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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Por que líderes católicos ignoram o martírio de seus irmãos na Fé?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O jornalista árabe muçulmano Bassam Tawil externou seu pasmo vendo a apatia do mundo católico ocidental quando um míssil teleguiado do grupo terrorista Hisbolá atingiu em cheio a Igreja Greco-Católica de Santa Maria em Iqrit, norte de Israel.

O ataque feriu gravemente um fiel de 85 anos. O Hisbolá se vangloriou do crime num vídeo dos seus mísseis demolindo a igreja.

Enquanto isso acontecia o Papa Francisco I insinuava que Israel é culpado do assassinato de duas mulheres católicas no complexo da Paróquia Católica da Sagrada Família, na Faixa de Gaza.

O papa ecoou falsas alegações do Hamas e de outros grupos terroristas. Mas não foi um fato isolado, explicável por razões pontuais, mas corresponde a uma linha de conduta que já tem vários anos, observou o muçulmano Tawil.

Quando os maometanos martirizam católicos no Oriente, os líderes de sua Igreja fingem não tomar conhecimento. Por quê?

Cada vez há mais provas de que terroristas islâmicos do Hamas utilizam igrejas para lançar seus foguetes, como revelou sem vergonha até Mons. Alexios, arcebispo grego ortodoxo de Gaza.

Fontes militares europeias e dos EUA atribuíram o ataque ao Hospital Al-Ahli na Faixa de Gaza, a um foguete árabe e desqualificaram o número de mortos aduzido pelo Hamas.

Porém, o Patriarcado Latino de Jerusalém adotou em comunicado a fake dos terroristas corânicos de que as vítimas “foram baleadas a sangue frio”, e tudo sem qualquer prova, exclama Tawil.

Apontando com dedo acusatório ao lado não culpado, o Papa e o Patriarcado Latino em Jerusalém adotam as falsas alegações do Hamas. Num piscar de olhos, levantaram falso testemunho e nem se incomodaram com a investigação do incidente da igreja em Gaza.

Assim também age a grande mídia no Ocidente.

Onde estavam o Papa e demais organizações católicas quando seus irmãos na Fé eram sistematicamente visados e perseguidos pela ramificação da Irmandade Muçulmana? Perguntou o muçulmano Tawil.

“O Hamas está transformando (as áreas controladas pelos palestinos) numa teocracia islâmica, e os cristãos são continuamente discriminados.

Grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica conceberam uma cultura de ódio contra os cristãos que produz numerosos atentados, escreveu o advogado internacional de direitos humanos Justus Reid Weiner.

Weiner diz que esses crimes religiosos se inspiram no pensamento primordial do Islã:

“no Islã cristãos e judeus recebem o status social inferior ou dhimmitude.

“A dhimma é um contrato legal de submissão imposto a judeus e cristãos que os sujeita a restrições legais e culturais sob a lei islâmica.

“Os muçulmanos podiam andar a cavalo, mas cristãos e judeus só podiam montar burros.

“Os muçulmanos podiam usar tecidos finos, mas cristãos e judeus só podiam usar tecidos grossos”.

Weiner observa que: “na sociedade palestina, os cristãos árabes não têm voz nem proteção. 70% dos cristãos árabes da Cisjordânia e Gaza agora vivem no exterior”.

No Natal, na Nigéria, 160 cristãos foram assassinados em ataques coordenados por grupos islamitas.

Em 2022 a Nigéria foi o nº 1 do mundo no sinistro ranking de cristãos martirizados pela sua fé.

Porém, quando se cometem essas atrocidades, raramente se ouve as vozes dos próprios líderes católicos ocidentais que dizem se preocupar com o bem-estar e a segurança de todos os homens.

Esses líderes estão causando enormes danos aos seus rebanhos, diz perplexo Tawil. E acrescentamos nós, escandalizam até muitos muçulmanos cultos como Tawil.

A insensibilidade desses líderes faz e ainda fará que os cristãos sejam alvo de ataques mais ferozes do que nunca.

Eles estão dando luz verde ao Hamas, ao Hezbolá e a outros terroristas islâmicos para que assassinem e destruam locais sagrados dos católicos.

Qual é então a sinceridade de suas exigências pela paz, pela vida, pelos direitos do homem, pelo ecumenismo, quando não parecem se importar até quando o banho de sangue de mártires os salpica sem cessar?




terça-feira, 16 de agosto de 2022

Por amor ao Evangelho, Cardeal Müller pede ao Papa que condene os “casamentos” LGBT

O Cardeal Müller pediu ao Papa que por amor ao Evangelho condene a agenda LGBT
O Cardeal Müller pediu ao Papa que
por amor ao Evangelho condene a agenda LGBT.
Mas não foi ouvido.
Luis Dufaur
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O cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, pediu ao Papa Francisco que corrija os clérigos alemães que tentam abençoar as uniões do mesmo sexo, ou as encorajam, segundo registrou a Agência Católica de Noticias ligada a EWTN.

“Pelo bem da verdade do Evangelho e da unidade da Igreja, disse,

“Roma não deve ficar em silêncio, esperando que os alemães possam ser pacificados com sutileza tática e pequenas concessões.

“Precisamos de uma declaração clara de princípios com consequências práticas para que o remanescente da Igreja Católica na Alemanha não se desintegre, com consequências devastadoras para a Igreja universal.

“O que estamos testemunhando é a negação herética da fé católica no sacramento do casamento”.

O Cardeal Müller lembrou que a Igreja de Roma tem primazia não tanto “por causa das prerrogativas da Cátedra de Pedro”, e certamente não como se seu “ocupante pudesse fazer o que bem entender”, mas principalmente “por causa do grave dever do papa, que lhe foi designado por Cristo, para guardar a unidade da igreja universal na fé revelada”.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Cardeal Duka: “devemos lutar como na época do Concílio de Trento”

Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Luis Dufaur
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O Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga, defendeu taxativamente que “não há religião sem celibato” em entrevista ao Die Tagespost e reafirmou que não acredita que a admissão de mulheres ao sacerdócio possa resolver o problema da falta de vocações, citado por “Religión Digital”.

Observou que enquanto em seu país, a República Tcheca, médicos, advogados e psicólogos se manifestaram contra essa proposta, os teólogos não reagem como cristãos “corajosos”, mas como homens “acovardados” pela moda.

O Cardeal Duka tampouco acredita no valor dos apelos para democratizar a Igreja.

Em sua opinião, até o próprio o conceito de democracia hoje falsifica em seus fundamentos o conceito clássico original da democracia surgido na Grécia antiga.

Por isso, alertou, que a Igreja não muda com reformas políticas no papel, mas com a virtude dos santos. “Foram os homens e mulheres da época que renovaram a Igreja. também precisamos de homens e mulheres assim.”

E deixou bem claro a quem se referia dizendo: “Devemos voltar a lutar por nossa Civilização Cristã como fizemos no século XVI, na época do Concílio de Trento”.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Exibição sacrílega da Eucaristia na deusa “Pachamama” nua


Pachamama como custodia de la Eucaristía 01, sobre el altar de la parroquia San Juan Macías, Guadalajara.jpg
Pachamama como custodia da Eucaristia, sobre o altar da paróquia San Juan Macías, Guadalajara
Luis Dufaur
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A deidade panteísta “pachamama” (nome na superstição indígena) ou “mãe terra” na terminologia ecologista, foi cultuada em várias formas durante o Sínodo Amazônico de 2019.

Esse exemplo inspirou que fosse explorada como ostensório numa adoração eucarística blasfema na paróquia de São João Macias em Guadalajara, no México.

O padre mexicano José Luis González Santoscoy divulgou as fotos do sacrilégio em sua página no Facebook, mas logo as apagou, tendo já se viralizado. Nas fotos a ofensiva custódia é uma réplica da torpe pachamama, como grávida nua carregando a Eucaristia no ventre materno.

As fotos foram tiradas dentro da paróquia de San Juan Macías em Zapopan, na área metropolitana de Guadalajara, noticiou ACIPrensa.

O Pe Juan Pedro Oriol, pároco da igreja estava de viagem e quando voltou assinalou que não conhecia nem autorizava o uso dessa “custódia” em forma de Pachamama.

Essa nunca existiu na paróquia onde se faz Adoração diária com uma bela custódia.

terça-feira, 16 de março de 2021

Papa Francisco troca hostilidade por simpatía aos EUA de Biden

Francisco mostrou simpatía com a eleição de Biden, arauto da cultura da morte
Francisco mostrou simpatia com a eleição de Biden, arauto da cultura da morte
Luis Dufaur
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O Vaticano sempre agiu com prudência diplomática ao divulgar audiências papais pessoais concedidas a personagens proeminentes da vida pública, sobretudo quando estão em conflito com dogmas da Igreja, observou o “National Catholic Register”.

Assim foi feito numa audiência concedida em 2011 ao então vice-presidente Joe Biden que se professa católico mas promove políticas cruamente contrárias ao ensino da Igreja Católica.

São Pio X recebeu ao Kronprinz, herdeiro do império alemão protestante que aplicava a política dita Kulturkampf abertamente hostil à Igreja.

Em tempos mais próximos, Bento XVI recebeu em Castel Gandolfo ao teólogo suíço dissidente Pe. Hans Küng em 2005, ou no mesmo ano à jornalista ateísta Oriana Fallaci, encontro esse nunca anunciado publicamente.

A administração pro-vida dos EUA não tinha as simpatias do Papa Francisco
A administração pro-vida dos EUA não tinha as simpatias do Papa Francisco
EO apoio de Biden ao aborto legalizado era bem conhecido em 2011 e não houve menção oficial alguma ao encontro e apenas uma fotografia e uma pequena legenda foram publicadas no L'Osservatore Romano.

m 2009, Bento XVI recebeu em audiência privada à presidente da Câmara, Nancy Pelosi, ardida postuladora de leis anti-vida. Nenhuma foto ou repórter foi permitida no encontro de 15 minutos.

No pontificado de Francisco, o Vaticano diminuiu visivelmente sua abertura aos proeminentes políticos católicos dos EUA que durante a administração Trump assumiram posições pela vida, contra a agenda LGBT e o ambientalsimo radical, entre outros pontos candentes.

A cautela foi substituída até pelo espalhafato. Ele passou a receber recebe visitas frequentes de personagens altamente contenciosos com o ateu Eugenio Scalfari, e até a comentá-las e propagandeá-las.

Ou, em grau menor, ao transgênero espanhol Diego Neria Lejárraga em 2015, e à filantropa católica pró-aborto e pró-contracepção Melinda Gates em novembro de 2019 .

Antes e depois da eleição presidencial de 2020, Biden passou a receber um tratamento do pontífice mais favorável do que seu oponente, o presidente Donald Trump.

O Vaticano de Francisco que se reputa mais aberto e acolhedor existe, sim, para Biden e sua crescente divergência com o magistério da Igreja sobre os principais ensinamentos morais católicos observa o o “National Catholic Register”.

Política da mão estendida ao demoledor da vida e da família
Política da mão estendida ao demolidor da vida e da família
Em menos de uma semana na Casa Blanca, o candidato preferido do pontífice argentino se engajou na mais radical agenda pró-aborto e teoria do gênero assumida por um presidente americano, em oposição às medidas pro-vida de seu antecessor, Donald Trump, pelo qual Francisco não poupou antipatia.

Outras questões-chave alineiam Francisco com Biden como a imigração e o combate às mudanças climáticas.

Nesses pontos – bandeiras das esquerdas – o papa Francisco em pessoa ou pela voz de sua equipe vaticana, criticou insistentemente a administração Trump. Isso desde a campanha presidencial de 2016, durante toda sua administração e para rematar na campanha presidencial de 2020.

Portanto, não é surpresa que o segundo presidente católico dos Estados Unidos apareça sem escrúpulos demolindo os fundamentos da família, da moral e da vida, dizendo levar um terço no bolso e contar com a benção da Santa Sé.



terça-feira, 14 de abril de 2020

Comunismo iça suas bandeiras em países católicos

Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Luis Dufaur
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A ideologia comunista avança na Europa de mãos dadas com o progressismo ousado do pontificado do Papa Francisco nos países que se destacavam por sua catolicidade, apontou o site “Corrispondenza Romana”.

A mais assustadora bandeira vermelha foi desfraldada na Espanha através do governo constituído pela aliança entre o velho PSOE e o novo e extremista PODEMOS, financiado em seu início por Hugo Chávez.

Eles criaram um pacto voltado diretamente contra a Igreja: violaram os acordos vigentes com a Santa Sé; baniram o ensino da religião nas escolas, impuseram uma perversa educação “afetivo-sexual”, mero cavalo de Tróia do espírito contraceptivo, abortista e aberto aos LGBT; negaram aos progenitores o direito de escolher para seus filhos a escola e a educação religiosa.

O surto de coronavírus está servindo de pretexto para instalarem um ditatorialismo social e econômico.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Comandante supremo de Valência: “ante terroristas implantados o único a fazer é aniquilá-los”

O tenente general Francisco José Gan Pampols na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
O tenente general Francisco José Gan Pampols
na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
Luis Dufaur
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O tenente general Francisco José Gan Pampols, comandante supremo das Forças Armadas espanholas na estratégica região de Valencia, Espanha, sobre o Mediterrâneo declarou em roda de imprensa que diante de um “salafista” [fundamentalista sunita] “jihadista” [lutador da ‘guerra santa] “não se pode negociar”.

As atenções estão voltadas para Valência, pois em seu porto atracou a flotilha liderada pelo barco “Aquarius” levando 629 imigrantes africanos.

A flotilha do “Aquarius” está envolvido em aguda polêmica. O governo italiano de nova orientação anti-imigracao lhe proibiu desembarcar sua carga humana e lhe mandou prosseguir para a França pois bate bandeira desse país.

O presidente Macron e seus ministros reagiram com acres críticas ao governo italiano. Mas tampouco recebem o grupo do “Aquarius” que foi reenviado para o porto de Valência.

Nessa cidade, o Cardeal Cañizares, arcebispo dela mandou todas as paroquias aprontarem suas instalações para acolherem os que estão vindo.

O Papa Francisco também se engajou em pessoa pela sorte da flotilha em que governos e populações veem mais um contingente de invasores que podem incluir dissimulados terroristas perigosos.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Vaticano promove migração que prepara anarquia universal

Luis Dufaur
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O Papa Francisco pleiteia “passar a segurança pessoal dos migrantes por cima da segurança nacional”, referiu alarmado Laurent Dandrieu, redator-chefe de Cultura da revista francesa “Valeurs Actuelles”, em entrevista ao jornal de Paris “Le Figaro”.

Dandrieu observa que esse apelo foi redigido para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado de 2018 e vai mais longe do que as outras posições defendidas pelo pontífice.

“Em entrevista a uma rádio portuguesa em 14 de setembro de 2015 – lembra o jornalista –, o Papa reconhecia o risco de infiltração terrorista entre os migrantes, mas achava que ainda assim o refugiado devia ser acolhido devido a um mandamento da Bíblia”.

Mas em sua nova mensagem Francisco escreve que “o principio da centralidade da pessoa humana (…) obriga a colocar sempre a segurança pessoal acima da segurança nacional”.

Comenta Dandrieu: “Fazendo isso, ele cede a um idealismo desastroso e esquece que a segurança nacional é a garantia mais sólida da segurança pessoal. Não pode existir segurança pessoal fora dos contextos jurídicos e legais que são sua salvaguarda.

Jamais poderá haver segurança nacional se as nações ocidentais, em virtude do terrorismo ou de uma imigração incontrolável e impossível de administrar, se precipitarem na anarquia.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Idolatria da “acolhida” é imenso desserviço à Igreja

A sofismada acolhida é uma bomba a retardamento para o cristianismo
A sofismada acolhida é uma bomba a retardamento para o cristianismo
Luis Dufaur
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Laurent Dandrieu, redator das páginas de cultura da revista francesa Valeurs actuelles, acrescentou um escrito candente à sua vasta produção literária: “A Igreja e a imigração, o grande mal-estar” (“Eglise et immigration, le grand malaise”, Editions Presses de la Renaissance, Paris, 2017, 288 p), segundo comentário da jornalista Jeanne Smits em seu blog.

No livro, Laurent Dandrieu mostra o erro garrafal do discurso “angélico” da hierarquia da Igreja Católica face à imigração que invade a Europa trazendo nas mochilas as bandeiras religiosas do Islã.

O problema, explica o autor, é a maneira como foi instaurado o ‘diálogo’, como uma espécie de fim em si mesmo.

Para o escritor, o Papa Francisco repete constantemente que não há envolvimento específico algum do Islã com a violência.

Ora, vemos que a evidência nega tal afirmação. Cultivando esse discurso angélico a respeito do Islã, o Papa não presta serviço algum a quem quer que seja.

Não ajuda os europeus, pois seu discurso vem contribuindo para adormecer a legítima desconfiança dos europeus face à islamização progressiva do continente.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Da invasão migratória à guerra civil

Enfrentamentos étnicos em Londres
Enfrentamentos étnicos em Londres
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O plano era — e continua sendo — de destruir os Estados nacionais e suas raízes cristãs, não para construir um super-Estado, mas para criar um não-Estado, um horrível vácuo, no qual tudo aquilo que ainda tem a aparência de verdade, de bom, de justo, seja tragado no abismo do caos.

Até os mais relutantes começam agora a abrir os olhos. Existe um plano organizado para desestabilizar a Europa por meio da invasão migratória.

Este projeto vem de longe. No fim dos anos noventa, no livro 1900 a 2000. Dois sonhos se sucedem: a construção, a destruição (Fiducia, Roma 1990), descrevi-o através das palavras de alguns de seus “apóstolos”, como o escritor Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Martini.

Eco escrevia:

“Hoje na Europa não estamos diante de um fenômeno de imigração. Encontramo-nos diante de um fenômeno migratório […]

“e, como todas as grandes migrações, terá como resultado final uma reorganização étnica da terra de destino, uma mudança inexorável dos costumes, uma incontenível hibridação que mudará estatisticamente a cor da pele, do cabelo, dos olhos das pessoas”.

O cardeal Martini, por sua vez, julgava necessária “uma escolha profética” para se compreender que “o processo migratório em curso, do Sul cada vez mais pobre para o Norte cada vez mais rico, é uma grande oportunidade ética e civil para uma renovação, para inverter a rota da decadência do consumismo em curso na Europa Ocidental”.

O Cardeal Carlo Martini foi um dos bardos da dissolução cultural da Europa cristã por meio de invasões
O Cardeal Carlo Martini foi um dos bardos
da dissolução cultural da Europa cristã
por meio de invasões
Nessa perspectiva de “destruição criativa”, comentou ele, “não seriam os imigrantes que deveriam integrar-se na civilização europeia, mas seria ao contrário, a Europa que deveria desintegrar-se e regenerar-se graças à influência das etnias que a ocupam […]

“É o sonho de uma desordem criativa, de um choque semelhante àquele que deu nova vida ao Ocidente na época das invasões bárbaras, para gerar a sociedade multicultural do futuro”.

O plano era — e continua sendo — de destruir os Estados nacionais e suas raízes cristãs, não para construir um super-Estado, mas para criar um não-Estado, um horrível vácuo, no qual tudo aquilo que ainda tem a aparência de verdade, de bom, de justo, seja tragado no abismo do caos.

A pós-modernidade é esta: não um projeto de “construção”, como tinha sido a pseudo-civilização nascida do Humanismo e do Iluminismo, e que resultou no totalitarismo do século XX, mas uma utopia nova e diferente: a da desconstrução e tribalização Europa.

O fim do processo revolucionário que durante muitos séculos atacou a nossa civilização é o niilismo; o “nada estruturado”, segundo uma feliz expressão de Mons. Jean-Joseph Gaume (1802-1879).

Os anos se passaram e a utopia do caos se transformou no pesadelo que estamos vivendo.

O projeto de desintegração da Europa descrito por Alberto Carosa e Guido Vignelli em seu documentado estudo A invasão silenciosa. O “imigracionismo”: benefício ou conspiração? (Roma 2002) tornou-se um fenômeno de época.

Quem denunciava esse projeto era chamado de “profeta de desgraça”.

Hoje ouvimos dizer que se trata de um processo incontenível, que deve ser “governado”, mas não pode ser freado.

O mesmo foi dito do comunismo nos anos setenta e oitenta do século passado, até que veio a queda do Muro de Berlim, para mostrar que nada é irreversível na História, exceto, talvez, a cegueira dos “idiotas úteis”.

O plano é destruir os Estados nacionais e suas raízes cristãs
O plano é destruir os Estados nacionais e suas raízes cristãs. Islâmicos atacam à polícia alemã.
Entre esses idiotas úteis devem certamente ser contados os prefeitos de Nova York, Paris e Londres, respectivamente Bill de Blasio, Anne Hidalgo e Sadiq Khan, que em 20 de setembro, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em uma carta ao “The New York Times” intitulada Our immigrants, our strenght (Nossos imigrantes, nossa força), lançaram um apelo “para se tomarem medidas visando garantir assistência e abrigo seguro aos refugiados que fogem dos conflitos e aos migrantes em fuga da miséria”.

As centenas de milhares de imigrantes que chegam em nossas costas não fogem nem do conflito, nem da miséria.

São jovens com ótima saúde, aparência bem cuidada, sem sinal de lesão ou desnutrição, como acontece com aqueles que vêm de zonas de guerra ou de fome.

O coordenador do antiterrorismo da União Europeia, Gilles de Kerchove, falando em 26 de setembro no Parlamento Europeu, denunciou a infiltração maciça do ISIS entre esses imigrantes.

Pior ainda do que se entre eles os terroristas fossem apenas uma pequena minoria, todos os imigrantes ilegais que desembarcam na Europa são portadores de uma cultura antitética à cristã e ocidental.

Eles não querem integrar-se na Europa, mas dominá-la, se não com armas, através do ventre de suas mulheres e das nossas.

Onde esses grupos de jovens muçulmanos do sexo masculino se estabelecem, as mulheres europeias engravidam, formam-se novas famílias “mistas” submetidas à lei do Alcorão que exigem do Estado mesquitas e subvenção econômica.

Isso é feito com o apoio dos prefeitos, das prefeituras e das paróquias católicas.

A reação da população é inevitável, e em países com alta taxa de imigração, como a França e a Alemanha, está se tornando explosiva.

“Estamos à beira de uma guerra civil”, disse Patrick Calvar, chefe da DGSI, a Direção-Geral da segurança interna francesa, diante de uma comissão parlamentar (“Le Figaro”, 22 de junho de 2016).

O governo alemão, por sua vez, elaborou um “plano de defesa civil” de 69 páginas, no qual se convida a população a fazer estoque de comida e de água, e“preparar-se adequadamente para um evento que poderá ameaçar a nossa existência” (Reuters, 21 de agosto de 2016).

Quem são os responsáveis por essa situação? Devemos olhar para eles em diversos níveis.

Há naturalmente a classe dirigente pós-comunista e de Maio de 1968, que assumiu as rédeas da política europeia; há intelectuais que elaboraram teorias deformadas no campo da física, da biologia, da sociologia, da política; há certos lobbies, a maçonaria, os potentados financeiros, que agem ora na escuridão, ora em plena luz do dia.

Em Lampedusa, 08-07-2013, o Papa Francisco I fez uma increpação contra a Europa que soou como um convite às invasões massivas islâmicas.
Em Lampedusa, 08-07-2013, o Papa Francisco I
fez uma increpação contra a Europa
que soou como um convite às invasões massivas islâmicas.
E é conhecido, por exemplo, o papel do financista George Soros e de sua fundação internacional Open Society.

Após um ataque de hackers, mais de 2.500 e-mails foram roubados do servidor do magnata americano-húngaro e publicados na internet, através do portal DC Leaks.

A correspondência privada substraída a Soros revela o seu financiamento de atividades subversivas em todos os campos, da agenda LGBT aos movimentos pró-imigração.

Com base nesses documentos, Elizabeth Yore, em uma série de artigos em “The Remnant”, mostrou o apoio de Soros, direto e indireto, também ao Papa Bergoglio e a alguns de seus colaboradores mais próximos, como o cardeal Oscar Andres Rodríguez Maradiaga e o arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo.

Entre George Soros e o Papa Francisco aparece uma convergência estratégica objetiva.

A política do acolhimento, apresentada como a “ religião das pontes”, em oposição à “religião dos muros”, tornou-se o lema do pontificado de Francisco, a ponto de alguém se perguntar se a sua eleição não foi favorecida com o objetivo de oferecer aos arquitetos da invasão migratória o “endosso” moral de que necessitam.

O certo é que hoje a confusão na Igreja e na sociedade avançam lado a lado.

O caos político prepara a guerra civil, o caos religioso abre caminho aos cismas, que são uma espécie de guerra civil religiosa.

O Espírito Santo, cujas inspirações os cardeais nem sempre seguem no conclave, não deixa entretanto de agir e hoje alimenta o sensus fidei daqueles que se opõem aos projetos de demolição da Igreja e da sociedade.

A Divina Providência não os abandonará.


(Fonte: “Corrispondenza Romana”, 5-10-2016. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana).


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Radicalismo verde na encíclica Laudato Si gera aflição
Declaração de Voice of the Family

Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015
Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015



ROMA, 18 de junho de 2015 – A coalizão internacional Voice of the Family está profundamente preocupada pela ausência, na encíclica Laudato Si, de qualquer reafirmação do ensinamento da Igreja contra a concepção e pela procriação como fim primeiro do ato sexual.

A encíclica publicada nesta manhã afirma oportunamente que “a defesa da natureza não é compatível .... com a justificação do aborto” (no 120) e “que o crescimento demográfico é plenamente compatível com um desenvolvimento integral e solidário” (no 50).

Contudo, a omissão de qualquer referência ao ensinamento da Igreja sobre a contracepção deixa os católicos despreparados para resistir ao programa internacional de controle da população.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Francisco I e o teste cubano

Havana - No centro da capital cubana reina a pobreza comunista, os prédios estão caindo aos pedaços, os automóveis mais modernos são da década de 50. 

§  Armando Valladares (*)

Francisco, o primeiro pontífice latino-americano, em seu recente discurso ao corpo diplomático destacou a pobreza física e a pobreza espiritual como dois grandes males do século XXI, e se compadeceu do “sofrimento” que suas vítimas enfrentam.

Ao ler esse discurso papal sobre o flagelo da pobreza, não pude deixar de lembrar dos meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres latino-americanos e caribenhos, vítimas de mais de 50 anos de comunismo.