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| No culturalmente riquíssimo Museu del Prado, turma se desinteressa da arte para consultar o celular |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Os períodos de crise, como a da pandemia, são propícios para os augures e profetas do mundo que virá depois, escreveu Charlotte Fillol, especialista em educação e administradora do prestigioso Instituto Sapiens de Paris, nas páginas do “Le Figaro”.
Nada será como antes, fala o torvelinho adivinhatório, nem mesmo a educação.
A educação online seria imparável. O fechamento geral das escolas levou muitos jovens a procurar dados na Internet. Mas parece muito prematuro achar que esse fenômeno esporádico tenha chegado para ficar.
Numerosos pacientes acharam que este ou aquele remédio era eficaz contra o novo vírus, mas não se segue de ali que se tenha mostrado infalível.
O mero fato da crise do coronavírus ter constrangido mestres e alunos a procurar auxílios em linha não quer dizer que foi achada a fórmula do futuro para a educação, como por um golpe mágica.
De fato, a educação online continua sendo mais um problema do que uma solução, piorada pelo fato do modelo escolhido não ter sido o bom.
Em todos os campos da experiência humana onde irrompeu o digital parecia ter surgido uma solução tecnológica que facilitaria a atividade, sobre tudo industrial, maquinal ou burocrática.
Nossa Senhora



































