terça-feira, 3 de dezembro de 2019

A Imaculada Conceição glorificada à revelia
até por ... um diabo!

Imaculada Conceição,São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição,
São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs


A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos.

Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão.

Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja.

Por isso, nesta magna festa, reproduzimos o fato seguinte acontecido no século XIX.

No dia 8 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo.

E no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem se manifestou em Lourdes a Santa Bernadete.

Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje!

Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demônio que possuía um rapaz a cantar o louvor dessa santa verdade.

E o demônio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.

O demônio é “espírito de mentira”, mas o exorcismo pode obrigá-lo a dizer a verdade, inclusive sobre matérias de Fé, como a divindade de Jesus Cristo, as virtudes da Imaculada Virgem, a existência do Paraíso, do inferno, etc.

Foi o que aconteceu com o demônio que tinha entrado num jovem analfabeto de apenas doze anos, residente em Adriano di Puglia, Itália, hoje Ariano Irpino, na província e diocese de Avellino.

Os exorcistas foram dois religiosos dominicanos, o Pe. Gassiti e o Pe. Pignataro, que estavam na cidade pregando uma missão.

Eles haviam recebido o “placet”, ou autorização do bispo, para fazer o exorcismo.

E obrigaram então aquele demônio a responder a muitas perguntas, entre as quais, uma sobre a Imaculada Conceição.

Apesar de o diabo dar sinais de máxima contrariedade, os exorcistas lhe impuseram que falasse sobre o especialíssimo privilégio concedido por Deus a Maria Santíssima.

O demônio então confessou que a Virgem de Nazareth jamais esteve sob seu poder, nem mesmo por um só instante. Pelo contrário, confessou que desde o primeiro instante de sua vida Ela sempre esteve “cheia de graça” e foi toda de Deus.

E o diabo pôs em verso a glória da Imaculada que o esmaga eternamente.
Santa Maria de los Reyes, Laguardia, Espanha
Os dois exorcistas obrigaram o espírito das trevas a testemunhar a Imaculada Conceição sob a forma de versos poéticos.

E o demônio, que se perdeu por culpa própria e conhecendo perfeitamente as coisas, compôs na língua italiana um soneto impecável, perfeito como construção poética e como teologia.

Como a tradução para o português prejudica a rima, nós o reproduzimos em italiano no final do post:
Eu sou Mãe verdadeira de um Deus que é Filho
e sou filha dEle, embora seja sua Mãe;
Ele nasceu ab aeterno e é meu Filho,
Eu nasci no tempo e, entretanto, sou sua Mãe.

Ele é meu criador, porém é meu Filho,
Eu sou sua criatura, porém sou sua Mãe;
Foi um prodígio divino Ele ser meu Filho
Um Deus eterno me ter por Mãe.

A vida é comum entre a Mãe e o Filho
Porque o Filho recebe o ser da Mãe,
E a Mãe recebeu o ser do Filho.

Ora, se o Filho recebeu o ser da Mãe,
Ou se diz que o Filho nasceu com mancha,
Ou foi a Mãe que foi concebida sem mancha.

Imaculada Conceição em Lourdes, França
Imaculada Conceição em Lourdes, França
Se não formos piores que esse demônio do inferno, ajoelhemo-nos diante da Imaculada Virgem e veneremo-la pelos séculos dos séculos, dizendo:

“Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Em italiano:
Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.

L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.

Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre

Fonte: “Chiesa viva”, Maio 2012


terça-feira, 26 de novembro de 2019

Ao comermos sem convívio diante de uma tela digital voltamos à pré-história

A reunião em volta “da mesa comum, que uniu os seres humanos durante 150.000 anos, pode desaparecer”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A reunião em volta “da lareira, da panela e da mesa comum, que uniu os seres humanos durante pelo menos 150.000 anos, poderia desaparecer”, segundo o historiador inglês Felipe Fernández Armesto.

O paradoxo é que esse retrocesso é obra da tecnologia.

O professor Felipe é autor do ensaio Comida, culinária e civilização (ed. Tusquets), sobre a história da refeição, no qual demonstra que “se comermos sem contato de alma em frente das telas digitais, voltaremos três milhões de anos atrás”.

Professor convidado de universidades e institutos de pesquisa, Fernández Armesto é autor de um grande número de obras ligadas à história com uma perspectiva sociológica e cultural.

“Se deixarmos a mesa familiar, se comermos na frente das telas ou caminhando isolados pelas ruas, voltaremos a um estágio na história próprio dos hominídeos pré-civilização.

“A um sistema de vida semelhante ao de dois ou três milhões de anos atrás, dos hominídeos catadores que comiam desesperadamente, sem pensar nas possibilidades de usar a mesa para criar sociedade, promover afeto e planejar um futuro melhor”, disse, em entrevista a “La Nación”.

Família feliz pelo contato com o smartphone, mas cessou o relacionamento de alma
Família feliz pelo contato com o smartphone,
mas cessou o relacionamento de alma
Fernández Armesto observa que “não pode haver convívio sem refeição partilhada, da mesma maneira como é “impossível imaginar uma economia sem dinheiro” ou sem intercâmbio.

Portanto, é “legítimo considerar a refeição como o momento mais importante do mundo: é o que mais ocupa a maioria das pessoas na maioria das vezes”, deduz ele.

Segundo o pesquisador, as causas que contribuem para o desaparecimento gradual do hábito de se sentar juntos para comer e conviver são “mudanças sociais paradigmáticas” que causam danos que “estão ocorrendo”.

Quais?

O “desligamento familiar, golpes intergeracionais, anomia, rejeição de tradição, abandono do senso de pertencer à mesma família humana, no bom sentido da palavra, a predominância de um individualismo existencialista alheio à necessidade humana de manter relações vivas com outros seres humanos de carne de osso”.

Jesus escolheu refeições para o início de sua pregação até a Ultima Ceia.
Bodas de Canaã, Gérard David (1460 — 1523), Louvre
O autor se posiciona num ponto de vista sociológico e ético.

Porém, se analisarmos os ensinamentos do catolicismo, encontraremos altos momentos religiosos em que Deus escolheu refeições para marcar momentos augustos da Revelação.


Cristo começou a vida pública participando de um grande banquete: o das bodas de Canaã.

Ali fez seu primeiro milagre para um grande número de pessoas: transformou a água das ânforas num precioso vinho.

Quando chegou a noite junto ao Lago de Galileia e Jesus percebeu que as multidões estavam sem comer.

Ele sentiu que passavam fome como um rebanho sem pastor, multiplicou poucos pães e peixes e mandou os Apóstolos distribuí-los com tanta abundância que sobraram cestos cheios.

Simbolizou que a Igreja deveria alimentar os povos com a palavra do Evangelho e que os Apóstolos voltariam com tantas conversões que encheriam cestas.

Quando os judeus saíram da escravidão do Egito, a primeira instrução de Moisés foi que jantassem bem. É a origem da ceia pascal que reeditamos até hoje no Domingo de Páscoa.

E foi precisamente durante uma ceia pascoal que Jesus instituiu a Missa e a Eucaristia, cujos significados místicos são frequentemente associados à alimentação em torno de uma mesa, obviamente sagrada: o altar.

O fim do hábito de se sentar juntos para comer está causam danos mentais e sociais
O fim do hábito de se sentar e se relacionar para comer causa danos mentais e sociais
Outra prefigura eucarística é o maná que alimentou os judeus no deserto.

Após a Ressurreição, Jesus se tornou patente aos apóstolos na hora de partir o pão na mesa em Emaús. E assim poderíamos prosseguir de modo intérmino.

Basta mencionar que as grandes festas litúrgicas ou religiosas são acompanhadas com nobres, mas deliciosas refeições em comum, familiares e sociais, como no Natal, na Páscoa, nas festas dos padroeiros, etc.

Porém, o professor que citamos observa que sob o pretexto de progresso e modernidade estamos regredindo ao primitivismo.

Morre o convívio, apaga-se a religião no lar e na sociedade, se estiolam a cultura e o contato entre as almas com a morte dos almoços e jantares em que predomina o contato de alma a alma.

Essa decadência está sendo feita sob o pretexto, continua o ensaísta, de “mudanças tecnológicas que facilitam o abandono social: uma rede eletrônica que não aperta sua mão nem beija seu rosto; formas de entretenimento solitário, sem trocas emocionais com outras pessoas”.

Quantas vezes num bar vemos grupos de rapazes e moças que não trocam uma palavra sequer, cada qual grudado em seu smartphone?

Ou estudantes e até professores universitários que na mesa não falam nada e no máximo cada um exibe uma imagem ou uma mensagem de texto que apareceu em seu dispositivo móvel?

No livro, o Prof. Fernández Armesto trata da história da conversa e do convívio nas refeições como assunto inseparável de outro tipo de relacionamento entre os seres humanos entre si e com a natureza: o nível da culinária que desperta a inteligência.

Ele traça conexões em cada estágio entre a comida do passado e a maneira como é consumida hoje.

Os belos serviços e talheres desaparecem e vai ficando o sanduíche dentro de um envelope num McDonald, ou fast-food equivalente, e um copo de plástico descartável sem muita preocupação se a mesa fica suja ou não, e se o conviva sentado em frente se sentiu atendido ou interpretado.

Por isso, o Dr. Fernández Armesto acha que é possível identificar na história dos povos civilizados oito revoluções na história da refeição.

Essas afetaram outros aspectos da história da humanidade, tornando-a ou mais convivial e amável, ou mais insensível e brutal.


terça-feira, 12 de novembro de 2019

Imagem de Nossa Senhora Aparecida inexplicavelmente ilesa em incêndio

Dono de oficina destruída crê em milagre após imagem de Nossa Senhora resistir a incêndio
Dono de oficina destruída crê em milagre após imagem de Nossa Senhora resistir a incêndio
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi a única peça que resistiu ao incêndio destrutor de uma oficina mecânica na noite de segunda-feira 4 de novembro (2019), em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a 340 km de São Paulo, informou G1 da Globo.

Para Marco Roberto Pellegatti, 58, dono da oficina, o fato de a estatueta sair ilesa das chamas reforça sua fé em um milagre.

Ele lembra que até um extintor de incêndio próximo à imagem acabou derretido com o calor.

Havia também um botijão de gás que, apesar do fogo intenso, não explodiu. “Seria uma tragédia bem maior, a explosão do botijão faria vítimas no quarteirão”, afirma.

Acima: assim estava a Imagem antes do incêndio. Embaixo como ficou o local na oficina
Acima: assim estava a Imagem antes do incêndio.
Embaixo como ficou o local na oficina
“Ela [Nossa Senhora Aparecida] estava ali há três anos, desde quando reformei o prédio. Sempre a deixava por perto, Nossa Senhora já me salvou de muitas coisas.

“Para mim, foi ela que nos iluminou para que ninguém estivesse na oficina na hora do fogo e se ferisse”, disse o comerciante.

“O fogo consumiu quase tudo por mais de duas horas. Intacto ficou apenas o que tinha no escritório.

“Quando eu cheguei para abrir a oficina aos bombeiros, o fogo já tinha queimado praticamente tudo, menos uma das imagens que tenho de Nossa Senhora. Ela resistiu para mostrar que eu posso recomeçar tudo outra vez”, transmitiu UOL Notícias.

Apesar dos prejuízos, o dono da oficina estava feliz por poder ter levado a imagem de Nossa Senhora para sua casa, praticamente intacta.

“O incidente não vai abalar minha fé em Nossa Senhora Aparecida, confio totalmente nela. Ninguém se feriu, os danos foram só materiais. Pelo menos ela continua comigo”, diz Pellegatti, devoto da santa e que todo ano viaja a Aparecida do Norte.

Completamente feita de gesso, a imagem foi comprada no Santuário Nacional de Aparecida, acrescentou a SBT.

A imagem foi resgatada pelo sargento da Polícia Militar Luiz Roberto da Silva, que comandou a equipe de PMs durante o combate às chamas.

O sargento Luiz Roberto admite que se emocionou ao resgatar a imagem. Segundo ele, ao perceber que ela resistiu ao calor e à explosão, só pensou em devolvê-la ao dono da oficina.

O sargento conta que encontrou a imagem no altar na parede da oficina:

Quando os bombeiros chegaram o fogo já tinha derretido tudo
Quando os bombeiros chegaram o fogo já tinha derretido tudo
“A gente que tem fé se emociona também, contou o PM. Geralmente num incêndio dessas proporções, derrete tudo, mas a santa estava forte, em pé, mostrando como devemos ficar na hora das adversidades da vida”, acrescentou à UOL.

Na oficina o fogo destruiu dois carros, uma moto, equipamento de mecânica e quatro empilhadeiras.

Os bombeiros não conseguiram fazer nada e não sabem de onde partiu o fogo.

O incêndio também provocou uma explosão na oficina. Imagens cedidas à TV TEM mostram o momento em que uma luz forte atinge o local e pessoas saem correndo, fugindo das chamas.

Além da oficina, as chamas também se espalharam para uma empresa de locação de máquinas que fica ao lado do estabelecimento.

O prejuízo está próximo de R$ 1 milhão.

O mundo poderá pegar fogo. Mas, perto de Nossa Senhora
como filhos temos proteção garantida
“Tinha diversos equipamentos que foram consumidos pelas chamas, uma caminhonete S-10 queimou inteira, o prédio em si sofreu um abalo muito forte. Os extintores derreteram com a intensidade do fogo.

“No escritório não queimou nada, o computador, os papéis, a outra imagem de Nossa Senhora que tenho, nem parece que teve fogo no prédio”, narra o proprietário, citado por S2Notícias.

Pellegatti estava inconformado em ver o resultado do trabalho de uma vida inteira ter virado cinzas, quando o policial comovido retirou dos escombros a imagem praticamente intacta e a entregou.

O mundo poderá pegar fogo.

Mas, perto de Nossa Senhora como filhos

temos proteção garantida.
“Inteira, apenas chamuscada, não sei se foi uma mensagem dela, mas sei que foi uma intercessão, mais um milagre dela em minha vida”, afirmou.

Apesar da tristeza, Pellegatti vai recomeçar. “Já estou aqui, limpando tudo, com a ajuda de amigos, voltamos ao começo, mas vamos resistir, minha fé me diz para não parar”, afirma.

O mecânico relata: “trabalho desde os 17 anos, sempre com a proteção Nossa Senhora, intercedendo por mim e me guiando nos caminhos da vida, vai continuar sendo assim, perdi quase tudo, mas tenho a vida, a saúde e minha fé”.


Veja mais casos em: Imagens intocadas em catástrofes


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Catedrais protestantes viram templos de lúdico ateísmo

Torre tobogã na catedral anglicana de Norwich.
Torre tobogã na catedral anglicana de Norwich.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Catedrais medievais inglesas outrora católicas, confiscadas após o cisma protestante de Henrique VIII, viraram centro de lazer dotados até de tobogã, minigolfe, paisagens lunares ou um modelo realista da Terra pendurado do teto, segundo descreveu o jornal “The New York Times”.

As profanações estão na continuidade lógica da revolução protestante que fez da religião uma fonte de satisfações subjetivas.

As mudanças evocam a transformação das igrejas em centros de diversão ateus na ex-URSS. Já no seu início, a explosão de orgulho e sensualidade luterana deu no igualitarismo das seitas protestantes mais radicais que levou aos primeiros ensaios de comunismo, como no caso dos anabaptistas de Münster.

Na catedral de Norwich, Inglaterra, um tobogã serpenteia como num parque de diversões, debochando das sacrais colunas góticas da nobre catedral de pedra. O ‘cônego’ anglicano da catedral, Andy Bryant, defende a folia como fonte de uma “nova perspectiva sobre a religião”.

O ‘cônego’ anglicano Bryant não é um religioso consagrado. Como todos os eclesiásticos anglicanos, trata-se de um funcionário público concursado, pago pelo governo.

Porém, partilha as ideias dos clérigos católicos progressistas ansiosos de prazenteiras ‘experiências comunitárias’. E não sente temor em dizer que a dessacralização e o aviltamento das grandes catedrais é “uma tentativa premeditada”.

Pastor anglicano diz pregar desde o tobogã da catedral de Norwich
Pastor anglicano diz pregar desde o tobogã da catedral de Norwich
Ele explicou para o jornal nova-iorquino que o objetivo ateizante é conseguir que “o tobogã torne o ambiente insolente e buliçoso”.

Ele pretexta que o pessoal, subindo, vai prestar mais atenção na catedral. De fato, a torre-tobogã parece mais feita para os absurdos pagãos do Halloween.

A assistência às igrejas anglicanas descamba, e o ambiente de parque de diversões é um extremo de achincalhe de uma religião que afugenta os que a frequentavam antes.

O pretexto, que é “apresentar uma imagem mais inclusiva e menos rígida”, acaba tendo um efeito centrífugo e antirreligioso, como o produzido pela ‘arte’ moderna nas igrejas católicas.

Bryant não se esquece de cobrar duas libras (por volta de 12 reais) pelo aceso ao tobogã, acentuando a nota interesseira e irreligiosa do entretenimento.

As missas – aliás, inválidas e escassas – são “normais” e destinadas a atrair quem se interesse por elas.

Bryant planeja sermões para deixar os presentes mais à vontade, proferindo-os ridiculamente do alto do tobogã circense.

Reprodução gigante da Lua pendurada do teto da catedral de Peterborough;
supostamente para atrair fiéis, de fato afasta gente séria
Ele diz que recebe elogios nas redes sociais, mas são numerosas as críticas por “trivialidade” e “quebra espiritual”. Muitos objetam que se o que Bryant prega fosse verdade, não precisaria de palhaçadas para atrair crentes (ou clientes).

Segundo o instituto de investigação social NatCen, no período de 2002 até 2018 os anglicanos ficaram reduzidos à metade.

A assistência dominical aos seus cultos perdeu 15% em dez anos. Queda acentuada, mas talvez inferior à registrada entre os católicos no período pós-conciliar.

Adrian Dorber, deão da catedral de Lichfield, caiu no ridículo quando tentou negar pela BBC que fossem “truques baratos de marketing”, como opinam os ingleses mais respeitosos.

Ele defendeu que as atividades lúdicas e circenses levam as pessoas ao transcendental. Obviamente, não é um transcendental sério.

A catedral de Lichfield cobriu as pedras de seu histórico piso com uma chapa que reproduz a superfície da lua.

O deão alega que é para comemorar a alunissagem da Apolo 11, esquecido de que os fiéis não vão a uma catedral gótica para ver isso, mas à procura de Deus.

Minigolf na nave da catedral de Rochester, a transforma em local de divertimento comunitário como fazia o regime soviético e quer fazer o progressismo católico
Minigolfe na nave da catedral de Rochester, a transforma
em local de divertimento comunitário como fazia o regime soviético
e quer fazer o progressismo católico
A catedral de Peterborough pendurou no teto um modelo da lua e oferece imagens da NASA para dar a sensação da terra vista do espaço, pagando entrada, sem dúvida.

A catedral de Rochester oferece jogar minigolfe na sua nave medieval, com obstáculos para suscitar “pontes espirituais” que ninguém procura num minigolfe.

Os fiéis que quiserem rezar ficam escorraçados ou proibidos de fato de fazê-lo, e com mais pundonor preferem não voltar mais.

Para o ex-pastor Gavin Ashenden, as exibições nas catedrais não passam de uma “burla”.

A degradação dos prédios simbólicos constitui, segundo ele, um caso típico da “saturação de estímulos e distrações da vida quotidiana”.

“O ritmo e os prazeres da vida impossibilitam a reflexão e a oração. A catedral deveria ser um local para nos libertarmos disso”. Nestes casos, funciona como uma iniciação no ateísmo.

Nisso os anglicanos estão precedendo de muito pouco os católicos que profanam suas igrejas com obras de arte e liturgias ‘apalhaçadas’ com o pretexto de atrair fiéis.

Mas, de fato, estão impulsionando o maior movimento coletivo de apostasia da História.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

França: o retorno dos heróis

Santa Joana d'Arc, santuário de Bois Chenu, Lorena, Herois medievais
Santa Joana d'Arco, santuário do Bois Chenu, França
Luis Dufaur
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Uma das mais sublimes manifestações do espírito humano parecia afogada pelo prazer materialista da vida. O heroísmo parecia enterrado para sempre, e no país dos heróis cristãos que é a França! deplorou Louis de Raguenel em “Valeurs Actuelles”.

Em 2005, a maioria das teses dos alunos da Escola Nacional de Administração francesa (ENA), célebre pela sua exigência, “constatavam ou lamentavam a decadência de uma sociedade cada vez mais individualista que torna difícil aparecer grandes homens”.

Alguns escritos achavam resignadamente que essa queda ficou fatal por causa da evolução da sociedade.

E constatavam que se foram os tempos em que os heróis podiam aparecer falando e agindo preto sobre branco.

A morte do oficial de gendarmaria Arnaud Beltrame num lance heroico contra o terrorismo chacoalhou a França adormecida pela mediocridade
A morte do oficial de gendarmaria Arnaud Beltrame num lance heroico
contra o terrorismo chacoalhou a França adormecida pela mediocridade
Porém a morte desafiando o perigo extremo do coronel Arnaud Beltrame, no dia 23 de março de 2018, em Trèbes e a dos comandos da marinha Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, na noite de 9 para 10 de maio de 2019, soaram como bofetadas para a mentalidade moderna amolecida, escreveu Louis de Rague.

Houve pelo menos um punhado que rompeu com o presente timorato e decadente.

Os atentados islâmicos estão se reproduzindo sem cessar em Paris e na França toda pelo menos mais violentamente desde 2015.

E a sociedade moderna e progressista que se acreditava instalada na mediania para sempre se voltou então para a única e última realidade capaz de produzir os heróis que salvam o corpo social da desgraça: a fé religiosa.

E também para a instituição humana que pode lhe fornecer a tábua de salvação: o exército.

Sim: fé e exército unidos inspiram e movem o fabrico dos heróis prontos para partir ao sacrifício supremo por algo que vai além de valores medianos: a pátria, a França, a fé.

Pouco valorizadas durante décadas, com os orçamentos cada vez mais recortados, objeto de incompreensões e escárnios, as forças armadas conseguiram transmitir seus valores de geração em geração de cadetes e soldados, manter elevado seu nível moral e defender com panache sua categoria.

Foi um verdadeiro milagre, diz de Rague.

Até os políticos mudaram a linguagem e passaram a reconhecer o papel capital dos uniformados na defesa material do país e no rearmamento moral dos franceses.

General Henri Pinard Legry: “os franceses tomaram consciência do que é que é o heroísmo em ação”
General Henri Pinard Legry: “os franceses tomaram consciência
do que é que é o heroísmo em ação
O general Henri Pinard Legry, presidente da Associação de apoio ao exército escreveu: “os franceses tomaram consciência do que é que é o heroísmo em ação (...) a coragem e a abnegação […], de geração em geração só foram possíveis porque cada soldado aos 18 anos optou por servir até o sacrifício de sua vida se for necessário”.

Jamais neste século as armas francesas ficaram de tal maneira engajadas no “front” de combate interior e nos mais variados cenários de conflito no exterior. O inimigo invasor já não vem só de fora: ele está dentro, bem armado, organizado e fanatizado por uma religião assassina por natureza.

“Não se fabrica heróis, mas militares para servir o país”, explica o coronel Brulon, do estado maior do exército, “mas alguns acabam sendo-os, sem escolher as circunstâncias”.

O coronel Beltrame quis ser paraquedista para pular nas costas do adversário no Iraque, foi covardemente assassinado e post-mortem ganhou a Cruz ao Valor Militar.

Vendo os terroristas islâmicos na Franca quis se oferecer como refém para poupar simples cidadãos sequestrados e acabou sendo degolado.

Seu exemplo acordou a sociedade comodista. Diante de milhões de telas, a Franca chorou seu filho.

A França sentiu que jamais teve tanta necessidade de heróis.

De gente que escolhe estradas que estão fora da norma.

O soldado da elite da marinha Pierrepont era chefe de um grupo de comando quando caiu em Burquina-Faso combatendo o Estado Islâmico.

Bertoncello se especializou no contraterrorismo e na liberação de reféns.

Um coronel do Estado Maior ressaltou ser necessário apresentá-los à juventude como “dois modelos, duas encarnações da esperança”.

A França jamais teve tanta necessidade de heróis.
A França jamais teve tanta necessidade de heróis.
Um antigo chefe de regimento de forças especiais comentou: “Entre nós, se você cai, há 50 heróis que aparecem”.

O herói não se preocupa em ser herói. Ele quer o sentimento do dever cumprido.

Pertencer a unidades de elite é uma provação até para as famílias. Nelas, fala-se com veneração dos que deram até o último suspiro.

Voltar à vida de família pode parecer sem graça após ter vivido entre os perigos da missão.

Mas, todos escolheram essa vida voltada para os outros à procura do absoluto e da superação de si próprio, glosa o articulista.

Eles procuram em verdade uma vida mais intensamente humana. E esse é o ponto comum de todos os heróis inscrito no brasão dos paraquedistas: “Para além do possível”.

Ou como constata o escritor Sylvain Fort: “para o herói o absoluto passa por cima do relativo”.

Ele desfere um desmentido doloroso aos que só veem em torno de si realidades sem substância.

Porque o herói, militar ou santo, é o modelo exemplare de homem por excelência encravado no mais fundo do imaginário coletivo, conclui a reportagem.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

Maioria de fiéis acredita em anjos e demônios, mas púlpitos silenciam. Por quê?

Anjo tira do pecado e leva a Nossa Senhora
Luis Dufaur
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Para 77% dos adultos americanos, a existência e atividade dos anjos em torno dos homens é uma verdade muito real.

Foi o que revelou uma enquête da Associated Press e da GfK, após ouvir 1.000 pessoas no mês de dezembro.

Anjo, protetor contra o demônio. Simone Martin
Para 88% dos consultados, a fonte dessa convicção é a religião cristã, noticiou há tempos a agência CNSNews.

Mas a crença nos anjos é compartilhada pela maioria dos não cristãos.

Inclusive mais de quatro de cada 10 americanos que jamais assistem a um serviço religioso acreditam na existência dos espíritos, celestes ou infernais.

Análoga sondagem feita em 2006 constatou que 81% acreditavam na existência e ação dos anjos na Terra.

A tendência para crer neles está aumentando.

Diabo: único beneficiado com o silêncio
Em maio de 2011, 92% dos adultos disseram ao Gallup que acreditavam em Deus.

Porém, 34% responderam a análoga sondagem da Associated Press e da Ipsos dizendo que também acreditavam nos fantasmas e nos discos voadores, aliás muitas vezes ligados aos anjos infernais.

Contudo, se a gente fosse calcular a proporção de pregações dos púlpitos católicos sobre tão fundamental questão, o resultado seria provavelmente decepcionante.

Essa omissão pode ter efeitos trágicos no discernimento dos fiéis quanto à influência dos anjos bons e dos demônios.

Nessa confusão só o pai da mentira tira proveito.



segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pe. Amorth e exorcismo: como se defender do diabo

Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Padre Gabriele Amorth e demônio exorcizado,  detalhe da porta de bronze da catedral de Pisa
Luis Dufaur
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APONTAMENTOS COLHIDOS ENQUANTO ASSISTIA AO VÍDEO. NÃO SÃO AO PÉ DA LETRA, MAS TENTAM REGISTRAR OS CONSELHOS ESSENCIAIS.

Pergunta: O que é o diabo?

Pe. Gabriele Amorth: É um puro espírito criado por Deus. Foi submetido a uma prova porque Deus quis que todos os seres inteligentes chegassem à felicidade da visão beatifica com mérito pessoal, nunca pela força.

Os anjos foram submetidos a uma prova de humildade e obediência. Satanás que era o mais esplendoroso deles se rebelou contra Deus e convenceu uma grande quantidade de anjos a se opor.

Foi um ato de orgulho e rebelião feito com uma inteligência e com uma consciência de tal maneira perfeita que dele não se volta atrás.

Pergunta: por que?

Pe. Gabriele Amorth: Uma vez perguntei a um demônio se eles são muitos. E respondeu: somos tantos que se fôssemos visíveis obscureceríamos o sol. Portanto a quantidade é enorme. A quantidade dos anjos é sem dúvida maior.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Milagre eucarístico de Alcalá de Henares, um ensinamento para a humanidade pecadora


Luis Dufaur
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Há mais de quatro séculos todo ano a cidade de Alcalá de Henares, perto da capital espanhola Madri, leva em solene procissão pelas ruas a Custodia das Santas Formas desde a paróquia de Santa Maria Mor, onde se conservam 24 hóstias, até a catedral, noticiou “Infocatólica”.

A belíssima Custódia tem uma forma peculiar. Pois foi feita para expor à piedade pública um grande número de hóstias de tamanho normal, como as destinadas à comunhão dos fiéis, e não uma grande hóstia.

Isso se deve ao milagre que comemora esta procissão.

No fim do traslado processional da custódia, o bispo diocesano celebra a Missa e depois preside uma vigília de oração com as Sagradas Formas expostas.

No domingo, após a celebração de vésperas na Catedral, se realiza uma nova procissão solene de retorno à capela das Santas Formas na igreja de Santa Maria Mor.

Ela culmina com a bênção do Santíssimo no pátio do Palácio Arcebispal.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Menos rede social melhora a sociabilidade!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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As prestigiosas universidades de Stanford e Nova York elaboraram um dos mais exaustivos estudos já feitos até o presente sobre os efeitos do uso atual das redes sociais, informou “El Mundo” de Madri.

Uma conclusão inesperada é que abandonar o uso de redes como Facebook melhora a saúde mental, a sociabilidade e o estado de ânimo das pessoas.

O estúdio acompanhou mais de 2.800 pessoas recrutadas a través de anúncios nessa rede social.

A uma metade foi pedido desativar as contas de Facebook durante quatro semanas, enquanto que a outra metade serviu como “grupo de controle”.

Os participantes também se submeteram a diversificados testes a respeito da atualidade e descreveram suas rotinas diárias e seu estado de ânimo durante o experimento.

Os responsáveis do estudo tiveram licença para monitorar as contas dos voluntários para garantir que realmente permaneciam inativos.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Origem, história e signficado da festa de Corpus Christi

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento

Luis Dufaur
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Neste ano a festa de Corpus Christi cai no dia 20 de junho. Nela se comemora a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.



Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para libertar seu túmulo dos pagãos muçulmanos fizeram cruzadas.

A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Lieja, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Blasfêmia sistematizada na catedral de Innsbruck

Cristo desmembrado: seus divinos braços servem de ponteiros de relógio blasfemo na catedral
Cristo desmembrado: seus divinos braços servem de ponteiros de relógio blasfemo na catedral
Luis Dufaur
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Extravagâncias litúrgicas
do 'bispo-artista' Mons.Glettler.
Mons. Hermann Glettler, bispo da histórica diocese de Innsbruck, Áustria, coroou uma longa série de despautérios blasfemos, feitos sob pretexto de ‘arte moderna’, com espantosa profanação de uma imagem de Cristo crucificado, escreveu “Corrispondenza Romana”.

Diante do altar e pendurado do teto instalou um grande Crucificado cabeça para abaixo e que tem os braços arrancados para servirem de ponteiros de um banal, mas grande relógio.

Monstruosas blasfêmias com frequência de significado infernal veem sendo hoje concebidas ou proferidas alegando falsamente um estilo “artístico contemporâneo”.

Pretextam que adotando a 'nova cultura', a Igreja se mostraria atenta aos “sinais dos tempos” e atrairia novos fiéis.

Mas, desta vez foi nada mais e nada menos que no interior da catedral de Santiago de Innsbruck e na histórica e belíssima igreja do Hospital da capital do Tirol do norte.

As ofensas que ficarão expostas durante a Quaresma foram confeccionadas pelo artista austríaco Manfred Erjautz por encomenda direta do bispo diocesano Mons. Hermann Glettler, pavoneado de “bispo-artista” e, encarregado da área “Arte e cultura” da Conferência Episcopal austríaca.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Modernização esvaziou Igreja Católica
de seminaristas, sacerdotes e frades

Convento da Conceição de Siguenza-Guadalajara, Espanha
Luis Dufaur
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No período “pós-conciliar” iniciado no século XX, foi assombroso o número das apostasias sacerdotais, dos mosteiros que esvaziaram seus claustros, dos seminários que fecharam.

A “caridade” é uma palavra que quase não quase não se pronuncia com o significado de outrora. Entraram outras vozes mais modernas tiradas da sociologia – da não marxista na melhor das hipóteses.

Na Espanha, mais recentemente se multiplicaram os esforços marqueteiros para preencher os imensos vazios abertos. Com golpes de propaganda pretendem apresentar uma imagem “simpática” e “moderna” da Igreja. Mas os vazios se agigantam. Viram abismos.

Entre esses esforços para mostrar a Igreja como Ela não é para “parar a sangria de vocações”, o jornal de Madri “El País” mencionou uma campanha de sensibilização voltada para os jovens cristãos sob o lema Responde sim ao sonho de Deus.

Os hábeis propagandistas jogam sedutores slogans para jovens que sentem o chamado de Deus e que procuram um seminário ou uma casa religiosa de acordo com a vocação divina.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
Luis Dufaur
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Restaurante nudista de Paris fecha por falta de clientes

O regulamento do nudismo era ditatorial integralmente tolerante para proibir e expulsar quem não estiver de acordo
O regulamento do nudismo era ditatorial se dizendo tolerante para proibir e expulsar quem não estiver de acordo
Luis Dufaur
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Durou pouco mais de um ano o imoral e prosaico projeto de um restaurante para nudistas em Paris, capital do bom gosto e da gastronomia do mais alto nível.

O'Naturel foi inaugurado em novembro de 2017 com toda a pompa com que a mídia e o jet set do dinheiro, do exibicionismo e da revolução cultural espalham sua imoralidade e debocham dos bons costumes em nome da modernidade e do futuro.

O primeiro estaurante nudista de Paris foi saudado como uma experiência única na Cidade Luz e foi frequentado por aqueles seletos da moda e das esquerdas que estadeiam a vulgaridade suma de andar sem roupas em praias e campings reservados, descreveu reportagem de Clarín de Buenos Aires.

O'Naturel encarnou no ponto mais ousado por agora a utopia da revolução hippie, Woodstock e Maio de 68 que sonhava com a plenitude frenética da libertação moral e sexual, o paraíso do “proibido proibir”.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Quebec: mais de 500 igrejas viram templos do queijo, do culto do corpo e do erotismo

A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
Luis Dufaur
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Na província de Québec (Canadá), as igrejas católicas estão sendo convertidas em “templos do queijo, do fitness e do erotismo”.

Os confessionários de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro (Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours), uma imponente igreja de Montreal, serviram para a exibição de comédias, e até para a filmagem de um vídeo pornográfico.

O vídeo imoral foi intitulado ironicamente “Há muito pessoal na Missa”.

O cineasta explicou suas intenções na igreja enquanto uma grande audiência ria às gargalhadas.