domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Vídeo: “Os 12 dias de Natal”





"Noite Feliz": o como que hino oficial do Natal




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e até gastronómicos!


Luis Dufaur
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Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.





























quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

“Sou eu, Jesus... Venho te visitar”.
Um conto para meditar no Natal

Pedindo esmola. Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.
Pedindo esmola.
Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Paul está sentado nas pedras frias da escadaria da Igreja de São Tiago, numa pequena cidade da Baviera (Alemanha). Como sempre, encontra-se ali pedindo esmolas.

Antes das Missas, abre a porta da igreja para os fiéis e lhes sorri amavelmente, deixando ver uma boca já praticamente sem dentes.

Ele tem 50 anos e faz parte daqueles mendigos sem teto que lutam para sobreviver. Seu corpo está consumido não somente pelo frio e pela fome, mas também pelo excesso de álcool.

Parece muito mais velho do que é na realidade. Se ao menos tivesse forças para lutar contra este vício, pensa ele continuamente... E faz o firme propósito de parar de beber.

Mas quando a noite chega e com ela a lembrança de sua família, perdida num trágico acidente, ele não resiste e recorre ao consolo da garrafa. O álcool amortece então o vazio em sua alma, pelo menos por um curto espaço de tempo.

A garrafa de vinho é sua fiel companheira e a cirrose do fígado e outras doenças vão paulatinamente consumindo seu corpo. A cor de sua face levanta suspeitas nada boas.

Paul tornou-se parte integrante da escadaria da igreja na ótica dos habitantes do bairro, mais ou menos como se fosse uma estátua. E desta forma eles o tratam.

A maior parte mal lhe presta atenção. E os que ainda se dão conta dele se perguntam até quando resistirá.

O pároco e a ajudante de pastoral ainda se preocupam com ele. Mas, sobretudo, a Irmã Petra, uma missionária jovem que vem todos os dias visitá-lo.

Ele se alegra com a visita da freira, que sempre lhe traz algo para comer. Porém até mesmo esta religiosa não consegue tirar Paul da rua.

Nem sequer na casa paroquial ele entra, seja para comer, seja para se lavar.

Todas as noites, quando escurece e ninguém mais o vê, Paul esgueira-se na igreja vazia e de luzes apagadas. Senta-se então no primeiro banco, bem diante do Tabernáculo.

E aí fica em silencio, quase sem se mover, por cerca de uma hora. Depois se levanta e sai arrastando os pés pelo corredor do centro, passa pela porta principal e desaparece na escuridão da noite.

Para onde? Ninguém o sabe. No dia seguinte, porém, lá está ele sentado novamente na escadaria, diante do portal da igreja.

E assim passavam os dias.

Certa vez a Irmã Petra lhe perguntou:

— “Paul, vejo que você entra na igreja todas as noites. O que você faz aí tarde da noite? Você reza por acaso?”

— “Não rezo”, respondeu Paul.

“Como é que poderia rezar? Já não rezo desde o tempo em que era menino e ia às aulas de religião; esqueci todas as orações. Não me lembro mais de nenhuma.

“O que faço na igreja? É muito simples. Vou até o Tabernáculo, onde Jesus está sozinho em seu pequeno sacrário, e Lhe digo: ‘Jesus, sou eu, o Paul. Vim Te visitar’. E fico um pouquinho, a fim de que pelo menos alguém Lhe faça companhia”.

Na manhã do dia de Natal, o lugar que Paul ocupou durante anos a fio está vazio.

Preocupada, a Irmã Petra começa logo a procurá-lo. E acaba por encontrá-lo no hospital que fica perto da igreja.

Nas primeiras horas da madrugada alguns passantes o haviam encontrado sem sentidos sob uma ponte e chamado a ambulância. Paul está agora no leito de doentes.

Ao vê-lo a missionária tem um choque. Paul está ligado a vários tubos, sua respiração é fraca. Sua face tem a cor amarelada típica dos moribundos.

— “A senhora é parente dele?”

A voz do médico arranca a Irmã Petra de seus pensamentos.

— “Não, mas vou cuidar dele”, responde ela espontaneamente.

— “Infelizmente não há muito que fazer, ele está morrendo”. O médico meneia apenas a cabeça e sai.

A Irmã Petra senta-se perto de Paul, toma sua mão e reza longamente. Depois, tristonha, retorna à casa paroquial.

No dia seguinte volta novamente ao Hospital, já preparada para receber a má notícia da morte de Paul...

— “Não, o que é isso?”

Ela não crê no que seus olhos veem. Paul está sentado, ereto em sua cama, com a barba feita. Com olhos bem abertos e vivos, ele vê com alegria a freira que se aproxima. Uma expressão de inefável alegria cintila de sua face radiante.

Petra mal acredita no que está vendo e pensa:

— “É este realmente o homem que ainda ontem lutava contra a morte?”

— “Paul, é incrível o que se passou. Você está praticamente ressuscitado. Você está irreconhecível. O que aconteceu com você?”.

— “É, foi ontem à noite, pouco depois que você foi embora. Eu não estava nada bem.

“Porém, de repente, vi alguém de pé junto à minha cama. Belo, indescritivelmente esplendoroso... Você não pode nem imaginar! Ele sorriu para mim e me disse: ´Paul, sou eu, Jesus. Venho te visitar´”.

* * *

A partir desse dia Paul não tomou mais sequer uma gota de álcool.

A Irmã Petra lhe conseguiu um quartinho na casa paroquial e um emprego de jardineiro.

A sua vida transformou-se inteiramente desde aquele Natal.

Paul encontrou novos amigos na paróquia. E, sempre que pode, ajuda a Irmã Petra em seus afazeres. Uma coisa, porém, permaneceu a mesma:

Quando anoitece, Paul esgueira-se na Igreja, assenta-se diante do Tabernáculo e diz:

— “Jesus, sou eu, o Paul. Vim Te visitar”.


(Autor: Jürgen Wetzel. Traduzido por Renato Murta de Vasconcelos. Conto publicado in Wöchentliche Depesche christlicher Nachrichten, RU 50/2010, apud “Catolicismo”)




terça-feira, 20 de novembro de 2018

Quebec: mais de 500 igrejas viram templos do queijo, do culto do corpo e do erotismo

A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
Luis Dufaur
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Na província de Québec (Canadá), as igrejas católicas estão sendo convertidas em “templos do queijo, do fitness e do erotismo”.

Os confessionários de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro (Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours), uma imponente igreja de Montreal, serviram para a exibição de comédias, e até para a filmagem de um vídeo pornográfico.

O vídeo imoral foi intitulado ironicamente “Há muito pessoal na Missa”.

O cineasta explicou suas intenções na igreja enquanto uma grande audiência ria às gargalhadas.

A igreja de Nossa Senhora do Perpetu o Socorro virou o Theatre Paradoxe.
A igreja de Nossa Senhora do Perpetu o Socorro virou o Theatre Paradoxe.
O templo, outrora sagrado, é hoje o Théâtre Paradoxe, onde se realizam festas rock iluminadas por um candelabro gigante cor rosa.

Numa dessas orgias, dezenas de bailarinos em transe dançaram em torno do que fora o altar-mor, enquanto uma dupla homossexual se exibia e uma mulher fazia malabarismos com bolas.

É muito lembrado o “Halloween dos crucifixos” com bailarinos quase nus.

Os bancos dos fiéis foram adaptados para banquetes regados a álcool.

Também há aulas para ex-dependentes de drogas e delinquentes.

A igreja do Espírito Santo serve de Escola do Circo de Québec
A igreja do Espírito Santo serve de Escola do Circo de Québec
A antiga sacristia onde os sacerdotes se paramentavam para o Santo Sacrifício agora é um vestuário “digno de uma diva”, segundo o jornal “La Nación”.

A igreja de Santa Isabel, localizada na pequena cidade de Warwick, ao nordeste da Grande Montréal, foi vendida por um dólar, e sua nave central serve hoje para estocar e maturar queijos, sendo mais frequentada que a missa dominical.

Nos anos 50, 95% da população ia à Missa, mas hoje apenas 5% o faz.

Até abril de 2018 foram fechadas, vendidas ou transformadas 547 igrejas segundo o Conselho do Patrimônio Religioso de Quebec.

A igreja de São Matias, que atendia espiritualmente grande número de operários das fábricas virou o restaurante Le Chic Resto Pop, para artistas boêmios.

Os comensais se refestelam entre túmulos, hoje vazios, de sacerdotes que imolaram suas vidas pelos paroquianos mais necessitados.

A igreja gótica det Saint Jude é templo do fitness
A igreja gótica de São Judas Tadeu é templo de fitness
Jean Morin, proprietário de La Fromagerie du Presbytère que comprou a igreja por um dólar e ganhou o Grande Prêmio do Queijo Canadense defende que “para mim, o paraíso é produzir meu queijo aqui”.

O que o ateísmo da Rússia soviética mal conseguiu fazer, o “progressismo” está realizando em profundidade.

Mas para os funcionários da Igreja católica de Quebec trata-se de mera questão de demografia e pragmatismo econômico.

Dom Christian Lépine, arcebispo de Montreal, convidou a “aceitar a realidade” nova e, aliás, sacrílega, filha da apostasia em massa do último meio século.

Um exemplo muito concreto da “mudança de paradigma” na Igreja promovida desde o Concílio Vaticano II e agora num auge durante o pontificado de Francisco I.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasores descem em praia de naturistas insensíveis ao desembarco

Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha
Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha

Luis Dufaur
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O jornal de Madri “El País” divulgou um breve vídeo de uma cena estarrecedora das invasões islâmicas que ameaçam submergir Europa no caos e no regime de humilhante escravatura prometida aos cristãos pelo Corão.

No vídeo filmado na praia del Cañuelo, em Tarifa, província de Cádiz, por volta das 13:00 do dia 28 de julho aparecem banhistas, vários deles naturistas, deitados na praia.

Inesperadamente descem de um grande bote inflável por volta de 50 pessoas provenientes da África. As imagens foram tiradas por turistas.

A cena virou emblemática da decadência moral europeia e da ânsia de avançar e ocupar os espaços continentais por parte dos invasores islâmicos.

Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
O fato poderia ter degenerado em tragédia. Mas os invasores desapareceram rapidamente entre a vegetação próxima temendo a chegada da polícia e provavelmente se dirigindo a um local predisposto para recebe-los.

No dia anterior, por volta de mil pessoas foram resgatadas de águas do Estreito de Gibraltar quando navegavam em por volta de 50 botes infláveis ou em mal estado, segundo informou a agência EFE.

Até o dia 25 de julho neste ano (2018) foram acolhidos 20.992 ilegais chegados às costas espanholas, o triplo do mesmo período de 2017.

Foi quase o 40% da imigração ilegal recenseada na Europa, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O cômputo não inclui os imigrantes sub-reptícios como os captados no vídeo.

No que vai do ano, mais de 1.500 pessoas faleceram na tentativa de atravessar o perigoso estreito de Gibraltar. Mas isso não detém a determinação dos invasores, nem de seus instigadores.

Não reproduzimos o vídeo posto o degradante estado de nudez dos turistas.

Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
A cena pressagia a repetição de cenas de invasão de extermínio de habitantes decadentes a mãos do Islã como já aconteceu repetidamente em séculos passados na Espanha.

A filmagem impressionou ao jornal argentino “La Nación”: notadamente a correria terra adentro dos invasores e o olhar atônito dos banhistas que não souberam reagir diante daquilo que pressagia o mais trágico futuro para seu país.

Diante do espanto manifestado por muitos, o ministro socialista do Interior foi até o local e instou a achar uma “solução europeia”.

Palavreado que equivale a dizer que não fará nada. Assim, a invasão não será obstada inteligentemente, mas será favorecida com medidas burocráticas que repercutirão na inevitável descristianização do continente e na sua islamização.



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Suécia penetrada pelo Islã radical: de Lutero ao suicídio final

O Islã entra desafiante nos países escandinavos
O Islã entra desafiante nos países escandinavos
Luis Dufaur
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A Universidade de Defesa da Suécia quis saber mais sobre o salafismo, sombria crença que condensa a radicalização dos muçulmanos naquele país, informou por meio de uma cuidadosa resenha o Gatestone Institute.

Os salafistas dizem inspirar-se nas primeiras três gerações de seguidores de Maomé, ou “antepassados devotos”, muito mitificados, pois não há testemunho histórico deles.

Sua ideologia é de feitio moderno e está associada ao terrorismo de Al-Qaeda e aos postulados assassinos do ISIS.

Segundo o estudo, os salafistas rejeitam a sociedade ocidental em favor de um Islã “puro” que não sabem especificar bem qual é, mas no qual matar ‘infiel’ ou cristão é virtude.

O estudo não soube estimar quantos fanáticos desses há na Suécia, mas demonstra que evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, em diversas cidades e localidades.

Os “salafistas – resume o estudo – defendem a segregação de gênero, exigem que as mulheres usem os véus islâmicos para limitar a 'tentação sexual', restringem o papel das mulheres na esfera pública e se opõem categoricamente a ouvir música e a determinadas atividades esportivas”.

Atentado terrorista com caminhão em Estocolmo fez 5 mortos e 15 feridos, em 7.4.2017.
Atentado com caminhão em Estocolmo fez 5 mortos e 15 feridos, em 7.4.2017.
Em poucas palavras, substituem as mais descabeladas ‘conquistas’ antinaturais e anticristãs das agendas LGBT pelo delírio oposto, porém mais feroz. Entre as duas pinças o cristianismo é esquartejado

Muitos salafistas instruem os muçulmanos a não fazerem amizade com os suecos, referindo-se a eles como “kufr” ou “infiel”, equiparáveis em direitos a um porco, animal de carne impura, segundo o Corão.

O pregador salafista Anas Khalifa salientou:

“Isso significa que se você se deparar com um cristão ou com um judeu, você o odeia em nome de Alá. Você sente ódio porque ele não acredita em Alá. Você quer do fundo da alma que ele ame Alá”.

Os salafistas dividiram geograficamente a Suécia entre si


Segundo o estudo, “os pregadores salafistas dividem sua da'wa (missão) em diferentes áreas geográficas”. Há um plano de conquista.

Passeatas islâmicas radicais vem aumentando na Suécia. Foto em Malmo.
Passeatas islâmicas radicais vem aumentando na Suécia. Foto em Malmo.
Em Borås, crianças muçulmanas não bebem a água da escola nem pintam com aquarelas porque dizem que a água é “cristã”.

A polícia informou que essas crianças disseram a seus colegas de classe que vão cortar suas gargantas e mostraram decapitações em seus celulares.

Há casos de “adolescentes que chegam às mesquitas no final de um dia na escola para se 'lavarem' após terem interagido com a sociedade não muçulmana”.

Um funcionário da saúde ressaltou: “Há uma rede que controla as mulheres para que não fiquem sozinhas com os funcionários da saúde.

“Elas não têm condições de dizer a ninguém o que lhes acontece. Muitas mulheres vivem numa situação pior que em seus países de origem”.

Trabalho ativo da Irmandade Muçulmana para multiplicar o número de ativistas na Suécia.
Trabalho ativo da Irmandade Muçulmana
para multiplicar o número de ativistas na Suécia.
Em Västerås, a influência religiosa se entrelaça com o crime.

“Se um bando entra numa mercearia e a mulher do caixa não estiver usando véu, eles pegam o que querem sem pagar, chamam a caixeira de 'prostituta sueca' e cospem nela”, disse um policial citado pelo estudo.

Sírios e curdos, donos de lojas e de restaurantes, são molestados, apesar de dizerem que sua religião não é o Islã.

Em Gotemburgo, salafistas proibiram os muçulmanos de votar nas eleições, dizendo: “No dia do julgamento vocês serão responsáveis por tudo que fizerem os políticos estúpidos nos quais votaram”.

“Numa seção eleitoral eles balançaram a bandeira do Estado Islâmico”, testemunhou um funcionário local.

Dos 300 muçulmanos suecos que se alistaram no ISIS na Síria e no Iraque, praticamente um terço saiu de Gotemburgo.

O pregador somali-canadense Said Regeah, ao discursar na Mesquita Salafista Bellevue, em Gotemburgo “chamou a atenção para a importância das pessoas nascerem 'puras' e que somente os muçulmanos são puros”.

Os estabelecimentos propriedade de não muçulmanos foram vandalizados com pichações a favor do Estado Islâmico e os donos sofreram ameaças de decapitação.

A fotomontagem revela como muitos veem o futuro da Suécia
A fotomontagem revela como muitos veem o futuro da Suécia
O emprego em um restaurante muçulmano é negado a quem não for religioso. E como a sociedade sueca teme as represálias dos radicais, não ajuda aos muçulmanos não praticantes.

Na região da capital Estocolmo, os jihadistas (combatentes da ‘guerra santa’) salafistas podem somar 150 e estão concentrados na região de Järva, uma das “zonas proibidas” de Estocolmo.

Lá, jihadistas e delinquentes comuns se enfrentam pelo controle das redes do crime organizado e os muçulmanos aterrorizam os residentes.

Uma mulher ressaltou que os salafistas dominam empresas e mesquitas instaladas em subsolos e associações culturais. Segundo ela, “os suecos não têm ideia do tamanho da influência do Islã político nos subúrbios”.

Os pregadores instruem as mulheres a não denunciarem os maridos que abusam delas. “As leis suecas não são cumpridas nos subúrbios”.

Escalada salafista na Suécia está ligada a mesquitas da "religião da paz"
Escalada salafista na Suécia está ligada a mesquitas da "religião da paz"

Cegueira oficial para o elo entre mesquitas e extremistas 


O estudo reprova as autoridades suecas por sua incapacidade de relacionar os islâmicos radicais com os “ambientes e mesquitas que moldam sua maneira de pensar e, em certos casos, facilitam o ímpeto de se juntarem a grupos mais radicais e violentos”.

O estudo cita o então Coordenador Nacional Contra o Extremismo Violento, para quem “a razão pela qual tanta gente sai da Suécia para se juntar ao Estado Islâmico ilustra a incapacidade das autoridades suecas (com exceção da polícia de segurança) de enxergarem que esse problema não apareceu do nada”.

Essa cegueira deliberada diante do terrorismo jihadista é alimentada também pelas autoridades europeias e ocidentais.

Mesquita em Estocolmo
revela crescimento de adeptos.
Elas pretendem que os ataques terroristas derivam de “doenças mentais”, e não do Islã.

Não se sabe bem por que qualificam o Islã, aliás, culposamente, de “religião de paz”.

O estudo exemplifica com uma menina muçulmana que queria tirar o véu para brincar de cabeleireira com outras crianças, mas os funcionários suecos não permitiram por respeito aos desejos dos pais.

Em outro caso, em uma pré-escola sueca, uma menininha não queria usar o véu, mas os funcionários suecos forçaram-na a usá-lo, “ainda que parecesse errado”, porque esse era o desejo dos pais.

Mesquita de Uppsala.
Mesquita de Uppsala.
Os funcionários da escola sueca também disseram que não sabem como agir quando as crianças querem comer e beber durante o Ramadã, visto que os pais as instruíram para jejuar.

O estudo é o primeiro na Suécia a finalmente reconhecer que há um problema. Porém, o governo e os líderes políticos se recusam a ver a realidade.

Nesse caso, o estudo terá sido em vão, conclui Judith Bergman, advogada e analista política, autora da resenha do Gatestone Institute.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O milagre do terço em Hiroshima:
Nossa Senhora de Fátima salvou os missionários

Os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer,
Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik [assinalados no círculo da foto]
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 1945, solenidade da Transfiguração de Nosso Senhor e praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica “Little Boy”, de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos, e grande parte da cidade destruída.

Três dias depois, a mesma aviação lançou a bomba nuclear de plutônio, “Fat Man”, sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que estavam no templo.

Foi a primeira e única vez em que armas nucleares foram usadas contra alvos civis.

Devido à radiação, entre dois a quatro meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 e 166 mil pessoas em Hiroshima, e 60 a 80 mil em Nagasaki.

Durante os meses seguintes, várias pessoas morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação.

Nesse terrível cenário, ocorreu nessa cidade um fato surpreendente, que passou a ser conhecido como o “Milagre de Hiroshima”: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive a seus efeitos, apesar de estarem muito perto do local onde a bomba explodiu.

Pe. Hubert Schiffer SJ
Esses religiosos eram os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik.

No momento da explosão, eles se encontravam na casa paroquial da igreja de Nossa Senhora da Assunção, um dos poucos edifícios que resistiu à bomba.

Um dos sacerdotes estava celebrando a Santa Missa, outro tomava o café da manhã e os demais se encontravam em dependências da paróquia.

O edifício religioso sofreu apenas danos menores, como vidros quebrados, conforme escreveu o Pe. Hubert Cieslik em seu diário, mas nenhum dano em consequência da energia atômica liberada pela bomba.

O Pe. Schiffer escreverá depois o livro O Rosário de Hiroshima, no qual narra tudo o que lhes sucedeu naqueles dias fatídicos.

Os religiosos atribuem sua preservação a uma proteção particular da Santíssima Virgem, pois “vivíamos a mensagem de Fátima e rezávamos juntos o Rosário todos os dias”.

Quando, mais tarde, esses jesuítas receberam tratamento médico, foi-lhes dito que devido à radiação eles teriam lesões graves, enfermidades, e inclusive uma morte prematura.

Porém, contra todas as expectativas, tal não sucedeu. Nenhum deles teve qualquer transtorno físico.

Pelo contrário, em 1976 — 31 anos depois do lançamento da bomba —, o Pe. Schiffer participou do Congresso Eucarístico de Filadélfia, onde relatou sua história.

Ele confirmou que os quatros jesuítas ainda viviam, sem nenhuma enfermidade.

Isso foi comprovado por dezenas de médicos que os examinaram cerca de 200 vezes nos anos posteriores, não encontrando qualquer sinal da radiação em seus corpos.

Catedral da Assunção de Nossa Senhora, em HIroshima, o novo templo hoje
Catedral da Assunção de Nossa Senhora,
em HIroshima, o novo templo hoje
O Pe. Hugo Lassalle continuou em Hiroshima, e em 1948 naturalizou-se japonês com o nome Enomiya Mabiki.

De passagem por Roma, recebeu do Papa Pio XII autorização para recolher fundos destinados a reconstruir a igreja dedicada à Assunção de Nossa Senhora.

Em 1959, com a elevação de Hiroshima a diocese pelo Papa João XXIII, ela passou a ser catedral.

Sua construção começou em 1950 e foi concluída no dia 6 de agosto de 1954, nove anos após a explosão da bomba atômica.

É preciso dizer que a rendição do Japão se daria na solenidade da Assunção da Virgem aos Céus, 15 de agosto de 1945, poucos dias depois da explosão das bombas atômicas.

Hiroshima foi reconstruída totalmente, com aquela tenacidade própria aos filhos do Sol Nascente, contando hoje com mais de um milhão e cem mil habitantes.


(Fonte: ACIPrensa)



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Prazer sadomasoquista em prisão soviética ou prelibação do inferno?

Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Luis Dufaur
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É atrativo passar uma noite num antro de sofrimento por onde passeou a morte? E, mais ainda, numa cela soviética na Letônia?

Há turistas que acham que sim.

Chega-se à prisão de Karosta, em Liepaja, oeste da Letônia, sobre o mar Báltico, atravessando uma densa floresta onde foram fuzilados e enterrados não poucos reclusos.

Os funcionários recebem com uniformes militares e gestos adustos. E instruem os hóspedes sobre as normas para sobreviver uma noite, narra uma reportagem de “La Nación” de Buenos Aires.

Hora de ir deitar no hotel-prisão de Karosta.
Hora de ir deitar no hotel-prisão de Karosta.
Construído por volta de 1900 para ser hospital, os comunistas o transformaram em cárcere inexpugnável do qual cativo algum evadiu com vida.

Começou a funcionar sob o czarismo russo, foi requintado pelo bolchevismo, por nazistas e por comunistas soviéticos e funcionou até 1997.

Foi posteriormente reciclado em museu, teatro, e agora em hotel de terror que oferece a experiência de sentir por algumas horas as angústias de um condenado.

Em rigor, não é bem o mesmo, porque o hóspede sabe que sairá em hora marcada, sem ferimentos e levando seus objetos pessoais.

Mas há opções que compensam essas “felicidades burguesas”.

Os carcereiros reproduzem em montagens cenas que teriam aterrorizado os antigos condenados.

Quarto de luxo na presídio sado-masoquista de Karosta.
Quarto de luxo na presídio sado-masoquista de Karosta.
Há uma opção de quarto pequeno, mas limpo, com duas estruturas de ferro que sustentam uns esquálidos colchões.

Na segunda opção, a cela é mais escura e só tem uma janelinha através da qual se filtram débeis raios de luz e onde esqueléticos colchões se apoiam diretamente sobre o chão cinza e gélido.

Após o check-in, um guia e um carcereiro conduzem o hóspede pelos andares do cárcere, contando fatos trágicos e cruéis, histórias de fantasmas, de mortos que deambulam pelos corredores e os métodos de castigo de épocas pretéritas.

O interruptor da luz do quarto fica no corredor, a dois metros de altura.

O hóspede-presidiário logo percebe que em seu setor não há mais ninguém.

A porta do quarto é de madeira grossa e pesada, e só fecha por fora.

Uma janelinha permite ao guarda vigiar tudo o que acontece.

Revista de horror na ex-prisão soviética de Karosta.
Revista de horror na ex-prisão soviética de Karosta.
O toalete fica na outra extremidade do pavilhão.

Chega-se até ele caminhando num silêncio inquietante através de um longo e lúgubre corredor mal iluminado.

Através das janelinhas das celas pode-se ver o que há nos cubículos vazios.

O pátio do cárcere é a única alternativa de distensão, mas é sombrio e transmite a opressão de espírito que afligia os detentos.

Apagando-se a luz, o silêncio afia os sentidos: qualquer som ou palavra no quarto se amplifica, antes de desaparecer na escuridão.

Quartos são prefigura dos confinamentos infernais.
Quartos são prefigura dos confinamentos infernais.
As histórias tétricas do local, as aberrações ali praticadas, as tragédias que se desprendem das paredes assaltam o pensamento.

Na manhã seguinte o guarda acorda o hóspede e o manda arranjar a cama.

Lá fora um militar ordena um grupo de jovens a realizar exercícios militares antes de ingressar na prisão.

O que faz alguém querer passar por esse túnel de horrores?

A doutrina católica diz que vai ao inferno quem quer.

O hotel-prisão de Karosta ajuda a compreender como isso pode acontecer.