quarta-feira, 22 de maio de 2013

José Graziano apresenta projeto para homens se alimentarem com insetos em lugar de carne

José Graziano da Silva, diretor da FAO, elogiou proposta
A organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) propôs reformar a gastronomia mundial para reduzir a poluição.

Segundo a proposta tratar-se-ia de comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e porcina, porque o gado é tido esdruxulamente de “aquecedor do planeta”.

Num relatório de 200 páginas divulgado em Roma, a FAO defendeu que comer insetos beneficia o meio ambiente enquanto o gado consome vegetais e ração demais.

O diretor do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no gabinete do presidente Lula e ex-responsável do Programa Fome Zero, disse que para combater a fome no mundo grilos e formigas são “essenciais”.



Prato de insetos em Laos
Mas, acrescentou, deveriam ser “mais integrados com as políticas de segurança alimentar e com o uso da terra”, obviamente com reforma agrária e ambientalismo.

O trabalho foi realizado com a colaboração da Universidade de Wageningen, na Holanda.

Ele foi apresentado em Roma durante a Conferência Internacional sobre as florestas para a segurança alimentar e nutrição, informou a Folha de S.Paulo.

Escorpião e gusanos de seda para consumo humano em Kunming, China
O documento elogia os insetos por se alimentarem de “resíduos, lixo humano, compostagem e chorume animal”.

“Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente”, elogia a FAO, acrescentando que eles deixam “pequena pegada ambiental”.

O Programa de Insetos Comestíveis agora lançado também examina o potencial alimentar de aranhas e escorpiões, embora não sejam considerados insetos.

Ministro do Gabão Gabriel Tchango no lançamento de relátorio.
Projeto parece horrorizar até os promotores
A FAO reconhece que muitas pessoas que “podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente”.

Mas isso é um acidente repugnante.

Entretanto, para os militantes do ambientalismo radical propostas como esta preanunciam o futuro.

O futuro de um mundo que renegou a Jesus Cristo, sua Igreja e a Civilização Cristã, acrescentamos nós.





quarta-feira, 1 de maio de 2013

Bauru:excomungado padre defensor do homossexualismo e arauto da revolta contra a moral

Catedral de Bauru, SP

O comunicado da Diocese de Bauru (SP), abaixo reproduzido, refere-se à excomunhão na qual incorreu o Pe. Roberto Francisco Daniel, daquela diocese, por pertinácia e irredutível disposição de continuar professando o erro, pior, propagando.

Assim, foi sábia a decisão do Bispo diocesano de Bauru, Dom Frei Caetano Ferrari, OFM que, em comunicado oficial da diocese, diz a respeito do padre: “em nome da ‘liberdade de expressão’ traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo“.

A mídia repercutiu o fato como mostra a reportagem da UOL-Folha (29-4-13), intitulada “Igreja decide excomungar padre que defende homossexuais em SP”, cuja colaboradora Cristina Camargo escreve:

A Igreja Católica decidiu excomungar o padre de Bauru (a 329 km de São Paulo) que havia se afastado de suas atividades religiosas neste final de semana após declarações de apoio aos homossexuais (…) Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, Roberto Francisco Daniel, 48, o padre Beto, realizou suas últimas missas neste domingo (28).”
Continua a jornalista:
“Ele havia recebido prazo do bispo de Bauru, Caetano Ferrari, 70, para se retratar e ‘confessar o erro’ cometido em declarações divulgadas na internet nas quais afirma que existe a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexuais.”

É aqui evidente a apologia à infidelidade em relação aos ensinamentos perenes da Igreja Católica.

“Beto também questiona dogmas católicos e chama a atenção pelo estilo. Fora da igreja, usa piercing, anéis, camisetas com estampas “roqueiras” ou com a imagem do guerrilheiro comunista Che Guevara e frequenta choperias.”

O padre mostra-se impenitente, dizendo-se mais afinado com os dogmas da modernidade pagã do que com os da Igreja:


“Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador. Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão”.

De fato, está fora da comunhão da Igreja Católica quem ataca sua doutrina, recebida da Sagrada Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. E não pode alegar ignorância doutrinária, pois tal ignorância não se justifica num pastor de almas, que tem o dever de ensinar essa mesma doutrina. Quanto à liberdade de expressão que ele alega, é caso de se perguntar até onde vai essa liberdade, é sem limites?

Vale, por exemplo para um padre dizer que Deus não existe ou que os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo estão errados?

Eis o comunicado da Diocese de Bauru:

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru sobre o Rvedo. Pe. Roberto Francisco Daniel
29/04/2013
Comunicado ao povo de Deus da Diocese de BauruÉ de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.
O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.
A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.
Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .
Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.
Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.
Bauru, 29 de abril de 2013.
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.
* * *
Em tempo, o site UOL Notícias está fazendo uma enquete a respeito da excomunhão, se o leitor quiser se manifestar concordando com a sansão imposta ao ex-sacerdote, vote SIM.
Enquete: Você concorda com a excomunhão do padre a favor de homossexuais?
http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/04/29/voce-concorda-com-a-excomunhao-do-padre-a-favor-de-homossexuais.htm
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Referência: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/04/1270637-igreja-decide-excomungar-padre-que-defende-homossexuais-em-sp.shtml

terça-feira, 30 de abril de 2013

Francisco I e o teste cubano

Havana - No centro da capital cubana reina a pobreza comunista, os prédios estão caindo aos pedaços, os automóveis mais modernos são da década de 50. 

§  Armando Valladares (*)

Francisco, o primeiro pontífice latino-americano, em seu recente discurso ao corpo diplomático destacou a pobreza física e a pobreza espiritual como dois grandes males do século XXI, e se compadeceu do “sofrimento” que suas vítimas enfrentam.

Ao ler esse discurso papal sobre o flagelo da pobreza, não pude deixar de lembrar dos meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres latino-americanos e caribenhos, vítimas de mais de 50 anos de comunismo.

Evoquei tantos lances lamentáveis da diplomacia vaticana para Cuba comunista nas últimas décadas, que de uma maneira ou de outra favoreceram a continuidade da ditadura cubana.

E me perguntei com legítima expectativa, enquanto católico cubano, qual será, durante este novo pontificado, a orientação da diplomacia vaticana para a pobre Cuba, a outrora “pérola das Antilhas”?

 Até o momento, não são muitos os elementos de que se dispõem para levantar uma hipótese sobre o que poderá ocorrer. Trata-se, sem dúvida, do teste cubano.

A expectativa e até a ansiedade dos cubanos sobre os rumos da diplomacia vaticana para Cuba comunista se justifica, porque o drama da ilha-cárcere já se prolonga durante demasiado tempo.

Depois da viagem de João Paulo II a Cuba, em 1997, o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, publicou o livro “Diálogos entre João Paulo II e Fidel Castro” (Ed. Ciudad Argentina, Buenos Aires, 1998), [foto] uma edição que parece estar esgotada, porém que na eventual re-edição poderá dar luz sobre o pensamento de Francisco sobre o problema cubano.

Diversos comentaristas lembraram o papel do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Bergoglio, como presidente da comissão de redação do documento da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (CELAM), cujos membros se reuniram no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Brasil, em 13 de maio de 2007.

Francisco teria presenteado tal documento a mandatários recentemente recebidos em audiência pelo novo pontífice, como foi o caso da presidente argentina.

Em maio de 2007, antes dessa reunião da CELAM, tive oportunidade de enviar “minha angustiada interrogação, enquanto católico cubano e ex-preso político nos cárceres comunistas durante 22 anos, a respeito de se esta reunião da CELAM abordará o drama dos católicos cubanos ou se, mais uma vez, optará pelo silêncio”.

Também constatava que “o sofrimento espiritual do rebanho católico cubano em relação à atitude complacente dos pastores ante os lobos vermelhos é dilacerante”.

E lembrava que durante a reunião do Encontro Nacional Eclesial Cubano (ENEC), o então arcebispo de Santiago de Cuba, monsenhor Pedro Meurice, reconheceu que no começo os fiéis católicos cubanos consideravam os eclesiásticos desse país como membros de “uma Igreja de mártires”, mas que depois, por essa atitude colaboracionista com a ditadura castrista, “dizem que somos uma Igreja de traidores”.

Um resumo dessa mensagem aos participantes da CELAM foi divulgado pela Agência Católica de Informações (ACI): (“Ex-preso político pede que drama cubano não passe desapercebido na 5ª Conferência”, ACI, 06 de maio de 2007).

Uma mensagem pública aos membros desse organismo, difundido pela imprensa e nas redes sociais, e entregue em mãos à boa parte dos altos eclesiásticos participantes e a seus assessores, no próprio local do evento, em Aparecida. Nessa mensagem, eu expressava

Lamentavelmente, nessa oportunidade, o silêncio da CELAM sobre o tema cubano foi total.

Dois meses depois, os diretores da CELAM partiram para Havana, para participar da 31ª assembleia ordinária da entidade eclesiástica.

Apresentava-se outra oportunidade imperdível para que a CELAM rompesse com o muro do silêncio, da indiferença e da vergonha que asfixia meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres, órfãos espirituais entre os mais órfãos, que sofrem na ilha-cárcere do Caribe.

Antes de começar o encontro eclesiástico em Havana, autoridades da CELAM haviam recebido comoventes cartas, assim como pedidos de ajuda por parte de fiéis católicos, de mães e esposas de presos-políticos, sobre as generalizadas violações de direitos humanos e religiosos aos habitantes da ilha-cárcere.

Depois do encontro eclesiástico houve, inclusive, uma reunião de duas horas e meia entre representantes da CELAM e representantes da ditadura cubana. Não obstante, monsenhor Emilio Aranguren, bispo da diocese cubana de Holguín, se apressou a esclarecer que nessa reunião simplesmente “nenhum desses temas foi posto na mesa”, porque se havia conversado unicamente “sobre os temas que eram verdadeiramente importantes para os bispos presentes”.

No inferno cubano, a asfixia e o extermínio espiritual e físico do pobre rebanho, ao que parece não era um tema suficientemente importante. O bom pastor está disposto a dar a vida por suas ovelhas (Cf. São João, 10,10).

O que dizer daqueles pastores que deixam suas ovelhas a mercê do lobo, parecendo ignorar o drama dos fiéis católicos cubanos, pobres entre os mais pobres, física e espiritualmente?

Na “ostpolitik” eclesiástica para Cuba, até o momento foram vários os autores. Entre eles, a secretaria de Estado da Santa Sé, bispos católicos cubanos, cardeais e bispos católicos norte-americanos, e cardeais e bispos católicos latino-americanos. Dediquei ao tema dezenas de respeitosos e sinceros artigos, durante os últimos anos.

Nesta ocasião, evoco esses dolorosos fatos eclesiásticos na angustiada, expectante e filial perspectiva de saber como será a orientação da diplomacia da Santa Sé, durante o prontificado de Francisco, com relação a Cuba. Trata-se do teste cubano. A atual conjuntura da Igreja, interna e externa, talvez seja uma das mais dramáticas de sua História. Que em relação ao futuro da ilha, a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, ilumine a mente, as decisões e os passos dos atuais e mais importantes protagonistas, especialmente, do novo pontífice.
_______________
(*) Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda esperança”, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalla Presidencial del Ciudadano e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu inúmeros artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “ostpolitik” vaticana para Cuba.  
Dois artigos relacionados, escritos por Armando Valladares: Bento XVI, CELAM e “favela” cubana (30 de abril de 2007) CELAM em Cuba: “diálogo cordial” entre lobos e pastores (27 de julho de 2007) 
Tradução: Graça Salgueiro

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Falta de reciprocidade faz Noruega vetar construção de mesquitas

Mesquita de obediência Ahmadiyya em Oslo

Continua repercutindo largamente a proibição de se construir mesquitas na Noruega com financiamento da Arábia Saudita enquanto o governo saudita não permitir por sua vez a construção em seu território de igrejas de outras confissões religiosas.

Jonas Gahr Stor, ministro das Relações Exteriores norueguês, decretou que não serão aceitos nem os donativos milionários dos sauditas, nem de empresários muçulmanos para financiar novas mesquitas na Noruega.

Segundo o ministro, seu governo excepcionalmente não aceitará o financiamento islâmico de milhões de euros enquanto a Arábia Saudita não admitir reciprocidade.

Jonas Gahr Stor argumenta que “seria um paradoxo antinatural aceitar essas fontes de financiamento de um país onde não existe liberdade religiosa”.

O ministro também anunciou que a “Noruega levará este assunto ao Conselho da Europa”, onde defenderá sua decisão baseada na mais estrita reciprocidade.

Cerimônia ecumênica em mesquita de Oslo.
Ecumenismo sem reciprocidade soa insincero e imprudente
A reciprocidade é um pressuposto básico de qualquer relacionamento pacífico entre as nações. É também um requisito imprescindível num ecumenismo sincero.

Porém, esse princípio básico do relacionamento humano parece esquecido pelos governos e líderes religiosos que pregam um ecumenismo imprudente.

Além do mais, os muçulmanos julgam que esse ecumenismo imprudente é sinal certo de falta de fé, prenúncio de capitulação ocidental e de próxima vitória maometana.



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Com receio do eleitorado, Senado americano não proíbe a venda de fuzis automáticos


O Senado americano enterrou o projeto que vetava a venda de fuzis automáticos nos EUA.

O projeto entrou bafejado por uma onda midiática cavalgada pelo presidente Obama, após um crime coletivo acontecido em Newtown, informou o jornal francês “Le Monde”.

Os senadores do partido de Obama perceberam o vazio da argumentação e a repulsa da população contra uma proibição que além de nada resolver, afaga a demagogia socialista e facilita o crime.

A senadora democrata Dianne Feinstein mostrou-se decepcionada com a decisão, mas foi incapaz de apresentar algum argumento convincente a favor do projeto.

A National Rifle Association (NRA) denunciou a artificialidade da manobra política e midiática. Com cerca cinco milhões de sócios, a NRA encontra o apoio dos americanos mais dinâmicos, sensatos e amantes da Lei.

Uma pesquisa do General Social Survey mostrou que 34% dos lares americanos possuem armas de fogo. Além do mais, o direito de possuí-las para defesa própria é garantido pela Constituição e pela Corte Suprema (equivalente ao STF).

Para Alan Gottlieb, vice-presidente da Fundação pela Segunda Emenda (emenda constitucional que garante o direito de possuir armas), a capitulação do grupo democrata não constituiu uma surpresa e foi decorrência de um simples cálculo eleitoral.

“Muitos democratas não querem chegar às próximas eleições tendo votado por esse projeto”, disse, referindo-se aos senadores dos estados conservadores ou rurais onde a propriedade de armas é generalizada.

Por sua vez, percebendo o fiasco da manobra midiático-política, o presidente Obama iniciou um novo giro pelo país, na tentativa de proibir uma liberdade que a Constituição e o povo americano prezam muito.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Descristianização: dioceses francesas põem igrejas à venda

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França
No período “pós-conciliar” houve um espantoso abandono da prática religiosa na França. Os católicos, que no início dos anos 70 eram 88% da população, ficaram reduzidos a 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center.

Conforme pesquisa do instituto galo Ifop, apenas 4,5% dos franceses vão à igreja todos os domingos e somente 15% a frequentam pelo menos uma vez por mês.

Imbuídas da ideia de “inserir a Igreja no mundo”, em vez de diante de tamanha queda promoverem o retorno à verdadeira prática religiosa, as dioceses francesas aceleram, pelo contrário, a venda de igrejas e de outros prédios religiosos católicos como conventos, seminários e escolas, noticiou a BBC Brasil.

Veja vídeo
Veja demolição
da igreja de Abbeville,
França, abril 2013
Acresce-se a isso o esvaziamento dos seminários modernizados. E como o afastamento dos fiéis não só prejudica gravemente o bem de suas almas, mas também os desanima a doar para a Igreja, o resultado são os milhares de igrejas fechadas por falta de recursos para mantê-las.

“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, explicou Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, entidade civil que tenta preservar essa herança histórica religiosa.

O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora há uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras”.


Demolição da igreja de Abbeville,
diocese de Amiens, Picardia, França, abril 2013


“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, disse Besse.

A corretora de Patrice Besse dispõe de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão), muito pouco dinheiro se comparado ao dos imóveis residenciais.

Capela do século XII transformada em moradia. Fronsac, Gironda, França
Ele acaba de vender por € 125 mil uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França. O comprador foi um pianista anglo-taiwanês de 21 anos.

“A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.

É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese local explica em seu site que a mesma está fechada por razões de segurança desde julho de 2011.

As obras necessárias são estimadas em € 400 mil, preço frequentemente gasto por milhares de franceses na restauração de propriedades históricas.

Uma igreja vendida no ano passado na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, tornar-se-á um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.

Este exemplo toca num ponto muito sensível. Desanimados com a desordem no clero, os católicos temem muito que vários desses templos abandonados possam ser comprados com dinheiro vindo de países islâmicos e se tornarem mesquitas muçulmanas.

Ex-Carmelo à venda, Macon, França
Teme-se também que, como já sucede, algumas virem residências pessoais – aliás, bastante esquisitas – ou locais para atividades que tocam na irreverência ou na blasfêmia.

O temor é acrescido pela frequente recusa das dioceses em ceder suas igrejas abandonadas para uso dos fiéis que nelas fariam celebrar a Missa no rito extraordinário aprovado pela Santa Sé.

Esses fiéis se dispõem a arcar com os custos da restauração e manutenção, mas suas propostas são recusadas pelos bispos diocesanos “progressistas”, obrigando os fiéis a apelar a Roma.

Segundo Benoît de Sagazan, do Observatório do Patrimônio Religioso e detentor de um blog sobre o tema, no mês de fevereiro de 2013 havia 43 igrejas e capelas à venda na França.

A descristianização da “filha primogênita da Igreja” avança como consequência da revolução interna dentro do clero e do laicato católico, por vezes mal disfarçada sob o slogan "Igreja dos pobres" ou "para os pobres".


quarta-feira, 27 de março de 2013

Cientistas neozelandeses: uso excessivo do vídeo induz a condutas anti-sociais

Modelos anti-sociais acabando sendo imitados
A Universidade de Otago, na Nova Zelândia, realizou uma pesquisa que acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 e cuja idade variava de 15 a 26 anos no início do estudo, e desde então até o presente – informou a agência France Press.

O objetivo era avaliar os potenciais impactos da televisão no comportamento deles. Com o decurso dos anos, os videojogos e a Internet foram incluídos como análogos à TV.

O resultado foi desabonador, apontando que crianças viciadas em televisão são mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas.






O estudo foi publicado na renomada revista científica “Pediatrics”, órgão oficial da Academia Americana de Pediatria – AAP.

“O risco de um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em média ele assistiu televisão durante a semana quando criança”, disse o Dr. Bob Hancox, coautor da pesquisa.

Tempo demais diante da TV causa danos independente do conteúdo
Esse tempo excessivo diante do monitor de TV também propicia a tendência a sentir mais emoções negativas.

Outros fatores como a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais também pesam no resultado.

“Os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos anti-sociais na sociedade”, explicou Hancox.

O estudo concorda com a Academia Americana de Pediatria, que recomenda às crianças não assistirem a mais de uma ou duas horas de televisão por dia.

Um dos incentivos às condutas anti-sociais provém da imitação do que as crianças vêem na televisão.

Mas esse não é o único fator. O isolamento social vivido pelos jovens que ficam horas diante do monitor de vídeo também é uma agravante, ainda que não fiquem expostos a conteúdos violentos, disse a pesquisa.

Isolamento diante do monitor prepara inadaptados sociais
Além do mais, “se permanecer demasiado tempo diante da tela, a criança poderá ter menos relações sociais com amigos ou parentes, além de um desempenho ruim na escola, correndo assim mais risco de [ao crescer] não conseguir empregado”, explicou o especialista.

Sobre os videogames, em entrevista à Radio New Zealand, Hancox salientou que “se a pessoa passar horas na frente de um jogo que não só a expõe a cenas violentas, mas também estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda”.



quarta-feira, 20 de março de 2013

Abortômetro”: 55.772.015 crianças assassinadas nos EUA desde o acórdão ‘Roe v. Wade’ de 1973

Os Estados Unidos registraram um dos piores holocaustos da história da humanidade no 40º ano da legalização do aborto, aprovado em 22 de janeiro de 1973, escreveu a agência LifeNews.com.

Desde aquela data, pelo menos 55.772.015 crianças inocentes foram assassinadas pelo aborto no ventre materno.

Uma cifra de deixar atrás os piores criminosos de guerra condenados em Nuremberg, as chacinas coletivas ordenadas por Lenine e Stalin.





Talvez só Mao Tse Tung e seus sequazes ainda consigam se manter na liderança dos macabros recordes de crimes coletivos contra a humanidade.

O National Right to Life Committee (NRLC) estimou que em 2011 a chacina dos inocentes já atingia 54.559.615 de vítimas em decorrência da decisão da Suprema Corte de Justiça Federal americana.

Mas, com os dados fornecidos pelo Center for Disease Control e pelo Guttmacher Institute (ex-braço para pesquisas da famigerada Planned Parenthood), no documento “Abortion Statistics: United States Data and Trends”, o Dr. Randall K. O’Bannon, diretor da NRLC, chegou ao número de 54.559.615 de homicídios por aborto desde 1973.

O instituto Guttmacher recolhe os números diretamente dos centros abortistas e é a fonte primária das informações sobre abortos.

Esses números significam que o extermínio alcançou uma média diária superior a 3.300 abortos, ou 137 abortos por hora, ou um aborto cada 30 segundos nos EUA.

Porém, considerando outras casuísticas — incluindo a “pílula do dia seguinte” — a cifra final do massacre aumenta em 1,2 milhão até o ano considerado (2011) pela National Right to Life. Deste modo, o número de vidas cruelmente extintas em decorrência do acórdão Roe v. Wade atinge 55.772.015.

O número total de vítimas do aborto nos EUA seria ainda maior se considerarmos as crianças mortas em alguns estados como a Califórnia, New York e Colorado, que legalizaram o aborto antes da decisão da Suprema Corte.

Porém, nesse ponto é difícil obter estatísticas seguras. Alguns estimam que, por esta causa, ao arrepiante total poderiam ser acrescentadas mais um milhão de vítimas inocentes.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Socialistas da Franca anunciam Inquisição laicista contra o ‘vírus da religião’

François Hollande prepara Inquisição e perseguição religiosa
O governo socialista da França anunciou a criação de um “Observatório Nacional da Laicidade”, uma iniciativa que na prática se traduziria em uma violação à liberdade religiosa com a deportação de muçulmanos, judeus e cristãos que sejam considerados portadores de uma “patologia religiosa”, escreveu a agência ACIDigital.

O presidente François Hollande, que em sua campanha eleitoral ofereceu equiparar as uniões homossexuais ao matrimônio autêntico, inclusive para efeito de adoção de crianças, disse em 10 de dezembro que no ano 2013 estabelecerá o chamado Observatório.

Na realidade uma Inquisição, se não uma célula de perseguição religiosa como houve no Terror de 1794 ou na Rússia dos soviets.

Um comunicado oficial da presidência assinala que esse organismo “terá como tarefa formular propostas sobre a transmissão da ‘moral pública’ para dar-lhe um lugar digno na escola”.





Dessa maneira, ele se arvorará em suprema autoridade religiosa e moral da educação francesa, porém sem Deus nem religião. A menos que o Partido seja o ‘Deus’ e o socialismo a sua religião.

Embora o comunicado oficial não especifique os alcances do Observatório, foi o Ministro do Interior, Manuel Valls, quem explicou sua missão.

O funcionário indicou que “o objetivo não é combater as opiniões com a força, mas ser detector e compreender quando uma opinião se faz potencialmente violenta e chega ao excesso criminoso. O objetivo é identificar quando é bom intervir para lutar com o que se converte em uma patologia religiosa”.

A missão preventiva de detectar os erros religiosos e morais foi característica da Inquisição que os mesmos socialistas tanto vituperam. A diferença é que a Inquisição procurava o bem das almas, inclusive das que erravam, enquanto o socialismo nega às almas até mesmo a sua existência.

O governo socialista – que permite a pornografia para moças de 18 anos de idade – ressaltou que o Observatório focará os extremistas de todos os credos.

Execução de Luis XVI
Laicismo cristofóbico é herança da Revolução Francesa.
Execução do rei Luis XVI, 1793
Sobre esta iniciativa do governo francês, a agência Reuters assinala que “a França deportará os imãs estrangeiros e os radicais debandados de grupos religiosos, incluindo os tradicionalistas católicos de linha dura, se uma nova política de segurança revelar que eles sofrem de uma ‘patologia religiosa’ e podem tornar-se violentos”.

Deportará para onde? Como? A alguma espécie de Gulag?

O ministro Valls não escondeu a missão universal que este Observatório atribui-se a si próprio.

Ele criticou que “os criacionistas nos Estados Unidos e no mundo islâmico, os extremistas muçulmanos, os católicos ultratradicionalistas e os judeus ultraortodoxos querem viver separadamente do mundo moderno”.

Com esse Observatório, o socialismo – qualificado de “monstro horrendo” e de “seita destruidora da sociedade civil” pelo Papa Leão XIII nas encíclicas Diuturnum Illud e Quod Apostolici Muneris – decidiria quem são os católicos “que se comportam bem”.

Obviamente, os católicos-socialistas e os seguidores das novas teologias subversivas nada terão a temer do novo Nero.

No momento, a França debate um projeto de lei iníquo, promovido pelo Partido Socialista, que equipara em tudo as uniões sodomíticas com o casamento segundo o Direito Natural e a Lei de Deus.

Em 13 de janeiro (2013), uma maré humana calculada aproximadamente entre 350 mil e 1,3 milhão de pessoas segundo as fontes saiu às ruas das principais cidades do país, sobretudo em Champs-de-Mars, Paris, contra o iníquo projeto antinatural.

O que será desses católicos franceses?

O laicismo, sempre de mãos dadas com o progressismo católico, se insinua cada vez mais como uma das piores ditaduras em germe dos últimos cem anos.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Arquidiocese de Milão cria serviço para casos de possessão diabólica

Dom Angelo Mascheroni responsável da pastoral
para lidar com as possessões em Milão
Diante do aumento dos pedidos de auxílio de fiéis que se acham assediados pelo demônio, a Arquidiocese de Milão, Itália, habilitou um atendimento especializado, informou a agência ACIDigital.

Dom Angelo Mascheroni, bispo auxiliar de Milão, ficou responsável pelo colégio de exorcistas da arquidiocese. Este colegiado foi duplicado pelo Cardeal-arcebispo D. Angelo Scola, sendo agora 12 os sacerdotes especializados nesses intrincados casos.

A arquidiocese habilitou um telefone central durante as tardes com o fim de encaminhar os fiéis até o exorcista mais próximo.

“Quem precisar – explicou D. Angelo – pode ligar e encontrar alguém que lhe dê os endereços mais próximos da zona, para que as pessoas não tenham que viajar longas distâncias”. O bispo sublinhou que “a Igreja deve escutar essas pessoas”.

Foi-se o tempo em que o “progressismo” tentava fazer acreditar que o diabo não existe e que, havendo problemas, o psiquiatra resolvia. Agora a ofensiva diabólica ficou insofismável e seu ataque é sentido por toda parte.

A atenção pastoral às pessoas que julgam sofrer ataques do maligno deve ser cuidadosa e atenta. De início, o sacerdote deve discernir se o ataque é verdadeiramente do demônio ou, na realidade, a causa é material (como doença) ou psicológica.

“No ministério dos exorcistas é fundamental escutar e dar consolo, porque vêm pessoas afetadas que afetam aos demais", relatou o prelado.

"Todos são recebidos com grande serenidade e não podemos permitir que se desalentem, porque o Senhor é mais forte que o demônio”.

O Cardeal-arcebispo de Milão nomeou mais seis sacerdotes exorcistas e o bispo auxiliar preposto a esta função, dispôs que os exorcistas “devem ter entre duas ou quatro conversas por dia, não mais que isso, pois já seria demasiado”.

De fato, o critério de discernimento é complexo: “envolve a mente, a ética, a dor física e psíquica”, e os ardis do demônio são melindrosos e extenuantes para o padre.

Há anos, Dom Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
denuncia a presença do maligno na sociedade moderna
A norma de prudência patenteia quão numerosos são os casos atribuídos ao maligno nessa cidade tão rica materialmente, mas onde a modernidade “laica” abriu enormes espaços ao rei dos infernos.

Dom Angelo explicou que a possessão propriamente dita é mais rara. O que acontece é que muitas pessoas apelam aos exorcistas porque padecem dificuldades vindas de Satanás, sem serem exatamente possessões.

Por isso, explicou, os exorcistas precisam observar a vida de fé das pessoas.

“Pergunto-lhes se costumam ir à missa aos domingos, quando se confessaram pela última vez... Se já faz mais de dez anos que a pessoa não se confessa, digo-lhe que vá primeiro se confessar e que depois vemos as outras coisas”, explicou.

E, de fato, a tibieza na prática da religião permite ao demônio assediar sua vítima, tentá-la, persegui-la, e só no fim, se a vítima aceitar algum pacto como o mundo moderno “laicizado” — na realidade endemoniado – oferece astutamente tomar conta dela.







A frequência aos sacramentos bem recebidos, a oração diária como o Terço, a consagração a Nossa Senhora como escravo de amor segundo o método de São Luis Maria Grignion de Montfort, e inúmeras outras formas de devoção tradicional que a Igreja recomenda aos fiéis têm poder para afastar o demônio que anda girando em torno das vítimas.

Porém, onde estão os sacerdotes que promovem essas devoções, que incitam os fiéis a confessarem seus pecados, a reformarem suas vidas, adotarem bons costumes e vencerem assim o demônio ávido de escravizá-los?

Sem dúvida, há bons sacerdotes, zelosos e observantes, mas é preciso procurá-los, e não sem dificuldade.

Finalmente, Dom Mascheroni apontou as manipulações de bruxos, de espíritas, da Nova Era, de falsos videntes e estelionatários que visam tirar inescrupuloso benefício econômico das pessoas afligidas por Satanás.


“Se o demônio estiver verdadeiramente presente, o Evangelho nos diz como se comportou Jesus: orando, jejuando e amando”, concluiu Dom Mascheroni.

Nossa Senhora está a nosso alcance em qualquer lugar. Como reza seu Ofício, Ela é “mais terrível que um exército em ordem de batalha” em relação ao demônio e a todas as hostes malignas. Peguemos no terço e rezemos com confiança e fervor: o diabo não suporta essa devoção.

Vejamos, por exemplo:

“Bispo descreve experiências exorcizando demônios – O exorcismo e a ciência 1”

“D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades – O exorcismo e a ciência 2”


domingo, 3 de março de 2013

Cardeal de Berlim fechará 70% das igrejas católicas no nordeste da Alemanha

Cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim
Cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim

O cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim, iniciou um plano para em sete anos reduzir 70% das igrejas católicas no nordeste da Alemanha, noticiou a agência Zenit.

“As 105 igrejas da arquidiocese – afirma o Cardeal em carta pública – serão reduzidas para 30 paróquias até 2020”. A diminuição afetará 400 mil católicos da arquidiocese de Berlim.

Em declarações à agência Katholische Nachrichten (KNA), o purpurado explicou que onze paróquias serão supressas anualmente na área outrora comunista que inclui as cidades de Berlim, Brandenburgo y Mecklenberg-Vorpommern.

“Isso não é apenas uma reforma administrativa, mas também uma reforma espiritual”, comentou o arcebispo alemão.

De fato, é uma reforma com causas e efeitos espirituais muito negativos.

O bispo George Maximilian Sterzinsky, antecessor do cardeal Woelki, havia começado a fundir as paróquias a fim de reduzir a dívida da arquidiocese depois da reunificação da Alemanha. Os fiéis não se sentem satisfeitos e não colaboram.

Atualmente, cada paróquia oferece missa de domingo para uma média de 3.810 fiéis. Quantos vão? Não se sabe.

Após a redução planejada, estima-se que cada uma das 30 paróquias que restarão deveria atender uma média de 13.300 católicos.

Cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim
Cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim
Mas isto é um jogo de números. A única coisa que pode mudar o fundo do problema é o fervor e o interesse dos fiéis. Mas estes não se sentem atendidos por uma dessacralização acentuada e por encenações litúrgicas deturpadas ou sem seriedade.

O arcebispo escreveu às comunidades dizendo-se forçado pelos “processos de desenvolvimento futuro e a redução da população”. De acordo com o cardeal, o número de membros da Igreja será reduzido em 30% em algumas regiões, em um período de até 17 anos.

A solução é então moral e religiosa, mas o cardeal não acena com uma cruzada apostólica restauradora do catolicismo alemão.

O vigário-geral, Tobias Przytarski, informou que os novos párocos serão liberados das tarefas administrativas. Não havendo fiéis para atender, não ficou claro o que é que eles farão.

A arquidiocese quer cobrir “grandes áreas pastorais”, o que significa que as paróquias restantes cooperarão mais estreitamente com a educação católica e as instituições sociais.

80% dos católicos alemães vivem em Berlim, cidade que recebeu um pacote de ajuda de US $ 39 milhões de outras dioceses católicas em 1999.

Esse auxílio foi benéfico, mas a volta ao fervor não se faz à base de milhões de euros.