quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Opióides causam um '11 de Setembro'
cada três semanas nos EUA

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A adição pelas drogas químicas de efeito análogo ao ópio – ou opióides – mata “em média 142 americanos por dia nos Estados Unidos”, concluiu a Comissão para o Combate à Toxicodependência e à Crise de Opióides, composta por legisladores dos dois grandes partidos americanos, o Democrata e o Republicano.

Por isso, segundo a Comissão, os EUA “estão tendo um número de fatalidades igual a um 11 de Setembro a cada três semanas”, informou a BBC Brasil.

Os opióides atingem as células nervosas e o cérebro. Alguns estão proibidos, como a heroína, ou funcionam como analgésicos que exigem receita médica muito controlada, como a morfina, a codeína, o fentanil e o oxicodona.

Desde 1999, o número de mortes por abuso de opióides quadruplicou, disse a comissão, citando o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

Um terço dos americanos recebeu prescrição de opióides em 2015.

A Comissão recomendou o estudo de novas formas de tratar os cerca de 100 milhões de adultos americanos (dados do Instituto de Medicina das Academias Médicas) que sofrem de dor crônica.

Alguns pesquisadores acreditam que médicos optam com frequência por medicamentos opióides, como Percocet e OxyContin, este último comercializado no Brasil.

Na última semana, um médico no Estado de Indiana foi morto pelo marido de sua paciente após se recusar a lhe prescrever opióides.

Pacientes que deixaram de receber a prescrição recorrem algumas vezes às ruas para procurar heroína, que, em algumas cidades, pode ser mais barata que a cerveja.

A heroína, segundo a polícia, é muitas vezes misturada com fentanil, um poderoso analgésico que teria causado várias mortes por overdose.

O abuso das drogas, inclusive das receitadas originalmente como medicamento, está produzindo cada três semanas uma hecatombe superior ao do maior atentado terrorista da história.

A alegria com que a mídia comemorou a liberação da venda de maconha no Uruguai com “finalidades terapêuticas” é comparável, mutatis mutandis, ao frenesi com que em algumas capitais árabes os grupelhos fanáticos comemoraram os aviões de passageiros se explodindo contra as Torres Gémeas.

Neste caso, é a ordem civilizada que está sendo explodida com a generalização das drogas.


2 comentários:

  1. Um outro lado da moeda são as drogas que as pessoas com problemas psiquiátricos devem tomar. Essas drogas têm muitos efeitos colaterais. É preciso encontrar uma outra solução para essas pessoas também. Que Deus possa tocar e iluminar os corações das pessoas que podem fazer alguma coisa.

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  2. Congregação católica belga desafia Vaticano sobre eutanásia
    https://br.yahoo.com/noticias/congrega%C3%A7%C3%A3o-cat%C3%B3lica-belga-desafia-vaticano-eutan%C3%A1sia-000047707.html

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