quinta-feira, 26 de julho de 2007

Piercing: moda de escravos e degradados virou bacana


Orelha, sobrancelha, queixo, nariz, bochechas, língua — tudo serve.

A moda de incrustar objetos no corpo é a moda da dor e da infelicidade.

Mais assustador é o fundo moral e psicológico que ela revela.

Um historiador da arte, Denis Bruna, pesquisou antecedentes no mundo cristão.

No pagão, não precisava, pois índios americanos e selvagens africanos ainda costumam deformar o corpo com artifícios até mais sádicos e supersticiosos.

Em pinturas do fim da Idade Média, Bruna descobriu indivíduos com a face traspassada com anéis, cadeias, penduricalhos ou broches.

Numa Via Crucis de Hieronymus Bosch, os carrascos de Nosso Senhor aparecem com piercing, com o rosto furado por anéis. Uma parteira histérica, um velho lúbrico e infiéis também portam esses piercings como estigmas de infâmia.

Dois mil anos depois da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a humanidade que recusou a Igreja e a Civilização Cristã disputa, para cravar em suas carnes, os sinais que outrora os pintores punham nos torpes semblantes dos carrascos que atrozmente crucificaram o Cordeiro sem mancha, nosso Divino Redentor.

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