quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cérebros cada vez mais exaustos pelo uso intensivo da informática

Loren Frank, profesor de fisiologia: um dos cientistas consultados.
Os cérebros têm cada vez menos tempo para repouso e saem danificados por causa do uso intensivo de equipamentos digitais, explicaram cientistas citados pelo “The New York Times”.

As pessoas querem remédio para o tédio, mas a invasão digital impede que elas aprendam melhor, memorizem a informação e gerem novas idéias.

Experiências de cientistas da Universidade de Califórnia, San Francisco, apontaram como certo que o repouso “permite ao cérebro aproveitar as experiências, solidificá-las e transformá-las em memória permanente”, disse Loren Frank, professor do Departamento de Fisiologia. Porém, quando o cérebro está continuamente estimulado “impede-se este processo de aprendizado”.

Estudo da Universidade de Michigan comprovou que as pessoas aprendem mais após um passeio pela natureza do que após um passeio num ambiente densamente tecnológico urbano.

Refeição sem distensão e relacionamento: danos cerebrais
“As pessoas acham que estão se refrescando a mente, mas na realidade estão se fatigando a sim próprias”, explicou Marc Berman, neurocientista da Universidade de Michigan.

Por exemplo, “em lugar de terem longos períodos de distensão, como é o caso de uma refeição de duas horas” as pessoas apelam para videojogos especialmente concebidos para todas as ocasiões.

Os fabricantes de jogos digitais como Electronic Arts, acrescentou Berman, “reinventaram os jogos para se encaixar até nos micro-momentos da vida diária”. O prejudicado é o cérebro.

A consulta assídua dos celulares traz dano mental, sobre tudo quando é feita nos momentos em que o homem deveria se distender.

Surfando numa academia: exemplo de dano às funções cerebrais.
Apagar e-mails enquanto ouve-se a rádio num café é hoje banal.

A pessoa acredita estar aproveitando o tempo, mas ela está negando a seu sistema nervoso um indispensável momento de recuperação.

Falar no celular enquanto se guia o carro, se faz compras ou qualquer outra atividade; ler ou ouvir livros digitais ou surfar na esteira parece trazer vantagens de tempo.

Mas, no fim de um dia de “multitasking” o cérebro está exausto.

O mesmo vale para o uso prolongado de computadores ou equivalentes. Com estas práticas, os pesquisadores acham que ficam anulados os benefícios das novas tecnologias.

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