quinta-feira, 2 de abril de 2009

Presidente da UE denuncia dirigismo e falta de democracia nas instituições européias

Vaclav Klaus compara Parlamento Europeo com a URSS
O presidente da República Checa Václav Klaus [foto] que acumula o cargo rotativo de Presidente da União Européia (UE) fez esclarecedor discurso ante o Parlamento de Estrasburgo.

O presidente foi vaiado quanto afirmou que a UE não é um dogma que jamais se pode criticar. Entretanto, continuou, “ela está totalmente em contradição com o raciocínio racional e com a história bimilenar da civilização européia”.

Depois de lembrar a opressão política e o dirigismo econômico padecido pelos checos sob o comunismo, ele acrescentou: “O sistema atual de tomada de decisões na EU é um sistema diferente daquele confirmado e provado pela história da democracia parlamentaria clássica. (...) Só há uma opção, que é imposta, e quem procura uma alternativa é considerado adversário da integração européia. Não há muito nós vivemos na nossa pátria sob um regime político onde nenhuma alternativa era admitida e, portanto inexistia qualquer oposição”, disse em alusão à ditadura comunista.

A cólera dos deputados europeístas mais fanáticos só cresceu quando o presidente checo constatou que o relacionamento entre os cidadãos e a UE é anormal.

Vaclav Klaus, presidente da República ChecaIsto, disse, é reconhecido sob eufemismos diferentes: “déficit democrático”, “perda de responsabilidade democrática”, tomada de decisões por autoridades não-eleitas que fazem parte de uma nomenclatura, burocratismo das decisões, etc.

Klaus disse que a Constituição Européia e o Tratado de Lisboa iriam piorar essa situação.

A continuar pela estrada atual, acrescentou o presidente da UE, “em pouco tempo nós poderíamos nos encontrar muito facilmente e muito rapidamente numa época que nos acostumamos dizer que pertence a um passado longínquo”, em mais outra alusão à colapsada URSS.

Klaus sublinhou ainda, em meio a patentes mostras de mau humor de destacados deputados europeístas: “É preciso dizer que o sistema econômico atual da UE é o da opressão do mercado e do reforço continuado da gestão central da economia. Embora a História tenha provado mais do que suficientemente que essa não é a boa direção a tomar, nos temo-na assumido de novo. (...) A errônea interpretação das causas da crise financeira e econômica dos últimos meses, contribui a essa evolução, como se a crise fosse devida ao mercado, quando a verdadeira causa consiste em exatamente o contrário – ela foi causada pela manipulação política do mercado. Mais uma vez, é preciso relembrar a experiência histórica de nossa parte da Europa e a lição que nós tiramos dela.”

Parlamento Europeu, StrasbourPor fim, o presidente da UE lançou um apelo aos deputados para que façam a “democracia autêntica” que foi recusada pela ditadura comunista.

E pediu que admitam o direito a todos de debater publicamente as questões graves sem serem tachados de dissidentes da “opinião correta única”.

Para Klaus esta seria a única via para uma UE mais livre, democrática e próspera.

O Parlamento Europeu, porém, age notoriamente de outra maneira.

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