terça-feira, 7 de julho de 2020

No Ocidente paira o espectro de Lenine

Espírito de Lenine continuou sendo transmitido no Ocidente e hoje atiça inversão de valores.
Espírito de Lenine continuou sendo transmitido no Ocidente
e atiça toda espécie de inversão de valores.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No último dia 22 de abril Vladimir Putin deveria ter sido consagrado como líder mono-árquico de um “czarismo” moderno ainda mais despótico, agravado por uma ditadura vitalícia como não foi sequer a de seu sanguinário xará.

O COVID-19 o obrigou a adiar a entronização ilegítima, que deveria ser legitimada por um referendo falseado.

A data foi cuidadosamente escolhida, porque foi num 22 de abril, há 150 anos, que nasceu Vladimir Ilyich Lenin, o fundador da União Soviética e responsável por uma enormidade de crimes contra o sofrido povo russo e o mundo.

Lenin foi o organizador e criador da tática mais mortífera que a Terra gerou, da estratégia inspiradora das atrocidades modernas oriundas do comunismo soviético.

A influência de Lenin se projeta ainda hoje, segundo a jornalista Karina Mariani, do “La Prensa” de Buenos Aires.

Sua realização — a ditadura do proletariado marxista — continua avançando em ziguezagues e metamorfoses, com a determinação que exigia o Vladimir fundador, apesar de derrotas e crises.

O pesadelo comunista atormenta não apenas alguns países, mas reina no coração de intelectuais e políticos das democracias ocidentais.

Suas doutrinas são ensinadas em universidades de todo o mundo e fazem parte dos manuais que formam milhões de alunos.

No cinema, nas redes sociais e na mídia de massa mundial, ele continua presente.

A União Soviética criada pelo Vladimir cuja múmia é homenageada no Kremlin foi a grande indústria exportadora da morte, o flagelo que Nossa Senhora advertiu em Fátima que se abateria sobre o mundo se este não fizesse penitência.

Milhões morreram de fome por ordem do pai do comunismo
Milhões morreram de fome por ordem do pai do comunismo
Em 1º de fevereiro de 1920, Lenin escreveu a Trotsky: “A ração de pão deve ser reduzida para aqueles que não trabalham no setor de transportes, hoje decisivo”. Foi o início da fome maciça.

A diretriz garantiu a eficácia da repressão: os populares ficaram proibidos de vender, comprar ou trocar seus produtos. Foi a consagração de um poder de vida e morte sobre os habitantes do mais extenso império do mundo — descreve Karina.

O terror que as vítimas nunca puderam esquecer começou a tomar forma pela mão de Lenin, autor do tutorial para a instalação das ditaduras comunistas.


Lenin ficava ofendido quando não se matava suficientemente. Em 29 de janeiro de 1920 — segundo a jornalista —, ele escreveu a Smirnov, chefe do Quinto Exército na região dos Urais:

“Fui informado de que há sabotagem e que os trabalhadores de Iyevsk estão no golpe.

“Estou surpreso que você se estabeleça e não prossiga com execuções em massa. Um bom comunista também é um bom chekista. Nós devemos dar exemplo.

“1) Pendure (e eu digo pendure [enforque] para que as pessoas vejam) nada menos que 100 kulaks (pequenos proprietários de terras), pessoas ricas, bebedores de sangue.

Execuções em massa foram exigidas pelo igualitarismo nivelador leninista. E no Ocidente, os intelectuais esquerdistas fingiam não ver ou aplaudiam.
Execuções em massa foram exigidas pelo igualitarismo nivelador leninista.
E no Ocidente, os intelectuais esquerdistas fingiam não ver ou aplaudiam.
“2) Publique seus nomes.

“3) Pegue todos os seus grãos.

“4) Identifique os reféns como indicamos em nosso telegrama de ontem.

“Faça isso para que centenas de léguas de distância as pessoas vejam, tremam, descubram e digam: ‘Eles matam e continuam a matar kulaks sedentos de sangue’.

“Telegrafe confirmando que você recebeu as instruções. Seu. Lenin”.

Lenin não agiu sozinho: o mundo “progressista”, inclusive o mais culto da Europa e dos EUA, foi solidário com ele.

A intelligentsia mundial continuou a apoiá-lo na pessoa de Stalin e de seus sucessores, nos crimes em Cuba, no Camboja, na Venezuela ou na China.

Nos prelúdios revolucionários de fevereiro a outubro de 1917, as forças políticas não bolcheviques permitiram que os ‘movimentos sociais’ comunistas avançassem.

O golpe de Estado de outubro de 1917 durou até o final de 1991, e se ele caiu foi porque apodreceu de dentro para fora.

Felix Dzerjinsky: “os 'excessos' são da própria natureza da revolução”
Dzerjinsky: “os excessos são da própria natureza da revolução”
A malfadada Checa Comissão Pan-Russa Extraordinária de Combate à Contrarrevolução e Sabotagem, criada em 7 de dezembro de 1917 para extinguir os dissidentes — foi a semente da KGB e da atual FSB. Lenin a colocou sob a direção de Felix Dzerjinsky.

Trotsky escreveu dele:

“Sobre as repressões, Dzerjinsky era pessoalmente responsável por elas (...) estou preparado para reconhecer que a guerra civil não é uma escola de humanismo. (...)

“os 'excessos' são uma consequência da própria natureza da revolução que, por si só, constitui um 'excesso' da história” — cita ainda Karina.

A prosa trotskista continua válida até hoje, justificando atrocidades e os crimes da FSB putinista dentro e fora da Federação Russa.

Em todos os cantos em que o comunismo se impôs ou ainda domina, as liberdades políticas e econômicas foram removidas.

Partidos únicos e economias planejadas condenaram milhões de pessoas a uma fome feroz, à ditadura, ao terror e à morte.

A invasão da privacidade, a denúncia do vizinho, a censura e a espionagem foram as pilastras do sistema que, com adaptações, oprimiu quase um terço do mundo.

O “progresso” mundial comemorou a ascensão dos deserdados na Terra, e Lenin espalhou um igualitarismo e uma falsa solidariedade que não cresceram sem cessar sobre pirâmides de cadáveres e povos destruídos.

Hoje, intelectuais civis e eclesiásticos continuam impregnados total ou parcialmente da utopia assassina, louvando essa tentativa de empoderar os “deserdados na Terra” em congressos de movimentos sociais como os promovidos pelo próprio Vaticano.

As primeiras vítimas da Checa foram os kulaks — agropecuaristas da era czarista, condenados por se oporem ao roubo de suas propriedades.

Os sobreviventes, suas mulheres e filhos, ficaram reduzidos a comer raízes e cascas de árvores.

Silencia-se a existência dos imensos campos de trabalho forçado, ou persegue-se aos que querem falar deles
Silencia-se o universo de campos de trabalho forçado,
ou persegue-se aos que querem falar deles
Por fim, o Partido escravizou quem quer tivesse um pedaço de terra ou um ou dois porcos, ainda que fosse um caboclo miserável que não possuísse outra coisa para comer ou para alimentar a mulher e os filhos.

Negou-se a existência dos campos nazistas até os mesmos ficarem evidentes no fim da II Guerra.

Mas as barbáries soviéticas permanecem intocadas como mausoléus do horror, veladas apenas por um pudico véu que esconde o orgulho dos assassinos em massa empossados pela ditadura do proletariado.

A elite do pensamento ocidental se calou, encobriu o “dano colateral”: afinal, não era esse o preço justificado para a construção do socialismo?

Muitos viam na URSS, como veem hoje na China, a potência que fundará a civilização do futuro.

E no Ocidente, até em cátedras eclesiásticas cantaram o fim do capitalismo consumista e a extinção da sociedade burguesa hedonista e decadente.

Se a URSS desabou — tendo mudado apenas de cor: adotou o verde ecológico —, sobrevive a utopia soviética da desconstrução de estruturas sociais e políticas para criar uma nova civilização.

Restou o sonho tóxico de criar de cima para baixo um homem novo e um mundo novo integrado à natureza, modelado pela eterna evolução da matéria.

A tribo amazônica passou a ser arquetipizada como a horda primigênia das cavernas descrita ebriamente por Karl Marx.

Não há nada de novo debaixo do sol; mudou tão-só a cor e o sobrenome dos Vladimir.

Essas metamorfoses foram previstas, fazem parte da evolução do magma material, única realidade e único deus válido e não espiritual dos homens que renegam qualquer divindade.

Em 1922, quando a sorte da Revolução corria perigo, Lenin insistia que os comunistas deviam mostrar flexibilidade a ponto de estarem dispostos a recomeçar do zero, suplantar a derrota e voltar a um novo assalto.

“O êxito dos êxitos foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo” (Plinio Corrêa de Oliveira)
“O êxito dos êxitos foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso
e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo”
(Plinio Corrêa de Oliveira)
Lenin foi um arauto do ódio eterno e latente de classe contido na ideia doentia da revolução permanente, que brotava nele como uma lava devoradora do abismo infernal.

Embora em 1922 ele já estivesse gravemente paralisado, deu à luz a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS.

E morreu em 1924, escolhendo antes Stalin para continuar seu trabalho.

150 anos depois de seu nascimento, o comunismo continua sendo um pesadelo do qual a humanidade não despertou. E Putin quer recomeçá-lo.

As democracias se mantêm incompreensivelmente insensíveis diante dos crimes comunistas que não cessam, dos desesperados que boiam nas águas do Caribe para fugir de Cuba, dos tiros pelas costas daqueles que tentaram cruzar o Muro de Berlim, dos milhões mortos de fome no Holodomor ucraniano, nos Gulags da Sibéria. Nada as fazem mudar de ideia, conclui a jornalista.

Tamanho é o triunfo do fascínio tóxico de Lenin, que na presente crise global da pandemia vemos reemergir a redução das liberdades e a economia planejada, como teria feito o ‘velho’ Vladimir.



terça-feira, 23 de junho de 2020

Enterrado como rei

Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Na cidade de Béthune, no norte da França, há 800 anos a Irmandade dos Charitables de Saint-Éloi dá cristã sepultura aos mortos em que ninguém quer tocar.

Não faz diferença entre ricos e pobres. Não há pompas fastuosas nem imponentes cortejos, mas apenas uma confraria medieval, que hoje usa roupas que evocam os tempos napoleónicos, segundo descreveram “Le Figaro”, “Clarín” e ainda outros grandes órgãos de imprensa impressionados com o caso. Como o britânico “The Guardian” , os franceses “Le Point”  e “La Croix international”

Na cidade, quase 90% dos enterros é feita pela Irmandade e “é exceção quando uma família não recorre a nós”, diz o seu Robert Guénot.

Guénot, com 72 anos de idade, não temeu enfrentar a pandemia, que é apenas mais uma das que passaram pelos oito séculos de história dos Caridosos de Santo Elói.

Nem o temor do coronavírus os fez arredar.
Nem o temor do coronavírus os fez arredar.
Eles iniciaram esta obra em 1188, durante a calamitosa Peste Negra que devastou Europa naquela época, chegando a exterminar até a metade dos moradores de algumas cidades. Seu lema é “Exatidão, União, Caridade”.

À época, em Béthune “havia tantos mortos que as pessoas não ousavam tocá-los e os cadáveres empestavam ainda mais cidade”, evoca Guénot.

Os ferreiros Germon, da cidade de Beuvry, e Gauthier, da cidade de Béthune, tiveram um mesmo sonho em que seu padroeiro Santo Elói lhes apareceu pedindo: “Forme uma instituição de caridade para enterrar os cadáveres”.

Tratava-se do bispo mártir, também denominado Eloy ou Elígio (588- 660), monge famoso como conselheiro do rei Dagoberto, e também pela sua penitência, caridade em relação aos necessitados, além de ter conseguido muitas conversões, e empreendido fundações. Ele possuía o dom das lágrimas.

Os dois ferreiros não sabiam como proceder, mas se encontraram na fonte do parque de Quinty, como ordenara o santo nos respectivos sonhos.

Missa dos irmãos
Missa dos irmãos
Decidiram começar do nada. Logo apareceram novos candidatos, e até hoje o sonho sobrenatural prossegue rendendo admiráveis frutos de misericórdia.

A Irmandade passou por momentos em que outros com menos virtudes teriam desistido de vez.

Na igualitária e anticristã Revolução Francesa, os “Charitables” foram proibidos pelos revolucionários, mas deram continuidade ao seu apostolado secretamente ainda quando, em represália “republicana”, três de seus membros foram decapitados pelo Terror.

A confraria recuperou a legalidade sob Napoleão, e em homenagem ao imperador mudaram o tricórnio pelo bicórneo.

A Irmandade hoje é secular, e talvez por isso mesmo ficou isenta das devastações progressistas da revolução eclesiástica pós-conciliar.

Há 800 anos a 'Confrerie Les Charitables' enterram os mortos. Mas nunca nem eles nem suas casas sofreram contágios, pela promessa de Santo Eloi
Há 800 anos a 'Confrerie Les Charitables' enterram os mortos.
Mas nunca nem eles nem suas casas sofreram contágios, pela promessa de Santo Eloi
Mas ela permanece ligada ao santo padroeiro, às suas procissões e missas, e à sua igreja, cujos vitrais, bem como a capela de Santo Elói, refletem a caridosa tarefa dos “Caridosos”.

Eles são a honra da cidade. Receberam a Legião de Honra no final da Segunda Guerra Mundial por terem desobedecido aos alemães que lhes vetaram enterrar 100 combatentes franceses mortos no bombardeio de um hangar, onde resistiam.

Um a um, eles os carregaram todos do prédio destruído para o cemitério. Seus enterros são solenes, mas sempre gratuitos: prefeitos e sem-teto fazem esta sua última ‘viagem’ carregados em seus braços.

Hoje, são cerca de 30 membros e quase uma dúzia não está aposentada”. Guénot explica que foi ele quem decidiu seguir em frente quando o coronavírus chegou.

No departamento de Pas de Calais há 40 irmandades como a de Béthune, mas ela é uma das poucas que continuaram a trabalhar com a epidemia COVID-19.

Os uniformes devem estar impecáveis
Os uniformes devem estar impecáveis
O encontro dos “Charitables” acontece na porta do cemitério.

O reitor e o “chéri”, encarregado de organizar a cerimônia, são os primeiros a chegar. Eles também mantêm a carroça preta na qual transladam o caixão.

Pouco a pouco, os Irmãos chegam vestidos com o uniforme correspondente, que agora lhes acresce um detalhe circunstancial: as máscaras.

Em suas casas eles se vestem com parcimônia solene e suas esposas são responsáveis de que os uniformes estejam impecáveis.

O “chéri” confere para que não haja desleixos, caso contrário, no final do serviço, imporá uma sanção de 50 centavos a quem incorreu em alguma falha do estrito protocolo.

Quando o jornalista chegou haveria o enterro de Raimunda, 92 anos, que morreu de coronavírus. Os parentes de Raimunda vieram de Lille, e recorreram à fraternidade por um motivo especial:

“Meu avô morreu há 40 anos e também foi enterrado por eles. Eu julgo ser uma boa homenagem o fato de eles estarem aqui agora para o enterro de minha avó”, diz o neto da falecida.

Os “Charitables” se colocam ao redor do carr,o e quando o motorista da funerária abre a porta traseira, Guénot diz algumas palavras em oração.

Com ritmo lento de procissão, eles penetram com firmeza pelo portão do cemitério, seguidos pela família em cortejo.

Houve receio de alguns dos confrades diante do coronavírus, mas se verificou uma vez mais a antiga promessa sempre cumprida: Santo Elói os protege de todas as infecções, a eles e às suas casas.

Nenhum membro da comunidade foi vítima de uma epidemia atribuível ao corpo de defuntos no desempenho de suas funções.

Prestam honras ao defunto sem pedir nada em troca
Prestam honras ao defunto sem pedir nada em troca
Na cova aberta, ao lado do marido falecido em 1981, o nome de Raimunda já aparece gravado na lápide.

Na mesma fila, vários túmulos guardam os restos de homens da região representados por pequenas estátuas de mineiros esculpidos, muitos deles falecidos antes dos 50 anos de idade.

Ao lado deles, o nome de suas mulheres aparece apenas com a data de nascimento e um roteiro aberto. A de Raimunda, há 39 anos que estava preparada, mas outras tumbas aguardam mais de 40 anos para ser fechadas...

O último a ingressar na Irmandade foi Patrick Tijeras, filho de imigrantes espanhóis, que aos 55 anos trabalha na logística.

“O que me levou a entrar na Irmandade é a elegância do que ela representa, a dignidade da morte. Reconhecemos a dignidade da vida, da doença e, às vezes, esquecemos que a morte também existe para todos’, disse ele.

“Não estamos lá para julgar quem foi bom ou ruim, mas para lhe dar uma cerimônia nobre, como a um rei. Em Béthune, todos eles serão reis um dia”, diz Tijeras.

ESPÍRITO DE FÉ VS LAICISMO

Nas épocas católicas o transporte fúnebre era feito à mão, por personagens que caminham com fisionomia compungida e passo cadenciado.

O aspecto de conjunto do cortejo é grave e solene, exprimindo adequadamente a terrível majestade da morte.

Costumes sociais deste feitio manifestam bem que o homem tomava perante a morte uma atitude de cristão, nem fugia dela espavorido, nem procurava disfarçar sob aparências anódinas o que ela tem de terrível.

É que o filho da Igreja crê na Redenção e na Ressurreição.

(Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo” nº 11, novembro de 1951)

A sede da Irmandade está incluída no roteiro turístico da cidade. O Prefeito, qualquer que seja sua cor política, respeita essa tradição e cobre as despesas com doações das famílias do falecido e da Prefeitura.

“Quem ingressa vem até nós de boca em boca. Muitos pensam que a irmandade é algo elitista, e isso não é verdade”, diz Guénot.

A fraternidade não teme sofrer as críticas dos homens sem fé: é acusada de ser coisa dos antigos e de católicos.

Entretanto, eles formam a última escolta, aqueles que cantam o último adeus para aqueles que deixam este mundo.

E lá vão eles, dando “uma cerimônia nobre, como a um rei” a quem quer que seja, sem recursos ou coberto de ouro, sob bombas alemãs ou sob o jugo invisível da pandemia.

Uma glória acumulada de oito séculos por iniciativa de um sonho de Santo Elói, e sob a bênção protetora dele, desde a Idade da Luz, da civilização cristã medieval.


Confraria inspirada por Santo Eloi enterra até aqueles em que ninguém quer tocar
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Em inglês:
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terça-feira, 9 de junho de 2020

Bilocação do Padre Pio para assistir
ao Cardeal Mindszenty no cárcere comunista

Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário, San Giovanni Rotondo.
Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário de San Giovanni Rotondo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O vaticanista Andrea Tornielli publicou no site Vatican Insider, um sério testemunho da bilocação do Santo Padre Pio ao cárcere da Hungria onde padecia o Cardeal Mindszenty.

O herói anticomunista húngaro foi adversário acérrimo da política de distensão do Vaticano com os governos comunistas, conhecida como “Ostpolitik”.

Eis um resumo do artigo de Tornielli:

Um novo elemento acaba de ser adicionado à coleção de episódios milagrosos que acompanharam a vida de São Pio de Pietrelcina.

Trata-se de um testemunho publicado em um livro apresentado no décimo aniversário da dedicação do novo santuário de San Giovanni Rotondo, onde está sepultado o corpo do capuchinho.

O testemunho diz respeito a uma bilocação que levou o Padre Pio à cela em Budapeste onde estava preso o cardeal József Mindszenty, Primaz da Hungria.

A bilocação é um fenômeno místico extraordinário que faz com que uma pessoa esteja em dois lugares ao mesmo tempo. O Padre Pio teve este dom, que poucos recebem. Testemunhas oculares descreveram e até dialogaram com ele simultaneamente em locais diversos.

O episódio já era conhecido e ficou imortalizado em um dos mosaicos da cripta do santuário dedicado ao Padre Pio. Mas o depoimento a seguir descreve detalhes nunca antes publicados.

O livro Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte (Padre Pio: a sua igreja, os seus lugares, entre a devoção, história e arte, Edições Padre Pio de Pietrelcina) foi escrito por Stefano Campanella, diretor da Teleradio Padre Pio e autor de inúmeros ensaios sobre o santo.

Nele está o relato de Angelo Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano. Battisti foi uma das testemunhas no processo de beatificação do santo religioso.

O Cardeal Mindszenty durante o processo iníquo que o condenou.
O Cardeal Mindszenty durante o processo iníquo que o condenou.
O Cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom, Primaz e Regente da Hungria, foi encarcerado pelas autoridades comunistas em dezembro de 1948 e condenado à prisão perpétua no ano seguinte.

Ele foi falsamente acusado de conspirar contra o governo socialista. Passou oito anos no cárcere e em prisão domiciliar até ser libertado durante a revolta popular de 1956.

Então se refugiou na delegação comercial dos EUA em Budapeste, até 1973, ano em que Paulo VI impôs sua saída e sua renúncia à arquidiocese.

Naqueles anos de prisão teria acontecido a bilocação, que levou o Padre Pio até a cela do cardeal.

Eis como Battisti descreveu a miraculosa cena:

“O capuchinho estigmatizado, enquanto se encontrava em San Giovanni Rotondo, foi até ele para levar-lhe o pão e o vinho destinados a se tornarem o corpo e o sangue de Cristo, isto é, a realidade do oitavo dia [Domingo de Páscoa].

“Nesse caso, a bilocação adquire ainda mais o significado da antecipação do oitavo dia, ou seja, da Ressurreição, quando o corpo é liberado dos limites do espaço e do tempo.

“Simbólico é também o número de registro do detento impresso em seu pijama de presidiário: 1956 é o ano da libertação do Cardeal.

“Como é sabido – conta Battisti –, o cardeal Mindszenty foi preso, colocado na cadeia e vigiado o tempo todo. Com o passar do tempo, crescia fortemente o seu desejo de poder celebrar a Santa Missa.

“Uma manhã, apresentou-se diante dele o Padre Pio, com tudo que ele precisava. O Cardeal celebra sua Missa e Padre Pio lhe serve [como acólito]; depois se falaram e, no final, Padre Pio desaparece com tudo que havia levado.

“Um padre vindo de Budapeste me falou confidencialmente sobre o fato, perguntando se eu poderia obter uma confirmação do Padre Pio. E eu disse a ele que se eu tivesse perguntado uma coisa dessas, Padre Pio teria me expulsado aos xingos”.

Santo Padre Pio de Pietrelcina, capuchino.
Santo Padre Pio de Pietrelcina, capuchino.
Mas, numa noite de março em 1965, no final de uma conversa, Battisti perguntou ao frade estigmatizado:

“Padre, o Cardeal Mindszenty reconheceu Padre Pio?”

— Depois de uma primeira reação de irritação, o santo de Gargano respondeu:

— “Que diabos, nós nos encontramos e conversamos, e você acha que não teria me reconhecido?”

Confirmando assim a bilocação ao cárcere, que teria acontecido alguns anos antes.

“Então — acrescenta Battisti — ele tornou-se triste e acrescentou: ‘O diabo é feio, mas o haviam deixado mais feio que o diabo’”, se referindo aos maus tratos que sofria.

O que demonstra que o Padre o havia socorrido desde o início de sua prisão, porque não se pode conceber, humanamente falando, como o Cardeal foi capaz de resistir a todo o sofrimento a que foi submetido e que ele descreve em suas memórias.

O Padre Pio então concluiu: “Lembre-se de orar por esse grande confessor da fé, que tanto sofreu pela Igreja”.


terça-feira, 19 de maio de 2020

Na mesa se decide o fracasso ou o triunfo familiar e social

Comer em família é indispensável sem invasão digital
Comer em família é indispensável sem invasão digital
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Num lar típico de advogados bem sucedidos em Buenos Aires os pais e os filhos não tomavam as refeições reunidos. Reinavam smartphones, tablets, laptops ou TV de plasma.

Os pretextos ou alegados eram muitos: horários de trabalho ou escola, atividades diversas intensas, etc. Até que a família pensou voltar a partilhar as refeições.

Não foi fácil pois os filhos nem sabiam dialogar e cada um comia o que pediu ao delivery, explicou “La Nación”.

Então experimentaram ao vivo o que ouviram de muitos psicólogos especialistas em vida social: quando a mesa familiar não é partilhada como é natural, o desenvolvimento social crianças e adultos sofre um impacto negativo.

Comer com as telas ligadas destrói a coesão da família
Comer com as telas ligadas destrói a coesão da família
O aspecto positivo da mesa não se limita à qualidade dos alimentos, mas ao mais importante que é a construção de vínculos, de modos de relacionar, de conversas onde aparece o espírito familiar o mais apreciado, saboroso e satisfatório relacionamento humano.

É o que explica Denise Beckford, psicóloga especializada em crianças e adolescentes numa perspectiva social e familiar.

O convívio na mesa é tão insubstituível que numa situação normal não há nada que o possa suspender: nem chuva, nem eventos especiais.

É o momento em que cada um partilha o que experimentou, manifesta o que leva na alma e o conversa com os demais membros da família gerando uma unidade que vai até o mais fundo da alma.

Numa casa de família (os nomes não são mencionados para respeitar a privacidade) em que as refeições familiares são hábito adquirido os filhos exibem uma educação aprofundada.

No relacionamento na mesa se decide o futuro da família e do sucesso social.
No relacionamento na mesa se decide o futuro da família e do sucesso social.
“É o momento da comunicação, de falar de emoções e projetos, ensinar bons modais”, destaca a mãe que é advogada e precisamente diretora de um centro de assessoramento de imagem.

Que imagem passará um advogado, profissional ou juiz que na hora de um almoço de trabalho não sabe pegar no garfo?

O pai, especialista em direito impositivo, explica o valor de seus filhos verem uma mesa bem arrumada, bem servida, onde além de todos os elementos básicos (toalhas, guardanapos, conjuntos de pratos, copos e talheres), acrescentam flores naturais ou outro ornamento.

Quem se acostumou a uma mesa caótica não apresentará orçamentos ou relatórios ordenados.

Quando a gente se olha e conversa aprende a ser chamado pelo nome, escutado, reconhecido por outro, desenvolve a imagem de si próprio e ganha estrutura psicológica para assumir desafios e se desenvolver na sociedade”, explica Leticia Arlenghi, especializada em terapia Gestalt nos EUA, Argentina e Chile.

O contato das almas não pode ser alterado pelo equipamento digital tocando a toda hora
O contato das almas não pode ser alterado pelo equipamento digital tocando a toda hora
As situações de violência que estamos vendo resultam de uma comunicação verbal paupérrima, falida, que começou na mesa, o momento neurálgico do intercambio familiar. Os adolescentes não sabem se expressar com palavras, então apelam aos golpes”, opina Eva Lúcia Branda, cerimonialista do Centro Delfina Mitre Espacio Cultural.

Ela se senta com toda a família numa mesa em que celulares e TV desligada são condições inegociáveis para uma vida familiar bem sucedida.

Em 2011, após 17 anos de estúdio, o Centro Nacional sobre Adições e Abuso de Drogas da Universidade de Columbia, EUA, concluiu que se pode evitar o risco da narco-dependência aumentando o número de vezes em que a família come unida.

O trabalho se titula “A importância das refeições familiares” e constata que os adolescentes que partilham menos de três refeições familiares por semana são duas vezes mais propensos ao álcool; duas vezes e meia à maconha e quatro vezes mais ao tabaco e/ou alguma droga pesada no futuro.

Isso em comparação com os jovens que almoçam ou jantam com os pais em pelo menos cinco ou sete ocasiões por semana.

Smartphones na mesa bloqueiam a sociabilidade.
Smartphones na mesa bloqueiam a sociabilidade.
Comer em família fortalece as relações entre pais e filhos afastando esses riscos de adições.

A Pediatric Academic Society Meeting, congresso internacional anual de sociedades pediátricas mundiais concluiu que as crianças que partilham a mesa com os pais são melhor sucedidas na carreira acadêmica além de exibirem bom equilíbrio emocional e serem menos propensos ao bullying.

A mesa é um ponto crucial nos negócios. “Se você não sabe se comportar, pegar os talheres, etc., a negociação perde seriedade”, explica a consultora em Protocolo Internacional e Imagem, Karina Vilella.

Paradoxalmente, no instituto dela, a maioria dos alunos são profissionais de entre 30 e 40 anos que procuram dar um salto qualitativo e querem aprender as boas regras na mesa”.

Vilella completa: “como é que a gente percebe que alguém é um bom pai? É quando o filho lhe pergunta enquanto comem ‘como te foi hoje?”.

Na mesa da família errada, todos estão submersos no celular e são insensíveis ao que aconteceu com o outro, conclui a diretora do Centro de Diplomacia Karina Vilella.


terça-feira, 12 de maio de 2020

Silencia-se a voz de Nossa Senhora em Fátima
Só fala o pai da mentira e a Terra treme

Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse
que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto a humanidade padece as mortes, os sofrimentos e as incertezas decorrentes da epidemia do coronavírus, no “anel de fogo do Pacífico”, o vulcão Anak Krakatoa entrou mais uma vez em aterradora explosão, observou o jornal argentino “La Voz” de Córdoba.

A voz de Fátima chegará a nós: ainda que o inferno se oponha

Construíram uma paz sem Cristo, uma paz contra Cristo.

O mundo se afundou ainda mais no pecado, a despeito da mensagem de Nossa Senhora.

Em Fátima, os milagres se multiplicavam às dezenas, às centenas, aos milhares.

E tudo isto não obstante, ninguém dava ouvidos a Fátima.

Passaram-se mais de vinte anos.

Um belo dia, sinais estranhos se viram no céu... era uma aurora boreal, noticiada por todas as agências telegráficas da terra.

Dentro em breve a guerra viria.

A guerra veio dentro em breve.

“Se hoje ouvirdes Sua voz, não endureçais vossos corações”, diz a Escritura.

No dia de sua festa, mais uma vez a voz de Fátima devia chegar a nós.

E foi silenciada pelos que deviam faze-la ecoar no mundo.

Na sua festa reprimida, escreveu em manchete o jornal português “Observador”:

“Fátima foi ‘deserto escuro’ num santuário vazio, em noite de velas sem luz”

Poderia se tentar um abafamento pior da voz de Fátima?

Em 2018 esse vulcão explodiu, gerando um tsunami que matou mais de 400 pessoas. O Anak Krakatoa está emergindo pela pressão de uma imensa caldeira de lava acumulada sob o nível do mar.

Ela se mantém desde a histórica explosão do Krakatoa “pai”, enquanto o Anak Krakatoa funciona como válvula de escape (Anak na língua local significa “filho”).

Krakatoa designa uma explosão histórica simultânea de três vulcões que em 1883 fizeram desaparecer uma ilha inteira, matando mais de 36.000 pessoas.

O ruído foi ouvido a três mil quilômetros de distância, as colunas de cinzas subiram perto de 30 quilômetros, escurecendo o sol e abaixando a temperatura mundial.

Foi percebido até na Noruega e na Suécia. Ecos dos tsunamis gerados foram constatados até no Canal da Mancha.

Desta vez, o “filhote” cuspiu uma coluna de fogo e cinzas de 800 metros de altura, pulverizando mais de 200 metros de sua ponta e ficando reduzido a pouco mais de 100 metros de sua base, mas não fez vítimas.

Simultaneamente, treze outros vulcões do “anel de fogo do Pacífico” mostraram intensa atividade.

No mesmo dia, o Popocatépetl, um dos maiores vulcões ativos no México e nas Américas, registrou poderosa explosão, lançando pedras incandescentes, colunas de cinzas e gases de até um quilômetro de altura.
Ele deu prosseguimento a uma intensa atividade que preocupa os especialistas que acompanham sem cessar o gigante em convulsão, informou a imprensa mexicana.

O Popocatépetl acabava de liberar 100 colunas de fumaça e produzir outra grande explosão. A população foi instruída a se afastar da cratera.

Análogas convulsões foram registradas em outro gigante, o Volcán de Fuego, da Guatemala, além de renovada atividade de vulcões do Equador, que fazem parte do referido “anel de fogo do Pacífico” mas não causaram vítimas.

Denominado sensacionalisticamente 'Deus do caos', asteroide passará só em 2029 como de rotina
e não vem em direção à Terra
A coincidência da pandemia com estas explosões vulcânicas, e a multiplicação das ameaças recíprocas de usar armas atômicas entre Putin e Trump parece ser mera coincidência.

Mas os desastres naturais explicáveis pela ciência se multiplicaram assustadoramente nos últimos dias.

A NASA anunciou a passagem perto da Terra – próxima para as distâncias siderais – de um asteroide que a autorizada agência espacial americana denominou com um nome próprio a criar inquietação: “Deus do caos”, pelo deus egípcio Apophis representado como um ofídio gigante pai de hordas de demônios.

Esse nome é do gosto sensacionalista de muito jornalismo tido como sério e de grande difusão, mas a própria NASA explica que o objeto já passou outras vezes e não há mal algum a se recear.

Acresce que passará a 31.000 quilômetros da Terra no dia 13 de abril de 2029! Dentro de uma década! Os cientistas cumprem seu dever estudando o asteroide. Cfr. NASA Jet Propulsion Laboratory.

Praga de gafanhotos na África Oriental
Praga de gafanhotos na África Oriental é fato recorrente
Mas a mídia enviesada faz achar que é iminente e até fez vídeos de uma eventual pavorosa colisão com a Terra! como a Russia Today que anunciou a chegada do Armagedon, despencando obviamente sobre os EUA!

Outro fato apresentado de modo assustador:

“A África Oriental está passando por uma crise que se assemelha àquela descrita no Livro de Êxodo: uma praga de gafanhotos está se espalhando por toda a região”, foram os termos escolhidos pelo National Geographic para iniciar uma reportagem sobre essa praga recorrente na África e que foi a oitava das dez pragas enviadas por Moisés para convencer ao farão do Egito.  (Êxodo, 10, 12-15)

Nos EUA foram capturados exemplares de uma vespa asiática gigante (Vespa mandarinia), em concreto quatro em Washington, além de dois na província de Columbia Britânica (Canadá) no ano passado. Uma curiosidade quase insignificante.

Vespa asiática gigante (Vespa mandarinia):
só foram vistas 4 nos EUA, mas jornais espalham terror
Grandes jornais como “La Vanguardia” acentuaram a notícia pondo-a num mesmo patamar do coronavírus. . O site Infobae foi procurar mais informações no vizinho México e achou que ninguém nunca viu alguma, mas na manchete a apresentava como “a nova ameaça aos EUA”.

O jornal mexicano “El Universal”, que tampouco viu nenhum desses insetos, punha na manchete “Assim são as ‘vespas assassinas’ que causam alarme nos EUA”.

Não é estranho que à vista dessa desinformação sensacionalista vinda de órgãos de imprensa que se dizem avessos às fake news, alguns leitores tenham achado que a situação universal evoca a abertura dos selos do Apocalipse.

Os exageros precipitam a mais exageros, por vezes involuntários.

Praça de São Pedro deserta
Praça de São Pedro deserta fez lembrar as palavras de Cristo
sobre o sinal da "abominação da desolação no lugar santo"
(Mateus 24, 15)
Se é para indagar sobre simbolismo apocalíptico basta considerar a Praça de São Pedro desolada e as igrejas fechadas pelo Papa, pelas conferencias episcopais, bispos, párocos de todas as tendências teológicas e litúrgicas, os santuários como os de Lourdes e de Fátima, tendo cessado – pelo menos temporariamente – o culto a Deus.

E especialmente a Nossa Senhora, a Medianeira única e onipotente, capaz de nos obter Clemencia e Misericórdia quando as tempestades de pecado e de castigo se adensam cada vez mais sobre a humanidade que renegou a Cristo e afundou numa ilogicidade que diríamos satânica.


terça-feira, 28 de abril de 2020

Tela digital traz riscos para bebês

O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo.

As telas digitais quando melhoram as qualidades o fazem isoladamente, aumentando o risco de fragmentar o aprendizado explicou o psiquiatra infantil Christian Plebst, Coordenador para América Latina da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda, em artigo para “La Nación”.

Por isso, a reputadíssima American Pediatric Society dos EUA afirma que antes dos 18 meses de idade, nenhum menino deve estar na frente de uma tela digital.

O risco da exposição precoce à imagem digital é interferir no desenvolvimento da mente, do cérebro e do corpo inteiro.

Hoje, distúrbios graves de linguagem, aprendizado, atenção e conexão são detectados em crianças e adolescentes que são superexpostos a telas virtuais, diz o Dr. Plebst.

O bom é que limitando as imagens digitais às crianças, elas “se reconectam” consigo mesmas e com os outros.

A tecnologia nos jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais como a empatia, a capacidade de fazer amigos, se relacionar social e profissionalmente
A tecnologia nos jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais
como a empatia, a capacidade de fazer amigos, se relacionar social e profissionalmente
O maior perigo das imagens cibernéticas está em entregar-lhes a criança muito cedo, sem limites ou excessivamente.

Nenhuma criança precisa delas antes dos três anos de idade, insiste o especialista, apoiado na autoridade da American Pediatric Society.

A tecnologia em idades muito jovens põe em risco o aprendizado de habilidades sensíveis e fundamentais, como a empatia, a habilidade que nos permite nos colocar no lugar do outro e ajustar nossos pensamentos, atitudes e ações desenvolvendo nossa capacidade de fazer amigos, nos relacionar social e profissionalmente.

Muitas vezes em locais públicos vemos jovens mudos, absortos pelo smartphone ou equivalente, incapazes de manter o convívio com outros jovens que estão a seu lado também como mortos aos próximos.

Mal sinal que fala da impotência para se relacionar. E mal pressagio para a vida profissional, afetiva ou familiar.

Através do jogo com outra pessoa, diz o psiquiatra infantil, nós nos socializamos e estabelecemos os fundamentos da inteligência emocional.

O bebê aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais, intenções e fatos de modo natural não virtual
O bebê aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais,
intenções e fatos de modo natural não virtual
Inteligência emocional, o que é isso? Desde o nascimento, o bebê vai conhecendo o mundo embora não consiga se expressar, ele aprende a diferenciar, a relacionar as vozes, gestos, atitudes corporais, intenções e fatos.

Por essa via pega a essência do espírito dos pais e da família, da natureza e do mundo. Em certo sentido nessa hora se modela tudo o que ele vai ser no futuro.

Através de múltiplos canais sensoriais, o adulto e o bebê se conectam de um modo muito profundo, embora menos perceptível.

Da mesma maneira que um Bluetooth, concede o Dr. Plebst para os mais entrosados na tecnologia mas já com dificuldades para entender as sutilezas da realidade.

Mas, é dessa forma que um mar de informações sensoriais, emocionais e cognitivas flui entre mãe, pai e filhos.

Essas informações nos modificam o tempo todo na vida inteira sendo vitais para o desenvolvimento das qualidades humanas mais sutis.

As qualidades assim adquiridas são essenciais para gerar e desenvolver estados crescentes de amor, empatia, compaixão, alegria e paz, e também para entender e aprender a domar nossa raiva, tristeza, inveja e egoísmo.

A exposição excessiva à tecnologia prejudica pilares do senso comum e da inteligência emocional
A exposição excessiva à tecnologia prejudica pilares do senso comum e da inteligência emocional
A exposição precoce e excessiva à tecnologia prejudica os sistemas visual e auditivo, limitando a maturação da atenção, da vontade, da criatividade, da imaginação e do jogo simbólico, pilares do senso comum e da inteligência emocional.

Os monitores estão gerando um mar de crianças e jovens com dificuldades em manter a atenção, a menos que seja algo muito novo e excitante, como nos videojogos mais violentos. Isso é deformante e danoso.

O mundo puramente virtual está em choque de fundo com a família, a vizinhança, a natureza, a amizade, o esporte, os grupos em que o jovem deve se inserir na sociedade.

Os ótimos antídotos para esses perigos começam com o relacionamento com outras crianças. Vemos que os pequenos pedem insistentemente um pouco mais de tempo de jogos, até com os pais e outros adultos porque sentem essa necessidade.

O Dr. Christian Plebst, da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda
O Dr. Christian Plebst, da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda
O Dr. Plebst mostra que interagir com os pequenos não é algo supérfluo e pesado. É uma oportunidade imperdível de estar presente e vivo enriquecendo a infância das crianças.

O trabalho muitas vezes impede que possamos exercer esse relacionamento profundamente enriquecedor. Então é preciso garantir que as pessoas responsáveis, idealmente da família ou educadores, conheçam os riscos das telas digitais, porque são muito altas.

Os adultos devemos procurar mais intervalos para nos conectarmos com as crianças.

O mundo precisa mais desse relacionamento fornecedor da verdadeira diversão, alegria e equilíbrio emocional.

E ninguém é melhor para isso do que os pais para os filhos. Muito melhor do que qualquer tela de LCD, conclui o especialista.


terça-feira, 14 de abril de 2020

Comunismo iça suas bandeiras em países católicos

Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A ideologia comunista avança na Europa de mãos dadas com o progressismo ousado do pontificado do Papa Francisco nos países que se destacavam por sua catolicidade, apontou o site “Corrispondenza Romana”.

A mais assustadora bandeira vermelha foi desfraldada na Espanha através do governo constituído pela aliança entre o velho PSOE e o novo e extremista PODEMOS, financiado em seu início por Hugo Chávez.

Eles criaram um pacto voltado diretamente contra a Igreja: violaram os acordos vigentes com a Santa Sé; baniram o ensino da religião nas escolas, impuseram uma perversa educação “afetivo-sexual”, mero cavalo de Tróia do espírito contraceptivo, abortista e aberto aos LGBT; negaram aos progenitores o direito de escolher para seus filhos a escola e a educação religiosa.

O surto de coronavírus está servindo de pretexto para instalarem um ditatorialismo social e econômico.

domingo, 22 de março de 2020

São Sebastião: o grande vencedor das epidemias

São Sebastião, vencedor das epidemias. Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
São Sebastião, vencedor das epidemias.
Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






São Sebastião, o famoso mártir nasceu em Narbonne (atualmente na França) no ano 256 da era cristã, foi educado em Milão, norte da Itália, de onde era sua mãe.

Seu pai era militar e ele ingressou como soldado no exército do Império de Diocleciano e logo tornou-se primeiro capitão da guarda.

Nesta época, a Igreja e os cristãos sofriam duras perseguições por parte do imperador, que queria aniquilar o cristianismo.

Porém, Sebastião confortava os cristãos presos e os exortava ao heroísmo servindo-se do prestígio de sua condição de oficial.

Acabou sendo denunciado e conduzido à presença do imperador.

Sebastião venceu todo medo e com grande sabedoria e inspirado pelo Espírito Santo increpou o imperador.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Festa de São José, rei a três títulos sublimes,
Padroeiro da Igreja

São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







São José era, ao mesmo tempo, trabalhador manual, carpinteiro e como tal pertencente à camada mais modesta da sociedade.

Mas de outro lado, ele era descendente do rei Davi, e de toda uma linhagem de reis de Israel.

A Casa de Davi decaiu e, com o tempo, perdeu o trono, afastou-se do poder. Sua família continuou a morar em Israel, em Judá, mas cada vez menos influente, menos poderosa e menos rica.

Quando afinal nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo a Casa de Davi estava no auge de sua decadência.

Então, São José Operário pode ser e deve ser cultuado enquanto operário.

Mas pode e deve também ser cultuado enquanto príncipe da Casa de Davi.