terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasores descem em praia de naturistas insensíveis ao desembarco

Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha
Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O jornal de Madri “El País” divulgou um breve vídeo de uma cena estarrecedora das invasões islâmicas que ameaçam submergir Europa no caos e no regime de humilhante escravatura prometida aos cristãos pelo Corão.

No vídeo filmado na praia del Cañuelo, em Tarifa, província de Cádiz, por volta das 13:00 do dia 28 de julho aparecem banhistas, vários deles naturistas, deitados na praia.

Inesperadamente descem de um grande bote inflável por volta de 50 pessoas provenientes da África. As imagens foram tiradas por turistas.

A cena virou emblemática da decadência moral europeia e da ânsia de avançar e ocupar os espaços continentais por parte dos invasores islâmicos.

Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
O fato poderia ter degenerado em tragédia. Mas os invasores desapareceram rapidamente entre a vegetação próxima temendo a chegada da polícia e provavelmente se dirigindo a um local predisposto para recebe-los.

No dia anterior, por volta de mil pessoas foram resgatadas de águas do Estreito de Gibraltar quando navegavam em por volta de 50 botes infláveis ou em mal estado, segundo informou a agência EFE.

Até o dia 25 de julho neste ano (2018) foram acolhidos 20.992 ilegais chegados às costas espanholas, o triplo do mesmo período de 2017.

Foi quase o 40% da imigração ilegal recenseada na Europa, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O cômputo não inclui os imigrantes sub-reptícios como os captados no vídeo.

No que vai do ano, mais de 1.500 pessoas faleceram na tentativa de atravessar o perigoso estreito de Gibraltar. Mas isso não detém a determinação dos invasores, nem de seus instigadores.

Não reproduzimos o vídeo posto o degradante estado de nudez dos turistas.

Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
A cena pressagia a repetição de cenas de invasão de extermínio de habitantes decadentes a mãos do Islã como já aconteceu repetidamente em séculos passados na Espanha.

A filmagem impressionou ao jornal argentino “La Nación”: notadamente a correria terra adentro dos invasores e o olhar atônito dos banhistas que não souberam reagir diante daquilo que pressagia o mais trágico futuro para seu país.

Diante do espanto manifestado por muitos, o ministro socialista do Interior foi até o local e instou a achar uma “solução europeia”.

Palavreado que equivale a dizer que não fará nada. Assim, a invasão não será obstada inteligentemente, mas será favorecida com medidas burocráticas que repercutirão na inevitável descristianização do continente e na sua islamização.



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Suécia penetrada pelo Islã radical: de Lutero ao suicídio final

O Islã entra desafiante nos países escandinavos
O Islã entra desafiante nos países escandinavos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A Universidade de Defesa da Suécia quis saber mais sobre o salafismo, sombria crença que condensa a radicalização dos muçulmanos naquele país, informou por meio de uma cuidadosa resenha o Gatestone Institute.

Os salafistas dizem inspirar-se nas primeiras três gerações de seguidores de Maomé, ou “antepassados devotos”, muito mitificados, pois não há testemunho histórico deles.

Sua ideologia é de feitio moderno e está associada ao terrorismo de Al-Qaeda e aos postulados assassinos do ISIS.

Segundo o estudo, os salafistas rejeitam a sociedade ocidental em favor de um Islã “puro” que não sabem especificar bem qual é, mas no qual matar ‘infiel’ ou cristão é virtude.

O estudo não soube estimar quantos fanáticos desses há na Suécia, mas demonstra que evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, em diversas cidades e localidades.

Os “salafistas – resume o estudo – defendem a segregação de gênero, exigem que as mulheres usem os véus islâmicos para limitar a 'tentação sexual', restringem o papel das mulheres na esfera pública e se opõem categoricamente a ouvir música e a determinadas atividades esportivas”.

Atentado terrorista com caminhão em Estocolmo fez 5 mortos e 15 feridos, em 7.4.2017.
Atentado com caminhão em Estocolmo fez 5 mortos e 15 feridos, em 7.4.2017.
Em poucas palavras, substituem as mais descabeladas ‘conquistas’ antinaturais e anticristãs das agendas LGBT pelo delírio oposto, porém mais feroz. Entre as duas pinças o cristianismo é esquartejado

Muitos salafistas instruem os muçulmanos a não fazerem amizade com os suecos, referindo-se a eles como “kufr” ou “infiel”, equiparáveis em direitos a um porco, animal de carne impura, segundo o Corão.

O pregador salafista Anas Khalifa salientou:

“Isso significa que se você se deparar com um cristão ou com um judeu, você o odeia em nome de Alá. Você sente ódio porque ele não acredita em Alá. Você quer do fundo da alma que ele ame Alá”.

Os salafistas dividiram geograficamente a Suécia entre si


Segundo o estudo, “os pregadores salafistas dividem sua da'wa (missão) em diferentes áreas geográficas”. Há um plano de conquista.

Passeatas islâmicas radicais vem aumentando na Suécia. Foto em Malmo.
Passeatas islâmicas radicais vem aumentando na Suécia. Foto em Malmo.
Em Borås, crianças muçulmanas não bebem a água da escola nem pintam com aquarelas porque dizem que a água é “cristã”.

A polícia informou que essas crianças disseram a seus colegas de classe que vão cortar suas gargantas e mostraram decapitações em seus celulares.

Há casos de “adolescentes que chegam às mesquitas no final de um dia na escola para se 'lavarem' após terem interagido com a sociedade não muçulmana”.

Um funcionário da saúde ressaltou: “Há uma rede que controla as mulheres para que não fiquem sozinhas com os funcionários da saúde.

“Elas não têm condições de dizer a ninguém o que lhes acontece. Muitas mulheres vivem numa situação pior que em seus países de origem”.

Trabalho ativo da Irmandade Muçulmana para multiplicar o número de ativistas na Suécia.
Trabalho ativo da Irmandade Muçulmana
para multiplicar o número de ativistas na Suécia.
Em Västerås, a influência religiosa se entrelaça com o crime.

“Se um bando entra numa mercearia e a mulher do caixa não estiver usando véu, eles pegam o que querem sem pagar, chamam a caixeira de 'prostituta sueca' e cospem nela”, disse um policial citado pelo estudo.

Sírios e curdos, donos de lojas e de restaurantes, são molestados, apesar de dizerem que sua religião não é o Islã.

Em Gotemburgo, salafistas proibiram os muçulmanos de votar nas eleições, dizendo: “No dia do julgamento vocês serão responsáveis por tudo que fizerem os políticos estúpidos nos quais votaram”.

“Numa seção eleitoral eles balançaram a bandeira do Estado Islâmico”, testemunhou um funcionário local.

Dos 300 muçulmanos suecos que se alistaram no ISIS na Síria e no Iraque, praticamente um terço saiu de Gotemburgo.

O pregador somali-canadense Said Regeah, ao discursar na Mesquita Salafista Bellevue, em Gotemburgo “chamou a atenção para a importância das pessoas nascerem 'puras' e que somente os muçulmanos são puros”.

Os estabelecimentos propriedade de não muçulmanos foram vandalizados com pichações a favor do Estado Islâmico e os donos sofreram ameaças de decapitação.

A fotomontagem revela como muitos veem o futuro da Suécia
A fotomontagem revela como muitos veem o futuro da Suécia
O emprego em um restaurante muçulmano é negado a quem não for religioso. E como a sociedade sueca teme as represálias dos radicais, não ajuda aos muçulmanos não praticantes.

Na região da capital Estocolmo, os jihadistas (combatentes da ‘guerra santa’) salafistas podem somar 150 e estão concentrados na região de Järva, uma das “zonas proibidas” de Estocolmo.

Lá, jihadistas e delinquentes comuns se enfrentam pelo controle das redes do crime organizado e os muçulmanos aterrorizam os residentes.

Uma mulher ressaltou que os salafistas dominam empresas e mesquitas instaladas em subsolos e associações culturais. Segundo ela, “os suecos não têm ideia do tamanho da influência do Islã político nos subúrbios”.

Os pregadores instruem as mulheres a não denunciarem os maridos que abusam delas. “As leis suecas não são cumpridas nos subúrbios”.

Escalada salafista na Suécia está ligada a mesquitas da "religião da paz"
Escalada salafista na Suécia está ligada a mesquitas da "religião da paz"

Cegueira oficial para o elo entre mesquitas e extremistas 


O estudo reprova as autoridades suecas por sua incapacidade de relacionar os islâmicos radicais com os “ambientes e mesquitas que moldam sua maneira de pensar e, em certos casos, facilitam o ímpeto de se juntarem a grupos mais radicais e violentos”.

O estudo cita o então Coordenador Nacional Contra o Extremismo Violento, para quem “a razão pela qual tanta gente sai da Suécia para se juntar ao Estado Islâmico ilustra a incapacidade das autoridades suecas (com exceção da polícia de segurança) de enxergarem que esse problema não apareceu do nada”.

Essa cegueira deliberada diante do terrorismo jihadista é alimentada também pelas autoridades europeias e ocidentais.

Mesquita em Estocolmo
revela crescimento de adeptos.
Elas pretendem que os ataques terroristas derivam de “doenças mentais”, e não do Islã.

Não se sabe bem por que qualificam o Islã, aliás, culposamente, de “religião de paz”.

O estudo exemplifica com uma menina muçulmana que queria tirar o véu para brincar de cabeleireira com outras crianças, mas os funcionários suecos não permitiram por respeito aos desejos dos pais.

Em outro caso, em uma pré-escola sueca, uma menininha não queria usar o véu, mas os funcionários suecos forçaram-na a usá-lo, “ainda que parecesse errado”, porque esse era o desejo dos pais.

Mesquita de Uppsala.
Mesquita de Uppsala.
Os funcionários da escola sueca também disseram que não sabem como agir quando as crianças querem comer e beber durante o Ramadã, visto que os pais as instruíram para jejuar.

O estudo é o primeiro na Suécia a finalmente reconhecer que há um problema. Porém, o governo e os líderes políticos se recusam a ver a realidade.

Nesse caso, o estudo terá sido em vão, conclui Judith Bergman, advogada e analista política, autora da resenha do Gatestone Institute.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O milagre do terço em Hiroshima:
Nossa Senhora de Fátima salvou os missionários

Os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer,
Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik [assinalados no círculo da foto]
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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No dia 6 de agosto de 1945, solenidade da Transfiguração de Nosso Senhor e praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica “Little Boy”, de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos, e grande parte da cidade destruída.

Três dias depois, a mesma aviação lançou a bomba nuclear de plutônio, “Fat Man”, sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que estavam no templo.

Foi a primeira e única vez em que armas nucleares foram usadas contra alvos civis.

Devido à radiação, entre dois a quatro meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 e 166 mil pessoas em Hiroshima, e 60 a 80 mil em Nagasaki.

Durante os meses seguintes, várias pessoas morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação.

Nesse terrível cenário, ocorreu nessa cidade um fato surpreendente, que passou a ser conhecido como o “Milagre de Hiroshima”: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive a seus efeitos, apesar de estarem muito perto do local onde a bomba explodiu.

Pe. Hubert Schiffer SJ
Esses religiosos eram os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik.

No momento da explosão, eles se encontravam na casa paroquial da igreja de Nossa Senhora da Assunção, um dos poucos edifícios que resistiu à bomba.

Um dos sacerdotes estava celebrando a Santa Missa, outro tomava o café da manhã e os demais se encontravam em dependências da paróquia.

O edifício religioso sofreu apenas danos menores, como vidros quebrados, conforme escreveu o Pe. Hubert Cieslik em seu diário, mas nenhum dano em consequência da energia atômica liberada pela bomba.

O Pe. Schiffer escreverá depois o livro O Rosário de Hiroshima, no qual narra tudo o que lhes sucedeu naqueles dias fatídicos.

Os religiosos atribuem sua preservação a uma proteção particular da Santíssima Virgem, pois “vivíamos a mensagem de Fátima e rezávamos juntos o Rosário todos os dias”.

Quando, mais tarde, esses jesuítas receberam tratamento médico, foi-lhes dito que devido à radiação eles teriam lesões graves, enfermidades, e inclusive uma morte prematura.

Porém, contra todas as expectativas, tal não sucedeu. Nenhum deles teve qualquer transtorno físico.

Pelo contrário, em 1976 — 31 anos depois do lançamento da bomba —, o Pe. Schiffer participou do Congresso Eucarístico de Filadélfia, onde relatou sua história.

Ele confirmou que os quatros jesuítas ainda viviam, sem nenhuma enfermidade.

Isso foi comprovado por dezenas de médicos que os examinaram cerca de 200 vezes nos anos posteriores, não encontrando qualquer sinal da radiação em seus corpos.

Catedral da Assunção de Nossa Senhora, em HIroshima, o novo templo hoje
Catedral da Assunção de Nossa Senhora,
em HIroshima, o novo templo hoje
O Pe. Hugo Lassalle continuou em Hiroshima, e em 1948 naturalizou-se japonês com o nome Enomiya Mabiki.

De passagem por Roma, recebeu do Papa Pio XII autorização para recolher fundos destinados a reconstruir a igreja dedicada à Assunção de Nossa Senhora.

Em 1959, com a elevação de Hiroshima a diocese pelo Papa João XXIII, ela passou a ser catedral.

Sua construção começou em 1950 e foi concluída no dia 6 de agosto de 1954, nove anos após a explosão da bomba atômica.

É preciso dizer que a rendição do Japão se daria na solenidade da Assunção da Virgem aos Céus, 15 de agosto de 1945, poucos dias depois da explosão das bombas atômicas.

Hiroshima foi reconstruída totalmente, com aquela tenacidade própria aos filhos do Sol Nascente, contando hoje com mais de um milhão e cem mil habitantes.


(Fonte: ACIPrensa)



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Prazer sadomasoquista em prisão soviética ou prelibação do inferno?

Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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É atrativo passar uma noite num antro de sofrimento por onde passeou a morte? E, mais ainda, numa cela soviética na Letônia?

Há turistas que acham que sim.

Chega-se à prisão de Karosta, em Liepaja, oeste da Letônia, sobre o mar Báltico, atravessando uma densa floresta onde foram fuzilados e enterrados não poucos reclusos.

Os funcionários recebem com uniformes militares e gestos adustos. E instruem os hóspedes sobre as normas para sobreviver uma noite, narra uma reportagem de “La Nación” de Buenos Aires.

Hora de ir deitar no hotel-prisão de Karosta.
Hora de ir deitar no hotel-prisão de Karosta.
Construído por volta de 1900 para ser hospital, os comunistas o transformaram em cárcere inexpugnável do qual cativo algum evadiu com vida.

Começou a funcionar sob o czarismo russo, foi requintado pelo bolchevismo, por nazistas e por comunistas soviéticos e funcionou até 1997.

Foi posteriormente reciclado em museu, teatro, e agora em hotel de terror que oferece a experiência de sentir por algumas horas as angústias de um condenado.

Em rigor, não é bem o mesmo, porque o hóspede sabe que sairá em hora marcada, sem ferimentos e levando seus objetos pessoais.

Mas há opções que compensam essas “felicidades burguesas”.

Os carcereiros reproduzem em montagens cenas que teriam aterrorizado os antigos condenados.

Quarto de luxo na presídio sado-masoquista de Karosta.
Quarto de luxo na presídio sado-masoquista de Karosta.
Há uma opção de quarto pequeno, mas limpo, com duas estruturas de ferro que sustentam uns esquálidos colchões.

Na segunda opção, a cela é mais escura e só tem uma janelinha através da qual se filtram débeis raios de luz e onde esqueléticos colchões se apoiam diretamente sobre o chão cinza e gélido.

Após o check-in, um guia e um carcereiro conduzem o hóspede pelos andares do cárcere, contando fatos trágicos e cruéis, histórias de fantasmas, de mortos que deambulam pelos corredores e os métodos de castigo de épocas pretéritas.

O interruptor da luz do quarto fica no corredor, a dois metros de altura.

O hóspede-presidiário logo percebe que em seu setor não há mais ninguém.

A porta do quarto é de madeira grossa e pesada, e só fecha por fora.

Uma janelinha permite ao guarda vigiar tudo o que acontece.

Revista de horror na ex-prisão soviética de Karosta.
Revista de horror na ex-prisão soviética de Karosta.
O toalete fica na outra extremidade do pavilhão.

Chega-se até ele caminhando num silêncio inquietante através de um longo e lúgubre corredor mal iluminado.

Através das janelinhas das celas pode-se ver o que há nos cubículos vazios.

O pátio do cárcere é a única alternativa de distensão, mas é sombrio e transmite a opressão de espírito que afligia os detentos.

Apagando-se a luz, o silêncio afia os sentidos: qualquer som ou palavra no quarto se amplifica, antes de desaparecer na escuridão.

Quartos são prefigura dos confinamentos infernais.
Quartos são prefigura dos confinamentos infernais.
As histórias tétricas do local, as aberrações ali praticadas, as tragédias que se desprendem das paredes assaltam o pensamento.

Na manhã seguinte o guarda acorda o hóspede e o manda arranjar a cama.

Lá fora um militar ordena um grupo de jovens a realizar exercícios militares antes de ingressar na prisão.

O que faz alguém querer passar por esse túnel de horrores?

A doutrina católica diz que vai ao inferno quem quer.

O hotel-prisão de Karosta ajuda a compreender como isso pode acontecer.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Socialismo escandinavo vira inferno de igualitarismo e atrito étnico-cultural

Solidão e depressão nórdica.
Solidão e depressão nórdica.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Costuma-se ainda a apresentar os países escandinavos como um paraíso material resultante de um igualitarismo avançado.

Neles os sistemas públicos seriam exemplares, os rankings de felicidade entrariam no ‘top 10’, e a igualdade de gênero teria tornado invejáveis a vida e o progresso social.

Porém, a verdade está longe dessa fachada de modernidade igualitária bem-sucedida, conforme registrou reportagem do jornal portenho “La Nación”. “Existe um lado mais obscuro, conhecido por poucas pessoas”, escreve.

“Esses países parecem deslumbrantes. Muitos não enxergam além da ‘felicidade’, da riqueza, da abertura e da democracia.

“Acredito que as pessoas queiram achar que existe em algum local do mundo uma utopia maravilhosa”, explica o jornalista inglês Michael Booth, autor do livro Pessoas quase perfeitas. O mito da utopia escandinava.

Na última década, a residência de “Alice no país das maravilhas” e de Papai Noel foi imaginada na Escandinávia.

Porém, quando quanto mais alto se sobe no mito, mais dolorida é a queda na realidade.

A Suécia, país de 9,9 milhões de habitantes, é o mais conhecido do maravilhoso país de Alice por seu modelo de suposto bem-estar material.

Seu sistema estatal, intensamente socializado, faz de cada indivíduo um ser plenamente independente, pelo menos na teoria.

Mas o resultado final foi inesperado e devastador: a solidão se transformou em epidemia. A metade dos suecos vive sozinha e um de cada quatro morre sem ter quem o acompanhe.

Islândia: à testa do consumo mundial de antidepressivos
Islândia: à testa do consumo mundial de antidepressivos
O documentário “A teoria sueca do amor” exibe essa crua realidade com o caso de um homem achado morto em seu apartamento dois anos após o óbito. Suas contas caíam no débito automático e os vizinhos nem ligaram para a sua longa ausência.

O famoso etnólogo sueco Ake Daun conta no livro A mentalidade sueca que é comum as pessoas subirem pela escada para não se encontrarem com alguém no elevador, “de medo de não serem capaz de excogitar algo sobre o que falar”.

Segundo inquérito privado do Banco HSBC, embora a Suécia seja tida como 8º melhor país do mundo para se viver e trabalhar, no quesito amizade está no último lugar dos 46 países estudados.

A Islândia, recentemente muito louvada pelos seus sucessos no futebol, é um dos países que más consume antidepressivos no mundo.

E não é porque seus cidadãos não vivem felizes, pois, segundo a ONU, é o 4º país mais feliz do mundo, além de ser apresentado pela mídia como modelo de vida saudável.

É porque 11,8% de seus 334.000 habitantes consomem antidepressivos diariamente, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE). A Islândia está no primeiro lugar em nível mundial nesse negro recorde.

Segundo Andreas Vilhelmsson, doutorado em Saúde Pública pela Universidade de Lund, Suécia, as investigações “sugerem que, a pesar do aumento do consumo dos antidepressivos, não se constata um impacto positivo na saúde pública”.

Alguns especialistas atribuem essa depressão generalizada ao isolamento geográfico, ao frio e à falta de sol. Mas é uma teoria.

Consumo de heroína em Oslo é recorde na Europa.
Consumo de heroína em Oslo é recorde na Europa.
Fora da Finlândia, o país é sinônimo de igualdade de oportunidades. Em 2017 ficou como o terceiro país mais igualitário em matéria de igualdade de chances para os sexos.

Mas a fachada estatística esconde que a taxa de violência de gênero é das mais elevadas do mundo.

Os investigadores espanhóis Enrique García e Juan Merlo, da Universidade de Valencia (Espanha) e de Lund (Suécia), cunharam a expressão “paradoxo nórdico” para tentar explicar essa chaga social que também aflige a Noruega, a Suécia e a Dinamarca.

Eles tentaram explicar o “paradoxo” com o consumo de álcool. Mas García explicou que isso é “só uma hipótese possível” entre outras.

O Swedish Research Council concede verbas para que os cientistas tentem decifrar o enigma. Mas eles não acham explicação na ciência, prescindindo, é claro, da moral e da religião.

A Noruega nada no petróleo e nenhum país do mundo a supera no tocante às benesses distribuídas pelo Estado. Mas o mal-estar generalizado induz ao consumo de heroína em volumes preocupantes.

É o país escandinavo mais rico e o mais desenvolvido do planeta, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela ONU.

Porém, possui a terceira maior taxa de mortes por overdose de drogas na Europa: 81,5 por milhão, quando a média europeia é de 21,8 por milhão, segundo o Observatório Europeu das Drogas e das Toxicomanias (OEDT).

Alto consumo de alcool e violência familiar na Finlândia.
Alto consumo de alcool e violência familiar na Finlândia.
A mortalidade tão elevada é atribuída à combinação de álcool com excesso de heroína, que hoje está sendo substituída por drogas sintéticas.

Para “resolver” o problema, em dezembro de 2017 o Parlamento despenalizou as drogas. Os viciados não responderão mais à Justiça, mas serão tratados pelo Ministério da Saúde.

Na Dinamarca, a paz social desapareceu. Seus 5,7 milhões de habitantes foram rachados ao meio, colididos pelo fluxo migratório islâmico e africano.

Alguns preferem continuar como um povo pequeno, mas homogêneo, pacificamente instalado em sua península e suas ilhas.

Mas desde 2015 uma torrente de imigrantes ilegais ingressou no país, desfazendo a unidade social.

A chamada ‘ultradireita’ – incarnada especialmente pelo Partido Popular Dinamarquês (DF), o mais votado nas últimas eleições – ergueu o machado viking de guerra. E pediu o confisco dos bens dos recém-chegados, para custear a permanência deles no país. A lei não passou, mas o país rachou.

“Nos países nórdicos, os partidos anti-imigração dominam o discurso político. Todos viram para a direita.

“A Dinamarca, que está na ‘linha de frente’ junto com a Alemanha [n.r.: diante da afluência de imigrantes ilegais], impôs unilateralmente regras muito draconianas”, explicou ainda o jornalista inglês Michael Booth.

Dinamarca atritos raciais e ideológicos com os imigrantes romperam a paz social.
Dinamarca atritos raciais e ideológicos com os imigrantes romperam a paz social.
Uma delas consistiu em desmanchar guetos (já há 22 no país) formados pelos imigrantes. O governo anunciou que derrubaria prédios para forçá-los a “se misturarem com pessoas de origem diferente”, leia-se dinamarqueses.

Crimes de toda espécie explodiram, sobretudo nas mal afamadas áreas dos guetos. A lei irá puni-los com penas dobradas.

Isso feito, a guerra étnica, cultural, social, religiosa e legal se desdobrará em proporções assustadoras em todos os países escandinavos.

Em suma, a utopia igualitária está tendo um resultado catastrófico.

Mas a mídia continua nos apresentando esses caldeirões em ebulição como sendo ainda o mundo maravilhoso de Alice.


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Fogo devora carro, mas Teca para a Eucaristia fica intacta

Teca intacta em carro consumido pelo fogo, Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Teca intacta em carro consumido pelo fogo,
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Luis Dufaur
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Um fato inacreditável para quem não tem Fé católica deu-se em Franca cidade do interior paulista: um carro ficou carbonizado pelas chamas quando levava uma teca (caixinha metálica onde é levada a Hóstia consagrada, para um doente por exemplo).

Sobre um banco do veículo, junto com a teca, ia uma folha com orações e um Terço.

E eis que esses três objetos sagrados não foram consumidos pelo fogo e ficaram intactos sobre o quase irreconhecível banco.

A surpresa inicial foi dos bombeiros que quando terminaram de apagar o fogo se depararam no interior carbonizado do carro a teca perfeitamente intacta. Não houve feridos.

As fotos foram postadas numa rede social e o sentimento geral é de que se está diante de um milagre, informou a imprensa

A teca pertence à igreja de Santa Rita de Cássia, e quando se deu a ocorrência era custodiada por uma ‘ministra extraordinária da Eucaristia’ que pegaria a Eucaristia na igreja e levaria para um doente.

A ‘ministra extraordinária da Eucaristia’ Dona Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, também é Carmelita da Ordem Secular, e descreveu:

Bombeiro apaga o fogo do carro que levava a teca, Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Bombeiro apaga o fogo do carro que levava a teca,
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
“A Providência de Deus se fez presente no dia de hoje! O carro incendiou-se totalmente, não houve feridos. E ainda o milagre presente.

“Por causa do fogo só restaram cinzas, exceto a Teca, onde se carrega o corpo de Cristo, o terço e o panfleto de uma oração, que rogava pelo Papa e falava da Eucaristia.

“Ficaram intactos, sem se queimarem ou se molharem pelas águas dos bombeiros. E há quem não acredite na força da oração e da Eucaristia”.

É preciso esclarecer que a teca estava vazia.

“Eu tinha pegado todo o material e coloquei no carro o jaleco, o livro da liturgia diária e, em cima, tinha colocado a bolsinha em que carrego a teca, além do sanguíneo e de um corporal”, contou Dona Maria Emília. Cfr. Santuário Santa Rita de Cássia.

E ressaltou que “a teca estava vazia”, pois quando termina de levar a Sagrada Comunhão aos enfermos, a primeira coisa que faz é “a purificação” do objeto.

Ficou patente como uma cuidadosa purificação é indispensável, embora, certas vezes seja omitida ou feita de modo apressado até em Missas.

Material para a Eucaristia intacto em carro consumido pelo fogo. Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP
Material para a Eucaristia intacto em carro consumido pelo fogo.
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP
Ela precisou: “queimou o carro todo, o jaleco, o livro da liturgia, o corporal, o sanguíneo.

“Ficou apenas a teca, o terço e uma oração que rezamos toda primeira sexta-feira do mês na Missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral de Franca. Esse folheto com a oração não queimou nem molhou com a água do bombeiro”.

Segundo a Rádio Vicente Pallotti, o fato aconteceu no último dia 8 de julho (2018), mas demorou em ser divulgado pelas redes sociais e imprensa.

O Bispo diocesano de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, após avaliar os fatos assinalou como Deus pode falar “conosco através dos fatos da vida”, dando apoio à ideia de mais um signo sobrenatural. Cfr. Santuário Santa Rita de Cássia.


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Assassinatos coletivos: herança do “proibido proibir” hippie

Charles M. Manson foi "profeta" de um culto anárquico voltado contra a humanidade.
Sua pregação se resume no "proibido proibir" espalhado pelos estudantes da Sorbonne em Maio 68.
Em 1987 disse a "Today Show", MSNBC: “eu estou trabalhando para salvar o meu ar, minha água,
minhas árvores e os meus animais selvagens, e eu estou tentando acabar com a sociedade. ...
as calotas polares estão derretendo porque vocês estão produzindo tanto calor com essa máquina ....
Talvez eu deveria ter matado quatro ou cinco centenas de pessoas,
então eu teria teria me sentido como se eu tivesse realmente oferecer algo a sociedade ....
a verdade é que o planeta Terra está morrendo”.
Luis Dufaur
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O assassino serial Charles Manson – psicopata e líder de um culto de homicidas entregues a ele por uma espécie de consagração – foi, para muitos de seus seguidores, uma encarnação do demônio que procuravam.

Manson faleceu em novembro de 2017 num hospital de Bakersfield, Califórnia, de um infarte de coração com 83 anos, escreveu “El Mundo”, de Madri.


Ele passou 46 anos na cadeia estadual de Corcoran. Nunca foram acolhidas as 12 impetrações de habeas corpus ou liberdade condicional em seu favor.

Manson apelidou de “A família” o clã de adeptos responsável por nove homicídios em quatro pontos diversos da Califórnia, no verão de 1969.

A comunidade que ele criou praticava um estilo de vida “alternativo” e consumia religiosamente alucinógenos como o LSD.

Inspirava-se no espírito violento de 'Helter Skelter', um termo tirado de um tema dos Beatles sobre uma guerra racial apocalíptica que, na visão de Manson, se avizinharia.

O clã foi responsável pela morte, entre outras, de Sharon Tate, a mulher do diretor de cinema Roman Polanski.

A 'família Manson' vivia na promiscuidade total, num sistema anarco-tribal ecológico
A 'família Manson' vivia na promiscuidade total,
num sistema anarco-tribal ecológico
Quatro membros da “família Manson” entraram na casa de Polanski em Cielo Drive, Los Angeles, e apunhalaram 16 vezes sua mulher, grávida de oito meses e meio.

Ela morreu ensanguentada, enquanto a “família” contemplava o “sacrifício” e a vítima implorava por sua vida e pela de seu bebê.

Nessa noite de 9 de agosto de 1969 foram também mortas mais três pessoas que estavam com Tate. Tudo isso aconteceu na mesma casa em que Polanski filmou “Rosemary's Baby”.

Para o clã, a residência representava o símbolo odiado do mundo capitalista que havia recusado a Manson, que dizia ser uma espécie de Jesus Cristo.

Na noite seguinte, ele liderou o grupo que entrou na casa do empresário Leno LaBianca e de sua mulher Rosemary.

Ordenou então a dois prosélitos que os matassem a punhaladas, instruindo-os sobre como praticar o rito corretamente.

Os “devotos” escreveram mensagens nas paredes com o sangue das vítimas “sacrificadas”, antes de fugirem da cena do crime.

A atriz Sharon Tate grávida e amigos foram assassinados segundo um ritual
místico, anti-capitalista e anti-consumista.
Vários cúmplices de Manson ainda estão em outras cadeias dos EUA.

Linnette Fromme obteve liberdade condicional. Adepta ideológica de Manson e de sua filosofia de vida, ela tentou assassinar o presidente americano Gerald Ford em 1975. Após 34 anos de prisão no Texas, obteve a liberdade em agosto de 2009.

Manson foi condenado à morte em 1971, trocada por prisão perpétua após a extinção da pena de morte na Califórnia em 1972.

Na cadeia, tatuou a suástica nazista na testa e obrigou os membros de seu clã a fazerem o mesmo.

Porque a “família” continuou a existir e o culto de sua personalidade se expandiu para fora dos muros da cadeia, nos ambientes do rock, da droga, da perversidade sexual e do “proibido proibir”.

Aliás, anteriormente a seu crime famoso, Manson passara a metade de sua vida entrando e saindo de prisões corretivas por delitos menores.

Em 1967, após sair de uma delas, sua “família” tinha crescido. Ele levou cerca 100 adeptos a San Francisco, e depois a um lugar no vale de San Fernando, para ali planejar seus crimes.

Manson, cujo nome é Charles Milles Maddox, nasceu em 1934 e tornou-se o arauto obscuro e macabro contra a “injustiça social” da sociedade americana.

Apóstolo do ecologismo radical e justiceiro da cultura hippie, ele se levantou contra a “repressão” do establishment racional e formal.

Manson não adotou o modelo do hippie “branco” ou “das flores”, mas também se caracterizava pelas modas e costumes coloridos extravagantes do rock, do pacifismo, da maconha e do LSD.

Marylin Manson foi outro adepto cultuador do assassino de massa.
Marylin Manson foi outro adepto cultuador do assassino de massa.
Foi assim que virou figura crucial na mola propulsora do “hippismo branco” ou “flower power”, da cultura da maconha e do LSD, logo continuadas pela heroína, pela cocaína e pelas drogas sintéticas, escreve ainda “EL Mundo”.

Dennis Wilson, baterista dos Beach Boys, acolheu a “família” em sua residência de Los Angeles. Ali montaram a comuna mais procurada pelos “famosos” da Califórnia. Wilson chegou a gravar duas canções de Manson.

Nessa época, o líder da comuna hippie entrou em contato com Terry Melcher, filho de Doris Day e um dos produtores mais ricos e influentes para editar suas criações musicais.

Mas Manson foi incapaz de concluir qualquer acordo. Despeitado, montou a delirante teoria do Helter Skelter, sobre guerras raciais, onde ele seria o elemento catalizador.

Após os sinistramente famosos crimes, a atração da mídia pela sua figura promoveu a edição de canções da lavra do assassino. Lie: The Love and Terror Cult – “Mentira: O culto ao amor e ao terror” virou um álbum religioso dos adeptos.

Músicos como Guns N' Roses e Marilyn Manson (que tomou seu nome artístico dele) construíram uma devoção especial à sua figura.

Axl Rose, cantante e líder dos Guns 'N' Roses, com camiseta de Charles Manson
Axl Rose, cantante e líder dos Guns 'N' Roses,
com camiseta de Charles Manson
Axl Rose, cantante dos Guns N' Roses, incluiu Look at Your Game, Girl, de Lie, num disco do grupo e atuou com camisetas com a esfinge de Manson.

Foram muitos mais os que se aproximaram do prisioneiro Manson e de seus delírios.

Ramones, GG Allin, Slipknot, Ozzy Osbourne, Neil Young ou Kasabian beberam da taça da loucura do “proibido proibir” hippie, difundida por um misterioso spray em toda a sociedade.

Produziram-se óperas e espetáculos musicais inspirados naquela onda de terror “pacífico”.

John Moran criou em 1990 The Manson Family: An Opera, e o compositor de bandas sonoras Stephen Sondheim, premiado com um Oscar e vários prêmios Grammy e Pulitzer, estreou em 1990, em Broadway, Assassins, um musical sobre alguns membros da “família”.

O próprio Charles Manson, com sua suástica tatuada na testa, prosseguiu gravando canções na sua cela, pregando um ódio cada vez mais carregado de ecologismo e reclamando a extinção da humanidade.

Em 14 de fevereiro (2018), Nikolas Cruz matou 14 alunos e três professores da escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, sul da Flórida.

Ele recebeu centenas de cartas de solidariedade e fotos de admiradoras professando-lhe amor e apoio, informou o jornal local “Sun Sentinel”.

As cartas foram reenviadas ao Defensor público de Broward, Howard Finkelstein, que o representa no processo.

O adolescente Nikolas Cruz agiu como admirador e imitador de Charles Manson.
O jovem Nikolas Cruz, admirador e imitador de Charles Manson,
matou 17 alunos e professores numa escola da Florida.
O advogado Finkelstein garante que em 40 anos de exercício público da função nunca viu tantas cartas dirigidas a um réu, algumas delas transluzindo admiração por Cruz, algo que Finkelstein qualificou de “perverso”.

Cruz atrai a mesma admiração doentia que se voltara para Charles Manson. Sua noiva era a criadora do site “Libertem Charles Manson agora”, registrou “La Vanguardia” de Barcelona.

Para Howard Cohen, jornalista de “El Nuevo Herald”, de Miami, as cartas revelam um “sinal dos tempos”.

O mesmo jornal destaca que durante muitos anos, até a morte de Manson, a “família” não deixou de crescer com novos seguidores, como se pode, aliás, verificar na mídia e nas redes sociais.

Ted Bundy, assassino de pelo menos 40 pessoas, executado num presídio da Florida em 1989, também atraiu análoga onda de simpatia, além da rotineira ofensiva midiática contra a sua pena.

Como entender este doentio culto que se intensifica em chacinas coletivas irracionais?


O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira anteviu nos anos 1960
a tendência inaugurada pelos crimes de Manson e de sua “família”

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, ao comentar nos anos 1960 os crimes de Manson e de sua “família”, tinha anunciado a tendência que cresceria:


“Por que o enlouquecido Manson ‘pegou’ tanto?

“Ele personificou o hippie que vem sendo continuado em outras modas de hoje.

“Eles recusam a sociedade organizada e moralizada e querem viver ao léu.

“Erigiram como princípio supremo da vida a procura do gostoso, de fazer o que lhes dá na cabeça.

“Então, desmazelo completo, roupas ao léu, as mais cômodas e estreitas possíveis.

“Maneiras, nenhumas! Andar pela rua como quem não tem itinerário definido, come como um bicho onde encontra comida; onde tem sombra deita, quando tem vontade de andar, anda e faz tudo quanto lhe dá na cabeça.

“Nos anos de Manson a negação de todos os valores foi proclamada por um hippismo ‘branco’, que se adutodenominava ‘flower power’.

“Escolheu a vagabundagem, o amor livre, o unissex, o gay power, e se apresentou sorridente, distendido, drogado, mas rompido com a sociedade racional e organizada.

“Ele estava grávido de outra tendência de que Manson funcionou como um ímã irradiador: o hipismo ‘negro’, porque aspira pela vinda de satanás à terra.

“A ‘família’ de Manson escreveu nas paredes com o sangue das vítimas: ‘Pigs’, quer dizer: ‘Porcos!’

“Porque os tinham em conta de burgueses que se cevam nos prazeres da civilização burguesa. E fizeram isso num culto satânico para liquidar tudo quanto existe.

“Desde então, grupos rock escolheram capas pretas como símbolo do culto a satanás e hoje fundaram uma Igreja que reclama reconhecimento legal e tenta o ecumenismo com o ‘comuno-progressismo católico’.

“Congressos de bruxas na Inglaterra, por exemplo, indicam um desenvolvimento extraordinário do satanismo no mundo.

Manson mandou escrever nas paredes e objetos "Pigs!" com o sangue das vítimas
como parte de um rito anticonsumista, miserabilista e ecologista
“O primeiro que disse não querer leis, autoridades, ordem, mas agir segundo sua fantasia, proclamou: ‘Não servirei!’, e foi precipitado no inferno.

“O hippismo branco e o hippismo negro satanista têm uma conaturalidade extraordinária, e aos poucos o branco vai sendo assimilado pelo preto.

“O hippismo branco vai ficando como um antiquado precursor do preto.

“Nesse processo, despontou o hippismo vermelho, o terror. Um líder terrorista de um grupo japonês que no aeroporto de Tel-Aviv matou a esmo 26 pessoas e feriu outras 80 em 30.5.1972, declarou que eles queriam liquidar tudo quanto existe.

“Disse que até as casas populares têm que ser eliminadas, para construir um mundo novo que seria um paraíso terrestre sem pecado original.

“Era o espírito de Charles Manson então preso que despontava na sociedade, que fazia sua fantasia.

“Era a verdadeira negação do dogma dos efeitos do pecado original e a afirmação de que o homem pode viver na mais completa anarquia.

“A proporção dos não hippies foi diminuindo e o estilo hippie branco preparou o dia em que gerações, por um capricho, por um mau-humor, pegam na metralhadora ou na bomba e saem matando a quem encontrar pelo caminho”.

O triunfo do espírito luciferino encarnado em Charles Manson infestou a sociedade que recusou a ordem e a Igreja hierárquica, anti-igualitária e antiliberal.

A chacina coletiva feita por Nikolas Cruz na Flórida é apenas uma de suas faíscas.

Mas quantos outros Nikolas Cruz há em potência neste mundo que dá de ombros para Jesus Cristo e só quer fazer o que lhe dá na telha?


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Doceiro recusa bolo a dupla LGBT, é processado,
mas vence na Suprema Corte dos EUA

Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou em favor do confeiteiro cristão Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver, estado do Colorado, que recusou fazer um bolo de casamento para um casal homossexual por motivos religiosos.

A informação agastou tubas da mídia americana como o “The Washington Post” e foi ecoada até por órgãos da mídia brasileira como o “O Estado de S.Paulo”. 

Os ministros do Supremo discordaram por 7 x 2 da Comissão de Direitos Civis do Colorado que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. A Suprema Corte considerou que a Comissão mostrou hostilidade a uma religião.

A Suprema Corte considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em raça, sexo, estado civil ou orientação sexual.

Jack Phillips recusa serviços para festas contrárias à Fé e à moral.
Jack Phillips recusa serviços para festas contrárias à Fé e à moral.
Os supremos magistrados, pelo contrário, concluíram que para o confeiteiro cristão “criar uma torta de casamento para um casal do mesmo sexo seria o equivalente a participar de uma celebração contrária às suas crenças mais profundas”.

Centenas de pessoas se congregaram em torno da confeitaria para comemorar a sensata decisão do Supremo, noticiou Catholic News Agency. 

Phillips e sua família vinham recebendo ameaças e mensagens email e telefónicas impregnadas de crueldade, ódio e violência, mas não perderam a calma, acrescentou a mesma Catholic News Agency.

O processo com ar de represália vingativa contra o cristão foi recusado também por dois dos quatro juízes liberais do tribunal, Stephen Breyer e Elena Kagan. Esses concordaram com cinco colegas conservadores com o relator juiz Anthony Kennedy.

“A hostilidade da Comissão foi incoerente com a garantia da Primeira Emenda de que nossas leis serão aplicadas de uma forma que seja neutra para religiões”, escreveu Kennedy.

Dos 50 Estados americanos, 21 têm leis antidiscriminação que protegem os LGBT, incluindo o Colorado.

Mas o caso ultrapassou os limites do Colorado. E se tornou um caso simbólico que pode ter profundos efeitos na polarizada sociedade americana.

Estão em jogo princípios, valores religiosos, fanatismo igualitário e ativismo LGBT além da liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição, mas que pareceu de nada valer para o dono da pequena doceira.

Manifestação de apoio a Jack Phillips
Manifestação de apoio a Jack Phillips
Phillips explicou que sua padaria “Masterpiece Cakeshop” não podia aceitar o pedido da dupla que, aliás, soou a provocação e montagem, que solicitara um bolo especial de casamento.

Os advogados argumentaram com razão que o bolo representa a instituição do casamento e, portanto, na decisão do confeiteiro estava envolvida uma mensagem sobre o conceito de família.

Um da dupla LGBT afirmou que assim que explicaram o bolo que queriam, o confeiteiro “disse imediatamente que não iria fazê-lo para um casal homossexual”.

O acórdão da Suprema Corte foi um dos mais aguardados neste ano, escreveu “The Washington Post”. Agitadores homossexuais se burlavam da religião e das Sagradas Escrituras do lado externo do prédio da Corte.

O tema está no cerne do conflito cultural que opõe a crescente direita religiosa aos agressivos grupos LGBT muito promovidos e financiados pela anterior administração Obama e poderosos grupos econômicos.

O grande jornal do establishment esquerdista de Washington tentou comemorar que “a ideologia patriarcal, no coração do cristianismo conservador, é cada vez mais rejeitada pela sociedade”. E torce por alguma reviravolta processual ainda que ideologicamente manipulada.

Mas, o imenso setor são do país está com as boas atitudes como a do padeiro de Lakewood.