terça-feira, 20 de novembro de 2018

Quebec: mais de 500 igrejas viram templos do queijo, do culto do corpo e do erotismo

A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
A igreja de Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours, hoje Théâtre Paradoxe, virou boate e local de festas imorais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na província de Québec (Canadá), as igrejas católicas estão sendo convertidas em “templos do queijo, do fitness e do erotismo”.

Os confessionários de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro (Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours), uma imponente igreja de Montreal, serviram para a exibição de comédias, e até para a filmagem de um vídeo pornográfico.

O vídeo imoral foi intitulado ironicamente “Há muito pessoal na Missa”.

O cineasta explicou suas intenções na igreja enquanto uma grande audiência ria às gargalhadas.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Invasores descem em praia de naturistas insensíveis ao desembarco

Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha
Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha

Luis Dufaur
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O jornal de Madri “El País” divulgou um breve vídeo de uma cena estarrecedora das invasões islâmicas que ameaçam submergir Europa no caos e no regime de humilhante escravatura prometida aos cristãos pelo Corão.

No vídeo filmado na praia del Cañuelo, em Tarifa, província de Cádiz, por volta das 13:00 do dia 28 de julho aparecem banhistas, vários deles naturistas, deitados na praia.

Inesperadamente descem de um grande bote inflável por volta de 50 pessoas provenientes da África. As imagens foram tiradas por turistas.

A cena virou emblemática da decadência moral europeia e da ânsia de avançar e ocupar os espaços continentais por parte dos invasores islâmicos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Suécia penetrada pelo Islã radical: de Lutero ao suicídio final

O Islã entra desafiante nos países escandinavos
O Islã entra desafiante nos países escandinavos
Luis Dufaur
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A Universidade de Defesa da Suécia quis saber mais sobre o salafismo, sombria crença que condensa a radicalização dos muçulmanos naquele país, informou por meio de uma cuidadosa resenha o Gatestone Institute.

Os salafistas dizem inspirar-se nas primeiras três gerações de seguidores de Maomé, ou “antepassados devotos”, muito mitificados, pois não há testemunho histórico deles.

Sua ideologia é de feitio moderno e está associada ao terrorismo de Al-Qaeda e aos postulados assassinos do ISIS.

Segundo o estudo, os salafistas rejeitam a sociedade ocidental em favor de um Islã “puro” que não sabem especificar bem qual é, mas no qual matar ‘infiel’ ou cristão é virtude.

O estudo não soube estimar quantos fanáticos desses há na Suécia, mas demonstra que evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, em diversas cidades e localidades.

Os “salafistas – resume o estudo – defendem a segregação de gênero, exigem que as mulheres usem os véus islâmicos para limitar a 'tentação sexual', restringem o papel das mulheres na esfera pública e se opõem categoricamente a ouvir música e a determinadas atividades esportivas”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O milagre do terço em Hiroshima:
Nossa Senhora de Fátima salvou os missionários

Os padres Hugo Lassalle (Superior dos jesuítas no Japão), Hubert Schiffer,
Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik [assinalados no círculo da foto]
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 1945, solenidade da Transfiguração de Nosso Senhor e praticamente no fim da II Guerra Mundial, a aviação americana lançou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica “Little Boy”, de urânio, que provocou a morte de 140 mil pessoas, mais de 70 mil feridos, e grande parte da cidade destruída.

Três dias depois, a mesma aviação lançou a bomba nuclear de plutônio, “Fat Man”, sobre a cidade de Nagasaki. Essa bomba destruiu a catedral da Imaculada Conceição, matando muitos católicos que estavam no templo.

Foi a primeira e única vez em que armas nucleares foram usadas contra alvos civis.

Devido à radiação, entre dois a quatro meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 e 166 mil pessoas em Hiroshima, e 60 a 80 mil em Nagasaki.

Durante os meses seguintes, várias pessoas morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação.

Nesse terrível cenário, ocorreu nessa cidade um fato surpreendente, que passou a ser conhecido como o “Milagre de Hiroshima”: quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram à catástrofe, inclusive a seus efeitos, apesar de estarem muito perto do local onde a bomba explodiu.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Prazer sadomasoquista em prisão soviética ou prelibação do inferno?

Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Luis Dufaur
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É atrativo passar uma noite num antro de sofrimento por onde passeou a morte? E, mais ainda, numa cela soviética na Letônia?

Há turistas que acham que sim.

Chega-se à prisão de Karosta, em Liepaja, oeste da Letônia, sobre o mar Báltico, atravessando uma densa floresta onde foram fuzilados e enterrados não poucos reclusos.

Os funcionários recebem com uniformes militares e gestos adustos. E instruem os hóspedes sobre as normas para sobreviver uma noite, narra uma reportagem de “La Nación” de Buenos Aires.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Socialismo escandinavo vira inferno de igualitarismo e atrito étnico-cultural

Solidão e depressão nórdica.
Solidão e depressão nórdica.
Luis Dufaur
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Costuma-se ainda a apresentar os países escandinavos como um paraíso material resultante de um igualitarismo avançado.

Neles os sistemas públicos seriam exemplares, os rankings de felicidade entrariam no ‘top 10’, e a igualdade de gênero teria tornado invejáveis a vida e o progresso social.

Porém, a verdade está longe dessa fachada de modernidade igualitária bem-sucedida, conforme registrou reportagem do jornal portenho “La Nación”. “Existe um lado mais obscuro, conhecido por poucas pessoas”, escreve.

“Esses países parecem deslumbrantes. Muitos não enxergam além da ‘felicidade’, da riqueza, da abertura e da democracia.

“Acredito que as pessoas queiram achar que existe em algum local do mundo uma utopia maravilhosa”, explica o jornalista inglês Michael Booth, autor do livro Pessoas quase perfeitas. O mito da utopia escandinava.

Na última década, a residência de “Alice no país das maravilhas” e de Papai Noel foi imaginada na Escandinávia.

Porém, quando quanto mais alto se sobe no mito, mais dolorida é a queda na realidade.

A Suécia, país de 9,9 milhões de habitantes, é o mais conhecido do maravilhoso país de Alice por seu modelo de suposto bem-estar material.

Seu sistema estatal, intensamente socializado, faz de cada indivíduo um ser plenamente independente, pelo menos na teoria.

Mas o resultado final foi inesperado e devastador: a solidão se transformou em epidemia. A metade dos suecos vive sozinha e um de cada quatro morre sem ter quem o acompanhe.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Fogo devora carro, mas Teca para a Eucaristia fica intacta

Teca intacta em carro consumido pelo fogo, Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Teca intacta em carro consumido pelo fogo,
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Luis Dufaur
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Um fato inacreditável para quem não tem Fé católica deu-se em Franca cidade do interior paulista: um carro ficou carbonizado pelas chamas quando levava uma teca (caixinha metálica onde é levada a Hóstia consagrada, para um doente por exemplo).

Sobre um banco do veículo, junto com a teca, ia uma folha com orações e um Terço.

E eis que esses três objetos sagrados não foram consumidos pelo fogo e ficaram intactos sobre o quase irreconhecível banco.

A surpresa inicial foi dos bombeiros que quando terminaram de apagar o fogo se depararam no interior carbonizado do carro a teca perfeitamente intacta. Não houve feridos.

As fotos foram postadas numa rede social e o sentimento geral é de que se está diante de um milagre, informou a imprensa

A teca pertence à igreja de Santa Rita de Cássia, e quando se deu a ocorrência era custodiada por uma ‘ministra extraordinária da Eucaristia’ que pegaria a Eucaristia na igreja e levaria para um doente.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Assassinatos coletivos: herança do “proibido proibir” hippie

Charles M. Manson foi "profeta" de um culto anárquico voltado contra a humanidade.
Sua pregação se resume no "proibido proibir" espalhado pelos estudantes da Sorbonne em Maio 68.
Em 1987 disse a "Today Show", MSNBC: “eu estou trabalhando para salvar o meu ar, minha água,
minhas árvores e os meus animais selvagens, e eu estou tentando acabar com a sociedade. ...
as calotas polares estão derretendo porque vocês estão produzindo tanto calor com essa máquina ....
Talvez eu deveria ter matado quatro ou cinco centenas de pessoas,
então eu teria teria me sentido como se eu tivesse realmente oferecer algo a sociedade ....
a verdade é que o planeta Terra está morrendo”.
Luis Dufaur
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O assassino serial Charles Manson – psicopata e líder de um culto de homicidas entregues a ele por uma espécie de consagração – foi, para muitos de seus seguidores, uma encarnação do demônio que procuravam.

Manson faleceu em novembro de 2017 num hospital de Bakersfield, Califórnia, de um infarte de coração com 83 anos, escreveu “El Mundo”, de Madri.


Ele passou 46 anos na cadeia estadual de Corcoran. Nunca foram acolhidas as 12 impetrações de habeas corpus ou liberdade condicional em seu favor.

Manson apelidou de “A família” o clã de adeptos responsável por nove homicídios em quatro pontos diversos da Califórnia, no verão de 1969.

A comunidade que ele criou praticava um estilo de vida “alternativo” e consumia religiosamente alucinógenos como o LSD.

Inspirava-se no espírito violento de 'Helter Skelter', um termo tirado de um tema dos Beatles sobre uma guerra racial apocalíptica que, na visão de Manson, se avizinharia.

O clã foi responsável pela morte, entre outras, de Sharon Tate, a mulher do diretor de cinema Roman Polanski.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Doceiro recusa bolo a dupla LGBT, é processado,
mas vence na Suprema Corte dos EUA

Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Luis Dufaur
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A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou em favor do confeiteiro cristão Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver, estado do Colorado, que recusou fazer um bolo de casamento para um casal homossexual por motivos religiosos.

A informação agastou tubas da mídia americana como o “The Washington Post” e foi ecoada até por órgãos da mídia brasileira como o “O Estado de S.Paulo”. 

Os ministros do Supremo discordaram por 7 x 2 da Comissão de Direitos Civis do Colorado que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. A Suprema Corte considerou que a Comissão mostrou hostilidade a uma religião.

A Suprema Corte considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em raça, sexo, estado civil ou orientação sexual.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Comandante supremo de Valência: “ante terroristas implantados o único a fazer é aniquilá-los”

O tenente general Francisco José Gan Pampols na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
O tenente general Francisco José Gan Pampols
na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
Luis Dufaur
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O tenente general Francisco José Gan Pampols, comandante supremo das Forças Armadas espanholas na estratégica região de Valencia, Espanha, sobre o Mediterrâneo declarou em roda de imprensa que diante de um “salafista” [fundamentalista sunita] “jihadista” [lutador da ‘guerra santa] “não se pode negociar”.

As atenções estão voltadas para Valência, pois em seu porto atracou a flotilha liderada pelo barco “Aquarius” levando 629 imigrantes africanos.

A flotilha do “Aquarius” está envolvido em aguda polêmica. O governo italiano de nova orientação anti-imigracao lhe proibiu desembarcar sua carga humana e lhe mandou prosseguir para a França pois bate bandeira desse país.

O presidente Macron e seus ministros reagiram com acres críticas ao governo italiano. Mas tampouco recebem o grupo do “Aquarius” que foi reenviado para o porto de Valência.

Nessa cidade, o Cardeal Cañizares, arcebispo dela mandou todas as paroquias aprontarem suas instalações para acolherem os que estão vindo.

O Papa Francisco também se engajou em pessoa pela sorte da flotilha em que governos e populações veem mais um contingente de invasores que podem incluir dissimulados terroristas perigosos.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Europa pós-moderna exausta e tíbia na Fé

A civilização europeia aparece sem reação válida diante de invasões islâmicas
A civilização europeia aparece sem reação válida diante de invasões islâmicas
Luis Dufaur
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A civilização europeia aparece exausta diante de invasões islâmicas que avançam como praga bíblica enviada por uma maldição divina.

Para Giulio Meotti, jornalista e escritor italiano, editor cultural do diário Il Foglio, isso é possível porque como escreve Philippe Bénéton no livro A Confusão Moral do Ocidente (“Le Dérèglement moral de l'Occident”, ed. Le Cerf, Paris, 2017, 304 págs).) o Islã está ocupando o vácuo cultural de uma sociedade sem filhos que acredita erroneamente não ter inimigos.

Num artigo para o Gatestone Institute, Meotti rememora conferência do filósofo Edmund Husserl em 1935 prevendo a fadiga como “maior perigo para a Europa”. Hoje, acrescenta o jornalista, a fadiga e a passividade se apossaram do continente.

A exaustão europeia se apalpa na taxa de natalidade despencando, no caos nas ruas e na recusa de reerguer o poder militar.

Neste ano, em Paris, 80 migrantes e ativistas pró-imigração ilegal ocuparam a Basílica de Saint Denis necrotério dos reis da França. Todo um símbolo coberto de glórias calcado aos pés.

Polícia francesa retira 80 migrantes e ativistas invasores da Basílica de Saint Denis, Paris
Segundo Stephen Bullivant, professor de teologia e sociologia da religião da Universidade St. Mary em Londres, muitos jovens europeus “após o batismo nunca mais passam pela porta de uma igreja”.

As identidades religiosas culturais não estão sendo transmitidas de pais para filhos. Ficam do lado de fora, como alheias à cultura e à família.

A atitude das novas gerações, diz Meotti, obedece à frase de Hilaire Belloc: “fique sempre ao lado da babá para que nada de mal lhe aconteça”.

Por volta de 2050, um terço dos moradores da Suécia serão muçulmanos, de acordo com levantamento do Pew Research Center.

“E sabemos que a taxa de natalidade dos muçulmanos é maior e eles têm níveis de retenção (religiosa) muito mais elevado”, sublinha o autor.

A grande massa parece acreditar na falsa “auto-acusação” segundo a qual o “mal” se origina em pecados exclusivos dos cristãos europeus: racismo, machismo, elitismo, xenofobia, homofobia.

Dinamarca? Sim, Dinamarca!
Dinamarca? Sim, Dinamarca!
A culpabilização se assanha contra o homem heterossexual ocidental branco. Esses “males” jamais existiriam nas culturas não europeias segundo essa mentalidade acusadora.

No Parlamento da República Federal da Alemanha, a chanceler Angela Merkel adotou a mensagem capitulacionsta, dita “inclusiva”, diante da ocupação do Islã.

“Com 4,5 milhões de muçulmanos vivendo entre nós, sua religião, o Islã, também se tornou parte da Alemanha”, enfatizou ela. São nossos, portanto, ou nós somos deles!

A figura política mais poderosa da Europa capitulou, comentou Meotti.

A Itália têm a terceira população mais idosa do mundo, uma das menores taxas de natalidade do planeta.

Sua percentagem de aposentados equivalente a 37% dos trabalhadores ativos que pulará para 65% em 2040. Ou seja três trabalhadores terão que sustentar dois aposentados.

A população cristã da Europa é estéril e envelhecida. A população muçulmana é fértil e jovem.

“De 2010 a 2015, na maioria dos países europeus, incluindo a Inglaterra, Alemanha, Itália e Rússia, a morte de cristãos superou os nascimentos”, ressalta o “The Wall Street Journal”.

Os ataques terroristas continuarão na Europa, mas os europeus acham que os assimilarão como se fossem meros acidentes automobilísticos.

Na Noruega
A exaustão moral e psicológica desarma os países contra o jihadismo. Por exemplo, Europa não fecha mesquitas extremistas nem expulsa clérigos radicais.

Os fanáticos muçulmanos poderão continuar assassinando pessoas e carcomendo o Ocidente sem despertá-lo da inércia.

O cenário mais provável, conclui Meotti, é da sociedade europeia ir se fragmentando irreparavelmente, como num naufrágio. E os restos ficarão a mercê com os conquistadores.

Como esse desfibramento foi possível? E aqui Meotti não fala.

Após a II Guerra Mundial vieram as “trente glorieuses” assim chamadas pelos franceses: três décadas de inebriante prosperidade material, um “milagre econômico” acolhido com otimismo e irreflexão.

Líderes políticos cristãos e personalidades religiosas profetizaram que a Europa não teria mais guerras se concordava em se liquefazer numa União onde as diferenças históricas, filosóficas, culturais políticas e sociais virariam um magma único.

As armas silenciariam, as fronteiras se evanesceram, as filosofias e religiões se desfibraram, o bem procurou se entender com o mal.

Tudo convergiu numa prefigura do panteísmo posteriormente chamada globalização. A prosperidade econômica, financeira, industrial e comercial foi a paga.

Convocando o Concilio Vaticano II, o Papa João XXIII, comemorou a inexistência de erros a condenar. Pela primeira vez na História, os bispos deixariam de pronunciar fórmulas “negativas” e exporiam a doutrina com fórmulas “positivas”.

A pílula anticonceptiva deixou de ser condenada nos confessionários embora ainda o fosse nos documentos oficiais. Na hora da comunhão, divorciados e abortistas entravam alegres na fila, embora também os documentos não o permitissem.

No fim, vieram pontificados relaxantes, o auge daquele mesmo otimismo. Documentos que não escondiam mais o erro, como a Amoris Laetitia, puseram no papel o que antes não se ousava dizer de público, mas se sussurrava baixinho.

Num ambiente festivo e relativista os filhos já não vinham Após décadas de festa civil e religiosa a Europa estava sem moral, sem religião, sem família e sem filhos.

Sacerdote catolico incensa islâmicos na igreja de Santa Maria in Trastevere, Roma
Sacerdote catolico incensa islâmicos na igreja de Santa Maria in Trastevere, Roma
Como acontece em toda festança que varou irrefletidamente a noite, a Europa amanheceu no século XXI exausta e com a única ideia de se repousar esquecida da Fé.

Mas, em volta do esplêndido palacete do festim descobriu o velho inimigo islâmico com suas bandeiras tingidas de vermelho sangue ou ostentando a cor negra da morte.

Já Nossa Senhora em Fátima tinha alertado e mandou divulgar a parte final do Segredo antes do Vaticano II. Mas penetrados pelo otimismo das décadas de pós-Guerra (as “trente glorieuses”) os Papas preferiram não divulgar a advertência.

Agora a solução, embora exija sacrifícios, está na mão dos líderes católicos, religiosos e leigos.

Esses são os únicos que podem atrair do Céu as forças e as graças para reerguer o continente, como a Igreja fez na hora que o Império Romano ruiu e os bárbaros assolaram o continente.

Mas dos púlpitos que durante décadas pregaram alegria, ecumenismo, distensão, relativismo e irreflexão só chega uma mensagem: capitulação.

Nesse sentido Meotti parece ter razão. Mas não quando insinua não haver esperança.

A Igreja é imortal e Ela saberá tirar de seus tesouros infinitos a solução heroica e santa que ninguém imaginou, nem mesmo aqueles que parecem querer crucificá-La.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Pentágono: celulares chineses espionam conversas

Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Pentágono proíbe celulares chineses que espionariam para Pequim
Luis Dufaur
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O Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda e uso de celulares das marcas Huawei e ZTE em suas instalações, noticiou “El Mundo” de Madri.

O Pentágono teria descoberto que esses aparelhos supõem “um risco inaceitável”, pois seriam manipulados pelos seus respectivos fabricantes chineses com intuitos de espionagem.

A medida entrou em vigor em 25 de abril (2018) sendo aplicada a celulares e demais dispositivos fabricados por essas empresas.

“Os dispositivos de Huawei e ZTE podem trazer um risco inaceitável para o pessoal, a informação e a missão do Departamento. À luz dessa informação, não é prudente que os estabelecimentos do Departamento continuem vendendo-os a nosso pessoal”, disse o major Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono.

Eastburn sublinhou que o Pentágono ordenou retirar todos os dispositivos dessas empresas das prateleiras das lojas em bases militares do mundo todo.

“Os membros em atividade deveriam ser conscientes dos riscos que implica usar dispositivos Huawei, independente do local onde foram comprados”, acrescentou Eastburn.

O Pentágono apoia sua decisão em audiência ante o Senado na qual participaram os máximos responsáveis das principais agências de segurança e de inteligência do país, incluídas a CIA e o FBI.

Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Espionagem internacional chinês explora smartphones feitos no país.
Todos coincidiram em apontar que esses produtos fabricados na China estão sendo utilizados por Pequim para espionar informação confidencial.

As suspeitas americanas começaram em 2012, quando o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes apresentou relatório em que a Huawei e a ZTE apareciam como ameaças para a segurança nacional.

As firmas recusaram as acusações ex-oficio em repetidas ocasiões, mas interferências ilegais continuaram sendo denunciadas.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Marx contra a Cruz: mas não é Karl e sim o Cardeal!

O Cardeal Reinhart Marx vem chocando continuadamente aos católicos alemães
O Cardeal Reinhart Marx vem chocando continuadamente aos católicos alemães
Luis Dufaur
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Causando pasmo a fiéis e até infiéis, ateus e anticristãos, o Cardeal Reinhart Marx, arcebispo de Munique e presidente da Conferência Episcopal alemã, se insurgiu contra a decisão do governo regional da Baviera – maior estado alemão – de afixar uma Cruz de modo visível nos prédios públicos.

A decisão é do primeiro ministra da Baviera, o socialcristão Markus Söder que, aliás, é luterano. Mas não é a religião que incomoda ao ecumênico e ultra-progressista líder dos bispos alemães: é o próprio Cristo!

Pela ordem presidencial a partir do 1º de junho (2018), todos os prédios da Administração estadual da Baviera deverão exibir um crucifixo em local visível da entrada.

A instrução também recomenda que cruzes sejam instaladas em salas e despachos da administração pública dessa região maioritariamente católica.

Ela diz: “Na área de entrada de cada prédio oficial do Estado Livre, como expressão do caráter histórico e cultural da Baviera, será colocada uma cruz de forma claramente perceptível como compromisso visível com os valores básicos da ordem legal e social na Baviera e na Alemanha”.

Söder justifica a decisão no fato de que a Cruz é “símbolo fundamental da identidade cultural e do caráter cristão-ocidental” e que por isso “não viola o principio de neutralidade” que a Constituição federal alemã impõe aos órgãos públicos do país, segundo o diário “ABC” de Madri.

Markus Söder, primer ministro estadual diz que a Cruz é símbolo da identidade bávara
Markus Söder, primer ministro estadual diz que a Cruz é símbolo da identidade bávara
O argumento dribla a questão religiosa, mas não deixa de ser astucioso e repõe o adorável símbolo da Redenção num posto que lhe é devido pela administração de um país que nasceu e se desenvolveu sob suas bênçãos.

Mas o tema é altamente polêmico nessa região e na Europa toda. A onda de laicismo anticristão promovida pelo progressismo, o ateísmo e a agenda LGBT apoiada pela União Europeia promove a remoção do símbolo máximo do cristianismo dos locais públicos.

Em 1985, rememora o “ABC”, um pai protestou pelas cruzes na escola de seus filhos e o Tribunal Constitucional lhe deu ganho de causa após dez anos de processo.

Dezenas de milhares de católicos saíram em passeatas de protesto pelas ruas alemãs. Mas a Justiça do país manteve “democraticamente” que se alguém se opunha com “razões sérias” contra a presença de uma cruz numa escola, essa devia ser retirada.

O progressismo “católico” ecumênico e pró-imigração islâmica também vinha promovendo investidas contra os símbolos católicos – até contra a árvore de Natal e do presépio – aduzindo que poderiam ferir a sensibilidade dos invasores maometanos!

Não há muita dúvida que o presidente estadual Söder, luterano praticante, joga com interesses eleitorais pessoais.

Mas a glorificação da Cruz passa por cima de todas as especulações humanas, legítimas ou não, porque Jesus Cristo tem o direito de ser adorado e venerado publicamente.

O Cardeal se mostrou irado com a exibição da Santíssima Cruz em locais públicos
O Cardeal se mostrou irado com a exibição da Santíssima Cruz em locais públicos
E os redimidos com o custo de seu Sangue preciosíssimo derramado têm o dever de reconhecê-lo.

Söder em pessoa instalou na Chancelaria – despacho do presidente – um crucifixo presente do falecido cardeal Friedrich Wetter, arcebispo emérito de Munique, capital da Baviera.

A professora de Teologia Prática da Universidade Albert-Ludwig de Freiburg, Ursula Nothelle-Wildfeuer, exprimiu a raiva anticristã deblaterando contra aquilo que ela qualifica “de instrumentalização política da cruz”.

Mohamed Abu El-Qomsan, presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Baviera, também falou contra o que qualificou de “violação da neutralidade religiosa. É um símbolo religioso, acrescentou, e não cultural, portanto os judeus, muçulmanos e ateus foram atingidos”.

Até lá, nada de novo: teólogos e teólogas “dialogantes”, “ecumênicos” e “acolhedores” perdem as estribeiras diante dos símbolos do Santíssimo Redentor.

E lhes fazem coro natural os muçulmanos que instalam suas meias luas um pouco por toda parte anunciando a intenção de ocupar Europa e extinguir o cristianismo.

O pasmo se generalizou quando o cardeal Reinhart Marx, arcebispo de Munique, se somou ao coro inimigo da Cruz sendo que ele está revestido da sagrada púrpura cardinalícia, símbolo da disposição de derramar o próprio sangue pela verdadeira Igreja de Jesus Cristo (embora rara vez a use).

Em declarações ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, o cardeal garante a ordem provocou “animosidade, divisões e distúrbios” públicos, recolheu “Infocatólica”.

Ante a imprensa o arcebispo de Munich desqualificou a exibição da Santa Cruz
Ante a imprensa o arcebispo de Munich desqualificou a exibição da Santa Cruz
O mesmo cardeal vinha se destacando na polêmica que divide a Igreja por causa da distribuição da Comunhão a divorciados recasados sem emenda de vida e aos protestantes.

Ainda poucos dias depois elogiou publicamente o fundador do comunismo Karl Marx, recomendando o estudo de suas obras que estimulam o ódio e a luta de classes.

“Sem Karl Marx não haveria doutrina social da Igreja”, acentuou (sic!) segundo o Instituto Humanitas Unisinos.

“Não se entende a Cruz se só é vista como símbolo cultural”, sofismou, como se os bávaros fossem tão pouco inteligentes para não discernir sua dimensão e significado cristão.

Para esse cardeal, a norma legal “expropria a cruz em nome do Estado”, afirmação arbitrária sem comprovação nos fatos.

Beatrix von Storch, deputada pelo partido AfD na Baviera, de alto rango na nobreza alemã, respondeu pelo Twitter que se a islamização ganha terreno no país é por causa da rendição do cristianismo com o cardeal Marx à testa.

“Ele põe a cruz no alto do templo, mas não a quer em prédios públicos”, escreveu. Queira Deus que o Cardeal e seus correligionários não se empenhem agora em arrancar essas Cruzes, como faz o Estado Islâmico e a China marxista.

O constitucionalista Horst Dreier prevê que o caso vai terminar nos tribunais, escreveu o jornal francês “La Croix”.

Ninguém teria imaginado que a ofensiva contra Jesus Cristo partiria também da Conferência Episcopal Alemã
Ninguém teria imaginado que a ofensiva contra Jesus Cristo
partiria também da Conferência Episcopal Alemã
Nesse caso teremos terroristas islâmicos, cardeais e bispos “acolhedores” e agitadores de esquerda lado a lado contra Jesus Cristo.

Também seria algo não tão novo, mas até agora essa sub-reptícia aliança não ousava exteriorizar os laços que a unem.

Felix Neumann, redator do site de informação da Conferência dos Bispos Alemães perdendo o equilíbrio chegou a afirmar que a norma é uma “profanação blasfema”.

Essa Conferência Episcopal e o próprio redator pouco se importam, e até defendem, a explosão de blasfêmias com pretexto de cultura que se espalham como erisipela na Alemanha, da mesma maneira que no Brasil.

Katrin Göring-Eckardt, copresidente do grupo parlamentar de extrema esquerda Aliança 90/Os Verdes no Parlamento nacional e ex-presidente do Sínodo da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), se somou asperamente à campanha contra a Cruz numa entrevista ao Mitteldeutschen Zeitung.

Por sua vez, a Federação da Juventude Católica Alemã Bávara (BDKJ) e da Juventude Evangélica da Baviera (EJB) adotaram a cristianofobia dos anteriores citados dizendo em carta comum endereçada às autoridades da Baviera que “estamos pessoalmente chocados e preocupados”.

Para esses militantes do progressismo aliados por via de fato com os islâmicos “o símbolo primordial do cristianismo está sendo instrumentalizado e abusado para dar num símbolo de exclusão”. E “o significado teológico da Cruz é menosprezado”.

Felix Neumann também debocha dos “valores cristãos” que estariam sendo explorados pelo programa do partido social-cristão do presidente.

Essas reações cristofóbicas de representantes tidos como “cristãos” trabalham por uma futura transformação da Alemanha em mais um califado corânico.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás

Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua
pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O Instituto de Neurociências de Xangai (China) procedeu a clonar dois primatas numa primeira experiência para aplicar a técnica na produção de seres humanos visando um futuro em que a Humanidade estaria composta de seres inteiramente iguais programados segundo as conveniências materiais do Partido Comunista.

No caso, o experimento foi feito com macacos-de-cauda-longa que receberam os nomes repetitivos de Zhong Zhong e Hua Hua por serem geneticamente idênticos. Os nomes significam em mandarim ‘nação’ e ‘pessoa’, segundo a BBC.

Os cientistas responsáveis publicaram seu trabalho na revista Cell, e alegaram visar o estudo de doenças e o desenvolvimento de novos remédios. Porém, foram alvo da fúria de instituições que condenam experimentos de clonagem, segundo “The Guardian” de Londres

Até uma ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta), que milita no extremismo ecologista divulgou protesto classificando a clonagem como uma “ciência Frankenstein”.

A ONG argumenta que 90% dessas tentativas resultam em fracassos. A ovelha Dolly, pioneira do método, em 1996, foi o único animal que sobreviveu até adulto após 277 tentativas. Mas foi abatida com poucos anos porque atingida de infecção pulmonar incurável, provavelmente resultante de um envelhecimento precoce.

Para produzir Zhong Zhong e Hua Hua, foram necessários 127 óvulos. Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células Tronco em Doenças Genéticas (USP), Mayana Zatz ressalta que animais clonados são mais propensos a ter problemas no sistema imunológico.

Perfeitamente iguais, homens-robôs do exército chinês, como peças recém saídas da linha de produção: ideal marxista da igualdade radical.
Perfeitamente iguais, homens-robôs do exército chinês,
como peças recém saídas da linha de produção: ideal marxista da igualdade radical.
Mayana acredita que a clonagem poderá ser aplicada em seres humanos.

— Hoje já existem técnicas para manipulação dos genes, de forma que você pode escolher, por exemplo, a cor do cabelo e dos olhos de uma pessoa.

O professor Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, em Londres, afirma que a técnica usada para clonar Zhong Zhong e Hua Hua é “um procedimento muito ineficiente e perigoso”.

Porém, o comunismo chinês está marcado a fogo pelos ensinamentos fanaticamente igualitários de seu fundador Mão Tsé Tung. Ele chegou a afirmar que no momento em que a China puder dar o pulo para conquistar o mundo não deverá hesitar em sacrificar 300 milhões de pessoas.

A utopia marxista da perfeita igualdade entre os homens vai ao encontro das experiências de clonagem humana para estabelecer a tirania sobre massas imensas de escravos em que será transformada a humanidade com a plena efetivação dos ideais socialistas de Karl Marx.

E isso com o apoio do comuno-progressismo ébrio de “Teologia da Libertação” que comemorará a igualação universal como sendo o reino da Justiça.

Só que esse não será o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o de seu oposto: Satanás.

Vídeo: A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás





segunda-feira, 2 de abril de 2018

“Arte moderna”: instrumento de tortura


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O francês Alfonso Laurencic ficou sinistramente célebre em Barcelona torturando a serviço da Frente Popular socialista-comunista com requintes de sadismo nas “checas”, equivalentes às prisões da KGB soviética, onde eram torturados e mortos os opositores, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

Uma de suas perversas singularidades, que alias não existiam nem na Uniao Soviética, consistia em montar nas celas dos torturados obras de “arte moderna” e assim acentuar suas aflições.

Quando em 12 de julho de 1939 Alfonso Laurencic se apresentou ante o tribunal de crimes de guerra que acabaria condenando-o à morte, os presentes acharam estar diante de um personagem do “cinema negro”, um monstro, uma espécie de perverso Frankenstein que habitava escondido detrás das aparências de um homem mundano, culto e sedutor, escreveu “El Mundo” de Madri.

Alfonso Laurencic e sua esposa
Do cérebro enfermiço de Laurencic saíram as “checas” mais diabólicas da Guerra Civil espanhola. Eram cárceres da Frente Popular – coalisão de partidos de esquerda – onde centenas de infelizes seres humanos foram torturados e assassinados, explica o jornal espanhol.

Laurencic entendia de cores e efeitos de luz. Por isso combinava figuras de ilusão óptica nas “checas”, dentro de cubículos de dois metros de altura e meio metro de largura para afundar mais o ânimo do recluso.

Ele as chamava de celas “psicotécnicas”. Eram suas salas de tortura modelares, as mais cruéis.

Laurencic as decorava com desenhos inspirados nos artistas da Bauhaus alemã, escola de design, artes plásticas e arquitetura que é das mais importantes expressões do Modernismo.

Estavam recobertas de alcatrão por dentro e por fora para acentuar a sensação de forno asfixiante. A tábua que servia de cama estava inclinada 20 centímetros para o preso rolar no chão caso dormisse.

O chão era ondulado, inspirado no design da Bauhaus, para dificultar o caminhar. As paredes eram curvas. Nelas, Laurencic pintava motivos geométricos e obras abstratas e surrealistas de Kandinsky, Paul Klee e outros artistas das tendências modernistas.

Cela "psicotécnica" com tijolos no chão para que o preso não pudesse andar
e desenhos modernistas nas paredes para aumentar sua aflição.
A mais brutal pintura usada é a chamada “El perro andaluz”, de Buñuel, na qual se exibe como racham o olho de uma mulher com uma navalha de barbeiro.

Nas “checas” das ruas Vallmajor e Zaragoza, em Barcelona, que eram museus de horrores, abriu uma grande fossa aonde levava o preso e simulava que um pelotão o fuzilava, mas disparava balas de fogueio para enlouquece-lo.

Hoje o design modernista e os estilos artísticos preferidos de Laurencic, instrumentos de suas sádicas torturas, impregnam obras públicas e privadas.

As “obras de arte” na linha do pesadelo do torturador são objeto de amostras públicas gordamente pagas por governos e grandes empresas.

Compreende-se melhor então que na vida quotidiana muitas pessoas se sintam imersas num mundo de horrores.


segunda-feira, 19 de março de 2018

Epidemia surpreende a África: a obesidade!

O cardiologista Dr. Anders Barasa, mal consegue atender os pacientes na clínica do coração no Hospital da Universidade de Aga Khan em Nairobi.
O cardiologista Dr. Anders Barasa, mal consegue atender os pacientes
na clínica do coração no Hospital da Universidade de Aga Khan em Nairobi.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Em muitos lugares no continente mais pobre do mundo, o crescimento das economias vem provocando uma “epidemia” desconhecida: os índices de obesidade na África subsaariana estão se disparando mais rápido do que em qualquer outro lugar do mundo, provocando uma crise de saúde pública que paga o continente e o mundo de surpresa, escreveu o “The New York Times”.



Em Burkina Faso, a obesidade de adultos cresceu quase 1.400% nos últimos 36 anos. Em Gana, Togo, Etiópia e Benin foi mais do 500%.

Oito dos 20 países com o crescimento mais rápido da obesidade nos adultos se encontram na África, segundo estudo da Universidade de Washington, citado pelo jornal.

O crescimento econômico vertiginoso com propriedade privada, capital e livre iniciativa introduziu um cambio radical em todos os aspectos da vida.

Muitos africanos passaram a consumir alimentos importados, mas também fazem menos trabalho manual e migram do campo para as cidades.

O problema é que na África se preparavam opinião pública enfrentar outros problemas de saúde, doenças ou epidemias. E não a invasora obesidade.

Os médicos foram treinados para curar a malária, a tuberculose, febres tropicais e o AIDS, e não sabem e carecem de recursos para enfrentar a nova “epidemia”.

“Estamos vendo a pior epidemia que jamais verá o país a longo prazo, quiçá pior que a epidemia de HIV dos 90”, declarou Anders Barasa, cardiologista na Quênia, falando da obesidade.

Burger King no mall do bairro de Karen em Nairobi.
Burger King no mall do bairro de Karen em Nairobi.
Nesse país só há 40 cardiologistas para uma população de 48 milhões de habitantes. Nos EUA, há um cardiologista cada 13 mil pessoas.

Isso não significa que a fome foi derrotada. Ainda há milhões de famintos. Mas a situação está virando determinada pela propriedade privada e o capitalismo que os “teólogos da lbertacao” e que os militantes ambientalistas condenam ao inferno, sem fazer nada proporcionado à magnitude das carências alimentares de muitos.

Nancy Kunyiha, endocrinologista queniana, disse que quando abriu um consultório de diabetes há poucos anos, seus colegas da Faculdade de Medicina acharam que estava louca.

Porém, hoje a diabetes Tipo II vinculada à obesidade na África subsaariana virou uma “epidemia em rápido crescimento”, concluiu recente relatório. E os pacientes de Kunyiha quadruplicaram.

Valentine Akinyi mora num bairro pobre onde os moleques a chamam de “elefante” e está lendo muitos artigos sobre como perder peso. “Adoro Sprite”, confessa com um sorriso cúmplice.

Deixou a escola no secundário é ganha 40 dólares lavando roupa para se manter a ela e seus três filhos. Há milhões na mesma situação: já saíram da miséria, mas ainda tem status de pobres.

O paradoxo é que têm dinheiro para comprar batatas fritas e outros alimentos processados. A Coca-Cola montou uma estratégia especial para atingir esses “novos ricos” que estão saindo da pobreza.

Os melhoramentos se fazem sentir na alimentação da família e no lar.
Os melhoramentos se fazem sentir
na alimentação da família e no lar.
Burger King, Domino’s, Cold Stone Creamery e Subway abriram franquias no Quênia e planejam expandir sua penetração pela África toda.

Para muitos quenianos ser magro ainda significa ser pobre ou estar doente, explica a Dra. Kunyiha.

A natalidade apresenta altos índices impulsionada pela melhora da saúde e favorece a migração para as cidades onde os quenianos adotam os novos alimentos e caem vítimas da “epidemia da obesidade”.

A agricultura produz mais e como recomenda o cardiologista Anderws Barasa: “se você trabalhar no campo oito horas por dia, você pode comer tudo o que quiser”. Mas, “se ficas sedentário, tudo muda totalmente”.

Esse problema não é só da África. Existe em todos os países ricos ou em vias de desenvolvimento. A novidade é que no existia no continente africano.

É um tipo de problemas ligado ao aumento da riqueza e que sempre são menos graves e dramáticos do que os problemas da miséria, das doenças endêmicas e da morte de fome.

Mas isto, as inefáveis esquerdas não falam e, arguindo serem pelos pobres, tripudiam contra o único sistema que no momento atual está acabando com a pobreza inclusive nas regiões mais miseráveis.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crescem as ameaças digitais às crianças com celular

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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As ameaças digitais pairam sobre mais da metade (56%) das crianças entre oito e 12 anos. Elas estão expostas ao cenário qualificado de “pandemia de risco cibernético”, que inclui perigos como ciberbullying, vício em videogames e comportamento sexual perverso on-line, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

A conclusão faz parte do relatório de impacto DQ 2018, preparado pelo Instituto DQ e pelo Fórum Econômico Mundial.

O levantamento sobre segurança infantil on-line e cidadania digital divulgado avaliou o comportamento de 34 mil crianças em idade escolar de 29 países, que não incluem o Brasil.

O estudo constatou que 47% das crianças foram vítimas de ciberbullying ou assédio virtual, no ano de 2017, 17% tiveram algum comportamento sexual on-line e 10% conversaram e marcaram encontros com estranhos nas redes.

O relatório estima que 260 milhões de crianças em todo o mundo correm ciber-riscos e que o número pode aumentar para 390 milhões até 2020.

O estudo esclarece que o fato de terem sido expostas a esses riscos cibernéticos não indica que as crianças sofreram “danos físicos ou mentais permanentes”.

Porém, a exposição contínua a esses assédios e condutas deformantes numa idade precoce é um perigo para o desenvolvimento, bem-estar, relacionamentos e oportunidades futuras das crianças.

“A pandemia de risco cibernético nos diz que não é uma questão de alguns indivíduos em alguns países, mas um problema global e geracional” – avalia o relatório.

As ameaças são 33% maiores nas economias emergentes, onde a internet penetrou mais a fundo, e representarão 90% dos novos internautas até 2020.

As crianças passam 32 horas sozinhas na frente de telas digitais, quer dizer, mais tempo do que na escola. Quanto mais horas expostas às telas, maiores riscos elas correm.

A criança com celular próprio e redes sociais consome 12 horas-tela e tem 70% de chance a mais de cair numa ameaça virtual.

Segundo o relatório, 60% delas ganham um celular aos 10 anos e 85% usam redes sociais.

“A posse do celular nem sempre leva à exposição aos riscos ou ao tempo de tela excessivo. Isso ocorre apenas quando as crianças são também usuárias ativas de redes sociais”.

A atividade on-line preferida dessas crianças (72%) é assistir a vídeos, ouvir música e fazer buscas (ambos com 51%), jogar videogame (49%) e conversar (38%).

O site mais popular nessa faixa etária é o YouTube, usado por 54% dos entrevistados. Depois aparecem WhatsApp (45%), Facebook (28%), Instagram (27%) e Snapchat (23%).

Outras pesquisas apontam que o abuso da tela prejudica o sono, deixa as crianças mais solitárias e agressivas e impactam sua saúde física e mental.

A saída, segundo o relatório passaria pela educação no uso de tecnologia e o desenvolvimento do raciocínio crítico sobre conteúdos e contatos na rede.

Mas é precisamente isso que está faltando, sendo até perseguido ou proibido em nome das liberdades que o homem teria conquistado na era moderna.