terça-feira, 25 de abril de 2023

O liberalismo da Califórnia produziu um pesadelo

O consumo de droga está liberado na Califórnia
O consumo de droga está liberado na Califórnia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No mundo espalhou-se o mito de que na Califórnia num auge de liberalismo imoral e libertário despontava um sociedade utópica misto de comuna hippie, alta tecnologia e paraíso econômico.

Por mais de meio século o “Golden State”, ou Estado Dourado, como foi apelidado, foi considerado o futuro da América, e em consequência do mundo ocidental.

Hoje, após décadas de cultura e governo de esquerda, o panorama é alarmante. Se ainda a Califórnia cresce é apesar do progressismo e não em decorrência dele. Mas no promete ir longe.

Altos impostos, preços elevados de imóveis, escassez de moradias, criminalidade crescente, escolas e serviços públicos caros e de má qualidade, trânsito ruim, excesso de regulamentos e sindicatos contestatários empurraram cidadãos de renda média e empresas a fugirem para estados mais hospitaleiros, como Texas e Nevada.

Com isso, a população da Califórnia vem encolhendo ano após ano, demostrou reportagem da “Gazeta do Povo”.

Em 2022, o Texas ganhou 471 mil pessoas e a Flórida 417 mil, a Califórnia perdeu 114 mil residentes.

“Os californianos não estão fugindo de nosso clima ou economia, mas de nossa má política pública”, analisa Steven Greenhut diretor na região oeste dos EUA do R Street Institute, um think tank americano não partidário, cuja missão é “promover mercados livres e governo limitado e eficaz”".

Eis oito sintomas de que a esquerda vem degradando a Califórnia sob uma fachada mentirosa de liberdade extrema:

1. San Francisco, paraíso dos ladrões


San Francisco, cidade do vale tudo, está numa escalada de violência e a prefeitura cogitar o uso de robôs armados para coibir crimes. A prefeita democrata London Breed, primeira mulher negra a ocupar o cargo, assumiu em 2020 anunciando um desvio de US$ 120 milhões na polícia do município, em favor das minorias. O resultado foi um crescimento de 11% anual nos crimes contra o patrimônio.

O crime está ligado ao consumo de droga
O crime está ligado ao consumo de droga
Os assaltos dispararam 40% em relação a 2019 (56 homicídios contra 41). A cidade é tida como um “mercado de drogas ao ar livre” e os casos de overdose dispararam, com 721 mortes registradas em 2021.

Os furtos de bens com valor inferior a US$ 950 deixaram de ser crime. Com isso, “furtar tornou-se parte da cultura”, segundo o político local Ahsha Safaí.

As grandes redes de varejo como Target e Walgreens fecharam dezenas de unidades no estado. A Walgreens alegou que os furtos sofridos subiram 52% de 2020 para 2021, com uma perda de 65 milhões de dólares (330 milhões de reais).

2. O problema do partido único


Desde 2010, todos os candidatos às eleições na Califórnia, exceto os que concorrem à presidência, aparecem na mesma cédula primária, independentemente do partido a que pertençam.

A reforma visava candidatos mais moderados e eleições mais competitivas, mas o resultado foi o oposto.

Dessa maneira, a Califórnia afastou os republicanos e se tornou um estado dominado pelo partido Democrata, novo partido único como em Cuba o Venezuela.

“O status de partido único está no cerne de seu problema de pobreza na Califórnia”, afirma Kerry Jackson, do Pacific Research Institute.

3. Capital da pobreza na América


Os custos de moradia, alimentação, vestuário e serviços públicos, e sistema de bolsas, quase um em cada quatro californianos é pobre.

A Califórnia abriga 12% do total da população americana, mas é o lar de um terço dos beneficiários da previdência social dos EUA.

O assistencialismo permite que pessoas com renda 200% acima da linha da pobreza receba benefícios previdenciários, afirma o California Policy Center.

Regime de partido único (o Democrata) leva o estado ao desastre
Regime de partido único (o Democrata) leva o estado ao desastre
Uma enorme burocracia com quase 900.000 funcionários estaduais e municipais favorece dessa estrutura.

4. Mais sindicalismo, menos emprego


O governador Gavin Newsom assinou lei fornecendo US$ 400 milhões do dinheiro dos contribuintes para “ajudar os indivíduos com o custo de ser membro de um sindicato”.

É só uma de várias medidas que beneficiam os sindicatos e prejudicam os trabalhadores. Pelo menos 70 mil caminhoneiros foram obrigados a renunciar aos seus negócios autônomos e procurar emprego em grandes empresas.

O legislativo aumentou o salário mínimo de US$ 10 para US$ 15 a hora (e até US$ 22 para funcionários de fast food). A medida não diminuiu a pobreza mas encareceu os produtos e forçou o fechamento dos restaurantes locais.

5. Crise imobiliária


Os regulamentos restringindo o uso da terra gerou escassez de moradias, aumento dos imóveis muito acima da renda, multiplicando a pobreza.

Na Califórnia reside o maior número de bilionários da América, e têm algumas das casas mais caras do país. Porém, em 2020 tinha mais 161,5 mil sem teto. Em Los Angeles, há 42 mil pessoas nessa situação.

Sem-teto são cada vez mais numerosos
Sem-teto são cada vez mais numerosos
Aumentam as mortes de moradores de rua, idosos desabrigados, estudantes universitários que moram em carros, e crescem os acampamentos em praias e vias públicas.

6. Cruzada ambientalista


As inesgotáveis regulamentações ambientalistas contra o CO2 elevaram o preço da energia (50% acima da média nacional).

O governador esquerdista se gaba de que “a Califórnia é reconhecida por sua liderança ambiental” e se gaba de ser um salvador do planeta.

Proibiu sacos plásticos, cortadores de grama, sopradores e aspiradores de folhas, a carne de galinhas, porcos e bezerros criados em confinamento em nome do bem-estar animal causando escassez de carne em todo o país.

Quando não há sol ou vento na Califórnia, estado que alardeia o uso de energia solar e eólica, apela para as usinas de combustíveis fósseis do Arizona.

Por Los Angeles e Long Beach entra 40% das importações americanas, mas as leis locais e estaduais dificultam a entrada de caminhões que não cumpram padrões rigorosos de emissões de CO2.

7. Santuário da transição de gênero e do aborto


Rua em San Francisco.
Rua em San Francisco.
A Califórnia é um “estado santuário” para imigrantes ilegais. Com a revogação de Roe vs. Wade, o governador Newsom quer transformá-la em um “santuário do aborto”, arcando as despesas de viagens, incluindo combustível, hospedagem e outros benefícios para mulheres que desejem abortar.

Os estudantes de medicina receberão ajudas em troca de realizar abortos. De acordo com o Guttmacher Institute, cerca de 15% dos abortos do país já são feitos na Califórnia.

Newsom também quer tornar a Califórnia um “estado santuário” para que crianças de outros estados possam passar por terapia hormonal e cirurgia de transição de gênero sem ciência ou consentimento dos pais.

Lojas com 500 funcionários ou mais devem vender brinquedos de “gênero neutro”, e as escolas devem ensinar “estudos étnicos”.

8. Cancelamentos na polícia


Faltam policiais no Golden State, e novas leis limitaram a admissão ded novos oficiais. Se trataria de um “teste de pureza ideológica”, para impedir o ingresso de conservadores e cristãos na polícia.

“É a ferramenta esquerdista perfeita para cancelar oficiais de segurança pública mais decentes, corajosos e trabalhadores”, lamenta McReynolds, advogado sênior do Centro de Políticas Públicas do Pacific Justice Institute.

Para ele, a lei exacerbará a crise de segurança pública da Califórnia “ao expor todos, exceto os oficiais mais ideologicamente puros, à disciplina, demissão ou rejeição por suposto viés”.


terça-feira, 18 de abril de 2023

“Hoje é como se todos os demônios estivessem soltos”, diz bispo de Córdoba

Mons. Demetrio Fernández González, bispo de Córdoba, Espanha
Mons. Demetrio Fernández González, bispo de Córdoba, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O bispo de Córdoba, Espanha, Mons. Demetrio Fernández, convocou a imitar a Jesus no deserto para vencer “todos os demônios” que hoje atacam a sociedade, entre eles, o mal do aborto, noticiou “Infocatólica”.

O bispo alertou que “neste caminho estamos caminhando para a ruína da pessoa e da sociedade” e convidou os fiéis a “corrigir o rumo” visando a conversão.

O Evangelho conta como Jesus venceu as tentações durante 40 dias no deserto, e Mons. Fernández alertou para o fato de que hoje tudo acontece “como se todos os demônios tivessem sido soltos. Vemos que a mentira, a violência, a violação dos direitos humanos, o mal em todas as suas formas que emerge em todos os lugares”.

O monsenhor enfatiza que “não podemos enfrentar tanto mal apenas com um programa político”, pois “esses demônios só podem ser expulsos com oração e jejum”.

O bispo de Córdoba usou como exemplo a lei do aborto recentemente aprovada na Espanha, pela qual “suprime-se o tempo de reflexão, diminui-se a idade para cometer este 'crime abominável'”, e não dá nenhuma informação antes da gravidez.

Mulheres disfarzadas de diabos, carnaval singular em Luzón, Espanha. Se os demônios fossem visíveis, como se veriam?
Figurantes disfarçados de diabos, carnaval singular em Luzón, Espanha.
Se os demônios fossem visíveis, como se veriam?
Pelo contrário, sinal do ativismo do demônio “se ampliam os ‘direitos’ dos animais e das suas crias enquanto o nasciturus é despojado de todos os seus autênticos direitos. Além disso, proclama-se que o aborto é um direito”, condenou o bispo.

O absurdo chegou ao ponto que podem ser dados “dezoito meses de prisão por matar um rato enquanto que a criança pode ser morta no ventre com todas as facilidades”, como nos recordou D. Bernardito Auza, Núncio Apostólico na Espanha, acrescentou.

Por isso Monsenhor Fernández chamou a um “despertar da consciência pessoal e social diante da sonolência de uma sociedade que parece entorpecida e drogada”, recomendando para obter essa graça a prática do jejum e da oração frequente.

“A vida prevalecerá, mas a luta feroz entre a cultura da morte e a cultura da vida trava atualmente uma das suas batalhas mais importantes”, concluiu.


terça-feira, 11 de abril de 2023

Religiosa não entende silêncio ecumênico diante do massacre de religiosos

Irmã Esther Nkiru Ezedinachi
Irmã Esther Nkiru Ezedinachi
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na Nigéria, o mais populoso país da África e o mais forte economicamente, os católicos somam mais de 33 milhões, ou 15,9% dos 210.340.000 de habitantes, e estão em franco crescimento, muitos abandonando o islamismo. Isso obviamente reforça o ódio dos adeptos do Corão.

A religiosa nigeriana Esther Nkiru Ezedinachi, da Congregação das Escravas do Senhor Jesus descreveu o agravamento dos ataques aos cristãos no país. Ele denunciou um esforço para islamiza-lo, noticiou “Infocatólica”.

A religiosa também criticou o Vaticano por parecer olhar para o outro lado enquanto sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos vêm sendo sequestrados e assassinados continuadamente.

“Muitas autoridades eclesiásticas agem como se nada estivesse errado, exceto alguns casos. Muitos de nós também nos perguntamos por que o Vaticano e Canterbury (direção dos anglicanos) estão tão calados sobre o que está acontecendo na Nigéria: os sequestros e assassinatos de religiosos”.

De fato, com o pretexto de um falso ecumenismo até o Papa Francisco vive jogado numa tentativa de confraternização religiosa com os cruéis seguidores de Bafoma.

Um relatório, publicado pela associação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, indica que mais de 100 padres e freiras foram sequestrados, detidos ou mortos só em 2022 na Nigéria.

“Pelo menos 12 padres e cinco freiras foram mortos em 2022 enquanto cumpriam sua missão”, conclui o relatório.

Segundo o relatório, no mundo “a Nigéria foi o país com o maior número de vítimas, com quatro padres mortos”. O México registrou três padres mortos e mais dois foram martirizados no leste da República Democrática do Congo.

A irmã Esther, depois de observar que o cristianismo está claramente sob ataque, disse ao site Crux:

Igreja de São Francisco em Owo Nigeria,devastada por islâmicos num domingo 5-6-2022
Igreja de São Francisco em Owo Nigeria, devastada por islâmicos num domingo 5-6-2022
“O que me impressiona ao ler esses relatórios é que o cristianismo está muito ameaçado e os líderes cristãos não parecem se importar muito com isso. Eles fazem pouco ou nada sobre isso, exceto por muito poucos, um caso em 500”.

“Na Nigéria, a intenção dos sequestradores e assassinos de padres e pastores cristãos é bem conhecida: islamização e fulanização (obrigar os católicos a ingressar na etnia Fulani”, disse a irmã Esther.

A valente religiosa atacou o governo do presidente Muhammadu Buhari pela sua cumplicidade com os pastores Fulani que atacam os cristãos.

“Muitos suspeitam que o crescimento do terrorismo islâmico na Nigéria se deve ao fato de seu presidente ser muçulmano e quase todos os principais órgãos do governo nigeriano serem dirigidos por muçulmanos Fulani”.


Alguns bispos nigerianos protestam contra a violência islâmica de Boko Haram
Alguns bispos nigerianos protestam contra a violência islâmica de Boko Haram
A omissão criminosa de muitas e graduadas autoridades eclesiásticas é patética, mas é inegável que a Providência Divina pela intercessão de Nossa Senhora está atraindo sempre mais conversões.

Os mártires nigerianos estão intercedendo no Céu para acelerar a conversão dessa grande nação.

Em 13 de outubro de 2017, na Cidade de Benin, na Nigeria, durante o Congresso Nacional Mariano o sol “dançou” como em Fátima exatamente um século antes (13 de outubro de 1917).

Bispo recupera hóstias intactas após atentado islâmico


Um grupo de bandidos, provavelmente do grupo terrorista islâmico Boko Haram, oriundo da vizinha Nigéria, queimou uma igreja em Camarões, mas o Santíssimo Sacramento ficou intacto.

O ataque terrorista foi perpetrado contra a igreja de Santa Maria em Nchang, na diocese de Mamfe, noticiou “Aleteia”.

O incêndio foi provocado logo depois que os criminosos, pesadamente armados, sequestraram cinco padres, uma freira e três mulheres leigas: uma catequista, uma cozinheira e uma jovem de 15 anos que vivia com as freiras.

O enésimo caso gravíssimo de violência anticatólica na África passou praticamente em brancas nuvens pela assim chamada “grande mídia” internacional.

Por outro lado, a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou um vídeo com a chegada do bispo dom Aloysius Fondong às ruínas da igreja e o momento em que ele constata que o sacrário com o Santíssimo Sacramento tinha ficado totalmente intacto.


Video: Mons. Oliver Dashe Doeme: "na Nigéria temos o demônio de Boko Haram" (Boko Haram = "a educação ocidental ou não-islâmica é um pecado")



terça-feira, 4 de abril de 2023

Nigéria país mais fiel ao dever dominical. Brasil no fundo

Legião de Maria na Misa de Natal na igreja de Mathare, assentamento na capital Nairobi, Quênia
Legião de Maria na Missa de Natal na igreja de Mathare, assentamento na capital Nairobi, Quênia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA) da Universidade de Georgetown calculou o índice de comparecimento dos católicos à missa dominical foi veiculado pela agência católica americana “Catholic News Report”.

Ele usou dados da Pesquisa de Valores Mundiais (WVS), um extensivo estudo internacional sobre crenças religiosas realizado há décadas em 36 países com grandes populações católicas.

Só foram medidos os católicos que frequentam a missa semanalmente, excluindo os que só comparecem para casamentos, funerais e batismos.

A Nigéria e o Quênia têm a maior proporção de católicos que vão à missa semanalmente. Noventa e quatro por cento dos católicos nigerianos vão à missa pelo menos uma vez por semana. No Quênia, a percentagem é de 73% e no Líbano de 69%.

O caso da Nigéria é notável pelo alto número de ataques violentos contra cristãos em todo o país nos últimos anos, que incluem mortes de religiosos.

Católicos nigerianos indo à igreja
Católicos nigerianos indo à igreja
Ataques terroristas muçulmanos dentro de igrejas católicas não são raros. Em junho de 2022, extremistas islâmicos abriram fogo contra os fiéis na missa de Pentecostes na igreja católica de São Francisco Xavier, no sudoeste do país matando pelo menos 50.

Os países em que ainda a metade dos católicos frequentam a Missa, semanalmente ou mais, estão as Filipinas (56%), Colômbia (54%), Polônia (52%) e Equador (50%).

Mas, infelizmente, em 29 dos 36 países examinados, menos da metade dos que se dizem católicos vão à missa dominical.

Os dados da pesquisa CARA indicaram que a porcentagem de católicos nos EUA que vão à missa semanalmente ou mais é de 17%, embora mais de três quartos dos católicos americanos se considerem pessoas “religiosas”.

Os níveis mais baixos de frequência semanal foram observados na Lituânia (16%), Alemanha (14%), Canadá (14%), Letônia (11%) e Suíça (11%).

Lamentavelmente o Brasil (8%) toca o fundo da lista junto à França (8%) e só superando a Holanda (7%) que é a pior.

Os pesquisadores do CARA notaram que “não há uma forte correlação entre os que se identificam como católicos ‘religiosos’ e a frequência frequente à missa”.

Os estudiosos consideraram como causa principal o nível do Produto Interno Bruto (PIB) porque os que exibem o mais alto per capita tiveram níveis mais baixos de comparecimento à missa e vice-versa, observaram.

Fiéis nigerianos na igreja
Fiéis nigerianos na igreja
O caso da Nigéria, o país mais rico da África, desmente essa interpretação materialista.

Seria mais ponderado que os especialistas tivessem levado em consideração o desenvolvimento da conjuração progressista nos ambientes católicos, especialmente no período pós-conciliar.

Acresce que na Nigéria, como foi notado na pesquisa, há grande número de mártires a mãos dos islamitas.

E precisamente – como disse bem Tertuliano “sangue de mártires é semente de cristãos” – a heroica conduta dos fiéis nigerianos – bem a oposta dos progressistas ecumênicos – atrai graças de fervor e conversão em números crescentes.

Assistência dominical a Missa dos católicos por país
Assistência dominical a Missa dos católicos por país


terça-feira, 28 de março de 2023

Decadência gastronómica nos aviões: do caviar até o presente

Propaganda de serviços da VARIG
Propaganda de serviços da VARIG
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A decadência das refeições nos voos gera decepção.

Ficaram reduzidas a pratos de comida massificada ou um “snack”, sintoma do afundamento do nível de vida geral rumo ao miserabilismo. Assim ficou patenteado em reportagem de “La Nación”.

Há poucas décadas havia mesas com talheres de prata, copos de vidro e louças de porcelana.

O cardápio à la carte podia incluir ostras, coquetel de caranguejo, lagosta, presunto serrano, champanhe e outros requintes.

Em 1919, a antecessora da British Airways, ofereceu uma cesta de vime contendo uma bebida, um sanduíche e frios.

Nas escalas algumas empresas montavam um restaurante no avião
Nas escalas algumas empresas montavam um restaurante no avião
A Pan Am introduziu comida quente anotando os pedidos a preparar nas cozinhas da próxima etapa e que eram servidas num local especial da aeronave durante a duração da etapa.

Surgiram chefs especializados.

A Air France optou pela gastronomia francesa com caviar Beluga, vinhos exclusivos (sommelier a bordo) e champanhe.

A Lufthansa oferecia cerveja de barril.

Quando se criou a classe econômica o serviço abaixou.

Com os jatos os passageiros duplicaram e o tempo encurtou: surgiram talheres descartáveis e alimentos digeríveis às pressas.

Fotos de pasageiros em aviões causam nojo
No Concorde os ingredientes não aguentavam a aceleração, mas caviar e champanhe nunca faltaram.

A Ryanair derrubou a alimentação e após os atentados de 11 de setembro se generalizaram os talheres de plástico e as refeições foram trocadas por lanches.

Foi isso um autêntico progresso?


terça-feira, 21 de março de 2023

“Estamos numa tempestade perfeita de degradação cognitiva”

Tempestade perfeita de degradação cognitiva
Tempestade perfeita de degradação cognitiva
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Peter Shankman, empresário e palestrante, tinha que escrever um livro e para se isolar comprou uma passagem de ida e volta em primeira classe de Nova York a Tóquio, um trajeto de 28 horas em silêncio mas, conseguiu.

A experiência lhe mostrou a confusão fenomenal em que vivemos por causa dos estímulos constantes e inúmeras distrações da sociedade digital multitarefa, comentou “El Mundo”.

Porque está se tornando heroico manter o foco e trabalhar duro num ambiente sob o bombardeio dos estímulos virtuais?

Segundo estudos científicos recentes os adolescentes estão ficando incapazes de se dedicar a uma mesma tarefa por mais de 65 segundos, e os adultos mal conseguem se concentrar em uma única tarefa por três minutos.

A cascata de e-mails, tweets, memes, alertas, histórias e emoticons que chovem sobre nós dia após dia amolecem os cérebros e os tornam inúteis para tarefas intelectuais complexas, diz o jornal espanhol.

Soma-se a todo-poderosa indústria do marketing que quer tirar dinheiro de suas procuras na rede. Uma super articulação da propaganda baseada em algoritmos nos apronta sem cessar todo tipo de armadilhas para nos propor na rede não o que procuramos, mas sim o que o mercado nos quer empurrar, mesmo sem precisar.

Estamos no meio de uma tempestade perfeita de degradação cognitiva como resultado das interrupções contínuas. A grande maioria da população diz que se sente menos competente do que há 10 ou 20 anos”, resume o jornalista e divulgador Johann Hari, por videochamada desde Londres.

Calma e reflexão produtiva numa outra concepção da vida. Fra Angelico retrata a São Domingos
Calma e reflexão produtiva numa outra concepção da vida.
Fra Angelico retrata a São Domingos
Depois de entrevistar mais de 250 neurocientistas, psicólogos, especialistas em saúde pública e luminares do Vale do Silício, Hari acaba de publicar um ensaio essencial para entender o que está acontecendo: “El valor de la atención: Por qué nos la robaron y cómo recuperarla” (“O valor da atenção. Por que nos foi roubado e como recuperá-lo”, editorial Península, Barcelona, 2023, 448 págs.).

Hari reconhece que com o passar dos anos, ler um livro, assistir a um filme ou manter uma conversa longa se tornou um exercício árduo. Ele notou essa deformação também em membros de seu ambiente mais próximo.

“É um sistema que, todos os dias, se dedica a despejar ácido em nossa atenção”, explica.

As pessoas que não conseguem se concentrar se inclinam para soluções autoritárias ou simplistas.

Na opinião de Javier Quintero, professor de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Complutense e chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Infanta Leonor (Madrid) “há uma competição cada vez mais ativa pela intensidade da estimulação” que vai acelerando a velocidade das excitações e alterando os processos atencionais.

Por isso, é “absurdo” que o presente mais frequente dado às crianças que fazem a primeira comunhão seja um smartphone, exemplifica.

“Nessa idade, suas mentes precisam estar se desenvolvendo com outras coisas”, diz ele.

“Fico horrorizado com a típica cena do casal com o bebê em um restaurante em que a criança tem um tablet a poucos centímetros dos olhos e passa o dedo pela tela”, acrescenta o autor de The Teenage Brain (O cérebro adolescente, ed. Intrínseca, 2016 ) e Transtorno de Déficit de Atenção ao Longo da Vida (Editora Artmed; 2009. 388p).

Os adultos mal conseguem se concentrar numa tarefa por 3 minutos
Os adultos mal conseguem se concentrar numa tarefa por 3 minutos
“Para Paul Graham, um dos maiores investidores no Vale do Silício, o mundo está mais viciante. O TikTok está fisgando seus filhos mais do que o Facebook. Imagine como será no metaverso...

“Temos que construir um movimento de resistência. Não somos camponeses medievais na corte do rei Zuckerberg ou do rei Musk implorando migalhas de atenção. Somos cidadãos livres e mestres de nossas próprias mentes”, afirma.

Em conversa com o cientista norueguês Thomas Hylland Eriksen, professor de Antropologia Social, Hari datou o início da crise na Revolução Industrial.

Hari argumenta que a maquinaria do marketing levou o homem além dos limites de sua mente, esquecendo o canto dos pássaros nas cidades, incorporando nossos rostos na tela como se não houvesse mais nada fora do digital.

“A concentração é nosso maior superpoder. Se a perdermos teremos sérios problemas”, conclui.


terça-feira, 14 de março de 2023

Sínodo Alemão rumo ao precipício do cisma

O 'Sínodo' ou 'Caminho Sinodal' alemão nas pêgadas de Lutero. O heresiarca prega suas teses numa igreja de Wittenberg
O 'Sínodo' ou 'Caminho Sinodal' alemão nas pegadas de Lutero.
O heresiarca prega suas teses numa igreja de Wittenberg
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Secretário de Estado vaticano Cardeal Pietro Parolin e os cardeais Ladaria e Ouellet com aprovação do Papa, escreveram ao presidente do DBK (a CNBB alemã) atendendo a uma pergunta de cinco bispos alemães que “nenhuma Conferência Episcopal tem competência para constituir o 'Conselho Sinodal' em nível nacional, diocesano ou paroquial”, noticiou “Infocatólica”.

Os cardeais vaticanos se referiam às assembleias semelhantes às CEBs latino-americanas, geralmente conhecido como “Sínodo Alemão” ou “Caminho Sinodal”, em todas suas versões diocesanas. Os cardeais vaticanos afirmam que bispo algum está obrigado a participar dele que “formaria uma nova estrutura de governo da Igreja”.

Porém, a Conferência Episcopal Alemã reafirmou que não mudaria de rumo.

Deão Wolfgang Picken, renunciou ao 'Sinodo Alemão'
porque 'estava tudo preparado de antemão'
O Deão do clero católico de Bonn Pe. Wolfgang Picken embora partidário das reformas e mudanças bafejadas por dito “Sínodo”, renunciou a ele dizendo “não posso apoiar a falta de abertura com que muitos debates são realizados e numerosas propostas de reforma que abandonam levianamente a unidade com a Igreja universal”, informou também “Infocatólica”.

Ele se declarou decepcionado pela “falta de uma cultura de debate e de faculdades críticas” nesse “Caminho Sinodal”.

Denunciou que críticas e objeções, como a recente intervenção do Vaticano, têm sido amplamente ignoradas e, em vez disso, a própria agenda de cada um tem sido perseguida sem medo.

“Isso viola o princípio básico da sinodalidade. Trata-se de ouvir uns aos outros e se engajar em um diálogo sério”, disse.

Se desconectar até do Papa põe em risco a unidade com a Igreja universal, acrescentou.

Ele verberou a “obstinação inabalável e a crueldade com que é procurada uma via alemã separada” da Igreja Católica com “metodologia duvidosa”.

Ele explicou que “durante muito tempo, sentiu-se que os objetivos do Caminho Sinodal já estavam definidos de antemão”, o que o esvaziaria do pretenso espírito democrático contido na palavra talismã “Sinodal”.

O Pe. Picken se juntou à decisão tomada na mesma direção por quatro teólogos alemães.


A 'via sinodal' democrática e revolucionária blasfema contra a Igreja, diz o Cardel Muller
A 'via sinodal' democrática e revolucionária blasfema contra a Igreja, diz o Cardeal Muller
Na abertura da Assembleia de Primavera da Conferência Episcopal Alemã (BDK), o Núncio Apostólico Mons Nikola Eterovic, sublinhou que o Vaticano exclui categoricamente ditos “conselhos sinodais”.

Em seu discurso, explicou que a mulher não pode acessar o sacerdócio porque não há lugar para isso no princípio petrino, verdade que revolta os participantes do “Caminho Sinodal”.

E reafirmou, com o apoio do Papa Francisco: “recebi instruções ex oficio para especificar que, de acordo com uma correta interpretação do conteúdo da carta (acima referida) dos três cardeais, nem mesmo um bispo diocesano pode constituir um conselho sinodal em nível diocesano ou paroquial”.

E concluiu apelando a não reforçar forças centrífugas, mas sim a unidade e com o Papa em Roma “como Sucessor de Pedro, perene e visível princípio e fundamento da unidade da multiplicidade dos bispos e dos fiéis que tem o seu fundamento em Jesus Cristo, que “é o mesmo ontem, hoje e sempre”, completou “Infocatólica” que reproduziu o discurso em toda sua extensão.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Cristãos virariam minoria nos EUA até 2040

Igrejas se esvaziam cada vez mais
Igrejas se esvaziam cada vez mais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O renomado Centro de Pesquisas Pew elaborou quatro modelos estatísticos sobre os futuros potenciais da religião nos EUA.

Em três das quatro projeções, a porcentagem de cristãos que girava em torno de 90% nas décadas de 1970 e 1980, ficou abaixo de 50% para o próximo meio século. Em dois cenários, a proporção cristã fica abaixo de 50% por volta de 2040, e continua caindo.

Esta é uma catástrofe religiosa histórica pois aponta para um país que efetivaria a canção rock “Imagine” de John Lennon e que poderia adotá-la como seu hino nacional, escreveu o também reputado colunista do “The New York Times” Ross Douthat.

Um mundo, canta Lennon, sem Céu nem inferno, sem países, nenhuma religião ou propriedade, onde não há nada pelo qual matar ou morrer, todos vivendo o hoje na paz; sem necessidade nem fome, uma irmandade entre os homens partilhando o mundo todo, e vivendo como um só, e você também.

Em poucas palavras, o sonho da utopia que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira denominou o “pecado imenso”.

Ou em direção a uma sociedade repleta de formas de espiritualidade novas ou remixadas, todas competindo pelas almas dos antigos católicos, dos ex-metodistas unidos, dos infelizes sem igreja.

Douthat escreveu o livro “Religião ruim, como nos tornamos um país de hereges” sobre o acentuado declínio da fé institucional depois dos anos 1960.

Nele fala que a cultura americana ainda está fascinada pela figura de Jesus, mas não liga para as igrejas, protestantes e católicas.

Em vez disso, faz atualizações americanizadas do evangelho que resultam no triunfo da heresia.

A tentativa de apresentar uma igreja adatada a modernidade esvaziou mais o culto divino
A tentativa de apresentar uma igreja adaptada a modernidade esvaziou mais o culto divino
O cenário religioso está ficando dominado por ideias cristãs populares que “enlouqueceram”, como disse Chesterton, com uma espiritualidade subjetiva que acha ser virtude, e até se diz “conservadora”.

Mas, pergunta-se, o que há no cerne dessas crenças “conservadoras”. Para Douthat é a crença materialista de que Deus não deseja outra coisa senão a prosperidade americana, o sucesso capitalista.

Essa heresia, argumenta, é a mais importante para entender a verdadeira influência da nova religiosidade nos EUA.

A ascensão de Trump foi um testemunho da força das principais heresias – a teologia da prosperidade, a religião da autoajuda e um nacionalismo cristão chauvinista – dentro da direita religiosa.

Trump acabou apelando para as partes mais nacionalistas do evangelismo aprovado por heresias de direita que não se dizem “heresias” mas acham que são “conservadoras”.

O “Grande Despertar” é um exemplo perfeito de energias espirituais cristãs separadas da verdadeira Fé tradicional – uma versão do revivalismo protestante despojado da dogmática protestante, mas mantendo um zelo cruzadista, uma retórica de conversão, confissão e transformação moral, uma necessidade às vezes frenética de expulsar o mal e o impuro modelando cada um sua “igreja”.

Douthat diz que sua ideia de uma “nação de hereges” partia da prática de muitos americanos com laços frouxos com o cristianismo. Eles serão frequentadores de igrejas no Natal e na Páscoa, e acharão ter alguma ideia dos princípios da fé.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

"Cultura da morte" leva a suicídio coletivo da humanidade

Cardeal Gerhrard Muller
Cardeal Gerhrard Muller: a cultura ateia do prazer leva ao suicídio da humanidade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O cardeal alemão Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, alertou para o perigo do “suicídio coletivo” da humanidade.

Em mensagem ao 14º Congresso Mundial das Famílias, o cardeal prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, alertou para o perigo do “suicídio coletivo” para o qual impele a “cultura da morte ateia e niilista”, informou “Catholic World Report”.

O cardeal explicou que o niilismo prega que “Deus está morto”, que “não há nada de ruim no ser humano, e que tudo o que lhe agrada é permitido”.

Exemplificou com o historiador Yuval Noah Harari, “guru do pós-humanismo”, que prega a “visão de um super-homem divino diabolicamente desumana.

O niilismo atual incentiva, prossegue a mensagem do Cardeal, como sendo direitos humanos, “matar crianças no útero, a eutanásia de seres humanos 'não mais utilizáveis'” e a ideologia de gênero.

“O cristianismo promove uma civilização da vida e desafia a cultura da morte, que deveria terminar no suicídio coletivo da humanidade. Ateísmo é niilismo. Seu fruto é a morte”, disse o cardeal na apresentação lida por seu secretário no 14º Congresso Mundial das Famílias, no México.

Müller explicou que “o niilismo, isto é, 'o sentimento da nova era' de que 'o próprio Deus está morto'”, pode levar ao sentimento de que “não há nada de ruim no ser humano”. e que tudo o que lhe agrada é permitido”.

O cardeal se referiu às teses de Nietzsche, “o profeta do niilismo pós-cristão” que proclamava “a morte de Deus”; e do historiador Yuval Noah Harari, que “tornou-se algo como o guru do chamado trans e pós-humanismo”.

'Entretenimento' chinês simula a cremação do frequentador do jogo
'Entretenimento' chinês simula a cremação do frequentador do jogo
O prefeito emérito explicou que “o próprio Harari deve saber que a visão de um super-homem divino pode se tornar diabolicamente desumana. O século XX demonstrou isso cruelmente. Na Europa Ocidental e Oriental. Especialmente na Alemanha e na Rússia.”

“Se o homem deixa de ser uma criatura à imagem e semelhança do Deus trino, ele afunda nas profundezas do niilismo antropológico”, advertiu Müller.

Por exemplo, o cardeal se referiu a pessoas “que tiveram o rosto ou outras partes do corpo 'levantadas' ou 'atualizadas'. Não é mais uma moda de Hollywood, mas sim que essas pobres criaturas merecedoras de misericórdia caíram – sem saber – no niilismo antropológico.”

“O niilismo antropológico tem como pai o orgulho da criatura que quer se tornar como Deus (Gênesis 3:5) e quer estabelecer a diferença entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso por si mesmo”, disse ele.

O cardeal alemão verberou “a loucura cega dos ímpios, que trocam a ‘glória do Deus incorruptível’ por suas imagens ideológicas autofabricadas”.

O niilismo antropológico “é hostil à vida”, e incentiva “matar crianças no útero como um direito humano e a exigência utilitária da chamada 'morte misericordiosa' (eutanásia) para 'esgotados' ou seres humanos 'não mais utilizáveis'”.

“Mas os frutos podres do niilismo antropológico também se mostram no questionamento do casamento entre homem e mulher, que é visto como uma variante entre inúmeras possibilidades do gozo orgiástico da satisfação sexual”, continuou.

Cultura da morte excita a procura das extravagâncias deformantes da pessoa e da família
Cultura da morte excita a procura das extravagâncias deformantes da pessoa e da família
Assim, nega-se a relação do casamento com a fecundidade, “com a qual o Criador abençoou o homem e a mulher para que transmitam, preservem e promovam a vida criada por Deus”.

A ideologia de gênero, faz uma falsa distinção entre sexo biológico e gênero como uma construção sociocultural.

“Uma mudança real de sexo não é possível, a ficção de escolher livremente o próprio gênero é uma negação da vontade de Deus para nossa pessoa”, disse ele.

“Um homem, em virtude de sua disposição espiritual e corporal, tem a possibilidade de se tornar um marido amoroso para sua esposa e um pai fiel para seus filhos. Mas ele não pode ser esposa ou mãe de outra pessoa sem trair a si mesmo”, disse o cardeal.

O prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé disse que “ninguém pode reformar ou modernizar o ensinamento de Cristo, 'porque Ele mesmo (por sua Encarnação) trouxe consigo toda a novidade e modernidade para renovar e vivificar o homem'” como disse Santo Irineu de Lyon, recentemente declarado doutor da Igreja.

“O niilismo antropológico torna-se realmente perigoso para a Igreja quando teólogos católicos em posições-chave fazem um compromisso perverso com o pós-humanismo, apenas para que a Igreja 'sobreviver' como organização social em um mundo moderno sem Deus”, disse o cardeal.

Para esta “teologia sem Deus”, “a criação e a aliança, a Encarnação e o sacrifício de Jesus na cruz e sua ressurreição corporal são considerados apenas símbolos existenciais de qualidade mítica”. 




terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Mais de 1 bilhão de jovens sob risco de surdez por abuso de fones e música alta

Abuso de earphones pode danificar o cérebro
Abuso de fones de ouvido pode danificar o cérebro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Muitos jovens adquiriram o hábito – se não é vício – de abusar dos fones de ouvido a todo volume e ir a festivais ou locais com música estourando. 

Porém um estudo publicado na revista científica BMJ Global Health estima que mais de 1 bilhão de adolescentes e jovens em todo o mundo agindo assim riscam sofrer perda auditiva e é urgente adotar medidas preventivas de saúde, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Dados de 33 artigos publicados em inglês, espanhol, francês e russo entre 2000 e 2021, analisando 19.046 jovens de entre 12 e 34 anos de 20 países.

48% dele frequentaram locais barulhentos, como shows ou boates e 24% usaram excessivamente fones de ouvido em dispositivos como smartphones.

Esta faixa etária soma 2,7 bilhões de pessoas, e o estudo estimou que entre 670 mil a 1,35 bilhão dela pode estar em risco de perda auditiva.

Não há esse risco em níveis de ruído de até 80 decibéis durante 40 horas semanais. Para crianças o limite é 75 decibéis. Mas acima de 120 decibéis os danos podem ser imediatos.

A pesquisa registrou que os usuários de ditos dispositivos escolhem volumes de até 105 decibéis e os níveis médios em locais de entretenimento variam de 104 a 112 decibéis.

Desta forma, as descobertas sugerem que muitos jovens podem estar em risco de desenvolver perda auditiva permanente.

Atualmente, mais de 430 milhões de pessoas – mais de 5% da população mundial – têm perda auditiva incapacitante e número pode quase dobrar se não houver prevenção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os incapacitados chegarão a 700 milhões até 2050.

Alguns fabricantes de fones de ouvido ou aparelhos de veículos programam alertas para avisar o usuário quando o nível do volume é perigoso.

A OMS postula mais iniciativas para garantir uma audição segura. E destaca seis recomendações para evitar a surdez de seus frequentadores:

Danos ao aparelho auditivo podem ser permanentes por excesso de decibeis
Danos ao aparelho auditivo podem ser permanentes por excesso de decibeis
1) garantir que locais e eventos limitem o risco de perda auditiva.

2) Monitoramento dos níveis de som com equipamentos calibrados por pessoal especializado.

3) Otimizar a acústica do local e dos sistemas de som.

4) Disponibilizar proteção auditiva individual para o público.

5) Acesso a zonas de silêncio para as pessoas descansarem os ouvidos.

6) Formação e informação para os trabalhadores do local.

Os conselhos são sensatos, mas por detrás desses sons permanentes e devastadores da saúde auditiva se encontra um desesperador vazio moral que medidas não podem preencher.

Para esse crescente vazio só a Igreja e ordem e a paz Civilização Cristã podem dar remédio.