terça-feira, 20 de julho de 2021

Ataques contra procissão em Paris revelaram novo furor do comunismo

Herdeiros ideológicos da Comuna atacam fiéis em procissão pela alma dos religiosos martirizados em 1871
Herdeiros ideológicos da Comuna atacam fiéis em procissão
pela alma dos religiosos martirizados em 1871
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O comunismo que se dizia morto com a queda da União Soviética, vem ressurgindo com força insuspeitada na América Latina. A vitória eleitoral – ainda não confirmada – do candidato marxista-leninista Pedro Castillo é mais um exemplo.

Mas essa ressurreição infernal do comunismo se verifica em outros países. E foi especialmente virulenta em Paris, a cidade onde por vez primeira na História se instalou um governo comunista marxista: a Comuna de Paris de 18 de março a 28 de maio de 1871, segundo informou ACIPrensa.

Nesse breve período, os communards (comuneiros) se assanharam em martirizar sacerdotes e religiosos e incendiar palácios e prédios simbólicos da Cidade Luz. De maneira prodigiosa o povo de Paris conseguiu extinguir o incêndio que os communards atearam na Catedral Notre Dame para faze-la desaparecer.

Quando Nossa Senhora de La Salette avisou ao arcebispo Georges Darboy por meio do vidente Maximin, não pode acreditar que poderia vir a ser fuzilado. De fato, o foi Place de la Roquette junto com vários outros dignitários da Igreja.

Fuzilamento pelos comunistas do arcebispo de Paris - Revue Des Deux Mondes
Fuzilamento pelos comunistas do arcebispo de Paris - Revue Des Deux Mondes
Em locais como o convento do Carmo transformado em cárcere de clérigos ainda hoje podem se ver as manchas de sangue nas paredes e ver os locais dos martírios.

A Comuna de Paris foi reprimida pela força militar e os mártires católicos são venerados até hoje. Acreditou-se também que a explosão comunista tinha sido extinta para sempre.

Mas o contemporâneo Beato Francisco Palau O.C.D. increpou essa pobre visão política como otimismo tolo e preanunciou que a Revolução Comunista abandonava Paris em chamas levando em sua mão uma tocha para atear o incêndio no mundo todo.

E assim aconteceu: em 1917 a partir da Revolução Bolchevique na Rússia, como Nossa Senhora também advertiu em Fátima, espalhou os erros comunistas e começou a flagelar o mundo fazendo um número aproximado de 100 milhões de mortos ou mais.

Hoje em 2021 foi feita uma marcha piedosa na capital francesa para marcar o 150º aniversário dos mártires católicos mortos pela Comuna de Paris. Dir-se-ia um ato simbólico evocando um episódio já enterrado.

Mas não foi assim, e o comunismo como que ressurgido dos infernos mostrou suas garras.

A procissão começou onde o arcebispo Darboy foi executado, e devia terminar na igreja de Notre Dame des Otages, consagrada aos mártires mortos em maio de 1871.

Comunistas agredindo os católicos
Comunistas agredindo os católicos
No entanto, o pacífico ato se transformou em confronto violento. Os modernos simpatizantes da Comuna de 1871 atacaram com violência verbal e física os fiéis que procissionavam.

O arcebispo de Paris, Mons. Michel Aupetit ficou inocentemente preocupado porque “um Deus de amor, possa suscitar tanto ódio, tanta raiva”, por “uma demonstração de raiva, desprezo e violência”. Em verdade o Beato Palau no século XIX tinha razão: a megera da Comuna anda pelo mundo com a tocha incendiária na mão.

O arcebispo de Paris lamentou e condenou os ataques sofridos pelos 300 católicos, incluídos mulheres, idosos e crianças, que lembravam os mártires da cidade no século XIX. 

O bispo lembrou que “o Senhor nunca respondeu com raiva diante da raiva, ódio versus ódio; mas, pelo contrário, um coração pacífico que perdoou”.

Mas não é isso o que pensam os sucessores da Comuna ressurrecta.

Karl Marx, membro do Comitéi Revolucionário da Comuna
Karl Marx, quando membro da Comuna
O semanário católico Famille Chrétienne registrou que os participantes da procissão sofreram zombarias e assobios e que os agressores fisicamente quebraram bandeiras e jogaram símbolos.

Um vídeo nas redes sociais mostrou a violência extrema da esquerda vestida de preto espancando os participantes da procissão.

O bispo auxiliar de Paris, D. Denis Jachiet, decidiu encerrar a procissão para evitar maiores estragos.

Karine Dalle, porta-voz da arquidiocese de Paris disse à Famille Chrétienne que o incidente foi “surreal”, “violência totalmente gratuita”, assegurou. 

Mas diabolicamente inspirada segundo a visão do grande carmelitano contemporâneo Beato Francisco Palau.

O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, também condenou o ataque e, garantiu que “em Paris, a liberdade de culto deve ser exercida com total serenidade em nosso país”.

Lindas palavras para ficarem registradas, mas que não correspondem à feroz realidade comunista que está recuperando sua agressividade na França e no mundo.






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