quarta-feira, 1 de junho de 2016

Metade dos adolescentes dos EUA está viciada em celular

De costas um para o outro, absorvidos pelo dispositivo móvel.
De costas um para o outro, absorvidos pelo dispositivo móvel.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A metade dos adolescentes dos Estados Unidos se julga viciada em seus celulares.

A maior parte deles consulta seus aparelhos pelo menos a cada hora e sente-se pressionada para responder imediatamente, segundo pesquisa da Common Sense Media, difundida pela agência Reuters.

A Common Sense Media é uma associação sem fins lucrativos focada nos efeitos da mídia e da tecnologia em crianças e sua pesquisa ouviu 1.240 pais e crianças.


Segundo ela, a maior parte dos pais está preocupada com o assunto. 59% deles dizem que os filhos com idades entre 12 e 18 anos não conseguem largar seus celulares.

As descobertas ressaltaram a tensão gerada pelo uso intenso desses dispositivos. Cerca de um terço dos consultados afirmaram que brigam todos os dias por causa deles.



Adicção aos dispositivos virtuais é fonte continuada de atritos familiares.
Adicção aos dispositivos virtuais é fonte continuada de atritos familiares.
Está causando conflitos diários em casa”, disse em um comunicado o fundador e presidente-executivo do Common Sense Media, James Steyer.

O levantamento também ressalta a adicção à Internet e suas consequências.

Segundo o Common Sense Media, o hábito de realizar múltiplas tarefas simultâneas pode afetar a capacidade de formação da memória.

Também a falta de interação humana torna mais difícil o desenvolvimento de empatia e o bom relacionamento social com seres de carne e osso.

Crianças dos EUA com idades entre 8 e 12 anos passam seis horas por dia consumindo mídia, enquanto jovens com idades entre 13 e 18 anos passam quase nove horas por dia, segundo o grupo.

Relacionamento virtual substitui o relacionamento humano.
Relacionamento virtual substitui o relacionamento humano.
A pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais e não se limita aos adolescentes. Os pais também estão assumindo grandes riscos.

Cinquenta e seis por cento dos adultos consultados afirmaram que verificam seus celulares enquanto estão dirigindo carro e mais da metade dos adolescentes confirmaram que veem seus pais fazendo isso.

“Descobrimos que pais e filhos estão se sentindo viciados em seus dispositivos móveis”, disse Steyer..


3 comentários:

  1. Meu Deus do céu, o que é que vai ser dessa nova geração?! Que futuro sombrio aguarda aqueles que viverão neste século XXI!

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  2. Além das questões abordadas nesse artigo, há também o problema dos celulares nas salas de aula, os quais tiram a atenção dos alunos e acabam atrapalhando o professor a dar aula.

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  3. Esse boom de celulares tem algo de engenharia social, mas ainda não consegui perceber o real alcance do mesmo e as suas consequências para a saúde das pessoas, tanto a nível psicológico como físico. Reportagens como essas são interessantes para podermos tomar maior consciência do problema.

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