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| Assim 'The Guardian' ilustra a crise súbita das outrora gloriosas e famosas 'Big Techs' |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
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Pela primeira vez desde a sua fundação, a Meta (antes Facebook) demitiu 11.000 funcionários com um simples e-mail e enxugou o orçamento.
Esse foi o primeiro grande corte orçamentário da empresa controladora do Facebook e do Instagram empresa desde sua fundação em 2004 e prenuncia ainda mais.
A quebra marca o fim do rápido crescimento da Meta e seu “erro” em direcionar ações bilionárias para a construção do metaverso.
De acordo com o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, a empresa congelará contratações, demitirá mais funcionários e reestruturar e cortará despesas e orçamentos da maioria das equipes, e
se prepara para “crises sem precedentes”.
Lori Goler, chefe de pessoal da Meta, disse que a companhia não preencherá as vagas e suspenderá as transferências internas, informou
“Investing.com”.
A Meta, perde usuários, a receita cai, a incerteza sobre o futuro do “metaverso” só aumenta, a pressão dos investidores só sobe.
A estabilidade até para os gigantes da tecnologia, definitivamente, não existe mais. Facebook em 10 anos, atingiu o valor de US$ 230 bilhões, sua avaliação chegou a US$ 1,1 trilhão, mas desde que colocou todas as suas fichas no metaverso, seu valor despencou mais de US$ 800 bilhões.
O TikTok chinês pareceu se mostrar melhor e agora luta para não cair na mesma.
Segundo
“Forbes” Zuckerberg teria dito, em documentos internos: “eu diria que esta pode ser uma das piores crises que vimos na história recente”.
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| Grandes empresas tecnológicos passaram abruptamente da euforia a horizontes apocalípticos |
A
BBC calculou que em outubro de 2021 alguns dos maiores nomes do setor — Apple, Netflix, Amazon, Microsoft, Meta (dona do Facebook) e Alphabet (dona do Google) — atingiram uma perda de mais de US$ 3 trilhões em valor de mercado acumulado em 12 meses na bolsa americana.
Só a Apple acusou uma desvalorização de mercado de um trilhão de dólares em 2022 deixando de ser a empresa de tecnologia mais valorizada.
A gigante do comércio eletrônico Amazon, anunciou a demissão de 136 mil postos de trabalho no mundo todo até 21 de novembro, de acordo com o site Layoffs.fyi, que monitora os cortes de empregos na área de tecnologia. E num segundo momento demitiu mais 18.000 no plano mais massivo de supressão de empregos de sua história.
Além dos 11 mil funcionários de Meta demitidos a Twitter cortou 3,7 mil profissionais ou cerca de metade de sua força de trabalho.
A causa está na desaceleração econômica global em que as empresas investem menos dinheiro nas receitas de publicidade nas plataformas de rede social.
O Twitter saiu do mercado de ações após ser comprado pelo bilionário Elon Musk, malgrado os sinais de alerta que já existiam que falavam de uma eventual falência.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos EUA, estimaram que o Twitter perdeu um milhão de usuários.
O Facebook perdeu quinhentos milhões de seguidores num ano - inédito em seus 18 anos de história.
As duas empresas contam com uma base de usuários enorme, mas a perda de usuários derrubou suas ações.
As gigantes de tecnologia acumulam uma perda de US$ 3 trilhões em 12 meses no mercado acionário americano
Outras plataformas desaparecem ou se tornam irrelevantes, como a MySpace que tinha 300 milhões de usuários em 2007 e hoje sobrevive com apenas seis milhões de usuários em todo o mundo.
A Orkut foi a rede social mais popular do mundo até ser desativado em 2014. Bebo, MySpace, Vine, todos vieram e se foram. O Twitter parece estar à beira de forçar seus usuários a migrar, escreve a
BBC.