quarta-feira, 27 de março de 2013

Cientistas neozelandeses: uso excessivo do vídeo induz a condutas anti-sociais

Modelos anti-sociais acabando sendo imitados
A Universidade de Otago, na Nova Zelândia, realizou uma pesquisa que acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 e cuja idade variava de 15 a 26 anos no início do estudo, e desde então até o presente – informou a agência France Press.

O objetivo era avaliar os potenciais impactos da televisão no comportamento deles. Com o decurso dos anos, os videojogos e a Internet foram incluídos como análogos à TV.

O resultado foi desabonador, apontando que crianças viciadas em televisão são mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas.







O estudo foi publicado na renomada revista científica “Pediatrics”, órgão oficial da Academia Americana de Pediatria – AAP.

“O risco de um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em média ele assistiu televisão durante a semana quando criança”, disse o Dr. Bob Hancox, coautor da pesquisa.

Tempo demais diante da TV causa danos independente do conteúdo
Esse tempo excessivo diante do monitor de TV também propicia a tendência a sentir mais emoções negativas.

Outros fatores como a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais também pesam no resultado.

“Os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos anti-sociais na sociedade”, explicou Hancox.

O estudo concorda com a Academia Americana de Pediatria, que recomenda às crianças não assistirem a mais de uma ou duas horas de televisão por dia.

Um dos incentivos às condutas anti-sociais provém da imitação do que as crianças vêem na televisão.

Mas esse não é o único fator. O isolamento social vivido pelos jovens que ficam horas diante do monitor de vídeo também é uma agravante, ainda que não fiquem expostos a conteúdos violentos, disse a pesquisa.

Isolamento diante do monitor prepara inadaptados sociais
Além do mais, “se permanecer demasiado tempo diante da tela, a criança poderá ter menos relações sociais com amigos ou parentes, além de um desempenho ruim na escola, correndo assim mais risco de [ao crescer] não conseguir empregado”, explicou o especialista.

Sobre os videogames, em entrevista à Radio New Zealand, Hancox salientou que “se a pessoa passar horas na frente de um jogo que não só a expõe a cenas violentas, mas também estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda”.



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