terça-feira, 27 de setembro de 2022

5.000 igrejas históricas em risco de demolição

Demolição da igreja de Gesté, departamento de Maine-et-Loire
Demolição da igreja de Gesté, departamento de Maine-et-Loire
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Cinco mil igrejas históricas da França correm o risco de serem demolidas ou vendidas. 

Neste último caso, pode ocorrer o que já aconteceu com inúmeras igrejas europeias transformadas em hotéis, cafés e até discotecas, informou o site Aleteia.

Muitas delas foram erigidas na Idade Média pela piedade e trabalho dos fiéis, mas agora correm o risco de serem entregues ao uso profano, por vezes à profanação, o que as deturpa cruelmente.

Os números foram levantados e divulgados pelos parlamentares franceses Pierre Ouzoulias e Anne Ventalon, cujo relatório alerta para a necessidade de manutenção mais adequada do patrimônio histórico nacional, particularmente das igrejas.

Eles sugerem que o governo francês disponibilize uma linha especial de financiamento para a manutenção desse patrimônio.

Desde 1905, em decorrência da separação entre Estado e Igreja feita pela Revolução Francesa, todas as propriedades da Igreja Católica na França foram expropriadas pelo governo.

Demolição sem permissão na França
Demolição sem permissão na França
A Igreja, porém, manteve o direito de utilizá-las para o culto, mas a responsabilidade pela manutenção cabe aos respectivos municípios. 

Estes, porém, não honram este dever, o que acarreta a decadência visível de grande quantidade de templos.

Segundo o relatório preparado pelos parlamentares, a França tem mais de 100 mil espaços religiosos, dos quais 15 mil sofrem condições inadequadas de preservação – muito embora estejam protegidos como monumentos históricos.

Há cerca de 500 igrejas fechadas permanentemente.

Alarmante, em especial, é a perspectiva de que, até 2030, aproximadamente 5 mil locais religiosos sejam demolidos ou vendidos a particulares e transformadas em hotéis, cafés e até discotecas e locais suspeitos.

Além disso, há o risco de tráfico de objetos religiosos.

Os parlamentares enfatizam que, “estes edifícios têm valor não somente espiritual, mas também cultural, histórico, artístico e arquitetônico”.


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