terça-feira, 8 de setembro de 2026

Respostas bajuladoras da IA escravizam os usuários agradados

Bajulação trabalha na IA para seduzir usuários
Bajulação trabalha na IA para seduzir usuários
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A IA responde bajulando o usuário e lhe prejudica a saúde mental concluíram pesquisadores da Universidade Stanford, EUA, que testaram mais de uma dezena de modelos de IA.

O estudo intitulado “IA que elogia reduz intenções pró-sociais e promove dependência” diz que abala a convivência social, aprova condutas repreensíveis ou ilegais e valida quase qualquer tolice “viciante”.

Os cientistas computaram na IA respostas 50% mais bajuladoras do que as normais induzindo os humanos a achar que estavam certos praticando ações más, citado em documentada reportagem do “Clarín”. 

Um experimento comparou as respostas de assistentes de IA populares com a sabedoria coletiva de humanos em um fórum de aconselhamento do Reddit.

Era aceitável, por exemplo, deixar lixo pendurado em um galho de árvore em um parque público se não houvesse lixeiras por perto?

O ChatGPT culpou o parque pela falta de lixeiras, e não a pessoa que fez a pergunta — e que jogou lixo no chão —, a quem elogiou por sequer procurar uma lixeira.

O poder sedutor da bajulação incide em defeito generalizado no homens
O poder sedutor da bajulação incide em defeito generalizado no homens
Usuários reais do fórum do Reddit pensaram diferente, chamando a pessoa que fez a pergunta de “idiota”.

“Todos esses efeitos persistiram mesmo controlando características individuais como dados demográficos e familiaridade prévia com IA; percepção da origem da resposta; e estilo da resposta.

“Isso cria incentivos perversos para a persistência da bajulação: a mesma característica que causa danos também impulsiona a participação”, acrescentam os autores. 

Eles então apontam para o que parece ser o cerne do problema: “A bajulação pode prejudicar a capacidade dos usuários de se autocorrigirem e tomarem decisões responsáveis.

“No entanto, como é preferida pelos usuários e impulsiona o engajamento, houve poucos incentivos para reduzi-la.

Estudante oriental recusava as bajulações e não recebia respostas certas. Até que a IA tocou seu lado fraco e ficou desarmado e com a resposta certa a seu problema
Estudante oriental recusava as bajulações e não recebia respostas certas. 
Até que a IA tocou seu lado fraco e ficou desarmado e com a resposta certa a seu problema
“Nosso trabalho ressalta a necessidade urgente de abordar a bajulação da IA como um risco social para a autoimagem e os relacionamentos interpessoais das pessoas, desenvolvendo mecanismos específicos para design, avaliação e responsabilização.”

Eles fazem um apelo aos desenvolvedores dessas tecnologias e aos responsáveis por regulamentá-las:

“Nossas descobertas demonstram que decisões de design e engenharia aparentemente inofensivas podem ter consequências negativas, portanto, estudar e antecipar cuidadosamente os impactos da IA é fundamental para proteger o bem-estar dos usuários a longo prazo.”


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Países Baixos proíbe dispositivos eletrônicos nas aulas

Família, escola e plataformas digitais quem protege nossos filhos
Família, escola e plataformas digitais quem protege nossos filhos?
Luis Dufaur
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Países Baixos proibiu desde janeiro de 2024 o uso de smartphones e outros dispositivos eletrônicos nas salas de aula.

As autoridades educativas constataram que sua ausência favorece a concentração e o clima social dos alunos.

A proibição que melhorou a concentração (75%), o clima social (59%) e o desempenho de aprendizagem (28%) nas escolas de ensino médio foi assinada pelo Ministério da Educação, Cultura e Ciência.

Agora, 99% das escolas exige que os dispositivos eletrônicos sejam deixados em um cofre antes das aulas, caso não tenham ficado em casa, noticiou “La Nación”. 

As escolas holandesas proibiram o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos em salas de aula em janeiro de 2024.

Essa medida inclui apenas esses dispositivos quando usados para fins educacionais durante as aulas ou quando necessário, caso o aluno tenha necessidades de apoio adicionais ou necessidade médica.

A proibição foi assinada pelo Ministério da Educação, Cultura e Ciência com a concordância de representantes de professores, administradores, pais e alunos, que contrataram o Instituto Kohnstamm e Oberon para monitorar sua operação.

A generalização dos celulares traz o fim do relacionamento
A generalização dos celulares traz o fim do relacionamento
Os professores também relatam um aumento na carga de trabalho associado à aplicação dessa proibição e um aumento no bullying físico e no comportamento disruptivo.

Noventa e nove por cento dessas escolas implementaram uma política que exige que os celulares sejam deixados em um cofre ou entregues no início das aulas, caso não tenham sido deixados em casa.

Em geral, os adolescentes trazem seus celulares para a escola com menos frequência do que antes da proibição.

No caso das escolas de ensino fundamental, também se observa que poucos alunos carregam seus celulares, embora pareçam ter optado por smartwatches, que são mais difíceis de identificar, sem que isso represente um grande problema.

No 89% das escolas de ensino fundamental que não permitem celulares nas dependências da escola ou exigem que sejam entregues no início das aulas foram detectadas melhorias no bem-estar e no clima escolar (23%), bem como na concentração e no desempenho.

Perigos para as crianças detetados nos smartphones
Perigos para as crianças detetados nos smartphones
O relatório também mostra que os alunos da educação especial carregam menos celulares, embora o fizessem antes da proibição.

Aqui, as exceções são destacadas por motivos de saúde ou necessidades de apoio, leitores de tela ou aparelhos auditivos conectados a um smartphone.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Comunidade digital internacional por tras das chacinas nas escolas

Rede estimula crimes coletivos nas escolas
Rede estimula crimes coletivos nas escolas
Luis Dufaur
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Após outra chacina escolar feita por um aluno, a Polícia argentina revelou relatório da Secretaria do Terrorismo Internacional (SAIT) sobre a “True Crime Community” (TCC), subcultura digital transnacional que que incita a massacres escolares.

Ela difunde “símbolos, narrativas e referências, ligadas a ataques de extrema violência nas escolas, glorificam os agressores e aformoseiam crimes notórios” suicídio incluído e informa sobre armas e procedimentos assassinos.

Usa para isso documentários e jogos envolvendo cenas de crimes em redes sociais como Discord ou Telegram.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Na IA: alucinações próprias de uma ‘religião demoníaca’

Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Luis Dufaur
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A inteligência artificial (IA) afeta a percepção da realidade, leva à irracionalidade e induz alucinações, disse o neurocientista Iain McGilchrist, citado em reportagem de “Folha de S.Paulo”. 

A ChatGPT reconheceu casos “psicóticos” de seus usuários, pois perto de 560 mil deles tiveram surtos de “mania” sendo alguns hospitalizados.

Mais de 1,2 milhão manifestaram “intenções suicidas”, e outro tanto abandonou a interação com humanos ficando “escravo” da IA.

A OpenAI fala de “epidemia de crise mental”.

O cantor David Bowie disse outrora que é um “portal para uma vida alienígena”, ou um novo tipo de possessão demoníaca.

O filósofo inglês Nick Land acha que sua única consequência possível é o fim da raça humana.

De fato, cada vez mais observadores do fenômeno acham que o surgimento da internet e da IA serve de disfarce para invocar demônios.

Não os demônios de filmes de terror, como “O Exorcista” (1973), de William Friedkin. São demônios do futuro.

Originários do grego “daimonion”, esses “daimonia” rompem com a autonomia do pensamento humano, nos agarram com ideias fora da realidade cotidiana e dominam a consciência sem nenhum aviso, prossegue “Folha de S.Paulo”.

O diagnóstico feito por Land é lúcido porque ele vai ao coração daquilo que David Noble chamava de “a religião da tecnologia”.

Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Quer dizer, uma mentalidade que tomou conta dos empresários do Vale do Silício, a qual, de uma maneira ou de outra, afetará por completo as nossas vidas — e mudará o que conhecemos sobre a natureza humana.

No entanto, ao se autoexilar em Xangai depois de ter sofrido das alucinações criadas pelos mesmos demônios sobre os quais ele ensinou em suas aulas.

Land passou a defender que o Ocidente precisa imitar impérios totalitários como a China de Xi Jinping e até mesmo a Rússia de Putin, se quiser sobreviver minimamente.

Nesta perspectiva, o progressismo materialista e igualitário como motor da história é uma narrativa transata.

O que viria pela frente é a luta desses “daimonia” do futuro conosco.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Países proíbem jovens de até 16 anos acessarem as redes, e os salvam!

Perigos para as crianças detetados nos smartphones
Perigos para as crianças detetados nos smartphones
Luis Dufaur
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A Austrália interditou as redes sociais para menores de 16 anos.

Os pais não querem ver os filhos sozinhos num mundo digital hostil onde plataformas projetadas para viciar causam ansiedades e crises nervosas.

O país também proíbe os celulares nas escolas como fazem o Chile e outras nações.

Na Argentina, mais de 30 escolas de Buenos Aires já os vetaram no ensino.

Os benefícios apareceram logo: retornaram o recreio, os torneios de minifutebol e rúgbi, os jogos de cartas, as conversas, as risadas, a calma, a socialização e o convívio, observou reportagem de “La Nación”. 

O psicólogo americano Jonathan Haidt, denunciou em seu livro *A Geração Ansiosa* de 2024 que o acesso continuado às redes sociais está produzindo uma epidemia de transtornos mentais nos adolescentes.

Apareceu uma geração sem tolerância, com constantes oscilações de humor, ataques de ansiedade vendo o mundo como o que aparece nas telas de seus celulares.

Ele propõe nada de smartphones antes dos 14 anos e nada de redes sociais antes dos 16 anos.

Temidos danos cerebrais
Temidos danos cerebrais
E se adiássemos a idade do primeiro uso de celular?

E se lhes déssemos um que não tivesse acesso à internet ou às redes sociais, um que funcionasse apenas para chamadas e mensagens de texto?

Essa foi a proposta de duas mães britânicas que lançaram um movimento que viralizou em questão de horas: engajar os pais na mudança da norma social sobre quando seus filhos entram no mundo dos celulares.

Elas chamaram isso de "Infância Livre de Smartphones" e, na Argentina, os pais da escola Bede's o chamaram de "Mãos Livres".

Um ano e meio depois, as experiências são variadas.

Nem tudo é tão idílico quanto parecia no início, e os desafios são significativos.

Muitos pais e professores apontam que não é fácil mudar os padrões de uso de uma geração que já incorporou a socialização digital, mas têm fé de que a nova geração terá uma abordagem diferente em relação à socialização.

Lucila Galápagos, uma das mães da escola Bede’s e organizadora do Manos Libres (Mãos Livres) diz: “estamos promovendo abaixo-assinados para aprovar uma lei.

“Enquanto isso, queremos que as empresas possam ser multadas se não garantirem que menores não possam acessá-las.

“Precisamos conscientizar sobre as consequências para as crianças”, acrescenta.

O fim do aprendizado do relacionamento
O fim do aprendizado do relacionamento
Sofía G. 16 anos, mora em Villa del Parque e, quando soube da medida na Austrália, ficou cheia de perguntas:

“Na escola, falamos muito sobre celulares e redes sociais; todos concordamos que temos que aprender a não ficar tão presos a eles e a fazer coisas reais, encontrar amigos, sair”, diz ela.

“Há uma tendência crescente que vê as redes sociais não apenas como um espaço de interação, mas também como um dispositivo com efeitos viciantes, sustentado por algoritmos capazes de influenciar, condicionar e capturar a atenção de crianças e jovens”, observou Tili Peña é psicóloga e criadora da TANConectados.



terça-feira, 24 de março de 2026

Na Dutra: templo dedicado a Lúcifer, o adversário de Deus

Junto à Dutra quase encostado na divisa com São Paulo
Junto à Dutra quase encostado na divisa com São Paulo
Luis Dufaur
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No bairro Vila Esperança em Volta Redonda, RJ, foi aberta a primeira “igreja” luciferiana.

O fundador “Mestre Jonan”, Jonathan de Oliveira Ribeiro, tem também um templo de quimbanda visando o retorno financeiro através de e feitiços amorosos.

Ele tem um Porsche e três motos com desenhos diabólicos, defende o “luciferianismo” como “filosofia de vida”, e oferece “banhos em sangue quente” na web.

De fora cheira-se a putrefação de animais sacrificados depois que o STF declarou constitucional o sacrifício ritual religioso, observou “O Globo”. 

A professora da Uerj Joana Bahia destaca que a quimbanda cresce bastante no Brasil trabalhando com espíritos dos mortos e abatendo animais em sacrifícios pela internet, sendo bem fortes e muito midiáticas no Rio Grande do Sul.

Nas paredes da igreja símbolos lembram o inferno como uma cabeça com chifres. O satânico influencer Jonan, lembra um pregador ou sacerdote falando dos desafios do cotidiano:

A professora da Uerj explica que a cultura do coaching tem sido absorvida por diferentes religiões:

— Essa linguagem tem sido bastante usada na religião evangélica; e mesmo coaches sem vinculação religiosa usam também a linguagem religiosa.

Parede preta e vermelho, cruz invertida e um altar repleto de imagens de diferentes santos e entidades ornam a Igreja Luciferiana do Brasil.

Cômodo da Igreja Luciferiana do Rio de Janeiro
O mestre Jonan, 31 anos, quer reposicionar Lúcifer como um ser de luz e força divina, escreveu “Veja”. 

“Luciferianismo é uma filosofia e, em alguns casos, uma religião que venera Lúcifer como um símbolo de conhecimento, liberdade e autoconhecimento, em vez de concebê-lo como o diabo da tradição cristã”, explica à coluna GENTE.

Em vídeos publicados no TikTok, Jonan mostra a rotina no templo, momentos com um bode que na concepção cristã, representa Satanás, limpezas espirituais e incorporações.

O espaço todo em tons vermelho e preto, em formato que lembra um pequeno castelo, e sofreu vandalismo.

“Várias imagens foram quebradas. O prejuízo foi grande, mas a intolerância me deu mais força para lutar”. Para Jonan qualquer tipo de expressão religiosa é amor.


terça-feira, 10 de março de 2026

IA e redes sociais favorecem o ‘apodrecimento cerebral’

IA, redes sociais e ‘apodrecimento  cerebral’
IA, redes sociais e ‘apodrecimento  cerebral’
Luis Dufaur
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Shiri Melumad, professora da Universidade da Pensilvânia, deu uma tarefa de redação simples a 250 pessoas: dar conselhos de vida saudável.

Alguns recorreriam a Google, e outros à inteligência artificial (IA).

Os primeiros deram conselhos mais sutis sobre saúde física, mental e emocional.

Os segundos ficaram em obviedades maiormente inúteis.

Conclusão: a IA deteriora o estado mental já afetados pelos conteúdos de baixa qualidade na internet.

O Oxford English Dictionary escolheu “apodrecimento cerebral” como a palavra do ano 2024, para definir os adictos às redes sociais com “os cérebros em mingau”. Cfr.

Em 2008, muitos anos antes da chegada da IA, a revista “The Atlantic” publicou um ensaio intitulado “O Google está nos tornando burros?”.

Embora essas preocupações fossem exageradas, a crescente desconfiança da academia em relação ao impacto da IA na aprendizagem é uma notícia preocupante para os EUA.

Nesse país o desempenho em compreensão da leitura já está em declínio acentuado.

Em 2025, as notas em leitura das crianças, incluindo alunos do oitavo ano e do último ano do ensino médio, atingiram novos mínimos.

A Avaliação Nacional do Progresso Educacional, há muito considerada o exame mais confiável dos EUA, apontou que desde que a pandemia da covid-19 interrompeu a educação e aumentou o tempo de tela entre os jovens trazendo preocupantes quedas na intelecção das crianças.

Para os pesquisadores cada vez há mais evidências de uma forte ligação entre o baixo desempenho cognitivo e a IA e as redes sociais.

Um novo estudo liderado por pediatras descobriu que o uso das redes sociais estava associado a um desempenho inferior entre crianças que faziam testes de leitura, memória e linguagem.

Apodrecimento  cerebral (brain rot) a palavra do ano 2024
O estudo mais importante de 2025 sobre os efeitos da IA no cérebro foi realizado pelo célebre MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Seus pesquisadores procuraram entender como ferramentas como o ChatGPT, da OpenAI, poderiam afetar a forma como as pessoas escrevem.

O estudo envolveu 54 estudantes universitários, e os resultados levantaram questões importantes sobre se a IA poderia prejudicar a capacidade de aprendizagem das pessoas.

Os estudantes foram solicitados a escrever uma redação de 500 a mil palavras e foram divididos em diferentes grupos: o primeiro podia escrever com a ajuda do ChatGPT, o segundo podia pesquisar com o recurso tradicional do Google e, o terceiro, podia contar apenas com seus cérebros.

Os alunos usavam sensores que mediam a atividade elétrica em seus cérebros.

Os usuários do ChatGPT apresentaram a menor atividade cerebral, o que não foi surpreendente.

Um minuto após concluírem suas redações, os alunos foram solicitados a citar qualquer parte de suas delas. A grande maioria dos usuários do ChatGPT (83%) não conseguiu se lembrar de uma única frase.

EOs alunos que recorreram a Google conseguiram citar algumas partes, e os alunos que não usaram nenhuma tecnologia não só recitavam várias frases, mas até reproduziam quase toda sua redação.

“Já se passou um minuto e você realmente não consegue dizer nada?” sinal de ‘apodrecimento cerebral’, perguntava espantada Nataliya Kosmyna, cientista pesquisadora do MIT Media Lab que liderou o grupo dos usuários do ChatGPT. “Se você não se lembra do que escreveu, não sente propriedade. Você ao menos se importa?”

A cientista Kosmyna diz que se preocupa com as consequências para as pessoas que usam chatbots de IA em áreas onde a retenção é essencial.

Tal seria o caso do aluno que estuda para piloto e não lembra do que lhe foi ensinado!.

Estados como Nova York, Indiana, Louisiana e Flórida correram para proibir celulares nas salas de aula.

A revista médica JAMA publicou um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia, em São Francisco. O Dr. Jason Nagata, pediatra que liderou o estudo, e seus colegas analisaram dados do ABCD (Adolescent Brain Cognitive Development, Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente), projeto que acompanhou mais de 6.500 jovens de 9 a 13 anos de idade, entre 2016 e 2018.

Médicos alertam contra o Apodrecimento  cerebral (brain rot)
Médicos alertam contra o Apodrecimento  cerebral (brain rot) 
Os resultados mostraram que as crianças que usavam poucas redes sociais (uma hora por dia) até muitas (pelo menos três horas por dia) tiveram notas significativamente mais baixas nos testes de leitura, memória e vocabulário do que aquelas que não usavam redes sociais.

TikTok e Instagram prejudicariam as notas dos testes.

Ficou certo que cada hora que uma criança passa navegando pelos aplicativos tira tempo de atividades mais enriquecedoras, como ler e dormir, disse o Dr. Nagata.

O Dr. Nagata sugeriu que os pais imponham zonas livres de telas, proibindo o uso do telefone no quarto e na mesa de jantar.

Por fim, os grupos desse estudo trocaram de papéis: os que dependiam apenas de seus cérebros para passar a usar o ChatGPT, e as pessoas que dependiam do ChatGPT nunca ficaram no mesmo nível do primeiro grupo usando apenas seus cérebros.

As pessoas que querem aprender a escrever deveriam iniciar o processo usando seus cérebros antes de recorrer às ferramentas de IA. Tanto o Google quanto a OpenAI se recusaram a comentar.



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Seminários europeus se esvaziam e fiéis apostatam

Aula Magna do Seminário Conciliar de Barcelona inteiramente vazia
Aula Magna do Seminário Conciliar de Barcelona inteiramente vazia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sem vocações, o Seminário Conciliar de Barcelona, que formou padres desde 1593, fechou as portas.

Seus escassos 28 seminaristas foram para um Seminário interdiocesano que acolhe os últimos estudantes de todas as dioceses da Catalunha.

A operação foi concebida pelo falecido Papa Francisco, informou o grande jornal de Barcelona La Vanguardia.

O colapso vocacional acontece junto com o abandono geral da religião: menos da metade das crianças são batizadas e há 82% de uniões civis contra 18% de uniões religiosas.

No mesmo dramático sentido vão as notícias sobre as ordenações sacerdotais na Alemanha.

Essas caíram para apenas 29 em 2024, o menor número da história.

Para Dom Wolfgang Ipolt, bispo de Görlitz, o número “reflete o estado da fé” no país.

Mons. Wolfgang Ipolt, obispo de Görlitz sorri enquanto reconhece que a fé está desaparecendo
Mons. Wolfgang Ipolt, obispo de Görlitz sorri 
enquanto reconhece que a fé está desaparecendo
Segundo o prelado, a crise eclesial é “acima de tudo uma crise de fé”, ou seja, do desinteresse geral pelo plano divino para cada pessoa. Ele observou que há cada vez menos comunidades com fé viva, escreveu Infocatólica.

Repercussão dessa tendência europeia foi medida em Inglaterra e Gales verificando que não são mais majoritariamente cristãs.

O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) britânico constatou o declínio da proporção de cristãos.

Na Inglaterra e no País de Gales, onde em 2011 eles perfaziam 59%, houve uma queda de 13 pontos. Duas décadas atrás, eram cerca de 72%.

Os “sem religião” ou ateus somam 25,3 milhões, quando há uma década eram 14,1 milhões.

Esse ateísmo é generalizado entre os menores de 40 anos. O islamismo subiu de 4,4% para 6% e o hinduísmo de 1,3% para 1,6%, impulsionados pela imigração e maior natalidade.