segunda-feira, 8 de julho de 2019

Milagre eucarístico de Alcalá de Henares, um ensinamento para a humanidade pecadora


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Há mais de quatro séculos todo ano a cidade de Alcalá de Henares, perto da capital espanhola Madri, leva em solene procissão pelas ruas a Custodia das Santas Formas desde a paróquia de Santa Maria Mor, onde se conservam 24 hóstias, até a catedral, noticiou “Infocatólica”.

A belíssima Custódia tem uma forma peculiar. Pois foi feita para expor à piedade pública um grande número de hóstias de tamanho normal, como as destinadas à comunhão dos fiéis, e não uma grande hóstia.

Isso se deve ao milagre que comemora esta procissão.

No fim do traslado processional da custódia, o bispo diocesano celebra a Missa e depois preside uma vigília de oração com as Sagradas Formas expostas.

No domingo, após a celebração de vésperas na Catedral, se realiza uma nova procissão solene de retorno à capela das Santas Formas na igreja de Santa Maria Mor.

Ela culmina com a bênção do Santíssimo no pátio do Palácio Arcebispal.

A origem desta solenidade é mais um milagre eucarístico que impressionou profundamente a cidade.

Aconteceu no longínquo ano de 1597.

Um penitente muito arrependido foi se confessar no Colégio da Companhia de Jesus de Alcalá de Henares.

Aproximou-se do Padre Juan Juárez SJ e lhe confessou um pecado horrível: ele tinha roubado sacrilegamente hóstias de vários templos.

O penitente entregou ao sacerdote as sagradas formas embrulhadas em papel e lhe garantiu que as tinha roubado sabendo que estavam consagradas.

Naquela época havia muitos atentados contra os sacerdotes por parte do anticlericalismo, dos protestantes e dos maçons. E o Pe. Juárez SJ sabia que as hóstias poderiam estar envenenadas.

Por isso dispôs, como era norma prudencial, que ficassem guardadas na igreja dos padres jesuítas durante longo tempo.

Normalmente elas deveriam se degradar e perder a forma exterior, sinal de que havia cessado a Presencia Eucarística.

Porém, após passarem muitos anos, com grande surpresa se comprovou que as formas permaneciam intactas, frescas, sem o mais mínimo sinal de corrupção como acontece nesses casos.

Isso posto, os religiosos decidiram levar as hóstias a uma cripta especialmente úmida, onde foram depositadas junto com hóstias não consagradas.

E eis que as não consagradas se corromperam rapidamente e as consagradas, roubadas, devolvidas e depois guardadas durante anos estavam perfeitas.

A procissão passa diante de convento carmelita onde Santa Teresa de Jesus morou alguns meses.
No ano 1608, decidiu-se convocar o Provincial dos jesuítas de Toledo – o superior regional – ao Colégio dos Jesuítas de Alcalá de Henares onde se encontravam as hóstias, para ouvir seu parecer.

Ele analisou atentamente as formas e ratificou que se encontravam completamente intactas, e ordenou seu traslado ao altar-mor do templo.

As hóstias prodigiosamente preservadas passaram por uma bateria de exames para testar sua incorruptibilidade.

Diversos especialistas convocados, inclusive teólogos e doutores, não encontraram explicação alguma do fenômeno.

Só ficava uma única resposta: se tratava de um milagre.

Os anos continuavam passando e em 1619, o Dr. Cristóbal de la Cámara y Murgía, Vigário Geral da Corte Arcebispal de Alcalá de Henares, reconheceu oficialmente o sucesso prodigioso.

Assim as hóstias de Alcalá de Henares resistiram ao crime e às intempéries durante séculos.

Entretanto, um mal muito pior que os anteriores se abateu sobre as hóstias divinas. E Deus parece ter permitido para fazer compreender o mal infernal incubado nesse engendro diabólico.

Qual era esse?

O socialismo e o comunismo contra o qual Nossa Senhora veio em Fátima a prevenir o mundo, mas não foi ouvida.

Na Guerra Civil Espanhola, o templo foi saqueado e as hóstias desapareceram na destruição geral.

Ficou, porém, a lembrança dos séculos de milagre permanente à vista de todos.

Por isso, quiçá como reparação, Alcalá de Henares relembra ainda o milagre com uma procissão.

O remorso é grande, e em agradecimento a Deus pela misericórdia do milagre, se ergueu uma capela de adoração perpétua que hoje conta com 350 membros.

Quantas vezes vemos ou ouvimos falar do desrespeito da Eucaristia por vezes em cerimônias litúrgicas superficiais ou até fandangueiras?

Em quantos países socialistas ou comunistas hoje os agentes marxistas invadem e fecham igrejas sem o mais mínimo respeito por Jesus verdadeiramente presente no sacrário?

Na China, na Rússia, em países comunistas, islâmicos ou pagãos ...

E por que não olhar de frente: até no Brasil se cometem atentados do gênero.

Alcalá de Henares está aí nos dando um exemplo de reparação e penitência.

E nos mostra que a misericórdia divina não tem limites inclusive diante de certos pecados nefandos, como o socialismo e o comunismo, que fazem mal ao país.

Então Jesus se afasta. Mas, basta um gesto de arrependimento e reparação para que Ele volte até nós, mais misericordioso do que outrora.

É esse tipo de penitência que Nossa Senhora veio pedir ao mundo em Fátima.



Vídeo: Milagre eucarístico de Alcalá de Henares





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