terça-feira, 18 de agosto de 2026

Na IA: alucinações próprias de uma ‘religião demoníaca’

Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A inteligência artificial (IA) afeta a percepção da realidade, leva à irracionalidade e induz alucinações, disse o neurocientista Iain McGilchrist, citado em reportagem de “Folha de S.Paulo”. 

A ChatGPT reconheceu casos “psicóticos” de seus usuários, pois perto de 560 mil deles tiveram surtos de “mania” sendo alguns hospitalizados.

Mais de 1,2 milhão manifestaram “intenções suicidas”, e outro tanto abandonou a interação com humanos ficando “escravo” da IA.

A OpenAI fala de “epidemia de crise mental”.

O cantor David Bowie disse outrora que é um “portal para uma vida alienígena”, ou um novo tipo de possessão demoníaca.

O filósofo inglês Nick Land acha que sua única consequência possível é o fim da raça humana.

De fato, cada vez mais observadores do fenômeno acham que o surgimento da internet e da IA serve de disfarce para invocar demônios.

Não os demônios de filmes de terror, como “O Exorcista” (1973), de William Friedkin. São demônios do futuro.

Originários do grego “daimonion”, esses “daimonia” rompem com a autonomia do pensamento humano, nos agarram com ideias fora da realidade cotidiana e dominam a consciência sem nenhum aviso, prossegue “Folha de S.Paulo”.

O diagnóstico feito por Land é lúcido porque ele vai ao coração daquilo que David Noble chamava de “a religião da tecnologia”.

Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Quer dizer, uma mentalidade que tomou conta dos empresários do Vale do Silício, a qual, de uma maneira ou de outra, afetará por completo as nossas vidas — e mudará o que conhecemos sobre a natureza humana.

No entanto, ao se autoexilar em Xangai depois de ter sofrido das alucinações criadas pelos mesmos demônios sobre os quais ele ensinou em suas aulas.

Land passou a defender que o Ocidente precisa imitar impérios totalitários como a China de Xi Jinping e até mesmo a Rússia de Putin, se quiser sobreviver minimamente.

Nesta perspectiva, o progressismo materialista e igualitário como motor da história é uma narrativa transata.

O que viria pela frente é a luta desses “daimonia” do futuro conosco.


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