terça-feira, 25 de maio de 2021

Guerra civil racial e religiosa se incuba na França?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Vinte generais franceses reformados publicaram uma carta aberta na difundida revista parisiense “Valeures actuelles” no dia 21 de abril denunciando “a desintegração que atingiu a nossa Pátria”, noticiou El Mundo de Madri.

Os autores dizem ter o apoio de “uma centena de comandantes efetivos e de mais de mil oficiais”.

Entre os 1.500 signatários, o Ministério da Defesa identificou 18 militares ativos que poderiam ser sujeitos a sanções disciplinares.

“Se não se faz nada, dizem, o laxismo continuará a se expandir inexoravelmente em nossa sociedade, provocando a meio termo uma explosão e a intervenção de nossos camaradas na ativa numa missão perigosa de proteção dos valores de nossa civilização”.

Os signatários precedidos pelo general Christian Piquemal, expulso depois de se manifestar contra a “islamização da Europa”, denunciaram “um certo anti-racismo” que cria “ódio entre as comunidades” porque “o que esses detestáveis e fanáticos partidários querem é uma guerra racial”.

Jean Luc Mélenchon, líder da extrema esquerda se mostrou indignado porque os signatários convidariam, segundo ele, “a uma intervenção contra os islamistas”.


Minorias islâmicas protagonizam guerrilha nos bairros por ódio contra a França
Minorias islâmicas protagonizam guerrilha nos bairros por ódio contra a França
A líder da extrema direita Marine le Pen aderiu aos militares reformados dizendo: “subscrevo a análise e partilho a aflição. (...) creio que é dever de todos os patriotas (...) levantar-te pela salvação do país”, e convidou “a tomar parte na batalha política e pacífica que se inicia”.

Menos de um mês depois saiu uma segunda carta aberta de militares da ativa acenando a uma “guerra civil que está se formando”.

Eles denunciam que essa eventual guerra civil racial-religiosa partiria do “comunitarismo” de grupos imigrantes que “despreza e odeia a França”, acrescentou “El Mundo” de Madri.

A primeira carta aberta teria coletado 163.137 adesões em pouco mais de 24 horas, segundo a revista que a publicou.

Os autores do segundo documento reconhecem que não podem falar abertamente, porém ficou impossível para eles ficarem calados.

Essa segunda carta é dirigida “ao Presidente da República, ministros, parlamentares e generais”.

Nela lembram que no “Afeganistão, Mali, África Central alguns de nós conheceram fogo inimigo. Alguns deixaram lá camaradas que deram suas vidas para destruir o islamismo ao qual vocês fazem concessões em nosso solo”.

Na Operação Sentinela – patrulhas militares que guardam as ruas francesas: “vimos com os próprios olhos os bairros abandonados, os compromissos com o crime.

Para generais, ruas francesas estão se assemelhando às do Afeganistão
Para generais, ruas francesas estão se assemelhando às do Afeganistão
“Temos sofrido as tentativas de instrumentalização de várias comunidades religiosas para as quais a França não significa nada mais do que um objeto de sarcasmo, desprezo e até ódio”.

Concordando com os generais, eles veem “o ódio à França e sua história se tornar a norma”.

“Já vimos essa declive em muitos países em crise. Ele antecede o colapso. Anuncia o caos e a violência que, ao contrário do que se afirma, não virá de um pronunciamento militar, mas de uma insurreição civil”.

O tom atinge seu clímax quando se dirigem ao presidente: “se uma guerra civil estourar, o exército vai manter a ordem (...), mas a guerra civil está se formando na França e você sabe perfeitamente”.

O presidente Macron não respondeu uma palavra.

Os ecologistas e a extrema esquerda apelaram à Justiça alegando que se trata de um movimento insurrecional. Mas o promotor público Rémy Heitz rejeitou a demanda porque via no texto “crime algum”.


Um comentário:

  1. Artículo muy interesante y preocupante ver cómo cada día va avanzando más el islam en esas tierras francesas, y en Europa en general.

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