terça-feira, 3 de maio de 2022

A presencialidade é mais humana que o teletrabalho

Funcionários voltam a se ver e saudar
Funcionários voltam a se ver e saudar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Teletrabalho foi a palavra de ordem em 2020, com a expansão do Covid.

A pandemia fez com que a grande maioria de nós tivesse que ficar em casa para trabalhar, fazendo que disparasse o teletrabalho que tinha uma parte no mercado.

Na Espanha, por exemplo, em 2019 apenas 4,8% da população usava o teletrabalho, uma das taxas mais baixas da Europa.

Mas em setembro de 2020 esse percentual já ultrapassava 16%, e houve picos mais altos nos meses de confinamento. No final do ano havia 2,8 milhões de pessoas trabalhando em casa, quando em 2019 havia apenas 1,2 milhão.

O aumento foi significativo, mas a pergunta que se faz hoje e se veio para ficar ou para sumir como um mau sonho.

O final de verão europeu de 2021 trouxe o regresso ao escritório. Muitas empresas decidiram chegou a hora de voltar à normalidade.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Crianças não morreram em escolas católicas do Canadá, como disse a mídia

Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Luis Dufaur
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Em 2021 foi montado um escândalo a nível planetário aduzindo falsamente que “centenas de crianças indígenas” foram sepultadas “em escolas católicas do Canadá” insinuando que por culpa de abusos dos missionários. O escândalo, como era de se suspeitar, partia de fakes anticristãos e esquerdistas. Confira: Onda de incêndios de igrejas no Canadá

O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, desmontou a armação.

Em janeiro de 2022 divulgou estudo que constatou que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada, descreve longa informação de “Aleteia”.

Segundo Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo de 49 anos, entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte: doenças e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças foi assassinada.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ecumenismo blasfemo em Paris

Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfemia contra Nossa Senhora
Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfêmia contra Nossa Senhora
Luis Dufaur
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Um grupo de islamitas se introduziu na igreja de Saint-Sulpice de Paris para recitar o Alcorão.

O padre Guy Pagès especialista em estudos islâmicos, denunciou a profanação como “abandono da evangelização” e “introdução do Anticristo”, por parte dos responsáveis do templo que, enquanto é restaurada Notre Dame, é o segundo maior de Paris.

Conversos muçulmanos parisienses, que enfrentam a pena de morte por apostasia do Islã, apoiaram a crítica do respeitado religioso.

Tratou-se de uma incompreensível “celebração muçulmana-católica” num domingo para marcar o Dia Internacional da Fraternidade Humana após a reprovada concordata inter-religiosa entre o Papa Francisco e o Grande Imam Ahmed al-Tayyeb em 2019.

A indignação cresceu pelo sacrílego de equiparar a Imaculada Virgem Maria com o personagem Maryam que é sua parodia no Alcorão, o qual afirma blasfemamente que se teria “casado” com Bafoma no Paraíso e mantido relações sexuais com ele.

quarta-feira, 30 de março de 2022

Igrejas viram empresas virtuais por dinheiro

Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade de Fé
Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade abandono da Fé
Luis Dufaur
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Segundo matéria do “The Economist”, o vigário, o rabino ou o imã enfrentam hoje o mesmo agudo problema: seus templos não são mais frequentados, tamanho é o abandono da religião e progresso do materialismo.

A pandemia acelerou a mudança dando a muitos a desculpa para parar de aparecer. E os religiosos aproveitaram para transferir seu ministério sacerdotal para serviços virtuais como Zoom.

Agora, os prédios reabrem, mas os fiéis retornam tacanhamente. Prevalece o abandono do sobrenatural e triunfa a adoração da saúde material.

Muitas organizações religiosas liquidam suas propriedades. Igrejas vão à falência. Os economistas julgam os grupos religiosos como empresas que visam o retorno como fariam açougueiros, padeiros e cervejeiros.

A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A religião passou a ser explorada nos templos como um marketing, loja ou “indústria” para encher contas bancárias.

O ateísmo imperante manipula a religião como um objeto de mercado e manda a fé para baixo talvez como nunca. Do lado da demanda, as igrejas do mundo ocidental estão sofrendo com a secularização global. Mas essa começou muito antes da pandemia.

Nos EUA os cidadãos que se identificam como cristãos caíram de 82% em 2000 para menos de 75% em 2020.

Segundo a última pesquisa da World Values Survey, cerca de 30% dos americanos assistem a um serviço religioso uma vez por semana. Isso é muito pouco. Eram 45% na virada do milênio.

As congregações apelam a qualquer atração para reunir seguidores e doadores. Apareceu a “missa Harry Potter”, a “missa do tropeiro”, etc., etc.

Para Roger Finke, da Pennsylvania State University, as “religiões” hodiernas visam os gostos dos consumidores.

O Milton Keynes Christian Center na Grã-Bretanha, faz cursos de educação religiosa e grupos de oração online e presenciais, criou um banco de alimentos e abriu uma “suíte sensorial” para crianças.

Foi-se o amor enlevado por Jesus, Maria, os anjos e o santos.

Os fiéis “pulam de igreja”, trocado de denominação ou do padre/pregador/milagreiro/ popular presencial ou virtual, ou como se Deus ou o diabo dessem na mesma.

A religião organizada trata seu público alvo como fazem os proprietários de shoppings, e escritórios vagos ou empresas on-line. Eles repensam sua propriedade em termos monetários.

Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Durante séculos as religiões como a católica reuniram riquezas na forma de propriedade para pô-las à serviço do culto, dos pobres e da educação.

Agora o Vaticano especula com milhares de prédios nas áreas mais chiques de Londres e Paris. A Igreja da Cientologia joga em Hollywood com prédios que valem US$ 400 milhões, um castelo de estilo medieval na África do Sul e uma mansão do século XVIII em Sussex, Inglaterra.

As instituições religiosas menores também compram e vendem propriedades em aras de sua riqueza terrena. Templos, sinagogas e mesquitas abrem os olhos com o aumento dos preços dos imóveis.

Mas 200 prédios construídos para a glória de Deus na Grã-Bretanha fecharam por ano na última década. Centenas podem ser vendidos ou demolidos. Nos EUA, dezenas de milhares de prédios podem fechar para sempre. Quase um terço das sinagogas americanas fechou nas últimas duas décadas.

A igreja gótica de Santa Maria em Berlim, cheia de afrescos e relevos de pedra de séculos têm os bancos vazios.

Para o pastor luterano Gregor Hohberg os jovens berlinenses satisfazem suas “necessidades religiosas” com ioga e meditação oriental. O público não quer casais homossexuais e pastoras.

O abandono dos templos exige reparos urgentes proibitivos. A Igreja da Inglaterra precisa de £ 1 bilhão (US $ 1,3 bilhão) – mais de sete vezes sua receita anual em 2020 – para reparos nos próximos cinco anos.

Nos EUA as despesas com os edifícios representam mais de um quarto dos orçamentos. E as igrejas do país têm 80% mais espaço do que precisam.

A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja
A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja?
Assim, os grupos religiosos vendem suas propriedades ou as exploram para outros usos para elas.

As Testemunhas de Jeová com 9 milhões de adeptos venderam sua sede britânica. A Sentinela Hillsong, uma megaigreja australiana aluga teatros, cinemas e outros locais para os cultos de domingo.

Outra abordagem mais empresarial consiste em que se sua denominação ou nome marketeiro não prospera, então vai e funda outra.

O pastor Jim Tomberlin, que também é consultor com sua congregação hipotecada em US$ 450.000 se fundiu com outra congregação. “Os adeptos e doadores reconheceram que ou nos fundimos ou morremos”.

Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião
Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião

A tendência começou antes da Covid e não é motivada pela teologia, mas pelo fluxo de caixa, entre católicos romanos, sinagogas e outras religiões. Mas é mais comum entre as igrejas protestantes.

É um negócio, mas estouram brigas por dinheiro entre os líderes “religiosos”. Nas fusões perdem-se seguidores mas quase mil líderes de igrejas passaram por uma fusão na última década.

Como resultado de fusões surgiram cerca de 1.750 “megaigrejas” protestantes com mais de 2.000 participantes regulares e orçamentos multimilionários.

Os economistas pensam que a competição religiosa é saudável, porque esquecem a fé. O vírus fez com que instituições piedosas olhassem um balanço de seus ativos comerciais e esquecessem os espirituais.

Não é isto a gargalhada satânica do triunfo do ateísmo? 

Pode se achar que esse ambiente não atrai os castigos anunciados em Fátima?


terça-feira, 15 de março de 2022

Arte moderna: insensatos atentados contra a saúde e o bom juízo

Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Luis Dufaur
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Nova condenação por inépcia caiu sobre o arquiteto espanhol Santiago Calatrava, fautor de inúmeras obras de vanguarda.

O Tribunal de Contas de Veneza condenou-o a indenizar o erário público em cerca de 78 mil euros por cometer erros culpados que aumentaram o valor da construção da ponte da Constituição, escreveu “Isto é”.

A ponte de quase 100 metros de comprimento foi construída em aço e vidro e inaugurada em 2008 na famosa cidade italiana.

Mas, gerou controvérsias desde que o início, tanto por sua forma quanto pelo custo, que passou de 7 milhões de euros a 11,6 milhões de euros.

A decisão do tribunal, datada de 6 de agosto 2021, condena Calatrava por “macroscópica negligência” que encareceu a obra, principalmente que desde que foi aberta precisou ser modificada em diversas ocasiões.

terça-feira, 8 de março de 2022

“Modernização” da Igreja: padres somem, seminários fecham, missas acabam e fiéis apostatam

Luis Dufaur
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Mais de 21% do clero da Irlanda – párocos e irmãos em serviço ou aposentados – morreram em apenas os últimos três anos, sem quase terem substituição informou “Irish Examiner”.

A Associação dos Padres Católicos diz que as paróquias terão que ser fusionadas, as igrejas fechadas e as missas diminuídas em número.

O padre John Collins, um dos diretores da ACP, disse: “Os números são chocantes.

“Todos estamos cientes do envelhecimento da população sacerdotal, mas é somente quando você olha para os números que percebe o alto número que é.

“Esta é uma ilustração verdadeiramente chocante”.


Ele acrescentou que o número dos óbitos sacerdotais “só vai continuar aumentando” a cada ano, essencialmente pela ausência de novas vocações e esvaziamento consequente.

A Irlanda foi um país famoso pela sua catolicidade que enviou gloriosamente muitos missionários ao mundo inclusive para a América do Sul.

Mas, com a revolução do período pós-conciliar, o número de sacerdotes diocesanos vem caindo regularmente. Eram cerca de 2.067 em 2014, porém com uma crescente proporção de sacerdotes com idades entre 75 e 84 anos.

No final de 2018, só ficavam por volta de 1.800 padres exercendo o ministério além de cerca de 720 padres aposentados.

Segundo o Diretório Católico Irlandês, que é publicado pela Conferência dos Bispos Católicos Irlandeses em 2019 morreram 166 padres e irmãos e também 174 freiras.

Em 2020 outros 223 padres e irmãos além de 191 freiras também pereceram. Até setembro de 2021, faleceram 131 padres e irmãos além de 131 freiras.

Funerais de sacerdotes na Itália
Funerais de sacerdotes na Itália
Nem todas as ordens religiosas ou dioceses relatam a morte de seu clero ao órgão episcopal. Por isso, o site Rip.ie acrescenta pelo menos outros 36 padres, 5 irmãos e 76 freiras e religiosos falecidos entre outubro de 2021 e 4 de janeiro de 2022.

O “Irish Examiner” informou que o número de padres deve diminuir ainda drasticamente nos próximos meses, por pedidos de aposentadoria acumulados. Na Diocese de Cork e Ross, se aguarda que perto de 11 padres se aposentem nos próximos três anos. Nove dos 94 párocos da diocese têm mais de 75 anos.

O padre Tim Hazelwood, da diocese de Cloyne, da Associação de Padres Católicos, disse: “O Covid-19 acelerou a mudança e, uma grande mudança vai acontecer e as igrejas vão fechar”.

“Infocatólica” noticiou que o arcebispo de Dublin, a capital irlandesa, explicou que só há dois noviços no seminário.
A suposta “modernização” da Igreja católica não só reduziu o clero à sua última expressão numérica, mas também devastou as fileiras dos fiéis, afastando-os em lugar de atrai-los.

É o que acontece na Áustria, por exemplo, onde segundo as últimas estatísticas publicadas o 12 de janeiro de 2022, 72.055 pessoas deixaram formalmente a Igreja em 2021, contra 58.727 em 2020 e 67.794 em 2019, divulgou “Infocatólica”.  

A população total desse país também outrora um baluarte da catolicidade é de quase 9 milhões de habitantes, mas hoje os católicos são quase a metade ou 4,83 milhões em 31 de dezembro de 2021.

Os administradores das dioceses austríacas tal vez não estejam tão descontentes porque o sistema de impostos aumentou a contribuição obrigatória à Igreja de € 481 milhões (US$ 546 milhões) em 2019 para € 484 milhões (cerca de US$ 550 milhões) em 2020, em decorrência do aumento da receita tributária do governo.

Os católicos pagam cerca de 1,1% de sua renda tributável à diocese local dentro do sistema do imposto da renda, o que equivale a 75% da entrada anual da Igreja.

Houve uma queda significativa no número de batismos atribuída ao temor da pandemia, mas que também revela um grau importante de desinteresse pela salvação da alma dos filhos.


terça-feira, 1 de março de 2022

Grandes bancos de Nova Iorque querem trabalho presencial

Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Luis Dufaur
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O teletrabalho especialmente multiplicado pela pandemia não trouxe senão muito parcialmente os benefícios que prometia e atraiu assustadoramente males inesperados.

Por isso, muitos funcionários de todos os níveis decepcionados com os danos percebidos voltaram assim que puderam ao trabalho presencial.

Os prejuízos foram percebidos na vida familiar, na ausência de privacidade no lar, da falta da psicológica distinção entre trabalho e casa, na desconexão entre os funcionários, a carente relação com o cliente, do relacionamento indispensável com chefes, colegas e subalternos, etc.

Também os diretores de empresa perceberam as perdas causadas ao bom funcionamento delas.

O retorno ao trabalho presencial virou então um dos mais fortes temas de debate nas empresas americanas.

Exemplo característico foi oferecido pelo presidente-executivo do banco Morgan Stanley, James Gorman. Ele avisou aos funcionários: “se você pode ir a um restaurante em Nova York, então pode ir ao escritório e queremos você no escritório”, narrou “La Nación”.

Numa conferência de serviços financeiros, Gorman disse que ainda não havia ordenado aos funcionários voltar ao escritório, mas tinha enviado uma mensagem “muito forte” exprimido seu desejo de vê-los em suas mesas.

Acrescentou que ficaria “muito decepcionado” se os trabalhadores desse gigante das finanças não voltassem aos seus empregos para o Dia do Trabalho, que nos EUA é comemorado em 6 de setembro.

Se não for assim, alertou: “então, se não, teremos um tipo de conversa muito diferente”. O aviso foi bem duro num ambiente onde não prevalece a caridade católica.

O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'. Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa
O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'.
Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa?
Gorman garantiu que não veria com bons olhos os funcionários que desejam realizar seu trabalho remotamente desde lugares como a Flórida ou o Colorado. Ele lembrou se querem ganhar seu salário nos patamares de New York devem trabalhar lá.

O chefe do Morgan Stanley tem ponderadas razões.

Ele observa que trabalhar no escritório é especialmente importante para os funcionários mais jovens, que ainda estão treinando para aprender as funções. É no trabalho que eles aprendem todos os jeitos e sutilezas da função.

Mas o Morgan Stanley não é o mais radical no pelotão de grandes bancos que querem seus funcionários de volta no tradicional escritório.

Quase todos os funcionários da sede em Nova York do banco múltiplo Goldman Sachs foram convocados a retornar às suas mesas.

O CEO dessa empresa, David Solomon, deu um ultimato aos trabalhadores da empresa, avisando que aqueles que não voltaram ainda tinham um breve prazo para resolver as dificuldades para voltar ao local de seus empregos.

Solomon já qualificou o trabalho remoto de “uma aberração”.

O maior banco dos EUA, o JP Morgan Chase, aconselhou seus bancários a prepararem o retorno ao escritório no período de um mês.

Muitos deles anseiam pelo retorno aos escritórios, as iniciativas das empresas para trazê-los de volta às suas matrizes obrigam a alguns a mais rearranjos de suas vidas.

Onde está o ambiente de trabalho. O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Onde está o ambiente de trabalho?
O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Os chefes temem que suas equipes sejam menos competitivas se não retornarem logo, mas os trabalhadores que completaram o tempo em casa com outras atividades podem perder a flexibilidade adquirida.

Também os funcionários mais jovens e solteiros tem mais facilidade para voltar mais cedo e aproveitam a ocasião para estabelecer melhores conexões com executivos e clientes.

Nas grandes finanças americanas há exceções. Por exemplo, o Citigroup facilitou as opções a seus funcionários que se mostrem capazes de adotar um estilo de trabalho híbrido entre casa e escritório no longo prazo.

Sua CEO, Jane Fraser, ainda acredita na flexibilidade em relação aos trabalhadores, e o Bank of America não prevê um retorno massivo de funcionários aos escritórios de imediato.

Muito ainda vai se falar do problema do teletrabalho. Mas a boa ordem pede uma adequação do ambiente do trabalho à psicologia das pessoas.

Cria-se imperceptivelmente um conjunto de causas e efeitos psicológicos e ambientais que se entrelaçam por vezes de um modo tão rico e inesperado, que ninguém poderia imaginar.


Há relacionamentos implanejáveis cheios de imponderáveis, que nascem do contato espontâneo e vivo das pessoas e marcam a fundo o ambiente de trabalho e produção. O instrumento digital não é capaz por si só de cria-los, como tampouco, vamos dizer uma máquina de escrever ou um grampeador.

Chefes e funcionários não funcionam como objetos inertes num esquema eletrônico. Os seres vivos não podem ser organizar como uma equação e esse um dos mais sofridos riscos do relacionamento, inclusive de trabalho, meramente cibernético.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Indignação do clero e dos fiéis faz bispo moderno renunciar

Seminário de San Rafael, Argentina, fechado pela cólera modernista do bispo renunciante
Seminário de San Rafael, Argentina, fechado pela cólera modernista do bispo renunciante
Luis Dufaur
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O bispo da diocese de San Rafael, Argentina, Mons. Eduardo Maria Taussig, renunciou a seu cargo após enfrentar longamente à maioria de seus fiéis, sacerdotes, seminaristas e leigos. O enfrentamento final deu-se quando o bispo pretendeu obrigar a todos a comungar na mão alegando combate ao Covid, noticiou “Infocatólica”.

Na vida eclesial, as alegações sanitárias do bispo vinham sendo recusadas pelos fiéis como insinceras e abusivas. O prelado fechou o seminário pela oposição dos seminaristas e os dispersou em diversos endereços.

Arcebispos e bispos lhe aconselhavam moderação, mas o bispo renunciante prosseguiu lançando objurgações canônicas contra os sacerdotes que fundados no direito canônico, respeitavam o direito dos fiéis a comungar na boca.

Os comentários deixados pelos fiéis em “Infocatólica” são assustadores:

• “este homem foi autenticamente destrutivo. Aguardo que que seu sucessor possa reparar a devastação causada por esse insensato” (Albert L);
 
• “Estes heterodoxos não estão pelo diálogo que preconizam (...) são autênticos ditadores” (Juan Mariner);
 
• “fechou o seminário porque formava sacerdotes e não assistentes sociais, e isso era muito perigoso [para ele]” (Fernando);
 
• “destroem e depois vão embora. Aguardamos um santo bispo e não como os que vem designando” (Maria);
 
• “o único propiciado pela pandemia foi a multiplicação dos sacrilégios. Não tem temor de Deus” (José Luis);
 
• “colaborou para destruir a tradição e atropelou toda uma Comunidade. Isso é demoníaco” (Manu);
 
• “os seminaristas e sacerdotes não entraram em rebelião e o maligno agiu sem freio Não há desculpa para sua obsessiva pretensão de atropelar as almas que não faziam mal algum” (Pedro);
 
• “Mons Taussig foi péssimo, mas da máfia da CEA [CNBB argentina] pode vir algo melhor? Não nos enganem com as luzes e os venenos de doutrinas perversas de sinodalidade” (El rigido porteño);
 
• “Veremos se [o próximo] é lobo traidor como Taussig ou se reabre o seminário. Temo o primeiro, Dios queira que me equivoque!” (Martin);
 
• “quando virá a reparação pelas injustiças?” (penc).

 
Uma só expressão vinda de um pontífice sintetiza a obra acima descrita e que está sendo praticada por toda parte: “autodemolição da Igreja”.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A prática religiosa volta ao paganismo?

Taiwan roleta-russa pode dar na III Guerra Mundial
Montagem na igreja abandonada de São Jorge na República Tcheca da imagem surrealista da crise na igreja
Luis Dufaur
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No último Natal, uma pesquisa do prestigiado Pew Research Center contou que apenas 21% dos americanos se afirmam católicos romanos e 20% disse não acreditar em “nada em particular”.

A geração dita dos “millenials”, que inclui a maioria dos adultos americanos com menos de 40 anos, é a primeira da história americana em que os cristãos de todas as confissões somadas estão em minoria, segundo comentou o “The New York Times”.

O argumento foi muito discutido num livro publicado em Paris pela teórica política francesa Chantal Delsol.

Para ela estamos vivendo o fim da civilização cristã, que ela posiciona entre a vitória do catolicismo sobre os pagãos no final do século IV e o abraço do Papa João XXIII ao ecumenismo religioso e a legalização do aborto no Ocidente a partir da decisão da Corte Suprema americana no caso ‘Roe vs Wade’.

No livro “O Fim da Cristandade”, a autora não foca a fé cristã, mas apenas a cultura, a arte, a filosofia e as tradições que o cristianismo inspirou.

A autora examina a mudança civilizacional em andamento há 1.600 anos. Imenso período em que nasceu, se desenvolveu e decaiu a maior das civilizações que o mundo conheceu: a Cristã.

Mas hoje, observa ela, a vida cultural cristã, de cunho inegavelmente ocidental, está sendo removida enquanto afloram impulsos pagãos que se diria sepultados nas cavernas da História.

Na Civilização Crista, a sociedade se expande em feliz consórcio sob a bênção de Cristo
Na Civilização Crista, a sociedade se expande em feliz consórcio
sob a bênção de Cristo
Delsol resume: hoje nós nos repaganizamos.

A expressão é muito forte, mas a realidade é apavorante.

Há uma queda rumo à desordem profunda, ao ateísmo ou a superstições degradantes. 

Inclusive à dureza e até à violência cruel praticada já antes de nascer, durante a vida toda de inúmeras formas, e até contra a velhice extrema e indefesa.

Certa feita, um amigo francês, pai de família e católico praticante encontrou-se com um bispo de seu país formado no espírito da era pós-Civilização Cristã mas com tonalidades ditas “conservadoras”.

O prelado foi amável e loquaz até que por fim resumiu seus pontos de diferenciação e disse: “a única coisa que nos separa é que o Sr. acredita na Cristandade”.

Com imenso respeito pela alva batina, um recente pontífice escreveu que a Cristandade é a ideia central da tentação do diabo no deserto ao próprio Jesus Cristo.

E o Papa Francisco estarreceu o mundo participando em cerimoniais pagãos de adoração ou veneração à Pachamama indígena sul-americana.

Como então evitar que o mundo afunde nos negrumes sinistros do paganismo quando os altos prelados assim agem? Eles, os incumbidos por Deus Nosso Senhor de levar o doce Reino de Cristo – a Cristandade – a todos os povos da terra em decorrência da pregação da fé católica?

A autora de “O Fim da Cristandade” faz bem pondo o início da emersão do paganismo no Ocidente cristão, na Renascença, voltando a cair nos vícios e nos erros antigos.

Já tinha observado o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que na decadência da Civilização Cristã medieval que “a admiração exagerada, e não raro delirante, pelo mundo antigo, serviu como meio de expressão a esse desejo: o Humanismo e a Renascença tenderam a relegar a Igreja, o sobrenatural, os valores morais da Religião, a um segundo plano.

“O tipo humano, inspirado nos moralistas pagãos, já era o legítimo precursor do homem ganancioso, sensual, laico e pragmático de nossos dias, da cultura e da civilização materialistas em que cada vez mais vamos imergindo”. (“Revolução e contrarrevolução”, Artpress, SP, 1998)

São Antônio de Padua, fazendo um milagre eucarístico
São Antônio de Padua, fazendo um milagre eucarístico

Como aqueles que viram no incêndio de Roma a realização das profecias do Apocalipse, muitos conservadores do século XXI pensam algo semelhante sobre o futuro de nossa civilização.

Mas, eis o grande engano dos que imaginam possível uma outra “civilização” – se é que podemos chamar de civilização ao caos que vai tomando conta do mundo – se instalar na Terra ou em grande parte dela.

Delsol se preocupa com códigos, idiomas, centros educativos, propaganda de massa, de uma ordem pública como a da Roma pagã, onde a religião e a moral eram separadas com resultados em geral sombrios.

O neopaganismo hodierno com toda sua tecnologia, imoralidade e riquezas ameaça desabar de um momento a outro. A civilização vindoura será cristã ou não será,

“A civilização do mundo é a Civilização Cristã, tanto mais verdadeira, mais duradoura, mais fecunda em frutos preciosos, quanto é mais autenticamente cristã”, ensinou o grande Papa São Pio X na encíclica “Il fermo proposito” (ASS, vol. 37, 1905, p. 745).

Nas tormentas contemporâneas o neopaganismo sopra os piores vagalhões. Porém, podemos ter certeza de que não estamos no Fim do Mundo, mas no prelúdio de uma era em que o Evangelho triunfará e será praticado por todos os povos da Terra.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Suíça aprova ‘cápsula da morte’ para eutanásia em casa

Sarco(fago) enganosa eutanasia feliz legalizada na Suíça
Sarco(fago) enganosa eutanásia feliz legalizada na Suíça
Luis Dufaur
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Se suicidar segundo o próprio capricho, sem violência e sem dor, em menos de 10 minutos e de graça, é a enganosa oferta de eutanásia que acaba de ser legalizada na Suíça

Uma cápsula denominada Sarco, abreviatura de sarcófago, foi apresentada pela primeira vez na feira funerária de Amsterdã em 2018.

Seu criador, o ativista australiano Philip Nitschke, apelidado de Doutor Morte, diz que nas redes sociais cresceu muito a apetência por uma máquina para suicídio assistido, disponível para todos, segundo informação do “El Mundo” de Madri.

Nitschke explicou como funciona no site de Exit International, uma organização que se diz de caridade, em verdade uma ‘caridade’ que poderia ser usada num campo de extermínio soviético, chinês ou nazista.

O artefato Sarco recebeu luz verde das autoridades suíças.

Foi projetado pelo holandês Alexander Bannink para morrer com ‘conforto’ sem assistência médica e sem controle legal. O infeliz morre respirando nitrogênio puro.

Para o diretor do Instituto Kennedy de Ética da Universidade de Georgetown, Daniel Sulmasy, o design elegante da cápsula, quase semelhante ao de um carro de luxo futurista, “exalta o suicídio”.

O Sarco é acessível a pessoas que não estão em seu são juízo ou até crianças, podendo ser mal utilizado até para crimes de idosos ou doentes com herdeiros sem escrúpulos.

A máquina pode ser movida de um lugar para outro com facilidade e pode ser feita com uma impressora 3D em casa com um o programa que Doutor Morte envia gratuitamente.

A cápsula rumo a dor eterna
A cápsula rumo a dor eterna
A cápsula é ativada pela pessoa até com um simples piscar de olhos.

O sinistro sarcófago substitui o oxigênio por nitrogênio em cerca de 30 segundos deixando o suicida, ou vítima, desorientada e talvez até um pouco eufórica antes de perder a consciência.

O último suspiro ocorre no máximo em dez minutos e não há informação se o moribundo pode mudar de ideia.

Há um protótipo em andamento na Holanda, onde, como na Suíça, o assassinato assistido é regulamentado, e onde Deus não é levado em conta.

Cerca de 1.300 pessoas morreram por suicídio assistido na Suíça em 2020 usando os serviços das duas maiores organizações de suicídio assistido do país, Exit e Dignitas.

O método usado para esse assassinato é a ingestão de pentobarbital sódico líquido após parecer médico favorável sobre a incapacidade mental da pessoa. O líquido faz dormir o infeliz até entrar coma profundo, seguido logo pela morte.

Sarco(fago) elimina os controles médicos e propõe aumentar a clientela das organizações Exit e Dignitas.

Mas, a Dignitas comentou que “essa cápsula deixa muitas dúvidas sem resposta”.

O desejo de gozar a vida chegou até essa forma extrema de gozar até no momento de se tirar a própria vida. Porém, depois se encontra subitamente o Juízo de Deus e os abismos eternos de sofrimento sem fim.


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

'Entre celular e drogas não há muita diferença’, diz psicólogo espanhol

O psicólogo espanhol Marc Masip trabalha com jovens para educá-los sobre o uso adequado da tecnologia e evitar a dependência
O psicólogo espanhol Marc Masip trabalha com jovens
para educá-los sobre o uso adequado da tecnologia e evitar a dependência
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“O celular é a heroína do século 21” explicou o psicólogo espanhol Marc Masip em entrevista à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.

Facebook, Instagram ou WhatsApp pedem prestar atenção ao nosso grau de dependência das novas tecnologias, porque podemos estar feiamente viciados.

No dia 4 de outubro, milhões de pessoas ficaram frustradas quando as três plataformas acima ficaram fora do ar por seis horas.

Para alguns foi como a síndrome de abstinência que sofrem os que abandona as drogas, o álcool ou o cigarro.

Não é uma comparação exagerada diz o psicólogo espanhol Marc Masip: “O celular é a heroína do século 21”, diz ele sem rodeios.

Ele cuida do tratamento de desintoxicação em clínicas para viciados em tecnologia e onde a reabilitação pode se tornar mais difícil do que a dos dependentes dos narcóticos.

“Todo mundo sabe que as drogas fazem mal, enquanto que todos nós usamos as novas tecnologias sem saber o tamanho do dano que podem causar”, explica Masip na entrevista.

“As pessoas enlouqueceram [quando as mencionadas plataformas ficaram fora do ar] quando na realidade nada estava acontecendo. Estamos todos um pouco perdidos. Os vícios são como todos os vícios, e não há muita diferença entre o vício em drogas e o vício em telefone celular.

Adição às telas a ponto de esquecer as amizades é sintoma de vício
Adição às telas a ponto de esquecer as amizades é sintoma de vício
“As drogas não podem ser bem usadas, mas o celular pode. E tem gente que compara o celular a um martelo que pode ser utilizado bem ou mal, mas não conheço ninguém viciado em martelo”.

“Quando a heroína começou a ser consumida, não se sabia o quão ruim era, e no final morreu muita gente. Espero que não seja assim agora, mas tem gente que morre porque usa o celular até quando está dirigindo.

Há consequências para a saúde mental que ainda não entendemos por conta do abuso do telefone celular.

“Estamos vendo consequências no desempenho acadêmico dos jovens, acidentes de trânsito que podem levar ao pior, ansiedade, estresse, frustração, transtornos alimentares desencadeados pelo Instagram.

“Vemos como os jovens se comunicam por meio das telas de forma rápida, fácil e confortável, mas no cara a cara eles são covardes porque não têm ferramentas para sentir empatia, olhar ou abraçar.

“Mas acima de tudo o pior é a dependência, o humor das pessoas muda para pior quando ficam sem Facebook ou WhatsApp.

“Achamos que nossos filhos não terão amigos se não tiverem smartphone e redes sociais, mas isso é mentira.

Temos que proteger as crianças das telas para que não precisem tanto delas. Para uma criança, ter um smartphone antes dos 16 anos traz mais desvantagens do que vantagens.

Dependência do smartphone precede crises depressivas perigosa
Dependência do smartphone precede crises depressivas perigosas
“Se os adolescentes exigem smartphone, é sobretudo por causa das redes sociais. Mas o que as redes sociais oferecem para eles? Curtidas? Essa não é uma contribuição real. A curtidas são apenas uma injeção cavalar de dopamina.

“Na verdade, quanto mais o eu virtual se afasta do eu real, mais gera frustração. E essa frustração é muito próxima da dependência e do vício.

“É importante educar, sobretudo os mais jovens, que não é preciso mostrar sempre o que não somos ou o que gostaríamos ser para sermos aceitos. É preciso trabalhar muito a autoestima dos jovens.

“Por mais tecnologia que criem e mais dinheiro que invistam, nada será capaz de dar um abraço como outra pessoa te dá ou um beijo como a pessoa que você ama.

“Meça sua síndrome de abstinência. Se você precisa consumir algo quando não tem. É algo bastante evidente nas drogas, mas também acontece com as novas tecnologias.

“Observe também se você substitui atividades, se você deixa de fazer algo para ficar mais atento ao celular. Isso pode acontecer quando você passa tempo com a família, trabalha, dirige, pratica esportes ou sai de casa.

“Preste atenção se o celular faz você se evadir. Se você pega (o celular) para ver uma coisa, e passa uma hora sem que você perceba. Com esses exemplos, você pode se avaliar muito bem.

“É preciso regulamentar os próprios aplicativos, as próprias empresas, para que depois as coisas cheguem bem ao resto do mundo, sem elementos nocivos ou viciantes”.



terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Imoralidade e satanismo em catedrais sob pretexto de “cultura”

Beijo de Judas, Giotto  (1266-7 – 1337) Capela degli Scrovegni, Padua
Beijo de Judas, Giotto  (1266-7 – 1337) Capela degli Scrovegni, Padua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Santos dotados de luzes proféticas ensinaram que a fúria do inferno só pode atingir seus objetivos atacando a Igreja por dentro. Cfr. Beato Palau: Misteriosa estirpe espiritual de Judas agindo na Igreja

Nem o Sinédrio, nem Pilatos, nem Herodes, nem Barrabás impediram a pregação do Divino Redentor. Foi necessário um Judas Iscariotes, um do círculo seleto dos apóstolos, para entregar Cristo aos carrascos. E com um beijo! “Jesus perguntou-lhe: ‘Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!’”. São Lucas, 22

Desde então, o inferno tenta infiltrar a Igreja para destruí-la por dentro. A autodemolição da Igreja explicitada por Paulo VI adquire hoje plena e terrífica aplicação.

Essa autodemolição vem provocando uma devastadora sucessão de profanações de sagradas catedrais com a anuência dos respectivos bispos, em diversas cidades e países, sob pretexto de “cultura”.

Assim aconteceu recentemente na catedral de Toledo, primada da Espanha, onde foi gravado o vídeo musical “Ateu” focado em danças sensuais e relações carnais, como informou ACIPrensa.

Não reproduzimos imagens do vídeo 'cultural' pela sua obscenidade
Não reproduzimos imagens do vídeo 'cultural' pela sua obscenidade
Ante as críticas indignadas dos fiéis, o bispo esboçou uma retratação.

Outra tentativa – corajosamente impedida in extremis pelos fiéis – deveria ter acontecido na catedral de Nantes, França, com músicas e cenas “satanistas”, exaltando relações sexuais com o diabo ou sugerindo missas negras, segundo noticiou “Corrispondenza Romana”.

Outro recente passo desse método da autodemolição visou a catedral de Bariloche financiado pelo governo da província (estado) de Río Negro em apresentações “culturais” obscenas e sacrílegas rotuladas “Retorno ao ritual” e “Rédeas livres” no âmbito do FIMBA (Festival Internacional de Música de Bariloche), segundo noticiou “Infocatólica”.

Um fiel testemunhou o ato sacrílego em Bariloche com luzes de boate e música extravagante para conformar um espetáculo ímpio.

Uma moça comentou após a sessão: “é profundamente triste ver luzes de boate, telas com uma garota dançando sensualmente e aparentemente nua, diante do tabernáculo onde Jesus estava verdadeiramente presente ... É como matar Cristo pela segunda vez ...”.

Fiéis impedem ato 'cultural' sacrílego na catedral de Nantes
Fiéis impedem ato 'cultural' sacrílego na catedral de Nantes
Uma mulher presente afirmou que “havia uma sensação de domínio do maligno dentro da Catedral”.

“Eles nem mesmo removeram o Santíssimo Sacramento”, deplorou outro fiel. Teria o bispo percebido a gravidade do insulto a Deus que havia aprovado?

Não foi mero acaso que isso acontecesse na véspera da festa satânica do Halloween, observaram muitos.

O reitor da catedral nem por delicadeza retirou o Santíssimo Sacramento e se exibiu de jeans rasgados só interessado pelas medidas pandêmicas.

O bispo de Bariloche, Mons. Juan José Chaparro, há apenas um mês e meio, defendeu que “cada um deve buscar a sua fidelidade naquilo que pensa e acredita (...) as religiões e as igrejas devem estar a serviço da humanidade porque o que Deus quer é um mundo melhor e mais fraterno”.

Festival Internacional de Música de Bariloche
Festival Internacional de Música de Bariloche
No festival que o prelado aprovou em sua catedral, os fiéis só viram um mundo sinistramente pior e o furor do ódio autodemolidor anticristão que nada tem de fraterno e tem tudo de fratricida como o exorcismo de Leão XIII aplica aos espíritos das trevas.

Um sacerdote e alguns fiéis perplexos tentaram evitar aquele fruto envenenado de uma “cultura” erroneamente chamada de moderna porque Satanás é malfeitor desde o início da Criação. Mas o exemplo de autoridade vinha de Roma...

Quem promove e permite este tipo de “espetáculo” já não é católico, opinou “Infocatólica”.


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Natal de 2021: proibido por marxistas e “conservadores”

China policiais desmontam arranjo comercial de Natal
China: policiais desmontam arranjo comercial de Natal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Mais uma vez a China marxista interditou as comemorações do Natal com velhos pretextos ideológicos: “é uma festa ocidental” e o Partido Comunista Chinês (PCCh) está engajado na “sinização” dos cultos. Em algumas cidades foi acrescentado o Covid-19 como pretexto.

O governo passou uma circular estritamente confidencial com o intuito de que a proibição não fosse conhecida fora da China.

Também montou umas poucas comemorações cristãs “cosméticas” abundantemente fotografadas e filmadas para difundir nas redes sociais e enganar no exterior.

Porém, Bitter Winter obteve de fonte confidencial um documento do Departamento de Educação do condado de Rong’an contendo a proibição do governo de Pequim para as escolas primárias e jardins de infância.

Nele se pode ler: “o dia de Natal ou Santa Noite está profundamente penetrado pela cultura religiosa ocidental. Isto é danoso para nossa cultura chinesa”.

E prossegue: “de acordo com as diretivas do mais alto governo, fica decidido: proibir mestres e alunos de organizar qualquer celebração deste festival ocidental.

“Todos os maestros e alunos, e não só do PCCh, devem obedecer a regra do Comitê Central do Partido. Se alguém vê indivíduos ou organizações festejando Natal ou a Santa Noite deve avisar imediatamente à polícia” (segue o endereço para contato policial).


Mais espantosa resultou a proibição da União Europeia de usar a palavra Natal ou “nomes abertamente cristãos” nas últimas festas.

A UE reverencia como fundadores políticos democrata-cristãos e até se falou, aliás falaciosamente, que seu símbolo – um círculo de estrelas – estaria inspirado na visão de Nossa Senhora no Apocalipse.

Mas toda a política da UE foi desde o início de achincalhar os princípios cristãos. Nisso deu o espírito democrata-cristão!

Não foi apenas mais um ato persecutório anticristão da UE.

Na EU proibido falar 'Natal'. 'Il Giornale' de Milão. Na foto a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen
Na EU proibido falar 'Natal'. 'Il Giornale' de Milão.
Na foto a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen
No Reino Unido que abandonou a UE, Celia Walden pode escrever no jornal londrino “The Telegraph” que “o Natal já foi apagado há anos”, segundo registrou o site italiano “La Nuova Bussola Quotidiana”

Ela fundamentou a espantosa constatação com documentos emitidos por vários governos, todos conservadores, que banem o uso do termo Natal “para não ofender as minorias religiosas”.

Ela cita um e-mail de um funcionário do Parlamento britânico a todos os membros dizendo atender a “um aviso do Gabinete”, que é chefiado pelo chanceler conservador Boris Johnson.

Esse diz “que não devemos usar a palavra Natal porque o governo pretende ser inclusivo e algumas religiões não o celebram”.

Não se pode condenar a UE apenas por ter agido contra o Natal. É um infantilismo.

A realidade é que se a Revolução Francesa foi um “bloco”, como disse um dos seus fanáticos, o premier francês Georges Clemenceau, na qual não pode se separar uma parte “boa” de uma “ruim”, assim também de Pequim a Bruxelas, passando por Londres e tantas outras capitais, no espírito revolucionário igualitário e anticristão não se pode separar “bons” e “ruins”, “girondinos” e “jacobinos”, “conservadores” e “progressistas” pois todos fazem parte de um mesmo bloco.

É o “mundo moderno” que hoje se insurge contra o Divino Redentor e sua entrada na História acontecida maravilhosamente em Belém.

Nem “conservadores” e nem “progressistas”, nem seudo “bons” e autênticos “ruins” poderão se queixar quando o Rei dos Reis decida proceder à execução dos castigos anunciados em Fátima