terça-feira, 4 de agosto de 2020

A educação online não leva a porvir verdadeiro algum

No culturalmente riquíssimo Museu del Prado,
turma se desinteressa da arte para consultar o celular
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Os períodos de crise, como a da pandemia, são propícios para os augures e profetas do mundo que virá depois, escreveu Charlotte Fillol, especialista em educação e administradora do prestigioso Instituto Sapiens de Paris, nas páginas do “Le Figaro”.

Nada será como antes, fala o torvelinho adivinhatório, nem mesmo a educação.

A educação online seria imparável. O fechamento geral das escolas levou muitos jovens a procurar dados na Internet. Mas parece muito prematuro achar que esse fenômeno esporádico tenha chegado para ficar.

Numerosos pacientes acharam que este ou aquele remédio era eficaz contra o novo vírus, mas não se segue de ali que se tenha mostrado infalível.

O mero fato da crise do coronavírus ter constrangido mestres e alunos a procurar auxílios em linha não quer dizer que foi achada a fórmula do futuro para a educação, como por um golpe mágica.

De fato, a educação online continua sendo mais um problema do que uma solução, piorada pelo fato do modelo escolhido não ter sido o bom.

Em todos os campos da experiência humana onde irrompeu o digital parecia ter surgido uma solução tecnológica que facilitaria a atividade, sobre tudo industrial, maquinal ou burocrática.

Médicos da Coreia do Sul registraram surto de 'demência digital' entre estudante sobreexpostos a equipamentos eletrônicos
Médicos da Coreia do Sul registraram surto de 'demência digital'
entre estudante sobreexpostos a equipamentos eletrônicos
Mas no caso da educação, o digital se revelou profundamente inadaptado.

Porque a educação não é um mecanismo ou uma organização burocrática, onde um movimento simples digitaliza a matéria e desencadeia uma reação maquinal imediata solucionadora no educando.

A educação não é o produto de um troca tecnológica, um dispositivo circunscrito e racionalizado, multiplicável igualmente para todos ao infinito.

Ela é um processo que vai articulado mecanismos psicológicos sempre complexos, mutáveis e desiguais desde o momento em que a criança é admitida na escola até o jovem se diplomar, determinado pela imprevisível relação aluno-professor.

Brevemente, o processo educativo supera a produção material tecnológica sob todos os pontos de vista.

Todas as empresas de tecnologia que acreditaram ter encontrado uma resposta a este desafio, não atingiram o objetivo.

Tente se fazer entender por um respondedor automático de alguma empresa. Esse respondedor ou equivalente, educa?

Uma segunda diferencia fundamental com as aplicações numéricas, é que essas funcionam como um mecanismo inflexível dependente de uma corrente que não admite circunstâncias originais, só há o impulso dado pelo computador central.

Mas isso não pode existir na transmissão do saber, porque há um jogo sempre mutante de modos de ser, temperamentos, qualidades, competências, propensões, humores, etc. por sua vez dependentes de um mediador: o mestre.

Aprender é antes de tudo um ato social resultante de constantes trocas de posições e influências mutuas.

Pelo fato da pandemia cresceu o uso de úteis digitais mas esses não se revelaram mais eficazes do que antes da crise e em matéria de educação não existem elixires, varetas mágicas ou fórmulas milagrosas. Sobretudo digitais.

Acompanhamento pessoal do professor é decisivo.
Acompanhamento pessoal do professor é decisivo.
O que é necessário é ir para longe dos modelos ‘disruptivos’ mecanizados ou digitalizados e repor no centro aquilo que nunca escola alguma conseguiu mudar, pelo menos dos tempos de Platão há quase 2.500 anos.

A educação é uma experiência social, um diálogo prolongado e múltiplo.

Numa palavra: uma conversa. A pandemia nos oferece uma ocasião única de pôr de lado as tentativas de criar um mecanismo como uma fábrica acionada desde gigantescos Ministérios e pirâmides de normas burocráticas e de técnicos programadores.

Começar com uma educação verdadeira, raciocinada e eficaz sem dúvida.

Não um maquinismo digital que não passará de um falso remédio para enganar pacientes necessitados de algo melhor.


terça-feira, 21 de julho de 2020

O tele-ensino mata o ensino e bloqueia o aprendizado

A informação estereotipada a distância pode produzir as reações mais desencontradas e danosas
A informação estereotipada a distância pode produzir as reações mais desencontradas e danosas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Com o Covid-19, a mídia voltou a insistir que o futuro da educação está no tele-ensino e aplicativos, com suas derivações como o tele-trabalho.

Esses elogios entusiastas da interação a distância, entretanto, não resistem à evidência mais primária: o ensino envolve antes de tudo um relacionamento humano entre o mestre e o aluno.

O assunto pegou fogo no Canadá e foi objeto de polêmica no site Pour une école libre au Québec

Um ensino praticado através de uma tela digital mata o relacionamento vital entre o professor e o discípulo.

Essa convivência é tão básica e prévia a qualquer escolha humana que foi elogiada pelos grandes educadores da humanidade na Antiguidade, para começarmos por ai. Falamos de mestres insuperáveis como o filósofo grego Platão.

É preciso louvar, como fez Stéphane Ratti, professor Universitário de Línguas Clássicas e autor de inúmeros livros sobre o assunto, o “trabalho admirável dos professores que nos nossos difíceis tempos desenvolvem tesouros de imaginação para manter o contacto com seus alunos, definindo a natureza profunda e autêntica de uma missão que não pode se reduzir a um ensino a distância”.

O ensino online pode funcionar em circunstâncias especiais. Mas ainda assim carece do essencial que a eletrônica não dá nem pode dar.

Na aula pessoal, o mestre pode perceber a fatiga, a distração, a adesão, as distrações e uma multitude de reações ínfimas, daquilo que se chama “mensagens subliminais da aula” silenciosos ou rumorosos, vindos da classe ou de um aluno em particular, e adequar seu proceder à ocorrência.

Sozinho diante da tela, o estudante não tem quem interprete suas necessidades
Sozinho diante da tela, o estudante não tem quem interprete suas necessidades
E isso tem um valor sem igual.

Nada de mais precioso que transmitir ao ensinando por via oral, adaptando o conteúdo e a forma da matéria ensinada, para torna-la compreensível e assimilável segundo cada caso.

Não há nada de mais belo, nobre e sedutor, diz o site canadense que comentamos.

Se comparamos, que miséria é um jogo de cliques na tela! Outrora houve quem achasse que bastava ir na biblioteca municipal e consultar alguma das inúmeras enciclopédias que acumulam poeira nas prateleiras.

Hoje, a triste cena se repete com um ensino através de uma enciclopédia digital planetária que se chama Internet.

Por que escolher isto ou aquilo dentro de uma massa insondável de dados? perguntava o Prêmio Nobel de Literatura André Gide.

Nós precisamos um guia, um professor de carne e osso porque sem ele “o superficial ofusca o que é mais importante”, respondia o literato.

A pedagogia virtual está viciada de inconvenientes e repousa sobre uma ilusão.

Professor algum, digno desse nome, repete como uma máquina, digital ou não, a matéria que ensina.

Nada de mais precioso que transmitir ao ensinando por via oral
Nada de mais precioso que despertar a inteligência no ensinando por via oral
Pelo contrário, ele sabe fazer pausas nos momentos mais psicológicos para as jovens mentes que estão diante dele.

Ele se adapta às reações, enriquece com exemplos, reflexões, desfaz dúvidas que o olhar dos alunos lhe sugere.

Basta rememorar a imortal cena de Platão ensinando a seus discípulos a ordem da Criação numa conversa em torno da fogueira no interior de uma caverna num dia de frio.

O mestre sabe ensinar assim, e muitas vezes nessas interrupções, na exposição com exemplos, etc., ele aprende também.

Ele não obedece a leis maquinais, mas a regras ditadas humanamente pelo bom senso e a experiência da realidade porque ele não está diante dos automatismos de um smartphone, ou equivalente.

Nessa adaptação ao público real aparece a própria essência da pedagogia e do bom mestre.

O livro vale no nível da literatura, mas no ensino é um instrumento complementar que nunca poderá estar no centro: isso seria enganoso, insuficiente, fraco e no fim de contas, inassimilável, pesado, excessivo e esgotador. Tanto mais uma imensa literatura online.

Há milênios as escolas que formaram as gerações que modelaram o mundo compreenderam que a relação personal entre o mestre e os alunos é decisiva
Há milênios as escolas que formaram as gerações que modelaram o mundo
compreenderam que a relação personal entre o mestre e os alunos é decisiva
O filósofo Nietsche observou em seu curso sobre Platão de 1871 que “um curso apenas escrito é ademais muito burro: ‘Ele não responde às perguntas de quem está devorado pelo desejo de aprender’.

Esse foi um ponto essencial do genial pensador grego. Na sua obra Fedra, o filósofo cria um diálogo didático entre o rei egípcio Thamos e o deus Tot que, segundo a mitologia, inventou a escritura para solucionar as falhas da memória e transmitir o saber.

No diálogo platônico, Thamos, e com ele Platão, condenam a escritura. Por que?

Porque segundo o filósofo, através do diálogo, da troca de opiniões por vezes contraditórias, pela investigação, pelo jogo de perguntas e respostas, no ensino oral reside a natureza profunda da transmissão do pensamento.

Ensinar é como um diálogo liderado por um mestre que, por sua vez, deve saber ser até ingênuo ou irônico, com habilidade, e nunca excludente.

Um curso escrito a distância, impresso ou virtual, é exatamente o oposto, conclui Pour une école libre au Québec.



terça-feira, 7 de julho de 2020

No Ocidente paira o espectro de Lenine

Espírito de Lenine continuou sendo transmitido no Ocidente e hoje atiça inversão de valores.
Espírito de Lenine continuou sendo transmitido no Ocidente
e atiça toda espécie de inversão de valores.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No último dia 22 de abril Vladimir Putin deveria ter sido consagrado como líder mono-árquico de um “czarismo” moderno ainda mais despótico, agravado por uma ditadura vitalícia como não foi sequer a de seu sanguinário xará.

O COVID-19 o obrigou a adiar a entronização ilegítima, que deveria ser legitimada por um referendo falseado.

A data foi cuidadosamente escolhida, porque foi num 22 de abril, há 150 anos, que nasceu Vladimir Ilyich Lenin, o fundador da União Soviética e responsável por uma enormidade de crimes contra o sofrido povo russo e o mundo.

Lenin foi o organizador e criador da tática mais mortífera que a Terra gerou, da estratégia inspiradora das atrocidades modernas oriundas do comunismo soviético.

A influência de Lenin se projeta ainda hoje, segundo a jornalista Karina Mariani, do “La Prensa” de Buenos Aires.

Sua realização — a ditadura do proletariado marxista — continua avançando em ziguezagues e metamorfoses, com a determinação que exigia o Vladimir fundador, apesar de derrotas e crises.

O pesadelo comunista atormenta não apenas alguns países, mas reina no coração de intelectuais e políticos das democracias ocidentais.

Suas doutrinas são ensinadas em universidades de todo o mundo e fazem parte dos manuais que formam milhões de alunos.

No cinema, nas redes sociais e na mídia de massa mundial, ele continua presente.

A União Soviética criada pelo Vladimir cuja múmia é homenageada no Kremlin foi a grande indústria exportadora da morte, o flagelo que Nossa Senhora advertiu em Fátima que se abateria sobre o mundo se este não fizesse penitência.

Milhões morreram de fome por ordem do pai do comunismo
Milhões morreram de fome por ordem do pai do comunismo
Em 1º de fevereiro de 1920, Lenin escreveu a Trotsky: “A ração de pão deve ser reduzida para aqueles que não trabalham no setor de transportes, hoje decisivo”. Foi o início da fome maciça.

A diretriz garantiu a eficácia da repressão: os populares ficaram proibidos de vender, comprar ou trocar seus produtos. Foi a consagração de um poder de vida e morte sobre os habitantes do mais extenso império do mundo — descreve Karina.

O terror que as vítimas nunca puderam esquecer começou a tomar forma pela mão de Lenin, autor do tutorial para a instalação das ditaduras comunistas.


Lenin ficava ofendido quando não se matava suficientemente. Em 29 de janeiro de 1920 — segundo a jornalista —, ele escreveu a Smirnov, chefe do Quinto Exército na região dos Urais:

“Fui informado de que há sabotagem e que os trabalhadores de Iyevsk estão no golpe.

“Estou surpreso que você se estabeleça e não prossiga com execuções em massa. Um bom comunista também é um bom chekista. Nós devemos dar exemplo.

“1) Pendure (e eu digo pendure [enforque] para que as pessoas vejam) nada menos que 100 kulaks (pequenos proprietários de terras), pessoas ricas, bebedores de sangue.

Execuções em massa foram exigidas pelo igualitarismo nivelador leninista. E no Ocidente, os intelectuais esquerdistas fingiam não ver ou aplaudiam.
Execuções em massa foram exigidas pelo igualitarismo nivelador leninista.
E no Ocidente, os intelectuais esquerdistas fingiam não ver ou aplaudiam.
“2) Publique seus nomes.

“3) Pegue todos os seus grãos.

“4) Identifique os reféns como indicamos em nosso telegrama de ontem.

“Faça isso para que centenas de léguas de distância as pessoas vejam, tremam, descubram e digam: ‘Eles matam e continuam a matar kulaks sedentos de sangue’.

“Telegrafe confirmando que você recebeu as instruções. Seu. Lenin”.

Lenin não agiu sozinho: o mundo “progressista”, inclusive o mais culto da Europa e dos EUA, foi solidário com ele.

A intelligentsia mundial continuou a apoiá-lo na pessoa de Stalin e de seus sucessores, nos crimes em Cuba, no Camboja, na Venezuela ou na China.

Nos prelúdios revolucionários de fevereiro a outubro de 1917, as forças políticas não bolcheviques permitiram que os ‘movimentos sociais’ comunistas avançassem.

O golpe de Estado de outubro de 1917 durou até o final de 1991, e se ele caiu foi porque apodreceu de dentro para fora.

Felix Dzerjinsky: “os 'excessos' são da própria natureza da revolução”
Dzerjinsky: “os excessos são da própria natureza da revolução”
A malfadada Checa Comissão Pan-Russa Extraordinária de Combate à Contrarrevolução e Sabotagem, criada em 7 de dezembro de 1917 para extinguir os dissidentes — foi a semente da KGB e da atual FSB. Lenin a colocou sob a direção de Felix Dzerjinsky.

Trotsky escreveu dele:

“Sobre as repressões, Dzerjinsky era pessoalmente responsável por elas (...) estou preparado para reconhecer que a guerra civil não é uma escola de humanismo. (...)

“os 'excessos' são uma consequência da própria natureza da revolução que, por si só, constitui um 'excesso' da história” — cita ainda Karina.

A prosa trotskista continua válida até hoje, justificando atrocidades e os crimes da FSB putinista dentro e fora da Federação Russa.

Em todos os cantos em que o comunismo se impôs ou ainda domina, as liberdades políticas e econômicas foram removidas.

Partidos únicos e economias planejadas condenaram milhões de pessoas a uma fome feroz, à ditadura, ao terror e à morte.

A invasão da privacidade, a denúncia do vizinho, a censura e a espionagem foram as pilastras do sistema que, com adaptações, oprimiu quase um terço do mundo.

O “progresso” mundial comemorou a ascensão dos deserdados na Terra, e Lenin espalhou um igualitarismo e uma falsa solidariedade que não cresceram sem cessar sobre pirâmides de cadáveres e povos destruídos.

Hoje, intelectuais civis e eclesiásticos continuam impregnados total ou parcialmente da utopia assassina, louvando essa tentativa de empoderar os “deserdados na Terra” em congressos de movimentos sociais como os promovidos pelo próprio Vaticano.

As primeiras vítimas da Checa foram os kulaks — agropecuaristas da era czarista, condenados por se oporem ao roubo de suas propriedades.

Os sobreviventes, suas mulheres e filhos, ficaram reduzidos a comer raízes e cascas de árvores.

Silencia-se a existência dos imensos campos de trabalho forçado, ou persegue-se aos que querem falar deles
Silencia-se o universo de campos de trabalho forçado,
ou persegue-se aos que querem falar deles
Por fim, o Partido escravizou quem quer tivesse um pedaço de terra ou um ou dois porcos, ainda que fosse um caboclo miserável que não possuísse outra coisa para comer ou para alimentar a mulher e os filhos.

Negou-se a existência dos campos nazistas até os mesmos ficarem evidentes no fim da II Guerra.

Mas as barbáries soviéticas permanecem intocadas como mausoléus do horror, veladas apenas por um pudico véu que esconde o orgulho dos assassinos em massa empossados pela ditadura do proletariado.

A elite do pensamento ocidental se calou, encobriu o “dano colateral”: afinal, não era esse o preço justificado para a construção do socialismo?

Muitos viam na URSS, como veem hoje na China, a potência que fundará a civilização do futuro.

E no Ocidente, até em cátedras eclesiásticas cantaram o fim do capitalismo consumista e a extinção da sociedade burguesa hedonista e decadente.

Se a URSS desabou — tendo mudado apenas de cor: adotou o verde ecológico —, sobrevive a utopia soviética da desconstrução de estruturas sociais e políticas para criar uma nova civilização.

Restou o sonho tóxico de criar de cima para baixo um homem novo e um mundo novo integrado à natureza, modelado pela eterna evolução da matéria.

A tribo amazônica passou a ser arquetipizada como a horda primigênia das cavernas descrita ebriamente por Karl Marx.

Não há nada de novo debaixo do sol; mudou tão-só a cor e o sobrenome dos Vladimir.

Essas metamorfoses foram previstas, fazem parte da evolução do magma material, única realidade e único deus válido e não espiritual dos homens que renegam qualquer divindade.

Em 1922, quando a sorte da Revolução corria perigo, Lenin insistia que os comunistas deviam mostrar flexibilidade a ponto de estarem dispostos a recomeçar do zero, suplantar a derrota e voltar a um novo assalto.

“O êxito dos êxitos foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo” (Plinio Corrêa de Oliveira)
“O êxito dos êxitos foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso
e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo”
(Plinio Corrêa de Oliveira)
Lenin foi um arauto do ódio eterno e latente de classe contido na ideia doentia da revolução permanente, que brotava nele como uma lava devoradora do abismo infernal.

Embora em 1922 ele já estivesse gravemente paralisado, deu à luz a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS.

E morreu em 1924, escolhendo antes Stalin para continuar seu trabalho.

150 anos depois de seu nascimento, o comunismo continua sendo um pesadelo do qual a humanidade não despertou. E Putin quer recomeçá-lo.

As democracias se mantêm incompreensivelmente insensíveis diante dos crimes comunistas que não cessam, dos desesperados que boiam nas águas do Caribe para fugir de Cuba, dos tiros pelas costas daqueles que tentaram cruzar o Muro de Berlim, dos milhões mortos de fome no Holodomor ucraniano, nos Gulags da Sibéria. Nada as fazem mudar de ideia, conclui a jornalista.

Tamanho é o triunfo do fascínio tóxico de Lenin, que na presente crise global da pandemia vemos reemergir a redução das liberdades e a economia planejada, como teria feito o ‘velho’ Vladimir.



terça-feira, 23 de junho de 2020

Enterrado como rei

Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Luis Dufaur
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Na cidade de Béthune, no norte da França, há 800 anos a Irmandade dos Charitables de Saint-Éloi dá cristã sepultura aos mortos em que ninguém quer tocar.

Não faz diferença entre ricos e pobres. Não há pompas fastuosas nem imponentes cortejos, mas apenas uma confraria medieval, que hoje usa roupas que evocam os tempos napoleónicos, segundo descreveram “Le Figaro”, “Clarín” e ainda outros grandes órgãos de imprensa impressionados com o caso. Como o britânico “The Guardian” , os franceses “Le Point”  e “La Croix international”

Na cidade, quase 90% dos enterros é feita pela Irmandade e “é exceção quando uma família não recorre a nós”, diz o seu Robert Guénot.

Guénot, com 72 anos de idade, não temeu enfrentar a pandemia, que é apenas mais uma das que passaram pelos oito séculos de história dos Caridosos de Santo Elói.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Bilocação do Padre Pio para assistir
ao Cardeal Mindszenty no cárcere comunista

Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário, San Giovanni Rotondo.
Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário de San Giovanni Rotondo
Luis Dufaur
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O vaticanista Andrea Tornielli publicou no site Vatican Insider, um sério testemunho da bilocação do Santo Padre Pio ao cárcere da Hungria onde padecia o Cardeal Mindszenty.

O herói anticomunista húngaro foi adversário acérrimo da política de distensão do Vaticano com os governos comunistas, conhecida como “Ostpolitik”.

Eis um resumo do artigo de Tornielli:

Um novo elemento acaba de ser adicionado à coleção de episódios milagrosos que acompanharam a vida de São Pio de Pietrelcina.

Trata-se de um testemunho publicado em um livro apresentado no décimo aniversário da dedicação do novo santuário de San Giovanni Rotondo, onde está sepultado o corpo do capuchinho.

O testemunho diz respeito a uma bilocação que levou o Padre Pio à cela em Budapeste onde estava preso o cardeal József Mindszenty, Primaz da Hungria.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Na mesa se decide o fracasso ou o triunfo familiar e social

Comer em família é indispensável sem invasão digital
Comer em família é indispensável sem invasão digital
Luis Dufaur
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Num lar típico de advogados bem sucedidos em Buenos Aires os pais e os filhos não tomavam as refeições reunidos. Reinavam smartphones, tablets, laptops ou TV de plasma.

Os pretextos ou alegados eram muitos: horários de trabalho ou escola, atividades diversas intensas, etc. Até que a família pensou voltar a partilhar as refeições.

Não foi fácil pois os filhos nem sabiam dialogar e cada um comia o que pediu ao delivery, explicou “La Nación”.

Então experimentaram ao vivo o que ouviram de muitos psicólogos especialistas em vida social: quando a mesa familiar não é partilhada como é natural, o desenvolvimento social crianças e adultos sofre um impacto negativo.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Silencia-se a voz de Nossa Senhora em Fátima
Só fala o pai da mentira e a Terra treme

Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Nossa Senhora de Fátima luta contra a prostituta do Apocalipse
que seduziu os poderes da Terra com a taça de todas as abominações
Luis Dufaur
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Enquanto a humanidade padece as mortes, os sofrimentos e as incertezas decorrentes da epidemia do coronavírus, no “anel de fogo do Pacífico”, o vulcão Anak Krakatoa entrou mais uma vez em aterradora explosão, observou o jornal argentino “La Voz” de Córdoba.

A voz de Fátima chegará a nós: ainda que o inferno se oponha

Construíram uma paz sem Cristo, uma paz contra Cristo.

O mundo se afundou ainda mais no pecado, a despeito da mensagem de Nossa Senhora.

Em Fátima, os milagres se multiplicavam às dezenas, às centenas, aos milhares.

E tudo isto não obstante, ninguém dava ouvidos a Fátima.

Passaram-se mais de vinte anos.

Um belo dia, sinais estranhos se viram no céu... era uma aurora boreal, noticiada por todas as agências telegráficas da terra.

Dentro em breve a guerra viria.

A guerra veio dentro em breve.

“Se hoje ouvirdes Sua voz, não endureçais vossos corações”, diz a Escritura.

">No dia de sua festa, mais uma vez a voz de Fátima devia chegar a nós.

E foi silenciada pelos que deviam faze-la ecoar no mundo.

Na sua festa reprimida, escreveu em manchete o jornal português “Observador”:

“Fátima foi ‘deserto escuro’ num santuário vazio, em noite de velas sem luz”

Poderia se tentar um abafamento pior da voz de Fátima?

Em 2018 esse vulcão explodiu, gerando um tsunami que matou mais de 400 pessoas. O Anak Krakatoa está emergindo pela pressão de uma imensa caldeira de lava acumulada sob o nível do mar.

Ela se mantém desde a histórica explosão do Krakatoa “pai”, enquanto o Anak Krakatoa funciona como válvula de escape (Anak na língua local significa “filho”).

Krakatoa designa uma explosão histórica simultânea de três vulcões que em 1883 fizeram desaparecer uma ilha inteira, matando mais de 36.000 pessoas.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Tela digital traz riscos para bebês

O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo
Luis Dufaur
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O melhor brinquedo para uma criança de poucos anos é outra criança: é feliz, curioso e criativo.

As telas digitais quando melhoram as qualidades o fazem isoladamente, aumentando o risco de fragmentar o aprendizado explicou o psiquiatra infantil Christian Plebst, Coordenador para América Latina da Academy for Mindful Teaching – AMT Holanda, em artigo para “La Nación”.

Por isso, a reputadíssima American Pediatric Society dos EUA afirma que antes dos 18 meses de idade, nenhum menino deve estar na frente de uma tela digital.

O risco da exposição precoce à imagem digital é interferir no desenvolvimento da mente, do cérebro e do corpo inteiro.

Hoje, distúrbios graves de linguagem, aprendizado, atenção e conexão são detectados em crianças e adolescentes que são superexpostos a telas virtuais, diz o Dr. Plebst.

O bom é que limitando as imagens digitais às crianças, elas “se reconectam” consigo mesmas e com os outros.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Comunismo iça suas bandeiras em países católicos

Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Esquerda histórica e extrema esquerda espanholas comemoram ascensão ao poder
Luis Dufaur
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A ideologia comunista avança na Europa de mãos dadas com o progressismo ousado do pontificado do Papa Francisco nos países que se destacavam por sua catolicidade, apontou o site “Corrispondenza Romana”.

A mais assustadora bandeira vermelha foi desfraldada na Espanha através do governo constituído pela aliança entre o velho PSOE e o novo e extremista PODEMOS, financiado em seu início por Hugo Chávez.

Eles criaram um pacto voltado diretamente contra a Igreja: violaram os acordos vigentes com a Santa Sé; baniram o ensino da religião nas escolas, impuseram uma perversa educação “afetivo-sexual”, mero cavalo de Tróia do espírito contraceptivo, abortista e aberto aos LGBT; negaram aos progenitores o direito de escolher para seus filhos a escola e a educação religiosa.

O surto de coronavírus está servindo de pretexto para instalarem um ditatorialismo social e econômico.

domingo, 22 de março de 2020

São Sebastião: o grande vencedor das epidemias

São Sebastião, vencedor das epidemias. Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
São Sebastião, vencedor das epidemias.
Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
Luis Dufaur
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São Sebastião, o famoso mártir nasceu em Narbonne (atualmente na França) no ano 256 da era cristã, foi educado em Milão, norte da Itália, de onde era sua mãe.

Seu pai era militar e ele ingressou como soldado no exército do Império de Diocleciano e logo tornou-se primeiro capitão da guarda.

Nesta época, a Igreja e os cristãos sofriam duras perseguições por parte do imperador, que queria aniquilar o cristianismo.

Porém, Sebastião confortava os cristãos presos e os exortava ao heroísmo servindo-se do prestígio de sua condição de oficial.

Acabou sendo denunciado e conduzido à presença do imperador.

Sebastião venceu todo medo e com grande sabedoria e inspirado pelo Espírito Santo increpou o imperador.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Festa de São José, rei a três títulos sublimes,
Padroeiro da Igreja

São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
Luis Dufaur
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São José era, ao mesmo tempo, trabalhador manual, carpinteiro e como tal pertencente à camada mais modesta da sociedade.

Mas de outro lado, ele era descendente do rei Davi, e de toda uma linhagem de reis de Israel.

A Casa de Davi decaiu e, com o tempo, perdeu o trono, afastou-se do poder. Sua família continuou a morar em Israel, em Judá, mas cada vez menos influente, menos poderosa e menos rica.

Quando afinal nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo a Casa de Davi estava no auge de sua decadência.

Então, São José Operário pode ser e deve ser cultuado enquanto operário.

Mas pode e deve também ser cultuado enquanto príncipe da Casa de Davi.

terça-feira, 17 de março de 2020

Histórico pedido de perdão repleto de simbolismo

O Conde de Paris pede perdão ao rei Luis XVI morto por seu antepassado Felipe Égalité
O Conde de Paris pede perdão pelo regicídio praticado contra o rei Luis XVI
pela Revolução Francesa com o voto de seu antepassado Felipe Égalité, príncipe de Orleans
Luis Dufaur
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No dia 21 de janeiro último, durante uma Missa de réquiem celebrada na Capela real de Dreux pelo repouso eterno da alma do Rei Luís XVI e de todos os mártires da Revolução Francesa, Jean, Conde de Paris e Chefe da Casa Real Francesa, fez um pedido de perdão oficial a Deus, o qual foi reproduzido pelo blog “La Couronne”.

Ponderadas vozes teológicas incluem o Rei Luís XVI e sua esposa, a Rainha Maria Antonieta no rol dos mártires, mas a Igreja ainda não se pronunciou a respeito, nem foi solicitada a fazê-lo.

No início da Missa, o Chefe da Casa Real francesa fez questão de se ajoelhar junto à mesa de comunhão, a fim de pedir perdão a Luís XVI pela felonia do duque Louis-Philippe d’Orléans, dito Philippe Égalité, que votou a morte do monarca, em vez de derramar seu sangue por ele.

Eis as inspiradas palavras do Chefe da Casa Real Francesa:

terça-feira, 3 de março de 2020

Maravilhosa e misteriosa predileção de Deus pelo Japão

26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
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Um minucioso e demorado trabalho de arqueólogos e especialistas da História permitiu reconstituir uma das páginas mais belas do Cristianismo.

Trata-se da perseverança dos católicos japoneses durante mais de dois séculos a uma das mais desapiedadas perseguições religiosas que registra a humanidade.

E seu maravilhoso e emocionante fim com a intervenção de potencias ocidentais e a chegada de missionários da Europa.

Em post anteriores, tivemos ocasião de nos ocupar dos achados das ciências arqueológicas e históricas.

Cfr.: Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Arqueólogos revelam perseverança heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos


O espantoso número de vítimas mortais, feridos físicos e mentais deixados pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial é muito aquém daquele das vítimas das perseguições pagãs aos católicos no Japão.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O Brexit, expressão de nostalgia da Cristandade

Euforia diante do Parlamento: Grã-Bretanha caiu fora!
Euforia diante do Parlamento: Grã-Bretanha caiu fora!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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À meia-noite do dia 31 de janeiro, a população britânica reunida diante de Westminster entoou em uníssono o hino “Deus salve a rainha”.

Desafiando o frio e a garoa, exultavam de alegria por ter a Grã-Bretanha abandonado afinal a União Europeia (UE), três anos e meio após o referendo em que a maioria dos britânicos preferiu o Brexit, ou seja, a retirada.

Após três adiamentos e uma infinidade de manobras políticas, era o primeiro país-membro a deixar o bloco europeu, desde sua criação em 1958.

Numa atmosfera típica de réveillon, cercados por centenas de milhares de bandeiras pátrias, os felizes britânicos erguiam cartazes com os dizeres “dia da independência” e “nosso país de volta”.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Profanações sistemáticas apoiadas pelo Cardeal de Viena interpelam ao Papa Francisco

O Cardeal Schonborn, arcebispo de Viena empresta agradado a histórica catedral.
Mons Viganò “mais uma provocação blasfema”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, capital da Áustria, vem há anos escandalizando seus fiéis com ardidos apoios à Revolução Cultural, ou LGBT. Porém, da última vez pareceu ultrapassar todas as medidas.

Porém, como ele é muito próximo do Papa Francisco, parece nada temer, nem mesmo dos protestos airados e numerosos dos vienenses.

Foi precisamente ele, como apontou “Corrispondenza Romana”, que profanou a esplêndida Catedral dedicada a Santo Estêvão, organizando um concerto pró-LGBT de “caridade” intitulado obscenamente “O desejo dos anjos”, copatrocinado pelos Cavaleiros Austríacos de Malta.

Esse foi o principal evento de uma série de 15 shows, todos eles, pelo menos oficialmente, feitos com o objetivo de arrecadar fundos para projetos ligados à Aids.

Na realidade – prossegue a publicação romana –, o fim real foi uma propaganda ideológica da agenda LGBT, como ficou demonstrado pelos fatos.

A programação impressa anunciou com antecipação ao público em geral a presença de nomes “modernos” de deprimente reputação moral, como a drag queen austríaca Conchita Wurst, também conhecida como Thomas Neuwirth pelo seu nome de batismo, e que ganhou inglória notoriedade quando representou de modo blasfemo seu país no Eurovision Song Contest 2014.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Três imagens que escaparam da destruição pelos pagãos em Nagasaki

A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas, chegou boiando milagrosamente pelo ma num caixa
A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas,
chegou boiando milagrosamente pelo mar numa caixa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Imagens sagradas que resistem inexplicavelmente a terremotos, tsunamis, grandes e pequenos incêndios, ou atentados dolosos, vêm sendo publicadas por nós, na medida em que fontes idôneas fornecem informações sérias.

Não corremos atrás dessas informações, apenas publicamos aquelas que nos chegam pela sua repercussão ou efeito natural, e isso porque temos a certeza de que essas proteções milagrosas são muito mais comuns do que imaginamos.

A Divina Providência, Nosso Senhor, Nossa Senhora, santos e anjos, estão a todo momento protegendo, resguardando, salvando, fazendo maravilhas, talvez em muitas ocasiões sem serem percebidos pelos homens.

Recebemos meses atrás uma prova disso. Trata-se de um fato acontecido há mais de quatro séculos, e no longínquo Japão!

Nesse importante país do Oriente, a chegada de São Francisco Xavier, S.J., em 1549, abriu uma era de heroicas missões e numerosas conversões.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

“A entrada do inferno”:
o que diz o poço mais fundo jamais cavado

“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na península de Kola, quase Círculo Polar Ártico há uma estação científica soviética abandonada. Ali, uma pesada tampa de metal está lacrada num piso de concreto por um anel de ferrolhos grossos e enferrujados.

Para muitos, essa é a entrada do inferno, segundo pormenorizada reportagem da BBC News.

Trata-se do Poço Superprofundo de Kola, o que mais se internou nas entranhas secretas da Terra cavado pelo homem.

Ele desce até 12,2 km e moradores locais juram que nele se podem ouvir os gritos das almas torturadas no inferno.

Os soviéticos levaram quase 20 anos para conclui-lo, mas nem de longe puderam atingir o manto da Terra que era seu objetivo. O projeto foi interrompido na Rússia pós-soviética.

“A perfuração começou na época da Cortina de Ferro”, conta Uli Harms, do Programa Internacional de Perfuração Continental Científica (ICDP, na sigla em inglês).

Portanto, no auge do ateísmo de Estado russo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Sínodo chorou índios “exterminados” e ignorou os cristãos deveras massacrados

Chão da igreja copa de São Jorge encharcado de sangue cristão, Tant, Egito. Para eles não há Sínodo, escreve Meotti
Chão da igreja copa de São Jorge encharcado de sangue cristão, Tant, Egito.
Para eles não há Sínodo, escreve Meotti
Luis Dufaur
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O Sínodo Pan-Amazônico de Roma tratou entre outras coisas, da “ameaça à vida”, da “inculturação e interculturalidade”, da destruição “extrativista” e dos “povos autóctones” ameaçados na sua cultura e até supervivência.

Mas, simultaneamente, grandes grupos de “povos autóctones” estavam tendo sua vida “ameaçada” de modo furioso e se defrontavam com a “destruição existencial física” sem que o Sínodo mostrasse interesse, denunciou Giulio Meotti, editor cultural do diário italiano “Il Foglio”.

Quem eram esses grupos e minorias vitimados?

São, nada mais e nada menos, como é bem conhecido, os cristãos perseguidos!

E o Vaticano não lhes dedica Sínodo algum.