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| Perigos para as crianças detetados nos smartphones |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
A Austrália interditou as redes sociais para menores de 16 anos.
Os pais não querem ver os filhos sozinhos num mundo digital hostil onde plataformas projetadas para viciar causam ansiedades e crises nervosas.
O país também proíbe os celulares nas escolas como fazem o Chile e outras nações.
Na Argentina, mais de 30 escolas de Buenos Aires já os vetaram no ensino.
Os benefícios apareceram logo: retornaram o recreio, os torneios de minifutebol e rúgbi, os jogos de cartas, as conversas, as risadas, a calma, a socialização e o convívio, observou reportagem de “La Nación”.
O psicólogo americano Jonathan Haidt, denunciou em seu livro *A Geração Ansiosa* de 2024 que o acesso continuado às redes sociais está produzindo uma epidemia de transtornos mentais nos adolescentes.
Apareceu uma geração sem tolerância, com constantes oscilações de humor, ataques de ansiedade vendo o mundo como o que aparece nas telas de seus celulares.
Ele propõe nada de smartphones antes dos 14 anos e nada de redes sociais antes dos 16 anos.
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| Temidos danos cerebrais |
E se lhes déssemos um que não tivesse acesso à internet ou às redes sociais, um que funcionasse apenas para chamadas e mensagens de texto?
Essa foi a proposta de duas mães britânicas que lançaram um movimento que viralizou em questão de horas: engajar os pais na mudança da norma social sobre quando seus filhos entram no mundo dos celulares.
Elas chamaram isso de "Infância Livre de Smartphones" e, na Argentina, os pais da escola Bede's o chamaram de "Mãos Livres".
Um ano e meio depois, as experiências são variadas.
Nem tudo é tão idílico quanto parecia no início, e os desafios são significativos.
Muitos pais e professores apontam que não é fácil mudar os padrões de uso de uma geração que já incorporou a socialização digital, mas têm fé de que a nova geração terá uma abordagem diferente em relação à socialização.
Lucila Galápagos, uma das mães da escola Bede’s e organizadora do Manos Libres (Mãos Livres) diz: “estamos promovendo abaixo-assinados para aprovar uma lei.
“Enquanto isso, queremos que as empresas possam ser multadas se não garantirem que menores não possam acessá-las.
“Precisamos conscientizar sobre as consequências para as crianças”, acrescenta.
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| O fim do aprendizado do relacionamento |
“Na escola, falamos muito sobre celulares e redes sociais; todos concordamos que temos que aprender a não ficar tão presos a eles e a fazer coisas reais, encontrar amigos, sair”, diz ela.
“Há uma tendência crescente que vê as redes sociais não apenas como um espaço de interação, mas também como um dispositivo com efeitos viciantes, sustentado por algoritmos capazes de influenciar, condicionar e capturar a atenção de crianças e jovens”, observou Tili Peña é psicóloga e criadora da TANConectados.
Nossa Senhora












