terça-feira, 14 de setembro de 2021

Exibição sacrílega da Eucaristia na deusa “Pachamama” nua


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Pachamama como custodia da Eucaristia, sobre o altar da paróquia San Juan Macías, Guadalajara
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A deidade panteísta “pachamama” (nome na superstição indígena) ou “mãe terra” na terminologia ecologista, foi cultuada em várias formas durante o Sínodo Amazônico de 2019.

Esse exemplo inspirou que fosse explorada como ostensório numa adoração eucarística blasfema na paróquia de São João Macias em Guadalajara, no México.

O padre mexicano José Luis González Santoscoy divulgou as fotos do sacrilégio em sua página no Facebook, mas logo as apagou, tendo já se viralizado. Nas fotos a ofensiva custódia é uma réplica da torpe pachamama, como grávida nua carregando a Eucaristia no ventre materno.

As fotos foram tiradas dentro da paróquia de San Juan Macías em Zapopan, na área metropolitana de Guadalajara, noticiou ACIPrensa.

O Pe Juan Pedro Oriol, pároco da igreja estava de viagem e quando voltou assinalou que não conhecia nem autorizava o uso dessa “custódia” em forma de Pachamama.

Essa nunca existiu na paróquia onde se faz Adoração diária com uma bela custódia.

“Saí na segunda-feira (28 de junho) para alguns dias de férias e isso foi feito sem meu conhecimento e sem minha permissão”, disse ele, sublinhando que é “um grande desagrado para mim, enorme”.

O autor das fotos, Pe González Santoscoy, contatado pela ACI Prensa não quis falar, insistindo em que “o assunto já foi discutido com meu bispo, com minhas autoridades” e que então “não iria a comentar absolutamente nada”, acrescentando.

A Arquidiocese de Guadalajara tampouco se pronunciou a respeito e não temos notícia de algum ato de reparação da enormidade do sacrilégio.

O Padre Oriol especificou que “essa custódia obviamente não pertence à paróquia”, e assinalou que “em nossa paróquia a mesma custódia é sempre usada, e nós expomos o Santíssimo Sacramento todos os dias e também quando temos adoração noturna ou horas sagradas especiais”, reiterou.

A “Pachamama” ou “mãe terra” é um mito panteísta pagão divinizado com esse nome na América do Sul. O mesmo mito ligado a cultos diabólicos e supersticiosos existe no México com outro nome e representação.

Durante o Sínodo Amazônico de 2019, o torpe ídolo, em verdade mais concebido como “souvenir” para tirar dinheiro de turista, foi apresentado para ser cultuado como símbolo de religiosidade amazônica.

Em 4 de outubro de 2019, em evento organizado nos jardins do Vaticano pela Rede Eclesiástica Panamazônica (REPAM) com o Movimento Católico pelo Clima, alguns dos participantes presididos pelo Papa Francisco realizaram rituais supostamente indígenas tendo no centro duas figuras femininas nuas esculpidas em madeira e identificadas como a superstição da “Pachamama”.

Alguns chegaram a identificar a imagem do nu como uma invocação da Virgem Maria.

As imagens foram depois expostas na igreja de Santa Maria em Traspontina, a poucas quadras do Vaticano até que em 21 de outubro daquele ano, dois homens as jogaram no rio Tibre.

Em novembro de 2019, o Bispo emérito de Marajó na Amazônia brasileira, Dom José Luis Azcona, denunciou a “idolatria” e o “escândalo” causado pela presencia dessas imagens em eventos do Sínodo do Amazonas.

Nesse mesmo mês, o padre Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese do México, queimou várias réplicas em papel dessa imagem da “Pachamama”.



Profanam o Santíssimo Sacramento com um ídolo panteísta pagão!



terça-feira, 31 de agosto de 2021

Onda de incêndios de igrejas no Canadá

Igreja de mais de um século sofreu atentado em Morinville, Edmonton
Igreja de mais de um século sofreu atentado em Morinville, Edmonton
Luis Dufaur
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Uma enxurrada de ataques incendiários tomou como alvo as igrejas no Canadá denunciou o jornalista Ezra Levant, no programa da FOX News de Tucker Carlson, reproduzido por LifeSiteNews.

Segundo Levant está agindo uma organização subversiva que é o equivalente canadense do movimento “Black Lives Matter” americano que “incendeia empresas de propriedade de negros em bairros negros, e isso não ajuda os negros”.

“De repente, o Canadá ficou se parecendo muito com a União Soviética”, observou Carlson, aludindo à devastação antirreligiosa feita pelos comunistas soviéticos na Revolução que explodiu em 1917.

Essa onda antirreligiosa “soviética” foi atiçada pela cobertura midiática que fez sensacionalismo a propósito da descoberta de sepulturas sem identificação em escolas residenciais outrora administradas pela Igreja “voltadas para os aborígenes”.

Já foram queimadas ou vandalizadas quase 40 igrejas, a maioria delas católicas, em diversas partes do Canadá.

A mídia sensacionalista – que, aliás, se diz contra as “fake News” – não leva em consideração que desde os inícios da evangelização, as missões ofereciam cobertura total para os pobres indígenas.

Desde a escolarização, dispensários médicos, orfanatos e asilos, e, obviamente sepultura digna, gratuitamente.

E não só para os índios, mas também para toda a população, sobretudo a católica que desejava ser enterrada em cemitério santo abençoado e protegido pela Igreja.

Restos fumegantes da igreja do Sagrado Coração de Jesus perto de Penticton, British Columbia
Restos fumegantes da igreja do Sagrado Coração de Jesus perto de Penticton, British Columbia
Não há razão para se escandalizar se se encontra cemitérios em áreas de antigas missões ou contiguas a igrejas.

Se por ventura houve abusos, devem ser estudados com serenidade e se aguardar o pronunciamento da autoridade competente. Nunca partir para o incêndio ou destruição do templo sagrado.

Levant mostra que não há nenhuma atitude equilibrada nem respeitosa, mas sim militância de esquerda radical anticatólica, indigenista e ecologista.

“Parece que estamos exagerando um pouco? Bem, eles estão queimando igrejas católicas e anglicanas nos últimos dias.

Sim, são os grupos de esquerda. Mas os líderes do Canadá não estão condenando o incêndio de igrejas. Não. Eles estão endossando o incêndio de igrejas”, acentuou.

Levant denunciou a Carlson que nos ataques às igrejas queimadas “você costuma ter vândalos brancos filmando-se profanando uma igreja” como se fosse um feito feliz.

O maior problema é o silêncio ou o apoio tácito da cúpula política, disse Levant.

O jornalista acrescentou que “reluta em usar a palavra Kristallnacht [a “Noite dos Cristais” que resultou em muitas mortes e milhares de judeus levados para campos de concentração; no final, seis milhões morreram no Holocausto] porque ainda não chegamos lá”, mas está perto e o termo se aplica por analogia aos incêndios de igrejas no Canadá.

“Obviamente, ainda não fomos tão longe, mas como você chama isso quando literalmente dezenas de igrejas estão sendo sistematicamente vandalizadas, incendiadas? “, perguntou

Também jogam tinta vermelha como contra a catedral de Nossa Senhora de Calgary
Também jogam tinta vermelha como contra a catedral de Nossa Senhora de Calgary
Gerald Butts, um amigo próximo do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, acha “compreensível” que igrejas tenham sido queimadas. E Trudeau que diz que é “inaceitável e errado” contraditoriamente não age com a presteza mínima que exige a lei e o bom senso.

Harsha Walia, diretora executiva da British Columbia Civil Liberties Association (BCCLA) despertou fúria online depois de incitar abertamente à violência contra as paróquias católicas, escrevendo no Twitter: “Queimem tudo.”

Levant observou que muitas das igrejas que estão sendo incendiadas são de aborígenes, que pediram que suas igrejas não fossem queimadas.

A Igreja Católica é um alvo seletivo de mídia, das esquerdas e das ONGs ecolo-tribalistas.

O autor católico Michael O'Brien, que frequentou uma dessas escolas residenciais deu testemunho à Comissão da Verdade e Reconciliação, e apontou que o maior abuso foi causado pelas autoridades estaduais.

Quando o governo laico assumiu essas escolas, elas passaram a ser gravemente subfinanciadas, as crianças não recebiam cuidados médicos suficientes e sofriam de taxas excessivamente altas de tuberculose.

O Departamento de Assuntos Indígenas, órgão do governo, se recusava a enviar para casa os corpos das crianças falecidas pelo que eram frequentemente enterradas no local.







terça-feira, 17 de agosto de 2021

“Vontade de Alá! Matem a todos”: a vingança islâmica contra a França

Homenagem a policial morto na centrica avenida Champs Elysées de Paris
Homenagem a policial morto na central avenida Champs Elysées de Paris
Luis Dufaur
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Em Pantin, subúrbio de Paris; em Carcassonne no sul da França e em Poissy, periferia parisiense, grupos de “jovens” (é o termo da grande mídia para não ser “racista”) atraíram forças policiais para uma emboscada.

As viaturas foram atacadas com explosivos e dispositivos pirotécnicos usados como armas de guerrilha urbana enquanto os “jovens” gritavam “matem todos, matem a todos”, narrou o jornalista Yves Mamou para o Gatestone Institute.

Entre 17 de março e 5 de maio de 2020, a polícia francesa foi alvo de 79 emboscadas, segundo o Ministério do Interior informou o Le Figaro.

Em outubro de 2020 o Le Figaro contabilizou pelo menos dez ataques a delegacias de polícia desde o início do ano e mais de 85 incidentes de “violência contra pessoas que ocupam cargos de autoridade pública” segundo o jornal Le Monde.

Em janeiro de 2021, o departamento de estatística do Ministério do Interior a polícia registrou 2.288 incidentes do tipo “matem a todos”.

Uma guerra está sendo travada contra a polícia na França, mas nesta guerra a mídia nunca dá o nome aos agressores.

Agentes vigiam área de Rambouillet onde funcionária policial foi morta em abril de 2021
Agentes vigiam área de Rambouillet onde funcionária policial foi morta em abril de 2021
Muito pelo contrário, escreve Mamou. Muitos influenciadores da mídia, cantores Rap/Hip-Hop, atores, especialistas e outros estão se juntando a delinquentes e criminosos para carimbar os órgãos de segurança de forças intrinsecamente racistas que extermina negros e árabes.

As passeatas são incessantes desde 2016 e sempre contra a polícia, pedindo justiça por “assassinatos” onde não houve nem ocorrências.

Elas contam com apoio internacional como a revista Time ou o jornal New York Times.

Em maio de 2020, a cantora francesa Camélia Jordana, na TV estatal Canal 2 acusou a polícia de matar negros e árabes por puro divertimento. São “massacrados apenas e tão somente devido à cor da pele”, salientou.

Até o deputado Aurélien Taché do partido do presidente Macron saiu em seu apoio, sem falarmos de personagens que pavoneiam sua condição de cineasta, “especialista” sobre a brutalidade policial, ou astro do cinema francês, deplora o autor.

Para a Anistia Internacional a polícia faz do lockdown um racismo da polícia durante o lockdown da Covid na Europa. O prefeito de esquerda de Colombes, Patrick Chaimovitch, a assemelhou à polícia colaboracionista com o nazismo. Não faltam analogias com a Gestapo.

Os policiais atacados sequer se sentem facultados o suficiente para usarem suas armas segundo prevee o regulamento.

A descompostura também é alimentada pelo mundo acadêmico. A polícia é acusada de fazer uso de “checagem de reconhecimento facial” crítica nunca feita ao sistema comunista chinês que a pratica ostensivamente com imenso aparato cibernético.

Alegações e “estudos” de sociólogos não podem ser contra-argumentados ou analisados. Como diz o Corão “está escrito”: o crime é desigualmente distribuído com critérios étnicos quando a lei francesa proíbe mencionar a raça ou grupo étnico na tipificação do crime.

Mulher oferece flores pela policial feminina que imigrante islamista degolou
Mulher oferece flores pela policial feminina que imigrante islamista degolou
É estapafúrdio: pode acusar a polícia de racismo, mas é punido apurar se o autor do crime é negros ou norte-africanos.

Muitas vezes políticos e integrantes do governo ficam do lado dos artistas contra a polícia. Advogados e juízes à busca de projeção midiática exigem que na identificação de identidade se omita as características físicas.

Prevenir e solucionar crimes está ficando muito complexo e muitas vezes até impossível.

Se a moda de desarmar a polícia pegar, a ideologia antirracismo, criada ns década de 1980 será a ferramenta mais eficaz para desmantelar países desde a Revolução Bolchevique de 1917.

Se a polícia ficar paralisada pelo medo de ser chamada de racista, a segurança de todos os cidadãos estará em perigo.

E o poder passará aos “sovietes dos sem-raça!” com poder para matar sem aviso prévio, alerta o jornalista.

Após três planos de ataque fracassados em 2021, em Rambouillet Stéphanie M., funcionária administrativa da delegacia, 49 anos, mãe de dois filhos, foi degolada por um homem que gritava “Allah akbar” enquanto entrava na delegacia. O agressor foi morto a tiros por um policial, descreveu “Le Figaro”.

As autoridades policiais iniciaram uma busca dos chefes do assassinato suspeitos de associação criminosa terrorista.

O procurador agiu motivado sobretudo pelas “palavras proferidas pelo autor durante a realização dos fatos”, sem mencionar o brado “Allah akbar” (“Alá é grande”) proferido pelo assassino.

Citá-lo lhe poderia custar um escândalo midiático por “discriminação” e até “racismo”.


Homenagem a maestro degolado por alunos seguidores do Corão
Homenagem a maestro degolado por alunos seguidores do Corão
O assassino tinha o perfil dos terroristas “endêmicos” que há anos atacam a França: imigrante ilegal, regularizado e com residência temporária, concedida ao trabalhador temporário que “não representa uma ameaça para a ordem pública, nem viver em poligamia”.

Em 2016, um casal foi esfaqueado até a morte diante do filho de 3 anos por um terrorista com um perfil e típico de indivíduos “inspirados” pelo Estado islâmicos. 

O terrorista de Rambouillet lembra o degolador muito ativo e radicalizado nas redes sociais que tirou a vida do professor Samuel Paty, em outubro de 2020.

As decisões de políticos e juízes que aplainam esse tipo de crimes e geram angústia e raiva na polícia.

Essa denuncia uma situação explosiva na área das Yvelines, periferia de Paris, além do terrorismo ativo.

O sindicato Unité SGP Police 78 lembrou que só numa semana de abril foram registrados 48 incidentes de violência urbana em doze municípios diferentes, incluindo 34 ataques policiais com fogos de artifício ou projéteis.


terça-feira, 3 de agosto de 2021

‘Vida virtual’ no lockdown freia crescimento, causa miopia, crises psiquiátricas e brigas familiares

Luis Dufaur
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A faixa de onda de luz azul das telas digitais confunde o cérebro e bloqueia a produção da melatonina, que é o hormônio do sono.

“O transtorno de sono é o primeiro sintoma do excesso de uso das telas”, explica Evelyn Eisenstein, especialista do Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), segundo reportagem do “O Estado de S.Paulo”.

“As crianças estão em desenvolvimento e o hormônio de crescimento é liberado após o período de 1 a 2 horas de sono profundo. Se elas não dormem, ou vão dormir tarde, estão exaustas e, portanto, produzem menos hormônio de crescimento”, observa.

Ao acordar padecem de sonolência diurna, problemas de memória e concentração durante o aprendizado, e transtornos ligados ao déficit de atenção e hiperatividade.

Problemas  de atenção e frustrações comportamentais
Problemas  de atenção e frustrações comportamentais
A empresária Fabiana Moura viu que o tempo de tela de sua filha Beatriz, de 13 anos, aumentou pelo menos 80% durante a pandemia.

A adolescente ficou mais irritada, ansiosa e com problemas de insônia. “Sem falar no sedentarismo, no prejuízo para a postura e para a visão.”

A visão das crianças pode ser muito prejudicada pela rotina online e o dano é maior quanto mais novas elas são.

Estudo publicado na revista médica JAMA Ophthalmology, da Associação Médica Americana (AMA), aponta que a miopia é o mal para a saúde dos olhos que mais se acentuou durante a pandemia.

Na China outro estudo em mais de 123 mil crianças entre 6 e 13 anos, constatou que no isolamento aumentou em 400% a prevalência de miopia em crianças com 6 anos de idade.

Nos participantes com 7 anos, o aumento foi de 200% e, aos 8 anos, de 40%.

Beatriz passou a faixa de maior risco, mas teve de ir ao oftalmologista durante a quarentena.

“Ele indicou à jovem usar os dispositivos eletrônicos por um período de 40 minutos seguidos e depois dar um descanso”, explica a mãe.

Porém, “durante o período de aulas virtuais, ou longas lives, não existe a possibilidade de fazer esses intervalos”, reclama.

Excesso de tela e 'lives' induz miopia
Excesso de tela e 'lives' induz miopia
O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), esclarece que, a miopia acomodativa é decorrente do excesso de esforço visual para enxergar de perto.

A primeira medida para controlar a miopia causada pelo estilo de vida é intercalar atividades ao ar livre e exposição ao sol durante o uso dos eletrônicos, inclusive durante a pandemia.

O médico destaca que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é evitar mais de duas horas ininterruptas diante de uma tela durante a infância.

Por sua vez, o uso indiscriminado de fones de ouvido em volumes altos pode causar trauma acústico e perda auditiva induzida.

O Hospital de Cincinnati, nos EUA analisou o caso de 47 crianças entre 3 e 5 anos. Descobriu que aquelas que usam telas digitais em excesso têm menos mielina no cérebro, uma substâncias cuja ausência está relacionada a uma maior dificuldade de alfabetização e linguagem menos variada, registrou “A Folha de Pernambuco”.

“Essas descobertas alertam sobre os efeitos da tela no cérebro para que formuladores de políticas e pais estabeleçam limites saudáveis”, diz o pediatra John Hutton, autor do estudo.

Aliás, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso das telas digitais para menores de 2 anos. Entre 2 e 5 anos, o tempo máximo é de uma hora por dia. Maiores de 5 podem usar por, no máximo, duas horas.

Depressões com efeitos diversos
Depressões com efeitos diversos
Um estudo indiano calculou que na pandemia o abuso das telas LCD se agravou muito. Cerca de 65% dos pequenos viciados em dispositivos são incapazes de se independizarem ao menos por 30 minutos, recolheu a Revista Crescer.

Eles choram, expressam raiva e não ouvem os pais que pedem parar de usá-los.

Os médicos do Hospital JK Lone, em Jaipur, estudaram o impacto da quarentena na saúde das 203 crianças — 55% meninos e 45% meninas.

Os pais esclareceram que as crianças usavam celulares, laptops, computadores e tablets disponíveis em casa.

Durante o lockdown 65,2% delas teve problemas físicos, 23,40% ganharam peso, 26,90% sofreram dores de cabeça/irritabilidade e 22,40% relataram dores nos olhos e prurido.

70,70% dos estudantes com alta exposição de tela estão enfrentando problemas comportamentais, 23,90% abandonaram suas rotinas, 20,90% se descuidaram, 36,80% ficaram teimosos e 17,40% reduziram sua capacidade de prestar atenção.

Quase todas as crianças duplicaram ou triplicaram o tempo diante da tela, e reduziram a atividade física.

50% delas acusaram dificuldades em dormir e 17% acordam no meio da noite e levam 20 a 30 minutos para voltar a dormir.

Também sofreram de sonolência diurna e cansaço durante o dia. Queixas de mudança de comportamento foram relatadas em dois terços das crianças.

Crianças indianas testemunham fico aborrecido, perdi amigos e maestros, meus pais esqueceram de mim, com a caneta era melhor, não esclarece dúvidas, esqueci minha escola, etc
Crianças indianas testemunham: 'fico aborrecido', 'perdi amigos e maestros', 'meus pais esqueceram de mim',
'com a caneta era melhor', 'não esclarece dúvidas', 'esqueci minha escola', etc
A maioria das escolas envolveu crianças em aulas online por 1 a 8 horas (em média 3 horas) por dia e cerca de 38% das famílias tiveram que comprar um novo dispositivo, fato que lhes causou encargos financeiros.

O estudo concluiu que a quarentena produziu um impacto negativo significativo causando um sono de baixa qualidade, distúrbios psiquiátricos e discórdia entre pais e filhos.

A psicóloga Anamika Papriwal constatou que a briga familiar por aparelhos eletrônicos se tornou comum durante o home office.

“Eu recebo telefonemas regulares de famílias que enfrentam comportamentos erráticos de seus filhos. Eles compartilham suas histórias angustiantes”, narrou.


terça-feira, 20 de julho de 2021

Ataques contra procissão em Paris revelaram novo furor do comunismo

Herdeiros ideológicos da Comuna atacam fiéis em procissão pela alma dos religiosos martirizados em 1871
Herdeiros ideológicos da Comuna atacam fiéis em procissão
pela alma dos religiosos martirizados em 1871
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O comunismo que se dizia morto com a queda da União Soviética, vem ressurgindo com força insuspeitada na América Latina. A vitória eleitoral – ainda não confirmada – do candidato marxista-leninista Pedro Castillo é mais um exemplo.

Mas essa ressurreição infernal do comunismo se verifica em outros países. E foi especialmente virulenta em Paris, a cidade onde por vez primeira na História se instalou um governo comunista marxista: a Comuna de Paris de 18 de março a 28 de maio de 1871, segundo informou ACIPrensa.

Nesse breve período, os communards (comuneiros) se assanharam em martirizar sacerdotes e religiosos e incendiar palácios e prédios simbólicos da Cidade Luz. De maneira prodigiosa o povo de Paris conseguiu extinguir o incêndio que os communards atearam na Catedral Notre Dame para faze-la desaparecer.

Quando Nossa Senhora de La Salette avisou ao arcebispo Georges Darboy por meio do vidente Maximin, não pode acreditar que poderia vir a ser fuzilado. De fato, o foi Place de la Roquette junto com vários outros dignitários da Igreja.

Fuzilamento pelos comunistas do arcebispo de Paris - Revue Des Deux Mondes
Fuzilamento pelos comunistas do arcebispo de Paris - Revue Des Deux Mondes
Em locais como o convento do Carmo transformado em cárcere de clérigos ainda hoje podem se ver as manchas de sangue nas paredes e ver os locais dos martírios.

A Comuna de Paris foi reprimida pela força militar e os mártires católicos são venerados até hoje. Acreditou-se também que a explosão comunista tinha sido extinta para sempre.

Mas o contemporâneo Beato Francisco Palau O.C.D. increpou essa pobre visão política como otimismo tolo e preanunciou que a Revolução Comunista abandonava Paris em chamas levando em sua mão uma tocha para atear o incêndio no mundo todo.

E assim aconteceu: em 1917 a partir da Revolução Bolchevique na Rússia, como Nossa Senhora também advertiu em Fátima, espalhou os erros comunistas e começou a flagelar o mundo fazendo um número aproximado de 100 milhões de mortos ou mais.

Hoje em 2021 foi feita uma marcha piedosa na capital francesa para marcar o 150º aniversário dos mártires católicos mortos pela Comuna de Paris. Dir-se-ia um ato simbólico evocando um episódio já enterrado.

Mas não foi assim, e o comunismo como que ressurgido dos infernos mostrou suas garras.

A procissão começou onde o arcebispo Darboy foi executado, e devia terminar na igreja de Notre Dame des Otages, consagrada aos mártires mortos em maio de 1871.

Comunistas agredindo os católicos
Comunistas agredindo os católicos
No entanto, o pacífico ato se transformou em confronto violento. Os modernos simpatizantes da Comuna de 1871 atacaram com violência verbal e física os fiéis que procissionavam.

O arcebispo de Paris, Mons. Michel Aupetit ficou inocentemente preocupado porque “um Deus de amor, possa suscitar tanto ódio, tanta raiva”, por “uma demonstração de raiva, desprezo e violência”. Em verdade o Beato Palau no século XIX tinha razão: a megera da Comuna anda pelo mundo com a tocha incendiária na mão.

O arcebispo de Paris lamentou e condenou os ataques sofridos pelos 300 católicos, incluídos mulheres, idosos e crianças, que lembravam os mártires da cidade no século XIX. 

O bispo lembrou que “o Senhor nunca respondeu com raiva diante da raiva, ódio versus ódio; mas, pelo contrário, um coração pacífico que perdoou”.

Mas não é isso o que pensam os sucessores da Comuna ressurrecta.

Karl Marx, membro do Comitéi Revolucionário da Comuna
Karl Marx, quando membro da Comuna
O semanário católico Famille Chrétienne registrou que os participantes da procissão sofreram zombarias e assobios e que os agressores fisicamente quebraram bandeiras e jogaram símbolos.

Um vídeo nas redes sociais mostrou a violência extrema da esquerda vestida de preto espancando os participantes da procissão.

O bispo auxiliar de Paris, D. Denis Jachiet, decidiu encerrar a procissão para evitar maiores estragos.

Karine Dalle, porta-voz da arquidiocese de Paris disse à Famille Chrétienne que o incidente foi “surreal”, “violência totalmente gratuita”, assegurou. 

Mas diabolicamente inspirada segundo a visão do grande carmelitano contemporâneo Beato Francisco Palau.

O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, também condenou o ataque e, garantiu que “em Paris, a liberdade de culto deve ser exercida com total serenidade em nosso país”.

Lindas palavras para ficarem registradas, mas que não correspondem à feroz realidade comunista que está recuperando sua agressividade na França e no mundo.






quarta-feira, 7 de julho de 2021

Nossa Senhora nem treme com carro bomba: é o futuro da América do Sul e do mundo?

Virgem da Proteção: foto permite ver proximidade do carro bomba
Virgem da Proteção: foto permite ver proximidade do carro bomba
Luis Dufaur
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Um carro bomba foi feito explodir diante da sede da 30º Brigada do exército colombiano na cidade de Cúcuta em região fronteiriça com a Venezuela, muito flagelada por guerrilhas comunistas e bandas narcotraficantes.

No total, houve que lamentar 36 feridos e importantes danos materiais. Os seis feridos graves evolucionaram bem rapidamente e estão fora de perigo.

Porém a imagem de Nossa Senhora que havia sido concluída havia poucos meses pelos próprios soldados e instalada num nicho de vidro inteiramente exposta na frente do quartel ficou intacta, segundo reportagem de ACIPrensa e muitos outros órgãos de informação e redes sociais.

É chocante o contraste entre os restos do carro carbonizado a 20 metros da imagem e os fragmentos do vidro protetor, com a imagem perfeitamente conservada inclusive suas delicadas rendas brancas.

Ela foi analisada pelo bispado castrense da Colômbia quem julgou que consideradas as circunstâncias a imagem deixou a sensação de “milagre, vida e fé” após as detonações que atingiram a base militar.

Virgem da Proteção: a delicada imagem intacta entre os restos da explosão
Virgem da Proteção:
a delicada imagem intacta entre os restos da explosão
O comandante da Segunda Divisão do Exército, General Marco Evangelista Pinto, confirmou à rádio Noticias Caracol que as explosões aconteceram muito perto da entrada, aliás no local do nicho da Virgem inteiramente isolado e rodeado de flores.

O bispado castrense sublinhou que a Virgem da Proteção, como é venerada a imagem, “foi elaborada pelas mãos dos soldados do Batalhão de Operações Terrestre (BATOT) número 9, precisamente no local onde estacionou a caminhonete com os explosivos”.

O site argentino Infobae acrescentou pormenores: as bombas foram montadas numa SUV Toyota que horas antes do drama estacionou em diversos endereços até que por volta das três da tarde, ficou diante da Brigada 30 e do escritório de militares estadounidenses que assessoram o exército colombiano na luta contra o crime organizado sedeado na Venezuela.

O veículo ficou perto da Virgem da Proteção, e segundo muitas pessoas foi milagroso que a escultura tenha saído incólume do atentado terrorista.

Para os céticos a estátua teria sido salva pela urna de cristal blindado aliás estilhaçada pelo estalo.

Porém, os estilhaços do rígido vidro voaram com violência suficiente para matar ou ferir gravemente qualquer ser humano nas redondezas.

“Está intacta, não aconteceu nada com ela estando a menos de 15 metros da explosão. Só quebrou o vidro externo que a protegia da chuva”, contou à rádio Blue uma das enfermeiras que compareceram a atender os feridos.

Nas redes sociais, os próprios soldados contaram que Nossa Senhora protetora está em perfeitas condições, e que fotografaram os destroços em que se desfez o carro-bomba branco utilizado.

Virgem da Proteção: foto da explosão tirada a distância
Virgem da Proteção: foto da explosão tirada a distância
“A violência nunca vencerá a proteção divina. A Virgem Mãe dos soldados do país nos protegeu e nos protegerá, deixando cicatrizes para nos alertar das intenções dos perversos” escreveu o general Eduardo Enrique Zapateiro Altamiranda em suas redes sociais.

A Virgem da Proteção foi instalada em junho de 2018 pelo general Antonio María Beltrán Diaz, então comandante da 30ª Brigada e atual comandante da Quarta Divisão.

O feitio da escultura teve a direção de Patricia Pérez, esposa do general Oliverio Pérez Mahecha, ex-comandante da Força-Tarefa Vulcano, e foi realizada por militares feridos em combate.

Segundo relatou um dos agentes da Saúde Militar, em algumas das fotos se vê “algo resplandecente. A mãe de Deus está sempre com você, pedindo ao seu Filho proteção para todos”.

As explosões também foram fotografadas e filmadas à distância do local, pois as labaredas causaram a impressão de um bombardeio aéreo em uma área de guerra.

A revista colombiana Semana observou que a ausência de mortos apesar da magnitude do impacto é atribuída à devoção mariana dos soldados.

Virgem da Proteção o prodígio foi analisado pelo bispado castrense
Virgem da Proteção: o prodígio foi analisado pelo bispado castrense
O general Evangelista Pinto acima citado insistiu no milagre: “o interessante do caso é que com as explosões a infraestrutura e as instalações se deterioraram, mas nada aconteceu com a Virgem.

“Na verdade, eu fui visitá-la e encontrei uma pequena lasca em seu braço e eu apenas a tirei, mas não se partiu nem nada”.

Patricia Pérez, inspiradora do feitio da imagem, explicou à revista Semana que o objetivo foi suscitar nos soldados “o desejo ardente de implorar a Deus uma aliança para interceder por eles, protegê-los quando estão na linha da frente do combate e confiar os seus desafios a um ser superior”.

No contexto paralisante da pandemia, alguns tiveram mais tempo para se dedicar à preparação da imagem e tiveram ocasião para a oração e para a vida sacramental; fortalecendo a espiritualidade no cumprimento do dever constitucional.

O General Pinto sublinhou que é surpreendente “não haver mortos. Isso significa que houve proteção, por isso a chamamos Virgem da Proteção”.

Este prodígio nos convida a uma das muitas reflexões possíveis.

Virgem da Proteção detalhes do atentado
Virgem da Proteção: detalhes do atentado
Quem considera as violências que as esquerdas estão desatando no mundo todo, e destacadamente nos países sul-americanos, pode fazer uma analogia com o carro bomba.

Às violências sociais que como no Chile e na Colômbia chegam a incendiar igrejas ou prédios públicos que servem ao bem comum, se soma o bombardeio constante de notícias – fakes ou não – que espalham a grande mídia e também certas redes sociais.

E isso com tanta intensidade que consultando nosso smartphone, nossas páginas preferidas da Internet, a TV, rádios, jornais e revistas, podemos ter a decepcionante sensação de que está tudo perdido. De que nosso país, estado ou cidade não têm mais conserto.

Por vezes, casos da vida quotidiana ainda acentuam essa sensação deprimente, esse estado de carro bomba psicológica continuamente explodindo e nos fazendo mal.

Mas o caso da Virgem da Proteção nos traz um consolo, uma explicação e uma esperança.

Virgem da Proteção
Virgem da Proteção
As forças do caos poderão tentar tudo para fazer explodir nossos países, nossas sociedades, nossas famílias ou nossas casas.

Mas elas nunca poderão fazer qualquer coisa de importante contra Nossa Senhora.

E Ela é a nossa protetora, nossa mãe extremosa.

Se ficarmos bem unidos a Ela, imitando pelo menos a esses soldados feridos que fizeram sua imagem, as forças do mal poderão fazer explodir quantos carros bomba quiserem contra a América do Sul, mas após medir os destroços poderemos conferir que eles nada conseguiram de importante.

Nossa Senhora é a nossa Protetora, a Medianeira Universal de Todas as Graças, a Onipotência suplicante, a Mãe de Misericórdia que acolhe a todos seus filhos, pecadores mas arrependidos.


terça-feira, 29 de junho de 2021

Senso cristão, familiar e patriótico impede mortes com arma de fogo na Suíça

Este soldado suíço deve guardar bem
todo este equipamento... em casa!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A posse de armas, inclusive para uso militar, está generalizada na Suíça, porém os crimes com arma de fogo são tão poucos que nem sequer há estatísticas sobre eles, noticiou já há muito a BBC e a situação pouco mudou, graças a Deus.

O país tem seis milhões de habitantes e há pelo menos dois milhões de armas de fogo privadas, entre as quais se incluem por volta de 600.000 fuzis automáticos e 500.000 pistolas.

A Suíça possui um sistema de defesa nacional único no mundo, que ela desenvolveu ao longo dos séculos numa autêntica tradição.

O país exige que cada homem pertença a uma milícia regional e receba treinamento durante alguns dias ou semanas durante quase toda sua vida. 

Entre 21 e 32 anos, os homens servem na tropa regular e recebem um fuzil de assalto M-57 e 24 pentes de munição, que devem conservar em casa. Posteriormente passam a fazer parte das milícias regionais que também exigem certo treino, além da posse e manutenção das armas em casa.

Além das armas fornecidas pelo governo, quase não há restrição à sua compra e venda, embora alguns cantões limitem seu porte em certos casos.

Fuzil de assalto Sturmgewehr 90 é propriedade pessoal do soldado suíço

O governo vende ao público o excesso de armas, sobretudo quando o exército adota novos modelos.

Os prédios públicos têm escassa vigilância policial.

Mas, a despeito da propriedade e disponibilidade massiva de armas de fogo, o crime praticado com elas é extremamente raro.

Mark Eisenecker, sociólogo da Universidade de Zurique, explica que as armas de fogo estão “ancoradas” na sociedade suíça a ponto de o controle delas nem ser um problema ou uma questão pública.

A realidade suíça prova que a posse de armas de fogo não é a causa dos crimes cometidos com elas, da mesma maneira como a posse de uma faca de cozinha não é a causa de algum crime de sangue praticado com ela.

Pistola semi-automatica SIG220: também é propriedade
de cada soldado, mas não há crimes com ela


Para diversos comentaristas, a explicação do caso suíço radica em que na Suíça não há os problemas sociais relacionados com os crimes com armas de fogo em outros países. 

Não há o consumo de drogas ou a depravação urbana nas proporções existentes em outros países, inclusive ricos e industrializados.

Um senso de responsabilidade coletiva dispensa a necessidade de leis sobre as armas. 

Acresce que a Suíça também preservou grande unidade de índole familiar, social e histórico-cultural.

Desde a mais tenra idade os jovens suíços, homens e mulheres, são educados na ideia de que as armas só foram feitas para defender o próprio país.

Essas explicações naturais adquiriram toda sua relevância atual após séculos de influência da Civilização Cristã, que modelou profundamente a alma nacional do povo helvético.

O dia em que essa influência cessar sob os golpes do laicismo rompante, a Suíça passará a sofrer os males provenientes do crime e do estatismo invasor que afligem os países descristianizados.


terça-feira, 22 de junho de 2021

A espada do Apóstolo Santiago é anti-histórica e anti-ecumênica?

Santiago Matamoros, Extremadura, Espanha
Santiago Matamoros, Extremadura, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O pároco de Nieva de Cameros, província de La Rioja, Espanha, fez sua a idéia, há muito recusada, de tirar a espada da imagem clássica do Apóstolo São Tiago.

Esta imagem generalizada pela Espanha lembra os numerosos milagres que fez o Apóstolo intervindo miraculosamente em batalhas contra os invasores muçulmanos. Por isso é conhecida sob o pitoresco e expressivo título de “Santiago matamoros”.

O santuário do Apóstolo fica na Galícia, na Espanha ao norte de Portugal. E o Apóstolo escolhido por Jesus Cristo é padroeiro do país por esses mesmos feitos sobrenaturais militares.

O pároco, Pe José Luis Fernandez acha, como tantos outros “progressistas” empenhados em desnaturar o culto aos santos, que não é histórico supor que o Apóstolo tenha abatido algum inimigo da fé. E sobre tudo algum muçulmano! Por certo hoje não é "politicamente correto".

Porém, inúmeras crônicas cristãs e maometanas, além do juízo da Igreja ao longo dos séculos, apontam em sentido contrário.

O falso ecumenismo quer abrir as portas do país e do mundo ao seguidores de Maomé.

Santiago Matamoros, procissao em Cuzco, Peru
Santiago Matamoros, procissao em Cuzco, Peru
Mas, a reação católica na Espanha é muito grande, e se faz sentir até na Internet, informou o blog italiano “Lo Zuavo Pontificio”. O blog espanhol Urania carimbou a decisão “ecumênica” de “violência clerical contra Santiago matamoros”.

A primeira aparição do Apóstolo montado em cabalo branco contra os fanáticos islâmicos remonta-se ao ano 840. O Santo ajudou o rei de Astúrias, Ramiro I, na vitória contra o emir Abdu al Rahman II.

O “matamoros” entrou pouco depois no campo de batalha em 859 pela vitória de Ordoño I, rei da Galícia, que derrotou o chefe islamita Musa II.

Milagres semelhantes aconteceram durante a evangelização da América Hispânica contra exércitos de enfurecidos indígenas pagãos (ao lado, o "matamoros" levado em procissão pelas ruas de Cuzco, Perú). O histórico dos milagrosos engajamentos bélicos do Apóstolo encheu vários livros.

Entretanto, o pároco teve a acintosa idéia de tirar a espada do santo exatamente o dia de festa dele, 25 de julho.

Há muitos Santos representados com espada, desde o profeta Elias (espada de fogo) passando por São Paulo Apóstolo, São Luís rei da França que a usou eficazmente em duas Cruzadas por ele iniciadas, etc.

A lista dos santos militares inclui entre muitos outros: Santo Expedito, São Martinho de Tours, São Fernando de Castela, etc., etc.


terça-feira, 8 de junho de 2021

Exorcista: possessões e incêndios de igrejas
preludiam “perseguição generalizada”

Profanação satânica de igreja em Santiago de Chile
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A crescente manifestação de demônios em possessões e exorcismos associada à multiplicação da queima de templos católicos como os acontecidos na catedral de Nantes, e em igrejas da Califórnia, Cidade de México, Michoacán e Lille estão relacionadas de um modo sinistro e revelam uma estarrecedora determinação dos infernos.

É o que diz o Pe. José Antonio Fortea, exorcista na diocese de Alcalá de Henares, na região de Madri, para quem há uma inter-relação óbvia entre os diversos atentados satânicos que estão acontecendo, segundo colheu “Aleteia”.

Dezenas de incêndios criminosos contra igrejas, de fato, vêm chocando católicos e não católicos em diversas partes do mundo.

Os casos de Santiago do Chile, por exemplo, causaram comoção e indignação internacional pela sua extensão, ferocidade e apelo explícito a Satanás.

Considerando o cenário presente, o exorcista espanhol autor de livros como “Summa Daemoniaca” pensa no futuro próximo:

“Temo que, infelizmente, vamos viver tempos de perseguição generalizada”.
Pe José Antonio Fortea, exorcista na diocese de Alcalá de Henares
Pe José Antonio Fortea, exorcista
na diocese de Alcalá de Henares

Em seu blog analisa os ataques recentes e frequentes das potências infernais e discerne sinistras intenções latentes. Por exemplo:

“As imagens das igrejas queimadas no Chile com a desculpa de reivindicações sociais, os ataques a imagens em templos católicos nos EUA com a desculpa do Black Lives Matter, as Femen que sobem aos altares, as pichações de ódio nas paróquias da Espanha…”.

A ofensiva infernal atingiu essa dimensão porque nos últimos vinte anos foi sendo atraída e promovida pelo ódio anticristão da “elite que tinha o domínio dos meios de comunicação”.

Ele explica que “o anticatolicismo agressivo existe numa parte da população de muitos países espalhado em séries, novelas, filmes, documentários”.

A partir dessa minoria humana associada a diabos, segundo ele, com sentimento anticatólico promove leis e reformas políticas:

“Não tenho a menor dúvida de que esta mentalidade passará a fazer parte das demandas de algum partido político em algum país.

“E que, além disto, essas medidas anticatólicas vão se estender a outras nações, porque o terreno está preparado”.

Mas qual é, afinal, o papel do demônio neste cenário? O exorcista expõe o seu ponto de vista:

“Alguns culpam o diabo por esses ataques. E eles estão certos, porque o maligno é um semeador de joio. Mas não nos esqueçamos de que (...) essa agressividade é resultado de uma semente humana.

“Semearam muito ódio de forma intencional. Os semeadores do ódio estão trabalhando há muito tempo.

Há séculos foram os maçons, depois foram os marxistas (…)

Nos próximos anos, grupos genericamente chamados de progressistas vão ser cada vez mais audazes nas suas petições aos congressos e tribunais”.

Segundo o Pe. Fortea essa onda varre em especial as democracias em que não há separação nítida entre os três poderes.

E acrescenta:

“Some-se a isto a política do governo chinês em relação aos cristãos, os martírios em lugares como a Nigéria, a apostasia na Europa… E depois os horrores do Estado Islâmico.

“O panorama não é esperançoso.

“Se olharmos as nuvens no céu e a direção do vento, eu temo que, infelizmente, vamos viver tempos de perseguição generalizada, com todas as aprovações das instituições do Estado”.
O Pe. Fortea, como também o Pe. Gabriele Amorth, fundador da Associação Internacional de Exorcistas, tiram inspiração das denúncias do maligno e de seus cúmplices humanos feitas pelo Beato Francisco Palau OCD. Cfr.: Um profeta de ontem para hoje, para amanhã, e para o fim dos tempos

Entre muitas outras coisas o carmelitano espanhol desvendava:

“Esses poderes políticos que impuseram aos povos um jugo tão pesado, (...) quem lhes dá esse poder?

“Que força os sustenta, não um, mas muitos anos, escravizando, destruindo, desorganizando, dissolvendo até a ordem da natureza?

“Esses homens famosos, (...) que vemos à testa da Revolução na Espanha, na Itália e na França, formam um só corpo moral, um só exército, um só e mesmo império com aqueles anjos rebeldes que no Céu empíreo fundaram a Revolução.

“A única diferença é que essas inteligências, por serem superiores ao homem que venceram, são as potestades e os poderes verdadeiros que dirigem essa guerra.

“E o homem alucinado pela sedução é um instrumento que serve para a execução de projetos combinados muitos séculos atrás por esses espíritos de maldade” (“La causa de Don Carlos”, El Ermitaño, Nº 78, 5-5-1870).


Incêndio da catedral de São Pedro e São Paulo em Nantes, França










Incêndio destrói Igreja Católica no interior na Bahia






Antes e depois do incêndio da igreja de Nurio Michoacán, México







terça-feira, 25 de maio de 2021

Guerra civil racial e religiosa se incuba na França?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vinte generais franceses reformados publicaram uma carta aberta na difundida revista parisiense “Valeures actuelles” no dia 21 de abril denunciando “a desintegração que atingiu a nossa Pátria”, noticiou El Mundo de Madri.

Os autores dizem ter o apoio de “uma centena de comandantes efetivos e de mais de mil oficiais”.

Entre os 1.500 signatários, o Ministério da Defesa identificou 18 militares ativos que poderiam ser sujeitos a sanções disciplinares.

“Se não se faz nada, dizem, o laxismo continuará a se expandir inexoravelmente em nossa sociedade, provocando a meio termo uma explosão e a intervenção de nossos camaradas na ativa numa missão perigosa de proteção dos valores de nossa civilização”.

Os signatários precedidos pelo general Christian Piquemal, expulso depois de se manifestar contra a “islamização da Europa”, denunciaram “um certo anti-racismo” que cria “ódio entre as comunidades” porque “o que esses detestáveis e fanáticos partidários querem é uma guerra racial”.

Jean Luc Mélenchon, líder da extrema esquerda se mostrou indignado porque os signatários convidariam, segundo ele, “a uma intervenção contra os islamistas”.

Minorias islâmicas protagonizam guerrilha nos bairros por ódio contra a França
Minorias islâmicas protagonizam guerrilha nos bairros por ódio contra a França
A líder da extrema direita Marine le Pen aderiu aos militares reformados dizendo: “subscrevo a análise e partilho a aflição. (...) creio que é dever de todos os patriotas (...) levantar-te pela salvação do país”, e convidou “a tomar parte na batalha política e pacífica que se inicia”.

Menos de um mês depois saiu uma segunda carta aberta de militares da ativa acenando a uma “guerra civil que está se formando”.

Eles denunciam que essa eventual guerra civil racial-religiosa partiria do “comunitarismo” de grupos imigrantes que “despreza e odeia a França”, acrescentou “El Mundo” de Madri.

A primeira carta aberta teria coletado 163.137 adesões em pouco mais de 24 horas, segundo a revista que a publicou.

Os autores do segundo documento reconhecem que não podem falar abertamente, porém ficou impossível para eles ficarem calados.

Essa segunda carta é dirigida “ao Presidente da República, ministros, parlamentares e generais”.

Nela lembram que no “Afeganistão, Mali, África Central alguns de nós conheceram fogo inimigo. Alguns deixaram lá camaradas que deram suas vidas para destruir o islamismo ao qual vocês fazem concessões em nosso solo”.

Na Operação Sentinela – patrulhas militares que guardam as ruas francesas: “vimos com os próprios olhos os bairros abandonados, os compromissos com o crime.

Para generais, ruas francesas estão se assemelhando às do Afeganistão
Para generais, ruas francesas estão se assemelhando às do Afeganistão
“Temos sofrido as tentativas de instrumentalização de várias comunidades religiosas para as quais a França não significa nada mais do que um objeto de sarcasmo, desprezo e até ódio”.

Concordando com os generais, eles veem “o ódio à França e sua história se tornar a norma”.

“Já vimos essa declive em muitos países em crise. Ele antecede o colapso. Anuncia o caos e a violência que, ao contrário do que se afirma, não virá de um pronunciamento militar, mas de uma insurreição civil”.

O tom atinge seu clímax quando se dirigem ao presidente: “se uma guerra civil estourar, o exército vai manter a ordem (...), mas a guerra civil está se formando na França e você sabe perfeitamente”.

O presidente Macron não respondeu uma palavra.

Os ecologistas e a extrema esquerda apelaram à Justiça alegando que se trata de um movimento insurrecional. Mas o promotor público Rémy Heitz rejeitou a demanda porque via no texto “crime algum”.