quarta-feira, 17 de maio de 2017

Professora da Sorbonne denuncia ditadura sutil e implacável da mídia

Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A professora da Sorbonne Ingrid Riocreux lançou o livro La langue des médias, destruction du langage et fabrication du consentement (A língua da mídia. A destruição da linguagem e o fabrico do consenso, Editions du Toucan, 336 págs)

Ela foi entrevistada pela BSCNews e descreveu seu itinerário intelectual. Quando ditava cursos de retórica para futuros jornalistas na Sorbonne, optou por haurir exemplos da mídia mais acatada.

Ela foi a primeira a ficar surpresa, porque se deparou com um modo de falar típico dos jornalistas. Esse é construído com fórmulas feitas, com uma sintaxe e slogans que embutem um “pré-pensamento” que condiciona a intelecção dos leitores.

A professora Ingrid se considera membro da “geração 21 de abril” de 2002, data em que o candidato da direita Jean Marie Le Pen tirou do segundo turno o candidato socialista Lionel Jospin.

Naquela época, ela não se interessava pela política e não sabia o que tinha acontecido. Mas subitamente deparou-se com seus colegas de estudo em crise, chorando e deblaterando contra os “cúmplices do fascismo”. “Le Pen – esbravejavam eles – é como Hitler!”

E Ingrid achou que esse modo de reagir era abusivo e bestificante. Ela percebeu algo profundamente errado na linguagem da mídia, que determinava reações mal encaixadas. A singularidade do fato lhe entrou pelos olhos e ela começou a refletir.

Agora que é professora na famosa Sorbonne, conclui que a mídia está continuamente querendo impor às pessoas o que estas têm que pensar sobre este ou aquele assunto.

A grande mídia quer definir qual é o pensamento autorizado e qual não, no fundo e na forma.

A professora então quis abrir os olhos dos alunos, mas estes lhe respondiam: “Na televisão, eles falam desse jeito”.

Ingrid percebeu que falava para jovens criados sem pensamento crítico. Eles reagiam como que hipnotizados pelos slogans da grande mídia. E sobre assuntos tão diversos como imigração, mudanças climáticas, condições das mulheres, pedagogia, costumes, direitos humanos, etc.

Essa ideologia não se reduz à doutrina deste ou daquele partido, mas funciona como um dogma. Todo o mundo tem que acertar o passo com ele, ainda que só na aparência, de medo a ser excluído do convívio.

Em poucas palavras, uma Inquisição que persegue o pensamento individual e pune quem viola o dogma por ela concebido.

Essa Inquisição reprime quem pensa diferente. Porque esse "crime" põe em perigo a submissão ao dogma oficial midiaticamente definido.

'A língua da mídia, a destruição da linguagem
e o fabrico do consenso', o livro de Ingrid Riocreux.
É uma polícia do pensamento que não condena à morte quem julga por si próprio.

Mas exige que cada indivíduo se humilhe e recite seu ato de contrição para poder fazer uma vida normal.

Se o dissidente continuar com ideias próprias, ele passará a ser desacreditado. Tudo o que diga será recebido com derrisão por princípio.

Essa Inquisição midiática emite condenações morais.

Quem não pensar como ela será acusado de racista, de “extremista de direita” – no Brasil, de “tefepista” – e condenado a um exílio intelectual.

Essa Inquisição – o IV Poder referido por Carlos de Laet – passa por cima das fronteiras políticas. Ele funciona como o regente da consciência dos indivíduos e das coletividades, da moral, do senso do bem e do mal – aliás, ateu – da nossa época.

Para a professora da Sorbonne, há uma conduta totalitária dos jornalistas. Eles vão atrás dos “desvios” daqueles que não afinam com a onipresente Inquisição, como a "polícia do pensamento" de Orwell.

Dita conduta é ensinada desde as escolas de jornalismo, com senhas identificadoras e sistemas de pressão enormes.

Mas hoje atingimos o fundo do poço. Então, é pouco dizer que a opinião pública se desinteressa do que espalha a mídia.

Por isso, hoje há uma desconfiança em relação à mídia, observa a professora da Sorbonne. É até negócio para um político fazer-se detestar por grandes grupos informativos e aparecer como vítima da imprensa.

Trump se fez eleger em grande parte com esta estratégia. Hoje a mídia adotou esdruxulamente o método do tiro pela culatra: quando mais elogia alguém, mais o afunda, e quanto mais o critica, mais o faz subir, ainda que não o queira.

Chega-se assim ao fenômeno das chamadas “mídias alternativas” ou “não conformistas” que, falando através de blogs, sites caseiros ou redes sociais gratuitas, tiram um enorme benefício.

O público que não confia na grande mídia vai procurar a informação nessas “mídias alternativas”, as quais até geram outros problemas ao inspirarem excessiva confiança.

Mas, independentemente das críticas que lhe possam ser feitas, o Davi “alternativo” está jogando por terra o “Golias” macromidiático.

Ingrid recomenda uma sã desconfiança em relação a qualquer fonte de informação e um estímulo ao espírito crítico.

A professora da Sorbonne conclui que há “um verdadeiro menosprezo da grande mídia por todos nós. Ela [a mídia] aborrece essa gentalha [nós], que considera retrógrada e temerosa, reacionária face ao progresso e minada pelas más inclinações (conservadorismo, etc.)”.

“A mídia considera um dever corrigir nossa natureza vilã, e quer nos reeducar”, concluiu.


Vídeo: TEXTO





A tirania da imprensa segundo Carlos de Laet. Um texto histórico

O grande pensador católico Carlos de Laet, Presidente da Academia Brasileira de Letras, em conferência feita no dia 8 de maio de 1902, no Círculo Católico da Mocidade do Rio de Janeiro:

“Tirania da imprensa! Sim, tirania da imprensa... Agora está lançada a palavra, le mot est lancé... Nescit vox missa reverti, não volta atrás o que já se disse, e remédio não tenho senão justificar a minha tese.

Senhores, uma das grandes singularidades dos tempos atuais, é que os povos vivem a combater fantasmas de tiranias, e indiferentes às tiranias verdadeiras.

As evoluções derribam monarcas, que às vezes são magnânimos pastores de povos.

Antigamente cortavam-lhes as cabeças, mas hoje nem sequer essa honra lhes fazem: contentam-se com despedi-los, fazem-nos embarcar a desoras, porque sabem que já poucos são os reis cônscios da sua missão providencial e do seu dever de resistência...

Por outro lado, apregoa-se a tirania do capital; e, adversa a todo capitalista e a cada empresário, está uma turba fremente preste a tumultuar, quando julga menoscabados os seus direitos...

E todavia, senhores, o povo ainda não compreendeu que uma das maiores tiranias que o conculcam é a da imprensa; e, longe de compreendê-lo, antes a reputa uma salvaguarda dos seus interesses e a vindicatriz de seus direitos. É contra este sofisma que ora me insurjo.

Que é tirania, senhores?

Omnis definitio periculosa, diziam os escolásticos; mas creio não errar definindo tirania o indébito e opressivo poder exercido por um, ou por poucos, contra a grande maioria dos seus conterrâneos.

Ora, esta definição maravilhosamente quadra ao chamado poder da imprensa. 

Sim, ela é o poder de poucos sobre a massa popular. 

Contai o número imenso de homens que não figuram, que não podem figurar na imprensa, uns porque lhes faltam aptidões, outros por negação a esse gênero de atividade, outros porque não têm dinheiro ou relações que lhes abram as portas dos jornais.

Contai, por outra parte, o minguado número de jornalistas, - e dizei-me se não se trata de uma verdadeira oligarquia, do temeroso predomínio de um pugilo, de um grupinho de homens sobre a quase totalidade do seus concidadãos.

E que poder exerce esse grupo minúsculo? Enorme.

A imprensa pode, efetivamente, influir no governo de um país, constituindo aquilo que já se chamou o quarto poder do Estado”.

(O frade estrangeiro e outros escritos, Edição da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 1953, pp. 80-81).


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Londonistão: 423 mesquitas novas e 500 igrejas fechadas:
um efeito do multiculturalismo ecumênico

Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“Londres bem poderá ser chamada de Londonistão”, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do jornal italiano “Il Foglio”, citado pelo Gateston Institute.

Não é uma piada, mas uma realidade estatística favorecida por personalidades britânicas que continuam abrindo as portas para a introdução da lei islâmica ou sharia nos usos e costumes do país.

Esse foi um dos fatores decisivos para que os britânicos aprovassem sair da União Europeia votando o Brexit no ano passado

“Um dos principais juízes da Grã-Bretanha, Sir James Munby, ressaltou que o cristianismo não influencia mais os tribunais e que estes devem ser multiculturais, ou seja, mais islâmicos”, escreve Meotti.

“Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o Chefe de Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria ‘incorporar’ elementos da Lei Islâmica (Sharia).

As universidades britânicas também estão promovendo a lei islâmica. As diretrizes acadêmicas estabelecem que 'grupos religiosos ortodoxos' podem separar homens e mulheres durante os eventos.

A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar os bobos.
A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar bobo
“Na Queen Mary University of London as mulheres tiveram que usar uma entrada separada e foram obrigadas a sentar-se numa sala sem poderem fazer perguntas ou levantar as mãos, igualzinho ao que acontece em Riad e em Teerã”, exemplificou Meotti.

“Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos juntos”, defende Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londonistão“, epíteto criado pela jornalista Melanie Phillips para a capital inglesa.

É dessa maneira que os autodenominados multiculturalistas britânicos estão alimentando o fundamentalismo islâmico e traindo seu país, prossegue o escritor italiano.

Londonistão ostenta hoje 423 novas mesquitas, enquanto o clero anglicano ou católico fecha as igrejas e por vezes as entrega à religião invasora.

A Hyatt United Church foi comprada pela comunidade egípcia para ser transformada em mesquita. A Saint Peter's Church foi transformada na mesquita Madina. A Brick Lane Mosque foi construída sobre um antigo templo metodista.

O número de "convertidos" ao Islã dobrou. E não poucas vezes esses "convertidos" abraçam o Islã radical, como foi o caso de Khalid Masood, o terrorista que atacou Westminster há poucas semanas.

Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
A igreja de São Jorge, projetada para 1.230 fiéis, recebe apenas 12 frequentadores na missa. Na igreja de Santa Maria comparecem só 20.

Mas na mesquita ao lado, a Brune Street Estate, pequeno salão para apenas 100 pessoas, os cultuadores de Maomé não encontram vaga e se espalham pela rua para rezar.

Estima-se que em 2020 os muçulmanos praticantes atingirão um mínimo de 683.000, enquanto que os cristãos que assistem à missa semanal despencarão para 679.000.

Segundo Ceri Peach, da Universidade de Oxford, metade dos muçulmanos britânicos tem menos de 25 anos. Em sentido contrário, um quarto dos cristãos está acima dos 65.

Desde 2001, 500 igrejas de Londres de diversas denominações foram transformadas em casas particulares.

Os britânicos que se dizem anglicanos caíram de 21% para 17%, uma retração de 1,7 milhões de pessoas, enquanto o número de muçulmanos, segundo o respeitado NatCen Social Research Institute, saltou quase um milhão.

Em 2015, o nome mais comum dado aos recém-nascidos na Inglaterra foi Maomé, contabilizando-se todas as suas variedades ortográficas.

Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres
durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Conforme escreveu Innes Bowen no “The Spectator”, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha de hoje seguem a interpretação modernista do Islã.

Giulio Meotti não esclarece o significado de “modernista” nem qual é a confiabilidade que isso lhes dá. Talvez seja “não terrorista” ou “não fanática”. É decididamente muito pouco.

Meotti diz que Londres está repleta de tribunais da sharia: oficialmente 100. Mas não computa os tribunais paralelos ou improvisados.

A instalação desse sistema jurídico obedecendo a critérios opostos ao do Direito ensinados contidos no Corão e na jurisprudência islâmica foi possível graças às normas oficiais conhecidas, como o British Arbitration Act e ao sistema Alternative Dispute Resolution.

Enquanto os atentados no fim de 2014 enfureciam a opinião pública, o chefe do MI6 – agência britânica de inteligência (ou de informações) – Sir John Sawers, recomendava à imprensa a autocensura e “certa moderação“ ao falar sobre o Islã.

Aliás, não precisava... Mas o chefe encarregado de defender o povo inglês queria ainda mais.

E como cereja envenenada sobre um chantilly feito de morte e agressão, o embaixador britânico na Arábia Saudita, Simon Collis, se converteu ao Islã e realizou a peregrinação a Meca, o hajj. Ele agora se chama Haji Collis.

Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
O que está por vir? – interrogou pasmo o diretor cultural de “Il Foglio”.

É aventurado fazer prognósticos em curto prazo, mas uma coisa é certa: Nossa Senhora em Fátima previu terríveis castigos para os povos que constituem a humanidade se esses não se afastam da via de degradação dos costumes. 

A invasão islâmica não será um desses castigos?

Mas Nossa Senhora acrescentou que, no fim das calamidades, seu Coração Imaculado triunfará.

Em outros termos, que a Rainha do Céu e da Terra será reconhecida enquanto tal pelos homens arrependidos.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Quebec: paradigma de
um mundo que clama por um milagre para se salvar

A igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Montreal foi transformada no Teatro Paradoxe.
A igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Montreal
foi transformada no Teatro Paradoxe.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Desde 1966 o catolicismo em Quebec, Canadá, entrou numa espiral de decadência.

Uma das regiões mais católicas do globo se tornou uma parábola do que pode vir a acontecer no Ocidente do ponto de vista religioso, cultural e demográfico, sem um milagroso auxílio de Nossa Senhora.

Quebec se esvazia. A escalada dos óbitos serve de pretexto para as esquerdas, lideradas pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, atraírem ondas de imigrantes muçulmanos.

O passado católico do Quebec corre assim grave risco de ser apagado, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do diário “Il Foglio” da Itália, ecoado pelo Gatestone Institute.

A resistência ao dramático colapso do cristianismo em Quebec não é imaginável sem um novo afervoramento do velho catolicismo, contrariamente ao que pregam até certos “direitistas” que têm os olhos postos na Rússia “ortodoxa” e neocomunista.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ressurreição: o reinício de todas as esperanças

Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Luis Dufaur
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Correu-se a laje. Pareceu tudo acabado.

Mais foi o momento em que tudo recomeçou. O reagrupamento dos Apóstolos. O renascer das dedicações, das esperanças.

Na dor, nas trevas, na incompreensão, a grande Páscoa se aproximava.

O ódio dos inimigos rondava em torno do Santo Sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temiam. Porque em pouco raiaria a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente.

Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos.

Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

(Autor: Plínio Corrêa de Oliveira, Via Sacra, Catolicismo, março 1951, com ligeiras adaptações. Foto: Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta)


Português:


English: 



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Muçulmanos invadem espaços desertados pelos italianos

Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No ano de 2016, o número de nascimentos na Itália caiu a um ponto tão baixo que é inédito na história, segundo a agência Reuters.

Obviamente, caiu junto o número da população do país, outrora famosa pelas suas famílias de abundante prole que enchiam a península com seu talento, arte e riqueza.

Em 2016 nasceram cerca de 12.000 crianças a menos que no ano anterior, que já tinha registrado números muito baixos. No total vieram, à luz 474.000 crianças, o número mais fraco desde 1861, ano marco da unificação italiana, segundo observou Reuters.

O índice de natalidade atingiu uma média 1,34 em nível nacional, com variações regionais. Mas região alguma atingiu o limite fundamental a partir do qual a população pelo menos se mantém estável.

O ISTAT informou que o número de óbitos em 2016 atingiu 608.000. O simples cômputo de nascimentos e mortes aponta uma perda de 134.000 habitantes. O número oficial, porém, é de menos 86.000, pois acrescenta os imigrantes que receberam visto de permanência.

Também pesam na balança negativa da vida real, mas não estão incluídos nos cálculos acima, os 115.000 italianos que partiram para se instalar no exterior, sem perder a nacionalidade.

Esses emigrantes aumentaram 12,6% em relação a 2015, enquanto o país vai sendo invadido pelos muçulmanos que praticam prescrições religiosas de conquista mandadas no Corão.

O país, outrora jovem e fervilhante de atividade, envelheceu e vai se apagando. Pois a média da idade, já muito alta, aumentou sensivelmente no mesmo ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística (ISTAT).

Muçulmanos rezam diante do Coliseu de Roma onde milhares ofereceram suas vidas por Cristo em séculos passados.
Muçulmanos rezam diante do Coliseu de Roma
onde milhares ofereceram suas vidas por Cristo em séculos passados.
A média de idade este ano atingiu 44 anos e nove meses. Mais de 22% da população é idosa, com mais de 65 anos. É o índice mais elevado, e por certo mais alarmante, de todos os países da União Europeia.

As estatísticas oficiais são as piores registradas desde a unificação política da Itália, ou Rissorgimento, efetivada pelo rei Vítor Emanuel II da Saboia, que usurpou os Estados da Igreja em 1870, auxiliado pelas guerrilhas de Giuseppe Garibaldi, que agiam como uma espécie de FARC da época.

O bem-aventurado Papa Pio IX excomungou esses usurpadores, não reconheceu a espoliação da soberania dos Estados Pontifícios, e condenou seus fautores com solenes atos que pesaram na balança de Deus e da História como verdadeiras maldições.

Agora, o país unificado esvazia-se de filhos e abre espaço para a imigração anticristã militante que, apoiada por altos hierarcas da Igreja, o está fazendo invadir por massas de muçulmanos com abundante prole.

A justiça de Deus pode demorar, mas chega com força tremenda.

Onde estão os sacerdotes que deveriam implorar a genuína misericórdia divina e conduzir o povo pelas vias da penitência e da expiação, como pediu Nossa Senhora em La Salette e em Fátima?



segunda-feira, 27 de março de 2017

Entre 2.000 e 3.000 religiosos
abandonam anualmente a vida consagrada

A igreja de São Judas Tadeu em Montreal, Canadá,
transformada em academia de fitness, interior e exterior.
Luis Dufaur
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Dom José Rodríguez Carballo, secretário da Congregação vaticana para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, vem aplicando a nova linha pastoral alegadamente “misericordiosa” do Papa Francisco.

Essa linha implica em estimular a mundanização das ordens religiosas, mas também em hostilizar as ordens religiosas austeras e cheias de espírito sobrenatural que atraem autênticas vocações.

O caso lancinante ainda não resolvido e um o dos mais clamorosos é o dos Franciscanos da Imaculada, ramos masculino e feminino.

Porém, ele disse deplorar a fuga de padres e freiras das ordens religiosas, escreveu o site Vatican Insider, que partilha a linha teológica pastoral adolescente que esvazia seminários e conventos.

Mons José Rodríguez Carballo
Mons José Rodríguez Carballo
Em reunião plenária de sua Congregação, discutiu-se com alarme a autêntica “hemorragia” de padres e freiras que se verifica na Igreja, especialmente nas ordens e dioceses que mais afrouxaram os costumes eclesiásticos com a ilusão de atrair jovens com uma imagem “moderna”.

“Se o Papa fala de ‘hemorragia’ quer dizer que o problema é preocupante, não só pelo número, mas pela idade dos novos candidatos”, na sua maioria vocações tardias.

“As cifras dos abandonos nos últimos anos prosseguem constantes”, continuou. “Entre 2015 e 2016 tivemos por volta de 2.300 abandonos de religiosos e religiosas por ano”, acrescentou. 

Ele especificou os números precisos das causas dessas desistências, que em não poucos casos são apostasias acompanhadas de escândalo.

O mesmo Dom Rodríguez Carballo, que já ocupava o cargo de secretário de referido dicastério vaticano, havia informado em 2013 que mais de 3.000 religiosos e religiosas estavam abandonando anualmente a vida consagrada, segundo informara o “Vatican Insider”.

Em artigo publicado no L’Osservatore Romano, o alto dignitário citou 11.805 dispensas emitidas por sua Congregação em cinco anos, com uma média anual de 2.361 casos. Por sua vez, a Congregação para o Clero, havia concedido no mesmo período mais 1.188 dispensas das obrigações sacerdotais e 130 das obrigações do diaconato.

O total somado indicava que em cinco anos abandonaram hábitos e batinas 13.123 religiosos ou religiosas, ou 2.624 cada ano.

Os números engrossam com os casos cuidados pela Congregação para a Doutrina da Fé, de religiosos ou sacerdotes que renegaram a Fé.

A igreja do Espírito Santo em Limoilou, Canadá, agora serve de sede permanente da Escola do Cirque de Québec.
A igreja do Espírito Santo em Limoilou, Canadá,
agora serve de sede permanente da Escola do Cirque de Québec.
Então, explicou o bispo vaticano, o número mais aproximado, mas bastante seguro, superava os 3.000 religiosos e religiosas que abandonaram a vida consagrada, a qual haviam prometido seguir até o fim de seus dias.

Dom Rodríguez Carballo tentou justificar essa espantosa recusa do chamado de Jesus Cristo e de sua Igreja aduzindo a mentalidade de zapping hodierna.

O argumento de longe incompleto não convenceu, mas serviu de emplastro para tampar a espantosa chaga aberta e infeccionada.

Entrementes, o prelado continua com a política “pastoral” de hostilizar, “comissariar” e/ou fechar conventos e seminários fervorosos que se enchem de candidatos pela sua adesão disciplinar, moral e teológica aos ensinamentos tradicionais da Igreja, e que por isso mesmo são mal vistos no “pontificado da misericórdia”.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Arcebispo italiano: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”

Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei:
“Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Luis Dufaur
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Mons. Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa, noticiou o site espanhol Infocatólica.

O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de Fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis.

“Em mais dez anos vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo”, disse.

Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã”, acrescentou o bispo emérito de Pompeia.

“Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total”, prosseguiu.

Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões.

O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados.

“Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças”.

Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?” – perguntou.

O Papa São Pio V segura o terço enquanto o príncipe Don João de Áustria comanda a batalha de Lepanto. Mosaico na Basílica.de.Notre-Dame.de.Fourvière, Lyon, França
O Papa São Pio V segura o terço enquanto o príncipe Don João de Áustria
comanda a batalha de Lepanto.
Mosaico na Basílica.de.Notre-Dame.de.Fourvière, Lyon, França
Em entrevista ao jornal católico online La Fede Quotidiana, Dom Liberati lembrou que o bispo polonês Pieronek também afirma que a “'Europa corre o risco de ser islamizada”, informou Il Giornale de Milão.

Qual é então a solução?

É uma, aliás, a única. Porém, ela encoleriza os falsos cristãos. Mas o arcebispo emérito de Pompeia defendeu-a corajosamente:

Para deter o Islã, que é uma ameaça, devemos todos lembrar aquele glorioso espírito de Lepanto e de Viena que nos permitiu salvar o Ocidente pela mediação de Maria e recitação do Rosário.

“Nós estamos aqui tentando fazer um diálogo impossível e fantasioso com aqueles que querem nos submeter porque nos tratam de infiéis.

“O Islã se baseia no Corão, que prega a submissão dos infiéis. Eu não quero morrer islâmico e sustento que todos nós deveremos empunhar a espada da fé e da verdade.

O Islã é violento porque o Corão é violento; acabemos com a crença de que existe um Islã moderado”, concluiu.


Arcebispo: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”





segunda-feira, 13 de março de 2017

Bispo nigeriano difundiu o terço para liquidar o Islã. E deu certo!

Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria
anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
Luis Dufaur
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O presidente nigeriano Muhammadu Buhari confirmou que os últimos bastiões da guerrilha Boko Haram, que pretendia estabelecer um califado na África nos moldes do ISIS, foram esmagados no bosque de Sambisa, no estado de Borno, nordeste do país.

Desde que iniciou a guerra de expansão islâmica há sete anos, o Boko Haram assassinou mais de 20.000 pessoas e provocou a fuga de mais de dois milhões, noticiou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Ele chegou a controlar vastas áreas do nordeste da grande e populosa Nigéria, e aspirava criar um califado regido pela sharia (lei islâmica) aplicando o esquema de seus aliados do ISIS do Iraque e da Síria.

O governo nigeriano anunciava há tempos que os tinha derrotado, mas os ferozes atentados corânicos continuavam cada vez mais sanguinários.

Por sua vez, o vizinho Níger confirmou que dezenas de membros do Boko Haram que fugiam da Nigéria, se entregaram às autoridades do sul do país, confirmando a derrocada do movimento terrorista, informou a agência Reuters.

Várias outras centenas de terroristas do mesmo movimento já se tinham rendido às autoridades do Chade no fim de 2016.

O que concorreu para uma virada tão radical e a derrocada do movimento muçulmano?

Nada acontece sem uma causa. E o exército nigeriano vinha sendo acusado pela população de moleza e ineficácia contra os terroristas.

Dom Olivier: “o Rosário nos dará a vitória sobre todas as formas de mal como na batalha de Lepanto”
Dom Olivier: “o Rosário nos dará a vitória
sobre todas as formas de mal como na batalha de Lepanto”
Uma pessoa, porém, anunciava sua iminente ruína e fornecia a mancheias a arma para acabar com a sanguinária horda maometana.

Esse homem é Dom Oliver Dashe Doeme, bispo católico de Maiduguri, a “capital” dos terroristas.

Enquanto a diocese era dominada pelo terror, o corajoso prelado pregava a reza do Rosário implorando a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria para acabar com o flagelo muçulmano.

O jovem e destemido bispo não hesitava em sair às ruas de batina e cruz peitoral, difundindo a prática do terço e inspirando respeito até entre a população muçulmana.

Há dois anos, enquanto rezava o terço em sua capela privada, ele disse ter visto a Jesus que convocava todos os católicos a rezar o Rosário para se libertarem do terrorismo do Boko Haram.

Até colegas do episcopado nigeriano ficaram espantados pela intrepidez do bispo da “capital do terror”. Sua iniciativa parecia “louca” aos olhos do mundo e dos católicos moles.

Mas agora que o exército nigeriano liquidou inesperadamente os assassinos insurgentes, o povo se volta para Dom Dashe Doeme e sua pregação. E ele diz que o mérito todo é de Nossa Senhora.

“Antes – declarou ele ao Catholic Herald – os milicianos do Boko Haram estavam por toda parte. Agora eles não estão em lugar nenhum. O Boko Haram será liquidado logo, sobretudo por causa das orações de nosso povo”.

Segundo o bispo, Jesus Cristo lhe teria dado uma espada, e ao pegá-la ela se transformou imediatamente num terço. E Nosso Senhor lhe disse: “O Boko Haram irá embora”.

Dom Oliver levou a mensagem a sério, “consolando o povo de que Nossa Mãe está conosco”.

O povo de sua vasta diocese ficou com a certeza de “que o Rosário nos dará a vitória sobre todas as formas de mal. O Boko Haram é o mal, ISIS é o mal.

“À medida que abrimos espaço para Nossa Senhora, especialmente rezando o Rosário, que é a mais rezada das devoções marianas, nós sairemos vitoriosos”.

Dom Oliver instalou a recitação do Rosário diário em todas as escolas, famílias e paróquias da diocese.

E explicou ao Catholic Herald, referido por Life Site News, que o Rosário “fez maravilhas, liberou nações”.

Ele citou como exemplo a batalha de Lepanto, em 1571, quando as forças navais católicas derrotaram uma frota do Império Otomano muito mais numerosa.

E aqui no Ocidente, onde estão os bispos ou mais altos hierarcas que preguem o Terço para acabar com a praga do terrorismo e da cristofobia?

Onde está a fé e a devoção a Nossa Senhora?

Emporcalhada no contexto neopagão do Carnaval por mãos sacerdotais, arcebispais e cardinalícias?

O que pode atrair esse emporcalhamento blasfemo?


segunda-feira, 6 de março de 2017

Freira revolucionária blasfema na TV contra Nossa Senhora ecoando teólogo, mas é repudiada por irmãs

Sor Lucía Caram. faz a ponte entre a revolução social e a blasfêmia.
Sor Lucía Caram. faz a ponte entre a revolução social e a blasfêmia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Sorriso alvar de orelha a orelha, simpatia artificiosamente imitada das estrelas do jet-set, engajada em “movimento sociais” e no separatismo esquerdista da Catalunha, a freira dominicana Lucía Caram vem dando grandes escândalos na Espanha.

Nascida na Argentina, ela teve que sair porque seu extremismo ideológico lhe atraiu as ameaças do populismo kirchnerista hoje em desgraça, que a considerou esquerdista demais, noticiou Infobae.

Após numerosos escândalos, agora saiu blasfemando contra a Virgem Maria e São José no programa de televisão Chester in love, dizendo que não foram nem virgens nem castos.

A freira blasfema acusou a Igreja de ter apresentado negativamente o tema do sexo, como um “tabu considerado supersticiosamente como algo sujo e oculto”. Ela cavalga espalhafatosamente a onda libertária que diz inspirar-se na exortação post-sinodal Amoris Laetitia.

Pouco antes, o teólogo jesuíta espanhol Juan Masia sofismou contra a virgindade de Nossa Senhora no site Periodista Digital. 

O jesuíta escarneceu ainda dos catecismos tradicionais que ensinavam o dogma tradicional da Igreja sobre a gloriosa virgindade da Mãe de Deus. Ele criticou os bons manuais católicos, porque “diziam inapropriadamente ‘virgem, antes, depois e durante o parto’; hoje não podemos pensar assim”.

A religiosa dominicana debochou do Espírito Santo como se fosse o “avô” de Jesus, e acrescentou que Nossa Senhora e seu castíssimo esposo viviam um namoro, como hoje é dito, “normal”.

O bispado de Vic desautorizou a soror Lucía, sem nomeá-la pessoalmente nem reparar as ofensas feitas à Virgem e a São José. Ela respondeu com escusas esfarrapadas.

Horrorizadas pelo escândalo degradante e blasfemo de uma irmã religião 'novo estilo'.
Horrorizadas pelo escândalo degradante e blasfemo de uma irmã religião 'novo estilo'.
Com espírito de fé e devoção a Nossa Senhora, as religiosas dominicanas de Caleruega, Espanha, cidade natal de São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos, condenaram os insultos da religiosa “novo estilo”, noticiou o site Infobae.

“Com imensa dor, vemo-nos na necessidade de nos pronunciarmos sobre o escandaloso programa televisivo protagonizado por uma ‘irmã’ nossa de hábito, que demonstrou que sequer partilha o nosso Credo.

“Condenamos e recusamos as palavras e o péssimo exemplo de soror Lucia Caram. (...) vivemos com grande sofrimento esta agitação midiática que está destruindo nossa imagem e, mais grave ainda, confundindo o povo cristão, que não deixou de ter discernimento para saber que essa mulher não nos representa”.

As religiosas deploram o “espetáculo degradante e humilhante para toda a Ordem Dominicana, cujo fundador se destacou por um grande amor à Virgem Maria”. Aliás, foi Nossa Senhora quem deu o Rosário a Santo Domingo, devoção que ele promoveu em toda a Igreja.

“Não podemos continuar silenciando algo que causa tanto escândalo. Os superiores devem tomar as medidas oportunas, pelo dever de correção e exemplo para os que estão sendo enganados”.

Infelizmente é de se temer que a falsa máxima “quem sou eu para julgar” acabe prevalecendo, deixando a blasfêmia impune ou promovendo-a, e as boas religiosas de Caleruega acabem sendo punidas.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016

Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld. Fonte: Polícia de Coesfeld.
Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld.
Fonte: Polícia de Coesfeld.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Em 2016, mais de 50 imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos santos foram desfiguradas ou destruídas em várias cidades da Alemanha.

Os atentados só foram revelados em 8 de dezembro, num relatório da emissora estatal Westdeutscher Rundfunk (WDR) no programa de notícias ‘Lokalzeit Münsterland’, informou a ACI Digital.

Segundo o relatório, as imagens da região de Münster, oeste do país, foram vandalizadas durante meses. Uma imagem do Divino Redentor teve a cabeça e os membros cortados.

Mirko Stein, da polícia de Münster, reconheceu que “muitas pessoas do bairro onde se encontram as esculturas danificadas estão surpresas e assustadas".

“Baseado na intensidade dos atos do perpetrador, é possível concluir que este ato tem uma origem religiosa”, acrescentou.

As autoridades alemãs procuram abafar ao máximo as informações relativas aos crimes e depredações praticados pelos invasores muçulmanos que estão sendo acolhidos pelo governo, por organizações eclesiásticas e por ONGs, de esquerda em geral.

O criminalista alemão Christian Pfeifer acredita que os crimes foram cometidos por alguém que está “furioso” e “odeia a Igreja”. Faltou acrescentar “que lê o Corão”.

O semanário de política e cultura alemão Junge Freiheit informou que 40 capelas e imagens foram violadas no distrito vizinho de Steinfurt durante os dois anos que precederam a atual onda de sacrilégios.

A polícia estima os danos em muitas dezenas de milhares de reais. Ela estava investigando seis suspeitos ligados a extremistas islâmicos. Mas parou, porque três deles voltaram à Síria, um morreu e os outros dois desapareceram.

Dom Janusz Urbanczyk, representante permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), na reunião desta em Viena (Áustria) para discutir o tema “Combater a Intolerância e as Discriminações aos Cristãos”, exortou as autoridades estatais a “atuar decisivamente” para proteger os cristãos em todos os casos de “intolerância, discriminação, crimes de ódio e incidentes violentos contra indivíduos, comunidades e lugares de culto cristãos”.

Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Porém, o prelado não ponderou que essa “atuação decisiva” é inviável quando nas paróquias, bispados e até desde a Santa Sé os invasores islâmicos recebem estímulos e acobertamentos “ecumênicos” que eles entendem como garantia de impunidade.

Os católicos que protestam contra a violência que destrói sua identidade nacional, cultural e cristã são reprovados pelas mesmas autoridades religiosas.

As estatísticas das agressões contra imagens católicas foram dadas a conhecer pouco antes de um terrorista muçulmano invadir uma feira natalina em Berlim, capital da Alemanha, atropelando os populares com um caminhão roubado, matando 12 pessoas e ferindo outras 50.

Nada indica que as profanações, aliás, típicas da guerra religiosa pregada por Maomé, fundador do Islã, tenham terminado ou arrefecido.

Também nos tempos tremendos da invasão armada islâmica da Península Ibérica, bispos católicos de ortodoxia suspeita estimularam os invasores e exortaram os católicos a baixarem os braços e se deixarem avassalar.

Foi o horrível caso de Dom Oppas, arcebispo de Sevilha, que incitou Don Pelayo a capitular. O rei havia se refugiado com os últimos fiéis na gruta de Covadonga, preferindo a morte a se perverter ao Islã.

Dom Oppas pediu-lhe enganosamente que capitulasse, o que teria como consequência a apostasia da Espanha.

Don Pelayo recusou com palavras heroicas e Nossa Senhora apareceu pessoalmente na batalha. Ela desviava as flechas e lanças dos adeptos do Corão, concedendo uma brilhante vitória às armas católicas.

A vitória de Covadonga foi o início da Reconquista da Espanha.



Vídeo: Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016





Vídeo: A vitória de Covadonga





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Freiras de Cássia deixam santuário de Santa Rita
no centenário de Fátima

O corpo incorrupto de Santa Rita pode ser posto em local seguro
O corpo incorrupto de Santa Rita pode ser posto em local seguro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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As religiosas agostinianas que cuidavam do famoso santuário de Santa Rita e moravam no mosteiro anexo, em Cássia, Itália, escreveram “com o coração cheio de temor” que foram obrigadas a abandonar o mosteiro, bem como a célebre Basílica onde se venera o corpo incorrupto da grande santa italiana, escreveu o acatado jornal de Turim “La Stampa”.

O prédio sofreu graves danos estruturais nos sucessivos sismos de 2016.

“A situação é dramática em Cássia e em todas as cidades atingidas pelo terremoto. […] A terra continua tremendo. Nós todas estamos bem, graças a Deus” – acrescentaram as freiras.

Muitíssimas moradias ficaram inabitáveis, milhares de pessoas estão em abrigos precários, o hospital não oferece segurança e os doentes foram evacuados; as ruas estão desertas e os peregrinos não afluem mais.

As religiosas explicam também que faltam vocações. Não há freiras jovens para fazer os trabalhos da comunidade e a maioria das que ficaram são idosas e requerem muitos cuidados. Boa parte teve que deixar previamente o mosteiro rumo a outro fora da região atingida de Úmbria.

Por essa causa o mosteiro ficou fechado ainda quando, felizmente, a basílica pode ser reaberta no dia 1º de dezembro de 2016.

Os danos em Cássia foram generalizados.
Os danos em Cássia foram generalizados.
O santuário de Cássia é um dos locais de peregrinação mais visitados da Itália. Milhares de fiéis vão pedir todos os anos graças a Santa Rita.

Pela primeira vez na história, a basílica de Santa Rita foi fechada e as freiras deixaram vazio o mosteiro.

De alguma maneira os terremotos de 2016 reproduziram na ordem material os abalos morais que estão derrubando a vida religiosa no período de modernização pós-conciliar.

A Mensagem de Fátima não foi ouvida, nem dada a conhecer em 1960, antes do Concilio Vaticano II, quando ainda havia tempo, segundo transmitiu a Irmã Lúcia.

O drama de Cássia não será uma prefigura dos castigos que estão na iminência de vir sobre um mundo e uma Igreja que não levaram bem a sério as advertências premonitórias de Nossa Senhora aos três pastorzinhos há exatamente um século?

Efeitos do terremoto em Cássia




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.


Para frei Najeeb-Michaeel O.P., o diálogo com os autênticos adeptos do Islã é impossível.
Para frei Najeeb-Michaeel O.P., o diálogo com os autênticos adeptos do Islã é impossível.
A Igreja, desde os tempos das invasões bárbaras na Europa protegeu e salvou quase todo o acervo da Antiguidade pagã, sobretudo a greco-romana, que assim pode chegar até nossos dias.

“Salvar a memória foi um ato da Providencia, explicou ele. Não foi organizado. Eu estava em Mosul, quando o ISIS avançou sobre a cidade.

“Eu tinha regressado para completar a bibliografia de minha tese de doutorado na Universidade de Friburgo, na Suíça.

“Ajudado por dez jovens de nosso Centro Numérico de Manuscritos Orientais selecionamos textos e fotos antigas, os enrolamos em papelões e os empacotamos em caixas.

“O ISIS ataca às pessoas e à cultura. Não só mata cristãos, yazidis e outras minorias, mas destrói as raízes. Por isso eu venci o medo para proteger esse patrimônio”.

O Pe. Michaeel participou de um colóquio em Buenos Aires promovido pelo Ministério da Cultura argentino, representando o Centro Numérico que dirige.

O frade dominicano preservou e restaurou durante muito tempo valiosos documentos em couro e outros suportes antiquíssimos dos anos 900 a 1300, que pertencem a coleções privadas, instituições culturais e a diversos grupos religiosos.

Entre os textos que ele conseguiu salvar há muitos de origem muçulmano, além de cristãos e yazidis [comunidade étnico-religiosa curda que professa uma crença sincrética, mistura de antigas religiões da Mesopotâmia].

O frade dominicano Najeeb-Michaeel, mostra outro documento salvo.
O frade dominicano Najeeb-Michaeel, mostra outro documento salvo.
Hoje o Pe. Michaeel vive num campo de refugiados em Erbil enquanto aguarda o desfecho da batalha que poderá derrotar o ISIS e liberar sua cidade Mosul.

O religioso dominicano cuida de 250 famílias cristãs e yazidis. É um missionário pregador que também age como curador e protetor da cultura do país.

Interrogado sobre como foi a fuga, ele respondeu com um sorriso.

Nunca deixei de rezar meu terço. Sobre as caixas onde escondemos os documentos antigos ia muita gente fugindo do ISIS.

“Em certo momento senti que a Virgem Maria se tinha sentado no carro e no caminhão. Esse foi meu sentimento.

“Foi providencial que [os guardas islâmicos] não revisassem as caixas. Ali nos levávamos não só a memória do Iraque, mas as da região da Mesopotâmia toda.

“Havia documentos em dez línguas e sobre vinte temas diversos. Havia exemplares antigos da Bíblia e do Corão, textos sobre história, teologia, filosofia, astronomia, astrologia, medicina de plantas, gramática e dicionários, todos manuscritos.

“Além desses documentos também salvamos as câmaras com que os digitalizamos e os discos rígidos dos computadores, mas perdemos tudo o que deixamos em Mosul”.

Incêndio da catedral de Mosul, nessa hora o frei Michael estava desaparecido resgatando documentos históricos.
Incêndio da catedral de Mosul, nessa hora
frei Michael estava desaparecido resgatando documentos históricos.
O sacerdote explicou como venceu o medo diante das ameaças de morte.

“Antes do ISIS, explicou, esteve [a facção terrorista islâmica] Al Qaeda e eu tive que fugir do Iraque porque estava numa lista para ser assassinado.

Mataram a sete religiosos de minha ordem. Acredito ser necessário salvar o patrimônio junto com os homens. É como salvar a árvore com suas raízes.

“Além do mais, o ISIS não quer dialogar, porque antes de falar, mata. Nesses termos é muito difícil considerar um diálogo. Eles impõem três opções: fugir, se converter ao Islã ou ser morto.

“Pelos carros de som davam 24 horas às pessoas para fugir com a roupa do corpo. Se não teriam que se converter ao Islã. E se recusavam, eram mortos.

“Em Mosul assassinaram milhares de homens e milhares de mulheres e meninas foram feitas escravas sexuais”.