terça-feira, 17 de maio de 2022

“Teléfones tolos” escravizam menos

Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





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“Telefone tolo”, ou básico de funcionalidade muito limitada, só atende chamadas e mensagens de texto, como na década de 1990. Custa a partir de R$ 45 e a conta mensal é mínima.

Uma jovem londrinense fez soar a alarme: o celular inteligente se apossava de sua vida e ela passava presa pelas redes sociais e trabalhava mal por causa de sua dependência. Agora se sente mais livre e proactiva, segundo disse a “La Nación”.

Os “telefones tolos” vivem um renascimento, as procuras em Google aumentaram 89% entre 2018 e 2021, venderam um bilhão de unidades em 2021 superando os 400 milhões de 2019, enquanto os smartphones ficaram em 1,4 bilhões com uma diminuição de 12,5% em 2020.

O psicólogo Przemek Olejniczak trocou seu smartphone por um Nokia 3310, lançado em 2000, percebeu que não havia só o benefício da duração da bateria.

“Antes eu estava sempre grudado no telefone, checando qualquer coisa, navegando no Facebook ou nas notícias ou outros fatos que não precisava saber”, diz.

“Agora tenho mais tempo para minha família e para mim. Não sou viciado em curtir, compartilhar, comentar ou descrever minha vida para outras pessoas. Agora tenho mais privacidade.”

Olejniczak, mora na cidade polonesa de Lodz, e antes “verificava tudo no meu smartphone em viagem. Agora eu aprendi a fazer todas essas coisas em casa. Já me acostumei”, explica.

A fabricante de “telefones burros” Light Phone, de Nova York, promete que seus telefones “nunca terão redes sociais, clickbait, e-mail, navegador de internet ou qualquer outra fonte inesgotável de ansiedade”.

E seu melhor desempenho financeiro foi em 2021, com vendas acima de 150% em relação a 2020, apesar de seus telefones serem caros nessa.

O cofundador da Light Phone, Kaiwei Tang, explica que o aparelho foi criado para pessoas que queriam dar uma pausa no smartphone no fim de semana, mas agora metade dos clientes o utiliza como dispositivo principal.

A escravidão é tal, diz Kaiwei, que “se os alienígenas viessem à Terra, eles pensariam que os telefones celulares são a espécie superior que controla os seres humanos. E essa situação só vai piorar. Os consumidores estão percebendo que algo está errado e nós oferecemos uma alternativa”.

Não tão 'tolos' assim
Não eram tão 'tolos' assim
Os principais clientes da empresa têm entre 25 e 35 anos, e não muito mais velhos como eles acharam no início.

A professora Sandra Wachter, especialista em tecnologia e pesquisadora sênior em inteligência artificial da Universidade de Oxford, diz que “pode-se dizer com razão que hoje a capacidade de um smartphone de conectar chamadas e enviar mensagens curtas é quase um recurso secundário”.

Veja o absurdo, explica ela, e reflita: “seu smartphone é seu centro de entretenimento, seu gerador de notícias, seu sistema de navegação, seu jornal, seu dicionário e sua carteira”.

Então você é o que sobra disso. Não é muito, não é?

Os smartphones assediam tua “atenção” com notificações, atualizações e notícias de última hora que constantemente interrompem o dia. “Isso pode te deixar nervoso. E até pode ser esmagador."

“Faz sentido que alguns estejam 'telefones idiotas' que te oferecem um retorno a tempos mais simples”, acrescenta Wachter.

“Você poderia liberar mais tempo para se concentrar totalmente em uma única tarefa e persegui-la com mais propósito. Pode até acalmar as pessoas. Estudos mostraram que muitas escolhas podem criar infelicidade e turbulência”.


terça-feira, 10 de maio de 2022

O Armadegom cibernético acontecerá?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O mundo beira um Armagedom cibernético, quer dizer um apagão eletrônico que pareceria com o fim do mundo? É pelo menos a desconfiança que levantou Vladimir Putin pondo em alerta armas nucleares para uso eventual.

O mundo vive alegre aproveitando as crescentes vantagens oferecidas pela tecnologia e imaginando um futuro sempre melhor cheio de surpresas inimagináveis que nos prepara a técnica.

As hipóteses em sentido contrário vinham dos vídeos de Science fiction, cujas calamidades nos fazem por contraste gozar ainda mais o agradável da vida. Sim, há alguns fatos que falam de um colapso cibernético, mas afinal nunca se efetivam. Tudo azul.

Até que um dia Vladimir Putin atacou a Ucrânia e envolveu o mundo num conflito universal de consequências incógnitas, mas cada vez mais apavorantes.

O palavreado otimista da mídia foi substituído pela ideia “tenha medo e espere o pior”. Era a mensagem cibernética que vinha da Rússia divulgado em sites oficiais de várias cores, enquanto as autoridades russas e ocidentais não conseguem resolver uma crise que pode se tornar a III Guerra Mundial, observou o “Washington Times”.

A Rússia agrediu a Ucrânia e se gaba de poder atacar outros países da OTAN em 72 horas. Simultaneamente, a China sonha anexar Taiwan e o Mar da China Meridional de modo fulminante. Com o apoio mútuo, os russos invadiriam o Cazaquistão, rico em minerais, e a China visaria os “tigres asiáticos”.

Em todos os casos, os atacantes iniciariam inutilizando as redes digitais dos países alvo para joga-los numa nova Idade de Pedra que os deixe indefesos.

As armas nucleares da Rússia e da China nesse horizonte seriam pouca coisa.

Biden pensa retaliar a agressão com sua Guerra Cibernética e junto com a OTAN anuncia que está enviando guerreiros cibernéticos para a Europa.

Mas a guerra cibernética é uma ameaça que pode explodir o barril de pólvora mundial, com consequências catastróficas para uns e outros.

Putin verdadeiro diretor dos gigantes digitais estatais da Rússia, RT e Sputnik, declarou na TV: “A Rússia forçará uma guerra cibernética total, apagões forçados em todo o país.”

“É inevitável”, diz Margarita Simonyan porta-voz de Putin, “não acredito numa guerra como a Segunda Guerra Mundial, nem numa longa Guerra Fria. Será do novo tipo: a Guerra Cibernética. Será outro tipo de guerra”.

O especialista em guerra cibernética Edward M. Roche, advertiu que os EUA estão menos preparados que a Rússia e a China:

• “A Rússia pode desligar pelo menos 80% da rede elétrica dos EUA”;

• “A Rússia experimentou bombas lógicas cibernéticas na rede elétrica americana”;

• “A Rússia colocou agentes humanos) em partes críticas da rede elétrica americana”;

“Um ataque cibernético russo maciço contra a rede elétrica dos EUA antes da guerra convencional ou nuclear, pode derrotar os EUA agindo segundo a a doutrina militar russa de que a Guerra Cibernética é decisiva nos assuntos militares”;

• “A resposta russa a um ataque cibernético dos EUA provavelmente será desproporcional e massivo, resultando em retaliação nuclear conforme sua doutrina militar.”

Roche também adverte que “uma nova arma estratégica pior que uma dissuasão nuclear”.

Um membro da Duma russa, equivalente ao Congresso dos EUA, propôs uma ogiva nuclear hipersônica que deixaria os EUA sem tempo para recuperar sua rede elétrica.

Enquanto isso o presidente Biden e seus protegidos verdes distraem as atenções com as supostas “mudanças climáticas” e os eleitores de Trump são desviados para uma problemática ecológica que sem duvida prejudicaria os EUA quando Moscou e Pequim preparam o ataque por outro lado.

Enquanto redigia estas linhas eu me perguntava se tanto desastre pode ser verdade e se não é uma elucubração de mentes adoentadas por tanto vídeo maluco.

Pela janela observava os imponentes prédios de dezenas de andares de São Paulo todos eles iluminados. Pelas belas avenidas circulavam ainda uma infinidade de carros, muitos eles importados do mundo todo, a caminho do aconchegante lar.

Os cartazes acessos da melhor das redes de supermercados, a abundância de farmácias quiçá só superadas em número pelas lojas para pets, os outdoors prometendo todas as delícias em oferta, meu celular oferecendo tudo o que posso vir a precisar ainda que não precise, um novo plano de saúde ainda que o meu funcione.

Se a perspectiva sinistra levantada pelo “Washington Times” fosse verdadeira tudo isso acabaria como acabou a energia quando uma tempestade derrubou uma árvore e nos deixou, o bairro todo, imerso nas trevas.

E se um psicopata acuado em Moscou, um respeitável doente na Casa Branca ou um discípulo do Mao Tsé Tung que ensinou não hesitar na hora de sacrificar 300 milhões de vidas, decidir apertar o botão, o que será de civilização cibernética?

Virá o “Armagedom” de que se fala?

O que fariam as milhões de vidas felizes que via de minha janela, sem força, sem água, sem remédios, sem alimento, sem dados nem comunicação?

Então, fiquei horrorizado pensando no que poderia dar o Armagedom cibernético!!!!


terça-feira, 3 de maio de 2022

A presencialidade é mais humana que o teletrabalho

Funcionários voltam a se ver e saudar
Funcionários voltam a se ver e saudar
Luis Dufaur
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Teletrabalho foi a palavra de ordem em 2020, com a expansão do Covid.

A pandemia fez com que a grande maioria de nós tivesse que ficar em casa para trabalhar, fazendo que disparasse o teletrabalho que tinha uma parte no mercado.

Na Espanha, por exemplo, em 2019 apenas 4,8% da população usava o teletrabalho, uma das taxas mais baixas da Europa.

Mas em setembro de 2020 esse percentual já ultrapassava 16%, e houve picos mais altos nos meses de confinamento. No final do ano havia 2,8 milhões de pessoas trabalhando em casa, quando em 2019 havia apenas 1,2 milhão.

O aumento foi significativo, mas a pergunta que se faz hoje e se veio para ficar ou para sumir como um mau sonho.

O final de verão europeu de 2021 trouxe o regresso ao escritório. Muitas empresas decidiram chegou a hora de voltar à normalidade.

A realidade é que desde o início de 2021, o trabalho em casa vinha diminuindo. Porque já no primeiro trimestre do ano caiu para cerca de 11%, passando de mais de 3 milhões de teletrabalhadores no final de 2020 para 2,1 milhões, segundo um estudo do Observatório Nacional de Tecnologia e Sociedade da Espanha.

Assim, é de esperar que a tendência de queda se mantenha. Mais de 70% da população já está vacinada e espera-se que a normalidade chegue gradativamente.

O que isso nos mostrou? Que os homens não estão preparados para o trabalho remoto.

Oito em cada dez empresas voltaram a exigir atendimento com a volta das férias, o que indica que o que aconteceu durante a pandemia foi algo forçado por uma situação inusitada.

A pandemia fez mais uma profecia fracasada: o trabalho remoto não veio para ficar, pelo menos em larga escala.

Continuará a ser residual, embora as empresas planejem ser mais flexíveis e facilitá-lo e alterná-lo com o presencial.

Porque eles sabem que dependem disso, pois os funcionários já experimentaram as alegrias de ter mais tempo para si e facilidade de organização e não vão abrir mão disso.


terça-feira, 26 de abril de 2022

Crianças não morreram em escolas católicas do Canadá, como disse a mídia

Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Luis Dufaur
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Em 2021 foi montado um escândalo a nível planetário aduzindo falsamente que “centenas de crianças indígenas” foram sepultadas “em escolas católicas do Canadá” insinuando que por culpa de abusos dos missionários. O escândalo, como era de se suspeitar, partia de fakes anticristãos e esquerdistas. Confira: Onda de incêndios de igrejas no Canadá

O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, desmontou a armação.

Em janeiro de 2022 divulgou estudo que constatou que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada, descreve longa informação de “Aleteia”.

Segundo Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo de 49 anos, entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte: doenças e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças foi assassinada.

As cruéis fakes sobre assassinatos correram pelas redes sociais seguindo sensacionalismos diversos, falando de “centenas de crianças” “enterradas secretamente” em “valas comuns” em túmulos terrenos de “escolas católicas” espalhadas “por todo o Canadá”.

A verdade das escolas católicas para indígenas no Canadá
A verdade das escolas católicas para indígenas no Canadá
Várias escolas do governo canadense, tinham a gestão confiada a congregações religiosas, muitas delas católicas. Então, a Igreja foi acusada de “conivência ou omissão” diante de “abusos e atos de violência, física e psicológica”.

Em última análise o modelo de evangelização das crianças teria sido o máximo culpado distanciando-as da sua cultura, tradições e idiomas.

Um sofisma ideal para o comuno-tribalismo inspirado na Teologia da Libertação e reanimado no Sínodo do Amazônia.

Até o comunismo chinês pratica abusos e crimes sistemáticos e comprovados contra os direitos humanos foi desavergonhadamente ao Tribunal de Direitos Humanos da ONU, em junho de 2021, uma investigação sobre as “violações aos direitos humanos da população indígena do Canadá”.

A Anistia Internacional, ONG que defende abertamente o assassinato de bebês por meio do aborto, também exigiu que os responsáveis pelos “restos mortais” que “foram encontrados” em Kamloops fossem processados.

O Prof. Jacques Rouillard questionou: onde estão estes alegados “restos mortais”? A Anistia Internacional não respondeu e continua com suas demagógicas fakes anticatólicas.

Os mais de “200 corpos” de crianças “mortas em escolas católicas” num terreno da escola residencial indígena de Kamloops só achou rupturas do solo num pomar de macieiras. Nenhum “resto mortal” foi exumado.

Mas a líder indígena canadense Rosanne Casimir precisava do falso e então afirmou que, “de acordo com o ‘conhecimento’ da comunidade”, aquelas anomalias do solo “eram 215 crianças desaparecidas”.

Uma antropóloga, Sarah Beaulieu, teorizou que “provavelmente” havia 200 “possíveis sepultamentos” no local. Mas nenhuma escavação foi feita, nem na época, nem até hoje.

As desvirtuações de informação provocaram uma série de violentos ataques incendiários contra igrejas católicas no país.

Agitadores das comunidades indígenas canadenses chegaram a falar de um encontro pessoal com o Papa para lhe exigir desculpas.

Crimes forjados foram pretextos para incendios provocados pelo comuno-tribalismo
Crimes forjados foram pretextos para incêndios provocados pelo comuno-tribalismo
O Papa Francisco aceitou, mas na ausência de provas o ato viraria uma palhaçada, e não falou dos inexistentes crimes, mas pediu perdão pelo dano também inexistente às 'culturas indígenas' dando continuidade às utopias insanas do Sínodo da Amazônia.

Ante a descoberta da fraude, o “The Spectator World“ indagou: “Por que o governo canadense não esperou por provas antes de lançar o país numa espiral de fúria e violência anticristã?”.

O “National Post“ indagou se, “não seria melhor procurar e contar a verdade completa em vez de criar deliberadamente mitos sensacionalistas”.

O “The Daily Wire“ lembrou que o primeiro-ministro esquerdista canadense Justin Trudeau declarou categoricamente que “restos mortais foram achados na antiga escola residencial Kamloops” e que tal achado “parte meu coração”, porque, segundo ele, “é uma dolorosa lembrança daquele capítulo escuro e vergonhoso da história do nosso país”. Não se sabe quem mentiu mais.

Agora que a história real e completa aparece literalmente escavada e exposta ao mundo os ativistas anticatólicos emudeceram.

Mas, segundo sua cartilha implacável, não será por muito tempo. Assim que puderem inventam mais um escandaloso e inverídico pretexto difamatório.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ecumenismo blasfemo em Paris

Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfemia contra Nossa Senhora
Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfêmia contra Nossa Senhora
Luis Dufaur
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Um grupo de islamitas se introduziu na igreja de Saint-Sulpice de Paris para recitar o Alcorão.

O padre Guy Pagès especialista em estudos islâmicos, denunciou a profanação como “abandono da evangelização” e “introdução do Anticristo”, por parte dos responsáveis do templo que, enquanto é restaurada Notre Dame, é o segundo maior de Paris.

Conversos muçulmanos parisienses, que enfrentam a pena de morte por apostasia do Islã, apoiaram a crítica do respeitado religioso.

Tratou-se de uma incompreensível “celebração muçulmana-católica” num domingo para marcar o Dia Internacional da Fraternidade Humana após a reprovada concordata inter-religiosa entre o Papa Francisco e o Grande Imam Ahmed al-Tayyeb em 2019.

A indignação cresceu pelo sacrílego de equiparar a Imaculada Virgem Maria com o personagem Maryam que é sua parodia no Alcorão, o qual afirma blasfemamente que se teria “casado” com Bafoma no Paraíso e mantido relações sexuais com ele.

Segundo observou o Pe. Pagès, introduzir o Islã em um lugar consagrado ao culto exclusivo de Deus é introduzir o Anticristo.

O evento foi organizado pelo pároco de Saint-Sulpice, Pe. Henri de La Hougue, e reuniu cerca de 800 membros de 30 associações “comprometidas com o diálogo e a ação pela fraternidade”.

O Pe. Pagès citou vários textos bíblicos e corânicos que fundamentam sua severa crítica porque São João 2:22 define o Anticristo como “o mentiroso” que “nega que Jesus é o Cristo”, como faz o Islã que o rebaixa a mero profeta, anunciador de Maomé.

Para o padre especialista em Islã Guy Pagès houve uma profanação e cerimônia de introdução do Anticristo na Igreja
Para o padre especialista em Islã Guy Pagès houve uma profanação
e cerimônia de introdução do Anticristo na Igreja
Numa entrevista com “Church Militant”, um ex-estudioso da Lei Islâmica – cujo nome é preservado porque enfrenta a pena de morte por se converter ao cristianismo – citou o comentário ao versículo 7 do capítulo que amaldiçoa os cristãos e os acusa de seguir uma religião falsa.

Para o historiador islâmico Raymond Ibrahim a “celebração muçulmana-católica” foi mais “uma tentativa de tentar convencer os católicos de que o Islã é semelhante à sua fé quando, de fato, o Islã se apropria dos nomes e auras sagradas de figuras bíblicas, e as reformula completamente para dizer que o Islã é a fé 'verdadeira'”.

Um ex-mufti parisiense convertido ao catolicismo, comentou: “Se você vir os dentes do leão, não pense que o leão está sorrindo para você.

“Os muçulmanos que fingem se envolver num diálogo inter-religioso, são mais perigosos que leões, mas os tolos líderes católicos amam nossos dentes.

“Pergunte se os muçulmanos permitirão que os católicos entrem em uma mesquita e leiam a Bíblia em voz alta!

“Eu fiz parte dessa farsa por décadas. Eu não tinha nada além de desprezo por esses líderes religiosos cristãos e judeus que queriam ser gentis com os muçulmanos.

“Eu não tinha intenção de convertê-los ao Islã. O objetivo do meu engano era fazer incursões na sociedade francesa e abrir caminho para uma tomada islâmica da França”.

Uma mulher convertida do Islã, fez uma petição online contra uma sala de oração dedicada à oração muçulmana em Saint-Sulpice.

Mas o pároco rejeitou o pedido e, segundo “Church Militant”, ferido pelas críticas online ao evento, fez uma apologia do blasfemo “dia inter-religioso” de Saint-Sulpice.

Assim agem os promotores do falso ecumenismo!


quarta-feira, 30 de março de 2022

Igrejas viram empresas virtuais por dinheiro

Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade de Fé
Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade abandono da Fé
Luis Dufaur
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Segundo matéria do “The Economist”, o vigário, o rabino ou o imã enfrentam hoje o mesmo agudo problema: seus templos não são mais frequentados, tamanho é o abandono da religião e progresso do materialismo.

A pandemia acelerou a mudança dando a muitos a desculpa para parar de aparecer. E os religiosos aproveitaram para transferir seu ministério sacerdotal para serviços virtuais como Zoom.

Agora, os prédios reabrem, mas os fiéis retornam tacanhamente. Prevalece o abandono do sobrenatural e triunfa a adoração da saúde material.

Muitas organizações religiosas liquidam suas propriedades. Igrejas vão à falência. Os economistas julgam os grupos religiosos como empresas que visam o retorno como fariam açougueiros, padeiros e cervejeiros.

A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A religião passou a ser explorada nos templos como um marketing, loja ou “indústria” para encher contas bancárias.

O ateísmo imperante manipula a religião como um objeto de mercado e manda a fé para baixo talvez como nunca. Do lado da demanda, as igrejas do mundo ocidental estão sofrendo com a secularização global. Mas essa começou muito antes da pandemia.

Nos EUA os cidadãos que se identificam como cristãos caíram de 82% em 2000 para menos de 75% em 2020.

Segundo a última pesquisa da World Values Survey, cerca de 30% dos americanos assistem a um serviço religioso uma vez por semana. Isso é muito pouco. Eram 45% na virada do milênio.

As congregações apelam a qualquer atração para reunir seguidores e doadores. Apareceu a “missa Harry Potter”, a “missa do tropeiro”, etc., etc.

Para Roger Finke, da Pennsylvania State University, as “religiões” hodiernas visam os gostos dos consumidores.

O Milton Keynes Christian Center na Grã-Bretanha, faz cursos de educação religiosa e grupos de oração online e presenciais, criou um banco de alimentos e abriu uma “suíte sensorial” para crianças.

Foi-se o amor enlevado por Jesus, Maria, os anjos e o santos.

Os fiéis “pulam de igreja”, trocado de denominação ou do padre/pregador/milagreiro/ popular presencial ou virtual, ou como se Deus ou o diabo dessem na mesma.

A religião organizada trata seu público alvo como fazem os proprietários de shoppings, e escritórios vagos ou empresas on-line. Eles repensam sua propriedade em termos monetários.

Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Durante séculos as religiões como a católica reuniram riquezas na forma de propriedade para pô-las à serviço do culto, dos pobres e da educação.

Agora o Vaticano especula com milhares de prédios nas áreas mais chiques de Londres e Paris. A Igreja da Cientologia joga em Hollywood com prédios que valem US$ 400 milhões, um castelo de estilo medieval na África do Sul e uma mansão do século XVIII em Sussex, Inglaterra.

As instituições religiosas menores também compram e vendem propriedades em aras de sua riqueza terrena. Templos, sinagogas e mesquitas abrem os olhos com o aumento dos preços dos imóveis.

Mas 200 prédios construídos para a glória de Deus na Grã-Bretanha fecharam por ano na última década. Centenas podem ser vendidos ou demolidos. Nos EUA, dezenas de milhares de prédios podem fechar para sempre. Quase um terço das sinagogas americanas fechou nas últimas duas décadas.

A igreja gótica de Santa Maria em Berlim, cheia de afrescos e relevos de pedra de séculos têm os bancos vazios.

Para o pastor luterano Gregor Hohberg os jovens berlinenses satisfazem suas “necessidades religiosas” com ioga e meditação oriental. O público não quer casais homossexuais e pastoras.

O abandono dos templos exige reparos urgentes proibitivos. A Igreja da Inglaterra precisa de £ 1 bilhão (US $ 1,3 bilhão) – mais de sete vezes sua receita anual em 2020 – para reparos nos próximos cinco anos.

Nos EUA as despesas com os edifícios representam mais de um quarto dos orçamentos. E as igrejas do país têm 80% mais espaço do que precisam.

A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja
A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja?
Assim, os grupos religiosos vendem suas propriedades ou as exploram para outros usos para elas.

As Testemunhas de Jeová com 9 milhões de adeptos venderam sua sede britânica. A Sentinela Hillsong, uma megaigreja australiana aluga teatros, cinemas e outros locais para os cultos de domingo.

Outra abordagem mais empresarial consiste em que se sua denominação ou nome marketeiro não prospera, então vai e funda outra.

O pastor Jim Tomberlin, que também é consultor com sua congregação hipotecada em US$ 450.000 se fundiu com outra congregação. “Os adeptos e doadores reconheceram que ou nos fundimos ou morremos”.

Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião
Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião

A tendência começou antes da Covid e não é motivada pela teologia, mas pelo fluxo de caixa, entre católicos romanos, sinagogas e outras religiões. Mas é mais comum entre as igrejas protestantes.

É um negócio, mas estouram brigas por dinheiro entre os líderes “religiosos”. Nas fusões perdem-se seguidores mas quase mil líderes de igrejas passaram por uma fusão na última década.

Como resultado de fusões surgiram cerca de 1.750 “megaigrejas” protestantes com mais de 2.000 participantes regulares e orçamentos multimilionários.

Os economistas pensam que a competição religiosa é saudável, porque esquecem a fé. O vírus fez com que instituições piedosas olhassem um balanço de seus ativos comerciais e esquecessem os espirituais.

Não é isto a gargalhada satânica do triunfo do ateísmo? 

Pode se achar que esse ambiente não atrai os castigos anunciados em Fátima?


terça-feira, 15 de março de 2022

Arte moderna: insensatos atentados contra a saúde e o bom juízo

Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nova condenação por inépcia caiu sobre o arquiteto espanhol Santiago Calatrava, fautor de inúmeras obras de vanguarda.

O Tribunal de Contas de Veneza condenou-o a indenizar o erário público em cerca de 78 mil euros por cometer erros culpados que aumentaram o valor da construção da ponte da Constituição, escreveu “Isto é”.

A ponte de quase 100 metros de comprimento foi construída em aço e vidro e inaugurada em 2008 na famosa cidade italiana.

Mas, gerou controvérsias desde que o início, tanto por sua forma quanto pelo custo, que passou de 7 milhões de euros a 11,6 milhões de euros.

A decisão do tribunal, datada de 6 de agosto 2021, condena Calatrava por “macroscópica negligência” que encareceu a obra, principalmente que desde que foi aberta precisou ser modificada em diversas ocasiões.

O Museu das Artes e Ciências é um ícone de Valencia que pagou muitas centenas de milhões de euros. Mas não serve.jpg
O Museu das Artes e Ciências é um ícone de Valencia que pagou muitas centenas de milhões de euros
Mas não serve.
Muito simplesmente os passantes escorregavam repetidamente por bisonhice culpada do badalado engenheiro modernista.

As autoridades constataram que os tubos utilizados na obra tinham o tamanho errado, os degraus se desgastavam rapidamente e faltava acessibilidade às pessoas em cadeiras de rodas.

Críticas também foram ouvidas dos venezianos e turistas que cruzaram a ponte e sofreram vários escorregões e quedas.

Além de Calatrava, o engenheiro Salvatore Vento também foi condenado a pagar quase 11 mil euros. Ambos ainda terão que pagar os custos do processo.

Conhecida como a “Ponte Calatrava” liga a Piazzale Roma à estação ferroviária de Santa Lúcia. Ela é a quarta ponte que atravessa o Grande Canal e a primeira construída nos últimos 125 anos.

Ao longo de sua carreira, o arquiteto de Valência recebeu diversos prêmios internacionais e milionários pagamentos.

Operáriois tentam incessantemente consertar o Museu de Valencia de Santiago Calatrava.
Operários tentam incessantemente consertar o Museu de Valencia de Santiago Calatrava.
Calatrava era tido como gênio por ter construído um radical complexo sobre um leito seco de rio em Valência, que ocupa 35 hectares.

Hoje em dia, em Valência ele é considerado um malfeitor, escreveu “The New York Times”. O político local Ignacio Blanco até montou um site cujo nome poderia ser traduzido como “Calatrava te apunhala”.

O conjunto originalmente orçado em 300 milhões de euros se denomina Cidade das Artes e Ciências. Inclui um salão de apresentações, uma ponte, um planetário, um teatro de ópera, um museu de ciência, um calçadão coberto e espelhos d’água.

Na prática custou quase o triplo, e a região valenciana nunca teve dinheiro para pagar. Mas o monstrengo virou cartão de visita da cidade.

Calatrava ganhou quase 94 milhões de euros pelo serviço em que a ópera está tão mal feita que 150 lugares têm a visão obstruída.

No Museu da Ciência foram esquecidas as saídas de incêndio e os elevadores para deficientes.

Em Valência, o monstrengo iria transformar a cidade num destino turístico, como fez o Museu Guggenheim em Bilbao.

A ópera tem uma “pele macia” que começou a enrugar apenas seis anos depois da inauguração.

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, outra insensatez gordamente paga de Santiago Calatrava. Oficialmente o acervo do Museu são as possibilidades e projeções, nenhum objeto
Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, outra insensatez gordamente paga de Santiago Calatrava.
Oficialmente o acervo do Museu são as possibilidades e projeções, nenhum objeto
Calatrava não era encontrado para dar se explicar. Mas ele defendeu seu desastre em várias publicações, dizendo que seus honorários foram justos.

Mas ele continuava recebendo do governo socialista enquanto o desastre progredia. “Ele foi pago mesmo quando consertava seus próprios erros”, disse Blanco.

Os admiradores justificam as falcatruas dizendo que os astros da arquitetura pedem preços elevados para projetos complexos.

Arquitetos, acadêmicos e construtores não entendem como Calatrava está colecionando uma lista incomumente longa de projetos marcados por estouros de orçamento, atrasos e litígios.

Calatrava projetou dezenas de estruturas ao redor do mundo, como a estação ferroviária Liège-Guillemins na Bélgica, o arranha-céu Turning Torso em Malmö, na Suécia, e o Museu de Arte de Milwaukee nos EUA.

Em Nova York a nova estação de trens no marco zero deveria ser inaugurada em 2015, mas acumulou seis anos de atraso custará US$ 4 bilhões, o dobro do orçamento inicial.

Em Bilbao, a passarela dos tombos, em vidro, é evitada
Em Bilbao, a passarela dos tombos, em vidro, é evitada
revista “Architectural Record” dizia que ele tinha novos clientes dispostos a financiar novos projetos nas cidades de Dublin e Dallas.

Em Bilbao, na Espanha, houve problemas com uma ponte e um aeroporto. Na mesma cidade sua passarela para pedestres feita de vidro iluminado por baixo, os pedestres escorregavam sem cessar.

A Prefeitura contou 50 cidadãos feridos na ponte, quebrando pernas ou quadris, desde que foi inaugurada em 1997.

Os tijolos de vidro racham com frequência e a cidade tampou os vidros com um grande tapete de borracha preta. Em uma tempestade recente, o tapete se levantou, derrubando vários transeuntes.

“Não podemos continuar pagando às pessoas que escorregam e caem” disse Ibon Areso, prefeito de Bilbao.

Também em Bilbao, Calatrava fez um terminal de aeroporto apelidado de La Paloma que, quando foi inaugurado em 2000, não tinha sala de desembarque.

A Turning Torso Malmö, no sul da Suécia da a impressão que cai para qualquer lado.
A Turning Torso Malmö, no sul da Suécia da a impressão que cai para qualquer lado.
Os passageiros caíam diretamente na calçada, onde tinham de esperar no frio.

Em Oviedo, Calatrava foi condenado a pagar 3,3 milhões de euros após um centro de conferências seu sofrer um desabamento espetacular.

Impossível criar um ambiente acolhedor no interior da Turning Torso de Santiago Calatrava
Impossível criar um ambiente acolhedor
no interior da Turning Torso de Santiago Calatrava
Na região de Álava, uma vinícola processa o gênio modernista por um teto ondulado que dá vazamentos, que arruínam o controle de umidade vital para o vinho.

A vinícola Domecq lhe pede 2 milhões de euros para contratar novos arquitetos e engenheiros e solucionar o erro.

Voltando a Valência, Blanco diz que os “arquitetos sabem exatamente que maçanetas de portas querem, onde comprá-las e qual o seu preço. Mas Calatrava é o oposto”.

Os jardins paisagísticos da Cidade das Artes e Ciências têm por cima arcos metálicos que ficam tão quentes que nenhuma trepadeira sobe por eles.

O teto do salão de apresentações vaza e a ópera já foi inundada em uma tempestade.

Um arquiteto de Valência, Vicente Blasco, criticou Calatrava por cobrir as laterais de aço da ópera com um mosaico de azulejos brancos quebrados que agora estão desmoronando como era previsível.

“É tão básico”, disse Blasco. “Ninguém pensaria que isso pudesse dar certo.”

O caso das maluquices de Calatrava não é único e não se explica por dinheiro ou outras razoes que não sejam ideológicas: o desejo de construir um mundo cabeça para abaixo que seja bem o contrário da ordem e da Civilização Cristã.


terça-feira, 8 de março de 2022

“Modernização” da Igreja: padres somem, seminários fecham, missas acabam e fiéis apostatam

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Mais de 21% do clero da Irlanda – párocos e irmãos em serviço ou aposentados – morreram em apenas os últimos três anos, sem quase terem substituição informou “Irish Examiner”.

A Associação dos Padres Católicos diz que as paróquias terão que ser fusionadas, as igrejas fechadas e as missas diminuídas em número.

O padre John Collins, um dos diretores da ACP, disse: “Os números são chocantes.

“Todos estamos cientes do envelhecimento da população sacerdotal, mas é somente quando você olha para os números que percebe o alto número que é.

“Esta é uma ilustração verdadeiramente chocante”.


Ele acrescentou que o número dos óbitos sacerdotais “só vai continuar aumentando” a cada ano, essencialmente pela ausência de novas vocações e esvaziamento consequente.

A Irlanda foi um país famoso pela sua catolicidade que enviou gloriosamente muitos missionários ao mundo inclusive para a América do Sul.

Mas, com a revolução do período pós-conciliar, o número de sacerdotes diocesanos vem caindo regularmente. Eram cerca de 2.067 em 2014, porém com uma crescente proporção de sacerdotes com idades entre 75 e 84 anos.

No final de 2018, só ficavam por volta de 1.800 padres exercendo o ministério além de cerca de 720 padres aposentados.

Segundo o Diretório Católico Irlandês, que é publicado pela Conferência dos Bispos Católicos Irlandeses em 2019 morreram 166 padres e irmãos e também 174 freiras.

Em 2020 outros 223 padres e irmãos além de 191 freiras também pereceram. Até setembro de 2021, faleceram 131 padres e irmãos além de 131 freiras.

Funerais de sacerdotes na Itália
Funerais de sacerdotes na Itália
Nem todas as ordens religiosas ou dioceses relatam a morte de seu clero ao órgão episcopal. Por isso, o site Rip.ie acrescenta pelo menos outros 36 padres, 5 irmãos e 76 freiras e religiosos falecidos entre outubro de 2021 e 4 de janeiro de 2022.

O “Irish Examiner” informou que o número de padres deve diminuir ainda drasticamente nos próximos meses, por pedidos de aposentadoria acumulados. Na Diocese de Cork e Ross, se aguarda que perto de 11 padres se aposentem nos próximos três anos. Nove dos 94 párocos da diocese têm mais de 75 anos.

O padre Tim Hazelwood, da diocese de Cloyne, da Associação de Padres Católicos, disse: “O Covid-19 acelerou a mudança e, uma grande mudança vai acontecer e as igrejas vão fechar”.

“Infocatólica” noticiou que o arcebispo de Dublin, a capital irlandesa, explicou que só há dois noviços no seminário.
A suposta “modernização” da Igreja católica não só reduziu o clero à sua última expressão numérica, mas também devastou as fileiras dos fiéis, afastando-os em lugar de atrai-los.

É o que acontece na Áustria, por exemplo, onde segundo as últimas estatísticas publicadas o 12 de janeiro de 2022, 72.055 pessoas deixaram formalmente a Igreja em 2021, contra 58.727 em 2020 e 67.794 em 2019, divulgou “Infocatólica”.  

A população total desse país também outrora um baluarte da catolicidade é de quase 9 milhões de habitantes, mas hoje os católicos são quase a metade ou 4,83 milhões em 31 de dezembro de 2021.

Os administradores das dioceses austríacas tal vez não estejam tão descontentes porque o sistema de impostos aumentou a contribuição obrigatória à Igreja de € 481 milhões (US$ 546 milhões) em 2019 para € 484 milhões (cerca de US$ 550 milhões) em 2020, em decorrência do aumento da receita tributária do governo.

Os católicos pagam cerca de 1,1% de sua renda tributável à diocese local dentro do sistema do imposto da renda, o que equivale a 75% da entrada anual da Igreja.

Houve uma queda significativa no número de batismos atribuída ao temor da pandemia, mas que também revela um grau importante de desinteresse pela salvação da alma dos filhos.


terça-feira, 1 de março de 2022

Grandes bancos de Nova Iorque querem trabalho presencial

Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O teletrabalho especialmente multiplicado pela pandemia não trouxe senão muito parcialmente os benefícios que prometia e atraiu assustadoramente males inesperados.

Por isso, muitos funcionários de todos os níveis decepcionados com os danos percebidos voltaram assim que puderam ao trabalho presencial.

Os prejuízos foram percebidos na vida familiar, na ausência de privacidade no lar, da falta da psicológica distinção entre trabalho e casa, na desconexão entre os funcionários, a carente relação com o cliente, do relacionamento indispensável com chefes, colegas e subalternos, etc.

Também os diretores de empresa perceberam as perdas causadas ao bom funcionamento delas.

O retorno ao trabalho presencial virou então um dos mais fortes temas de debate nas empresas americanas.

Exemplo característico foi oferecido pelo presidente-executivo do banco Morgan Stanley, James Gorman. Ele avisou aos funcionários: “se você pode ir a um restaurante em Nova York, então pode ir ao escritório e queremos você no escritório”, narrou “La Nación”.

Numa conferência de serviços financeiros, Gorman disse que ainda não havia ordenado aos funcionários voltar ao escritório, mas tinha enviado uma mensagem “muito forte” exprimido seu desejo de vê-los em suas mesas.

Acrescentou que ficaria “muito decepcionado” se os trabalhadores desse gigante das finanças não voltassem aos seus empregos para o Dia do Trabalho, que nos EUA é comemorado em 6 de setembro.

Se não for assim, alertou: “então, se não, teremos um tipo de conversa muito diferente”. O aviso foi bem duro num ambiente onde não prevalece a caridade católica.

O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'. Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa
O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'.
Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa?
Gorman garantiu que não veria com bons olhos os funcionários que desejam realizar seu trabalho remotamente desde lugares como a Flórida ou o Colorado. Ele lembrou se querem ganhar seu salário nos patamares de New York devem trabalhar lá.

O chefe do Morgan Stanley tem ponderadas razões.

Ele observa que trabalhar no escritório é especialmente importante para os funcionários mais jovens, que ainda estão treinando para aprender as funções. É no trabalho que eles aprendem todos os jeitos e sutilezas da função.

Mas o Morgan Stanley não é o mais radical no pelotão de grandes bancos que querem seus funcionários de volta no tradicional escritório.

Quase todos os funcionários da sede em Nova York do banco múltiplo Goldman Sachs foram convocados a retornar às suas mesas.

O CEO dessa empresa, David Solomon, deu um ultimato aos trabalhadores da empresa, avisando que aqueles que não voltaram ainda tinham um breve prazo para resolver as dificuldades para voltar ao local de seus empregos.

Solomon já qualificou o trabalho remoto de “uma aberração”.

O maior banco dos EUA, o JP Morgan Chase, aconselhou seus bancários a prepararem o retorno ao escritório no período de um mês.

Muitos deles anseiam pelo retorno aos escritórios, as iniciativas das empresas para trazê-los de volta às suas matrizes obrigam a alguns a mais rearranjos de suas vidas.

Onde está o ambiente de trabalho. O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Onde está o ambiente de trabalho?
O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Os chefes temem que suas equipes sejam menos competitivas se não retornarem logo, mas os trabalhadores que completaram o tempo em casa com outras atividades podem perder a flexibilidade adquirida.

Também os funcionários mais jovens e solteiros tem mais facilidade para voltar mais cedo e aproveitam a ocasião para estabelecer melhores conexões com executivos e clientes.

Nas grandes finanças americanas há exceções. Por exemplo, o Citigroup facilitou as opções a seus funcionários que se mostrem capazes de adotar um estilo de trabalho híbrido entre casa e escritório no longo prazo.

Sua CEO, Jane Fraser, ainda acredita na flexibilidade em relação aos trabalhadores, e o Bank of America não prevê um retorno massivo de funcionários aos escritórios de imediato.

Muito ainda vai se falar do problema do teletrabalho. Mas a boa ordem pede uma adequação do ambiente do trabalho à psicologia das pessoas.

Cria-se imperceptivelmente um conjunto de causas e efeitos psicológicos e ambientais que se entrelaçam por vezes de um modo tão rico e inesperado, que ninguém poderia imaginar.


Há relacionamentos implanejáveis cheios de imponderáveis, que nascem do contato espontâneo e vivo das pessoas e marcam a fundo o ambiente de trabalho e produção. O instrumento digital não é capaz por si só de cria-los, como tampouco, vamos dizer uma máquina de escrever ou um grampeador.

Chefes e funcionários não funcionam como objetos inertes num esquema eletrônico. Os seres vivos não podem ser organizar como uma equação e esse um dos mais sofridos riscos do relacionamento, inclusive de trabalho, meramente cibernético.