terça-feira, 23 de agosto de 2022

Mártires nigerianos ampliam seu número no Céu

Atentado na igreja de Owo fez dezenas de mártires
Atentado na igreja de Owo fez dezenas de mártires
Luis Dufaur
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Na festa de Pentecostes, fanáticos muçulmanos entraram na igreja de São Francisco Xavier de Owo, no estado de Ondo, na Nigéria, e abriram fogo contra os fiéis martirizando a vários deles, inclusive muitas crianças, noticio “Infocatólica”.

Paradoxalmente, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, condenou o atentado com termos mais próximos da Fé, da esperança do Céu e da punição eterna dos algozes de Satanás.

Seu porta-voz, Femi Adesina, disse que aos atacantes aguarda a pena eterna na terra e no além. Expressando suas condolências às famílias das vítimas e à Igreja católica, o Chefe de Estado afirmou que “este país nunca se renderá ante o mal e os malvados, e as trevas nunca vencerão a luz”.

O bispo Emmanuel Badejo, da diocese de Oyo, sublinhou que malgrado os conflitos religiosos na Nigéria causaram assassinatos brutais, poucos se podem comparar à crueldade do crime religioso praticado na festa de Pentecostes, registrou “Infocatólica”.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Por amor ao Evangelho, Cardeal Müller pede ao Papa que condene os “casamentos” LGBT

O Cardeal Müller pediu ao Papa que por amor ao Evangelho condene a agenda LGBT
O Cardeal Müller pediu ao Papa que
por amor ao Evangelho condene a agenda LGBT.
Mas não foi ouvido.
Luis Dufaur
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O cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, pediu ao Papa Francisco que corrija os clérigos alemães que tentam abençoar as uniões do mesmo sexo, ou as encorajam, segundo registrou a Agência Católica de Noticias ligada a EWTN.

“Pelo bem da verdade do Evangelho e da unidade da Igreja, disse,

“Roma não deve ficar em silêncio, esperando que os alemães possam ser pacificados com sutileza tática e pequenas concessões.

“Precisamos de uma declaração clara de princípios com consequências práticas para que o remanescente da Igreja Católica na Alemanha não se desintegre, com consequências devastadoras para a Igreja universal.

“O que estamos testemunhando é a negação herética da fé católica no sacramento do casamento”.

O Cardeal Müller lembrou que a Igreja de Roma tem primazia não tanto “por causa das prerrogativas da Cátedra de Pedro”, e certamente não como se seu “ocupante pudesse fazer o que bem entender”, mas principalmente “por causa do grave dever do papa, que lhe foi designado por Cristo, para guardar a unidade da igreja universal na fé revelada”.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Suprema Corte dos EUA autoriza porte de armas e gera polémica nacional

Loja de armas nos EUA
Loja de armas nos EUA
Luis Dufaur
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Após abolir a norma “Roe vs Wade” e assim abolir o fundamento constitucional do aborto, a Suprema Corte dos EUA decidiu contra uma lei de Nova York que restringia a posse de armas evidenciando que a lei local que a 2ª Emenda da Constituição, que garante o direito de “possuir e portar armas”, como ecoou toda a mídia internacional.

A decisão dos magistrados anula as exigências de comprovantes de uma necessidade particular para a obtenção de licença para porte de arma em público para autodefesa.

Os juízes votaram contra a pretensão de New York por 6 a 3 ampliando uma decisão de 2008, na qual o Tribunal reafirmou o direito de possuir armas, mas dentro de casa.

A decisão levará mais pessoas a portar armas legalmente nas ruas das maiores cidades do país pois uma norma do Supremo para um estado, se aplica também em todos os outros.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Cardeal Duka: “devemos lutar como na época do Concílio de Trento”

Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga
Luis Dufaur
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O Cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga, defendeu taxativamente que “não há religião sem celibato” em entrevista ao Die Tagespost e reafirmou que não acredita que a admissão de mulheres ao sacerdócio possa resolver o problema da falta de vocações, citado por “Religión Digital”.

Observou que enquanto em seu país, a República Tcheca, médicos, advogados e psicólogos se manifestaram contra essa proposta, os teólogos não reagem como cristãos “corajosos”, mas como homens “acovardados” pela moda.

O Cardeal Duka tampouco acredita no valor dos apelos para democratizar a Igreja.

Em sua opinião, até o próprio o conceito de democracia hoje falsifica em seus fundamentos o conceito clássico original da democracia surgido na Grécia antiga.

Por isso, alertou, que a Igreja não muda com reformas políticas no papel, mas com a virtude dos santos. “Foram os homens e mulheres da época que renovaram a Igreja. também precisamos de homens e mulheres assim.”

E deixou bem claro a quem se referia dizendo: “Devemos voltar a lutar por nossa Civilização Cristã como fizemos no século XVI, na época do Concílio de Trento”.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Satanás ensinado nas escolas públicas dos EUA?

Imagem de Satanás pervertendo crianças promovida pelo Templo Satânico
Imagem de Satanás pervertendo crianças promovida pelo Templo Satânico
Luis Dufaur
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Ocultistas do grupo Templo Satânico lançaram uma série de atividades extracurriculares para alunos do ensino fundamental explorando uma lei americana que permite a grupos religiosos oferecer esses programas em escolas públicas. 

Estas não podem rejeitar nenhum grupo religioso, segundo noticiou “Clarín”.

A primeira vez aconteceu na Jane Addams Elementary School em Moline, Illinois (EUA) onde o grupo perverso convidou as crianças a ficar depois das aulas para projetos de ciências e artesanato, quebra-cabeças e jogos.

Mas, o Templo Satânico, que se diz uma igreja, na verdade é uma organização ateísta.

De fato, Satanás é o primeiro ateu porque negou Deus no início da História se achando igual a Ele. A estátua símbolo desse grupo descreve seu líder de maldição como um bode humanoide com cabeça e chifres e duas crianças adorando-o.

terça-feira, 31 de maio de 2022

Disney World defende agenda LGBT e perde status na Florida

Governador DeSantis aprovou lei defensora dos direitos parentais enfrentando a oposição de Disney
Governador DeSantis aprovou lei defensora dos direitos parentais enfrentando a oposição de Disney
Luis Dufaur
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O estado de Florida cancelou o status que favorecia o parque de diversões Disney World. A causa é que esse se posicionou politicamente contra a lei estadual moralizadora e anti-agenda LGBT “Don't Say Gay”, noticiou a BFMTV.

O gigantesco parque de diversões Disney World pesa muito na economia do estado. Mas acha que com seu dinheiro pode desafiar a legislatura estadual. A bilionária multinacional milita por bandeiras progressistas extrapolando seu estatuto legal não-político.

O CEO da Disney Bob Chapek já se tinha manifestado publicamente contra uma lei que proíbe o ensino nas escolas de temas de orientação sexual e de igualdade de gênero. A lei é apelidada “Não diga gay”.

As duas casas do Parlamento da capital Tallahassee, onde há maioria republicana, votaram a favor do projeto.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Celular demais altera cérebro infantil

Celular demais altera cérebro infantil
Celular demais altera cérebro infantil
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O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que matou a mãe e o irmão e feriu o pai com uma arma de fogo porque lhe proibiram usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos dos smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos na saúde mental de crianças e adolescentes.

Foi apenas um episódio extremo, mas os especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam um aumento das queixas relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos. 

A BBC pesquisou famílias brasileiras e viu que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos.

E não é só na primeira infância porque o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

terça-feira, 17 de maio de 2022

“Teléfones tolos” escravizam menos

Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Vendas de telefones da Light Phone disparam e surpreendem nos EUA
Luis Dufaur
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“Telefone tolo”, ou básico de funcionalidade muito limitada, só atende chamadas e mensagens de texto, como na década de 1990. Custa a partir de R$ 45 e a conta mensal é mínima.

Uma jovem londrinense fez soar a alarme: o celular inteligente se apossava de sua vida e ela passava presa pelas redes sociais e trabalhava mal por causa de sua dependência. Agora se sente mais livre e proactiva, segundo disse a “La Nación”.

Os “telefones tolos” vivem um renascimento, as procuras em Google aumentaram 89% entre 2018 e 2021, venderam um bilhão de unidades em 2021 superando os 400 milhões de 2019, enquanto os smartphones ficaram em 1,4 bilhões com uma diminuição de 12,5% em 2020.

O psicólogo Przemek Olejniczak trocou seu smartphone por um Nokia 3310, lançado em 2000, percebeu que não havia só o benefício da duração da bateria.

terça-feira, 10 de maio de 2022

O Armadegom cibernético acontecerá?

Luis Dufaur
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O mundo beira um Armagedom cibernético, quer dizer um apagão eletrônico que pareceria com o fim do mundo? É pelo menos a desconfiança que levantou Vladimir Putin pondo em alerta armas nucleares para uso eventual.

O mundo vive alegre aproveitando as crescentes vantagens oferecidas pela tecnologia e imaginando um futuro sempre melhor cheio de surpresas inimagináveis que nos prepara a técnica.

As hipóteses em sentido contrário vinham dos vídeos de Science fiction, cujas calamidades nos fazem por contraste gozar ainda mais o agradável da vida. Sim, há alguns fatos que falam de um colapso cibernético, mas afinal nunca se efetivam. Tudo azul.

Até que um dia Vladimir Putin atacou a Ucrânia e envolveu o mundo num conflito universal de consequências incógnitas, mas cada vez mais apavorantes.

terça-feira, 3 de maio de 2022

A presencialidade é mais humana que o teletrabalho

Funcionários voltam a se ver e saudar
Funcionários voltam a se ver e saudar
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Teletrabalho foi a palavra de ordem em 2020, com a expansão do Covid.

A pandemia fez com que a grande maioria de nós tivesse que ficar em casa para trabalhar, fazendo que disparasse o teletrabalho que tinha uma parte no mercado.

Na Espanha, por exemplo, em 2019 apenas 4,8% da população usava o teletrabalho, uma das taxas mais baixas da Europa.

Mas em setembro de 2020 esse percentual já ultrapassava 16%, e houve picos mais altos nos meses de confinamento. No final do ano havia 2,8 milhões de pessoas trabalhando em casa, quando em 2019 havia apenas 1,2 milhão.

O aumento foi significativo, mas a pergunta que se faz hoje e se veio para ficar ou para sumir como um mau sonho.

O final de verão europeu de 2021 trouxe o regresso ao escritório. Muitas empresas decidiram chegou a hora de voltar à normalidade.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Crianças não morreram em escolas católicas do Canadá, como disse a mídia

Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Kamloop, local de um espantoso crime que nunca aconteceu
Luis Dufaur
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Em 2021 foi montado um escândalo a nível planetário aduzindo falsamente que “centenas de crianças indígenas” foram sepultadas “em escolas católicas do Canadá” insinuando que por culpa de abusos dos missionários. O escândalo, como era de se suspeitar, partia de fakes anticristãos e esquerdistas. Confira: Onda de incêndios de igrejas no Canadá

O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, desmontou a armação.

Em janeiro de 2022 divulgou estudo que constatou que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada, descreve longa informação de “Aleteia”.

Segundo Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo de 49 anos, entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte: doenças e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças foi assassinada.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ecumenismo blasfemo em Paris

Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfemia contra Nossa Senhora
Encontro muçulmano-cristão descambou na blasfêmia contra Nossa Senhora
Luis Dufaur
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Um grupo de islamitas se introduziu na igreja de Saint-Sulpice de Paris para recitar o Alcorão.

O padre Guy Pagès especialista em estudos islâmicos, denunciou a profanação como “abandono da evangelização” e “introdução do Anticristo”, por parte dos responsáveis do templo que, enquanto é restaurada Notre Dame, é o segundo maior de Paris.

Conversos muçulmanos parisienses, que enfrentam a pena de morte por apostasia do Islã, apoiaram a crítica do respeitado religioso.

Tratou-se de uma incompreensível “celebração muçulmana-católica” num domingo para marcar o Dia Internacional da Fraternidade Humana após a reprovada concordata inter-religiosa entre o Papa Francisco e o Grande Imam Ahmed al-Tayyeb em 2019.

A indignação cresceu pelo sacrílego de equiparar a Imaculada Virgem Maria com o personagem Maryam que é sua parodia no Alcorão, o qual afirma blasfemamente que se teria “casado” com Bafoma no Paraíso e mantido relações sexuais com ele.

quarta-feira, 30 de março de 2022

Igrejas viram empresas virtuais por dinheiro

Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade de Fé
Igrejas de toda denominação fecham por falta, em verdade abandono da Fé
Luis Dufaur
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Segundo matéria do “The Economist”, o vigário, o rabino ou o imã enfrentam hoje o mesmo agudo problema: seus templos não são mais frequentados, tamanho é o abandono da religião e progresso do materialismo.

A pandemia acelerou a mudança dando a muitos a desculpa para parar de aparecer. E os religiosos aproveitaram para transferir seu ministério sacerdotal para serviços virtuais como Zoom.

Agora, os prédios reabrem, mas os fiéis retornam tacanhamente. Prevalece o abandono do sobrenatural e triunfa a adoração da saúde material.

Muitas organizações religiosas liquidam suas propriedades. Igrejas vão à falência. Os economistas julgam os grupos religiosos como empresas que visam o retorno como fariam açougueiros, padeiros e cervejeiros.

A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A comunidade dos fiéis é substituída por marqueteiros religiosos
A religião passou a ser explorada nos templos como um marketing, loja ou “indústria” para encher contas bancárias.

O ateísmo imperante manipula a religião como um objeto de mercado e manda a fé para baixo talvez como nunca. Do lado da demanda, as igrejas do mundo ocidental estão sofrendo com a secularização global. Mas essa começou muito antes da pandemia.

Nos EUA os cidadãos que se identificam como cristãos caíram de 82% em 2000 para menos de 75% em 2020.

Segundo a última pesquisa da World Values Survey, cerca de 30% dos americanos assistem a um serviço religioso uma vez por semana. Isso é muito pouco. Eram 45% na virada do milênio.

As congregações apelam a qualquer atração para reunir seguidores e doadores. Apareceu a “missa Harry Potter”, a “missa do tropeiro”, etc., etc.

Para Roger Finke, da Pennsylvania State University, as “religiões” hodiernas visam os gostos dos consumidores.

O Milton Keynes Christian Center na Grã-Bretanha, faz cursos de educação religiosa e grupos de oração online e presenciais, criou um banco de alimentos e abriu uma “suíte sensorial” para crianças.

Foi-se o amor enlevado por Jesus, Maria, os anjos e o santos.

Os fiéis “pulam de igreja”, trocado de denominação ou do padre/pregador/milagreiro/ popular presencial ou virtual, ou como se Deus ou o diabo dessem na mesma.

A religião organizada trata seu público alvo como fazem os proprietários de shoppings, e escritórios vagos ou empresas on-line. Eles repensam sua propriedade em termos monetários.

Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Cessa a reunião dos fiéis no culto a Deus
Durante séculos as religiões como a católica reuniram riquezas na forma de propriedade para pô-las à serviço do culto, dos pobres e da educação.

Agora o Vaticano especula com milhares de prédios nas áreas mais chiques de Londres e Paris. A Igreja da Cientologia joga em Hollywood com prédios que valem US$ 400 milhões, um castelo de estilo medieval na África do Sul e uma mansão do século XVIII em Sussex, Inglaterra.

As instituições religiosas menores também compram e vendem propriedades em aras de sua riqueza terrena. Templos, sinagogas e mesquitas abrem os olhos com o aumento dos preços dos imóveis.

Mas 200 prédios construídos para a glória de Deus na Grã-Bretanha fecharam por ano na última década. Centenas podem ser vendidos ou demolidos. Nos EUA, dezenas de milhares de prédios podem fechar para sempre. Quase um terço das sinagogas americanas fechou nas últimas duas décadas.

A igreja gótica de Santa Maria em Berlim, cheia de afrescos e relevos de pedra de séculos têm os bancos vazios.

Para o pastor luterano Gregor Hohberg os jovens berlinenses satisfazem suas “necessidades religiosas” com ioga e meditação oriental. O público não quer casais homossexuais e pastoras.

O abandono dos templos exige reparos urgentes proibitivos. A Igreja da Inglaterra precisa de £ 1 bilhão (US $ 1,3 bilhão) – mais de sete vezes sua receita anual em 2020 – para reparos nos próximos cinco anos.

Nos EUA as despesas com os edifícios representam mais de um quarto dos orçamentos. E as igrejas do país têm 80% mais espaço do que precisam.

A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja
A igreja se esvaziou, só ficou um contato etéreo não presencial. Isso é Igreja?
Assim, os grupos religiosos vendem suas propriedades ou as exploram para outros usos para elas.

As Testemunhas de Jeová com 9 milhões de adeptos venderam sua sede britânica. A Sentinela Hillsong, uma megaigreja australiana aluga teatros, cinemas e outros locais para os cultos de domingo.

Outra abordagem mais empresarial consiste em que se sua denominação ou nome marketeiro não prospera, então vai e funda outra.

O pastor Jim Tomberlin, que também é consultor com sua congregação hipotecada em US$ 450.000 se fundiu com outra congregação. “Os adeptos e doadores reconheceram que ou nos fundimos ou morremos”.

Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião
Cessado o contato com Deus, só fica a diversão disfarçada de religião

A tendência começou antes da Covid e não é motivada pela teologia, mas pelo fluxo de caixa, entre católicos romanos, sinagogas e outras religiões. Mas é mais comum entre as igrejas protestantes.

É um negócio, mas estouram brigas por dinheiro entre os líderes “religiosos”. Nas fusões perdem-se seguidores mas quase mil líderes de igrejas passaram por uma fusão na última década.

Como resultado de fusões surgiram cerca de 1.750 “megaigrejas” protestantes com mais de 2.000 participantes regulares e orçamentos multimilionários.

Os economistas pensam que a competição religiosa é saudável, porque esquecem a fé. O vírus fez com que instituições piedosas olhassem um balanço de seus ativos comerciais e esquecessem os espirituais.

Não é isto a gargalhada satânica do triunfo do ateísmo? 

Pode se achar que esse ambiente não atrai os castigos anunciados em Fátima?


terça-feira, 15 de março de 2022

Arte moderna: insensatos atentados contra a saúde e o bom juízo

Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Engenheiro moderno terá que pagar indenização pelos ferimentos que causa sua 'famosa' ponte de vidro
Luis Dufaur
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Nova condenação por inépcia caiu sobre o arquiteto espanhol Santiago Calatrava, fautor de inúmeras obras de vanguarda.

O Tribunal de Contas de Veneza condenou-o a indenizar o erário público em cerca de 78 mil euros por cometer erros culpados que aumentaram o valor da construção da ponte da Constituição, escreveu “Isto é”.

A ponte de quase 100 metros de comprimento foi construída em aço e vidro e inaugurada em 2008 na famosa cidade italiana.

Mas, gerou controvérsias desde que o início, tanto por sua forma quanto pelo custo, que passou de 7 milhões de euros a 11,6 milhões de euros.

A decisão do tribunal, datada de 6 de agosto 2021, condena Calatrava por “macroscópica negligência” que encareceu a obra, principalmente que desde que foi aberta precisou ser modificada em diversas ocasiões.

terça-feira, 8 de março de 2022

“Modernização” da Igreja: padres somem, seminários fecham, missas acabam e fiéis apostatam

Luis Dufaur
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Mais de 21% do clero da Irlanda – párocos e irmãos em serviço ou aposentados – morreram em apenas os últimos três anos, sem quase terem substituição informou “Irish Examiner”.

A Associação dos Padres Católicos diz que as paróquias terão que ser fusionadas, as igrejas fechadas e as missas diminuídas em número.

O padre John Collins, um dos diretores da ACP, disse: “Os números são chocantes.

“Todos estamos cientes do envelhecimento da população sacerdotal, mas é somente quando você olha para os números que percebe o alto número que é.

“Esta é uma ilustração verdadeiramente chocante”.


Ele acrescentou que o número dos óbitos sacerdotais “só vai continuar aumentando” a cada ano, essencialmente pela ausência de novas vocações e esvaziamento consequente.

A Irlanda foi um país famoso pela sua catolicidade que enviou gloriosamente muitos missionários ao mundo inclusive para a América do Sul.

Mas, com a revolução do período pós-conciliar, o número de sacerdotes diocesanos vem caindo regularmente. Eram cerca de 2.067 em 2014, porém com uma crescente proporção de sacerdotes com idades entre 75 e 84 anos.

No final de 2018, só ficavam por volta de 1.800 padres exercendo o ministério além de cerca de 720 padres aposentados.

Segundo o Diretório Católico Irlandês, que é publicado pela Conferência dos Bispos Católicos Irlandeses em 2019 morreram 166 padres e irmãos e também 174 freiras.

Em 2020 outros 223 padres e irmãos além de 191 freiras também pereceram. Até setembro de 2021, faleceram 131 padres e irmãos além de 131 freiras.

Funerais de sacerdotes na Itália
Funerais de sacerdotes na Itália
Nem todas as ordens religiosas ou dioceses relatam a morte de seu clero ao órgão episcopal. Por isso, o site Rip.ie acrescenta pelo menos outros 36 padres, 5 irmãos e 76 freiras e religiosos falecidos entre outubro de 2021 e 4 de janeiro de 2022.

O “Irish Examiner” informou que o número de padres deve diminuir ainda drasticamente nos próximos meses, por pedidos de aposentadoria acumulados. Na Diocese de Cork e Ross, se aguarda que perto de 11 padres se aposentem nos próximos três anos. Nove dos 94 párocos da diocese têm mais de 75 anos.

O padre Tim Hazelwood, da diocese de Cloyne, da Associação de Padres Católicos, disse: “O Covid-19 acelerou a mudança e, uma grande mudança vai acontecer e as igrejas vão fechar”.

“Infocatólica” noticiou que o arcebispo de Dublin, a capital irlandesa, explicou que só há dois noviços no seminário.
A suposta “modernização” da Igreja católica não só reduziu o clero à sua última expressão numérica, mas também devastou as fileiras dos fiéis, afastando-os em lugar de atrai-los.

É o que acontece na Áustria, por exemplo, onde segundo as últimas estatísticas publicadas o 12 de janeiro de 2022, 72.055 pessoas deixaram formalmente a Igreja em 2021, contra 58.727 em 2020 e 67.794 em 2019, divulgou “Infocatólica”.  

A população total desse país também outrora um baluarte da catolicidade é de quase 9 milhões de habitantes, mas hoje os católicos são quase a metade ou 4,83 milhões em 31 de dezembro de 2021.

Os administradores das dioceses austríacas tal vez não estejam tão descontentes porque o sistema de impostos aumentou a contribuição obrigatória à Igreja de € 481 milhões (US$ 546 milhões) em 2019 para € 484 milhões (cerca de US$ 550 milhões) em 2020, em decorrência do aumento da receita tributária do governo.

Os católicos pagam cerca de 1,1% de sua renda tributável à diocese local dentro do sistema do imposto da renda, o que equivale a 75% da entrada anual da Igreja.

Houve uma queda significativa no número de batismos atribuída ao temor da pandemia, mas que também revela um grau importante de desinteresse pela salvação da alma dos filhos.


terça-feira, 1 de março de 2022

Grandes bancos de Nova Iorque querem trabalho presencial

Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Perigos de dissipação latentes no teletrabalho
Luis Dufaur
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O teletrabalho especialmente multiplicado pela pandemia não trouxe senão muito parcialmente os benefícios que prometia e atraiu assustadoramente males inesperados.

Por isso, muitos funcionários de todos os níveis decepcionados com os danos percebidos voltaram assim que puderam ao trabalho presencial.

Os prejuízos foram percebidos na vida familiar, na ausência de privacidade no lar, da falta da psicológica distinção entre trabalho e casa, na desconexão entre os funcionários, a carente relação com o cliente, do relacionamento indispensável com chefes, colegas e subalternos, etc.

Também os diretores de empresa perceberam as perdas causadas ao bom funcionamento delas.

O retorno ao trabalho presencial virou então um dos mais fortes temas de debate nas empresas americanas.

Exemplo característico foi oferecido pelo presidente-executivo do banco Morgan Stanley, James Gorman. Ele avisou aos funcionários: “se você pode ir a um restaurante em Nova York, então pode ir ao escritório e queremos você no escritório”, narrou “La Nación”.

Numa conferência de serviços financeiros, Gorman disse que ainda não havia ordenado aos funcionários voltar ao escritório, mas tinha enviado uma mensagem “muito forte” exprimido seu desejo de vê-los em suas mesas.

Acrescentou que ficaria “muito decepcionado” se os trabalhadores desse gigante das finanças não voltassem aos seus empregos para o Dia do Trabalho, que nos EUA é comemorado em 6 de setembro.

Se não for assim, alertou: “então, se não, teremos um tipo de conversa muito diferente”. O aviso foi bem duro num ambiente onde não prevalece a caridade católica.

O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'. Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa
O cartaz promete 'estamos aqui para ajudar'.
Mas, se o cliente entra e não encontra o funcionário que precisa?
Gorman garantiu que não veria com bons olhos os funcionários que desejam realizar seu trabalho remotamente desde lugares como a Flórida ou o Colorado. Ele lembrou se querem ganhar seu salário nos patamares de New York devem trabalhar lá.

O chefe do Morgan Stanley tem ponderadas razões.

Ele observa que trabalhar no escritório é especialmente importante para os funcionários mais jovens, que ainda estão treinando para aprender as funções. É no trabalho que eles aprendem todos os jeitos e sutilezas da função.

Mas o Morgan Stanley não é o mais radical no pelotão de grandes bancos que querem seus funcionários de volta no tradicional escritório.

Quase todos os funcionários da sede em Nova York do banco múltiplo Goldman Sachs foram convocados a retornar às suas mesas.

O CEO dessa empresa, David Solomon, deu um ultimato aos trabalhadores da empresa, avisando que aqueles que não voltaram ainda tinham um breve prazo para resolver as dificuldades para voltar ao local de seus empregos.

Solomon já qualificou o trabalho remoto de “uma aberração”.

O maior banco dos EUA, o JP Morgan Chase, aconselhou seus bancários a prepararem o retorno ao escritório no período de um mês.

Muitos deles anseiam pelo retorno aos escritórios, as iniciativas das empresas para trazê-los de volta às suas matrizes obrigam a alguns a mais rearranjos de suas vidas.

Onde está o ambiente de trabalho. O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Onde está o ambiente de trabalho?
O chefe quer ver os funcionários trabalhando mas não sabe se estão num bar.
Os chefes temem que suas equipes sejam menos competitivas se não retornarem logo, mas os trabalhadores que completaram o tempo em casa com outras atividades podem perder a flexibilidade adquirida.

Também os funcionários mais jovens e solteiros tem mais facilidade para voltar mais cedo e aproveitam a ocasião para estabelecer melhores conexões com executivos e clientes.

Nas grandes finanças americanas há exceções. Por exemplo, o Citigroup facilitou as opções a seus funcionários que se mostrem capazes de adotar um estilo de trabalho híbrido entre casa e escritório no longo prazo.

Sua CEO, Jane Fraser, ainda acredita na flexibilidade em relação aos trabalhadores, e o Bank of America não prevê um retorno massivo de funcionários aos escritórios de imediato.

Muito ainda vai se falar do problema do teletrabalho. Mas a boa ordem pede uma adequação do ambiente do trabalho à psicologia das pessoas.

Cria-se imperceptivelmente um conjunto de causas e efeitos psicológicos e ambientais que se entrelaçam por vezes de um modo tão rico e inesperado, que ninguém poderia imaginar.


Há relacionamentos implanejáveis cheios de imponderáveis, que nascem do contato espontâneo e vivo das pessoas e marcam a fundo o ambiente de trabalho e produção. O instrumento digital não é capaz por si só de cria-los, como tampouco, vamos dizer uma máquina de escrever ou um grampeador.

Chefes e funcionários não funcionam como objetos inertes num esquema eletrônico. Os seres vivos não podem ser organizar como uma equação e esse um dos mais sofridos riscos do relacionamento, inclusive de trabalho, meramente cibernético.