto do templo, mas não a quer em prédios públicos”, escreveu. Queira Deus que o Cardeal e seus correligionários não se empenhem agora em arrancar essas Cruzes, como faz o Estado Islâmico e a China marxista.

O constitucionalista Horst Dreier prevê que o caso vai terminar nos tribunais, escreveu o jornal francês “La Croix”.

Ninguém teria imaginado que a ofensiva contra Jesus Cristo partiria também da Conferência Episcopal Alemã
Ninguém teria imaginado que a ofensiva contra Jesus Cristo
partiria também da Conferência Episcopal Alemã
Nesse caso teremos terroristas islâmicos, cardeais e bispos “acolhedores” e agitadores de esquerda lado a lado contra Jesus Cristo.

Também seria algo não tão novo, mas até agora essa sub-reptícia aliança não ousava exteriorizar os laços que a unem.

Felix Neumann, redator do site de informação da Conferência dos Bispos Alemães perdendo o equilíbrio chegou a afirmar que a norma é uma “profanação blasfema”.

Essa Conferência Episcopal e o próprio redator pouco se importam, e até defendem, a explosão de blasfêmias com pretexto de cultura que se espalham como erisipela na Alemanha, da mesma maneira que no Brasil.

Katrin Göring-Eckardt, copresidente do grupo parlamentar de extrema esquerda Aliança 90/Os Verdes no Parlamento nacional e ex-presidente do Sínodo da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), se somou asperamente à campanha contra a Cruz numa entrevista ao Mitteldeutschen Zeitung.

Por sua vez, a Federação da Juventude Católica Alemã Bávara (BDKJ) e da Juventude Evangélica da Baviera (EJB) adotaram a cristianofobia dos anteriores citados dizendo em carta comum endereçada às autoridades da Baviera que “estamos pessoalmente chocados e preocupados”.

Para esses militantes do progressismo aliados por via de fato com os islâmicos “o símbolo primordial do cristianismo está sendo instrumentalizado e abusado para dar num símbolo de exclusão”. E “o significado teológico da Cruz é menosprezado”.

Felix Neumann também debocha dos “valores cristãos” que estariam sendo explorados pelo programa do partido social-cristão do presidente.

Essas reações cristofóbicas de representantes tidos como “cristãos” trabalham por uma futura transformação da Alemanha em mais um califado corânico.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás

Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua
pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Luis Dufaur
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O Instituto de Neurociências de Xangai (China) procedeu a clonar dois primatas numa primeira experiência para aplicar a técnica na produção de seres humanos visando um futuro em que a Humanidade estaria composta de seres inteiramente iguais programados segundo as conveniências materiais do Partido Comunista.

No caso, o experimento foi feito com macacos-de-cauda-longa que receberam os nomes repetitivos de Zhong Zhong e Hua Hua por serem geneticamente idênticos. Os nomes significam em mandarim ‘nação’ e ‘pessoa’, segundo a BBC.

Os cientistas responsáveis publicaram seu trabalho na revista Cell, e alegaram visar o estudo de doenças e o desenvolvimento de novos remédios. Porém, foram alvo da fúria de instituições que condenam experimentos de clonagem, segundo “The Guardian” de Londres

Até uma ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta), que milita no extremismo ecologista divulgou protesto classificando a clonagem como uma “ciência Frankenstein”.

A ONG argumenta que 90% dessas tentativas resultam em fracassos. A ovelha Dolly, pioneira do método, em 1996, foi o único animal que sobreviveu até adulto após 277 tentativas. Mas foi abatida com poucos anos porque atingida de infecção pulmonar incurável, provavelmente resultante de um envelhecimento precoce.

Para produzir Zhong Zhong e Hua Hua, foram necessários 127 óvulos. Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células Tronco em Doenças Genéticas (USP), Mayana Zatz ressalta que animais clonados são mais propensos a ter problemas no sistema imunológico.

Perfeitamente iguais, homens-robôs do exército chinês, como peças recém saídas da linha de produção: ideal marxista da igualdade radical.
Perfeitamente iguais, homens-robôs do exército chinês,
como peças recém saídas da linha de produção: ideal marxista da igualdade radical.
Mayana acredita que a clonagem poderá ser aplicada em seres humanos.

— Hoje já existem técnicas para manipulação dos genes, de forma que você pode escolher, por exemplo, a cor do cabelo e dos olhos de uma pessoa.

O professor Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, em Londres, afirma que a técnica usada para clonar Zhong Zhong e Hua Hua é “um procedimento muito ineficiente e perigoso”.

Porém, o comunismo chinês está marcado a fogo pelos ensinamentos fanaticamente igualitários de seu fundador Mão Tsé Tung. Ele chegou a afirmar que no momento em que a China puder dar o pulo para conquistar o mundo não deverá hesitar em sacrificar 300 milhões de pessoas.

A utopia marxista da perfeita igualdade entre os homens vai ao encontro das experiências de clonagem humana para estabelecer a tirania sobre massas imensas de escravos em que será transformada a humanidade com a plena efetivação dos ideais socialistas de Karl Marx.

E isso com o apoio do comuno-progressismo ébrio de “Teologia da Libertação” que comemorará a igualação universal como sendo o reino da Justiça.

Só que esse não será o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o de seu oposto: Satanás.

Vídeo: A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás





segunda-feira, 2 de abril de 2018

“Arte moderna”: instrumento de tortura


Luis Dufaur
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O francês Alfonso Laurencic ficou sinistramente célebre em Barcelona torturando a serviço da Frente Popular socialista-comunista com requintes de sadismo nas “checas”, equivalentes às prisões da KGB soviética, onde eram torturados e mortos os opositores, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

Uma de suas perversas singularidades, que alias não existiam nem na Uniao Soviética, consistia em montar nas celas dos torturados obras de “arte moderna” e assim acentuar suas aflições.

Quando em 12 de julho de 1939 Alfonso Laurencic se apresentou ante o tribunal de crimes de guerra que acabaria condenando-o à morte, os presentes acharam estar diante de um personagem do “cinema negro”, um monstro, uma espécie de perverso Frankenstein que habitava escondido detrás das aparências de um homem mundano, culto e sedutor, escreveu “El Mundo” de Madri.

Alfonso Laurencic e sua esposa
Do cérebro enfermiço de Laurencic saíram as “checas” mais diabólicas da Guerra Civil espanhola. Eram cárceres da Frente Popular – coalisão de partidos de esquerda – onde centenas de infelizes seres humanos foram torturados e assassinados, explica o jornal espanhol.

Laurencic entendia de cores e efeitos de luz. Por isso combinava figuras de ilusão óptica nas “checas”, dentro de cubículos de dois metros de altura e meio metro de largura para afundar mais o ânimo do recluso.

Ele as chamava de celas “psicotécnicas”. Eram suas salas de tortura modelares, as mais cruéis.

Laurencic as decorava com desenhos inspirados nos artistas da Bauhaus alemã, escola de design, artes plásticas e arquitetura que é das mais importantes expressões do Modernismo.

Estavam recobertas de alcatrão por dentro e por fora para acentuar a sensação de forno asfixiante. A tábua que servia de cama estava inclinada 20 centímetros para o preso rolar no chão caso dormisse.

O chão era ondulado, inspirado no design da Bauhaus, para dificultar o caminhar. As paredes eram curvas. Nelas, Laurencic pintava motivos geométricos e obras abstratas e surrealistas de Kandinsky, Paul Klee e outros artistas das tendências modernistas.

Cela "psicotécnica" com tijolos no chão para que o preso não pudesse andar
e desenhos modernistas nas paredes para aumentar sua aflição.
A mais brutal pintura usada é a chamada “El perro andaluz”, de Buñuel, na qual se exibe como racham o olho de uma mulher com uma navalha de barbeiro.

Nas “checas” das ruas Vallmajor e Zaragoza, em Barcelona, que eram museus de horrores, abriu uma grande fossa aonde levava o preso e simulava que um pelotão o fuzilava, mas disparava balas de fogueio para enlouquece-lo.

Hoje o design modernista e os estilos artísticos preferidos de Laurencic, instrumentos de suas sádicas torturas, impregnam obras públicas e privadas.

As “obras de arte” na linha do pesadelo do torturador são objeto de amostras públicas gordamente pagas por governos e grandes empresas.

Compreende-se melhor então que na vida quotidiana muitas pessoas se sintam imersas num mundo de horrores.


segunda-feira, 19 de março de 2018

Epidemia surpreende a África: a obesidade!

O cardiologista Dr. Anders Barasa, mal consegue atender os pacientes na clínica do coração no Hospital da Universidade de Aga Khan em Nairobi.
O cardiologista Dr. Anders Barasa, mal consegue atender os pacientes
na clínica do coração no Hospital da Universidade de Aga Khan em Nairobi.
Luis Dufaur
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Em muitos lugares no continente mais pobre do mundo, o crescimento das economias vem provocando uma “epidemia” desconhecida: os índices de obesidade na África subsaariana estão se disparando mais rápido do que em qualquer outro lugar do mundo, provocando uma crise de saúde pública que paga o continente e o mundo de surpresa, escreveu o “The New York Times”.



Em Burkina Faso, a obesidade de adultos cresceu quase 1.400% nos últimos 36 anos. Em Gana, Togo, Etiópia e Benin foi mais do 500%.

Oito dos 20 países com o crescimento mais rápido da obesidade nos adultos se encontram na África, segundo estudo da Universidade de Washington, citado pelo jornal.

O crescimento econômico vertiginoso com propriedade privada, capital e livre iniciativa introduziu um cambio radical em todos os aspectos da vida.

Muitos africanos passaram a consumir alimentos importados, mas também fazem menos trabalho manual e migram do campo para as cidades.

O problema é que na África se preparavam opinião pública enfrentar outros problemas de saúde, doenças ou epidemias. E não a invasora obesidade.

Os médicos foram treinados para curar a malária, a tuberculose, febres tropicais e o AIDS, e não sabem e carecem de recursos para enfrentar a nova “epidemia”.

“Estamos vendo a pior epidemia que jamais verá o país a longo prazo, quiçá pior que a epidemia de HIV dos 90”, declarou Anders Barasa, cardiologista na Quênia, falando da obesidade.

Burger King no mall do bairro de Karen em Nairobi.
Burger King no mall do bairro de Karen em Nairobi.
Nesse país só há 40 cardiologistas para uma população de 48 milhões de habitantes. Nos EUA, há um cardiologista cada 13 mil pessoas.

Isso não significa que a fome foi derrotada. Ainda há milhões de famintos. Mas a situação está virando determinada pela propriedade privada e o capitalismo que os “teólogos da lbertacao” e que os militantes ambientalistas condenam ao inferno, sem fazer nada proporcionado à magnitude das carências alimentares de muitos.

Nancy Kunyiha, endocrinologista queniana, disse que quando abriu um consultório de diabetes há poucos anos, seus colegas da Faculdade de Medicina acharam que estava louca.

Porém, hoje a diabetes Tipo II vinculada à obesidade na África subsaariana virou uma “epidemia em rápido crescimento”, concluiu recente relatório. E os pacientes de Kunyiha quadruplicaram.

Valentine Akinyi mora num bairro pobre onde os moleques a chamam de “elefante” e está lendo muitos artigos sobre como perder peso. “Adoro Sprite”, confessa com um sorriso cúmplice.

Deixou a escola no secundário é ganha 40 dólares lavando roupa para se manter a ela e seus três filhos. Há milhões na mesma situação: já saíram da miséria, mas ainda tem status de pobres.

O paradoxo é que têm dinheiro para comprar batatas fritas e outros alimentos processados. A Coca-Cola montou uma estratégia especial para atingir esses “novos ricos” que estão saindo da pobreza.

Os melhoramentos se fazem sentir na alimentação da família e no lar.
Os melhoramentos se fazem sentir
na alimentação da família e no lar.
Burger King, Domino’s, Cold Stone Creamery e Subway abriram franquias no Quênia e planejam expandir sua penetração pela África toda.

Para muitos quenianos ser magro ainda significa ser pobre ou estar doente, explica a Dra. Kunyiha.

A natalidade apresenta altos índices impulsionada pela melhora da saúde e favorece a migração para as cidades onde os quenianos adotam os novos alimentos e caem vítimas da “epidemia da obesidade”.

A agricultura produz mais e como recomenda o cardiologista Anderws Barasa: “se você trabalhar no campo oito horas por dia, você pode comer tudo o que quiser”. Mas, “se ficas sedentário, tudo muda totalmente”.

Esse problema não é só da África. Existe em todos os países ricos ou em vias de desenvolvimento. A novidade é que no existia no continente africano.

É um tipo de problemas ligado ao aumento da riqueza e que sempre são menos graves e dramáticos do que os problemas da miséria, das doenças endêmicas e da morte de fome.

Mas isto, as inefáveis esquerdas não falam e, arguindo serem pelos pobres, tripudiam contra o único sistema que no momento atual está acabando com a pobreza inclusive nas regiões mais miseráveis.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crescem as ameaças digitais às crianças com celular

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





As ameaças digitais pairam sobre mais da metade (56%) das crianças entre oito e 12 anos. Elas estão expostas ao cenário qualificado de “pandemia de risco cibernético”, que inclui perigos como ciberbullying, vício em videogames e comportamento sexual perverso on-line, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

A conclusão faz parte do relatório de impacto DQ 2018, preparado pelo Instituto DQ e pelo Fórum Econômico Mundial.

O levantamento sobre segurança infantil on-line e cidadania digital divulgado avaliou o comportamento de 34 mil crianças em idade escolar de 29 países, que não incluem o Brasil.

O estudo constatou que 47% das crianças foram vítimas de ciberbullying ou assédio virtual, no ano de 2017, 17% tiveram algum comportamento sexual on-line e 10% conversaram e marcaram encontros com estranhos nas redes.

O relatório estima que 260 milhões de crianças em todo o mundo correm ciber-riscos e que o número pode aumentar para 390 milhões até 2020.

O estudo esclarece que o fato de terem sido expostas a esses riscos cibernéticos não indica que as crianças sofreram “danos físicos ou mentais permanentes”.

Porém, a exposição contínua a esses assédios e condutas deformantes numa idade precoce é um perigo para o desenvolvimento, bem-estar, relacionamentos e oportunidades futuras das crianças.

“A pandemia de risco cibernético nos diz que não é uma questão de alguns indivíduos em alguns países, mas um problema global e geracional” – avalia o relatório.

As ameaças são 33% maiores nas economias emergentes, onde a internet penetrou mais a fundo, e representarão 90% dos novos internautas até 2020.

As crianças passam 32 horas sozinhas na frente de telas digitais, quer dizer, mais tempo do que na escola. Quanto mais horas expostas às telas, maiores riscos elas correm.

A criança com celular próprio e redes sociais consome 12 horas-tela e tem 70% de chance a mais de cair numa ameaça virtual.

Segundo o relatório, 60% delas ganham um celular aos 10 anos e 85% usam redes sociais.

“A posse do celular nem sempre leva à exposição aos riscos ou ao tempo de tela excessivo. Isso ocorre apenas quando as crianças são também usuárias ativas de redes sociais”.

A atividade on-line preferida dessas crianças (72%) é assistir a vídeos, ouvir música e fazer buscas (ambos com 51%), jogar videogame (49%) e conversar (38%).

O site mais popular nessa faixa etária é o YouTube, usado por 54% dos entrevistados. Depois aparecem WhatsApp (45%), Facebook (28%), Instagram (27%) e Snapchat (23%).

Outras pesquisas apontam que o abuso da tela prejudica o sono, deixa as crianças mais solitárias e agressivas e impactam sua saúde física e mental.

A saída, segundo o relatório passaria pela educação no uso de tecnologia e o desenvolvimento do raciocínio crítico sobre conteúdos e contatos na rede.

Mas é precisamente isso que está faltando, sendo até perseguido ou proibido em nome das liberdades que o homem teria conquistado na era moderna.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A França desliga celulares nas escolas

Sem personalidade, sem cultura, incapazes de se relacionar com os colegas
Sem personalidade, sem cultura, incapazes de se relacionar com os colegas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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A França proibiu que os alunos de até 15 anos tirem do bolso ou usem o celular no horário escolar, recreios incluídos.

Falando para a rádio RTL, o ministro da Educação Jean-Michel Blanquer explicou se tratar de “uma mensagem de saúde pública para as famílias”, reportou “El Mundo” de Madri.

“Por vezes, um celular pode ser necessário por razoes ligadas ao ensino. Porém, seu uso deve ser controlado”, sublinhou o ministro. “É bom que as crianças não fiquem tanto tempo diante da telinha. Melhor seria que nunca o façam antes do sete anos de idade”.

A proibição mentalmente profilática vigorará desde setembro (2018). Não impedirá levar os celulares para a escola, mas sim emprega-los em qualquer ponto do recinto educativo.

Os sindicatos de esquerda se revoltaram. Mas os pais dos alunos reclamavam muito a medida.

Desligados do ensino, educados para a incomunicação
Desligados do ensino, educados para a incomunicação humana
O presidente Emmanuel Macron atraiu muitos votos para se eleger prometendo reiteradamente na sua campanha para o palácio de Eliseu que acabaria com os telefoninhos nas horas de estudo e formação.

A norma não é uma novidade. Muitas escolas já vinham interditando o uso dos celulares nas aulas, especialmente as melhor sucedidas.

A iniciativa está crescendo também na Espanha em centros educacionais pioneiros.

Esses impedem até que os alunos se liguem por telefone entre eles nos recreios. A esperança é de que aprendam a conversar entre eles e desenvolvam qualidades sociais e relacionais que lhe garantam entrar futuramente em harmonia na sociedade, no trabalho e na vida familiar.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A gramática feminista ou “inclusiva” é “perigo mortal” para a cultura

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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A Academia Francesa, um dos pilares da cultura universal, repudiou a barbárie da “linguagem igualitária” ou “linguagem inclusiva”, informou “El País” de Madri.

Os 40 membros da célebre instituição, apelidados de “imortais” deixaram claro em comunicado que “diante dessa aberração inclusiva, a língua francesa se encontra em perigo mortal”.

“Nossa nação é responsável ante as gerações futuras”, defendeu a Academia fundada em 1763.

A polêmica na França pegou fogo com o manual escolar de Sophie Le Callennec, professora de geografia e história, o primeiro que adotou a “linguagem inclusiva” com o pretexto superficial de “evitar as fórmulas sexistas”.

O livrinho escolar tem de fato um objetivo subversivo na linha da Revolução cultural que fica claro em seu título “Questionar o mundo”.

O artifício não enganou o culto público francês e suscitou uma onda de indignação.

Políticos e intelectuais de esquerda massivamente tentaram aos berros incluir a “linguagem igualitária” no uso comum da língua.

A professora Le Callennec agiu aplicando as instruções do governo socialista francês emitidas em 2015. A questão é radicalmente ideológica.


Naquele ano, o Conselho Superior para a Igualdade, uma dependência da Presidência francesa então ocupada pelo socialista François Hollande, publicou uma Guia prática “para uma comunicação pública sem estereótipos de sexo”.

Essa recomendava citar sempre os dois gêneros e em ordem alfabética — “agriculteurs et agricultrices”, ou “femmes et hommes”.

Também recomendava incorporar um sufixo feminino aos substantivos masculinos.

O jornal socialista espanhol “El País”, mostrou que o artifício de escrever em espanhol ‘ciudadanos/as’, ‘ciudadanxs’ o ‘ciudadan@s’, no francês produz palavras difíceis de ler.

O caos ficou instalado com propostas alternativas como “citoyen/ne/s” ou “citoyen.ne.s”, “citoyen-ne-s”, “citoyenNEs”, “citoyen(ne)s” ou o mais frequente “citoyen·ne·s”.

Até as línguas regionais cuja pureza o socialismo diz querer proteger e/ou restaurar como o catalão e o occitano, seriam obrigadas a adotar essa esquisitice.

Políticos, jet-set e alguns órgãos da mídia como a revista lésbica Well Well Well tentam generaliza-la.

Mas, escreve “El País”, a resistência do público continua férrea e por certo maioritária.

A revista “Le Point” reescreveu em “linguagem inclusiva” fragmentos de Molière ou Proust, sublinhando a ridiculize do invento.

O filósofo Raphaël Enthoven qualificou este fanatismo ideológico de “agressão à sintaxe” e de “novilíngua” orwelliana. E ele estava exprimindo o pensamento de muitos outros intelectuais.

A escritora Catherine Millet explicou a “Le Monde” de Paris”: “tentei pronunciar algumas palavras e é infernal”.

A autora franco-iraniana Abnousse Shalmani opinou que o uso da “linguagem igualitária” não favorece forma alguma de equidade.

O atual ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer, alega que “fragmenta as palavras” e “machuca a língua”, malgrado ele pessoalmente se declara “um homem feminista”.

Por sua vez, também Françoise Nyssen que dirige a pasta da Cultura, se disse contrária à “ortografia inclusiva”. “Como essa será compreensível para as crianças com dificuldade de aprendizagem?”, declarou a Le Point.

Para os acadêmicos franceses estar-se-ia destruindo a língua e a cultura nacional.

As dificuldades para aprender e compreender a novilíngua supostamente antissexista faria que as pessoas procurassem usar outras línguas para a comunicação planetária.

Para Richard Herlin, corretor do categorizado jornal “Le Monde” a população ama sua língua como a um “tesouro imemorial”.

Herlin menospreza essa opinião geral, mas os democratas de esquerda são assim: quando o povo não quer o que eles querem, o condenam ao lixo.

Alain Rey, outro expoente da esquerda, tripudia a reação popular que acha fruto de “uma ideologia antifeminista” herdada da Idade Média.

Mas, pede tomar cuidado porque colidindo acintosamente com essa tradição, a esquerda fere a estrutura mental do francês e pode se encontrar em situação delicada.

Os internautas franceses não fazem esses sofismas complicados e riem considerando como é que ficariam por exemplo as fábulas de La Fontaine ou outros escritos clássicos falando do “Raposo e da Corva”, etc.

Na hora de falar do lava-roupas, como acrescentar inclusivamente o “masculino”? “Lava-roupos? Imagine em português: na hora de dizer “dar nome aos bois” seria preciso acrescentar “e às vacas”?

Membros da Académie Française: “diante da aberração inclusiva, a língua francesa está em perigo mortal”
Membros da Académie Française: “diante da aberração inclusiva,
a língua francesa está em perigo mortal”
Na proibição da disparatada “linguagem inclusiva” ou “igualitária”, o primeiro ministro francês Edouard Philippe, alega no Boletim Oficial “razões de inteligibilidade e clareza”, noticiou “Religión en Libertad”.

Os linguistas destacam que a lógica dos idiomas pede comunicar com clareza e concisão. O contrário proposto pela “linguagem inclusiva” gera uma intérmina e insuportável confusão.

Na Alemanha, um deputado estadual começou a saudar os presentes com as mais de 80 fórmulas que imporiam os “gêneros” LGBTQI etc. etc. hoje postulados. A presidente do parlamento lhe pediu parar embora ela também fosse favorável à “linguagem inclusiva”. O deputado lhe fez ver que não agia “politicamente correto” e a presidente engoliu o que disse.

Na Espanha a Real Academia (RAE) puxou a orelha dos políticos que usam “esse tipo de desdobramentos – meninos e meninos, deputados e deputadas”, etc. A Academia oficial qualificou esses recursos de “artificiosos e desnecessários do ponto de vista linguístico”.

Segundo a RAE essa tendência “se fundamenta em argumentos extralinguísticos”, gerando repetições que provocam “dificuldades sintáticas e de concordância, e complicam desnecessariamente a redação e a leitura”.

Nas Cortes espanholas os deputados da extrema-esquerda adotaram o risível “feminino genérico” infernizando os ouvintes com “genéricos desdobrados... e genéricas desdobradas!

De fato, é um recurso da Revolução Cultural para destruir a cultura, a literatura e o próprio pensamento dos povos ex-cristãos e ex-ocidentais.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Mao Tsé Tung glorificado em igreja da cidade natal de Santo Tomás de Aquino

Murais do grande perseguidor da Igreja Mao Tsé tung na capela de São Tomás de Aquino, na cidade natal do santo
Murais do grande perseguidor da Igreja Mao Tsé tung
na capela de São Tomás de Aquino, na cidade natal do santo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Na cidade de Roccasecca, no sul de Roma, onde nasceu São Tomás de Aquino, na igreja a ele consagrada foi aberta uma amostra dedicada ao fundador do comunismo chinês Mao Tsé-Tung. O absurdo não tem pé nem cabeça, mas faz parte da ofensiva do terrorismo da blasfêmia e foi informado pelo jornal local “La Provincia”.

Para maior acinte, a amostra foi montada na igreja de São Tomás de Aquino, do século XIII.

Os promotores imaginaram um artifício para tentar driblar a oposição – aliás, previsível – dos habitantes chocados e ofendidos.

A amostra levou o título em inglês “If I were Mao” (“Se eu fosse Mao”) e expunha fotos de sósias do cruel ditador marxista chinês.

Para todos os efeitos, quem entrava na igreja a encontrava recoberta de fotos representando o grande perseguidor da Igreja na China.

A indignação dos habitantes de Roccasecca explodiu nas redes sociais e externou-se nas ruas e praças da cidade.

Para os católicos não havia dúvida: era uma profanação: “Um perseguidor dos cristãos exaltado na igreja? Será que ficamos loucos?! Tentem fazer isso numa mesquita!” – comentava um vizinho.

As fotografias gigantes de Mao cobriam as paredes do templo sagrado, ofendendo estridentemente o senso católico. Era a casa de Deus sendo profanada por efígies de quem combateu encarniçadamente a Igreja Católica, por vezes mandando degolar os fiéis de público, no intento de extinguir o Cristianismo para sempre.

Notícia de primeira página no jornal local 'La Provincia'
Notícia de primeira página no jornal local 'La Provincia'
O prefeito Sacco apelou para o sofisma presente na boca do terrorismo da blasfêmia: trata-se apenas de um percurso artístico-cultural. Nesse percurso há mais duas exibições previstas: uma sobre o Ganges, rio sagrado do hinduísmo e do budismo, e outra sobre Cuba. Velho paganismo e neopaganismo de braços dados.

As amostras ofensivas foram financiadas pela Regione Lazio, comparável a um governo estadual brasileiro.

Os sósias de Mao que posaram para as fotos são atores chineses especializados em imitar o chefe máximo do materialismo comunista da China, onde ele é paradoxalmente cultuado como uma espécie de semideus.

Esses atores recorrem até à cirurgia plástica para se parecerem mais com um Mao Tsé-Tung redivivo.

Nessa igreja – e isto atinge um máximo de profanação – estão o Santíssimo Sacramento e um Cristo crucificado venerado pela população.

O pároco mostrou-se plenamente de acordo e disse ao prefeito que não tinha nada de inconveniente.

“Tudo foi combinado com a paróquia. Não há imagens ofensivas à sacralidade do local”, sofismou o prefeito.

Com todos os terremotos que varreram essa região italiana nos últimos anos, não causará surpresa se a natureza em cólera se abater sobre a cidade.