quarta-feira, 4 de março de 2015

Voluntários islâmicos frustrados e desanimados no Oriente Médio

Inesperadamente uma bomba jogada sobre fanáticos islâmicos em território turco forma uma cruz
Inesperadamente uma bomba jogada sobre fanáticos islâmicos em território turco forma uma cruz


A mídia apresenta quase todos os dias mais alguma forma requintada de crime cruel e perverso praticado pelos mais fiéis seguidores do Corão.

As imagens desses crimes são espalhados no Ocidente cristão pela Internet e pelos órgãos da mídia para incutir terror em seus adversários.

Essa propaganda parece ser o objetivo primordial de tais crimes.

Mas tem também uma finalidade interna dentro do movimento muçulmano fundamentalista.

E é que, segundo escreveram fontes fidedignas e diversas como o jornal “The Financial Times” e órgãos sírios, o desânimo e a deserção estão afetando a facção terrorista do Estado Islâmico (EI).

A realidade não é como no monitor ou no videojogo
A realidade não é como no monitor ou no videojogo
Essa crise interna está pondo à prova a coesão da mais poderosa força jihadista do mundo dos últimos anos e prejudicando a sua ofensiva militar.

No leste da Síria controlado pelo EI, o progresso militar desacelera enquanto cresce a frustração entre militantes considerados parte da força de combate mais disciplinada e eficaz na guerra civil.

O EI ainda tem força: controla faixas de território e progride no Iraque ocidental. Seus combatentes, porém, estão sendo enfrentados pela coalizão dos EUA e por forças locais com ataques aéreos e terrestres, e aquilo que de início parecia fácil ficou complicado.

Alguns líderes do EI foram mortos em ataques aéreos e combatentes curdos interromperam o cerco de cinco meses ao monte Sinjar, no Iraque.
“O moral não está caindo, ele já bateu no chão”, disse um ativista opositor em área controlada pelo EI na província de Deir Ezzor, na Síria oriental.

“Combatentes locais sentem que fazem a maior parte do trabalho, e os combatentes estrangeiros, que pensavam fruir uma aventura, agora estão exaustos”.

Combatentes estrangeiros no ISIS
Combatentes estrangeiros no ISIS
De fato, centenas, talvez milhares de fanáticos islâmicos foram da Europa e dos EUA para combater junto com seus irmãos de religião e de crimes. Na maioria, eles são filhos ou netos de imigrantes maometanos no Ocidente, mas também há europeus pervertidos ao Islã.

Porém, educados no mundo ocidental, achavam que a guerra santa se passaria como num videojogo ou num vídeo, e que eles não teriam muito que sofrer na própria pele, com o papai e a mamãe fornecendo dinheiro e a geladeira cheia.

Mas eles encontraram a realidade e os “heróis” estão sem fôlego.

Um opositor do regime sírio e do EI que não quis ser identificado, disse saber de cem execuções de combatentes estrangeiros do EI, que tentavam fugir de Raqqa, cidade do norte da Síria, capital do Estado Islâmico.

Estrangeiros encontraram que a realidade não era fácil e desertam
Estrangeiros encontraram que a realidade não era fácil e desertam
“O EI se apresentava como incontrolável e vendia a ideia de uma aventura”, disse um oficial americano.

Depois de algumas vitórias rápidas, os estrangeiros do EI questionam a longa e cansativa luta de consolidação de terreno.

Membros do EI em Raqqa revelaram que o grupo criou um policiamento militar para reprimir combatentes que faltam ao serviço. Dezenas de moradias desses “estrangeiros” – sempre apegados a seu celular, Twitter ou Facebook – foram invadidas e muitos membros foram presos.

Eles são obrigados a carregar um documento que os identifica e diz se foram incumbidos de uma missão.

“Em Raqqa, prenderam 400 membros até agora e fizeram documentos para os outros”, diz um militante.

“A situação não é boa”, resmungou o militante, dizendo que os combatentes estão descontentes com seus líderes. “Nós não podemos falar a verdade e somos forçados a fazer coisas inúteis”, afirmou.

A agência Syrian Free Press confirmou que a “polícia militar” do Estado Islâmico executou 100 voluntários estrangeiros.

Estatísticas do New York Times sobre o número de combatentes estrangeiros no ISIS
Estatísticas do New York Times sobre o número de combatentes estrangeiros no ISIS
Teriam chegado à Síria por volta de 11.000 voluntários estrangeiros de 74 países. O maior número foi da França, Alemanha e Grã-Bretanha. E é desses países onde se verificou o maior número de deserções.

O primeiro ministro britânico David Cameron promete que não permitirá que eles voltem ao país. O Parlamento francês discute leis para lidar com o terrorismo do Oriente Médio e interno, intimamente ligados.

Na Alemanha, um cidadão germano foi condenado a 45 meses de reclusão pela sua participação no EI.

Os “estrangeiros” estão sofrendo baixas, as milícias locais antifanáticas estão reconquistando terreno e libertando prisioneiros, enquanto a aviação aliada bombardeia os combatentes de Alá e de Maomé, que imaginavam um futuro de cinema, cheio de benesses, altos retornos e escravas sexuais!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Austríacos não querem centro “inter-religioso”
financiado pela Arábia Saudita

“Dialogo interreligioso” do KAICIID visaria dissimular a perseguição anticristã na Arábia Saudita
“Dialogo interreligioso” do KAICIID visaria
dissimular a perseguição anticristã na Arábia Saudita


A Arábia Saudita, uma das grandes potências islâmicas, protetora das principais cidades de onde se espalham as falsas crenças de Maomé e do Corão, financia um centro “interreligioso” em Viena, uma das grandes capitais históricas da Cristandade, noticiou Infocatólica.

Viena, que no passado foi objeto de grandes tentativas de conquista da parte dos turcos, está hoje na mira dos fundamentalistas fanáticos, que não escondem sua vontade de fazer o mesmo, pouco importando os métodos: pacíficos ou violentos.

O governo saudita financia o Centro Internacional para o Diálogo Interreligioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz (KAICIID), instituição apoiada politicamente pela própria Áustria, pela Espanha e até pelo Vaticano.

Porém, vozes representativas da quase totalidade das tendências político-ideológicas da Áustria não querem saber desse Centro e publicam claramente suas razões.

O sentimento geral é de que não faz sentido que a Arábia Saudita mantenha um “centro de diálogo” em Viena enquanto oprime os cristãos e os ativistas da liberdade de expressão em território saudita.

Por isso, os partidos do governo e da oposição exigem abertamente o fechamento desse centro perturbador, inaugurado em novembro de 2012. E têm sobradas razões para isso.

Por exemplo, nos últimos dias, o blogueiro e ativista pela liberdade saudita Raef Badawi padeceu as primeiras 50 chibatadas públicas de um total de mil a que foi condenado por escrever artigo comparando diversas religiões.

Badawi, de 30 anos, está preso desde 2012. Sua página Web foi fechada, a Justiça islâmica o acusa de insultar o Islã, e sua mulher teve que fugir com os três filhos, exilando-se no Canadá.

Enquanto organizações pelos direitos humanos fizeram uma manifestação de protesto diante da embaixada da Arábia Saudita em Viena, o “Centro interreligioso” sequer emitiu uma nota a respeito do brutal tratamento dado ao blogueiro saudita.

Não é difícil os islâmicos sentirem sua religião por baixo em qualquer comparação que venha a ser feita com outras. E por isso não toleram e reagem com violência desproporcionada.

Para surpresa dos estrangeiros, o cardeal-arcebispo de Viena, Dom Christoph Schönborn, defendeu esse centro da intolerância e de anticristianismo, alegando que fechá-lo seria “contraproducente”.

O arcebispo não espantou os austríacos, pois ele vem há tempo protagonizando gestos “novo estilo” que escandalizam profundamente os fiéis.

Contudo, o primeiro-ministro Werner Faymann pede a investigação desse centro “interreligioso”, que, segundo ele, “não cumpre com as tarefas e atividades para as quais teria sido fundado”.

Por sua vez, o ministro de Relações Exteriores, Sebastian Kurz, criticou o suspeito Centro em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em um comunicado que soou muito insincero, o Centro disse que seu papel é “mediar, moderar e fomentar o diálogo interreligioso”. Um “diálogo” que pune com mil chibatadas a quem o pratica sinceramente não faz sentido.



O suspeito Centro mantém sua sede num histórico palácio no centro de Viena e acolhe representantes das principais religiões do mundo. Enquanto o Islã não decide decepar-lhes a cabeça, como temem os austríacos clarividentes.

Para os críticos, o Centro tem um objetivo propagandístico: melhorar a imagem internacional da Arábia Saudita, país fundamentalista na sua Constituição, mas ambíguo na sua política face ao Ocidente.

Ali não existe nenhuma liberdade de culto, e se os cristãos forem pegos rezando privadamente, podem ser condenados até à morte.

Qual é o sentido desse diálogo e desse ecumenismo “interreligioso”?

Torna-se cada vez mais difícil não constatar que se trata de um palavreado para amolecer os católicos, até o dia em que o furor dos assassinos fanáticos se abata sobre eles.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Santa Teresinha e a parábola do escritor Saint-Exupéry






O escritor e aviador francês Saint-Exupéry (1900-1944) descreve simbolicamente em seu livro Vol de Nuit (voo da noite) a situação da pessoa que, almejando colocar-se acima das misérias terrenas, procura com avidez alcançar o sublime. Vamos primeiro ao texto, que comentaremos depois.

Imagina ele um aviador de nome Fabien voando em meio a uma tormenta que parece arrastá-lo para o sorvedouro:

“E foi num momento destes que algumas estrelas brilharam sobre a sua cabeça, num rasgão da tempestade [...]. Sua fome de luz era tal, que Fabien subiu. [...]

Sofrera tanto em busca duma luz, que já não largaria mesmo a mais confusa. Sentindo-se afortunado com aquele pobre clarão, seria capaz de dar voltas, até cair morto, em torno daquele sinal do qual andava faminto. E ei-lo subindo até os campos de luz.

“Elevava-se pouco a pouco, em espiral, num poço que se abrira acima dele e se fechava debaixo dele. E à medida que subia, as nuvens iam perdendo a sua cor escura de lama, passavam a seu lado como vagas cada vez mais puras e brancas. Fabien emergiu.

“Foi imensa a sua surpresa, a claridade era tal que o ofuscava. Teve de fechar os olhos durante alguns segundos. Nunca imaginara que de noite as nuvens pudessem ofuscar. Mas a lua cheia e todas as constelações transformavam-nas em vagas deslumbrantes.

“No mesmo instante em que emergia, o avião recuperou subitamente a calma, uma calma que parecia extraordinária. Nenhuma onda o fazia inclinar-se.

Como um barco que transpõe o dique, entrava em águas reservadas. Encontrava-se num canto do céu ignorado e escondido, como a baía das ilhas bem-aventuradas.

Abaixo dele, a tempestade constituía um outro mundo de três mil metros de espessura, percorrido por rajadas, por trombas d’água, por relâmpagos, mas oferecia aos astros uma face de cristal e neve.

“Fabien tinha a sensação de ter chegado a limbos estranhos, pois tudo se tornava luminoso: as suas mãos, o seu vestuário, as suas asas. [...]

“Aquelas nuvens, abaixo dele, refletiam toda a neve que recebiam da lua. E também as da direita e da esquerda, altas como castelos. Corria um leite de luz, em que a tripulação se banhava. [...]

Mil braços obscuros o tinham largado. Tinham-se quebrado as cadeias, como as de um prisioneiro que deixam caminhar só, por um instante, entre flores. ‘Belo demais’, pensava Fabien, enquanto vagueava no meio de estrelas amontoadas como um tesouro” (Antoine Saint-Exupéry, Vol de Nuit, Gallimard, 1972).

* * *

O que dizer?

Esse sublime existe, e ele se reflete nas coisas que nos cercam.

Tudo o que existe de belo, verdadeiro e bom nesta Terra é reflexo de uma realidade superior, que Deus criou para os que O amam, e que encontraremos plenamente desabrochada no Céu.

Aqui na Terra, esses aspectos sublimes, que espelham a Deus, encontram-se misturados com o horrendo, o mau e o errado, por efeito do pecado original e dos pecados atuais dos homens, e também pela ação diabólica que a tudo quer corromper.

Pode haver épocas ou situações em que as semelhanças da sociedade terrestre com o Céu predominem, e outras em que os reflexos do Inferno nos flagelem, como a atual.

Mas em qualquer tempo existirão os dois mundos –– o do belo e o do horrendo –– muitas vezes mesclados.

Felizes aqueles que souberem distingui-los, para detestar o feio e admirar o belo. Mais ainda, para serem lutadores em favor do bem e da verdade, contra o mal e o erro.

Os que se encantam com a beleza, a verdade e o bem, onde quer que eles se encontrem, esses preparam suas almas para o Reino de Deus.

A mais acertada conclusão desta “visão” de Saint-Exupéry não nos é dada pela bela descrição simbólica que ele faz –– e que permanece no terreno meramente natural –mas sim pelo escrito singelo de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Por cima das nuvens o céu é sempre azul”.

E para a carmelita de Lisieux, este céu que paira sobre as nuvens é o Céu dos Bem-aventurados.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Islamitas praticam o crime corânico,
mas relativistas não desistem de capitulação

“A bandeira do califado ondeará sobre Jerusalém e Roma”,
ameaçou o pasquim do Estado Islâmico

Multiplicam-se no Ocidente os gestos moles, dialogantes e ecumênicos face ao Islã. Gestos esses que os islamitas se encarregam de pôr no ridículo e mostrar sua improcedência e inabilidade, e que não estão longe de se transformar em capitulação culposa.

“O Estado Islâmico está aqui para ficar, apesar do descaso dos cristãos, judeus, politeístas e apóstatas. Ele continuará se estendendo por todos os cantos da terra”.

Assim dizem seus seguidores no último número de sua revista panfleto em inglês “Dabiq”, de acordo com informações do diário espanhol “El Mundo”.

Ao longo de suas páginas, os fanáticos, que se exibem como os mais sinceros e corretos seguidores do Corão, tecem um vasto leque de louvores às suas criminosas conquistas na Síria e no Iraque, e prelibam futuras capitulações e cumplicidades nos gestos ecumênicos de líderes religiosos e civis ocidentais.

“A bandeira do califado ondeará sobre a Meca e Medina, sobre Jerusalém e Roma, para vergonha dos judeus e dos cruzados”, ameaçou o pasquim.

"Deus é só para os islâmicos"
"Deus é só para os islâmicos"

Intuindo que sua bravata não será replicada pelos patrocinadores ocidentais moles e ecumênicos do diálogo, eles acrescentam:

“A sombra deste abençoado pendão cobrirá toda a terra, enchendo-a com a verdade e a justiça do Islã, erradicando a falsidade e a tirania das sociedades ímpias que não fazem da religião do Corão o centro de sua vida”.

Com seus crimes cruéis e generalizados contra pessoas e populações indefesas eles já demonstraram o que entendem por esse palavreado.

Porém, não faltarão teólogos e eclesiásticos que tentarão interpretá-las de modo benigno, com algum tratado de moral debaixo do braço.

No mesmo número, ‘'Dabiq’ comemora a adesão ao Estado Islâmico de numerosos movimentos piedosamente atrelados ao Corão na ‘guerra santa’ no Sinai, na Líbia, na Argélia, no Iêmen e na Arábia Saudita.

O sonho de invadir a Espanha, especialmente a Andaluzia, voltou a ser sublinhado nessa edição do panfleto. Já no número anterior, os combatentes da guerra santa anunciavam sua intenção de expandir o criminoso império do Corão “da Espanha até a Indonésia”.

Para o islamismo, os gestos ecumênicos são sinal de fraqueza dos cristãos e convidam a atacar com maior furor
Para o islamismo, os gestos ecumênicos são sinal de fraqueza dos cristãos
e convidam a atacar com maior furor
Os sinais da cultura islâmica que restam na Espanha como troféus da conquista católica servem, porém, de pretexto para “justificar” a alucinada invasão.

Segundo a CIA, o Estado Islâmico contaria com 30.000 extremistas armados. Outras fontes falam em até 200.000, número provavelmente exagerado mas que beneficia a propaganda de guerra anticristã.

O histórico dos crimes hediondos, como execuções coletivas sumárias, decapitações, crucifixões e mutilações, não impressionam os pregadores ocidentais do ecumenismo e do diálogo.

Estes prosseguem abrindo as portas da cidadela, pregando que o deus (Alá) – que ordena esses crimes – é o mesmo Deus dos cristãos, Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu na Cruz para nos trazer o doce jugo da Igreja e da Civilização Cristã.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Relaxar a moral e a pastoral da família?
Veja os desastrosos resultados do protestantismo histórico

Inglaterra. Primeira bispa anglicana. Fiéis fogem em debandada.
Inglaterra. Primeira bispa anglicana. Fiéis fogem em debandada.


Atrair fiéis relaxando os preceitos morais e as “pastorais” matrimoniais? Lutero, Calvino, Zwinglio e compinchas já o tentaram. Com que resultado?

O blog italiano Rossoporpora apresentou dados estatísticos sobre o protestantismo histórico que falam por si próprios.

Na Alemanha, pátria de Lutero, os protestantes somavam em 1990 29,4 milhões e constituíam 36,9% da população. Em 2004, eles caíram para 26,2 milhões e 31,5%. Com a entrada do “casamento” homossexual, em 2013 eles eram 23,3 milhões e 29%.

Os católicos, muito exageradamente apontados como rigoristas, somavam 28,5 milhões e 35,4% em 1990; em 2013, eles eram 24,2 milhões e 30%.

De 2004 a 2013, os batismos protestantes despencaram de 236.000 para 187.000, e os casamentos desceram de 59.000 para 49.000. No mesmo período, a participação no culto dominical desceu dos exíguos 4% para 3,5%.

Na Suíça de Zwinglio, Calvino e Forel, em 1970 os protestantes constituíam 48,8% da população, dois pontos acima dos católicos. Em 2000, sua degringolada atingiu 33,9% e, em 2013, 26,9%.

Os católicos, influenciados pelo relaxamento do ambiente pós-conciliar, também caíram: de 46,7% em 1970 passaram a 42,3% em 2000, e a 38,2% em 2013. Apesar de tudo, tornaram-se o grupo religioso majoritário.

Em 2012, na Suíça e na Alemanha, o protestantismo registrou mais apostasias que o catolicismo.

Na Holanda, os protestantes constituíam 35,9% da população em 1971, mas em 2010 só eram 15,6%. Os católicos gangrenados pelo progressismo também desceram, embora um pouco menos: de 40,4% passaram para 24,5%, permanecendo o maior grupo religioso.

Abandono das igrejas na Republica Checa inspirou esta 'obra de arte' de pesadelo de Jakub Hadrava.
Abandono das igrejas na Republica Checa
inspirou esta 'obra de arte' de pesadelo de Jakub Hadrava.
Na Dinamarca, na Suécia, na Noruega e na Finlândia, países oficialmente protestantes – luteranos na sua maioria –, os católicos constituíram sempre minoria muito pequena.

Esses países exibiam maiorias protestantes superiores a 80%. Hoje, na Suécia, os não crentes ostensivos são 45%, enquanto na Noruega, com o “casamento” homossexual deteriorando, eles constituem 33%.

Na Finlândia, logo após o Parlamento aprovar a união sodomítica, mais de 13.000 protestantes abandonaram suas comunidades.

Na Grã-Bretanha, em 1983 os anglicanos representavam 40% da população, mas em 2012 só eram 20%. Os católicos diminuíram de 10% para 9%.

Após o sacerdócio feminino anglicano, três bispos e 50 sacerdotes se converteram à Igreja Católica.

Os anglicanos também aceitaram as “bispas” e anunciaram padres e bispos homossexuais, além do aprovar a bênção do “casamento” homossexual.

Resultado: em 2013, a participação dos anglicanos nos cultos dominicais caiu de 1,2 milhões para 800.000, ficando por baixo do número dos católicos que assistem à Missa.

Esses números apontam a falsidade da suposição de que se pode atrair fiéis acolhendo a imoralidade e o relativismo sexual.

Pelo contrário, a prática séria e exigente dos Mandamentos divinos como o Magistério Tradicional da Igreja sempre ensinou é a única via para atrair e salvar as almas sinceramente ávidas do Bem, da Verdade e da Fé.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dezenas de milhares de italianos manifestam pela família sem ligar para as agressões LGBT

Bologna: violências, insultos, agressões. A estrema esquerda  e a agenda LGBT parecem não ter outros argumentos
Bologna: violências, insultos, agressões. A estrema esquerda
e a agenda LGBT parecem não ter outros argumentos

Centenas de pessoas que se manifestavam em silêncio pela família foram agredidas verbal e fisicamente por militantes da agenda homossexual e agitadores anarquistas em diversas cidades da Itália noticiou a agência “LifeSiteNews”.

O fato se repetiu nas cidades de Bolonha, Turim, Gênova, Aosta e Rovereto. Os católicos manifestavam segundo o método dos “Sentinelle in Piedi” (sentinelas de pé), popularizado na França na onda das “Manif pour tous” contra o “casamento” homossexual e a agenda socialista pró-LGBT.

Essas manifestações aconteceram em 100 cidades italianas com a participação de 10.000 pessoas.

Em Rovereto, no Norte, apesar de a manifestação contar com a aprovação das autoridades, os partidários da agenda LGBT, após diversas provocações de tom anarquista, atacaram com socos e pontapés, mandando para o hospital o Pe. Matteo Graziola e uma moça não identificada.

“Sentinelle in Piedi” manifestam em silêncio pela família, em Cremona.
“Sentinelle in Piedi” manifestam em silêncio pela família, em Cremona.
Em Bolonha, análogo ataque foi protagonizado pela organização nacional homossexual Arcigay, cujos membros insultaram, cuspiram, jogaram garrafas e lixo, inclusive com risco para as crianças presentes.

De modo incompreensível, a polícia removeu os manifestantes pacíficos pela família. Mas ela própria acabou sendo atacada pelos militantes LGBT, que romperam as barreiras.

Estes levavam bandeiras do Partido de Refundação Comunista e da Juventude Comunista.

Cenas semelhantes aconteceram em Turim e Aosta.

Em Gênova, os ativistas LGBT atacaram até com cães um grupo de ‘Sentinelas’ que ouviam em silêncio a leitura de um livro na Piazza De Ferrari.

O ato, que havia sido convocado “pela família e pela liberdade de expressão”, também foi perturbado com mímicas e palavreados de tipo erótico, insultos, gritos e bombas de gás.

O movimento dos ‘Sentinelas’ não está ligado a nenhum partido ou organização e nasceu durante manifestações de protesto contra um projeto de lei “anti-homofobia” de caráter repressivo e anticatólico.

Os ‘Sentinelas’ “observam a sociedade” e “denunciam qualquer tentativa de destruir a humanidade e a civilização”, manifestam-se silenciosamente de pé, e visam a “proteção da família natural baseada na união de um homem e uma mulher”, explica o grupo.

Toni Brandi, um dos organizadores do movimento, contou que o movimento homossexual está ficando cada vez mais agressivo e lamentou que a polícia não protegeu devidamente os manifestantes pacíficos contra a violência LGBT.

Brandi disse que a associação “Juristas pela Vida” prepara um arrazoado para o Ministério da Justiça.

“Eles nos ameaçam, nos atacam, nós não reagimos, somos obrigados a interromper nossa manifestação, a polícia não intervém, nada faz durante os ataques.

“Mas imagine se por acaso um de nós fizer algum mal a uma lésbica, ele seria imediatamente preso”, disse Brandi.

“Sentinelle in Piedi” diante do famoso Pantheon, Roma
“Sentinelle in Piedi” diante do famoso Pantheon, Roma
Brandi apontou as semelhanças com os anos 70, quando a esquerda promovia badernas e a mídia lhe dava cobertura. Ele qualificou as provocações anarquistas, comunistas e homossexuais contra os ‘Sentinelas’ de obra de “ativistas profissionais”.

“Você pode ter certeza de que se um de nós reagir será preso. Esses grupos são ricos, têm as costas bem quentes, sólidos suportes no governo, na União Europeia e no Conselho da Europa”, acrescentou.

Porém, os ‘Sentinelas’ não dão sinal de arrefecer. As provocações reforçam neles a certeza de que estão defendendo direitos realmente importantes para a família e a civilização, que a extrema esquerda quer destruir.

Agressões gratuitas, golpes, insultos. Extrema-esquerda e agenda LGBT agindo em Bologna contra simples populares pacíficos, mal defendidos pela polícia.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sacerdote professor de Cracóvia denuncia “homo-heresia” promovida por “homo-mafia”

Pe. Dariusz Oko, docente de Teologia na Pontifícia Academia de Cracóvia
Pe. Dariusz Oko, docente de Teologia
na Pontifícia Academia de Cracóvia
Luis Dufaur


Cava-se na Igreja uma “homo-heresia” apoiada numa “homo-mafia”, isto é, a presença em todos os níveis da hierarquia eclesiástica, incluída a Cúria Romana, de uma rede de religiosos homossexuais que se acobertam mutuamente.

A afirmação é do professor Pe. Dariusz Oko, docente de Teologia na Pontifícia Academia de Cracóvia, Universidade João Paulo II, ao jornal “La Stampa” de Turim.

O sacerdote elaborou um trabalho reproduzido pelas revistas teológicas “Fronda”, da Polônia, e “Theologisches” da Alemanha.

O Pe. Oko sublinha as dificuldades que encontram sacerdotes e seminaristas que procuram se livrar do acosso dessa heresia e da respectiva máfia a que pertencem certos colegas.
“Quando apelam para o vice-chanceler ou para outro superior, pode ser que estes sejam removidos em lugar dos ‘homo-seminaristas’. Ou quando o vigário tenta proteger os jovens, pode acontecer de ele ser punido”, porque as instâncias superiores às quais apelou fazem parte do grupo de pressão.
O autor acrescenta que têm fundamento as indiscrições que circulam nos palácios vaticanos segundo as quais a “homo-mafia” teria uma extensão internacional e envolveria centenas de clérigos em todos os níveis.
Pe. Dariusz Oko, docente de Teologia na Pontifícia Academia de Cracóvia
Pe. Dariusz Oko ensina Teologia
na Pontifícia Academia de Cracóvia
Segundo o professor e sacerdote polonês, “a homo-heresia consiste numa recusa do Magistério da Igreja Católica sobre a homossexualidade. Seus propugnadores não aceitam que a tendência homossexual seja uma perturbação da personalidade. E põem em dúvida que os atos homossexuais sejam contra a lei natural. Os defensores da ‘homo-heresia’ são a favor do sacerdócio dos homossexuais. A ‘homo-heresia’ é uma versão eclesiástica do homossexualismo.”

O Pe. Oko apontou que no período pós-conciliar, e especialmente a partir dos anos 70 e 80, esse grave erro se infiltrou em seminários e mosteiros do mundo todo em decorrência das ‘novas teologias’ e de seu modo de justificar os desvios morais.

O movimento modernista passou a recusar a castidade, a abstinência dos atos impuros, o celibato, e afinal aprovou que a sodomia não é obstáculo para a ordenação sacerdotal.
Em face desse erro – a Igreja já venceu inúmeros – o professor diz que “o fato fundamental é que o Magistério da Igreja católica não muda. A homossexualidade não é conciliável com a vocação sacerdotal. Em consequência, não só está rigorosamente vedada a ordenação de homens com qualquer tipo de tendência homossexual (ainda que transitória), mas também sua admissão no seminário”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: a sinistra irrupção do fanatismo islâmico: do Oriente ao coração da Europa

Militantes do Estado Islâmico assassinam vilmente prisioneiros de guerra no Iraque
Militantes do Estado Islâmico assassinam vilmente prisioneiros de guerra no Iraque

(Excertos de “2014: Na orla da III Guerra Mundial?” publicado na revista CATOLICISMO, janeiro de 2015, http://catolicismo.com.br/)

A partir dos últimos anos, insistentes denúncias davam conta de que na Síria o extremismo islâmico financiado pelo Ocidente praticava sádicos morticínios de cristãos e destruía igrejas e santuários milenares. Em abril, as fotos de sete cristãos crucificados tiveram farta divulgação na Internet (FSP, 3-5-14).

Uma série de crimes hediondos, filmados ou fotografados com sádico realismo, inundou as redes de comunicação: os mais estritos observantes do Corão ufanaram-se pela degola de mulheres e crianças, bem como de agentes humanitários e jornalistas ocidentais. Também chacinaram muçulmanos que consideravam insuficientemente observantes.

Em Paris, janeiro 2015, multidão silenciosa repudia início de guerra interna promovida pelo Islã
Em Paris, janeiro 2015, multidão silenciosa repudia início de guerra interna promovida pelo Islã
O Patriarca católico caldeu, Dom Louis Rafael Sako, denunciou: “Cerca de 100 mil cristãos, horrorizados e em pânico, fugiram de suas aldeias e casas apenas com a roupa que tinham vestida. É um êxodo, uma verdadeira Via Sacra, cristãos, incluindo doentes, idosos, crianças e grávidas, estão caminhando a pé, no calor ardente do verão iraquiano, para se refugiarem nas cidades curdas. Estão enfrentando uma catástrofe humanitária e o risco de um verdadeiro genocídio” (ACI, 8-8-14).

Feroz atentado abriu o ano 2015 em Paris e no mundo
A diplomacia vaticana lamentou e pediu esforços concretos ao Ocidente. Mas quando os EUA passaram a concretizar tais esforços bombardeando os bárbaros islamitas, foram advertidos pelo Papa Francisco com as seguintes palavras: “É lícito interromper uma agressão, mas não bombardear”. (Ansa, 18-8-14).

Na Nigéria, os adeptos do Corão assassinaram milhares de católicos, e sequestraram meninas cristãs por grupos de até mais de 200 para vendê-las como escravas em mercados. Bom número delas conseguiu fugir e denunciou as sevícias que padeceram.

Só na diocese de Maiduguri, os islâmicos mataram 2.500 católicos e forçaram a migração de 100.000, dentre os quais 26 dos 46 sacerdotes diocesanos, 200 catequistas e mais de 20 religiosas.

As moças sequestradas foram mais de 200, cinco conventos foram abandonados, mais de 50 paróquias foram destruídas e 40 delas ocupadas pelos fundamentalistas do Boko Haram (AF, 20-11-14).


Em todo o país, cerca de 11.000 católicos já foram martirizados e 1,5 milhão exilados.

O recrutamento de milhares de militantes islâmicos provenientes da Europa e dos EUA, filhos de imigrantes ou ex-cristãos pervertidos ao Islã, levantou o temor da expansão do conflito à própria Europa ou aos EUA.

Multitudinária manifestação em Dresden contra a penetração islâmica na Alemanha
Grandes manifestações anti-islâmicas aconteceram então na Alemanha, notadamente no fim do ano em Dresden e Colônia.

Nesta última cidade o clero da catedral católica mandou desligar as luzes para se desolidarizar do protesto popular.

Simultaneamente aconteciam contra-protestos favoráveis ao islamismo promovidos pela esquerda católica, movimentos LGBT e anarquistas de tendências diversas.

Terroristas islâmicos assassinam policial francês ferido e indefeso
Terroristas islâmicos assassinam policial francês ferido e indefeso, Paris
O assassinato dos jornalista de Charlie Hebdo em Paris no início de 2015 patenteou o grau de proximidade de uma guerra suja feita de atentados e represálias pró e contra o Islã no próprio coração da Europa.

Nessa funesta hipótese, as pregações católicas progressistas vindas até dos mais altos degraus da hierarquia eclesiástica durante décadas terão uma parte de responsabilidade colossal na hora do juízo de Deus e da História.

domingo, 21 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O que falavam a mula e o boi há dois mil anos – Conto de Natal

“Pobrezinho. Ele está numa situação bem pior do que a nossa.  Façamos a única coisa que podemos para ajudá-lo”, disseram a mula e o boi.  Presépio da abadia de Lorsch. Aquisgrão, Alemanha.
“Pobrezinho. Ele está numa situação bem pior do que a nossa.
Façamos a única coisa que podemos para ajudá-lo”, disseram a mula e o boi.
Presépio da abadia de Lorsch. Aquisgrão, Alemanha.


Há cerca de dois mil anos, estavam num estábulo uma mula e um boi. Como sempre acontece quando bons amigos estão juntos, comentavam notícias boas e más.

Um tema habitual era o tempo, particularmente frio naquele inverno, com as abundantes nevadas — pouco frequentes, mas não anormais — perto de Jerusalém.

Outro tema habitual entre eles era a quantidade de pessoas que afluíam à pequena cidade de Belém.

Nunca tinham visto antes tanta gente junta. A explicação era porque de Roma um edito de César Augusto mandara realizar um censo, em que as pessoas deveriam apresentar-se em seus lugares de origem.

Assim, numerosos judeus haviam se dirigido a este esquecido povoado para ali se inscrever. E embora alguns viessem a pé, outros se transportavam em cavalos ou camelos.

É compreensível que os habitantes do lugar assistissem interessadíssimos a este ir e vir de pessoas.

Presépio bizantino em marfim. Museus Vaticanos
Presépio bizantino em marfim. Museus Vaticanos
O que é comum num povoado tranquilo, onde nunca ocorre nada. Além do mais, os recém-chegados eram em geral pessoas que viviam ou em Jerusalém ou em outros lugares mais interessantes do que a pequena Belém.

E, como era habitual, depois de conversarem com os parentes, as crianças e os jovens se dirigiam aos estábulos para admirar os cavalos, touros, camelos, enfim, todos os animais considerados mais atraentes.

Mas esse entrar e sair de crianças e jovens ocorria no estábulo ao lado, e não naquele onde se encontravam a mula e o boi.

Ninguém vinha vê-los, salvo excepcionalmente alguém para dar-lhes de comer e levá-los ao trabalho. E ambos suportavam tudo isso sem ressentimentos nem complexos. Simplesmente lhes parecia que o mundo era assim.

“Claro — dizia o boi —, o que é que as crianças querem ver? Elas gostam da força, que tantas pessoas elogiam. Mas a força aliada à brutalidade. Por isso preferem ver os touros, que com sua agressividade chamam a atenção daqueles que imaginam que tudo se resolve pela força.

“Entretanto, não as atrai o trabalho, contínuo, regular e monótono de arar os campos, que eu realizo. E como, além do mais, os bois são engordados para serem sacrificados, isso é ainda menos atraente. Ninguém quer saber de sacrifícios, de vida dura, de trabalho incessante”.

“É assim mesmo” — completava a mula. “Os cavalos, indômitos, que correm, que dão coices, que dominam pela velocidade e chamam a atenção por sua beleza, estão no centro das atenções.

“O mundo os admira. Mas o trabalho que eu realizo, como o de tirar água dos poços ou levar cargas, quem o admira? Quando me elogiam é porque tenho algumas qualidades que possuem os cavalos, como o vigor, a força ou o valor. Ou a sobriedade, a paciência, a resistência e o passo seguro dos burros.

“Mas a ideia que associam a mim é a de uma vida dura, mansa e dedicada aos demais. Exatamente aquilo do que as pessoas não querem nem ouvir falar”.

*     *     *

Quando a noite terminava e eles já se dispunham a dormir, o boi e a mula viram entrar no estábulo um senhor e uma jovem em avançado estado de gravidez.

Com muita distinção ela se sentou num canto do estábulo, enquanto ele se dedicava a arrumar com máximo desvelo um pouco de palha para que ela descansasse melhor.

Os animais ficaram com pena vendo-os em lugar tão pobre, mas o augusto casal não se queixava nem murmurava.

Certamente ele havia pedido para pousar na casa de algum dos parentes que tinham no povoado, mas por serem pobres, apesar do parentesco e de sua alta dignidade, não lhes fora concedida hospedagem.

É verdade que as casas desses parentes possivelmente estivessem cheias, mas caso se tratasse de parentes ricos, sem dúvida lhes teriam fornecido hospedagem.

E não tendo aonde ir, tinham vindo a este estábulo, o menos visitado. E, por isso mesmo, o único que oferecia certa privacidade.

A mula e o boi fizeram apenas o que podiam, ou seja, afastarem-se para dar-lhes um pouco mais de espaço. E foram dormir.

À meia-noite, despertou-os um som inusual.

Presépio na Praça de São Pedro, Vaticano
Presépio na Praça de São Pedro, Vaticano
Era o choro de uma criança. A jovem Senhora havia dado à luz um filho. O recém-nascido chorava de frio.

“Pobrezinho” — exclamaram a mula e o boi. “Ele está numa situação bem pior do que a nossa. Afinal de contas, Deus nos deu uma pele grossa e pelos para nos proteger do frio, e estamos bem alimentados, mas este pobre menino nasce em um lugar inóspito para tanta debilidade. Façamos a única coisa que podemos para ajudá-lo”.

E, aproximando-se, passaram a respirar fortemente, para que a sua respiração e o calor de seus corpos dessem ao recém-chegado um pouquinho de aquecimento.

Aos poucos o Menino deixou de chorar, e sentindo o frio afastar-se, moveu as mãozinhas, colocando-as carinhosamente sobre a cabeça do boi e da mula, para lhes agradecer por sua boa vontade.

A mula e o boi se retiraram, para deixar o Menino dormir. E o Senhor que cuidava da jovem Senhora e do Menino deu aos animais um pouco de erva para que comessem, e de água para que bebessem.

* * *

Presépio na Praça de São Pedro, Vaticano
Presépio na Praça de São Pedro, Vaticano
Os dois animais imaginaram que poderiam ir dormir, mas em pouco tempo começou a chegar todo tipo de pessoas.

Primeiro eram uns pastores, que já de longe vinham cantando. Admirados eles rodearam o Menino, e O ficaram contemplando longamente.

Depois vieram outros pastores, depois outros e mais outros. Apareceram também pessoas simples, mas de fé robusta, que foram saudar o Menino.

Mais tarde chegou uma rica e importante caravana de reis e súditos montados em camelos belamente ajaezados. Vinham oferecer ouro, incenso e mirra ao Menino.

E enquanto executavam a cerimônia de entrega dos presentes, admirados a mula e o boi contemplavam o espetáculo, escutando as músicas que cantavam em honra do recém-nascido.

Mas chegaram também a seus ouvidos as reclamações de outros animais. Acostumados a ser o centro das atenções, sentiam-se contrariados por terem sido preteridos.

E diziam que o boi e a mula eram um par de arrivistas que estavam ali por pura sorte, que se tivessem um pouco de conhecimento do mundo deveriam sair e deixar-lhes o lugar, pois obviamente eles estavam mais capacitados para ocupá-lo.

Em suma, pura inveja. A mula e o boi não se preocuparam com esses comentários, e continuaram a cumprir seu discreto e eficaz papel de, na ausência de visitas, acercarem-se do Menino para ajudar a aquecê-lo.

Presépio chinês
Presépio chinês
Por fim, certo dia, o Senhor, a Senhora e o encantador Menino preparavam-se para sair. Mas antes, voltando-se para a mula e o boi, disse-lhes a bela Senhora:

“Como vocês foram bons e generosos para com o meu filho, faço-lhes uma promessa. Até o fim do mundo, sempre que se representar uma cena de seu nascimento, vocês estarão presentes.

“Porque Ele veio para dar exemplo de luta contra o mal, mas também exemplo de bondade. Veio para ajudar os homens de boa vontade a vencerem os homens de má vontade, que não querem a glória de Deus”.

* * *

Esta promessa vem se cumprindo até os presentes dias, e assim continuará enquanto o mundo existir.

Muitas vezes, adornamos com ovelhas, pastores, camelos e reis os presépios que montamos.

Contudo, por mais pobres que eles sejam, sempre há uma mula e um boi.

Ali nasceu o Redentor, Aquele Divino Infante louvado pelos anjos na Noite Feliz com o cântico narrado por São Lucas:

“Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na Terra aos homens de boa vontade!”.

(Autor: Valdis Grinsteins, apud CATOLICISMO)