terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Seminários europeus se esvaziam e fiéis apostatam

Aula Magna do Seminário Conciliar de Barcelona inteiramente vazia
Aula Magna do Seminário Conciliar de Barcelona inteiramente vazia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Sem vocações, o Seminário Conciliar de Barcelona, que formou padres desde 1593, fechou as portas.

Seus escassos 28 seminaristas foram para um Seminário interdiocesano que acolhe os últimos estudantes de todas as dioceses da Catalunha.

A operação foi concebida pelo falecido Papa Francisco, informou o grande jornal de Barcelona La Vanguardia.

O colapso vocacional acontece junto com o abandono geral da religião: menos da metade das crianças são batizadas e há 82% de uniões civis contra 18% de uniões religiosas.

No mesmo dramático sentido vão as notícias sobre as ordenações sacerdotais na Alemanha.

Essas caíram para apenas 29 em 2024, o menor número da história.

Para Dom Wolfgang Ipolt, bispo de Görlitz, o número “reflete o estado da fé” no país.

Mons. Wolfgang Ipolt, obispo de Görlitz sorri enquanto reconhece que a fé está desaparecendo
Mons. Wolfgang Ipolt, obispo de Görlitz sorri 
enquanto reconhece que a fé está desaparecendo
Segundo o prelado, a crise eclesial é “acima de tudo uma crise de fé”, ou seja, do desinteresse geral pelo plano divino para cada pessoa. Ele observou que há cada vez menos comunidades com fé viva, escreveu Infocatólica.

Repercussão dessa tendência europeia foi medida em Inglaterra e Gales verificando que não são mais majoritariamente cristãs.

O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) britânico constatou o declínio da proporção de cristãos.

Na Inglaterra e no País de Gales, onde em 2011 eles perfaziam 59%, houve uma queda de 13 pontos. Duas décadas atrás, eram cerca de 72%.

Os “sem religião” ou ateus somam 25,3 milhões, quando há uma década eram 14,1 milhões.

Esse ateísmo é generalizado entre os menores de 40 anos. O islamismo subiu de 4,4% para 6% e o hinduísmo de 1,3% para 1,6%, impulsionados pela imigração e maior natalidade.