quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mosteiro de santos penitentes vira hotel de divertimentos

A igreja do convento dominicano de Aracena transformada em lobby e salão.
A igreja do convento dominicano de Aracena transformada em lobby e salão.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Em 1662, a beata Soror María de la Trinidad de Aracena, fundou um mosteiro por ordem expressa de Nossa Senhora do Rosário e de São Jacinto, que apareceram para ela, na província de Huelva, Espanha.

Tratou-se de um mosteiro de dominicanas de clausura estrita.

E isso ficou marcado em cada detalhe do prédio como nas grades das antigas celas, nas paredes de pedra e nas abóbadas de tijolo do antigo coro da igreja barroca.

Grades de antiga cela das freiras de clausura no ex-convento dominicano de Aracena
Grades de antiga cela das freiras de clausura
no ex-convento dominicano de Aracena
A Beata não o viu terminado, mas o mosteiro virou o local mais venerado da cidade.

Agora o convento foi transformado no Hotel Convento Aracena onde as celas de penitência foram mudadas em quartos de luxo.

O coro da igreja foi subdividido em suítes, segundo informou o site “Ocholeguas”, portal de viagens do jornal “El Mundo” de Madri.

O novo conjunto é completado por um SPA que oferecesessões esotéricas de reflexiologia, aromaterapia, banheiras de hidromassagem, sauna e todo tipo de tratamentos relaxantes ou não (sic!).

O ex-convento onde santos afastavam a ira de Deus pelos pecados dos homens, transformado em local de prazeres.
O ex-convento onde santos afastavam a ira de Deus pelos pecados dos homens,
transformado em local de prazeres.
Os mosteiros, especialmente os mais penitenciais como os de clausura, funcionavam como verdadeiros para-raios da cólera divina ofendida pelos pecados dos homens.

O que é que vão atrair esses locais dessacralizados e até profanados num mundo que se afasta cada vez mais de Deus e vai à procura de qualquer espécie de prazer, legítimo ou não, que lhe oferece o pai da mentira?


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Redes sociais estressam e tornam vida menos satisfatória

The Facebook experiment, capa do estudo.
The Facebook experiment, capa do estudo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Sem redes sociais se vive mais satisfatoriamente defende um estudo do Happiness Research Institute, da Dinamarca.

O trabalho se intitula “The Facebook Experiment” e pode ser descarregado gratuitamente em PDF.

A equipe de investigadores responsáveis reuniram os testemunhos de 1.095 usuários de Facebook de entre 16 e 76 anos. 80% deles admite consultar a rede social pelo menos media hora diária. O estudo está focado em Facebook mas os resultados são válidos também para as outras redes sociais.

Os 1.096 voluntários aceitaram se abstiver de Facebook durante uma semana. No fim uma metade disse que seguiria usando a rede social do mesmo modo que antes. Mas a outra metade disse que nunca mais entraria.

A grande diferencia foi detectada no fato que aqueles que se desconectaram passaram a se sentir menos estressados, menos isolados, menos preocupados, e mais sociáveis.

Muitos dos que aceitaram se desligar durante uma semana, contaram que nesses sete dias tinham falado mais com sua família e seus amigos e que tinham aproveitado mais e melhor o tempo.

Redes sociais estressam diz estudo de instituto dinamarquês
Redes sociais estressam diz estudo de instituto dinamarquês
Para os autores, Facebook e plataformas similares só refletem a parte positiva da vida. E explicam: “funcionam como um canal incessante de boas notícias, um fluxo constante das vidas editadas que distorce nossa percepção da realidade”.

“Facebook é uma ficção construída com elementos da vida quotidiana, é uma realidade distorcida porque sublinha o positivo e esconde aquilo que é triste ou desagradável. Fornece a sensação de que cada um faz de sim um espetáculo”. E isso é um engano fonte de frustrações.

A investigação do Happiness Research Institute aponta que deixar de lado Facebook, reduz o estresse, esse esgotamento psíquico que aparece quando a carga de estímulos supera a capacidade de resposta do indivíduo.

“Os usuários estressados de Facebook, deveriam ter estado num regime de superestimulação gerado pela rede social e não percebiam que tanta informação os ‘carregava’ com pesos psicológicos. E essa ‘carga’ se traduz em tensão, ansiedade, tristeza e melancolia. Se compreende que se tenham sentido mais relaxados quando tiraram esse peso de em cima”, explicou ao jornal “Clarin” de Buenos Aires, um médico chefe do Serviço de Medicina do Estresse num hospital da capital argentina.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Abismais incompatibilidades entre Maomé e Jesus

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Profecia alguma prevê a vinda de Maomé.
Numerosas, precisas e antigas profecias foram confirmadas com o nascimento de Jesus.
A concepção de Maomé foi humana e natural.
Jesus foi concebido de modo sobrenatural, e nasceu de uma virgem.
Numerosas revelações de Maomé serviram para satisfazer seus interesses pessoais, tais como a legalização do casamento com sua nora.
As revelações e a vida de Jesus foram “sacrifícais”, como sua crucificação pelos pecados do mundo.
Maomé não fez milagre algum.
Jesus curou leprosos, deu vista aos cegos, andou sobre as águas, ressuscitou os mortos.
Maomé estabeleceu um reino terreno.
Jesus disse: “Meu reino não é deste mundo”.
Maomé admitiu que suas maiores paixões eram as mulheres, os perfumes e os alimentos.
A principal paixão de Jesus foi glorificar o nome de seu Pai celestial.
Maomé foi um rei terreno que acumulou riqueza, tornando-se o proprietário mais rico da Arábia.
Jesus não tinha onde reclinar a cabeça.
A vida de Maomé foi marcada pela espada.
A vida de Jesus foi marcada pela misericórdia e pelo amor.
Maomé incitou a jihad, ou guerra santa.
Jesus disse que “aqueles que ferirem pela espada, pela espada perecerão”. Um de seus títulos é “Príncipe da Paz”.
Se uma caravana era fraca, Maomé atacava-a, saqueava-a e massacrava-a; se ela era forte, ele fugia.
Jesus disse: “Resplendeça vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. “Amai os vossos inimigos e abençoai os que vos odeiam”.
Maomé fez apedrejar a adúltera.
Jesus perdoou à adúltera.
Maomé casou com catorze mulheres, incluindo uma menina de sete anos.
Jesus não teve relações carnais.
Maomé admitiu que era um pecador.
Jesus foi livre de todo pecado, mesmo de acordo com o Alcorão.
Maomé não previu sua morte.
Jesus predisse com exatidão a sua crucificação, morte e ressurreição.
Maomé não formou nem nomeou um sucessor.
Jesus designou, instruiu e preparou seus sucessores.
Maomé estava tão incerto sobre a sua salvação que orou setenta vezes por dia, a fim de receber o perdão.
Jesus era a essência da salvação, e disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida! Ninguém vai ao Pai senão por mim”.
Maomé massacrou seus inimigos.
Jesus perdoou os seus inimigos.
Maomé morreu e seus restos mortais estão enterrados na terra.
Jesus ressuscitou dos mortos e ascendeu ao Céu!




Outras diferenças entre Jesus e Maomé


Maomé foi um líder religioso e militar
Jesus foi um líder religioso
Estima-se que Maomé matou 3 mil pessoas, incluindo 700 judeus em Medina em 627.
Jesus nunca matou ninguém
Maomé recebeu um quinto dos prisioneiros capturados em combate, incluindo mulheres (Sura 08:41).
Jesus nunca possuiu escravos
Maomé forçou seus discípulos sob pena de morte a continuarem acreditando nele.
Jesus nunca forçou os discípulos a continuar a crer nEle.
Maomé ensinou vingar os crimes contra a honra, a família ou a religião.
Jesus ensinou a perdoar as ofensas recebidas.
Maomé torturou o chefe de uma tribo judaica.
Jesus nunca torturou ninguém.
Maomé vingou a violência contra ele, ordenando a morte de seus inimigos.
Jesus não vingou a violência praticada contra Ele, mesmo dizendo “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23,24).
Para o Islam mártir é quem morre por sua fé enquanto luta e mata os infiéis.
Para os cristãos o mártir é aquele que morre por sua fé.
Todos os califas discípulos de Maomé também foram generais de guerra.
Nenhum dos discípulos de Jesus formou exércitos.
Nos primeiros 300 anos do Islã, os exércitos islâmicos invadiram a Arábia, a Pérsia, a Terra Santa, a África do Norte, a África Central, a Espanha, o sul da França e amplas áreas da Ásia Menor e na Ásia Central.
Nos primeiros 300 anos do cristianismo, houve 10 grandes perseguições contra os cristãos e não houve resistência armada.


(Fonte: La differenza tra Gesù e Maometto, Dietro le Quinte, 25/08/2012. BastaBugie nº.437, 20 janeiro 2016.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Celulares danificam desenvolvimento cerebral dos bebés

A Dra. Tallie Baram e seus colegas alertam as mães.
A Dra. Tallie Baram e seus colegas alertam as mães.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Pesquisadores da Universidade de Califórnia - Irvine alertaram as mães para não usar telefones celulares perto de seus bebês.

Eles observaram que um comportamento materno fragmentado e caótico perturba o desenvolvimento cerebral de seus tenros filhos. Estes poderão sofrer danos emocionais que se evidenciarão no resto da vida, informou o site Medical Press.

O estudo foi publicado na revista científica Translational Psychiatry.

Os investigadores detectaram que as mães que estão cuidando de seus bebês têm constantes interrupções, algumas aparentemente inócuas como simples telefonemas e mensagens de texto. Mas essas interrupções constantes podem ter um impacto duradouro em suas sensíveis crianças.

A Dra. Tallie Z. Baram e suas colegas do UCI's Conte Center on Brain Programming in Adolescent Vulnerabilities mostraram que os cuidados maternos ritmados e ordenados são de uma importância crucial para o desenvolvimento do cérebro infantil.

Na fase inicial de crescimento, ele precisa de estímulos continuados e ordenados para garantir o desenvolvimento de redes neuronais robustas.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que uma conduta materna errática pode aumentar a probabilidade de as crianças adotarem condutas de risco, procurarem drogas ou serem vítimas de depressão já na adolescência ou na vida adulta.

Os usuários se acostumaram aos celulares e os utilizam intensamente, mas isso poderá ter pesadas consequências.

“É bem conhecido que a vulnerabilidade às desordens emocionais como depressão deriva da interação de nossos genes com o meio ambiente, especialmente durante os períodos mais sensíveis do desenvolvimento”, explicou a Dra. Baram, catedrática de Estudos Neurológicos.

“Temos que desligar nosso celular quando cuidamos de um bebê, para termos uma conduta coerente e previsível”, acrescentou.

A Dra. Baram e sua equipe estão estudando este fenômeno com sofisticada tecnologia para medir o desenvolvimento do cérebro e usando testes psicológicos e cognitivos para compreender melhor o problema.


terça-feira, 22 de março de 2016

Exorcista: “Satanás atrás do Estado Islâmico”

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os recentes atentados de Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

No Oriente Médio, o motor religioso islâmico se mostra por inteiro.

O mosteiro de Santo Elias, o mais antigo do Iraque, foi destruído pelo Estado Islâmico, o grupo terrorista que em nome de Maomé visa extinguir o cristianismo e qualquer vestígio de cultura do passado, inclusive pagão.

O padre católico Paul Thabit Habib, responsável pela igreja, atualmente exilado em Erbil, disse: “nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente aniquilada. Estamos testemunhando uma tentativa de expulsar-nos do Iraque e eliminar nossa existência neste país”, informou o “O Estado de S. Paulo”.

Os devotos intransigentes do Islã fizeram de Mossul a sua capital no norte do Iraque. Havia ruínas antigas de 1.400 anos, conservadas ali como tesouros arqueológicos.

Apesar de não possuírem mais significado religioso ou de civilização, elas foram dinamitadas e pulverizadas em nome da religião islâmica.

Bruxelas: socorristas atendem uma vítima
Bruxelas: socorristas atendem uma vítima
O Museu Assírio de Mossul e as ruínas de Palmyra são os mais conhecidos de um total de mais de 100 espaços arqueológicos demolidos pelo Estado Islâmico.

Tumbas, igrejas e templos, católicos ou não, e até mesquitas de seitas islâmicas, entre as muitas que se dividem os maometanos, também foram pulverizadas pelos arautos da “religião de paz” corânica.

Em agosto de 2015, os fiéis seguidores do Corão recrutados pelo Exército Islâmico destruíram parte do templo de Bel, o mais importante de Palmyra.

Essa cidade foi nos séculos I e II d.C. um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo e ponto de encontro das caravanas na Rota da Seda.

Uma semana antes, os radicais fizeram o mesmo com o templo dedicado a Baal, deus pagão sob a efígie do demônio, a quem seus adoradores ofereciam até sacrifícios humanos e outras oblações perversas, como referidas na Bíblia.

O que é que faz que esses fanáticos de Alá, de Maomé e do Corão cheguem a tais extremos de inumanidade, sacrificando nisso até suas próprias vidas? 

O islamismo mais moderno age diante das imagens dos velhos demônios dos templos pagãos desertos como um anjo das trevas que surge das cavernas mais escuras do inferno atropelando os seus cúmplices de menor posição.

Palmira: antes e depois da demolição.
Palmira: antes e depois da demolição.
E se volta contra o mundo ocidental que ainda pode ser chamado de cristão mais por causa do passado de que pelo presente, com o mesmo furor destruidor supra-humano.

Segundo o padre Amorth, exorcista de Roma, nas violências inauditas e nas perseguições contra os cristãos praticadas pelo Estado Islâmico, é perceptível a garra do demônio.

“Il Giornale” de Milão, perguntou ao exorcista se o pessoal do Estado Islâmico estava sendo então inspirado por Satanás, ao que o Pe. Amorth respondeu:

“Com certeza! Onde está o mal, está sempre o demônio por trás incitando. Qualquer forma de mal, grande ou pequena, sempre é sugerida pelo diabo”.

– O Sr., com seus 90 anos continua fazendo exorcismos?

– “Agora faço pelo menos dois ou três ao dia, antes chegava a fazer 15, inclusive nas datas de Natal e Páscoa. Há alguns anos calculei ter feito cerca de 70.000 exorcismos. Talvez até mais”.

– Ficam poucos exorcistas?

– “Infelizmente. Com frequência os primeiros que não acreditam no demônio são os bispos que não estão nomeando novos exorcistas.

“Ontem eu falava com um exorcista, o Pe. Vincenzo, que me dizia que havia uma fila de 40 pessoas aguardando ser exorcizadas. Eu escrevi uma carta ao Papa Francisco pedindo-lhe que permitisse a todos os sacerdotes praticar exorcismos”.

– E o Papa respondeu?

 – “Enviou-me resposta por meio do Vigário da diocese de Roma dizendo que não se podem mudar as coisas de um dia para outro. São necessários demorados procedimentos e regras a ser cumpridos”.

Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
– Este Papa fez exorcismos?

– “Não me consta. Ratzinger e Wojtyla sim”.

– Hoje há um sucessor para o Padre Amorth?

– “Há a Associação Internacional dos Exorcistas que eu fundei e da qual sou o presidente honorário. Hoje tem como presidente o Padre Francesco Bamonte, que também é exorcista. Entreguei a ele mais de dois quilos de coisas que me cuspiram os endemoninhados: chaves, cacos de vidro, pedaços de correntes, pregos”.

– Mas cuspiam esses objetos pela boca? 

– “Sim, sem jamais se ferirem. Eu pude tocar com a mão esses objetos que se materializavam na boca dos endemoninhados no momento de cuspi-los.

“Vivi muitos episódios estranhos, casos de levitação de gente que se elevava pelo menos meio metro do chão, que caminhava pelas paredes como se não existisse lei da gravidade”.

Prossegue o experiente Pe. Amorth: 

“E depois pessoas que falavam línguas como foi o caso certa vez de um camponês que apenas falava italiano e começou a perorar em inglês e em latim.

“Certa vez uma religiosa começou a se arrastar pela igreja como uma cobra, passando sob os bancos sem mudá-los um centímetro de local”.



quarta-feira, 16 de março de 2016

Religiosas rumo à extinção na Itália e no mundo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O número das freiras católicas na Itália está diminuindo tão rapidamente, que por volta de 2050 talvez não fique nenhuma, registrou reportagem do site Narratively.

O site foi entrevistar freiras idosas internadas num antigo convento de clausura em virtude de sua avançada idade. Essas religiosas se perguntam com angústia quem virá dar continuidade à sua missão inconclusa.

O site menciona soror Zenaide celebrando seu 101º aniversário num dia de inverno e cantando “a dor de milhares de ilusões”.

Quase não há mais noviças jovens no convento de Santa Ana, em Turim. As que chegaram mais recentemente vieram da Índia como enfermeiras das idosas. É o caso da irmã Evangelina, originária de Kerala.

Todos os anos a agência FIDES (da Congregação para a Evangelização dos Povos) fornece um censo das religiosas de todo o mundo.

Segundo ele, havia em 1997 cerca de 400.000 religiosas na Europa. Em 2015 elas eram menos de 300.000. A estatística constata uma perda anual de aproximadamente 8.000 religiosas. Os dados dos Estados Unidos e da Austrália apontam uma decadência análoga.

Na Ásia e na África os números estão distorcidos pela quantidade de moças que entram em conventos só para conseguir completar os estudos.

Mas ser uma religiosa é uma vocação divina. Soror Gesualda, 95, lembra as dificuldades que enfrentou para entrar na vida religiosa e a tenacidade com que agiu face à oposição de seu pai.

A irmã Clotilde, 92, acredita que a diminuição das vocações é também punição pelos “milhões de abortos que acontecem no mundo”.

A lamentável crise das vocações religiosas não atinge só a Itália.

Em dezembro de 2015, o Global Sisters Report constatou que restam menos de 50.000 religiosas nos EUA — mesmo número de um século atrás — e que só 9% delas têm menos de 60 anos.

Em São Paulo, o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, explicou que a Igreja Católica perde anualmente cerca de dois mil religiosos e religiosas (O Estado de S. Paulo, 20.08.15).

A crise da Fé produziu outros dolorosos efeitos negativos revelados em 2015. Na Alemanha, segundo o episcopado, 218.000 fiéis abandonaram a Igreja em 2014, 39.000 a mais que em 2013, quando 179.000 deixaram de pagar o imposto dos fiéis (La Croix, 21.07.15).

Em setembro de 2015, a Arquidiocese de Nova York fechou quase 40 paróquias, por falta de sacerdotes e de recursos econômicos (Folha de S. Paulo, 05.08.15).

O bispo de Besançon, França, permitiu que se realizasse uma exibição equestre em sua catedral.

Cerca de 20 igrejas são fechadas anualmente na Inglaterra. A Alemanha fechou 515 numa década e dois terços das 1.600 igrejas católicas da Holanda serão desativadas proximamente (Infocatólica, 06.01.15).

Nos últimos anos, centenas de igrejas católicas na Europa foram postas à venda e algumas já são hotéis, residências, museus, lojas, oficinas, supermercados, floriculturas, e até um bar estilo Frankenstein em Edimburgo, Escócia.

Igreja transformada em hotel em Malines, Bélgica.
Igreja transformada em hotel em Malines, Bélgica.
Um tsunami de liberalismo moral, disciplinar e na doutrina da fé devastou a Igreja no período pós-conciliar, esvaziando conventos e seminários com o pretexto de apresentar uma Igreja Nova menos rigorosa e mais atrativa para o mundo.

O resultado está aí.

Porém, a Igreja Católica é imortal. A reportagem não menciona, mas é fato largamente constatado que os conventos e seminários que retornam à disciplina e às práticas da Igreja de sempre, estão enchendo invariavelmente.

Quando o espectro da Igreja Nova se dispersar no nada de onde parece ter saído, a Igreja ressurgirá com um renovado rosto ainda mais esplendoroso que nos séculos de sua maior glória.


quarta-feira, 9 de março de 2016

“Cibercrime” pode paralisar um país inteiro

Marc Goodman  é especialista em cibercrime e colaborador do FBI, da OTAN e da Interpol.
Marc Goodman  é especialista em cibercrime e colaborador do FBI, da OTAN e da Interpol.
Luis Dufaur
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“O cibercrime poderá paralisar um país inteiro”, alertou Marc Goodman, especialista nesse novo tipo de crime que trabalha para a FBI, a NATO e a Interpol, segundo noticiou o jornal espanhol “El Mundo”.

Goodman, que é também fundador do ‘Future Crimes Institute’ da Singularity University, acaba de publicar o livro Os delitos do futuro.

Segundo ele, “as tecnologias que nos fascinam têm um lado intensamente escuro. Subestimamos que o poder desses progressos pode cair nas mãos de criminosos e terroristas. Isso implica riscos nunca antes vistos e dos quais nós ainda não somos bem conscientes.

“Nos velhos tempos o crime era praticado com facas e pistolas. Mas hoje o crime evolui com a tecnologia. Quando apareceram os trens, que foram uma grande inovação, os criminosos passaram a assaltar 200 pessoas por vez! No ano passado, no hackeo da Sony, roubaram a mais de 100 milhões de pessoas ao mesmo tempo. Quando foi que na história da humanidade alguém pôde roubar a 100 milhões e isso apenas com alguns clics?

“Cada vez que aparece um novo avanço, os criminosos estão ali para tirar proveito. Eles planejam ataques terroristas com o Google Earth e podem imprimir armas ilegais e pentes de balas em impressoras 3D”, acrescentou.

“Os hackers não só ameaçam piratear um computador ou roubar um cartão de crédito. Apenas nos EUA, 60.000 doentes usam marca-passos conectados pela internet. São usados para induzir estímulos elétricos à distância com finalidades médicas, mas nas mãos erradas são muito perigosos. Além do cibercrime, já existe o biocrime, pois já se pode programar vírus em laboratório computacional.

“Colocar todos os aspectos da vida na dependência da informática está nos tornando vulneráveis. Pode-se piratear desde o sistema de semáforos de uma cidade até as centrais elétricas. O cibercrime do futuro pode paralisar um país inteiro”.

Porém, acrescentou: “Os governos e as empresas não estão aplicando os meios suficientes para nos proteger dos riscos que se avizinham. Vendo as imagens de um atentado na televisão, você não percebe, mas já está sendo vítima do terrorismo. Al Qaeda e o Estado Islâmico estão recrutando especialistas informáticos. Hoje está em jogo a liberdade”.

A Idade Média foi exemplo de uma era em que a sabedoria progredia lado a lado da ciência e da tecnologia
A Idade Média foi exemplo de uma era em que
a sabedoria progredia lado a lado da ciência e da tecnologia
Para Goodman, a solução consistiria em investimentos pesados em informática, “criar uma espécie de Projeto Manhattan para lutar contra o cibercrime, como se fez na II Guerra Mundial, reunindo os melhores cientistas, matemáticos e linguistas do mundo para deter a ameaça nazi”, conclui o especialista.

Mas quem garante a Goodman que essa colossal construção cibernética não poderá ela mesma ser infiltrada e usada, com ainda mais poderes, por criminosos de alto bordo?

O professor Plinio Corrêa de Oliveira comparou certa feita o progresso vertiginoso da ciência e da tecnologia com um jato de guerra que na medida em que avança vai ficando cada vez mais poderoso, mas seu piloto vai ficando cada vez mais louco e mais facínora.

Seu fantástico voo vai ficando a cada instante o prelúdio de um desastre cada vez mais pavoroso.

O Dr. Plinio explicou que a solução do dilema não passa pela extinção da ciência nem da tecnologia.

A solução seria que os homens crescessem em sabedoria na medida em que crescem com as realizações materiais. E isso só pode acontecer se aderirem profundamente ao espírito da Igreja Católica.

A questão que ele deixou em aberto é se uma humanidade cada vez mais sábia e mais católica teria produzido certos engenhos que hoje fascinam os homens. E, conforme o caso, se não teria reprovado sua fabricação e feito coisas diferentes, talvez melhores.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Igreja transformada em clube de skate e esoterismo

A igreja de Santa Bárbara abandonada foi rebatizada 'Templo do Caos.j
A igreja de Santa Bárbara abandonada foi rebatizada 'Templo do Caos'
Luis Dufaur
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A digna igrejinha de Santa Bárbara, na localidade de Llaneras, região das Astúrias, na Espanha, foi cair nas mãos de um “artista urbano”, um grafiteiro de nome Okuda San Miguel, informou El Mundo de Madri.

Ele foi contratado por um grupo que se apresenta como um “coletivo” de nome Church Brigade.

Essa ONG comprou a igreja abandonada pelo clero em 2007 e a dedica exclusivamente ao skate, misturado com superstições tipo Nova Era.

A igreja tem 300 metros quadrados e foi construída num belo estilo neorromânico com detalhes neogóticos.

Obra do arquiteto asturiano Manuel del Busto concluída em 1912, ela teve privilégios de basílica.

Sofreu muito com a Guerra Civil 1936-1939 e não foi restaurada como merecia.

A revolução eclesiástica na arquitetura se desinteressou por esse nobre templo, outrora residência do Santíssimo Sacramento.

Na ideologia "progressista" era uma igreja feita com a mentalidade dos "ricos" e não dos "pobres", "fechada" e não "aberta".

O 'Templo do Kaos' é um doloroso fruto da revolução na Igreja
O 'Templo do Kaos' é um doloroso fruto da revolução na Igreja
Ernesto Fernández Rey (a) Jernest, líder da ONG Church Brigade, comprou a igreja abandonada dizendo que ia instalar uma empresa multisserviços.

O grafiteiro Okuda degradou ao extremo o nobre templo pintando-o por dentro com cores e imagens aberrantes, que incluem insinuações obscenas e esotéricas num estilo que poderia ser qualificado de surrealismo pop.

Okuda aceitou desfigurar a igreja quando viu uma foto na Internet de praticantes do skate dentro dela.

A ONG Church Brigade conhecia outros trabalhos dele e encomendou-lhe a deformação.

Muitos vitrais ficaram, mas outros foram desenhados por Okuda e instalados sobre o altar mor.

O grafiteiro aplicou a esotérica pintura em sete dias, com a ajuda de três assistentes.

Okuda foi pago por mecenas e a ONG quer atrair um vasto público para passar a mensagem da convergência do skate com as ruínas da Igreja.

Não faltará religioso “moderno”, “progressista”, ou “na onda” para comemorar a profanação.





quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Exorcismos em massa na Polônia

Exorcismo coletivo no Estádio Nacional de Varsóvia.
Exorcismo coletivo no Estádio Nacional de Varsóvia.
Luis Dufaur
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Na católica Polônia está em andamento uma onda de exorcismos de dimensão nacional.

A preocupação dos fiéis com fenômenos ligados à influência demoníaca no mundo presente explica os grandes eventos de expulsão do demônio.

Por vezes, essas sessões atraem mais pessoas do que partidas de futebol. Foi o caso de uma série recente de exorcismos em massa, “Jesus no estádio”, no Estádio Nacional de Varsóvia, com 58.145 lugares.

Segundo Grzegorz Bacik, assistente para o exorcismo na arquidiocese de Cracóvia e autor de vários livros sobre a ação do preternatural no mundo moderno, cada diocese tem em média três exorcistas.

A revista mensal “Exorcismo”, que é a primeira da Europa consagrada ao problema, triplicou sua tiragem em três anos e chega a 40 mil exemplares.

Segundo Bacik, autor de mais de cinco livros sobre o tema, houve uma explosão da demanda de intervenções sacerdotais na Polônia nos últimos anos, noticiou a revista “Sábado”, de Portugal.

— As pessoas começaram a procurar mais o exorcismo porque são mais vítimas do demônio — disse.

O tema é onipresente em igrejas, lojas de artigos de piedade e reportagens religiosas.

O livro 'Ocultismo' de Grzegorz Bacik.
O livro 'Ocultismo' de Grzegorz Bacik.
Na edição de dezembro, “Exorcismo” publicou uma entrevista com o padre Andrej Kowalcyk, exorcista na cidade portuária de Gdansk, que aconselha o uso do terço como uma “arma também contra partidos políticos que foram tomados por Satanás”.

As igrejas europeias começaram a ampliar os seus programas após décadas de fugir da realidade dos assaltos do poder das trevas.

Há mais casos na Espanha, na Itália, e até na Alemanha, onde a Conferência dos Bispos abandonou a prática no fim dos anos 1970, seduzida pelas filosofias e teologias progressistas de substrato evolucionista ou ateu.

Na ausência de sacerdotes católicos que acreditam seriamente na existência de Lúcifer e que aplicam contra ele o exigente, ponderado e poderoso ritual do exorcismo, proliferam charlatões, pastores protestantes, curandeiros, ou até “exorcismos” de invenção pessoal, que podem ser muito perigosos.

Em dezembro, uma mulher de 44 anos foi encontrada morta no Hotel Intercontinental de Frankfurt, depois de um “exorcismo” praticado por parentes. Outra vítima do mesmo ritual foi resgatada pela polícia com ferimentos graves.

— Eu nunca vi algo semelhante — observou a promotora Nadja Niesen.

Tampouco faltam ateus ou materialistas não menos perigosos e charlatães que os anteriores. A socióloga Maria Zoltkowska, por exemplo, afirma que a “epidemia” é resultado de sugestão, já que o assunto está constantemente na mídia. “As pessoas acham que a culpa é do demônio, porque é mais fácil culpar Satã do que enfrentar os problemas”, sofismou.

O especialista em demonologia, Pe. John Baptist Bashobora, de Uganda, fez uma série de rituais de exorcismo em massa. De cada um, participaram 58 mil pessoas no Estádio Nacional de Varsóvia, mais do que nos jogos da seleção, segundo “Sábado”.

Especialistas do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia da Clínica Charité, de Berlim, afirmam que há em toda a Europa mais demanda por exorcismo em consequência do baixo oferecimento de atendimento psiquiátrico, acrescentou a revista portuguesa.

Exorcista, revista mensal polonesa dedicada ao problema
Exorcista, revista mensal polonesa dedicada ao problema
O exorcismo seria visto como um substituto e a possível cura, resultado de um processo de sugestão. Segundo um estudo alemão, 38% dos europeus sofrem de algum tipo de distúrbio mental, mas apenas um terço dos doentes tem acesso a tratamento.

Porém, a intervenção das potências infernais é cada vez mais sensível. Elas atacam com mais facilidade a pessoas psicologicamente doentes ou mais débeis sob diversos pontos de vista.

Doença psiquiátrica e possessão são duas coisas muito diversas que, com frequência, podem se acumular. O bom sacerdote procura logo de início discernir a natureza do caso.

Quantos dos mencionados doentes não estão sendo assediados também pelo pai da mentira? Só um análise bem harmonizada de natureza psiquiátrica e sacerdotal pode esclarecer a realidade.

Mas está difícil achar médicos e sacerdotes que acreditam na existência do diabo e estão dispostos a combatê-lo com as armas certas.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

João Calvino: fim de um servo do demônio

João Calvino. Anônimo, século XVI, Bibliothèque de Genève.
João Calvino. Anônimo, século XVI, Bibliothèque de Genève.



Também João Calvino, o outro máximo líder dos protestantes junto com Lutero, foi servo do demônio; também ele agiu como um feroz anticristo, devorador das almas.

Vejamos os últimos momentos deste heresiarca descritos no livro do Pe. Júlio Maria “O Diabo, Lutero e o Protestantismo” (cap. IX, nº 3):

“Calvino é a mais asquerosa figura que apresentou a pretensa reforma protestante: verdadeiro monstro de corrupção e de hipocrisia.

“Todos os seus passos eram calculados, e dizia-se que os seus olhos, despedindo uma chama impura, lançavam olhares mortais.

“O fim de Calvino foi a digna conclusão de uma tal vida. Vivera na lama, morreu na podridão.

“Eis com que termos ela foi descrita pelo protestante Schlussemburg:

“Tal foi o golpe com que Deus feriu Calvino, com a sua mão poderosa, que ele exalou miseravelmente sua má alma, desesperado de sua salvação, invocando os demônios e proferindo imprecações as mais execráveis, e blasfêmias as mais horrorosas”.

“Ele morreu de febre maligna, devorado, de modo mais ignóbil e degradante, por um formigueiro de vermes, e consumido por abscessos ulcerosos, cujo infecto nenhum dos assistentes podia suportar”. (Th. Calvino 1594, t.2l. p. 72).