terça-feira, 25 de agosto de 2026

Comunidade digital internacional por tras das chacinas nas escolas

Rede estimula crimes coletivos nas escolas
Rede estimula crimes coletivos nas escolas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Após outra chacina escolar feita por um aluno, a Polícia argentina revelou relatório da Secretaria do Terrorismo Internacional (SAIT) sobre a “True Crime Community” (TCC), subcultura digital transnacional que que incita a massacres escolares.

Ela difunde “símbolos, narrativas e referências, ligadas a ataques de extrema violência nas escolas, glorificam os agressores e aformoseiam crimes notórios” suicídio incluído e informa sobre armas e procedimentos assassinos.

Usa para isso documentários e jogos envolvendo cenas de crimes em redes sociais como Discord ou Telegram.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Na IA: alucinações próprias de uma ‘religião demoníaca’

Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Imaginações perversas invadem aos 'devotos' da IA
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A inteligência artificial (IA) afeta a percepção da realidade, leva à irracionalidade e induz alucinações, disse o neurocientista Iain McGilchrist, citado em reportagem de “Folha de S.Paulo”. 

A ChatGPT reconheceu casos “psicóticos” de seus usuários, pois perto de 560 mil deles tiveram surtos de “mania” sendo alguns hospitalizados.

Mais de 1,2 milhão manifestaram “intenções suicidas”, e outro tanto abandonou a interação com humanos ficando “escravo” da IA.

A OpenAI fala de “epidemia de crise mental”.

O cantor David Bowie disse outrora que é um “portal para uma vida alienígena”, ou um novo tipo de possessão demoníaca.

O filósofo inglês Nick Land acha que sua única consequência possível é o fim da raça humana.

De fato, cada vez mais observadores do fenômeno acham que o surgimento da internet e da IA serve de disfarce para invocar demônios.

Não os demônios de filmes de terror, como “O Exorcista” (1973), de William Friedkin. São demônios do futuro.

Originários do grego “daimonion”, esses “daimonia” rompem com a autonomia do pensamento humano, nos agarram com ideias fora da realidade cotidiana e dominam a consciência sem nenhum aviso, prossegue “Folha de S.Paulo”.

O diagnóstico feito por Land é lúcido porque ele vai ao coração daquilo que David Noble chamava de “a religião da tecnologia”.

Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Cada vez mais dependente de um demonio digital que acaba se mostrando real.
Quer dizer, uma mentalidade que tomou conta dos empresários do Vale do Silício, a qual, de uma maneira ou de outra, afetará por completo as nossas vidas — e mudará o que conhecemos sobre a natureza humana.

No entanto, ao se autoexilar em Xangai depois de ter sofrido das alucinações criadas pelos mesmos demônios sobre os quais ele ensinou em suas aulas.

Land passou a defender que o Ocidente precisa imitar impérios totalitários como a China de Xi Jinping e até mesmo a Rússia de Putin, se quiser sobreviver minimamente.

Nesta perspectiva, o progressismo materialista e igualitário como motor da história é uma narrativa transata.

O que viria pela frente é a luta desses “daimonia” do futuro conosco.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Países proíbem jovens de até 16 anos acessarem as redes, e os salvam!

Perigos para as crianças detetados nos smartphones
Perigos para as crianças detetados nos smartphones
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









A Austrália interditou as redes sociais para menores de 16 anos.

Os pais não querem ver os filhos sozinhos num mundo digital hostil onde plataformas projetadas para viciar causam ansiedades e crises nervosas.

O país também proíbe os celulares nas escolas como fazem o Chile e outras nações.

Na Argentina, mais de 30 escolas de Buenos Aires já os vetaram no ensino.

Os benefícios apareceram logo: retornaram o recreio, os torneios de minifutebol e rúgbi, os jogos de cartas, as conversas, as risadas, a calma, a socialização e o convívio, observou reportagem de “La Nación”. 

O psicólogo americano Jonathan Haidt, denunciou em seu livro *A Geração Ansiosa* de 2024 que o acesso continuado às redes sociais está produzindo uma epidemia de transtornos mentais nos adolescentes.

Apareceu uma geração sem tolerância, com constantes oscilações de humor, ataques de ansiedade vendo o mundo como o que aparece nas telas de seus celulares.

Ele propõe nada de smartphones antes dos 14 anos e nada de redes sociais antes dos 16 anos.

Temidos danos cerebrais
Temidos danos cerebrais
E se adiássemos a idade do primeiro uso de celular?

E se lhes déssemos um que não tivesse acesso à internet ou às redes sociais, um que funcionasse apenas para chamadas e mensagens de texto?

Essa foi a proposta de duas mães britânicas que lançaram um movimento que viralizou em questão de horas: engajar os pais na mudança da norma social sobre quando seus filhos entram no mundo dos celulares.

Elas chamaram isso de "Infância Livre de Smartphones" e, na Argentina, os pais da escola Bede's o chamaram de "Mãos Livres".

Um ano e meio depois, as experiências são variadas.

Nem tudo é tão idílico quanto parecia no início, e os desafios são significativos.

Muitos pais e professores apontam que não é fácil mudar os padrões de uso de uma geração que já incorporou a socialização digital, mas têm fé de que a nova geração terá uma abordagem diferente em relação à socialização.

Lucila Galápagos, uma das mães da escola Bede’s e organizadora do Manos Libres (Mãos Livres) diz: “estamos promovendo abaixo-assinados para aprovar uma lei.

“Enquanto isso, queremos que as empresas possam ser multadas se não garantirem que menores não possam acessá-las.

“Precisamos conscientizar sobre as consequências para as crianças”, acrescenta.

O fim do aprendizado do relacionamento
O fim do aprendizado do relacionamento
Sofía G. 16 anos, mora em Villa del Parque e, quando soube da medida na Austrália, ficou cheia de perguntas:

“Na escola, falamos muito sobre celulares e redes sociais; todos concordamos que temos que aprender a não ficar tão presos a eles e a fazer coisas reais, encontrar amigos, sair”, diz ela.

“Há uma tendência crescente que vê as redes sociais não apenas como um espaço de interação, mas também como um dispositivo com efeitos viciantes, sustentado por algoritmos capazes de influenciar, condicionar e capturar a atenção de crianças e jovens”, observou Tili Peña é psicóloga e criadora da TANConectados.