terça-feira, 9 de agosto de 2022

Suprema Corte dos EUA autoriza porte de armas e gera polémica nacional

Loja de armas nos EUA
Loja de armas nos EUA
Luis Dufaur
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Após abolir a norma “Roe vs Wade” e assim abolir o fundamento constitucional do aborto, a Suprema Corte dos EUA decidiu contra uma lei de Nova York que restringia a posse de armas evidenciando que a lei local que a 2ª Emenda da Constituição, que garante o direito de “possuir e portar armas”, como ecoou toda a mídia internacional.

A decisão dos magistrados anula as exigências de comprovantes de uma necessidade particular para a obtenção de licença para porte de arma em público para autodefesa.

Os juízes votaram contra a pretensão de New York por 6 a 3 ampliando uma decisão de 2008, na qual o Tribunal reafirmou o direito de possuir armas, mas dentro de casa.

A decisão levará mais pessoas a portar armas legalmente nas ruas das maiores cidades do país pois uma norma do Supremo para um estado, se aplica também em todos os outros.

Cerca de um quarto da população dos EUA vive nos estados afetados pela decisão. Califórnia, Havaí, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey e Rhode Island por exemplo têm leis semelhantes que serão contestadas após a decisão.

Nancy Pelosi lidera protesto contra legalização do porte de armas
Nancy Pelosi lidera protesto contra legalização do porte de armas
As esquerdas estrebucharam à tola. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, falou de “dia negro”, porque para ela foi “absolutamente terrível”.

E governador do estado acrescentou: “não vamos recuar, vamos nos defender”.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associated Press durante as eleições presidenciais de 2020, cerca de metade dos eleitores disse que as leis de armas dos EUA deveriam ser mais rígidas, um terço disse que deveriam permanecer como estão, e 1 em cada 10 disse que deveriam ser menos rígidas.

A maior diferencia está nas preferências político-ideológicas, pois cerca de 8 em cada 10 eleitores democratas querem leis sobre armas mais duras.

E entre os republicanos, cerca de metade quer que fiquem como estão, e a metade restante se dividiu entre mais e menos rigorosas.

A decisão foi tida em conta de golpe devastador para os seguidores do partido democrata e para os setores mais progressistas do país que queriam maiores limitações ainda, escreveu “Clarín”.

O presidente Joe Biden disse estar “profundamente decepcionado”. O governador Gavin Newsom, líder do Partido Democrata tweetou “é um dia sombrio na América”.

O parecer foi elaborado pelo ministro Clarence Thomas, quem escreveu que a Segunda e a Décima Quarta Emendas à Constituição protegem o direito de um indivíduo de portar uma arma para autodefesa fora de casa.

Sete outros estados com 80 milhões de habitantes têm um requisito semelhante de “causa adequada” para portar armas escondidas em público.

A maioria dos outros estados tem regras mais frouxas sobre o porte de armas em público. Trinta e um estados permitem o porte aberto sem autorização e 21 permitem o porte oculto sem autorização. No Texas ou em Oklahoma é muito comum entrar em um bar e ver consumidores bebendo cerveja armados.

Corte Suprema de Justicia refrendó el derecho a portar armas
Corte Suprema de Justiça referendou o direito a portar armas
Quarenta e três estados exigem que o proprietário da arma passe por uma verificação de antecedentes e complete o treinamento de segurança.

Os juízes de propensão para a esquerda apelaram recorde de 45.000 americanos mortos por armas de fogo em 2020.

Mas, os grupos de defesa das armas insistem que cidadãos cumpridores da lei não representam uma ameaça maior à segurança pública.

O tema divide a fundo a população e jornais que favorecem as esquerdas como o “The New York Times” já têm escrito que o país marcha para uma “balcanização”.

O fato é altamente preocupante se levamos em consideração que o crime e a ilegalidade sempre dispuseram fartamente de armas e são os que mais uso fazem delas, ilegalmente é claro.


terça-feira, 2 de agosto de 2022

Cardeal Duka: “devemos lutar como na época do Concílio de Trento”

Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Luis Dufaur
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O Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga, defendeu taxativamente que “não há religião sem celibato” em entrevista ao Die Tagespost e reafirmou que não acredita que a admissão de mulheres ao sacerdócio possa resolver o problema da falta de vocações, citado por “Religión Digital”.

Observou que enquanto em seu país, a República Tcheca, médicos, advogados e psicólogos se manifestaram contra essa proposta, os teólogos não reagem como cristãos “corajosos”, mas como homens “acovardados” pela moda.

O Cardeal Duka tampouco acredita no valor dos apelos para democratizar a Igreja.

Em sua opinião, até o próprio o conceito de democracia hoje falsifica em seus fundamentos o conceito clássico original da democracia surgido na Grécia antiga.

Por isso, alertou, que a Igreja não muda com reformas políticas no papel, mas com a virtude dos santos. “Foram os homens e mulheres da época que renovaram a Igreja. também precisamos de homens e mulheres assim.”

E deixou bem claro a quem se referia dizendo: “Devemos voltar a lutar por nossa Civilização Cristã como fizemos no século XVI, na época do Concílio de Trento”.

Nessa perspectiva, o purpurado checo criticou respeitosa mas firmemente o papel que Roma está desempenhando no confronto cultural declarado contra a Igreja.

Segundo ele, o pontificado do Papa Francisco está “mais do que nunca preocupado com problemas técnicos e ecológicos”, para os quais não tem competência.

“Só podemos julgar as questões teológicas e éticas”, esclareceu sobre a missão que Jesus Cristo ordenou à Igreja e às suas autoridades, e não outras.

O Cardeal sustentou também firmemente que a “ideologia de gênero” é um grande perigo para a sociedade.

Ela faz parte de uma agressiva “revolução cultural” que procura a “destruição total de nossa identidade humana desde o início da concepção”.


terça-feira, 7 de junho de 2022

Satanás ensinado nas escolas públicas dos EUA?

Imagem de Satanás pervertendo crianças promovida pelo Templo Satânico
Imagem de Satanás pervertendo crianças promovida pelo Templo Satânico
Luis Dufaur
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Ocultistas do grupo Templo Satânico lançaram uma série de atividades extracurriculares para alunos do ensino fundamental explorando uma lei americana que permite a grupos religiosos oferecer esses programas em escolas públicas. 

Estas não podem rejeitar nenhum grupo religioso, segundo noticiou “Clarín”.

A primeira vez aconteceu na Jane Addams Elementary School em Moline, Illinois (EUA) onde o grupo perverso convidou as crianças a ficar depois das aulas para projetos de ciências e artesanato, quebra-cabeças e jogos.

Mas, o Templo Satânico, que se diz uma igreja, na verdade é uma organização ateísta.

De fato, Satanás é o primeiro ateu porque negou Deus no início da História se achando igual a Ele. A estátua símbolo desse grupo descreve seu líder de maldição como um bode humanoide com cabeça e chifres e duas crianças adorando-o.

O Templo Satânico quer passar por cima dos chamados Christian Good News Clubs, diz a mídia local.

‘15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’”. (Gênesis, 3)
Nossa Senhora esmaga com seu pé a serpente diabólica
‘15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela.
Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’”. (Gênesis, 3)
Igreja de Laguardia, Álava, Espanha.
Essas associações oferecem para crianças atividades e complementos educativos religiosos em cerca de 5.000 escolas nos EUA com conteúdos relacionados à fé católica.

O porta-voz do Templo Satânico, sofismou que suas atividades “não incluiriam elementos de opinião religiosa”, “nem ensinariam as crianças sobre o satanismo”, quando seu estranho grupo não faz outra coisa.

Reece Kauffman, presidente do Child Evangelism, responsável pelos Good News Clubs, foi citado pela Unilad (empresa de Internet que fornece “notícias sociais” e entretenimento para 60 milhões de seguidores de língua inglesa) como pedindo ao Templo Satânico que “faça o trabalho de Satanás, quer eles queiram admitir ou não, porque é isso que Satanás faria”.

Num ambiente impregnado de falso ecumenismo, a proposta diabólica pode ser aceita num clima de relativismo inaceitável e os padres de família estão gravemente alarmados.


terça-feira, 31 de maio de 2022

Disney World defende agenda LGBT e perde status na Florida

Governador DeSantis aprovou lei defensora dos direitos parentais enfrentando a oposição de Disney
Governador DeSantis aprovou lei defensora dos direitos parentais enfrentando a oposição de Disney
Luis Dufaur
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O estado de Florida cancelou o status que favorecia o parque de diversões Disney World. A causa é que esse se posicionou politicamente contra a lei estadual moralizadora e anti-agenda LGBT “Don't Say Gay”, noticiou a BFMTV.

O gigantesco parque de diversões Disney World pesa muito na economia do estado. Mas acha que com seu dinheiro pode desafiar a legislatura estadual. A bilionária multinacional milita por bandeiras progressistas extrapolando seu estatuto legal não-político.

O CEO da Disney Bob Chapek já se tinha manifestado publicamente contra uma lei que proíbe o ensino nas escolas de temas de orientação sexual e de igualdade de gênero. A lei é apelidada “Não diga gay”.

As duas casas do Parlamento da capital Tallahassee, onde há maioria republicana, votaram a favor do projeto.

Disney World, parque de diversões perto de Orlando, tem um status especial da década de 1960 que lhe concede grande autonomia e a isenta da maioria das regulamentações estaduais.

O CEO Bob Chapek relutava em se posicionar sobre a lei, mas funcionários do grupo e manifestaram contra essa “apatia” e levaram o CEO a se declarar contra a lei. Mas, agora são mais fortes as críticas moralizadoras.

Atolado nessa polêmica, o gigante viu seu título cair na bolsa até o menor nível em meses.

Bob Chapek, CEO da Disney, jogou o peso econômico pela agenda LGBT e perdeu.
Bob Chapek, CEO da Disney, jogou o peso econômico pela agenda LGBT e perdeu.
“A Disney não está dizendo uma palavra sobre ditadura na China porque custaria bilhões de dólares.

“Mas não tem problema em usar seu poder corporativo para mentir sobre leis democraticamente aprovadas por legisladores na Flórida”, declarou o senador Marco Rubio.

E o deputado Randy Fine, que visa limitar a isenção da Disney World, lembrou que a Disney é apenas um “convidado” na Flórida.

Ron DeSantis, governador da Flórida, alertou a Disney que não toleraria suas ameaças pela aprovação de uma lei que impede a doutrinação LGBT em aulas de pré-escola e até a terceira série no estado, noticiou Infocatólica.

O CEO da Disney World, Bob Chapek, afirmou que a lei “nunca deveria ter sido aprovada” e declarou que o objetivo da empresa é que ela seja “revogada pelo legislativo ou anulada na Justiça”.

Ao mesmo tempo, ele se desculpou pela empresa manter silêncio e optar por fazer campanha contra a lei “nos bastidores”.

Militantes LGBT se jogaram pela Disney World
Militantes LGBT se identificaram com a Disney World
O governador De Santis já havia sido claro com as empresas que brincam de entrar na política em favor de certas ideologias. Então ele disse:

“Se você está em uma dessas corporações, se você é o CEO de uma empresa acordada e quer se envolver em nosso negócio legislativo, veja, é um país livre.

“Mas entenda, se você fizer isso, eu vou lutar com você. E vou garantir que as pessoas entendam os limites de suas práticas de negócios e qualquer coisa que eu não goste do que você está fazendo”.

Legislativo de Louisiana aprovou lei semelhante à de Florida
Legislativo de Louisiana aprovou lei semelhante à de Florida
O governador pediu ao Congresso estadual uma lei para desmantelar o regime tributário especial que vem sendo aplicado há décadas aos mais de dez mil hectares do condado de Orlando, onde fica o parque temático e as instalações da empresa.

Com esse status especial, aprovado em 1967, a empresa economizou centenas de milhões de dólares em impostos e adquiriu uma capacidade de pressão que extrapola de sua natureza econômica.

A proposta legislativa foi adiante com 23 votos a favor e 16 contra.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Celular demais altera cérebro infantil

Celular demais altera cérebro infantil
Celular demais altera cérebro infantil
Luis Dufaur
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O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que matou a mãe e o irmão e feriu o pai com uma arma de fogo porque lhe proibiram usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos dos smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos na saúde mental de crianças e adolescentes.

Foi apenas um episódio extremo, mas os especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam um aumento das queixas relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos. 

A BBC pesquisou famílias brasileiras e viu que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos.

E não é só na primeira infância porque o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

“Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online”, constatou a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Em 2019 o Comitê Gestor da Internet no Brasil apontou que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

E todos esses estão sendo impactados.


terça-feira, 17 de maio de 2022

“Teléfones tolos” escravizam menos

Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Luis Dufaur
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“Telefone tolo”, ou básico de funcionalidade muito limitada, só atende chamadas e mensagens de texto, como na década de 1990. Custa a partir de R$ 45 e a conta mensal é mínima.

Uma jovem londrinense fez soar a alarme: o celular inteligente se apossava de sua vida e ela passava presa pelas redes sociais e trabalhava mal por causa de sua dependência. Agora se sente mais livre e proactiva, segundo disse a “La Nación”.

Os “telefones tolos” vivem um renascimento, as procuras em Google aumentaram 89% entre 2018 e 2021, venderam um bilhão de unidades em 2021 superando os 400 milhões de 2019, enquanto os smartphones ficaram em 1,4 bilhões com uma diminuição de 12,5% em 2020.

O psicólogo Przemek Olejniczak trocou seu smartphone por um Nokia 3310, lançado em 2000, percebeu que não havia só o benefício da duração da bateria.

“Antes eu estava sempre grudado no telefone, checando qualquer coisa, navegando no Facebook ou nas notícias ou outros fatos que não precisava saber”, diz.

“Agora tenho mais tempo para minha família e para mim. Não sou viciado em curtir, compartilhar, comentar ou descrever minha vida para outras pessoas. Agora tenho mais privacidade.”

Olejniczak, mora na cidade polonesa de Lodz, e antes “verificava tudo no meu smartphone em viagem. Agora eu aprendi a fazer todas essas coisas em casa. Já me acostumei”, explica.

A fabricante de “telefones burros” Light Phone, de Nova York, promete que seus telefones “nunca terão redes sociais, clickbait, e-mail, navegador de internet ou qualquer outra fonte inesgotável de ansiedade”.

E seu melhor desempenho financeiro foi em 2021, com vendas acima de 150% em relação a 2020, apesar de seus telefones serem caros nessa.

O cofundador da Light Phone, Kaiwei Tang, explica que o aparelho foi criado para pessoas que queriam dar uma pausa no smartphone no fim de semana, mas agora metade dos clientes o utiliza como dispositivo principal.

A escravidão é tal, diz Kaiwei, que “se os alienígenas viessem à Terra, eles pensariam que os telefones celulares são a espécie superior que controla os seres humanos. E essa situação só vai piorar. Os consumidores estão percebendo que algo está errado e nós oferecemos uma alternativa”.

Não tão 'tolos' assim
Não eram tão 'tolos' assim
Os principais clientes da empresa têm entre 25 e 35 anos, e não muito mais velhos como eles acharam no início.

A professora Sandra Wachter, especialista em tecnologia e pesquisadora sênior em inteligência artificial da Universidade de Oxford, diz que “pode-se dizer com razão que hoje a capacidade de um smartphone de conectar chamadas e enviar mensagens curtas é quase um recurso secundário”.

Veja o absurdo, explica ela, e reflita: “seu smartphone é seu centro de entretenimento, seu gerador de notícias, seu sistema de navegação, seu jornal, seu dicionário e sua carteira”.

Então você é o que sobra disso. Não é muito, não é?

Os smartphones assediam tua “atenção” com notificações, atualizações e notícias de última hora que constantemente interrompem o dia. “Isso pode te deixar nervoso. E até pode ser esmagador."

“Faz sentido que alguns estejam 'telefones idiotas' que te oferecem um retorno a tempos mais simples”, acrescenta Wachter.

“Você poderia liberar mais tempo para se concentrar totalmente em uma única tarefa e persegui-la com mais propósito. Pode até acalmar as pessoas. Estudos mostraram que muitas escolhas podem criar infelicidade e turbulência”.


terça-feira, 10 de maio de 2022

O Armadegom cibernético acontecerá?

Luis Dufaur
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O mundo beira um Armagedom cibernético, quer dizer um apagão eletrônico que pareceria com o fim do mundo? É pelo menos a desconfiança que levantou Vladimir Putin pondo em alerta armas nucleares para uso eventual.

O mundo vive alegre aproveitando as crescentes vantagens oferecidas pela tecnologia e imaginando um futuro sempre melhor cheio de surpresas inimagináveis que nos prepara a técnica.

As hipóteses em sentido contrário vinham dos vídeos de Science fiction, cujas calamidades nos fazem por contraste gozar ainda mais o agradável da vida. Sim, há alguns fatos que falam de um colapso cibernético, mas afinal nunca se efetivam. Tudo azul.

Até que um dia Vladimir Putin atacou a Ucrânia e envolveu o mundo num conflito universal de consequências incógnitas, mas cada vez mais apavorantes.

O palavreado otimista da mídia foi substituído pela ideia “tenha medo e espere o pior”. Era a mensagem cibernética que vinha da Rússia divulgado em sites oficiais de várias cores, enquanto as autoridades russas e ocidentais não conseguem resolver uma crise que pode se tornar a III Guerra Mundial, observou o “Washington Times”.

A Rússia agrediu a Ucrânia e se gaba de poder atacar outros países da OTAN em 72 horas. Simultaneamente, a China sonha anexar Taiwan e o Mar da China Meridional de modo fulminante. Com o apoio mútuo, os russos invadiriam o Cazaquistão, rico em minerais, e a China visaria os “tigres asiáticos”.

Em todos os casos, os atacantes iniciariam inutilizando as redes digitais dos países alvo para joga-los numa nova Idade de Pedra que os deixe indefesos.

As armas nucleares da Rússia e da China nesse horizonte seriam pouca coisa.

Biden pensa retaliar a agressão com sua Guerra Cibernética e junto com a OTAN anuncia que está enviando guerreiros cibernéticos para a Europa.

Mas a guerra cibernética é uma ameaça que pode explodir o barril de pólvora mundial, com consequências catastróficas para uns e outros.

Putin verdadeiro diretor dos gigantes digitais estatais da Rússia, RT e Sputnik, declarou na TV: “A Rússia forçará uma guerra cibernética total, apagões forçados em todo o país.”

“É inevitável”, diz Margarita Simonyan porta-voz de Putin, “não acredito numa guerra como a Segunda Guerra Mundial, nem numa longa Guerra Fria. Será do novo tipo: a Guerra Cibernética. Será outro tipo de guerra”.

O especialista em guerra cibernética Edward M. Roche, advertiu que os EUA estão menos preparados que a Rússia e a China:

• “A Rússia pode desligar pelo menos 80% da rede elétrica dos EUA”;

• “A Rússia experimentou bombas lógicas cibernéticas na rede elétrica americana”;

• “A Rússia colocou agentes humanos) em partes críticas da rede elétrica americana”;

“Um ataque cibernético russo maciço contra a rede elétrica dos EUA antes da guerra convencional ou nuclear, pode derrotar os EUA agindo segundo a a doutrina militar russa de que a Guerra Cibernética é decisiva nos assuntos militares”;

• “A resposta russa a um ataque cibernético dos EUA provavelmente será desproporcional e massivo, resultando em retaliação nuclear conforme sua doutrina militar.”

Roche também adverte que “uma nova arma estratégica pior que uma dissuasão nuclear”.

Um membro da Duma russa, equivalente ao Congresso dos EUA, propôs uma ogiva nuclear hipersônica que deixaria os EUA sem tempo para recuperar sua rede elétrica.

Enquanto isso o presidente Biden e seus protegidos verdes distraem as atenções com as supostas “mudanças climáticas” e os eleitores de Trump são desviados para uma problemática ecológica que sem duvida prejudicaria os EUA quando Moscou e Pequim preparam o ataque por outro lado.

Enquanto redigia estas linhas eu me perguntava se tanto desastre pode ser verdade e se não é uma elucubração de mentes adoentadas por tanto vídeo maluco.

Pela janela observava os imponentes prédios de dezenas de andares de São Paulo todos eles iluminados. Pelas belas avenidas circulavam ainda uma infinidade de carros, muitos eles importados do mundo todo, a caminho do aconchegante lar.

Os cartazes acessos da melhor das redes de supermercados, a abundância de farmácias quiçá só superadas em número pelas lojas para pets, os outdoors prometendo todas as delícias em oferta, meu celular oferecendo tudo o que posso vir a precisar ainda que não precise, um novo plano de saúde ainda que o meu funcione.

Se a perspectiva sinistra levantada pelo “Washington Times” fosse verdadeira tudo isso acabaria como acabou a energia quando uma tempestade derrubou uma árvore e nos deixou, o bairro todo, imerso nas trevas.

E se um psicopata acuado em Moscou, um respeitável doente na Casa Branca ou um discípulo do Mao Tsé Tung que ensinou não hesitar na hora de sacrificar 300 milhões de vidas, decidir apertar o botão, o que será de civilização cibernética?

Virá o “Armagedom” de que se fala?

O que fariam as milhões de vidas felizes que via de minha janela, sem força, sem água, sem remédios, sem alimento, sem dados nem comunicação?

Então, fiquei horrorizado pensando no que poderia dar o Armagedom cibernético!!!!


terça-feira, 3 de maio de 2022

A presencialidade é mais humana que o teletrabalho

Funcionários voltam a se ver e saudar
Funcionários voltam a se ver e saudar
Luis Dufaur
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Teletrabalho foi a palavra de ordem em 2020, com a expansão do Covid.

A pandemia fez com que a grande maioria de nós tivesse que ficar em casa para trabalhar, fazendo que disparasse o teletrabalho que tinha uma parte no mercado.

Na Espanha, por exemplo, em 2019 apenas 4,8% da população usava o teletrabalho, uma das taxas mais baixas da Europa.

Mas em setembro de 2020 esse percentual já ultrapassava 16%, e houve picos mais altos nos meses de confinamento. No final do ano havia 2,8 milhões de pessoas trabalhando em casa, quando em 2019 havia apenas 1,2 milhão.

O aumento foi significativo, mas a pergunta que se faz hoje e se veio para ficar ou para sumir como um mau sonho.

O final de verão europeu de 2021 trouxe o regresso ao escritório. Muitas empresas decidiram chegou a hora de voltar à normalidade.

A realidade é que desde o início de 2021, o trabalho em casa vinha diminuindo. Porque já no primeiro trimestre do ano caiu para cerca de 11%, passando de mais de 3 milhões de teletrabalhadores no final de 2020 para 2,1 milhões, segundo um estudo do Observatório Nacional de Tecnologia e Sociedade da Espanha.

Assim, é de esperar que a tendência de queda se mantenha. Mais de 70% da população já está vacinada e espera-se que a normalidade chegue gradativamente.

O que isso nos mostrou? Que os homens não estão preparados para o trabalho remoto.

Oito em cada dez empresas voltaram a exigir atendimento com a volta das férias, o que indica que o que aconteceu durante a pandemia foi algo forçado por uma situação inusitada.

A pandemia fez mais uma profecia fracasada: o trabalho remoto não veio para ficar, pelo menos em larga escala.

Continuará a ser residual, embora as empresas planejem ser mais flexíveis e facilitá-lo e alterná-lo com o presencial.

Porque eles sabem que dependem disso, pois os funcionários já experimentaram as alegrias de ter mais tempo para si e facilidade de organização e não vão abrir mão disso.


terça-feira, 26 de abril de 2022

Crianças não morreram em escolas católicas do Canadá, como disse a mídia

Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Luis Dufaur
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Em 2021 foi montado um escândalo a nível planetário aduzindo falsamente que “centenas de crianças indígenas” foram sepultadas “em escolas católicas do Canadá” insinuando que por culpa de abusos dos missionários. O escândalo, como era de se suspeitar, partia de fakes anticristãos e esquerdistas. Confira: Onda de incêndios de igrejas no Canadá

O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, desmontou a armação.

Em janeiro de 2022 divulgou estudo que constatou que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada, descreve longa informação de “Aleteia”.

Segundo Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo de 49 anos, entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte: doenças e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças foi assassinada.

As cruéis fakes sobre assassinatos correram pelas redes sociais seguindo sensacionalismos diversos, falando de “centenas de crianças” “enterradas secretamente” em “valas comuns” em túmulos terrenos de “escolas católicas” espalhadas “por todo o Canadá”.

A verdade das escolas católicas para indígenas no Canadá
A verdade das escolas católicas para indígenas no Canadá
Várias escolas do governo canadense, tinham a gestão confiada a congregações religiosas, muitas delas católicas. Então, a Igreja foi acusada de “conivência ou omissão” diante de “abusos e atos de violência, física e psicológica”.

Em última análise o modelo de evangelização das crianças teria sido o máximo culpado distanciando-as da sua cultura, tradições e idiomas.

Um sofisma ideal para o comuno-tribalismo inspirado na Teologia da Libertação e reanimado no Sínodo do Amazônia.

Até o comunismo chinês pratica abusos e crimes sistemáticos e comprovados contra os direitos humanos foi desavergonhadamente ao Tribunal de Direitos Humanos da ONU, em junho de 2021, uma investigação sobre as “violações aos direitos humanos da população indígena do Canadá”.

A Anistia Internacional, ONG que defende abertamente o assassinato de bebês por meio do aborto, também exigiu que os responsáveis pelos “restos mortais” que “foram encontrados” em Kamloops fossem processados.

O Prof. Jacques Rouillard questionou: onde estão estes alegados “restos mortais”? A Anistia Internacional não respondeu e continua com suas demagógicas fakes anticatólicas.

Os mais de “200 corpos” de crianças “mortas em escolas católicas” num terreno da escola residencial indígena de Kamloops só achou rupturas do solo num pomar de macieiras. Nenhum “resto mortal” foi exumado.

Mas a líder indígena canadense Rosanne Casimir precisava do falso e então afirmou que, “de acordo com o ‘conhecimento’ da comunidade”, aquelas anomalias do solo “eram 215 crianças desaparecidas”.

Uma antropóloga, Sarah Beaulieu, teorizou que “provavelmente” havia 200 “possíveis sepultamentos” no local. Mas nenhuma escavação foi feita, nem na época, nem até hoje.

As desvirtuações de informação provocaram uma série de violentos ataques incendiários contra igrejas católicas no país.

Agitadores das comunidades indígenas canadenses chegaram a falar de um encontro pessoal com o Papa para lhe exigir desculpas.

Crimes forjados foram pretextos para incendios provocados pelo comuno-tribalismo
Crimes forjados foram pretextos para incêndios provocados pelo comuno-tribalismo
O Papa Francisco aceitou, mas na ausência de provas o ato viraria uma palhaçada, e não falou dos inexistentes crimes, mas pediu perdão pelo dano também inexistente às 'culturas indígenas' dando continuidade às utopias insanas do Sínodo da Amazônia.

Ante a descoberta da fraude, o “The Spectator World“ indagou: “Por que o governo canadense não esperou por provas antes de lançar o país numa espiral de fúria e violência anticristã?”.

O “National Post“ indagou se, “não seria melhor procurar e contar a verdade completa em vez de criar deliberadamente mitos sensacionalistas”.

O “The Daily Wire“ lembrou que o primeiro-ministro esquerdista canadense Justin Trudeau declarou categoricamente que “restos mortais foram achados na antiga escola residencial Kamloops” e que tal achado “parte meu coração”, porque, segundo ele, “é uma dolorosa lembrança daquele capítulo escuro e vergonhoso da história do nosso país”. Não se sabe quem mentiu mais.

Agora que a história real e completa aparece literalmente escavada e exposta ao mundo os ativistas anticatólicos emudeceram.

Mas, segundo sua cartilha implacável, não será por muito tempo. Assim que puderem inventam mais um escandaloso e inverídico pretexto difamatório.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ecumenismo blasfemo em Paris

Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfemia contra Nossa Senhora
Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfêmia contra Nossa Senhora
Luis Dufaur
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Um grupo de islamitas se introduziu na igreja de Saint-Sulpice de Paris para recitar o Alcorão.

O padre Guy Pagès especialista em estudos islâmicos, denunciou a profanação como “abandono da evangelização” e “introdução do Anticristo”, por parte dos responsáveis do templo que, enquanto é restaurada Notre Dame, é o segundo maior de Paris.

Conversos muçulmanos parisienses, que enfrentam a pena de morte por apostasia do Islã, apoiaram a crítica do respeitado religioso.

Tratou-se de uma incompreensível “celebração muçulmana-católica” num domingo para marcar o Dia Internacional da Fraternidade Humana após a reprovada concordata inter-religiosa entre o Papa Francisco e o Grande Imam Ahmed al-Tayyeb em 2019.

A indignação cresceu pelo sacrílego de equiparar a Imaculada Virgem Maria com o personagem Maryam que é sua parodia no Alcorão, o qual afirma blasfemamente que se teria “casado” com Bafoma no Paraíso e mantido relações sexuais com ele.

Segundo observou o Pe. Pagès, introduzir o Islã em um lugar consagrado ao culto exclusivo de Deus é introduzir o Anticristo.

O evento foi organizado pelo pároco de Saint-Sulpice, Pe. Henri de La Hougue, e reuniu cerca de 800 membros de 30 associações “comprometidas com o diálogo e a ação pela fraternidade”.

O Pe. Pagès citou vários textos bíblicos e corânicos que fundamentam sua severa crítica porque São João 2:22 define o Anticristo como “o mentiroso” que “nega que Jesus é o Cristo”, como faz o Islã que o rebaixa a mero profeta, anunciador de Maomé.

Para o padre especialista em Islã Guy Pagès houve uma profanação e cerimônia de introdução do Anticristo na Igreja
Para o padre especialista em Islã Guy Pagès houve uma profanação
e cerimônia de introdução do Anticristo na Igreja
Numa entrevista com “Church Militant”, um ex-estudioso da Lei Islâmica – cujo nome é preservado porque enfrenta a pena de morte por se converter ao cristianismo – citou o comentário ao versículo 7 do capítulo que amaldiçoa os cristãos e os acusa de seguir uma religião falsa.

Para o historiador islâmico Raymond Ibrahim a “celebração muçulmana-católica” foi mais “uma tentativa de tentar convencer os católicos de que o Islã é semelhante à sua fé quando, de fato, o Islã se apropria dos nomes e auras sagradas de figuras bíblicas, e as reformula completamente para dizer que o Islã é a fé 'verdadeira'”.

Um ex-mufti parisiense convertido ao catolicismo, comentou: “Se você vir os dentes do leão, não pense que o leão está sorrindo para você.

“Os muçulmanos que fingem se envolver num diálogo inter-religioso, são mais perigosos que leões, mas os tolos líderes católicos amam nossos dentes.

“Pergunte se os muçulmanos permitirão que os católicos entrem em uma mesquita e leiam a Bíblia em voz alta!

“Eu fiz parte dessa farsa por décadas. Eu não tinha nada além de desprezo por esses líderes religiosos cristãos e judeus que queriam ser gentis com os muçulmanos.

“Eu não tinha intenção de convertê-los ao Islã. O objetivo do meu engano era fazer incursões na sociedade francesa e abrir caminho para uma tomada islâmica da França”.

Uma mulher convertida do Islã, fez uma petição online contra uma sala de oração dedicada à oração muçulmana em Saint-Sulpice.

Mas o pároco rejeitou o pedido e, segundo “Church Militant”, ferido pelas críticas online ao evento, fez uma apologia do blasfemo “dia inter-religioso” de Saint-Sulpice.

Assim agem os promotores do falso ecumenismo!