terça-feira, 2 de março de 2021

Enclaustrados pela pandemia: cérebros cada vez mais exaustos pelo uso intensivo da informática

Loren Frank, profesor de fisiologia: um dos cientistas consultados.
Loren Frank, profesor de fisiologia: um dos cientistas consultados.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Os cérebros têm cada vez menos tempo para repouso e saem danificados por causa do uso intensivo de equipamentos digitais, explicaram cientistas citados pelo “The New York Times” já em 2010 quando as pessoas tinham liberdade para espairecer, viajar, mudar de locais, se reunir com amigos, passar momentos distendedores. 

Mas agora, com a extensão continuada dos lockdowns, quarentenas e regimes amarelos e vermelhos pelo coronavírus o problema está gerando uma multiplicação assustadora de psicopatias e milhares de doentes psiquiátricos.

As pessoas querem remédio para o tédio, mas a invasão digital impede que elas aprendam melhor, memorizem a informação e gerem novas idéias. E para pior dificilmente podem sair de casa a vontade.

Experiências de cientistas da Universidade de Califórnia, San Francisco, apontaram como certo que o repouso “permite ao cérebro aproveitar as experiências, solidificá-las e transformá-las em memória permanente”, disse Loren Frank, professor do Departamento de Fisiologia. Porém, quando o cérebro está continuamente estimulado “impede-se este processo de aprendizado”.

Estudo da Universidade de Michigan comprovou que as pessoas aprendem mais após um passeio pela natureza do que após um passeio num ambiente densamente tecnológico urbano.

Refeição sem distensão e relacionamento: danos cerebrais
Refeição sem distensão e relacionamento: danos cerebrais
“As pessoas acham que estão se refrescando a mente, mas na realidade estão se fatigando a sim próprias”, explicou Marc Berman, neurocientista da Universidade de Michigan.

Por exemplo, “em lugar de terem longos períodos de distensão, como é o caso de uma refeição de duas horas” as pessoas apelam para videojogos especialmente concebidos para todas as ocasiões.

Os fabricantes de jogos digitais como Electronic Arts, acrescentou Berman, “reinventaram os jogos para se encaixar até nos micro-momentos da vida diária”. O prejudicado é o cérebro.

A consulta assídua dos celulares traz dano mental, sobre tudo quando é feita nos momentos em que o homem deveria se distender.

Apagar e-mails enquanto ouve-se a rádio num café é hoje banal.

A pessoa acredita estar aproveitando o tempo, mas ela está negando a seu sistema nervoso um indispensável momento de recuperação.

Falar no celular enquanto se guia o carro, se faz compras ou qualquer outra atividade; ler ou ouvir livros digitais ou surfar na esteira parece trazer vantagens de tempo.

Surfando numa academia: exemplo de dano às funções cerebrais
Surfando numa academia: já era exemplo de dano às funções cerebrais.
Imagine-se uma pessoa na solidão do isolamento forçado
Mas, no fim de um dia de “multitasking” o cérebro está exausto.

O mesmo vale para o uso prolongado de computadores ou equivalentes na solidão em casa em quarentenas que prometiam serem limitadas e vão se extendendo indefinidamente ao capricho de políticos.

Além do mais com estas práticas, os pesquisadores acham que ficam anulados os benefícios das novas tecnologias. 



terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Pandemia esvazia práctica católica
já minada no pós-concilio

Só um fiel na Catedral de Westminster, Londres
Só um fiel na Catedral de Westminster, Londres
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O Covid-19 impactou a prática da fé como uma telha que caísse sobre um altar de madeira carcomido a fundo pelo caruncho e provocando assustador desfazimento.

Na França, após a liberdade devolvida ao culto católico, abandonou a missa entre 15 e 30 % do minguadíssimo número que ainda assistia.

A decadência se inseriu na acentuada curva decadente do período pós-conciliar. Os que ainda comparecem apontam os mesmos fatores: indiferença abandono da catequese, dos sacramentos, fidelidade cambaleante, segundo o jornal “La Croix” porta-voz oficioso da Conferência Episcopal.

Em 1978 81% dos franceses se afirmava católica, hoje só 53%. Mas só o 4,5%, vai à missa, e só uma vez por mês! Declara cumprir o preceito dominical semanal apenas o 1,8%.

A enquete não diferencia entre rito ordinário e extraordinário, dando a impressão de ser o total dos comparecimentos.

Numa pandemia de tal maneira focada nos perigos da doença, no número de contágios e mortes, não era a hora dos fiéis tendo à sua testa, e massivamente o clero, invocarem fervorosamente os auxílios sobrenaturais que em dois milênios e com tanta eficácia afastaram as piores epidemias de um modo que ficou registrado para sempre em livros e monumentos?

Terá sido a “fumaça de Satanás” que invadiu os templos e afastou o corpo da igreja da sua fonte de salvação que encegueceu a fé e alimentou a obsessão sanitária materialista?

Pe. Giuseppe Corbari, párroco de Robbiano, celebra misa dominical para um monte de fotos
Pe. Giuseppe Corbari, párroco de Robbiano, celebra missa dominical para um monte de fotos
O jornal símbolo do catolicismo francês descreve seus apertos econômicos, esmolas e malabarismos para tampar as perdas e não fechar, sem sequer mencionar algum apelo ao sobrenatural.

O Episcopado chora agudas perdas nas esmolas: 40% a menos de um orçamento que só fazia diminuir na crise pós-conciliar, tratando do problema econômico como se Deus não estivesse ai e nunca tivesse socorrido fiéis e igrejas na necessidade. Cfr.: “La Croix”

Mas nem por esse argumento pecuniário, que os faz sofrer tanto, as igrejas deixaram de ser fechadas! 

O recurso a que recorrem em última instância são as subvenções dos órgãos públicos herdeiros da jacobina e anticristã Revolução Francesa! E que fornece auxílios, aliás, tacanhos que não cobrem as despesas e ordenados de funcionários.

Se há um santuário que Nossa Senhora em pessoa instituiu para curar os aflitos de todo mal e doenças, cujos milagres a ciência médica confirmou de modo estentóreo é o de Lourdes.

Mais de sete mil deles foram analisados com a lupa anos a fio por comissões de especialistas dotados dos melhores equipamentos que reconheceram curas inexplicáveis pela ciência.

Para não falarmos dos milhões de outros casos não analisados ou não declarados ao Bureau Medical de Lourdes. Quantas dezenas de milhões de fiéis foram a Lourdes a pedir a cura ou o consolo e voltaram se achando atendidos?

Mas, Lourdes, o santuário das curas, está quase deserto. O que houve? 

E os incontáveis altares, capelas ou grutas, réplicas da de Massabielle que há espalhadas no mundo inteiro onde se registraram alguns dos mais estonteantes milagres de Lourdes na Terra?

Ninguém na missa de Páscoa na Basílica de Aparecida. Arcebispo pediu que os fiéis sigam 'orientações dos médicos'
Ninguém na missa de Páscoa na Basílica de Aparecida.
Arcebispo pediu que os fiéis sigam 'orientações dos médicos'
Que fenômeno estranho aconteceu por onde os doentes, reais ou imaginários, não foram pedir a cura fulminante do Céu enquanto discutiam remédios e variantes de vacina?

Não é diferente em Aparecida: no ano 2020 acolheu 3.371.127 romeiros, segundo dados oficiais do Santuário Nacional, com uma diminuição de 75% em relação a 2019, quando foram registrados 11.963.635.

Desde 2014, a visitação anual à Basílica de Aparecida era igual ou superior a 12 milhões, sublinha a publicação do Santuário.

Para se ter ideia, de 1º de janeiro a 14 de março de 2020 1.546.322 devotos passaram pelo Santuário. Mas quando a doença atingia o auge o Santuário de Aparecida fechou. 

De 15 de março a 31 de dezembro, só compareceram 1.824.805 peregrinos. Em quase dez meses compareceu perto dos mesmos números dos dois primeiros meses do ano.

A diminuição de público em datas tradicionalmente movimentadas foi sensível: o 12 de outubro, Dia da Padroeira, apareceram por volta de 30 mil fiéis quando o ano anterior tinham sido mais de 160 mil.

A Igreja anglicana da Trindade ficou ainda mais vacia de fieles en Manhattan
Triunfo do ateísmo? A Igreja anglicana da Trindade em Manhattan
ficou ainda mais vazia de adeptos
A movimentação anual em 2020 foi a mesma das décadas de 60 e 70 do século passado.

Uma exceção ocupa um local de honra: a ponderável afluência de fiéis, em sua maioria casais jovens com muitos filhos, ao rito extraordinário da Missa – ou de São Pio V, ou simplesmente ‘missa em latim’ – sendo que eles antes da pandemia não o frequentavam.

Para essa dinâmica e fervorosa minoria tudo se passa como se a salvação se encontrasse na igreja de sempre. 

Puseram a velha modernidade carunchada de lado e com a paz na consciência foram as igrejas onde tem certeza ouvir a voz do Bom Pastor e onde aspiram ter a proteção de Nossa Senhora. 

Mas é preciso reconhecer que é um fenômeno minoritário.

Para muitos católicos o fechamento das igrejas resutou também de um grande processo anti-cristão
Para muitos católicos o fechamento das igrejas resultou também de um multi-secular processo anti-cristão
Outro exemplo é o das procissões de Semana Santa de 71 irmandades em Sevilha que reúnem centenas de milhares de católicos e curiosos. 

Elas foram totalmente interditadas pela Arquidiocese por segundo ano consecutivo com argumentos não de fé mas sanitários: evitar contágios e com os termos mais draconianos, conforme noticiou ACI Prensa.

Algo semelhante só aconteceu em 1933, durante uma onda de crimes de bandas esquerdistas da II República nas vésperas da sangrenta Guerra Civil 36-39.

O que devia ser a rememoração da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, ficou parecendo da parte do clero e do povo com uma imensa manifestação de indiferença e insensibilidade, ou até um triunfo de Lutero sobre o Concílio de Trento.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Santa Teresinha e a parábola do escritor Saint-Exupéry






O escritor e aviador francês Saint-Exupéry (1900-1944) descreve simbolicamente em seu livro Vol de Nuit (voo da noite) a situação da pessoa que, almejando colocar-se acima das misérias terrenas, procura com avidez alcançar o sublime. 

Vamos primeiro ao texto, que comentaremos depois.

Imagina ele um aviador de nome Fabien voando em meio a uma tormenta que parece arrastá-lo para o sorvedouro:

“E foi num momento destes que algumas estrelas brilharam sobre a sua cabeça, num rasgão da tempestade [...]. Sua fome de luz era tal, que Fabien subiu. [...]

Sofrera tanto em busca duma luz, que já não largaria mesmo a mais confusa. Sentindo-se afortunado com aquele pobre clarão, seria capaz de dar voltas, até cair morto, em torno daquele sinal do qual andava faminto. E ei-lo subindo até os campos de luz.

“Elevava-se pouco a pouco, em espiral, num poço que se abrira acima dele e se fechava debaixo dele. E à medida que subia, as nuvens iam perdendo a sua cor escura de lama, passavam a seu lado como vagas cada vez mais puras e brancas. Fabien emergiu.

“Foi imensa a sua surpresa, a claridade era tal que o ofuscava. Teve de fechar os olhos durante alguns segundos. Nunca imaginara que de noite as nuvens pudessem ofuscar. Mas a lua cheia e todas as constelações transformavam-nas em vagas deslumbrantes.

“No mesmo instante em que emergia, o avião recuperou subitamente a calma, uma calma que parecia extraordinária. Nenhuma onda o fazia inclinar-se.

Como um barco que transpõe o dique, entrava em águas reservadas. Encontrava-se num canto do céu ignorado e escondido, como a baía das ilhas bem-aventuradas.

Abaixo dele, a tempestade constituía um outro mundo de três mil metros de espessura, percorrido por rajadas, por trombas d’água, por relâmpagos, mas oferecia aos astros uma face de cristal e neve.

“Fabien tinha a sensação de ter chegado a limbos estranhos, pois tudo se tornava luminoso: as suas mãos, o seu vestuário, as suas asas. [...]

“Aquelas nuvens, abaixo dele, refletiam toda a neve que recebiam da lua. E também as da direita e da esquerda, altas como castelos. Corria um leite de luz, em que a tripulação se banhava. [...]

Mil braços obscuros o tinham largado. Tinham-se quebrado as cadeias, como as de um prisioneiro que deixam caminhar só, por um instante, entre flores. ‘Belo demais’, pensava Fabien, enquanto vagueava no meio de estrelas amontoadas como um tesouro” (Antoine Saint-Exupéry, Vol de Nuit, Gallimard, 1972).

* * *

O que dizer?

Esse sublime existe, e ele se reflete nas coisas que nos cercam.

Tudo o que existe de belo, verdadeiro e bom nesta Terra é reflexo de uma realidade superior, que Deus criou para os que O amam, e que encontraremos plenamente desabrochada no Céu.

Aqui na Terra, esses aspectos sublimes, que espelham a Deus, encontram-se misturados com o horrendo, o mau e o errado, por efeito do pecado original e dos pecados atuais dos homens, e também pela ação diabólica que a tudo quer corromper.

Pode haver épocas ou situações em que as semelhanças da sociedade terrestre com o Céu predominem, e outras em que os reflexos do Inferno nos flagelem, como a atual.

Mas em qualquer tempo existirão os dois mundos –– o do belo e o do horrendo –– muitas vezes mesclados.

Felizes aqueles que souberem distingui-los, para detestar o feio e admirar o belo. Mais ainda, para serem lutadores em favor do bem e da verdade, contra o mal e o erro.

Os que se encantam com a beleza, a verdade e o bem, onde quer que eles se encontrem, esses preparam suas almas para o Reino de Deus.

A mais acertada conclusão desta “visão” de Saint-Exupéry não nos é dada pela bela descrição simbólica que ele faz –– e que permanece no terreno meramente natural –mas sim pelo escrito singelo de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Por cima das nuvens o céu é sempre azul”.

E para a carmelita de Lisieux, este céu que paira sobre as nuvens é o Céu dos Bem-aventurados.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Ensino não-presencial rebaixa a educação e preocupa os pais

As crianças tiveram perdas educativas mensuráveis com o tele-ensino
As crianças tiveram perdas educativas mensuráveis com o tele-ensino
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quando as aulas foram fechadas pelo Covid-19 os professores – especialmente nas escolas primárias – tiveram dificuldade para se comunicar com seus alunos.

WhatsApp, Zoom, smartphones e novidades pareceram uma panaceia. Porém, durou pouco. Os contatos entre alunos e professores tornaram-se mais espaçados e entrou o que alguns especialistas falam do “efeito fadiga”.

Também entre os adultos a comunicação digital perdeu interesse e intensidade com o avanço da pandemia. Ficou mais comum desligar a câmera e sentir “algum estresse” resultante dos Zooms sucessivos, noticiou “Clarín”.

O Observatório Argentino pela Educação conferiu que a comunicação diária entre alunos e professores em escolas de ensino fundamental estaduais caiu 11% entre junho e novembro.

51% dos meninos estavam online diariamente em junho, mas só 40,1% em novembro.

Sandra Ziegler, pesquisadora de Flacso Argentina uma das autoras do estudo, junto com Víctor Volman e Federico Braga, constatou que a teleducação “produziu uma ruptura de duas funções sociais da escola: disciplina e aplicação. A queda de 11% no contato professor-aluno patenteia vínculos pedagógicos deteriorados”, considerou.

O estudo também constatou que a proporção de alunos que consagram mais de 3 horas por dia às atividades escolares diminuiu 6,5 pontos: de 52,2% para 45,7% no período.

Sociedade Argentina de Pediatria “o retorno presencial às escolas é fundamental”
Sociedade Argentina de Pediatria: “o retorno presencial às escolas é fundamental”
O percentual de pais preocupados com a perda de aprendizagem devido à educação a distância aumentou de 62,7% para 66,7%.

A proporção de famílias que consideram que seus filhos estão perdendo o aprendizado aumentou em quatro pontos percentuais. Passou de 62,7% para 66,7%. 

O que significa que hoje quase sete em cada dez pais no país percebem essa perda de aprendizado.

A Sociedade Argentina de Pediatria (SAP) em duro relatório defende que “o retorno presencial às escolas é fundamental” e increpou o governo por bloqueá-lo.

“É indiscutível que a escola é essencial para o desenvolvimento e bem-estar das crianças, não só para a aquisição de conhecimentos, mas também para o fortalecimento dos aspectos emocionais e sociais, saúde e atividade física”, registrou “La Nación”.

A escola é “um lugar seguro” e “não pode ser relegada nem os direitos das crianças anulados”, alegando a pandemia, concluiu.


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Exército dos EUA recomenda a sesta

Exército americano recomenda favorecer a sesta 03 Fonte U.S. Medicine
Exército americano recomenda favorecer a sesta 03 Fonte U.S. Medicine
Luis Dufaur
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O exército americano é o melhor preparado do mundo e edita um Manual para os soldados se manter com boa saúde. A última versão se denomina “Saúde e boa forma holística” (PDF) e foi reeditado em outubro de 2020.

Ele inclui uma fórmula bem conhecida por nós, povos latinos, mas é pouco praticada nos países nórdicos e anglo-saxônicos. Trata-se do que o Manual chama de “sesta estratégica”.

O manual investiga as diferentes preparações que um soldado precisa: físicas, nutricionais, mentais, espirituais. E, por último, mas não menos importante; o sono, ao qual dedica um capítulo inteiro, conforme relatado pelo The New York Times.

“O sono é um requisito crítico para a saúde e função do cérebro, ensina o manual. A prontidão para dormir é a capacidade de reconhecer e implementar os princípios e comportamentos do sono necessários para apoiar o funcionamento ideal do cérebro.

“A prontidão para dormir, por sua vez, apoia a habilidade de um soldado para satisfazer as demandas físicas e não físicas de qualquer dever ou posição de combate, cumprir a missão e continuar lutando e vencendo”, destaca o texto.

O Exército dos EUA recomenda aos soldados dormir de 7 a 9 horas por noite, a fim de atingir o chamado de “ritmo de alerta circadiano”. Mas para quem não consegue isso recomenda tirar um cochilo à tarde.

Exército americano recomenda favorecer a sesta
Exército americano recomenda favorecer a sesta
O manual destaca que há uma 'queda' temporária no estado de alerta à tarde, especialmente em pessoas com dificuldade para dormir. Por isso recomenda uma “imersão” após a refeição, em que aumenta a atividade digestiva e também o cansaço do corpo.

A sesta é a oportunidade de “um repouso de boa qualidade durante o dia, que ajuda a apagar qualquer carência do sono”.

“Os soldados podem tirar esses cochilos sem interromper significativamente o ritmo circadiano de alerta, desde que não sejam longos ou frequentes ou que prejudiquem a capacidade de iniciar o sono à noite”, diz o documento.

O manual exorta os oficiais a considerarem cochilos longos como uma forma de recuperação para seus soldados, nos casos em que uma missão em andamento não os deixe adormecer à noite.

O manual de aptidão física insiste com os oficiais: “Os ambientes operacionais ou de treinamento devem ser seguros para os soldados dormirem.

“Isso também se aplica a áreas onde os soldados cochilam. Certifique-se que os soldados não tentam tirar uma soneca na frente, atrás ou embaixo de caminhões, tanques ou outros veículos”. 



terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Penitenciário Mor da Igreja: “missas” ou “absolvições” virtuais são inválidas

Cardeal Mauro Pacenza, Penitenciário Mor do Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica
Cardeal Mauro Pacenza, Penitenciário Mor do
Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica
Luis Dufaur
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Em entrevista ao jornal vaticano “L'Osservatore Romano”, o Cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário Mor do Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica, reiterou o ensinamento imemorial sobre a matéria e a forma dos sacramentos, noticiou “Infocatólica”.

Na nossa época viciada de “virtual” a pergunta mais viva foi: “pode-se usar smartphones ou redes sociais para confessar?”

O Penitenciário Mor da Igreja foi claro: “Podemos afirmar a nulidade da absolvição concedida por esses meios.

“De fato, falta a presença real do penitente e não há transmissão real das palavras de absolvição; são apenas vibrações elétricas que reproduzem a fala humana”.

Também foi interrogado se por causa da situação sanitária, social e econômica, pode se cumprir o preceito de assistir à missa dominical ouvindo a celebração por rádio, streaming ou televisão.

A resposta também foi clara:

“Nada pode substituir a participação na Santa Missa pessoalmente.

“Nas situações em que não é possível assistir à Santa Missa, não há obrigação de substituir a participação com outra coisa”.

“Os deficientes que com motivo válido assistem à celebração pela televisão, realizam apenas um ato piedoso e espiritualmente útil”.

O Cardeal lembrou da vigência da prática da absolvição coletiva, que esta pandemia não mudou. É válida em caso extremo tendo a intenção de se confessar pessoalmente na primeira ocasião possível.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Tesouros de Natal: São Nicolau, a árvore maravilhosa, Santa Lucia e o pudding real

Natal 2020, anônimo peruano e igreja colegiata de Thann, Alsacia
Natal 2020, anônimo peruano e igreja colegiata de Thann, Alsácia
Luis Dufaur
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Natal abre clareiras de luz e alegria nas trevas e nas tristezas.

Enquanto em Belém raiava a salvação, o imperador Augusto refletia o fracasso de sua política moralizadora.

Perto dele iam noite adentro as orgias e os arúspices e falsos teólogos jogavam as sortes com o oculto.

Eles não sabiam a sociedade do futuro se decidia num estábulo da Judeia.

Ali as mãos virginais de Maria davam ao mundo o Messias que o redimiria com seu sangue, o reorganizaria com seu Evangelho e o inundaria de gáudios com sua graça.

Quem foi São Nicolau?


Foi o caso de São Nicolau (270–343) de Bari, Itália, bispo de Myra, hoje na Turquia, e cuja festa é o 6 de dezembro, no Advento.

São Nicolau joga pela janela a dote para as moças nobres pobres, Fra Angelico (1395 –1455), Pinacoteca Vaticana
São Nicolau joga pela janela a dote para as moças nobres pobres.
Fra Angelico (1395 –1455), Pinacoteca Vaticana
Um nobre arruinado de sua diocese, pai de três moças, não podia pagar a dote para casá-las e pensou dá-las ao meretrício.

Na noite o santo bispo viu as meias delas secando na lareira, e jogou pela janela uma sacolinha em cada uma com moedas que valiam a dote.

Ninguém imaginaria que essa caridade mudaria os costumes do mundo durante milênios. Do norte da Europa e da América uma torrente de cartas infantis o saúda e lhe implora presentes.

Na Alemanha, os Correios encaminham todo ano por volta de 500 mil cartas para a agência de Engelskirchen, ou Igreja do Anjo, na Renânia do Norte-Vestfália.

Uma outra agência na Finlândia, recebe mais meio milhão com saudações e pedidos.

A imaginação e a fé deram a São Nicolau uma realidade que não se limita ao Céu celestial.

A mente infantil está certa que ele vive nesta terra lendo essas cartas e faz suas listas aguardando o período natalino para distribuir os regalos.

Mas onde está ele? Por que só aparece nesse período? A tradição forjou a imagem de um piedoso ermitão que mora num local inacessível.

Qual? Pois, o Ártico! Lá, revestido de suas insígnias episcopais, agasalhado com peles, lê cada carta junto à lareira de uma cabana num bosque sepultado pelas neves.

Lá ele ajeita seu trenó e alimenta as renas que o conduzirão por todos os elementos.

Mas de onde saíram esse trenó e essas renas que nunca houve em Myra nem em Bari? Pois, da poesia de 1823 “Uma visita de São Nicolau”, de Clement Clarke Moore.

São Nicolau numa escola pública de Linéville, Alsácia.

Para a inocente alma infantil tudo ficou explicado.

As renas traziam São Nicolau de trenó! São quatro casais de renas, cada uma nomeada pelas suas qualidades.

Uma nona vai na frente de todas e é a mais famosa: Rodolfo Nariz Vermelha.

Ela tem um faro especial e seu nariz fica vermelho brilhante quando se aproxima da casa de uma criança que fez méritos. 

O comerciário Papai Noel e o verdadeiro São Nicolau

Deixemos de lado a contrafação comerciária de Papai Noel e vejamos como São Nicolau é recebido em alguns países.

Aliás, o primeiro Papai Noel que se fez ver no Brasil foi numa Ceia de Natal em São Luís do Maranhão por volta de 1890.

Entrou pela janela com a saca de presentes, mas os homens puxaram trabucos e revolveres.

Salvou a vida porque Da. Maria Barbara de Andrade, filha do poeta Joaquim de Sousa Andrade, se interpôs gritando: “Não o matem! É o Papai Noel! Eu o contratei!”.

Na Alsácia, na fronteira da França com a Alemanha. São Nicolau é um personagem oficial.

As escolas do Estado preparam os alunos lhes ensinando canções que pedem sua vinda no 6 de dezembro quando ele chega com seu cortejo e convoca cada criança a render contas e lhe dar o presente.

Atrás dele em ruas e praças vem um personagem sinistro: é o Padre Látego, encapuçado, de barba e cabelos desgrenhados, rosto escuro e olhar sombrio.

Ele faz ressoar no ar um látego, pau ou feixe de varas visando as crianças desobedientes.

São Nicolau e o 'Padre Látego' em Mulhouse, Alsácia
São Nicolau e o 'Padre Látego' em Mulhouse, Alsácia.
Numa grande saca garante levar os meninos que não fazem suas orações.

As crianças o vaiam e lhe jogam bolinhas de papel.

Jules Hoches o pintou como “um enviado do Diabo que ameaça levar as crianças que não cumprem as promessas”.

Em Wissembourg monta um cabalo negro e peludo, escoltado por ginetes apocalípticos que com o fragor de tambores aterrorizam a população.

Lutero, pai do protestantismo, detestava os santos e não queria a festa de São Nicolau.

E acabou sendo ele o Padre Látego dos maus cristãos! A Contrarreforma católica aprovou a figura para inculcar nas crianças o senso do prêmio e do castigo.

A árvore maravilhosa


Os presentes podem chegar na festa de São Nicolau, no Natal, ou ainda na Epifania, trazidos pelos Reis Magos, segundo as regiões.

O costume mais antigo é deixar meias penduradas na lareira em lembrança das três moças do início da cavalgada milenar de São Nicolau.

Árvore e meias para os presentes de São Nicolau, EUA
Árvore e meias para os presentes de São Nicolau, EUA
Na Holanda as crianças as enchem de feno para alimentar as pobres renas com a esperança que quanto maior a meia e o feno, mais grande será o presente.

Mas podem receber só um carvão se não se comportaram. Em alguns países os presentes chegam em mais de uma festa.

Sélestat, cidade da Alsácia, é uma das que reivindica a paternidade da Árvore de Natal e exibe o mais antigo documento que há sobre ele.

Mas os pinheiros ornados e com presentes ficam pendendo do teto no interior das igrejas.

Após a Missa de Epifania as crianças vão com varas derrubar os presentes.

O pai da árvore natalina tal vez seja São Bonifácio que derrubou um imponente carvalho que os bárbaros idolatravam como deus.

Depois plantou um pinheirinho que pelo seu perfil triangular servia para explicar o mistério de Deus Uno e Trino, e o ornou com frutas e sementes símbolo das graças que distribuía.

A maçã vermelha brilhante era ideal para isso, mas um aziago ano, a geada queimou a colheita.

Na Alsácia e na Turíngia mestres vidreiros substituíram as frutas e nozes com bolas cristalinas que a rainha Victória da Inglaterra (1819–1901) mandou adotar em seus castelos.

O mundo todo seguiu o exemplo.

Lucía: a Santa da Luz


Santa Lucia, seu dia na Suécia.
Nos países nórdicos, a mártir romana Santa Lucia (293–304) é especialmente comemorada no dia 13 de dezembro.

Ela é uma das oito santas invocadas no Canon da Missa católica tradicional.

Ela foi uma nobre de Siracusa, de riquíssima família e excecional beleza que consagrou sua virgindade a Deus.

Não sabemos seu nome, mas ela saía às noites a distribuir doações e alimentos aos pobres com uma lâmpada de vela que lhe dava luz e o nome Lucia.

Nas torturas para faze-la apostatar lhe arrancaram os olhos, mas Deus lhe deu outros ainda mais belos.

Por isso é a padroeira dos oftalmologistas e dos doentes dos olhos pois tira os cegos da escuridão.

Na Escandinávia os dias do Advento são curtos e escuros.

Então moças vestidas de branco com uma coroa de velas levam bolos para os pobres e carvão para os que passam frio.

Na Noruega, na Suécia, e na Finlândia coros de meninas assim coroadas processionam lembrando a Luz de Cristo que ilumina as trevas – até nos recintos protestantes! Os rapazes usam vestes alusivas a Santo Estevão protomártir.

O culto foi levado por missionários medievais e paradoxalmente renasceu no século XIX sob o tamanco luterano.

Santa Lucia com roupas tradicionais suecas.
Santa Lucia com roupas tradicionais suecas.
As procissões públicas começaram em 1927 quando um jornal de Estocolmo escolheu a Lucia do ano e o exemplo pegou fogo em cidades, escolas, jornais e TVs.

Segundo o Guinness a procissão de Santa Lucia na capital sueca é a maior do mundo com 1200 membros de escolas de música. Ela ingressa numa sessão do Parlamento entoando uma canção tradicional napolitana e vilancicos locais.

Em certas universidades, há um jantar especial em seu dia.

A Finlândia imitou a Suécia e a Santa Lucia do ano é coroada na catedral de Helsinki, paradoxalmente protestante.

A também herética Dinamarca imitou a Suécia em 1944 pelo desejo oficial “de trazer luz numa época de escuridão”.

A festa é comemorada seletivamente nas escolas.

Na noite anterior só se acendem velas e se apagam as luzes elétricas e se canta o famoso vilancico napolitano à Santa.

Na Noruega, comemora-se Lucia como aquela que espanta os espíritos, gnomos e fantasmas que giram pela terra nos dias mais negros do ano e pune aqueles que trabalham no Natal.

No Norte da Itália, Santa Lucia leva presentes às crianças nos dias 12 e 13 de dezembro quando são feitas umas bolachinhas doces com forma de olhos que lembram seu martírio.

As crianças lhe deixam um pouco de café, palha para seu burrico e um copo de vinho de Castaldo.

Na Hungria e na Croácia planta-se uma semente de trigo num vaso em sua festa e o broto no Natal é símbolo do triunfo da vida sobre a morte e do nascimento de Jesus e da Eucaristia.

Nas Filipinas celebra-se uma novena de missas antes de sua festa.

No Caribe, a Santa é a padroeira de uma pequena ilha que leva seu nome e festeja sua data como Dia Nacional.

O ‘pudding’ real inglês


A rainha e os príncipes herdeiros preparam o pudding familiar tradicional.
A rainha e os príncipes herdeiros preparam o pudding familiar tradicional.
 ‘pudding’ inglês é a fonte de todos os pudins da terra e não pode faltar nem no Palácio real de Buckingham.

Cada família faz seu ‘pudding’ com fórmula exclusiva, inclusive a família real.

Em 2019, a rainha cedeu sua função aos príncipes herdeiros.

O encarregado de fazer a mistura dos 25 elementos foi o principinho George que agiu com ferrenho entusiasmo acolitado pelos príncipes Charles e William.

A receita secreta deu 99 pequenos ‘puddings’ presenteados pela rainha para o Natal dos postos militares mais afastados.

Elizabeth II presentou também 1.500 puddings de boa loja a seus 500 auxiliares nos castelos.

Eles receberam junto um cartão assinado pela rainha e receberam um cumprimento pessoal.

O pudding de Natal da famíliia real presenteado aos soldados servindo longe do país
O pudding de Natal da famíliia real presenteado aos soldados servindo longe do país
O ‘pudding’ não é de origem inglês, mas foi trazido pelos soldados romanos que amassavam – como os tropeiros com o cuscuz – em sua alforja frutos secos, nozes, amêndoas, etc. com leite e álcool e iam comendo a massa em suas longas expedições. Assim devia ser nos tempos de Jesus em Belém.

Vinte e um séculos depois da divina Natividade, o mesmo mundo comemora o Natal sem saber de seu destino que, aliás, intui cada vez mais negro.

A Terra afundou num caos que nem nos tempos de Augusto teve igual.

Mas, como os pastores que adoraram o Menino Deus no presépio, hoje os homens de boa vontade podem procurar a salvação nas mãos da Mãe de Deus.

Só por meio dEla será restaurado o reinado social de Jesus Cristo onde haverá festas de Natal incomparavelmente mais belas de tudo o que os homens até agora conheceram.


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Estatua de Lourdes e fiéis decapitados na França

Ateus e islâmicos competem para destruir o catolicismo. E os eclesiásticos 'modernos' competem fazendo 'ecumenismo' com os demolidores
Ateus e islâmicos competem para destruir o catolicismo.
E os eclesiásticos 'modernos'
competem fazendo 'ecumenismo' com os demolidores
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A emoção e o espanto tomaram conta dos habitantes de Montpezat-de-Quercy quando souberam da decapitação da estátua de Nossa Senhora de Lourdes, que está em uma pequena gruta na rua do Château, informou o jornal regional “La Dépêche”.

“Decapitação é uma palavra chocante no momento”, comentou Dom Bernard Ginoux, bispo de Montauban, diocese do sacrilégio, após os diversos assassinatos islâmicos com esse método de fiéis e religiosos em território francês.

“Lamento e deploro essa falta de correção, essa ignorância do objeto sagrado. A estátua foi apedrejada, temos que concluir que uma das pedras acertou a cabeça por acaso? Ou devemos pensar que eram péssimos atiradores mirando na cabeça e apedrejando o corpo?”, acrescentou evitando reconhecer a inspiração religiosa do ato.

O padre camaronês Léon Sème que deixou o Senegal para Montpezat em setembro de 2018 ficou pasmo diante de uma profanação que é pouco comum em seu país africano:

“Isso dói. É um símbolo da nossa fé. Essa imagem da Virgem é importante para os mais velhos, que se lembram que, quando crianças, vinham rezar ali. Para 15 de agosto [festa da Assunção, padroeira da França], começamos a procissão aqui”.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Fábricas secretas de Frankesteins?

Seres impensáveis poderiam ser flagelo dos homens
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um painel de cientistas da Academia de Ciências Médicas de Londres alertou para a possibilidade de a novela “Frankenstein” se tornar espantosa realidade, noticiou em seu tempo a agência LifeSiteNews

Segundo eles, colegas britânicos já criaram mais de 150 embriões híbridos de homem e animal, em pesquisas secretas efetivadas em laboratórios do país.

Por sua vez, o diário “Daily Mail” noticiou que 155 embriões que misturam elementos genéticos humanos e animais foram criados nos últimos três anos. Os autores foram cientistas que trabalham células embrionárias com o pretexto de achar novos remédios.

As pesquisas secretas foram reveladas quando um comitê de cientistas denunciou ante o Parlamento um possível cenário de pesadelo com a hibridação homem-animal indo longe demais.

O professor Robin Lovell-Badge, do National Institute for Medical Research, denunciou o trabalho de implantação de material genético de seres humanos em embriões animais visando engendrar novas criaturas com atributos humanos. Ele mencionou a inoculação em cérebros de macacos de material tirado de fetos.

O King’s College de Londres e as Universidades de Newcastle e Warwick obtiveram licença para essas experiências antinaturais após a aprovação da lei que garante a utilização de embriões humanos em ensaios de laboratório.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Mau uso de dispositivos móveis gera zumbis

A adição ao smartphone produz jovens incapazes dee se relacionarem socialmente
A adição ao smartphone produz jovens incapazes de se relacionarem socialmente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um oftalmologista argentino recebeu um casal de pacientes que compareceu com sua filhinha para consultas. Assim que chegaram a menina de três anos deitou-se no sofá e começou a brincar com o smartphone numa distância de apenas 10 centímetros dos olhos durante quase uma hora.

O oftalmologista percebeu que o caso não era apenas de óculos, mas que a criança estava se transformando num zumbi digital com diversos problemas de saúde e comportamento, segundo descreveu em seu site Cuida tu vista.

Para os pais o smartphone parecia uma solução porque a criança não dava trabalho e eles podiam se dedicar a outras coisas. O oftalmologista comentou para si: eles não percebem o imenso dano que estão provocando.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

‘Teletrabalho’ ou ‘home office’: ilusão vira pesadelo

Mistura de espaço de trabalho com privado.
Mistura de espaço de trabalho com privado.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Você trabalha de sol a sol. É mentira que possa administrar melhor o seu tempo. Mistura seu espaço de trabalho com seu espaço privado.

Não desliga. Já me deparei com 20 emails às dez da noite. Nos fins de semana também.

[Ana, de 61 anos, funcionária pública].

O novo coronavírus serviu de pretexto para trazer de volta uma utopia que no século passado alguns ‘futurólogos’ incensaram sem sucesso nem sinais de rentabilidade: o home office, teletrabalho, ou trabalho a distância através das redes.

Quando, por volta de meados de março, o novo coronavírus forçou o esvaziamento dos escritórios, as velhas profecias voltaram à tona.

O jornal “El País”, versão em português, publicou rica reportagem sobre o caso, registrando que sete de cada dez empresas espanholas enviaram seus funcionários para trabalhar em casa.

Assim, mais de três milhões de pessoas caíram no trabalho remoto durante o confinamento. Quadriplica a pequena proporção que tinha achado conveniente fazê-lo em algum período da semana, em boa medida devido à peculiaridade de suas funções.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que no Brasil 20,8 milhões de pessoas poderiam seguir o mesmo rumo.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Mulher soldado repele
efeminação antipatriótica da ‘linguagem inclusiva’

Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A denominada “linguagem inclusiva” de tal maneira contraria a ordem natural e o bom senso que vem se prestando até a fatos, programas ou cenas cinematográficas cómicas.

Mais um caso caraterístico deu-se recentemente na Argentina.

A tendência adotada por altas autoridades políticas deram azo ao boato, depois negado, de que o governo reescreveria as marchas militares seguindo essa moda.

Uma mulher que trabalha no Hospital Militar de Salta como membro das Forças Armadas escreveu carta pública patenteado a anti-naturalidade da proposta.

Ela se sentiu ofendida por esse efeminamento antipatriótico e se definiu como soldado – nem “soldada” nem “soldade” – repelindo a linguagem “inclusiva”. A carta foi publicada na íntegra no “La Nación”.

“Meu nome é Lucía Zordán Herrera, sou um soldado de primeira classe, sim, um soldado, nem “soldada” nem “soldade”, sou um soldado.

“Somos soldados, tenho orgulho de pertencer a uma instituição tão majestosa, não tenho vergonha de dizer isso”, disse a mulher em um post no Facebook.

Zordán Herrera destaca com orgulho suas experiências nas Forças Armadas: “sei manejar as diferentes armas, tive a sorte de poder atirar com canhão, dirigi caminhões, conheci as diferentes facetas de ser soldado, com os serviços de armas, ir para o campo,...

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Platão ensinava mais e melhor que o computador

Solidão e perplexidades não resolvidas diante da tela.
Solidão e perplexidades não resolvidas diante da tela.
Luis Dufaur
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Platão (427-347 a.C.), o filósofo grego que triunfa no topo dos melhores mestres da humanidade, defendia a primazia da oralidade sobre o escrito, sobretudo quando a letra em tinta prejudica o relacionamento entre professores e alunos.

Nunca foi possível encontrar um estímulo mais belo para o ensino, e falamos do moderno também, que a comunicação moral e intelectual entre o mestre e o discípulo.

“O intercambio oral recíproco é uma ocupação séria; disse Nietzsche, escrever é apenas um jogo”.

Por isso, a educação a distância, que alguns acham ideal, seria um desastre, argumenta o filósofo Philippe Nemo, diretor da Faculdade de Paris, autor de inúmeros livros sobre o tema, em artigo para “Le Figaro”.

As novas mídias eletrônicas e a Internet, em nome da modernidade, podem substituir a Escola e o Professor?

Se alguém se apoia na definição de ensino dada por Santo Agostinho em De Magistro, que não envelhece há mil e seiscentos anos, o ensino consiste em dirigir o olhar do estudante para a verdade. E isso requer sobre tudo fala, tempo e adequação ao olhar do principiante.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Piercing: moda de escravos e degradados virou bacana


Luis Dufaur
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Orelha, sobrancelha, queixo, nariz, bochechas, língua — tudo serve.

A moda de incrustar objetos no corpo é a moda da dor e da infelicidade.

Mais assustador é o fundo moral e psicológico que ela revela.

Um historiador da arte, Denis Bruna, pesquisou antecedentes no mundo cristão.

No pagão, não precisava, pois índios americanos e selvagens africanos ainda costumam deformar o corpo com artifícios até mais sádicos e supersticiosos.

Em pinturas do fim da Idade Média, Bruna descobriu indivíduos com a face traspassada com anéis, cadeias, penduricalhos ou broches.

Numa Via Crucis de Hieronymus Bosch, os carrascos de Nosso Senhor aparecem com piercing, com o rosto furado por anéis. Uma parteira histérica, um velho lúbrico e infiéis também portam esses piercings como estigmas de infâmia.

Dois mil anos depois da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a humanidade que recusou a Igreja e a Civilização Cristã disputa, para cravar em suas carnes, os sinais que outrora os pintores punham nos torpes semblantes dos carrascos que atrozmente crucificaram o Cordeiro sem mancha, nosso Divino Redentor.