terça-feira, 10 de maio de 2022

O Armadegom cibernético acontecerá?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






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O mundo beira um Armagedom cibernético, quer dizer um apagão eletrônico que pareceria com o fim do mundo? É pelo menos a desconfiança que levantou Vladimir Putin pondo em alerta armas nucleares para uso eventual.

O mundo vive alegre aproveitando as crescentes vantagens oferecidas pela tecnologia e imaginando um futuro sempre melhor cheio de surpresas inimagináveis que nos prepara a técnica.

As hipóteses em sentido contrário vinham dos vídeos de Science fiction, cujas calamidades nos fazem por contraste gozar ainda mais o agradável da vida. Sim, há alguns fatos que falam de um colapso cibernético, mas afinal nunca se efetivam. Tudo azul.

Até que um dia Vladimir Putin atacou a Ucrânia e envolveu o mundo num conflito universal de consequências incógnitas, mas cada vez mais apavorantes.

O palavreado otimista da mídia foi substituído pela ideia “tenha medo e espere o pior”. Era a mensagem cibernética que vinha da Rússia divulgado em sites oficiais de várias cores, enquanto as autoridades russas e ocidentais não conseguem resolver uma crise que pode se tornar a III Guerra Mundial, observou o “Washington Times”.

A Rússia agrediu a Ucrânia e se gaba de poder atacar outros países da OTAN em 72 horas. Simultaneamente, a China sonha anexar Taiwan e o Mar da China Meridional de modo fulminante. Com o apoio mútuo, os russos invadiriam o Cazaquistão, rico em minerais, e a China visaria os “tigres asiáticos”.

Em todos os casos, os atacantes iniciariam inutilizando as redes digitais dos países alvo para joga-los numa nova Idade de Pedra que os deixe indefesos.

As armas nucleares da Rússia e da China nesse horizonte seriam pouca coisa.

Biden pensa retaliar a agressão com sua Guerra Cibernética e junto com a OTAN anuncia que está enviando guerreiros cibernéticos para a Europa.

Mas a guerra cibernética é uma ameaça que pode explodir o barril de pólvora mundial, com consequências catastróficas para uns e outros.

Putin verdadeiro diretor dos gigantes digitais estatais da Rússia, RT e Sputnik, declarou na TV: “A Rússia forçará uma guerra cibernética total, apagões forçados em todo o país.”

“É inevitável”, diz Margarita Simonyan porta-voz de Putin, “não acredito numa guerra como a Segunda Guerra Mundial, nem numa longa Guerra Fria. Será do novo tipo: a Guerra Cibernética. Será outro tipo de guerra”.

O especialista em guerra cibernética Edward M. Roche, advertiu que os EUA estão menos preparados que a Rússia e a China:

• “A Rússia pode desligar pelo menos 80% da rede elétrica dos EUA”;

• “A Rússia experimentou bombas lógicas cibernéticas na rede elétrica americana”;

• “A Rússia colocou agentes humanos) em partes críticas da rede elétrica americana”;

“Um ataque cibernético russo maciço contra a rede elétrica dos EUA antes da guerra convencional ou nuclear, pode derrotar os EUA agindo segundo a a doutrina militar russa de que a Guerra Cibernética é decisiva nos assuntos militares”;

• “A resposta russa a um ataque cibernético dos EUA provavelmente será desproporcional e massivo, resultando em retaliação nuclear conforme sua doutrina militar.”

Roche também adverte que “uma nova arma estratégica pior que uma dissuasão nuclear”.

Um membro da Duma russa, equivalente ao Congresso dos EUA, propôs uma ogiva nuclear hipersônica que deixaria os EUA sem tempo para recuperar sua rede elétrica.

Enquanto isso o presidente Biden e seus protegidos verdes distraem as atenções com as supostas “mudanças climáticas” e os eleitores de Trump são desviados para uma problemática ecológica que sem duvida prejudicaria os EUA quando Moscou e Pequim preparam o ataque por outro lado.

Enquanto redigia estas linhas eu me perguntava se tanto desastre pode ser verdade e se não é uma elucubração de mentes adoentadas por tanto vídeo maluco.

Pela janela observava os imponentes prédios de dezenas de andares de São Paulo todos eles iluminados. Pelas belas avenidas circulavam ainda uma infinidade de carros, muitos eles importados do mundo todo, a caminho do aconchegante lar.

Os cartazes acessos da melhor das redes de supermercados, a abundância de farmácias quiçá só superadas em número pelas lojas para pets, os outdoors prometendo todas as delícias em oferta, meu celular oferecendo tudo o que posso vir a precisar ainda que não precise, um novo plano de saúde ainda que o meu funcione.

Se a perspectiva sinistra levantada pelo “Washington Times” fosse verdadeira tudo isso acabaria como acabou a energia quando uma tempestade derrubou uma árvore e nos deixou, o bairro todo, imerso nas trevas.

E se um psicopata acuado em Moscou, um respeitável doente na Casa Branca ou um discípulo do Mao Tsé Tung que ensinou não hesitar na hora de sacrificar 300 milhões de vidas, decidir apertar o botão, o que será de civilização cibernética?

Virá o “Armagedom” de que se fala?

O que fariam as milhões de vidas felizes que via de minha janela, sem força, sem água, sem remédios, sem alimento, sem dados nem comunicação?

Então, fiquei horrorizado pensando no que poderia dar o Armagedom cibernético!!!!


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